sábado, 21 de abril de 2012

Protetores Terrestres

 

Em nos reportando aos benfeitores celestiais, não nos esqueçamos dos protetores terrestres.

Muita gente espera, levianamente, a proteção dos anjos, quando ainda não sabe nem mesmo apreciar o esforço enobrecente dos homens de bem.

Sem dúvida, mais tarde,alcançaremos o paraíso...

Todavia, por agora, é preciso vencer os degraus que nos separam da glória divina.

Esses degraus jazem colocados à disposição dos nossos impulsos de melhoria, de regeneração, de auto-aprimoramento. 

Aqui, permanece simbolizado num pai afetuoso, que nos convida ao altar da consciência reta; além, é um coração maternal, que nos induz à bênção da sublimação pelo amor e pelo sacrifício...

Acolá, é um diretor de trabalho, aparentemente austero, que nos conclama, pelo exemplo, ao soerguimento de nossa dignidade pessoal no dever bem cumprido;
 mais além, é um amigo supostamente áspero, que nos compele ao desempenho das obrigações contraídas.

Subir ao Céu não representa caminhar sob chuvas de flores.

O trilho do próprio Cristo, para o Alto, terminou na cruz que lhe antecipou a imperecível ressurreição.

Não te imobilizes, desse modo, na oração ociosa ou na fé inoperante, acreditando que os Mensageiros do Amor te assinalem as rogativas nascidas, muitas vezes, do propósito de conforto prematuro ou de lamentável insubmissão.

Lembra-te de que as Leis do Senhor estão refletidas, tanto quanto nos permite a evolução já alcançada, nas leis humanas que os dirigem os movimentos, e aprendamos a reconhecer, nos lidadores do trabalho construtivo e nos missionários do bem, os respeitáveis instrutores que nos compete, não somente admirar, mas assimilar e seguir.

Recordemos que, na hierarquia real da vida, jamais inverteremos a ordem que nos rege os destinos.

Ouçamos atenciosamente os benfeitores terrestre, a fim de merecermos contato com os orientadores celestiais.

Sem dever corretamente atendido, não há direito consolidado.

Sem criaturas de bem, não há bem para as criaturas.

O primeiro passo para a conquista do Céu, há de ser dado por nós, na Terra, e por isso, antes de reclamar o socorro dos anjos, imitemos, cada dia, os grandes trabalhadores da prosperidade comum, que formam, na Humanidade, os padrões vivos do bem, na vanguarda do progresso e da luz.
===================
Emmanuel
Chico Xavier




quinta-feira, 19 de abril de 2012

Índios reencarnados


Um vizinho procurou Chico.

Eufórico, anunciou:

– Chico, venho comunicar que lá em casa nasceu mais uma criadinha às suas ordens! É uma menina. Dizem que é o espírito de uma índia que reencarnou!

O médium, a sorrir, proclamou:

– Graças a Deus! Finalmente nasceu uma índia!

***

Princípio milenar cultivado desde as culturas mais remotas, a reencarnação é um dos pilares da Doutrina Espírita.

Podemos situá-la como um dogma científico, suficientemente demonstrado pela pesquisa em torno do assunto, tanto na área espírita quanto fora dela.

Dentre outras evidências, a reminiscência espontânea, pessoas que recordam existências anteriores, exaustivamente examinada por pesquisadores idôneos, seria suficiente para transformar a reencarnação em princípio universal, um paradigma científico, filosófico e religioso.

Aliás, principalmente como princípio filosófico, se acreditamos num Criador que é um pai de infinito amor, justiça e misericórdia, como ensinava Jesus, forçoso admitir a reencarnação para explicar as aparentes injustiças sociais, envolvendo ricos e pobres, sãos e doentes, bons e maus, atletas e paralíticos, gênios e deficientes mentais...
***
Diante de tão grandiosa realidade, que nos dá consciência dos porquês da vida, é preciso apenas o cuidado de não perder o senso crítico, no bom sentido, de exercício da razão, como ensinava Kardec, para não cairmos na fantasia, como ocorre na Índia, por exemplo.

Os indianos adotam a metempsicose, a idéia de que podemos reencarnar como um animal ou vegetal, por castigo, quando nos comprometemos no erro e no vício.

Ideia até interessante, considerando que muita gente, ou quem sabe nós mesmos, está a merecer tal experiência, mas é algo que a Doutrina Espírita situa sem fundamento, já que ninguém retrograda.

