terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Anotações de além-túmulo - Memórias de um Suicida -



1 - É o homem um composto de tríplice natureza: - humana, astral e espiritual, isto é - matéria, fluido e essência. Esse composto poderá também ser traduzido em expressão mais concreta e popular, assimilável ao primeiro grau de observação: - corpo carnal, corpo fluídico ou perispírito, e alma ou Espírito, sendo que do último é que se irradiam Vida, Inteligência, Sentimento, etc., etc. - centelha onde se verifica a essência divina e que no homem assinala a hereditariedade celeste! Desses três corpos, o primeiro é temporário, obedecendo apenas à necessidade das circunstâncias inalienáveis que contornam o seu possuidor, fadado à desorganização total por sua própria natureza putrescível, 
oriunda do limo primitivo: - é o de carne. O segundo é imortal e tende a progredir, desenvolver-se, aperfeiçoar-se através dos trabalhos incessantes nas lutas dos milênios: - é o fluídico; ao passo que o Espírito, eterno como a Origem da qual provém, luz imperecível que tende a rebrilhar sempre mais aformoseada até retratar em grau relativo o Fulgor Supremo que lhe forneceu a Vida, para glória do seu mesmo Criador - é a essência divina, imagem e semelhança - (que o será um dia) - do Todo-Poderoso Deus!

2 - Vivendo na Terra, esse ser inteligente, que deverá evolver pela Eternidade, denomina-se Homem! sendo, portanto, o homem um Espírito encarcerado num corpo de carne ou encarnado.

3 - Um Espírito volta várias vezes a tomar novo corpo carnal sobre a Terra, nasce várias vezes a fim de tornar a conviver nas sociedades terrenas, como Homem, exatamente como este é levado a trocar de roupa muitas vezes...

4 - O suicida é um Espírito criminoso, falido nos compromissos que tinha para com as Leis sábias, justas e imutáveis estabelecidas pelo Criador, e que se vê obrigado a repetir a experiência na Terra, tomando corpo novo, uma vez que destruiu aquele que a Lei lhe confiara para instrumento de auxílio na conquista do próprio aperfeiçoamento - depósito sagrado que ele antes deveria estimar e respeitar do que destruir, visto que lhe não assistiam direitos de faltar aos grandes compromissos da vida planetária, tomados antes do nascimento em presença da própria consciência e ante a Paternidade Divina, que lhe fornecera Vida e meios para tanto.

5 - O Espírito de um suicida voltará a novo corpo terreno em condições muito penosas de sofrimento, agravadas pelas resultantes do grande desequilíbrio que o desesperado gesto provocou no seu corpo astral, isto é, no perispírito.

6 - A volta de um suicida a um novo corpo carnal é a lei. É lei inevitável, irrevogável! É expiação irremediável, à qual terá de se submeter voluntariamente ou não, porque a seu próprio benefício outro recurso não haverá senão a repetição do programa terreno que deixou de executar.

7- Sucumbindo ao suicídio o homem rejeita e destrói ensejo sagrado; facultado por lei, para a conquista de situações honrosas e dignificantes para a própria consciência, pois os sofrimentos, quando heroicamente suportados, dominados pela vontade soberana de vencer, são como esponja mágica a expungir da consciência culposa a caligem infamante, muitas vezes, de um passado criminoso, em anteriores etapas terrenas. Mas, se, em vez do heroísmo salvador, preferir o homem a fuga às labutas promissoras, valendo-se de um auto-atentado que bem revelará a vasa de inferioridade que lhe infelicita o caráter, retardará o momento almejado para a satisfação dos mais caros desejos, visto que jamais se poderá destruir porque a fonte de sua Vida reside em seu Espírito e este é indestrutível e eterno como o Foco Sagrado de que descendeu!

