terça-feira, 29 de agosto de 2023

Obsessão vista de cima


Para mencionar o sofrimento dos amigos espirituais quando impelidos a deixar, temporariamente, o convívio dos entes amados, com moradia transitória na Terra, recorramos às lições vivas da experiência.

 Mãe abnegada albergava no colo o filho querido…

Flor de seu sangue, assegurou-lhe proteção, orvalhando-lhe a vida com as lágrimas de suas dores e de suas alegrias esmaltadas de aflição.

Nunca lhe viu tristeza no semblante que não se lhe anuviasse o pensamento.

 De quantos sacrifícios entreteceu as lides cotidianas, para que o rebento de suas aspirações crescesse feliz, ninguém soube, a não ser a Bondade Divina, no equilíbrio da consciência.

 Jamais relacionou os sonhos asfixiados no nascedouro para que não lhe faltasse assistência; os pesadelos que lhe enregelavam o coração ao vê-lo abatido; as privações do corpo e da alma, em repetição constante, a fim de que a mais leve sombra não lhe tisnasse o ambiente; os dias atormentados, de cativeiro doméstico, e os plantões noturnos, em solidão e serviço, que ela agradecia aos Céus, para não se lhe apartar do sorriso confiante…

Em troca, não lhe pedia nem homenagens, nem tributos, nem o ouro da Terra, nem espetáculos de grandeza.

 Por toda a retribuição, aos cuidados da existência inteira, rogava-lhe apenas bondade e retidão, de modo a ser cada vez mais digno e mais feliz.

 O filho, entretanto, bandeando-se para a ilusão, em plenitude do livre arbítrio, resvalou na armadilha da criminalidade, sendo internado, imediatamente, na prisão para o corretivo necessário; e, desde então, ele que se habituara ao tépido arminho de invariável dedicação, conquanto seguido de longe pela ternura materna, passou a receber o trato frio e, por vezes, agressivo de carcereiros indiferentes.

 Reflitamos no martírio das milhares de mães, afetuosas e devotadas, constrangidas pela força da lei a entregar os filhos estremecidos ao clima afogueante de calabouços e penitenciárias, e compreenderemos, sem palavras, o suplício dos Espíritos generosos, ao verem amigos e companheiros da Terra retidos na grilheta invisível da obsessão.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Plantão da paz
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29 de agosto

Você tem que cumprir a sua própria tarefa nesta vida espiritual.

EU ESTOU sempre aqui para ajudar aquelas almas que ajudam a si mesmas, mas você tem que dar o primeiro passo.

Você nunca aprenderá as lições se outras pessoas as fizerem por você.

Você não pode educar uma criança fazendo tudo por ela; ela tem que fazer as coisas sozinha.

Não importa se seus movimentos são vagarosos ou desajeitados, você tem que ficar de lado e ser muito paciente.

Com muita paciência e muito amor Eu tenho que ficar de lado e observar você fazer seu próprio trabalho, cometer seus próprios erros.

Mas lembre-se sempre, você se beneficiará desses erros; nada é em vão.

O tempo todo você está aprendendo novas lições e avançando no caminho espiritual.

Cada passo, por menor que seja, o leva para mais perto de sua meta, a realização de sua unidade coMigo; até que, finalmente, você vai perceber que não existe separação, tudo é um e você é parte desta gloriosa vida una.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Ação da prece. Transmissão do pensamento

A prece é uma invocação, mediante a qual o homem entra, pelo pensamento, em comunicação com o ser a quem se dirige. Pode ter por objeto um pedido, um agradecimento, ou uma glorificação. Podemos orar por nós mesmos ou por outrem, pelos vivos ou pelos mortos. As preces feitas a Deus escutam-nas os Espíritos incumbidos da execução de suas vontades; as que se dirigem aos bons Espíritos são reportadas a Deus. Quando alguém ora a outros seres que não a Deus, fá-lo recorrendo a intermediários, a intercessores, porquanto nada sucede sem a vontade de Deus.