Muitos estacionam, acomodam-se, marcam passo, comprometem-se sempre que renunciam ao esforço do Bem, ao aprendizado incessante, e mais cedo ou mais tarde lamentarão o tempo perdido.
Não obstante, por disposição misericordiosa do Senhor, não perdemos os patrimônios culturais, morais e espirituais acumulados. São inalienáveis, favorecendo nossa evolução e tenderão a ampliar-se à medida que a mestra dor venha nos estimular a deixar a inércia.
***
Aqui, no Brasil, a velha vaidade humana, em associação com a ignorância, favorece fantasias sobre nosso passado, com as perspectivas de que fomos gente importante no pretérito.

Disso se valem médiuns e guias, nas reuniões mediúnicas voltadas para o imediatismo, para ganhar a confiança de consulentes desavisados, encantados com a revelação de que foram figuras de destaque em ricas sociedades européias, nos círculos da nobreza.

Daí Chico festejar quando alguém lhe disse que reencarnara em seu lar uma índia.

Por falar nisso, amigo leitor, uma pergunta:

Por onde andarão os perto de 5 milhões de índios que viviam em nosso país quando Cabral por aqui aportou?

A população indígena está reduzida a perto de 200 mil.

Se você imagina que reencarnaram entre nós, acertou. Talvez nós mesmos sejamos um deles.

As culturas indígenas são formadas por espíritos em estágios primários de evolução. O simples fato de constituírem culturas mais ou menos estacionárias evidencia esse princípio. Digamos que servem às experiências reencarnatórias de espíritos que vivem uma infância espiritual.

Em face de suas limitações, sempre que se vejam em situação de necessidade ou de risco, tenderão a prevalecer em seu comportamento impulsos de agressividade. Poderão agir no meio civilizado como se estivessem na selva, sem senso moral e sem respeito pela vida humana.

Assim considerando, podemos explicar os problemas de violência que afligem nossa sociedade. Convivemos com espíritos imaturos que, quando reencarnam no seio de classes pobres, revivem o comportamento do selvagem.

Sua presença entre nós situa-se como um carma coletivo, já que lhes subtraímos o habitat natural.

Não vale a truculência policial para eliminá-los, o que apenas agrava a responsabilidade social.

Estão entre nós para serem orientados, ajudados, educados, como um compromisso não apenas do governo, mas de toda a sociedade.

Imperioso que os ajudemos a superar os impulsos da taba para que não sejamos flechados por eles.

*****************
Richard Simonetti

quarta-feira, 18 de abril de 2012

MENSAGEM DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

A mensagem  foi psicografada por Francisco Cândido Xavier dirigida a Pietro Ubaldi, em 17 de agosto de 1951, na residência de Dr. Rômulo Joviano em Pedro Leopoldo, MG.


  


“O Calvário do Mestre não se constituía tão somente de secura e aspereza…

Do monte pedregoso e triste jorravam fontes de água viva que dessedentaram a alma dos séculos.

E as flores que desabrochavam no entendimento do ladrão e na angústia das mulheres de Jerusalém atravessaram o tempo, transformando-se em frutos abençoados de alegria no celeiro das nações.

Colhe as rosas do caminho no espinheiro dos testemunhos…

Entesoura as moedas invisíveis do amor no templo do coração…

Retempera o ânimo varonil, em contato com o rocio divino da gratidão e da bondade!…

Entretanto, não te detenhas. Caminha!….

É necessário ascender.

Indispensável o roteiro da elevação, com o sacrifício pessoal por norma de todos os instantes.

Lembra-te, Ele era sozinho! Sozinho anunciou e sozinho sofreu. Mas erguido, em plena solidão, no madeiro doloroso por devotamento à humanidade, converteu-se em Eterna Ressurreição.

Não temos outra diretriz senão a de sempre:

Descer auxiliando para subir com a exaltação do Senhor.

Dar tudo para receber com abundância.

Nada pedir para nosso Eu exclusivista, a fim de que possamos encontrar o glorioso NÓS da vida imortal.

Ser a concórdia para a separação.

Ser luz para as sombras, fraternidade para a destruição, ternura para o ódio, humildade para o orgulho, bênção para a maldição..

Ama sempre.

É pela graça do amor que o Mestre persiste conosco, os mendigos dos milênios derramando a claridade sublime do perdão celeste onde criamos o inferno do mal e do sofrimento.

Quando o silêncio se fizer mais pesado ao redor de teus passos, aguça os ouvidos e escuta.