8 - Na Espiritualidade raramente o suicida permanecerá durante muito tempo. Descerá à reencarnação prestamente, tal seja o acervo das danosas consequências acarretadas; ou adiará o cumprimento daquela inalienável necessidade caso as circunstâncias atenuantes forneçam capacidade para o ingresso em cursos de aprendizado edificante, que facilitarão as pelejas futuras a prol de sua mesma
reabilitação.

9 - O suicida é como que um clandestino da Espiritualidade. As leis que regulam a harmonia do mundo invisível são contrariadas com sua presença em seus páramos antes da época determinada e legal; e tolerados são e amparados e convenientemente encaminhados porque a excelência das mesmas, derramada do seio amoroso do Pai Altíssimo, estabeleceu que a todos os pecadores sejam incessantemente renovadas as oportunidades de corrigenda e reabilitação!

10 - Renascendo em novo corpo carnal, remontará o suicida à programação de trabalhos e prélios diversos aos quais imaginou erradamente poder escapar pelos atalhos do suicídio; experimentará novamente tarefas, provações semelhantes ou absolutamente idênticas às que pretendera arredar; passará inevitavelmente pela tentação do mesmo suicídio, porque ele mesmo se colocou nessa difícil circunstância carreando para a reencarnação expiatória as amargas sequências do passado delituoso! A tal tentação, porém, poderá resistir, visto que na Espiritualidade foi devidamente esclarecido, preparado para essa resistência. Se contudo vier a falir por uma segunda vez - o que será improvável -, multiplicar-se-á sua responsabilidade, multiplicando-se, por isso mesmo, desastrosamente, as séries de sofrimentos e pelejas reabilitadoras, visto que é imortal!

11 - O estado indefinível, de angústia inconsolável, de inquietação aflitiva e tristeza e insatisfações permanentes; as situações anormais que se decalcam e sucedem na alma, na mente e na vida de um suicida reencarnado, indescritíveis à compreensão humana e só assimiláveis por ele mesmo, somente lhe permitirão o retorno à normalidade ao findar das causas que as provocaram, após existências expiatórias, testemunhos severos onde seus valores morais serão duramente comprovados, acompanhando-se de lágrimas ininterruptas, realizações nobilitantes, renúncias dolorosas de que se não poderá isentar... podendo tão dificultoso labor dele exigir a perseverança de um século de lutas, de dois séculos... talvez mais... tais sejam o grau dos próprios deméritos e as disposições para as refregas justas e inalienáveis!
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Autor: Camilo Cândido Botelho
Psicografia de Yvonne A. Pereira.
Livro: Memórias de um Suicida






segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

OUVIR DEUS


São muitos os que recorremos a Deus nas horas difíceis.

As dores que nos chegam, os desafios que a vida propõe, dificuldades que parecem intransponíveis.

Nenhum de nós se pode dizer imune a dias tempestuosos, isento de tribulações intensas, dessas capazes de tirar o chão que pisamos.

Para uns, é o amor que partiu de retorno ao mundo espiritual, deixando imensa e pungente ausência.

Para outros, a doença que se instala irreversível, minando a saúde, desmoronando planos futuros, obrigando a repensar as páginas próximas da vida.

E tantos que se desesperam pelas dificuldades financeiras, pelo emprego que não surge, pelas necessidades materiais que se avolumam.

Nessas horas, com o coração transbordando de desespero, as esperanças minguando e a mente atribulada, recordamos de buscar a Deus.

Alguns, através das orações repetidas incessantemente, quase como um mantra, convidando e provocando a concentração.

Outros nos despimos das fórmulas prontas, para fazer da oração a conversa com o Pai. Diálogo informal, livre, como um desabafo.

Outros ainda, mal conseguindo formular ou organizar o pensamento, apenas suplicamos ao Pai orientação, discernimento, roteiro ou rumo.

E assim mesmo devemos fazer. Nas dificuldades maiores, não há melhor refúgio do que a oração.

Não existe melhor conselheira do que a prece, não há melhor possibilidade do que a busca de inspiração junto ao Pai.