O Espiritismo torna compreensível a ação da prece, explicando o modo de transmissão do pensamento, quer no caso em que o ser a quem oramos acuda ao nosso apelo, quer no em que apenas lhe chegue o nosso pensamento. Para apreendermos o que ocorre em tal circunstância, precisamos conceber mergulhados no fluido universal, que ocupa o espaço, todos os seres, encarnados e desencarnados, tal qual nos achamos, neste mundo, dentro da atmosfera. Esse fluido recebe da vontade uma impulsão; ele é o veículo do pensamento, como o ar o é do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, ao passo que as do fluido universal se estendem ao infinito. Dirigido, pois, o pensamento para um ser qualquer, na Terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece entre um e outro, transmitindo de um ao outro o pensamento, como o ar transmite o som.

A energia da corrente guarda proporção com a do pensamento e da vontade. É assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o lugar onde se encontrem; é assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem suas inspirações, que relações se estabelecem a distância entre encarnados.

Essa explicação vai, sobretudo, com vistas aos que não compreendem a utilidade da prece puramente mística. Não tem por fim materializar a prece, mas tornar-lhe inteligíveis os efeitos, mostrando que pode exercer ação direta e efetiva. Nem por isso deixa essa ação de estar subordinada à vontade de Deus, juiz supremo em todas as coisas, único apto a torná-la eficaz.

Pela prece, obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe idéias sãs. Ele adquire, desse modo, a força moral necessária a vencer as dificuldades e a volver ao caminho reto, se deste se afastou. Por esse meio, pode também desviar de si os males que atrairia pelas suas próprias faltas. Um homem, por exemplo, vê arruinada a sua saúde, em conseqüência de excessos a que se entregou, e arrasta, até o termo de seus dias, uma vida de sofrimento: terá ele o direito de queixar-se, se não obtiver a cura que deseja? Não, pois que houvera podido encontrar na prece a força de resistir às tentações.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVII, itens 9 a 11.)
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O FLAGELO SOCIAL DO SUICÍDIO


O suicídio é um grande flagelo social. Já são conhecidos seus efeitos sociais, na família que fica e nos desdobramentos sofridos pelos que a ele se entregam.

As descrições mediúnicas, pela psicografia ou pela psicofonia, notadamente após o lançamento do grande livro Memórias de Um Suicida(1), trazido pela mediunidade de Yvonne do Amaral Pereira, que se traduz num verdadeiro tratado sobre o tema, o suicídio é uma grande preocupação e motivo de aflição, com necessidade de que busquemos estudá-lo e compreendê-lo – até para poder ajudar em sua prevenção.

Pela quantidade diária de ocorrências no Planeta, deve merecer nossa atenção para providências que atenuem essa tendência, despertando a mentalidade humana para o valor da vida, de sua preservação.

Estudiosos espíritas, escritores e palestrantes, médiuns e grupos de estudo estão sempre às voltas com o tema, trazendo explicações bem estruturadas e argumentos sólidos que projetem mais reflexão junto às variadas classes sociais, para que esse mal seja banido da sociedade.

E Chico [Xavier], em diferentes ocasiões, respondeu sobre o tema. Tanto a pergunta quanto a resposta selecionadas do livro Encontros no Tempo(2) para o presente trabalho são bem compactas, mas merecem ser trazidas para ampliar essa reflexão. O médium foi indagado desta forma:

— Se você dispusesse de alguns breves instantes para falar a uma pessoa prestes a suicidar-se, que diria a essa pessoa?

A própria pergunta está muito bem elaborada e desperta atenção pela objetividade de uma situação a que todos podemos enfrentar: estar diante de alguém que ameaça suicidar-se. Imagine o leitor dispor de alguns breves instantes para tentar ajudar alguém nessa situação.

E Chico respondeu com sabedoria. Note o leitor a conclusão da resposta:

— Diria imediatamente, qual já tenho feito em diversas ocasiões, que a morte não existe como extinção da vida e que convém a essa pessoa uma pausa para pensar nas próprias intenções, e revisá-las.

Note a sabedoria do final: “que convém a essa pessoa uma pausa para pensar nas próprias intenções, e revisá-las.”

Essa é uma necessidade geral, de todos nós, nas diferentes situações da vida.

Todos nós precisamos de uma pausa para pensar e revisar as próprias intenções. A recomendação amplia-se para diferentes situações e não se restringe a alguém prestes a suicidar-se. Mas, é claro, que o peso diante de uma pessoa com essa intenção é muito maior.