A voz Dele ressoará de novo na acústica de tua alma e as grandes palavras, que os séculos não apagaram, voltarão mais nítidas ao círculo de tua esperança, para que as tuas feridas se convertam em rosas e para que o teu cansaço se transubstancie em triunfo.

O rebanho aflito e atormentado clama por refúgio e segurança.

Que será da antiga Jerusalém humana sem o bordão providencial do pastor que espreita os movimentos do céu para a defesa do aprisco?

É necessário que o lume da cruz se reacenda, que o clarão da verdade fulgure novamente, que os rumos da libertação decisiva sejam traçados.

A inteligência sem amor é o gênio infernal que arrasta os povos de agora às correntes escuras e terrificantes do abismo.

O cérebro sublimado não encontra socorro no coração embrutecido.

A cultura transviada da época em que jornadeamos, relegada à aflição ameaça todos os serviços da Boa Nova, em seus mais íntimos fundamentos.

Pavorosas ruínas fumegarão, por certo, sobre os palácios faustosos da humana grandeza, carente de humanidade, e o vento frio da desilusão soprará, de rijo, sobre os castelos mortos da dominação que, desvairada, se exibe sem cogitar dos interesses imperecíveis e supremos do espírito.

É imprescindível a ascensão.

A luz verdadeira procede do mais alto e só aquele que se instala no plano superior ainda mesmo coberto de chagas e roído de vermes, pode, com razão, aclarar a senda redentora que as gerações enganadas esqueceram. Refaz as energias exauridas e volta ao lar de nossa comunhão e de nossos pensamentos.

O trabalhador fiel persevera na luta santificante até o fim.

O farol no oceano irado é sempre uma estrela em solidão. Ilumina a estrada, buscando a lâmpada do Mestre que jamais nos faltou.

Avança…. Avancemos…

Cristo em nós, conosco, por nós e em nosso favor é o Cristianismo que precisamos reviver à frente das tempestades, de cujas trevas nascerá o esplendor do Terceiro Milênio.

Certamente, o apostolado é tudo. A tarefa transcende o quadro de nossa compreensão.

Não exijamos esclarecimentos.

Procuremos servir.

Cabe-nos apenas obedecer até que a glória Dele se entronize para sempre na alma flagelada do mundo.

Segue, pois, o amargurado caminho da paixão pelo bem divino, confiando-te ao suor incessante pela vitória final.

O Evangelho é o nosso Código Eterno.

Jesus é o nosso Mestre Imperecível.

Agora é ainda a noite que se rasga em trovões e sombras, amedrontando, vergastando, torturando, destruindo…

Todavia, Cristo reina e amanhã contemplaremos o celeste despertar.”

***********************
 FRANCISCO DE ASSIS

terça-feira, 17 de abril de 2012

"O que acontece no meio"



Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa.

No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma.

Que tudo o que faz você voltar pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.

Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade pro fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início.

Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro.

Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.

No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato.

Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais.

Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.

Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso.

Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante.

Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa.

Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.

No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo.

Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio.

Que todas as escolhas geram dúvida, todas. Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.

Que adultos se divertem muito mais do que os adolescentes.

Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.

No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos.

Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável.

Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).

Que tocar na dor do outro exige delicadeza.

Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência.

Que não é preciso se estressar tanto em busca do prazer, há outras coisas que também levam ao êxtase: um poema, um gol, um show, um beijo.

No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário.

Que é mais produtivo agir do que reagir.

Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue.

Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais.

Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade.

E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.
==================
  MARTHA MEDEIROS

O Problema da Tentação


O educador, em aula, tentava explicar aos meninos que o móvel das tentações reside em nós mesmos;
contudo, como os aprendizes mostravam muita dificuldade para compreender, ele se fez acompanhar pelos alunos até ao grande pátio do colégio.

Aí chegando, mandou trazer uma bela espiga de milho e perguntou aos rapazes:

- Qual de vocês desejaria devorar esta espiga tal como está?

Os jovens sorriram, zombeteiramente, e um deles exclamou:

- Ora vejam!... quem se animaria à comer milho cru?

O professor então mandou vir a presença deles um dos cavalos que serviam à escola, instalou alguns obstáculos à frente do animal e colocou a espiga ao dispor dele, sobre pequena mesa.

O grande equino saltou, lépido, os impedimentos e avançou, guloso, para o bocado.