Porém, em nosso desespero, esperamos a resposta imediata.

À prece, muitas vezes se segue a ansiedade, na expectativa de que as respostas cheguem, explícitas, claras, palpáveis.

No transbordar de nossas necessidades, quando não desespero, ansiamos pela resposta rápida da Divindade.

Esquecemos de que Deus precisa do nosso silêncio a fim de Se fazer ouvir em nossos corações.

Dessa forma, após a rogativa ao Pai, guardemo-nos em silêncio interior.

Refugiemo-nos da balbúrdia externa. Busquemos diminuir o tumulto interno que carregamos.

Somente assim, no silêncio da alma, conseguiremos escutar a resposta de Deus.

Somente quando mergulharmos em nosso mundo íntimo, teremos a possibilidade de encontrar esse alimento básico, sustentador da vida, que provém de Deus.

Após as nossas preces, busquemos nos guardar em nosso mundo íntimo.

Refugiemo-nos na fé, na certeza de que o Pai nos oferecerá o melhor, no momento certo, na medida adequada.

E ali, em nossa intimidade, Deus nos trará as respostas e a tranquilidade para nossos anseios.

Mesmo Jesus, na Sua pureza incomparável, buscava o silêncio interior, após a jornada estafante junto à turba, a fim de reencontrar-Se com Deus.

Façamos o mesmo. Busquemos o silêncio íntimo a fim de que possamos ouvir Deus, e possamos entender a Sua resposta aos nossos pedidos e necessidades.
🌷🌿🌷
Por Redação do Momento Espírita, com base na mensagem Silêncio para ouvir Deus, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica de 9 de fevereiro de 2015, no Centro Espírita Caminho da Redenção. 
🌷🌿🌷

 

domingo, 11 de dezembro de 2016

INIMIGOS OCULTOS



Sofre de reumatismo,

Quem percorre os caminhos tortuosos;

Quem se destina aos escombros da tristeza;

Quem vive tropeçando no egoísmo.

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Sofre de artrite,

Quem jamais abre mão;

Quem sempre aponta os defeitos dos outros;

Quem nunca oferece uma rosa.

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Sofre de bursite,

Quem não oferta seu ombro amigo;

Quem retesa, permanentemente, os músculos.

Quem cuida, excessivamente, das questões alheias.

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Sofre da coluna,

Quem nunca se curva diante da vida;

Quem carrega o mundo nas costas;

Quem não anda com retidão.

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Sofre dos rins,

Quem tem medo de enfrentar problemas;

Quem não filtra seus ideais;

Quem não separa o joio do trigo.

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Sofre de gastrite,

Quem vive de paixões avassaladoras;

Quem costuma agir na emoção;

Quem reage somente com impulsos;

Quem sempre chora o leite derramado.

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Sofre de prisão de ventre,

Quem aprisiona seus sentidos;

Quem detém suas mágoas;

Quem endurece em demasia.

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Sofre dos pulmões,

Quem se intoxica de raiva e de ódio;

Quem sufoca, permanentemente, os outros;

Quem não respira aliviado pelo dever cumprido;

Quem não muda de ares;

Quem não expele os maus fluidos.

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Sofre do coração,

Quem guarda ressentimentos;

Quem vive do passado;

Quem não segue as batidas do tempo;

Quem não se ama e, portanto, não tem coração para amar alguém.

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Sofre da garganta;

Quem fala mal dos outros;

Quem vocifera;

Quem não solta o verbo

Quem repudia;

Quem omite;

Quem usa sua espada afiada para ferir outrem;

Quem subjuga;

Quem reclama o tempo todo;

Quem não fala com Deus.

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Sofre do ouvido,

Quem prejulga os atos dos outros;

Quem não se escuta;

Quem costuma escutar a conversa dos outros;

Quem ensurdece ao chamado divino.

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Sofre dos olhos,

Quem não se enxerga;

Quem distorce os fatos;

Quem não amplia sua visão;

Quem vê tudo em duplo sentido;

Quem não quer ver.