Farto material de estudo está disponível em O Livro dos Espíritos(3), questões 943 a 957. Busque-se, contudo, O Evangelho Segundo o Espiritismo(4), capítulo V, item 16, e encontrará: “(...) A propagação das ideias materialistas é, pois, o veneno que inocula, em um grande número de pessoas, o pensamento do suicídio (...)”, razão pela qual todos nós estamos conclamados a divulgar a noção geral da imortalidade da alma e da responsabilidade que trazemos perante a vida.

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Livro: Diante da Vida Com Chico Xavier
Orson Peter Carrara
IDE – Instituto de Difusão Espírita
Notas de Fernando Peron (junho de 2019):
(1) Memórias de Um Suicida. Yvonne A. Pereira (obra mediúnica). FEB – Federação Espírita Brasileira. Riquíssima de conteúdo sobre o Plano Espiritual e as Leis de Ação e Reação, é considerada uma das dez melhores obras espíritas do século XX.
(2) Encontros no Tempo. Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos, Hércio Marcos Cintra Arantes. IDE – Instituto de Difusão Espírita.
(3) O Livro dos Espíritos. Allan Kardec. Várias editoras.
(4) O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec. Várias editoras.
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Perigo


Cada vez que a irritação te assoma aos escaninhos da mente, segues renteando sinal de perigo.

Mesmo que tudo pareça conspirar em teu prejuízo, não convertas a emoção em bomba de cólera a explodir-te na boca.

Desequilíbrio que anotes é apelo da vida a que lhe prestes cooperação.

Quando as águas, em monte, investem furiosas sobre a faixa de solo que te serve de habitação, levantas o dique, capaz de governar-lhe os impulsos.

Diante do fogo que te ameaça, recorres, de pronto, aos extintores de incêndio.

Toda vez que o curto-circuito reponta na rede elétrica, desligas a tomada de força para que a energia descontrolada não opere a destruição.

Assim também, quando a prova te visite, não desfigures a língua em chicote dos semelhantes.

Se agressões verbais te espancam os ouvidos, ergue a muralha do dever fielmente executado, em que te defendas contra o assalto da injúria.

Se a calúnia te alanceia, guarda-te em paz, no refúgio da prece.

Se a dignidade ofendida, dentro de ti, surge transformada em aceso estopim para a deflagração da revolta, deixa que o silêncio te emudeça, até que a nuvem da crise te abandone a visão.

Sobretudo à frente de qualquer companheiro encolerizado, não lhe agraves a distonia.

Ninguém cura um louco, zurzindo-lhe o crânio.

Se alguém te lança em rosto o golpe da intemperança de espírito ou se te arroja a pedrada do insulto, desculpa irrestritamente, e, se volta a ferir-te, é indispensável te reconheças na presença de um enfermo em estado grave, a pedir-te o amparo do entendimento e o socorro da compaixão.

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EMMANUEL
CHICO XAVIER
Obra: O Espírito da verdade
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Diante da tempestade


Diz-nos a mensagem de Allan Kardec
que os espíritas são trabalhadores chamados à renovação da vida terrestre diante da tempestade…

Tempestade moral que, carreando as nuvens das revoluções libertárias do pensamento, no século que passou, hoje vertem sobre a nossa cabeça aflições e problemas que angustiam a existência da civilização e dos povos…

Em razão disso, a nossa orientação jaz definida, conclamando-nos ao trabalho, de vez que numa casa vergastada pela tormenta, não se improvisará discussão estéril, mas sim o verbo sadio que reconforte e restaure;

não se erguerão martelos da destruição, mas sim os braços da fraternidade e do auxílio;

não se derramará o veneno da crítica, mas sim o bálsamo da esperança;

e, ao invés de fazer-se treva, com as sombras acumuladas da lamentação e da discórdia, inflamar-se-á sobre todos a luz da união e do entendimento para que se conjugue o verbo reconstruir.