O professor benevolente e amigo esclareceu, então, bondosamente, ante os alunos surpreendidos:

- A tentação nos procura, segundo os sentimentos que trazemos no campo íntimo.
 Quando cedemos a alguma fascinação indigna, é que a nossa vontade permanece fraca, diante dos nossos desejos inferiores.
As forças que nos tentam correspondem aos nossos próprios impulsos.
Não podemos imaginar ou querer aquilo que desconhecemos.
 Por esse motivo, necessitamos vigiar o cérebro e o coração, a fim de selecionarmos as sugestões que nos visitam o pensamento.

E, terminando, afirmou:

- As situações boas ou más, fora de nós, são iguais aos propósitos bons ou maus que trazemos conosco.
*******************
Meimei
Chico Xavier






segunda-feira, 16 de abril de 2012

Vida Feliz


Muita gente se compraz na transmissão de comentários infelizes, veiculando ideias e opiniões malsãs, tomando-se estafeta da insensatez.

Permanece discreto diante dos maledicentes e injuriosos, que te testam as resistências, trazendo-te mensagens infames, a fim de levarem a outrem, distorcidas, as tuas palavras.

O silêncio, em tais circunstâncias, é como algodão que abafa e amortece o ruído do mal em desenvolvimento.

Não são teus amigos, aqueles que te trazem o lixo da notícia maldosa.
************
Joanna de Ângelis


 




sábado, 14 de abril de 2012

ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO. . .



Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez
mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem
mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de
dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa
alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.

Nas pessoas que escutam mais do que falam.

E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no
dia a dia.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se
dirigir a frentistas.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores, porque não sentem prazer
em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem
presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber
uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando
e só depois manda dizer se atende.

Oferecer flores é sempre elegante.

É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.

É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar
nele de uma forma não arrogante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status
social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com
amigo não tem que ter estas frescuras”.

Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão
desfrutá-la.

Educação enferruja por falta de uso.

E, detalhe: não é frescura.

É A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO. . .

sábado, 7 de abril de 2012

Amor Que Não Acaba



Até que ponto vai a capacidade de amar do ser humano?
 Quanto tempo dura o amor?
Um poeta da música disse, certa vez, que o amor é eterno enquanto dure.
E todos os desiludidos, os traídos e abandonados têm impressões muito próprias a respeito do amor, onde a tônica principal é de que amor eterno não existe.
Contradizendo tudo isso, alguns fatos, que a mídia televisiva ou impressa nos traz, afirmam que o amor verdadeiro é uma sinfonia inigualável.

Foi com esse sentimento que Chris Medina, um rapaz de vinte e sete anos, se apresentou em um programa de talentos, cantando uma música de sua autoria.
Os versos diziam mais ou menos assim:Onde quer que você esteja, estou perto. Em qualquer lugar que você vá, eu estarei lá.

Toda vez que sussurrar meu nome, você verá como mantenho cada promessa. Que tipo de cara eu seria se fosse embora, quando você mais precisasse de mim?

O que são palavras se você realmente não acredita nelas quando as diz? Se são apenas para os bons momentos, então elas nada são.

Quando há amor, se diz em voz alta e as palavras não vão embora. Elas vivem mesmo quando partimos.

Eu sei que um anjo foi enviado apenas para mim. Sei que devo estar onde estou. E vou permanecer ao seu lado esta noite.

Nunca partiria quando você mais precisa de mim.

Vou manter meu anjo perto para sempre.

Ele não conseguiu vencer todas as etapas do concurso, sendo eliminado, em determinada fase, mas sua história levou às lágrimas os jurados e o público presente.

Porque a sua composição retrata exatamente o seu drama e sua decisão pessoal. É uma verdadeira declaração de amor.

Ele estava noivo e há dois anos pediu em casamento Juliana Ramos. A jovem bela, entusiasta. Formavam um casal primoroso.

Dois meses antes do casamento, no dia dois de outubro de 2009, o carro de Juliana foi atingido por um caminhão. Ela quase não sobreviveu.

Uma grave fratura no crânio desfigurou seu rosto e a transformou em uma mulher com muitas limitações físicas.

Foi-se a beleza, a agilidade, o sorriso fácil, as caminhadas, a dança, a alegria de todas as horas.

Ele permaneceu ao lado dela. Leva-a consigo para onde vá. E faz shows para arrecadar fundos para o tratamento de que ela necessita.

E isso ele externaliza cantando e agindo.