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Sofre de distúrbios da mente,

Quem mente para si mesmo;

Quem não tem o mínimo de lucidez;

Quem preza a inconsciência;

Quem menospreza a intuição;

Quem não vigia seus pensamentos;

Quem embota seu canal com a Criação;

Quem não se volta para o Universo;

Quem vive no mundo da lua;

Quem não pensa na vida;

Quem vive sonhando;

Quem se ilude;

Quem alimenta a ilusão dos outros;

Quem mascara a realidade;

Quem não areja a cabeça;

Quem tem cabeça de vento.

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Causa e efeito.

Ação e reação.

Tudo está intrinsecamente ligado.

Tudo se conecta o tempo todo.

E assim ,sucessivamente, passam os anos sem que o ser humano conheça a si mesmo.

Somos, certamente, o maior amor das nossas vidas!

Assim como o nosso maior inimigo é aquele que está oculto e que habita, inexoravelmente, no interior de nós mesmos.
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- Mauricio Santini -
São Paulo, abril de 2002.



sábado, 10 de dezembro de 2016

O que fazer para receber uma mensagem mediúnica de alguém que desencarnou?



Todas as pessoas têm um tempo possível a viver na Terra. Ao final dele o corpo físico, morada provisória do espírito, perece, mas o espírito imortal que ocupava aquele corpo para evoluir permanece vivo e retorna ao Mundo Espiritual.

Cabe aos que permanecem no Mundo Terreno enviar aos desencarnados vibrações de amor, paz e alegria. A fé no futuro e em Deus deve ser companheira da saudade, a fim de que o desencarnado possa sentir nosso afeto e beneficiar-se de nossas preces.

Não devemos, porém, evocar este ou aquele desencarnado para que se manifeste em sessões mediúnicas. Com a frase: “O telefone toca de lá para cá”, Chico Xavier nos esclarece que cabe à espiritualidade decidir qual o melhor momento para o intercâmbio mediúnico, pois, muitas vezes, após o desencarne há uma fase de perturbação do espírito, momento em que ele precisa de vibrações de amor e não de indagações. A espontaneidade da espiritualidade também pressupõe a veracidade da mensagem, tornando menos frequentes as mistificações.

Deus, Pai justo e bondoso, permite que encontremos as pessoas que amamos - encarnados ou desencarnados - durante o sono, com vibrações de alegria, paz e amor quando, então, o encontro é benéfico para ambos.

Além disso, não esqueçamos que durante nossa trajetória evolutiva rumo à perfeição, com certeza reencontraremos no plano espiritual os companheiros aos quais estamos ligados por laços de afinidade, solidariedade, respeito e amor.

Agir no bem, viver no bem, certamente nos proporcionará um desencarne (desenlace do espírito) mais tranquilo. 
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Grupo Seara do Mestre

 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

RECLAMAÇÕES



 Reclamas do horário matutino que precisas despertar para atender aos compromissos do trabalho. Porém, quantos são os que até aceitariam acordar ainda mais cedo para garantir o alimento na geladeira, a roupa nos armários e o teto sobre a cabeça.

Ainda sobre o trabalho, reclamas do quanto as funções te esgotam o corpo físico, porém, quantos são os que se esgotam até mais que tu, porém depois de um dia, talvez sem sucesso, à procura de uma colocação em ofício.

Reclamas dos cuidados que precisa ter na conservação do teu veículo, esquecendo-te, porém, que é ele quem te garante viagens confortáveis, enquanto irmãos teus enfrentam o sacrífício do transporte público.

Reclamas dos gastos com a manutenção física do teu lar, ao passo que tantos são os que gostariam de ter um casebre que fosse para proteger a si e aos seus contra as intempéries do clima.

Reclamas da escola, com as suas lições, provas, trabalhos e rigores de disciplina, ignorando que muitos são, no presente, obrigados a estudar tardiamente, já sem contar com a facilidade de raciocínio e nem com o vigor da juventude, em horários pós serviço, ainda que cansados da labuta.

