sexta-feira, 12 de maio de 2017

Na Senda Escabrosa



“Nunca te deixarei, nem te desampararei.” Paulo (Hebreus, 13:5)
A palavra do Senhor não se reporta somente à sustentação da vida física, na subida pedregosa da ascensão.

Muito mais que de pão do corpo, necessitamos de pão do espírito.

Se as células do campo fisiológico sofrem fome e reclamam a sopa comum, as necessidades e desejos, impulsos e emoções da alma provocam, por vezes, aflições desmedidas, exigindo mais ampla alimentação espiritual.

Há momentos de profunda exaustão, em nossas reservas mais íntimas.

As energias parecem esgotadas e as esperanças se retraem apáticas.

Instala­-se a sombra, dentro de nós, como se espessa noite nos envolvesse.

E qual acontece à Natureza, sob o manto noturno, embora guardemos fontes de entendimento e flores de boa ­vontade, na vasta extensão do nosso país interior, tudo permanece velado pelo nevoeiro de nossas inquietações.

O Todo­-Misericordioso, contudo, ainda aí, não nos deixa completamente relegados à treva de nossas indecisões e desapontamentos. Assim como faz brilhar as estrelas fulgurantes no alto, desvelando os caminhos constelados do firmamento ao viajor perdido no mundo, acende, no céu de nossos ideais, convicções novas e aspirações mais elevadas, a fim de que nosso espírito não se perca na viagem para a vida superior.

"Nunca te deixarei, nem te desampararei" – promete a Divina Bondade.

Nem solidão, nem abandono.

A Providência Celestial prossegue velando.

Mantenhamos, pois, a confortadora certeza de que toda tempestade é seguida pela atmosfera tranquila e de que não existe noite sem alvorecer.
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  Emmanuel
Chico Xavier 
Obra: Fonte Viva 


 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Sonhos



O Espiritismo não podia deixar de interessar-se pelo problema dos sonhos, dando também, sobre eles, a sua interpretação. Não podia o Espiritismo fugir a esse imperativo, eis que as manifestações oníricas têm acentuada importância em nossa vida de relação, uma vez que os chamados «sonhos espíritas» resultam, via de regra, das nossas próprias disposições, exercidas e cultivadas no estado de vigília.

A Doutrina Espírita não pode estar ausente de qualquer movimento superior, de fundo espiritual, que vise a amparar o Espírito humano na sua rota evolutiva. Não é a Doutrina um movimento literário, circunscrito a gabinetes. É um programa para ajudar o homem a crescer para Deus, a fim de que, elevando-se, corresponda ao imenso sacrifício daquele que, sendo o Cristo de Deus, se fez Homem para que os homens se tornassem Cristos.

Os sonhos, em sua generalidade, não representam, como muitos pensam, uma fantasia das nossas almas, enquanto há o repouso do corpo físico. Todos eles revelam, em sua estrutura, como fundamento principal, a emancipação da alma, assinalando a sua atividade extracorpórea, quando então se lhe associam, à consciência livre, variadas impressões e sensações de ordem fisiológica e psicológica.

Estudemos o assunto, que se reveste de singular encanto, à luz do seguinte gráfico:

CLASSIFICAÇÃO DOS SONHOS =

{Comuns. = {Repercussão de nossas disposições, Físicas ou psicológicas.

{Reflexivos. = {Exteriorização de impulsos e imagens arquivadas no cérebro.

{Espíritas. = {Atividade real e efetiva do Espírito durante o sono.

Feita a classificação no seu tríplice aspecto, façamos, agora, a devida especificação:

1- Comuns: O Espírito é envolvido na onda de pensamentos que lhe são próprios, bem assim dos outros.

2- Reflexivos: A modificação vibratória, resultante do desprendimento pelo sono, faz o Espírito entrar em relação com fatos, imagens, paisagens e acontecimentos remotos, desta e de outras vidas.

3- Espíritas: Por «sonhos espíritas», situamos aqueles em que o Espírito se encontra, fora do corpo, com:
a) — parentes
b) — amigos
c) — instrutores
d) — inimigos, etc.

Outras denominações poderão, sem dúvida, ser-lhes dadas, o que, supomos, não alterará a essência do fenômeno em si mesmo. Estamos ainda no plano muito relativo das coisas. Assim sendo, tendo cada palavra o seu lugar e a sua propriedade, cabia-nos o imperativo da nomenclatura.

Geralmente temos sonhos imprecisos, desconexos, frequentemente interrompidos por cenas e paisagens inteiramente estranhas, sem o mais elementar sentido de ordem e sequência. Serão esses os sonhos comuns.

Aqueles em que o nosso Espírito, desligando-se parcialmente do corpo, se vê envolvido e dominado pela onda de imagens e pensamentos, seus e do mundo exterior, uma vez que vivemos num misterioso turbilhão das mais desencontradas ideias.

O mundo psíquico que nos cerca reflete as vibrações de bilhões de pessoas encarnadas e desencarnadas. Deixando o corpo em repouso, o Espírito ingressa no plano espiritual com apurada sensibilidade, facultando ao campo sensório o recolhimento, embarafustado, de desencontradas imagens antes não percebidas, em face das limitações impostas pelo cérebro físico.

Ao despertarmos, guardaremos imprecisa recordação de tudo, especialmente da ausência de conexão nos acontecimentos que, em forma de incompreensível sonho, povoaram a nossa vida mental. A esses sonhos chamaríamos sonhos comuns, por serem eles os mais frequentes.

Por reflexivos, categorizamos os sonhos em que a alma, abandonando o corpo físico, registra as impressões e imagens arquivadas no subconsciente e plasmadas na organização perispiritual.

Tal registro é possível de ser feito em virtude da modificação vibratória, que põe o Espírito em relação com fatos e paisagens remotos, desta e de outras existências. Ocorrências de séculos e milênios gravam-se indelevelmente em nossa memória, estratificando-se em camadas superpostas.

A modificação vibratória, determinada pela liberdade de que passa a gozar o Espírito, no sono, fá-lo entrar em relação com acontecimentos e cenas de eras distantes, vindos à tona em forma de sonho. A esses sonhos, na esquematização de nosso singelo estudo, daremos a denominação de «reflexivos», por refletirem eles, evidentemente, situações anteriormente vividas.

Cataloguemos, por último, os sonhos espíritas. Esses se revestem de maior interesse para nós, por atenderem com mais exatidão e justeza à finalidade deste livro, qual seja a de, sem fugir à feição evangélica, fazer com que todos os capítulos nos sejam um convite à reforma interior, como base para a nossa felicidade e meio para, em nome da fraternidade cristã, melhor servirmos ao próximo.

Nos sonhos espíritas a alma, desprendida do corpo, exerce atividade real e afetiva, facultando meios de encontrarmo-nos com parentes, amigos, instrutores e, também, com os nossos inimigos, desta e de outras vidas.