* * *
Quando se ama a beleza e ela se vai, o amor acaba. Quando se amam as formas perfeitas, a plástica, as linhas harmônicas do corpo e tudo isso se vai, o amor também se esvai.
Quando se amam aparências e outra realidade se apresenta, o amor acaba.
Quando se ama a transitoriedade, o amor fenece quando as situações se alteram.
Mas, quando se ama a essência, nada diminui o sentimento.
Esse amor é companheiro, solidário, se esmera para que o outro se sinta bem, seja feliz.
A sua é a preocupação de fazer a felicidade do outro.
Amor assim se perpetua no tempo, independente da soma dos anos, da multiplicação das rugas ou da diminuição da agilidade.
É o amor que sabe envelhecer junto e quanto mais passa o tempo, mais se solidifica.
*********************
(Redação do Momento Espírita, com base em fato - em 27.02.2012.)

Tolera construindo



Quanto mais violência no mundo, em torno de nós, mais alta a nossa necessidade de tolerância para que se lhe reduzam os impactos destrutivos.

Quanto puderes, nas áreas de ação que te digam respeito, amplia os teus investimentos de compreensão e paciência, na garantia da paz e da segurança onde estejas.

Certo companheiro terá faltado ao pagamento dessa ou daquela importância que te é devida. 
Se não te encontras sob o domínio de necessidades prementes, compadece-te dele e aguarda mais tempo. 
Terá ele sofrido tribulações que desconheces.

Na rua, possivelmente, alguém te dirigiu palavras injuriosas que te espancaram a sensibilidade. 
Silencia em oração, pedindo à Divina Providência auxílio e entendimento, a beneficio daqueles que te agridam. 
As pessoas que te insultam com certeza se comportam sob o jugo de sofrimentos que nunca experimentaste.

Determinado amigo se te atravessou na estrada, empalmando-te recursos para cuja aquisição definitiva te sacrificaste longamente. 
Nada reclames. 
Provavelmente, estará ele conturbado por débitos de resgate urgente que o fazem esquecer as alegrias e os deveres da amizade.

Pessoas particularmente querida te haverá deixado a sós, na execução de compromissos  assumidos. 
Não te revoltes e continua agindo e servindo. 
Semelhante criatura esterá sob transtornos e dificuldades do sentimento e da vida, esperando-te a paciência e a bondade para não cair no posso da deliquência.

Compadece-te dos outros, auxilia-os quanto possas, ora e caminha adiante.

Nunca retribuas mal por mal.

Contribui com a tua parcela de amor para que o ódio desapareça.

Se os danos por ti sofridos, nessa ou naquela situação calamitosas, forem de tão grande porte que te inclines para qualquer providências punitiva, esquece o mal e perdoa os agravos mesmo assim, recordando que, em toda parte, se cumprem espontaneamente os processos da Justiça de Deus.
*************************
Emmanuel
Chico Xavier




sexta-feira, 6 de abril de 2012

ASSISTÊNCIA



Assistência é a caridade em ação.

Não desprezes o ensejo de ir ao encontro do companheiro necessitado para auxiliá-lo quanto possas.
A visita não se te fará inútil.

Doarás ao irmão em penúria o que puderes e, em troca, dar-te-á ele essa ou aquela instrução sobre paciência e conformidade, humildade e alegria.

Ampara e receberás amparo.

De todo ato de solidariedade no apoio aos semelhantes, voltarás melhor ao mundo de ti mesmo, porque a caridade opera pelo câmbio de Deus.
*****************
Emmanuel
Chico Xavier






quinta-feira, 5 de abril de 2012

Enfermo Inteligente


O enfermo no leito se encontra como onerado perante todos, abatido diante da vida. 
Parece um devedor sem remissão. 
É, pois, o instante de reagir, como doente inteligente, aceitando os fatos, sem que esses fatos o tornem um covarde.

Amigo enfermo, colocai-vos na posição de defesa, mas aquela que não entristece, que não reclama, que não revolta, que não inveja.
É a luta interna na vossa mente, renovando conceitos na base das recomendações do Cristo de Deus.

Se vos sentirdes aniquilado, compactuareis com as forças dessa natureza. 
Se a angústia vos ronda o coração e cederdes a essa opressão, estareis vos colocando ao lado do desânimo. 
Se os problemas morais invadem o vosso convívio, ateando fogo em vossos sentimentos, lembrai-vos de que o perdão e o amor são as melhores defesas, como água divina que apaga todas as investidas inferiores, na qualidade de combustível em chama.