Reclamas da mãe e do pai que julgas chatos por te cobrarem e ensinarem o que muitos não cobram e nem ensinam, transformando o jovem de hoje no delinquente irresponsável de amanhã.

Reclamas da comida à mesa que não está a seu gosto, esquecendo-te que muitos alimentam-se da areia histérica que condena povos inteiros a inanição.

Reclamas disso. Reclamas daquilo.

Expeles verbos mal ditos em nome, muitas das vezes, dos caprichos não atendidos, do sentimento desajustado de injustiça ou em atendimento ao comodismo, sem perceber que a sua volta são tantos que tanto desejam ter a metade das oportunidades que recebes.

Existem aqueles que, num ensaio de bom senso, clamam por melhorias cuja busca não é proibida, desde que não se dê por meio do abuso ao próximo e nem pela escravidão em prol da matéria, mas, não é através de queixumes que as melhorias são obtidas.

O que temos em nossas vidas são bênçãos.

Devemos, sim, agradecer pelo que nos é oferecido, mesmo que desejemos algo melhor, pois quantos que nem o pior possuem.

O desagrado está dentro de casa? A conversa franca e respeitosa sempre foi o caminho recomendado pelo Alto para se resolver diferenças domésticas. Se dentro da sua própria casa, junto aos seus próximos mais próximos, não és capaz de dialogar, com quem mais serás? Imporás o que achas a todos que te cercam ou engolirás a seco tudo que te impõem, enchendo-te de raiva e mágoa aprisionadas em teu corpo que, por sua vez, cobrará por essa insana estadia.

Que Jesus continue nos abençoando.
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André Luiz Gadelha 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Ora sempre



Quando estiveres a ponto de desistir de uma ação edificante, ora e continua até o fim.

Quando te encontrares no momento de cometer um erro, ora e desiste com tranquilidade.

Quando perceberes que as forças não te auxiliarão no trabalho do bem, ora e reanima-te, chegando ao termo planejado.

Quando fores aliciado para uma situação vexatória, ora e retoma o teu equilíbrio.

Quando te sentires abandonado pela pessoa em quem confias ou a quem amas, ora e tem paciência, permanecendo no teu posto.

Quando, desarvorado, desejes tombar, sem mais estímulo, ora e te serão concedidas as resistências para o triunfo.

Não deixes nunca de orar.
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Joanna de Ângelis 
Divaldo Franco
Obra: Vida feliz


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Seja compreensivo



Não se esqueça de usar a bondade em circunstância nenhuma da sua vida.

Vença a violência, antes que ela o deixe vencido.

Sorria ante o ofensor e esqueça-lhe a ofensa.

Revidar mal por mal, a pretexto de ser verdadeiro, é aprimorar a maldade que predomina na sua natureza, fazendo-o mais infeliz.

Recorra à oração e confie no tempo, quando as coisas se apresentarem diferentes do que você espera.

Infeliz, realmente, é todo aquele que acredite ser hoje o tempo único, buscando resolver agora, o que só mais tarde será solucionado naturalmente.

Não duvide da justiça divina, apenas porque não a consegue entender, na precipitação dos seus raciocínios apaixonados.

Você não é o único que tem problemas no mundo.

O maior problema da atualidade é o homem em si mesmo, e somente quanto este se volte para os valores mais altos da vida se equacionará.

Não transfira, portanto, para os outros, a responsabilidade do que lhe sucede de errado ou desagradável.

Você é filho de Deus, e, como afirmou Jesus, nenhuma das criaturas que o Pai Lhe confiou Ele deixaria perder-se.

Acalme-se e avance com a luz da consciência tranquila, sem intentar fazer da sua claridade uma chama pronta a arder em volta, provocando devastação.
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Marco Prisco
Divaldo Franco 
Obra: Luz viva
 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Perigo



Cada vez que a irritação te assoma aos escaninhos da mente, segues renteando sinal de perigo.