Avancemos, pois, à frente, respeitando-nos uns aos outros, estendendo, onde formos, a claridade do bem, seja plantando sempre a palavra do amor e plasmando no exemplo a nossa própria fé, porque, em verdade, todos fomos assim, chamados para servir sem tréguas, na comunhão do Cristo, o Mestre da Verdade e Excelso Servidor.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Luz e vida
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segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Perdão, remédio santo


“Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem…” — JESUS (Lucas, 23.34)

 Toda vez que a moléstia te ameaça, recorres necessariamente aos remédios que te liberem da apreensão.
Agentes calmantes para a dor…
Sedativos para a ansiedade…

 Em suma, à face de qualquer embaraço físico, procuras reabilitar as funções do órgão lesado.

Lembra-te de semelhante impositivo e recorda que há pensamentos enfermiços de queixa e mágoa, de prevenção e antipatia, a te solicitarem adequada medicação para que se te restaure o equilíbrio.

 E se nas doenças vulgares reclamas despreocupação, em favor da cura, é natural que nos achaques do espírito necessites de esquecimento para que se te refaçam as forças.

 O perdão é, pois, remédio santo para a euforia da mente na luta cotidiana.

 Tanto quanto não deves conservar detritos e infecções no vaso orgânico, não mantenhas aversão e rancor na própria alma.

 Perdoa a quantos te aborreçam, perdoa a quantos te firam.

 Perdoa agora, hoje e amanhã, incondicionalmente.

Recorda que todas as criaturas trazem consigo as imperfeições e fraquezas que lhes são peculiares, tanto quanto, ainda desajustados, trazemos também as nossas.

 É por isso que Jesus; o Emissário Divino, crucificado pela perseguição gratuita, rogou a Deus, ante os próprios algozes:
— “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem…”

E, deixando os ofensores nas inibições próprias a cada um, sustentou em si a luz do amor que dissolve toda sombra, induzindo-nos à conquista da luz eterna.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Palavras de vida eterna
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28 de Agosto

É muito importante aprender a ordenar as suas prioridades, porque só depois de feito isso é que tudo poderá acontecer com perfeição.

Procure em seu coração e veja qual é a sua prioridade no momento.

É você e seu próprio bem estar?

É o seu trabalho e sua situação financeira?

Você está satisfeito de atravessar a vida sem perceber a Minha divina presença, acreditando que você pode sobreviver muito bem sem a Minha ajuda e que você não precisa de Mim?

Você é completamente livre para adotar a atitude que quiser.

Ninguém o impedirá.

Mas você tem que estar disposto a arcar com as consequências quando as coisas não derem certo.

Lembre-se, quando você sabe o que é certo e escolhe seguir seu próprio caminho, a responsabilidade que você assume é ainda maior, pois você não pode se declarar inocente.

Não invente desculpas; não diga que tem tanto que fazer que não tem tempo para mais nada.

Eu lhe digo que quando você ordena as suas prioridades você tem tempo para tudo.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Advento do Espírito de Verdade (IV)

Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que lha pedem. Seu poder cobre a Terra e, por toda a parte, junto de cada lágrima colocou ele um bálsamo que consola. A abnegação e o devotamento são uma prece continua e encerram um ensinamento profundo. A sabedoria humana reside nessas duas palavras. Possam todos os Espíritos sofredores compreender essa verdade, em vez de clamarem contra suas dores, contra os sofrimentos morais que neste mundo vos cabem em partilha. Tomai, pois, por divisa estas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõe. O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao espírito e resignação. O coração bate então melhor, a alma se asserena e o corpo se forra aos desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais profundamente golpeado é o espírito.

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— O Espírito de Verdade. (Havre, 1863).
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VI, item 8.)
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CAPACIDADE DE DESAPEGO


O que verdadeiramente revela a tua capacidade de desprendimento não é doação material que faças aos mais necessitados…

Tampouco o que fores capaz de deixar em testamento a obras de benemerência social…

Nem a generosidade espontânea em auxiliar a quem te estender a mão na via pública…

Ou, ainda, o montante de tuas doações ao longo de toda a existência…

Além de todas as tuas importantes demonstrações de renúncia aos bens transitórios da vida, o que haverá de mostrar a tua real inclinação à difícil virtude do desapego sobre o que tens e o que és será a tua capacidade de perdoar.

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Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Pai, Perdoa-lhes!”)
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Diante de Melindres


Afugenta o melindre da área do teu comportamento pessoal.