Quando os olhos se fecham, com a visitação do sono, o nosso Espírito parte em disparada, por influxo magnético, para os locais de sua preferência. O viciado procurará os outros. O religioso buscará um templo. O sacerdote do Bem irá ao encontro do sofrimento e da lágrima, para assisti-los fraternalmente.

Enquanto despertos, os imperativos da vida contingente nos conservam no trabalho, na execução dos deveres que nos são peculiares. Adormecendo, a coisa muda de figura. Desaparecem, como por encanto, as conveniências. A atividade extracorpórea passará a refletir, sem dissimulações ou constrangimentos, as nossas reais e efetivas inclinações, superiores ou inferiores.

Buscamos sempre, durante o sono, companheiros que se afinam conosco e com os ideais que nos são peculiares. Para quem cultive a irresponsabilidade e a invigilância, quase sempre os sonhos revelarão convívio pouco lisonjeiro, cabendo, todavia, aqui a ressalva doutrinária, exposta na caracterização dos sonhos reflexivos, de que, embora tendo no presente uma vida mais ou menos equilibrada, poderemos, logicamente, reviver cenas desagradáveis, que permanecem virtualmente gravadas em nosso molde perispiritual.

Quem exercite, abnegadamente, o gosto pelos problemas superiores, buscará durante o sono a companhia dos que lhe podem ajudar, proporcionando-lhe esclarecimento e instrução.

O tipo de vida que levarmos, durante o dia, determinará invariavelmente o tipo de sonhos que a noite nos ofertará, em resposta às nossas tendências.

As companhias diurnas serão, quase sempre, as companhias noturnas, fora do vaso físico. O esforço de evangelização das nossas vidas e a luta incessante pela modificação dos nossos costumes, objetivando a purificação dos nossos sentimentos, dar-nos-ão, sem dúvida, o prêmio de sonhos edificantes e maravilhosos, expressando trabalho e realização.

Com instrutores devotados nos encontraremos e deles ouviremos conselhos e reconforto. Dessas sombras amigas, que acompanham a migalha da nossa boa vontade, receberemos estímulo para as nossas sublimes esperanças.
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(EXTRAÍDO DO LIVRO “ESTUDANDO A MEDIUNIDADE” CAPÍTULO 17, DE MARTINS PERALVA.)

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Respeite seu Filho



Seu filho é abençoado aprendiz da vida. Não lhe dificulte a colheita das lições, fazendo-lhe as tarefas.

Seu filho é flor em botão nos verdes ramos da existência. Não lhe precipite o desabrochar, estiolando-lhe a vitalidade espontânea.

Seu filho é discípulo da existência. Não lhe cerceie a produtividade, tomando sobre os seus ombros os misteres que lhe competem.

Seu filho é lâmpada em crescimento de luz. Não lhe coloque o óleo viscoso da bajulação para que não afogue o pavio onde crepita a chama da esperança.

Seu filho é fruto em formação para o futuro. Não procure colher, antes do tempo, o benefício que não lhe pertence.

Lembre-se, mãe devotada que você é, que o seu filho também é filho de Deus.

Você poderá caminhar ao seu lado na estrada apertada, mas ele só terá honra quando conseguir chegar ao objetivo conduzido pelos próprios pés.

Você tem o dever de lhe apontar os abismos à frente, mas a ele compete contornar os obstáculos e descer às baixadas da existência para testar a fortaleza do próprio caráter.

Você deve ministrar-lhe o pábulo do Evangelho, mas a ele compete o murmúrio das orações, na prece continuada das ações nobres.

Seu filho é discípulo amado que Deus pôs ao alcance do seu coração enternecido, no entanto, a sua tarefa não pode ir além daquele amor que o Pai propicia a todos, ensinando no tempo próprio, corrigindo na luta e educando através da disciplina para a felicidade.

Mostre-lhe a vida, mas deixe-o viver.

Fala-lhe das trevas, mas dê-lhe a luz do conhecimento.

Mande-o à escola, mas faça-se mestra dele no lar.

Apresente-lhe o mundo, mas deixe-o construir o próprio mundo.

Tome-lhe as mãos e ponha-as no trabalho, ensinando com o seu exemplo, mas não lhe desenvolva a inutilidade, realizando as tarefas que lhe competem.

Seu filho é vida da sua vida que vai viver na vida da Humanidade inteira.

Cumpra o seu dever amando-o, mas exercite o seu amor ensinando-o a amar e fazendo que, no serviço superior, ele se faça um homem para que o possa bendizer, mais tarde.

Ame, em seu filho, o filho de todas as mães, e ame nos filhos das outras o seu próprio filho, para que ele, honrado pelo amor de outras mães, possa enobrecer o mundo, amando outros filhos.

Seu filho é semente divina; não lhe negue, por falta de carinho, a cova escura da fertilidade, pretextando devotamento, porque a semente que não morrer jamais será fonte de vida.

Mãe! Seu filho é a esperança do mundo; não o asfixie no egoísmo dos seus anelos, esquecendo-se de que você veio à Terra sem ele e retornará igualmente a sós, entregando-o a Deus consoante as leis sábias e justas da Criação.
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Amélia Rodrigues
(Crestomatia da Imortalidade. Divaldo Franco –
Diversos Espíritos, cap. 37, ed. LEAL) 

terça-feira, 9 de maio de 2017

PRECE PARA TI MESMO



Deus!... Sou eu que Te falo! Eu me proponho a ler este livro, já sabendo que ele trata de assuntos altamente incômodos à minha personalidade. Pelo sumário e pelo título, nota-se o quanto temos de nos esforçar como médicos de nós mesmos, fazendo diariamente a nossa cirurgia mental, de modo que ela restabeleça o equilíbrio espiritual em nosso coração, juntamente com os sentimentos.

Conheço as minhas falhas, sei que os meus pés têm pisado em terreno que não é próprio aos pés de um verdadeiro discípulo de Jesus. No entanto, estou disposto a mudar de direção, para fazer a Tua vontade e não a minha, em todos os objetivos de servir que começam a nascer em meu íntimo.

Quero confiar em Teu amor... 
Ajuda-me!

Quero sentir a Tua presença na minha vida...

Ajuda-me!

Quero facilitar o livre trânsito do amor no meu mundo interno...
 Ajuda-me!

Divino Senhor! Não deixes que eu ocupe o tempo precioso vendo os defeitos alheios. Não permitas que a minha boca sirva de escândalos para alimentar a vingança, o orgulho e a vaidade. Livra-me do ambiente de discórdia e de maledicência.

Deus de eterna bondade! O Teu amor conforta-me o coração! Eu Te peço que me ajudes a melhorar, porque somente Tu sabes das minhas enfermidades morais. Estou disposto a operar-me no mesmo hospital em que vivo diariamente, onde o maior enfermo sou eu. Mas quero que me ajudes em tal disposição, para fechar os olhos aos erros de quem anda comigo no mesmo caminho, para ver com clareza o que tenho de pior, para que o bisturi da boa vontade trabalhe em mim sem o impedimento da vaidade e do amor próprio. 