Mesmo que tudo pareça conspirar em teu prejuízo, não convertas a emoção em bomba de cólera a explodir-te na boca.

Desequilíbrio que anotes é apelo da vida a que lhe prestes cooperação.

Quando as águas, em monte, investem furiosas sobre a faixa de solo que te serve de habitação, levantas o dique, capaz de governar-lhe os impulsos.

Diante do fogo que te ameaça, recorres, de pronto, aos extintores de incêndio.

Toda vez que o curto-circuito reponta na rede elétrica, desligas a tomada de força para que a energia descontrolada não opere a destruição.

Assim também, quando a prova te visite, não desfigures a língua em chicote dos semelhantes.

Se agressões verbais te espancam os ouvidos, ergue a muralha do dever fielmente executado, em que te defendas contra o assalto da injúria.

Se a calúnia te alanceia, guarda-te em paz, no refúgio da prece.

Se a dignidade ofendida, dentro de ti, surge transformada em aceso estopim para a deflagração da revolta, deixa que o silêncio te emudeça, até que a nuvem da crise te abandone a visão.

Sobretudo à frente de qualquer companheiro encolerizado, não lhe agraves a distonia.

Ninguém cura um louco, zurzindo-lhe o crânio.

Se alguém te lança em rosto o golpe da intemperança de espírito ou se te arroja a pedrada do insulto, desculpa irrestritamente, e, se volta a ferir-te, é indispensável te reconheças na presença de um enfermo em estado grave, a pedir-te o amparo do entendimento e o socorro da compaixão.

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EMMANUEL 
CHICO XAVIER
Obra: O Espírito da Verdade 
 


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Diante de Melindres

 

Afugenta o melindre da área do teu comportamento pessoal.

Sempre encontrarás pessoas simpáticas como inamistosas pelo caminho por onde segues.

Não vale a pena melindrar-se, remoendo insatisfação.

Toda marcha está sujeita a tropeços e dificuldades, que constituem desafio e emulação para o avanço.

Uma jornada sem problemas torna-se monótona e desmotivadora.

Tu cresces em razão das lutas que enfrentas.

Permanece, pois, de bom humor sempre, mesmo diante das pessoas congeladoras ou agastantes.
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Joanna de Ângelis
Divaldo Franco 
Obra: Vida feliz 




domingo, 4 de dezembro de 2016

Vidas e Futuro




Se o mundo não estivesse aguardando profissionais competentes e dignos do progresso, não se entenderia o esforço da escola.

Para que professores e pesquisas, disciplinas e exercícios se não houvesse o futuro?

De certo modo, sucede o mesmo com a vida no Plano Físico e na Vida Além da Morte.

Reconhecendo-se que a Espiritualidade superior espera criaturas habilitadas a concurso efetivo na construção do Mundo Melhor, observa-se claramente o imperativo de tribulações e dificuldades, problemas e conflitos nas áreas do homem, ante a função da existência terrestre como recurso de aperfeiçoamento.

É por isso que nós outros,- os amigos desencarnados,- volvemos ao intercâmbio espiritual, a fim de solicitar paciência e coragem aos irmãos corporificados na Terra.

Se te vês engajado numa tarefa que se te afigure superior às próprias forças suporta com serenidade os deveres que te cabem, evitando reclamações e queixas que simplesmente se te fariam mais espinhoso o caminho a percorrer.

Se convives com familiares doentes ou perturbados, abençoa-os e assiste-os com bondade e tolerância, indagando de ti mesmo se não estarás ao lado daqueles mesmos irmãos que, em estâncias do pretérito, terás talvez atirado às sombras da doença e do desequilíbrio.

Se carregas compromisso que te parecem excessivamente pesados e que tomaste sem lhes sopesar as consequências, permanece neles sem rebeldia, para que não te responsabilizes por lesões e prejuízos no coração dos outros.