A dor, de certo modo, é uma mensageira acessível à amálgama que se lhe queira dar. 
Já pensastes o quanto podeis ser útil, aquecido por ela? 
Aqueles que por amizade ou dever vos visitam, podem estar mais doentes que vós e, por vezes,
são impressionáveis ao ouvir a voz da vossa experiência. 
Se souberdes envolve-los na fé, na paciência, no amor, na esperança, na alegria, sairão dali fortalecidos, multiplicando a mensagem de ânimo onde quer que forem.

No leito, podeis meditar com mais eficiência nos próprios erros e corrigi-los, fazendo a mente sair da escuridão e instalando nela a luz, pela consciência. 
O enfermo inteligente, quando alia essa qualidade ao coração, é sobretudo uma alma introjetada, que encontra Deus em si mesmo, conhecendo a hora profética de arrancar o joio na abundante lavoura da mente, deixando o trigo maduro florescer como alimento para tudo e para todos.

Existe um amparo extraordinário nas horas das vossas provas difíceis.
 É a prece.

No entanto, é imprescindível saber fazê-la. 



Considerando que a súplica é um pedido do filho para o Pai, já pensastes quanto o genitor recebe, através do pedido, todo o carinho, toda a humildade, toda a fé, toda a gratidão e, acima de tudo, a esperança com alegria? 
Esse filho recebe mais, porque sabe dar de si mesmo e já granjeou experiências nos embates do
mundo.

Se por acaso vos encontrais no leito, com enfermidade de qualquer espécie, não abandoneis a fé e não desconfieis das Leis.
 Deus é justo, bom e misericordioso. 
A enfermidade é, pois, uma valorosa oportunidade de conhecer-vos a vós mesmos e entrardes no mundo íntimo, como operários de Deus. 
Vereis que o trabalho interno é mais profícuo.
Não peçais doenças. 
Todavia, se ela bater em vossa porta, não vos desespereis também. 
Nada ocorre por acaso.
 Milhares de olhos, como testemunhas de Deus, estão nos vendo.
 Milhares de ouvidos, como registros do Senhor, nos ouvem a todos.
 O Cristo é o nosso companheiro invisível, que nos segue, lado a lado. 
E, quando o discípulo estiver pronto Ele, o Mestre, aparecerá, frente a frente, porque dessa forma, não teremos mais vergonha da Sua magnânima presença.

A fé anula a dor e a dor, igualmente, desperta em nós a fé. 
Avancemos, pois, com Jesus e por Jesus em todas as direções que as nossas necessidades espirituais
acharem conveniente.
----------------
João Nunes Maia 







Uma Lenda, Linda Lenda


Existe uma história de simplicidade linda, que eu gostaria de contar. 

Um lenda, um acalanto. . . 
 Não sei se é verdade. . . e não me importo com isso. 
Não precisa ser. . . ..

Foi há muito tempo atrás. . . depois do mundo ser criado e da vida completá-lo.

Num dia, numa tarde de céu azul e calor ameno. 
Um encontro entre Deus e um de seus incontáveis anjos. Acredita?

Deus estava sentado, calado. 
Sob a sombra de um pé de jabuticaba.
Lentamente sem pecado, Deus erguia suas mãos então colhia uma ou outra fruta.
 Saboreava sua criação negra e adocicada. 
Fechava os olhos e pensava. 
Permitia-se um sorriso piedoso.
Mantinha seu olhar complacente. 
Foi então que das nuvens um de seus muitos arcanjos desceu e veio em sua direção.

Já ouviu a voz de um anjo?
É como o canto de mil baleias.
É como o pranto de todas as crianças do mundo.
É como o sussurro da brisa.
Ele tinha asas lindas. . . . brancas, imaculadas. 
Ajoelhou-se aos pés de Deus e falou:

"— Senhor. . . visitei sua criação como pediu. 
Fui a todos os cantos.
Estive no sul, no norte.
No leste e oeste. 
Vi e fiz parte de todas as coisas. 
Observei cada uma de suas crianças humanas.
 E por ter visto, vim até o Senhor. . . . para tentar entender.
 Por que?
 Por que cada uma das pessoas sobre a terra tem apenas uma asa? 
Nós anjos temos duas. . . podemos ir até o amor que o Senhor representa 
sempre que desejarmos. 
Podemos voar para a liberdade sempre que quisermos. 
Mas os humanos com sua única asa não podem voar.
 Não podem voar com apenas uma asa. . . ”

Deus na brandura dos gestos, respondeu pacientemente ao seu anjo.