Ajuda-me a ajudar!

Senhor, eu Te peço para me lembrares, ao ler páginas de auto educação, do que tem de ser corrigido em meus caminhos, agradecendo aos outros pelos  exemplos que me ofertam no silêncio da própria vida.

Lembra-me, meu Deus, para que eu não imponha as minhas ideias
nos corações dos que me cercam e vivem comigo.
Lembra-me, Senhor, para que eu adquira a obediência e a autoeducação.
E quando eu tiver cultivado alguma virtude, não critique quem ainda não teve tal oportunidade.

Sei que o amor não ofende, não maltrata, não enxovalha, não fere e não exige. Porém, na hora em que o bem-estar invade o meu coração, pela Tua misericórdia, eu faço tudo isso, pelo prazer de diminuir o próximo, exaltando-me naquilo que não possuo. Quero Te pedir para me ajudar a combater o egoísmo que veste, dentro de mim, variadas roupas, disfarçando-se em modalidades diversas para que eu me engane a mim mesmo, deixando imperar o orgulho.

Ajuda-me, Senhor, a ajudar a mim mesmo, na escala em que permaneço, sem ofender os outros e sem diminuir a quem quer que seja.
Abençoa-me, e a todos, mostrando-me o que devo fazer, sem desculpas, dentro de mim mesmo
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Lancellin
João Nunes Maia








segunda-feira, 8 de maio de 2017

Um fofoqueiro no centro...




Realizava palestra em determinada cidade do interior de um estado brasileiro qualquer, quando, após a apresentação, um senhor me procura e narra sua experiência:

“Moço, corria o ano de 1977 e eu labutava num centro espírita aqui da cidade. Nesta casa tínhamos um companheiro complicado, sujeito do vinagre, azedo, sua boca era um veneno só. Falava mal de todos, disseminava a fofoca, enfim, homem terrível de conviver. Mas eis que a vida não manda avisar quando a senhora da foice virá buscar e, num certo dia, recebemos a notícia do desencarne daquele indivíduo. Ataque cardíaco, fulminante! Enfim, estávamos livres dele! 

Bom... O tempo passou e eu me esqueci completamente daquela pessoa desagradável, até que, no ano de 1997, numa reunião mediúnica, eu, que tenho vidência, vi um homem sorridente vindo em minha direção. Ele, oh! estava bem, como se fosse uma entidade bem resolvida com seus traumas. Por Deus! Identifiquei a presença daquele fofoqueiro. Era ele. Mas como? Como alguém tão malvado poderia apresentar-se bem no mundo dos Espíritos? Até que o mentor da reunião disse-me: Amigo, admira-se de nosso irmão? Pois bem, e eu me admiro de você... Não percebeu que já se passaram 20 anos? Pelo visto, ele caminhou e você ficou estagnado, a julgar os outros, esquecendo-se de que, com o tempo, seja aqui ou no além, todos crescemos!”

Jesus! Como ficamos presos ao que passou. Não sem motivo, Deus estabeleceu como condição reencarnatória o esquecimento temporário. Claro. É preciso desvencilhar-se do passado e de todos os passados, tanto o nosso quanto o dos outros.

Passado, apenas para agregar experiência, jamais para servir como elemento de condenação. Cada um de nós arca com as consequências de seus atos passados, que repercutem, não raro, de forma dolorosa no presente. Portanto, o que não precisamos é de julgamentos, sentenças, vibrações contrárias, haja vista que responderemos pelos nossos atos.

Todavia, o mais interessante é nossa visão limitada, de rótulos, que estigmatiza este ou aquele pelos seus equívocos do passado.

Sem perceber, sem refletir, condenamos o outro às trevas quando fechamos o caminho para a luz.

Explico-me: O sujeito errou demais. Tenta recomeçar, vai à igreja, ao centro, ou sei lá, e vamos nós: “Você viu o fulano? Fez um monte de besteira na vida e hoje vai ao centro”. Isso é cruel de nossa parte. As pessoas têm o direito de recomeçar suas vidas, de levantar a poeira e dar a volta por cima.

O que devemos fazer? Simples: orar por elas, orar para que prossigam firmes em seus propósitos. Não podemos ser os fiscais da vida alheia, aqueles que tentam impedir o outro de recomeçar. Que bom! Que bom poder reconhecer os erros e procurar uma religião, enfim, mudar de vida.

Deus possibilita-nos todas as chances do mundo. Ninguém está deserdado ao erro, ao equívoco, ao vício.

Irmã Rosália, em O Evangelho segundo o Espiritismo, deixa a mensagem de que, não incomodar com as faltas alheias, é caridade moral.

É bem por aí. Caridade moral. Com a mesma ênfase que atendemos o pobre, o necessitado do pão material, precisamos atender aquele que necessita do pão do espírito, ou seja, da compreensão, do carinho, da porta aberta para recolocar as coisas no lugar e seguir adiante. Nada de colocar o outro num balaio, estigmatizar. Quem nesta vida não erra?

Se ainda não conseguimos esquecer nossos erros desta existência, que ao menos não lembremos os dos outros para que eles possam recomeçar. Recomeçar a busca pela felicidade... Afinal, todos temos o direito de prosseguir, e, se não queremos prosseguir, que ao menos não impeçamos os outros de “ajeitar” novos caminhos rumo ao progresso.
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Pensemos nisto!
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Wellington Balbo – Bauru SP 






domingo, 7 de maio de 2017

EM FAMÍLIA


  “Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, sem notar a trave que está no teu próprio?”
– JESUS. (Mateus, 7:3)

  Quanto mais nos adentramos no conhecimento de nós mesmos, mais se nos impõe a obrigação de compreender e desculpar, na sustentação do equilíbrio em nós e em torno de nós.

  Daí a necessidade da convivência, em que nos espelhamos uns nos outros, não para criticar-nos, mas para entender-nos, através de bendita reciprocidade, nos vários cursos de tolerância, em que a vida nos situa, no clima da evolução terrestre.

  Assim é que, no educandário da existência, aquele companheiro:

  que somente identifica o lado imperfeito dos seus irmãos, sem observar-lhes a boa parte;

  que jamais se vê disposto a esquecer as ofensas de que haja sido objeto;

  que apenas se lembra dos adversários com o propósito de arrasá-los, sem reconhecer-lhes as dificuldades e os sofrimentos;

  que não analisa as razões dos outros, a fixar-se unicamente nos direitos que julga pertencer-lhe;

  que não se enxerga passível de censura ou de advertência, em momento algum;

  que se considera invulnerável nas opiniões que emita ou conduta que espose;

  que não reconhece as próprias falhas e vigia incessantemente as faltas alheias;

  que não dispõe a pronunciar uma só frase de consolação e esperança, em favor dos caídos na penúria moral;

  que se utiliza da verdade exclusivamente para ameaçar ou ferir. . .