Se sofres num corpo enfermiço ou se adquirentes moléstias ou inibições dificilmente reversíveis, suporta com calma semelhantes constrangimentos, procurando reconhecer que te encontras nos resultados de tuas escolhas, em passadas reencarnações.

Em qualquer prova, na qual, porventura, te encontres, arma-te de paciência e coragem e não abandones as obrigações que te competem.

Certifica-te de que o suicídio é sempre calamidade contra quem o executa.

A morte, como aniquilamento do ser, não existente.
 E a vida hoje para cada criatura será amanhã a continuidade dessa mesma vida com tudo aquilo que a criatura faça se si.
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Emmanuel 
Chico Xavier
Obra: Atenção 



sábado, 3 de dezembro de 2016

O SACRIFÍCIO MAIS AGRADÁVEL À DEUS




“Portanto, se estás fazendo a tua oferta diante do altar, e te lembrar aí que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali a tua oferta diante do altar, e vai te reconciliar primeiro com teu irmão, e depois virás fazer a tua oferta”. ( Mateus, V : 23 e 24 )

Lembremo-nos de que Jesus nada deixou escrito. Seus ensinos deveriam se fixar nas mentes e nos corações dos homens. Foi um ensino informal, ao sabor das circunstâncias, dos usos e dos costumes dos judeus, a fim de serem, mais facilmente, fixados na memória, mesmo sem o entendimento maior das lições.

Os judeus, como todos os demais povos da época, ofereciam sacrifícios materiais, como animais para serem mortos, conforme os ritos adequados, para agradarem e homenagearem a Deus.

O espiritismo nos ensina que, se estamos na Terra para espiritualizar nossos sentimentos, nossas emoções, nossos pensamentos e ações, a fim de desenvolvermos as qualificações divinas que trazemos em nós, Deus, “Inteligência suprema e causa primária de todas as coisas”, Absoluto em tudo, não precisa de sacrifícios materiais, mas quer que todos nos tornemos inteligentes e bons.

Assim, Jesus, aproveitando um costume religioso da época, deixou o ensinamento de que o sacrifício que devemos fazer, por ser o mais agradável a Deus, é o sacrifício de eliminar o orgulho, através do esforço do perdão, da reconciliação, sempre que houver alguma ofensa, mágoa ou ressentimento.

Os tempos passaram, usos e costumes se transformaram, mas os ensinos do Mestre Jesus, continuam sempre atuais, desafiando nossa inteligência, conclamando-nos ao sacrifício da eliminação dos nossos vícios morais, das nossas enfermidades espirituais.

Não adianta considerarmo-nos cristãos, aceitar seus princípios, se não houver o esforço para vivenciar esses ensinos no dia a dia, se não houver uma melhoria de sentimentos, pensamentos e ações, se não houver a transformação para uma melhor pessoa.

Uma das maiores dificuldades está no perdoar, visto que o orgulho ainda predomina, sob diversas maneiras, nos corações e nas mentes dos homens.

Todavia, sempre que nos voltamos para Deus, no altar da nossa consciência, numa prece de louvor, ou de agradecimento, ou para pedir, em qualquer lugar, devemos, pelo menos nesse instante, estar com o coração puro, sem ressentimentos, sem sentimentos negativos, com a confiança, a simplicidade e a humildade de uma criança: “Deixai vir a mim os pequeninos, e não os embaraceis, porque o reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham”. Mateus V:8)

Em assim fazendo, com a vontade de ter, um dia, uma consciência tranquila e paz no coração, vamos, como podemos, manter essa atitude de não nos sentirmos ofendidos, magoados com alguém, não somente quando em oração, mas o mais frequente possível, porque esse é o sacrifício mais agradável a Deus e o mais benéfico para nós, homens da Terra e Espíritos em desenvolvimento.
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Leda de Almeida Rezende Ebner






sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Abençoa e Passa



Não basta recear a violência.
É preciso algo fazer para erradicá-la.