"— Sim. . . eu sei disso. Sei que fiz os humanos com apenas uma asa. . . ”

Intrigado, com a consciência absoluta de seu Senhor o anjo queria entender e perguntou:

"— Mas por que o Senhor deu aos homens apenas uma asa quando são necessárias duas asas para se poder voar. . . . para se poder ser livre?”

Conhecedor que era de todas as respostas, Deus não teve pressa para falar. 
Comeu outra jabuticaba, obscura e suave.

Então, respondeu:

"— Eles podem voar sim meu anjo. Dei aos humanos apenas uma asa para que eles pudessem voar mais e melhor que Eu ou vocês, meus arcanjos. . . .
 Para voar, meu amigo, você precisa de suas duas asas. . . 
Embora livre, sempre estará sozinho. Talvez da mesma maneira que Eu. . . .
Mas os humanos. . . . os humanos com sua única asa precisarão sempre dar as mãos para alguém a fim de terem suas duas asas. 
Cada um deles tem na verdade um par de asas. . . . uma outra asa em algum lugar do mundo que completa o par.
Assim eles aprenderão a se respeitarem pois ao quebrar a única asa de outra pessoa, podem estar acabando com as suas próprias chances de voar.
Assim meu anjo, eles aprenderão a amar verdadeiramente outra pessoa. . . aprenderão que somente se permitindo amar, eles poderão voar. 
Tocando a mão de outra pessoa em um abraço correto e afetuoso eles poderão encontrar a asa que lhes falta..e poderão finalmente voar. 
Somente através do amor irão chegar até onde estou. . . assim como você meu anjo.
E eles nunca. . . . nunca estarão sozinhos quando forem voar.”

Deus silenciou em seu sorriso.

O anjo compreendeu o que não precisava ser dito.

E assim sendo, no fim desse conto, espero que um dia você encontre a sua outra
asa. . . Para finalmente poder voar.
----------------------
Motivação 
Alfredo Castro Neto



Familiares Queridos



Em nos reportando a familiares queridos, observa que, da quota de tempo que já despendeste em ansiedade, na existência, talvez que a maior parcela terá sido gasta com preocupações em torno deles.

Pais, filhos, cônjugues, irmãos, tutelados e companheiros!... 

Muitos dentre eles andarão em problemas... 

Ameaçados. Menos felizes. 

Terão sofrido tentações e jazem desorientados, suportando prejuízos, e acham-se atormentados por aflição e desânimo.

À vista de provas atravessadas, provavelmente evidenciem alterações de comportamento e, por vezes, haver-se-ão internado em erros e labirintos, cujos meandros obscuros levarão tempo a superar...

Nesses lances críticos da experiência comum, perguntas habitualmente a ti mesmo : 
“Que fazer para auxiliá-los?"

Antes de tudo, convence-te de que não será lamentando ou acusando que te farás útil, nem tampouco largando as próprias obrigações, a fim de seguir-lhes os passos, no desaconselhável tentame de arrebatá-los às lutas edificantes de que necessitam. 

No esforço de ajudá-los, lembremos nós mesmos quando situados em certas encruzilhadas do mundo, reconhecendo que raras vezes teremos seguido os avisos nobres com que alguém nos tenha brindado. 

Rememore-mos as ocasiões em que teremos arquivado pareceres dignos e silenciado ante as apreensões de almas queridas, sem absolutamente deixar de lado as inclinações e propósitos que nos induziam para determinados tipos de aventura ou de ação inconveniente.

Quando devas tolerar longos períodos de ausência dos seres amados, por haverem escolhido caminhos de que não possas compartilhar, recorda que eles estão procurando a realização de si próprios. 

Ao invés de estranheza ou censura, dá-lhes o valioso apoio de tua compreensão e de tua bênção. 

Podes, além disso, auxiliá-los, através da oração, permanecendo em paz e amando-os sempre, na certeza de que a Bondade de Deus, que te guia e te envolve, envolve e guia a todos eles também.
---------------------
Emmanuel
Chico Xavier





quarta-feira, 4 de abril de 2012

COMO PERDOAR


Na maioria dos casos, o impositivo do perdão surge entre nós e os companheiros de nossa intimidade, quando o suco adocicado da confiança se nos azeda no coração.

Isso acontece porque, geralmente, as mágoas mais profundas repontam entre os Espíritos vinculados uns aos outros na esteira da convivência.