  Será talvez de todos nós aquele que mais exija entendimento e ternura, de vez que, desajustado na intolerância, se mostra sempre desvalido de paz e necessitado de amor.
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Emmanuel
Chico Xavier


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sábado, 6 de maio de 2017

Mensagem de Eurípedes Barsanulfo



Meus amigos, que a paz do Senhor nos fortaleça o coração na grande jornada.

*

O Espiritismo Cristão é a porta de luz que se abre à humanidade.

*

Amigos, nunca nos cansaremos de vos conclamar ao serviço da verdade e do bem.

Falando-vos, guardamos a impressão de endereçar a palavra às fileiras da frente, àqueles que sustentam as lutas mais ásperas, que sofrem o mais perigoso assédio das forças das trevas.

*

Conhecemos a dificuldade, a dor, o fel que vos amarga o coração, ante os ataques da sombra; entretanto, somos os felizes depositários da fé viva, lutadores que se rejubilam com as próprias chagas e encontram benditas claridades nas lutas de cada dia, porquanto nos encontramos a serviço d'Aquele que é a Luz dos Séculos.

*

Muitas escolas religiosas foram chamadas para ser-vi-Lo, entretanto, esquecem-se os expositores respectivos do trabalho universal da paz e do amor com o Cristo, perdendo-se nos desfiladeiros do sectarismo destruidor.

Procuram Jesus, através das dissenções e da separatividade como se não bastassem quase dois mil anos de ódio e separação entre as criaturas de Deus.

*

Nossa tarefa é mais alta.

Propomo-nos a atender ao chamado do Mestre através de nossa própria renovação, para que a nossa existência se constitua em pregação viva do Evangelho.

*

Não alimenteis qualquer dúvida.

O triunfo integral ainda permanece à distância.

Até lá, é preciso subir o Calvário, negando a nós mesmos e suportando a cruz que nos diz respeito.

Pedradas da ignorância, açoites da ingratidão, surpresas inquietantes dos caminhos escuros vos surpreenderão na marcha para o Alto, no entanto, mantende a vossa fé, porque Jesus, o Mestre Divino, socorrerá o discípulo fiel, onde quer que se encontre, estendendo-lhe a mão amiga.

Jesus estabelecerá, entre os homens, o prometido Reino de Paz e Amor.

*

Lembrai-vos dos companheiros dos tempos apostólicos.

Eles não morreram.

Ressurgem das catacumbas distantes para falar-vos da necessidade de servir aos propósitos do Senhor até o fim da edificação do Mundo Melhor.

*

Vigorosas energias fluem para nós outros, do mais alto.

É preciso não desanimar. O futuro com a vitória do bem, nos pede esforço supremo.

Confiai, trabalhai sempre e esperai na Paz de Jesus.

Que Ele nos fortaleça e revigore o ânimo, concedendo-nos a armadura interior da consciência tranquila, são os votos do amigo de sempre.
🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Doutrina e Vida. Ditado pelo Espírito Casimiro Cunha




sexta-feira, 5 de maio de 2017

Aprenda



Aprenda a admoestar-se, antes que a vida admoeste a você.

Se o seu problema é alimentar-se excessivamente, exponha na mesa esta legenda escrita, diante dos olhos:

- Devo moderar meu apetite.

Se a sua luta decorre da preguiça, dependure este dístico à frente do próprio leito para a reflexão cada manhã:

- Devo trabalhar honestamente.

Se a sua intranquilidade surge da irritação sistemática, coloque este aviso em evidência no lar para observação incessante:

- Devo governar minhas emoções.

Se o seu impedimento irrompe de vícios arraigados, carregue consigo um cartão com esta lembrança breve:

- Devo renovar-me.

Se o seu caso difícil é a inquietação sexual, traga no pensamento este aviso constante:

- Devo controlar meus impulsos.

Se o seu ponto frágil está na palavra irrefletida, espalhe este memorando em torno de seus passos:

- Devo falar caridosamente.


Não acredite em liberdade incondicional. Todo direito está subordinado a determinado dever. Ninguém abusa sem consequências.

Repare os sistemas penalógicos da vida funcionando espontaneamente.

Enfermidades compartilham excessos...

Obsessões cavalgam desequilíbrios...

Cárceres segregam a delinquência...

Reencarnações expiatórias acompanham desatinos...

Corrijamos a nós mesmos, antes que o mundo nos corrija.

Todos sabemos proclamar os méritos do pensamento positivo, entretanto, não há pensamento positivo para o bem sem pensamento reto.

O tempo é aquele orientador incansável que ensina a cada um de nós, hoje, amanhã e sempre que ninguém pode realmente brincar de viver.
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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Ideal espírita 


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Arabescos



Embora a crítica azeda,

Atende ao dever cristão.

A inveja combate sempre

O esforço da elevação.
***

Ilumina a própria senda,

Faze-te sábio e melhor.

De todos os males juntos

A ignorância é o maior.
***
A fortuna, muitas vezes,

É neblina deletéria.

A riqueza sem virtude

É mais triste que a miséria.
***
Não te esqueças da verdade,

Recorda que para a morte

Não vale bolsa repleta,

Nem existe casa forte.
***
Trabalha, constantemente,

Firme e fiel ao teu posto.

Descanso desnecessário

É 
plantação de desgosto.
***
Ao despeito envenenado

A retidão não se rende.

De pessoa desbriada

O insulto não ofende.
***
Dos vermes de ruína e morte,

Que atacam o fruto e a flor,

O mais cruel é a preguiça

Que mora no lavrador.
***
Respeita a moderação.

Quem com pouco se compraz,

Entre as bênçãos da alegria,

Serve muito e vive em paz.
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 Casimiro Cunha 
 Francisco Cândido Xavier  
Obra: Gotas de luz


quarta-feira, 3 de maio de 2017

OS ANIMAIS E O AUTISMO




Numa tarde de sábado de 1981, nas inesquecíveis reuniões realizadas "à sombra do Abacateiro", colhemos de Chico Xavier preciosa lição sobre a questão do autismo.

Após ter conversado com os pais de uma criança autista, orientando-os quanto ao relacionamento que deveriam ter com o filho, recomendando-lhes, inclusive, que diminuíssem a dose dos medicamentos que lhe eram administrados, Chico comentou conosco:

- O autismo é um caso muito sério, podendo ser considerado uma verdadeira calamidade. Tanto envolve crianças quanto adultos... Os médiuns também, por vezes, principalmente os solteiros, sofrem desse mal, pois que vivem sintonizados com o Mundo Espiritual, desinteressando-se da Terra...

"É preciso que alguma coisa nos prenda no mundo, porque, senão, perdemos a vontade de permanecer no corpo..."