Indubitavelmente, as medidas de repressão, mantidas pelos dispositivos legais do mundo, são recursos que a limitam, entretanto, nós todos, - os espíritos encarnados e desencarnados, - com vínculos na Terra, podemos colaborar na solução do problema.

Compadeçamo-nos dos irmãos envolvidos nas sombras da delinqüência, a fim de que se nos inclinem os sentimentos para a indulgência e para a compreensão.

Tanto quanto puderes, não participes de boatos ou de julgamentos precipitados, em torno de situações e pessoas.

Silencia ante quaisquer palavras agressivas que te forem dirigidas, onde estejas, e segue adiante, buscando o endereço das próprias obrigações.

Não eleves o tom de voz, entremostrando superioridade, à frente dos outros.

Não te entregues a manifestações de azedume e revolta, mesmo quando sintas, por dentro da própria alma, o gosto amargo dessa ou daquela desilusão.

Respeita a carência alheia e não provoques os irmãos ignorantes ou infelizes com a exibição das disponibilidades que os Desígnios Divinos te confiaram para determinadas aplicações louváveis e justas.

Ao invés de criticar, procura o lado melhor das criaturas e das ocorrências, de modo a construíres o Bem, onde estiveres.

Auxilia para a elevação, abençoando sempre.

Lembra-te: o morrão aceso é capaz de gerar incêndios calamitosos e, às vezes, num gesto infeliz de nossa parte, pode suscitar nos outros as piores reações de vandalismo e destruição.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Atenção 
 



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Quando em prece


Diante do Senhor, a quem endereçamos a nossa rogativa, comumente esquecemos os nosso próprios débitos.
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Laços inferiores que ainda nos escravizam e faltas clamorosas de nossa irreflexão, jazem por nós ocultos em largo esquecimento, porquanto, para nós, somente a necessidade que nos fere ou atormenta, é assunto especial para a nossa oração.
*
E a Bondade Divina, transbordante de amor, não nos cobra tributos de aflição ou pesar para atender-nos, célere.
*
Com a força do silêncio e a bênção do perdão, erguemo-nos para a luz.
*
Assim também, desculpa, ampla e infinitamente, quantos te laceraram aspirações e sonhos e auxilia quanto possas aos que desajudaram teu caminho ainda em sombra ...
*
Não dirijas ao Céu a súplica da fé, mantendo o rancor no cálice do espírito, porque, a Luz do Senhor em te buscando a prece, encontrará cerrada por algemas de treva a porta de teu peito, de que o ódio voraz se faz guarida feroz.
*
Pede auxiliando e amando, estendendo sem peias o melhor sentimento que te flui da esperança, porquanto, obedecendo aos ditames do Bem, puro e incomensurável, os rogos de tua alma entrarão sublimados na faixa luminosa da resposta de Deus.
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Emmanuel 
Chico Xavier
Obra: Mentores e seareiros 







quarta-feira, 30 de novembro de 2016

CAMINHA


A tarefa com Jesus é semelhante a grande caminhada.
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Em plena marcha, compreenderás que o serviço do Bem não te permite o luxo do repouso desnecessário.
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Os apelos para que te interrompas surgem, habitualmente, de muitos modos.
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É o cântico das sereias da antiga imagem literária, induzindo-te a distrações, que te imobilizem no esquecimento.
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É a lamentosa alegação de cassandras do pessimismo, inventando fadigas que não sentes, tentando paralisar-te.
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São companheiros que se envolvem na trama de intrigas e melindres a te requisitarem para o desequilíbrio.
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São amigos que te deixam a sós, receando perder as vantagens que os vinculam a paixões possessivas.
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Ouve a consciência que te impele ao dever e não te perturbes.
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Seja qual for o convite que te façam para que te detenhas no campo cinzento da inércia, não te prendas a semelhante domínio da sombra.
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Serve e caminha.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Convivência