Sempre encontrarás pessoas simpáticas como inamistosas pelo caminho por onde segues.

Não vale a pena melindrar-se, remoendo insatisfação.

Toda marcha está sujeita a tropeços e dificuldades, que constituem desafio e emulação para o avanço.

Uma jornada sem problemas torna-se monótona e desmotivadora.

Tu cresces em razão das lutas que enfrentas.

Permanece, pois, de bom humor sempre, mesmo diante das pessoas congeladoras ou agastantes.

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Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Obra: Vida Feliz
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Notas de bem viver


Por maiores sejam os obstáculos, procura doar o melhor de ti, na execução das tarefas que te cabem.

Se erraste, recomeça. Se caíres, pensa em tua condição de criatura humana, reajusta as próprias emoções e reergue-te para caminhar adiante.

Desânimo, em muitos casos, é ausência de aceitação do que ainda somos, ante a pressa de ser o que outros, pelo esforço próprio nas estradas do tempo, já conseguem ser.

Coragem é a força que nasce da nossa própria disposição de aprender e de servir.

Não te ausentes dos próprios encargos. Dever cumprido é passaporte ao direito que anseias usufruir.

Não acredites em felicidade no campo íntimo, sem o teu próprio trabalho para construí-la.

Toda realização nobre se levanta na base da perseverança no bem.

Compadece-te dos que, porventura, te firam e, ao recordá-lo, exerce a bondade sem ressentimento.

Não exijas de ninguém a obrigação de seguir-te os modelos de vida e pensamento.

Protege as crianças, tanto quanto se te faça possível, mas não te tortures, ante a escolha dos adultos que esperam de ti o respeito às experiências deles, tanto quanto reclamas o acatamento alheio para com as tuas.

Distribui otimismo e simpatia. Irritação não edifica.

Não percas tempo com lamentações inúteis, reconhecendo que há sempre alguém a quem podes beneficiar com essa ou aquela migalha de apoio e generosidade.

Deixa algum sinal de alegria, onde passes.

Quando os problemas do cotidiano se te façam difíceis, ao invés de inconformação ou de azedume, usa a paciência.

Sempre que necessário, empenha-te a ouvir esse ou aquele assunto, com mais atenção para que possas compreender isso ou aquilo com mais segurança. Lembra-te de que falando ou silenciando, sempre é possível fazer algum bem.

Grande entendimento demonstra a criatura que vive a própria vida do melhor modo que se lhe faça possível, concedendo aos outros o dom de viverem a vida que lhes é própria, como melhor lhes pareça.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Atenção
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domingo, 27 de agosto de 2023

Orai pelos que vos perseguem


Compadecei-vos de quantos se consagram a instilar a peçonha da crueldade nos corações alheios, porque toda perseguição nasce da alma desventurada que a invigilância entenebreceu.

Monstro invisível, senhoreando ideias e sentimentos, é qual fera à solta, transpirando veneno, a partir das próprias vítimas que transforma em carrascos.

Quase sempre, surge naqueles que vascolejam o lixo da maledicência, buscando o lodo da calúnia para as telas do crime, quando não se levanta do charco ignominioso da inveja para depredar ou ferir.

De qualquer modo, gera alienação e infortúnio naqueles que lhe albergam as sugestões, escurecendo-lhes o raciocínio, para arrebatá-los com segurança ao cárcere da agonia moral no inferno do desespero.

Ventania de lama, espalha correntes miasmáticas com o seu hálito de morte, agregando elementos de corrosão em todos os que lhe ofertam guarida.

É por isso que, ante os nossos perseguidores, é preciso acender a flama da caridade, a fim de que se nos não desvairem os pensamentos, espancados de chofre.

Olhos e ouvidos empenhados à sombra dessa espécie são rendição ao desânimo e à delinquência, à deserção e à enfermidade.

Eis porque, Jesus, em seu amor e sabedoria, não nos inclinou a lutar contra semelhante fantasma, induzindo-nos à bênção da compaixão, qual se fôssemos defrontados pela peste contagiante.

[Assim pois, perseguidos,] no mundo, mantenhamo-nos constantes no trabalho do bem a realizar, e, ao invés do gládio da reação ou do choro inútil da queixa, aprendamos, cada dia, entre o perdão e o silêncio, a orar e esperar.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Trilha de luz
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27 de agosto

Agradeça por tudo.