"Vejam bem: o que é que me interessa na Terra? A não ser a tarefa mediúnica, nada mais. Dinheiro, eu só quero o necessário para sobreviver; casa eu não tenho o que fazer com mais de uma... Então, eu procuro me interessar pelos meus gatos e meus cachorros. Quando um adoece ou morre, eu choro muito, porque, se eu não me ligar em alguma coisa, eu deixo vocês..."

Ele ainda considerou que muitos casos de suicídio têm suas raízes no autismo, porque a pessoa que vai perdendo o interesse pela vida, inconscientemente deseja retornar à Pátria Espiritual e, para se libertar do corpo, que considera uma verdadeira prisão, força as portas de saída...

Antes, pois, de censurarmos alguém que, por vezes, dispensa a um animal de estimação o afeto que não dispensa a um ser humano, convém que reflitamos.
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Livro: Chico Xavier, O Amigo dos Animais
Carlos A. Baccelli
LEEPP – Livraria Espírita Edições Pedro e Paulo
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Autistas
Livro:
Autistas do Além - quando o amor se torna obsessão
Autor: Nelson Moraes
http://www.ceu.com.br/product_info.php?manufacturers_id=40&products_id=6102
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Tem um fórum sobre o assunto:
[Estudo] Autismo na Visão Espírita
http://www.forumespirita.net/fe/index.php?action=printpage;topic=11574.0
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AUTISMO DISCUSSÕES E COMENTÁRIOS
http://www.autismo-br.com.br/home/dep-com.cgi?tema=Espiritismo+e+Autismo&codigo=7
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E outros livros:
http://www.autismo-br.com.br/home/livraria.cgi
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Página do Autismo
http://www.autismo-br.com.br/home/homepage.cgi
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terça-feira, 2 de maio de 2017

Bondade



Ao apelo do Divino Mestre, recomendando-nos “sede perfeitos”, (Mt) evitemos a indesejável resposta da aflição.

Ninguém pode trair os princípios de sequência que governam a Natureza e o tempo será sempre o patrimônio divino, em cujas bênçãos alcançaremos as realizações que a vida espera de nós.

Antes de cogitar da colheita, atendamos à sementeira.

Antecipando a construção do teto de nossa casa espiritual, no aprimoramento que nos cabe atingir, edifiquemos os alicerces no chão de nossas possibilidades humildes, erguendo sobre eles as paredes de nossa renovação, a fim de não nos perdermos no movimento vazio.

Iniciemos a perfeição de amanhã com a bondade de hoje.

Ninguém é tão deserdado no mundo que não possa começar com o êxito necessário.

Não intentes curar o enfermo de momento para outro. Cede-lhe algumas gotas de remédio salutar.

Não busques regenerar o delinquente a rudes golpes verbais. Auxilia-o, de algum modo, oferecendo-lhe algumas frases de fraternidade e compreensão.

Não procures estabelecer a verdade num gesto impetuoso de esclarecimento espetacular, acreditando desfazer as ilusões de muitos anos, em um só dia. Enceta a obra do reajustamento moral com os teus pequeninos gestos de sinceridade à frente de todos.

Não suponhas seja possível a milagrosa transformação de alguém, no caminho empedrado da crueldade ou da ignorância. Faze algo que possa servir de plantação inicial de luz no espírito que te propões reformar.

E ainda, em se tratando de nós, não julgues seja fácil converter nossa própria alma para Deus, num instante rápido. Trazemos conosco vasto acervo de sombras e precisamos serenidade e diligência para desintegrá-las, pouco a pouco, ao preço de nossa própria submissão à Lei do Senhor que nos rege os destinos.

Se realmente nos dispomos à aceitação do ensinamento do Divino Mestre, usemos a bondade, em todos os momentos da vida. Bondade para com o próximo, bondade para com os ausentes, bondade para com os nossos opositores, bondade para com todas as criaturas que nos cercam.

A bondade é a chave da simpatia e do conhecimento com que descerraremos a passagem para as Esferas superiores.

Com ela, seremos mais humanos, mais amigos e mais irmãos.

Avancemos, assim, com a bondade por norma de ação, retificando em nossa estrada os aspectos e experiências que nos desagradam na estrada dos outros e, desse modo, estejamos convencidos de que o sonho sublime de nosso aperfeiçoamento encontrará, em breve futuro, plena concretização na Vida Eterna.
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Emmanuel  
Chico Xavier 
Obra: Abençoa sempre 



domingo, 30 de abril de 2017

ROGATIVAS E RESPOSTAS


Para compreender certas respostas Celestiais às rogativas terrestres, vejamos algumas das respostas humanas aos anseios da natureza.

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Quando a terra desejou melhorar-se para produzir em regime de educação, o lavrador rasgou-lhe o seio para exalta-la feliz.

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Quando a semente anelou servir à mesa, foi arrojada pelo cultivador à cova fria e escura para que se lhe atendesse à generosa destinação.

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Quando a argila desejou brilhar no santuário, em forma de vaso nobre, foi constrangida pelas mãos do oleiro a sofrer a tensão do forno.

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Quando o minério quis elevar-se do serro bruto à bênção da utilidade, foi conduzido pelo artífice ao calor ardente da forja, para que se lhe imprimisse nova feição.

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Quando o animal aspirou a companhia do homem, a fim de respirar-lhe o ambiente doméstico, foi obrigado a esquecer a vida livre, para suportar o açoite e a cangalha, o laço e o ferrão.

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Pelas respostas do homem aos seres e às cousas simples dos reinos inferiores à condição em que ele ainda estagia, podemos observar que as respostas dos anjos às nossas próprias súplicas nem sempre podem ser confortantes e lisonjeiras, no sentido imediatista do mundo, de vez que, sem a dor e sem a renúncia, sem a disciplina e sem o sacrifício, ninguém se habilita à ascensão da sombra para a luz.

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Se te consagras à prece, como recurso de purificação e melhoria, roga, antes de tudo, não a materialização de teus transitórios e quase sempre injustificáveis desejos, mas sim o cumprimento da Vontade do Senhor a teu respeito, porquanto, pelas aflições constringentes e pelos duros aguilhões que hoje te cercam prepararás, no trabalho e na esperança, embora fatigado e suarento, a colheita de paz e felicidade que te coroará o porvir.
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Emmanuel
Chico Xavier 


sábado, 29 de abril de 2017

AÇÃO DE PAZ


A paz é um dos tesouros mais desejados nos dias atuais. Muito se tem investido para se conseguir um pouco desse bem tão precioso.

Mas será que nós, individualmente, temos feito investimentos efetivos visando tal conquista?

O que geralmente ocorre é que temos investido nossos esforços na direção contrária, e de maneira imprópria.

É muito comum desejar a paz e buscá-la por caminhos tortos, que acabam nos distanciando dela ainda mais.

O Espírito Emmanuel, através da mediunidade de Chico Xavier, escreveu, certa feita, uma mensagem que intitulou ação de paz.