Quando nossas relações adoeçam, no intercâmbio com determinados amigos que, segundo a nossa opinião pessoal, se transfiguram em nossos opositores, perguntemo-nos com sinceridade: 

“como perdoar, se perdoar não se resume à questão de lábios e sim a problema que afeta os mais íntimos mecanismos do sentimento?”

Feito isso, demo-nos pressa em reconhecer que as criaturas em desacerto pertencem a Deus e não a nós; 
que também temos erros a corrigir e reajustes em andamento;
 que não é justo retê-las em nossos pontos de vista, quando estão, qual nos acontece, sob os desígnios da Divina Sabedoria que mais convém a cada um, nas trilhas do burilamento e do progresso. 

Em seguida, recordemos as bênçãos de que semelhantes criaturas nos terão enriquecido no passado e conservemo-las em nosso culto de gratidão, conforme a vida nos preceitua.

Lembremo-nos também de que Deus já lhes terá concedido novas oportunidades de ação e elevação em outros setores de serviço e que será desarrazoado de nossa parte manter processos de queixa contra elas, no tribunal da vida, quando o próprio Deus não lhes sonega Amor e Confiança.

Quando te entregares realmente a Deus, a Deus entregando os teus adversários como autênticos irmãos teus, - tão necessitados do Amparo Divino quanto nós mesmos, penetrarás a verdadeira significação das palavras de Cristo:

“Pai, perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, reconciliando-te com a vida e com a tua própria alma.

Então, saberás oscular de novo a face de quem te ofendeu, e quem te ofendeu encontrará Deus contigo e te dirá com a mais pura alegria no coração:

 “bendito sejas...”
=============================
Emmanuel
Chico Xavier



terça-feira, 3 de abril de 2012

Segue


Enquanto te fixas nos acontecimentos de ontem, perdes os belos amanheceres que hoje começam e se prolongarão indefinidamente.

Quem ama e aspira a felicidade não se detém no passado, utilizando-se das suas lições para crescer no futuro.

A base do edifício permanece ignorada e é o elemento principal da sua segurança.

A raiz escondida no solo sustenta a gigantesca sequóia.

Novas idéias para o porvir, assim como deveres novos, devem constituir estímulo para o prosseguimento da marcha.

Existe em ti um depósito de valores desconhecidos que esperam ocasião para serem postos a serviço.

Elimina hábitos censuráveis.

Corrige comportamentos perniciosos.

Supera sofrimentos injustificáveis.

Caminha com passo firme na direção da meta.

Fracasso aparente é o ensinamento de como não se deve tentar a realização.

Perturbação representa apelo a harmonia.

Põe ordem em tua vida.

Ontem a tempestade danificou a tua seara.

Hoje recupera-se o solo encharcado.

Amanhã estarão cobertos de flores e frutos, o jardim e o pomar.

No momento máximo do desespero, confia no porvir.

O desengano deste momento faculta ensejo para a confiança porvindoura.

Sempre há tempo para refazer e recomeçar.

Não te demores, portanto, fitando o ontem, enquanto desperdiças o prazer superior de hoje com as alegrias que chegarão amanhã.
---------------------------
Joanna de Ângelis 
 Divaldo P. Franco








segunda-feira, 2 de abril de 2012

Chico...


sábado, 31 de março de 2012

Recomecemos



Não conserves lembranças amargas.

Viste o sonho desfeito.

Escutaste a resposta de fel.

Suportaste a deserção dos que mais amas.

Fracassaste no empreendimento.

Colheste abandono.

Padeceste desilusão.

Entretanto, recomeçar é benção na Lei de Deus.

A possibilidade da espiga ressurge na sementeira.

A água, feita vapor, regressa da nuvem para a riqueza da fonte.

Torna o calor da primavera, na primavera seguinte.

Inflama-se o horizonte, cada manhã, com o fulgor do Sol, reformando o valor do dia.

Janeiro a Janeiro, renova-se o ano, oferecendo novo ciclo ao trabalho.

É como se tudo estivesse a dizer : "Se quiseres, podes recomeçar ".

Disse, porém , o Divino Amigo que ninguém aproveita remendo novo em pano velho.

Desse modo, desfaze-te do imprestável.

Desvencilha-te do inútil.

Esquece os enganos que te assaltaram.

Deita fora as aflições improfícuas.

Recomecemos, pois, qualquer esforço com firmeza, lembrando-nos , todavia, de que tudo volta, menos a oportunidade esquecida, que será sempre uma perda real.

*************************
Emmanuel
Chico Xavier