Eis o seu conteúdo:

“Aflição condensada é semelhante à bomba de estopim curto, pronta a explodir a qualquer contato esfogueante.

Indispensável saber preservar a tranquilidade própria, de modo a sermos úteis na extinção dessa ou daquela dificuldade.

Decerto que para cooperar no estabelecimento da paz, não nos seria lícito interpretar a calma por inércia.

Paciência é a compreensão que age sem barulho, em apoio da segurança geral.

Refletindo com acerto, recebe a hora de crise sem qualquer idéia de violência, porque a violência sempre induz ao estrangulamento da oportunidade de auxiliar.

Diante de qualquer informação desastrosa, busca revestir-te com a serenidade possível para que não te transformes num problema, pesando no problema que a vida te pede resolver.

Não afogues o pensamento nas nuvens do pessimismo, mentalizando ocorrências infelizes que provavelmente jamais aparecerão.

Evita julgar pessoas e situações em sentido negativo para que o arrependimento não te corroa as forças do espírito.

Se te encontras diante de um caso de agressão, não respondas com outra agressão, a fim de que a intemperança mental não te precipite na vala da delinquência.

Pacifica a própria sensibilidade, para que a razão te oriente os impulsos.

Se conservas o hábito de orar, recorre à prece nos instantes difíceis, mas se não possuis essa bênção, medita suficientemente antes de falar ou de agir.

Os impactos emocionais, em qualquer parte, surgem na estrada de todos; guarda, por isso, a fé em Deus e em ti mesmo, de maneira a que não te afastes da paz interior, a fim de que nas horas sombrias da existência possa a tua paz converter-se em abençoada luz.”

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 As palavras lúcidas de Emmanuel nos sugerem profundas reflexões em torno da nossa ação diária.

Importante que, na busca pela paz não venhamos a ser causadores de desordem e violência.

Criando um ambiente de paz na própria intimidade, poderemos colaborar numa ação efetiva para que a paz reine em nosso lar, primeiramente, e, depois possa se estender mundo afora.

Se uma pessoa estiver permanentemente em ação de paz, o mundo à sua volta se beneficiará com essa atitude.

E se a paz mundial ainda não é realidade em nosso Planeta, façamos paz em nosso mundo íntimo. Essa atitude só depende de uma única decisão: a sua.

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A sua paz interior é capaz de neutralizar o ódio de muitas criaturas.

Se você mantiver acesa a chama da paz em sua intimidade, então podemos acreditar que a paz mundial está bem próxima.

Porque, na verdade, a paz do mundo começa no íntimo de cada um de nós.
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 Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em mensagem do Espírito Emmanuel, do livro Urgência, psicografia de Francisco C. Xavier. 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

HOJE E AMANHÃ


Guardas a intenção de confortar o companheiro necessitado ou doente?
 Atende-a, hoje mesmo, compreendendo a oportunidade da tua sementeira de alegria.

Desejas acertar, desesperadamente, alguma conta de tua dignidade ferida? Relega semelhante serviço
para amanhã, porque à noite, com serenidade e oração, renovar-te-á os pensamentos e talvez encontrarás motivos para esquecer todo mal.

Pretendes realizar algum trabalho que signifique cooperação em favor da melhoria do próximo ou de ti mesmo? 
Realiza-o, hoje mesmo, valendo-te dos abençoados recursos que a hora te oferece.

Sentes a necessidade de querelar ou discutir com o vizinho, no propósito de retificar-lhe a conduta? Espera amanhã, porquanto é possível que o teu silêncio fale mais alto, anulando-se a possibilidade de maiores desentendimentos.

Propõe-te a auxiliar alguém, pronunciar alguma palavra de solidariedade e estímulo, desculpar
fraternalmente, oferecer uma nota de amizade ao companheiro de experiência ou escrever uma página
edificante? 
Age rapidamente, hoje mesmo, porque o bem é sublime em qualquer parte e a todo instante, ainda
quando mal interpretado pela ignorância ou pela malícia.

Alimentas o desejo de curar as desarmonias da estrada pela imposição de tua força, assumir atitudes
extremas com os outros, examinar questões que te não dizem respeito o endereçar palavras ásperas, faladas ou escritas, na direção do homem ou da sociedade? 
Aguarda o dia de amanhã, de vez que, comumente, num simples minuto, reformamos nossos conceitos da vida, sob a inspiração da verdadeira piedade.

Atende ao bem com presteza, mas, em todo problema de posição duvidosa, em que a tua própria boa
intenção pode converter-se em mal para o caminho dos outros e para o teu próprio caminho, abstém-te e espera.

Hoje é sempre o dia de fazer o melhor que pudermos.

Amanhã, invariavelmente é o dia do resultado de nossas próprias ações.
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Agar
Chico Xavier  
Obra: Cartas do coração

quinta-feira, 27 de abril de 2017

CONFIANÇA DO MESTRE


Todos somos obreiros do progresso.

Todos estamos endereçados à perfeição.

Comumente, porém, declaram-nos incapacitados para quaisquer realizações de natureza espiritual, que demandem elevação, e articulamos respostas negativas, às requisições de serviços; demorando-nos, indefinidamente, em ponto morto.

Importante para nós, todavia, reconhecer que Jesus, a quem proclamamos obedecer, não pensava de modo semelhante.

Disse-nos o Senhor: 
 - “Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que eles vejam as vossas boas obras e glorifiquem o Pai que está nos Céus .
Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres.

Identificareis a árvore pelo fruto.

Buscai e achareis.

Amai os vossos inimigos.

Orai pelos que vos perseguem e caluniam.

Se alguém vos fere numa face, oferecei também a outra.

Acumulai tesouros nos Céus.

Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei “.


Meditemos nas afirmativas do Cristo a nosso respeito.

Justo ponderar que Ele de ninguém solicitou o impossível. E, se apelou para nós, conclamando-nos a acender a luz da fé viva, procurar a verdade, amealhar conquistas da alma, conservar a consciência tranquila e amar-nos fraternalmente, é que podemos empregar boa vontade e esforço constante, no próprio burilamento a fim de O atendermos.
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Emmanuel 
Chico Xavier 
Obra: Confia e segue 


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O desânimo 


Deus virou para um homem que estava muito desanimado e disse-lhe: “Meu filho, tenho uma missão para você. Sabe aquela pedra enorme que está perto da sua casa? Quero que a empurre sem parar, faça chuva ou faça sol não pare de empurrá-la, empurre-a com toda tua força e toda a tua vontade."

E o homem respondeu: “Sim Senhor eu farei o que me pede." E mesmo sem entender, o homem resolveu obedecer. Dia a dia ele pelejava empurrando a pedra com toda a sua força, mas ela não se mexia. E cada noite, retornava para a sua casa aborrecido, sentido que seu esforço era em vão. 

Percebendo o desânimo do homem, o inimigo decidiu entrar em cena colocando pensamentos negativos em sua mente desgastada tentando desanimá-lo para que desistisse da missão que Deus tinha confiado a Ele, e disse: -“Você tem empurrado essa pedra por tanto tempo, e ela ainda não se moveu. Não acha melhor desistir? Deixe essa tarefa para outro.”

Esses pensamentos minavam o seu espírito e davam-lhe a impressão de que era um fracassado. Pensando em desistir, elevou seus pensamentos em oração e disse: - “Senhor, tenho trabalhado duro fazendo exatamente aquilo que o Senhor me mandou, entretanto, após todo esse tempo não consegui mover a pedra nem por um milímetro. O que está errado? Porque tenho falhado?”

O Senhor, em sua infinita misericórdia e conhecendo a aflição que tomava conta daquele coração, respondeu-lhe: - “Meu filho, quando eu lhe disse que tinha uma missão para você, você aceitou, expliquei-lhe que o seu trabalho seria empurrar a pedra todos os dias, e é o que você tem feito. Eu nunca lhe ordenei que a movesse. Porque você pensa que falhou? Olhe para os seus braços, suas mãos e pernas e veja como estão fortes e firmes. Todos esses atributos lhe fazem melhor do que antes, você está mais forte, observe que o seu chamado foi para empurrar a pedra exercitando sua força e confiança na minha Palavra. Você fez exatamente o que lhe pedi e quando chegar a hora, Eu mesmo moverei a pedra."

Às vezes, quando ouvimos uma palavra de Deus, ficamos tentando decifrar o que Ele quer de nós, quando na verdade o que Ele deseja é, apenas, nossa obediência, e fé. Em todos os sentidos, exercite a fé que move montanhas, mas saiba que continua sendo Deus quem as move.

Assim: Quando tudo lhe parecer errado, quando o trabalho te deixar pra baixo, quando as pessoas não agirem conforme você esperava, quando seu dinheiro ficar escasso, apenas “empurre” e confie no Senhor.Então continue “empurrando a pedra”, e com o tempo, Deus revelará quais são os Seus propósitos em sua missão.

As adversidades vêm, mas a ordem é; empurre a pedra, com fé e confiança.

Persevere, continue, Deus moverá a pedra!

Desconhecemos a autoria.


quarta-feira, 26 de abril de 2017

O óbvio



Certa vez, um amigo abordou o intérprete de “Parnaso de Além Túmulo” e perguntou-lhe:

- Chico, na sua opinião, qual é o homem mais rico?

Como se estivesse a ouvir a voz de Emmanuel nos escaninhos da alma, o médium respondeu:

- Para mim, o homem mais rico é o que tenha menos necessidades.

Arriscando nova pergunta, o companheiro quis saber:

- E o homem mais justo e sábio?

Com a mesma espontaneidade, ele esclareceu:

- O homem mais justo e sábio é o que cumpre com o dever.

- Mas – insistiu o confrade, certamente, interessado em alguma revelação que lhe facilitasse a vida – o que você está me dizendo é o óbvio.

Com o fraterno sorriso de sempre, sem se deter na tarefa de atendimento aos que lhe procuravam a palavra, Chico redarguiu:

- Meu filho, tudo que está no Evangelho é o óbvio.
Não existem segredos nem mistérios para a salvação da alma. Nada mais óbvio que a Verdade!
O nosso problema é justamente este: queremos alcançar Céu, vivendo fora do óbvio na Terra! 
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Carlos Baccelli


terça-feira, 25 de abril de 2017

CRIANÇAS DOENTES




Acalentas nos braços o filhinho robusto que o lar te trouxe e, com razão, te orgulhas dessa pérola viva. Os dedos lembram flores desabrochando, os olhos trazem fulgurações dos astros, os cabelos 
recordam estrigas de luz e a boca assemelha-se a concha nacarada em que os teus beijos de ternura desfalecem de amor.

Guarda-o, de encontro ao peito, por tesouro celeste, mas estende compassivas mãos aos pequeninos enfermos que chegam à Terra, como lírios contundidos pelo granizo do sofrimento.

Para muitos deles, o dia claro ainda vem muito longe...

São aves cegas que não conhecem o próprio ninho, pássaros mutilados, esmolando socorro em recantos sombrios da floresta do mundo... Às vezes, parecem anjos pregados na cruz de um corpo paralítico ou mostram no olhar a profunda tristeza da mente anuviada de densas trevas.

Há quem diga que devem ser exterminados para que os homens não se inquietem; contudo, Deus, que é a Bondade Perfeita, no-los confia hoje, para que a vida, amanhã, se levante mais bela.

Diante, pois, do teu filhinho aquinhoado de reconforto, pensa neles!... São nossos outros filhos do coração, que volvem das existências passadas, mendigando entendimento e carinho, a fim de que se desfaçam dos débitos contraídos consigo mesmos...

Entretanto, não lhes aguardes rogativas de compaixão, de vez que, por agora, sabem tão somente padecer e chorar.

Enternece-te e auxilia-os, quanto possas!...

E, cada vez que lhes ofertes a hora de assistência ou a migalha de serviço, o leito agasalhante ou a lata de leite, a peça de roupa ou a carícia do talco, perceberás que o júbilo do Bem Eterno te envolve a alma no perfume da gratidão e na melodia da bênção.
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Meimei
Chico Xavier  
Obra: O Espírito da verdade 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Mais com Jesus


Desarrazoado exigir de qualquer de nós transformações intempestivas.

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Por mais formosas e edificantes as lições de aperfeiçoamento moral, é forçoso acomodar-nos com o espírito de seqüência, na marcha do tempo, a fim de que nos afaçamos a elas, adaptando-nos gradativamente aos princípios que nos preceituem.

Ser-nos-á, porém, claramente possível melhorar-nos com mais urgência e segurança se adotarmos a prática de permanecer um tanto mais com Jesus, cada dia.
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Problemas intricados surgiram, concitando-nos a soluções inadiáveis.

Se estivermos de sentimento interligado um pouco mais com o Cristo, aprenderemos a ceder de nós, sem qualquer empeço, apagando as questões que nos induzam à perturbação e à discórdia.

Apareceram desacatos, impulsionando-nos ao revide.

Se os recebemos, um tanto mais com Jesus, em nossas atitudes e respostas, todas as expressões de desapreço serão dissolvidas nas fontes da compreensão e da tolerância.

Surpreendemos companheiros que se fazem difíceis.

Se lhes acolhemos os obstáculos, conservando as nossas diretrizes e providências, um tanto mais com Jesus, para breve se nos transfiguram em colaboradores valiosos, convertendo-se, por fim, em estandartes vivos de nossas ideias.

Encontramos desencantos nas trilhas da experiência.

Aceitando-os, no entanto, um tanto mais com Jesus em nosso comportamento, para logo se transformam em lições e bênçãos que passamos a agradecer à sabedoria da vida.

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Em casa, no grupo de trabalho, na vida social, na profissão, no ideal ou na via pública, experimentemos sentir, pensar, falar e agir, um tanto mais com o Cristo, e observemos os resultados.

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Pouco a pouco, percebemos que o Senhor não nos pede prodígios de transformação imediata ou espetáculos de grandeza, e sim que nos apliquemos ao bem, de modo a caminhar com Ele, passo a passo, na edificação de nossa própria paz.

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Não te atemorizem programas de reajuste, corrigenda, sublimação ou burilamento.

Ante as normas que nos indiquem elevação para a Vida Superior, recebamo-las respeitosamente, afeiçoando-nos a elas, e, seguindo adiante, na base do dever retamente executado e da consciência tranquila, pratiquemos a regra da ascensão espiritual segura e verdadeira: sempre um tanto menos com os nossos pontos de vista pessoais e, a cada dia que surja, sempre um tanto mais com Jesus.
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Emmanuel
Chico Xavier 
Obra: Rumo certo 

domingo, 23 de abril de 2017

Culto Cristão no Lar



     Você, mãe, não ignora a influência que o ambiente exerce sobre as criaturas, em geral, e sobre a criança, em particular.

A criança, em sua generalidade, nada mais é do que um Espírito necessitado de reparar faltas e falhas do passado e de, pelo desenvolvimento de qualidades positivas, fazer com que, pouco a pouco, desapareçam suas imperfeições e fraquezas.

E o ambiente espiritual em que cada criança se sentir envolvida, muito, por certo, a auxiliará.

Você, que deseja, acima de tudo, o bem de seu filho, há de, certamente, lhe querer proporcionar esse ambiente favorável, porque, realmente, esta é a sua principal missão no Mundo.

Quando Deus nos concede um lar não é apenas para que tenhamos nele conforto e comodidade, apoio material e moral, um escudo de proteção contra os perigos da vida.  Não; é também e, principalmente, para que realizemos, dentro dele, uma obra silenciosa, de dedicação, de renúncia, de amor construtivo, isento de egoísmo e de ciúme, livre de sentimentos que com o amor não se coadunem.

Para que o seu consorte vença as suas provações e vicissitudes na vida, para que seus filhos se preparem também para vencer, para que todos se sintam ao abrigo de influências destrutivas, mister se faz que o seu coração constitua um centro de irradiações de paz, de harmonia, de compreensão, de tolerância, de bondade, de caridade, enfim, de amor cristão.

Faça do lar um núcleo gratificante, um oásis de retemperamento para todos os que nele vivem e para todos os que dele se aproximem.

Cultive o Evangelho no seu coração, na intimidade dos pensamentos e sentimentos.  Imprima-lhe esse cunho de espiritualidade que só as mulheres sabem dar a todas as coisas.  Procure sentir-se sempre mais feliz em dar, do que em receber.  Não exija isto ou aquilo daqueles que a cercam.  Procure, sim, dar alguma coisa de si mesma.  Não exija que as criaturas sejam o que Você imagina ou desejaria que elas fossem. É possível que cada uma delas também deseje que Você seja diferente do que é. Aceite-as tais quais são.  Esforce-se por compreendê-Ias mais do que ser por elas compreendida.

Cada um de nós sempre vive exigindo que os outros nos compreendam, nos desculpem, nos tolerem, nos queiram bem, maigrado os nossos defeitos que, por certo, os hão de incomodar.  Mas qual de nós procura dar aos outros compreensão, tolerância, bem querer, malgrado os defeitos que eles também apresentem?

Não faça juízos temerários nem apressados.  Procure ver tudo com bons olhos, detendo-se na melhor parte, olhos que descubram o bem antes do mal.

Procure sempre explicações simples e naturais, que assim estará mais perto da Verdade e em melhores condições de viver e conviver pacificamente.  Cultive a simplicidade em todas as coisas, principalmente no pensar e no sentir.  Esforce-se por afeiçoar sua vida e seu coração ao Evangelho de Jesus.  Mas veja bem - sua vida, não a vida dos outros.  Ponha todo o empenho em ser, hoje, melhor do que o foi ontem, entendendo os defeitos do próximo como instrumentos para burilar-lhe o espírito e como oportunidades de Você verificar o real aproveitamento dos ensinos do Evangelho.  Seja a prece uma constante nos seus dias e faça do lar um Templo da Religião do Amor, que estará assim colaborando, da maneira mais eficiente, para a instauração do Reino de Deus na face da Terra.
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Por: PASSOS LIRIO
Fonte: Revista Espírita “O Reformador” – FEB – Agosto/2000
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Segundo ano sem a presença física do Professor Wagner de Castro. Gratidão pelos ensinamentos, pelo colo e amizade. Uma oração é a única coisa que podemos fazer neste momento. Até logo, querido Professor!


Nasceu em Franca (SP), em 27 de julho de 1917, tendo aqui vivido cinco anos. Posteriormente, a família Castro mudou-se para Ribeirão Preto e São Paulo, onde Wagner começou a desenhar sozinho. Já adulto, decidiu-se dedicar à pintura, mas freqüentou a escola de Belas Artes somente por dois meses, não se adaptando aos ensinamentos acadêmicos. Em 1939, ao visitar os avós maternos em Passos, Minas Gerais, ficou encantado com a pequena cidade e, em 1944, mudou-se para lá, o que acabou por afastá-lo definitivamente dos ambientes da produção artística moderna.
Em 1953, foi nomeado professor de Desenho, Trabalhos Manuais e Modelagem para lecionar em escolas estaduais de Passos.
Apenas em 1964 fez sua primeira exposição em São Paulo, em uma Galeria de Arte na rua Augusta, quando teve o primeiro contato com Pietro Maria Bardi, que o convidou para expor no MASP. Sua exposição seguinte aconteceu numa galeria de arte de Belo Horizonte, em 1968. A exposição do MASP somente aconteceu depois de uma exposição que fez em Franca, na Pinacoteca Municipal, em 1980. Em 1983, fez exposição na Galeria de Arte do Teatro Nacional de Brasília e, mais recentemente, em Belo Horizonte, no Museu da Pampulha.
Aposentado como professor em 1987, Wagner pode dedicar-se integralmente à pintura. Doou um conjunto de obras de seu acervo particular para o patrimônio municipal de Passos, permitindo a criação pela Prefeitura Municipal, na Casa da Cultura de Passos, do "Espaço Artístico Wagner de Castro", que conta hoje com 57 pinturas a óleo sobre eucatex de grandes proporções.
Diariamente, sempre a passos tranqüilos e suaves, o pintor Wagner cumpre um ritual: das 13 às 17 horas vai para o Espaço Artístico, orientando uma média anual de 10 alunos, encontrando também disposição para executar novos trabalhos.
Faleceu no dia 23 de Abril de 2015. 
Fonte: http://www.laboratoriodasartes.com.br/wagner.html