Mantenha seu coração bem aberto e deixe seu sentimento de gratidão se derramar num fluxo ininterrupto.

Você deve ser grato por tanta coisa!

A gratidão mantém seus olhos abertos para Mim e para Meus prodígios.

Por isso você não deixa passar nada despercebido e Me vê em tudo que está acontecendo.

Você sabe que existe um padrão e um plano permeando a sua vida.

Nada acontece por acaso.

Cada contato é o certo, cada ação é dirigida.

Sua fé tem que ser absoluta para você conseguir viver desta maneira, acreditando que sua vida está sendo guiada e dirigida por Mim.

Isso quer dizer que primeiro você tem que se entregar totalmente a Mim para que Eu possa usá-lo como Eu quiser.

Você precisa aprender que é dando que se recebe.

E você só poderá agir assim quando tiver aprendido a Me amar com todo seu coração, sua mente, sua alma e sua força; porque sem amor você não conseguirá dar os passos necessários para viver esta vida.

Portanto, abra seu coração e ame.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

II – Missão do Homem Inteligente na Terra

13 – Não vos orgulheis por aquilo que sabeis, porque esse saber tem limites bem estreitos, no mundo que habitais. Mesmo supondo que sejais um das sumidades desse globo, não tendes nenhuma razão para vos envaidecer. Se Deus, nos seus desígnios, vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver a vossa inteligência, foi por querer que a usásseis em benefício de todos.

Porque é uma missão que Ele vos dá, pondo em vossas mãos o instrumento com o qual podeis desenvolver, ao vosso redor, as inteligências retardatárias e conduzi-las a Deus. A natureza do instrumento não indica o uso que dele se deve fazer? A enxada que o jardineiro põe nas mãos do seu ajudante não indica que ele deve cavar? E o que diríeis se o trabalhador, em vez de trabalhar, erguesse a enxada para ferir o seu senhor? Diríeis que isso é horroroso, e que ele deve ser expulso. Pois bem, não se passa o mesmo com aquele que se serve da sua inteligência para destruir, entre os seus irmãos, a idéia da Providência? Não ergue contra o seu Senhor a enxada que lhe foi dada para preparar o terreno? Terá ele direito ao salário prometido, ou merece, pelo contrário, ser expulso do jardim? Pois o será, não o duvideis, e arrastará existências miseráveis e cheias de humilhação, até que se curve diante daquele a quem tudo deve.

A inteligência é rica em méritos para o futuro, mas com a condição de ser bem empregada. Se todos os homens bem dotados se servissem dela segundo os desígnios de Deus, a tarefa dos Espíritos seria fácil, ao fazerem progredir a humanidade. Muitos, infelizmente, a transformaram em instrumento de orgulho e de perdição para si mesmos. O homem abusa de sua inteligência, como de todas as suas faculdades, mas não lhe faltam lições, advertindo-o de que uma poderosa mão pode retirar-lhe o que ela mesma lhe deu.

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O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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Vidas e Futuro


Se o mundo não estivesse aguardando profissionais competentes e dignos do progresso, não se entenderia o esforço da escola.

Para que professores e pesquisas, disciplinas e exercícios se não houvesse o futuro?

De certo modo, sucede o mesmo com a vida no Plano Físico e na Vida Além da Morte.

Reconhecendo-se que a Espiritualidade superior espera criaturas habilitadas a concurso efetivo na construção do Mundo Melhor, observa-se claramente o imperativo de tribulações e dificuldades, problemas e conflitos nas áreas do homem, ante a função da existência terrestre como recurso de aperfeiçoamento.

É por isso que nós outros,- os amigos desencarnados,- volvemos ao intercâmbio espiritual, a fim de solicitar paciência e coragem aos irmãos corporificados na Terra.

Se te vês engajado numa tarefa que se te afigure superior às próprias forças suporta com serenidade os deveres que te cabem, evitando reclamações e queixas que simplesmente se te fariam mais espinhoso o caminho a percorrer.

Se convives com familiares doentes ou perturbados, abençoa-os e assiste-os com bondade e tolerância, indagando de ti mesmo se não estarás ao lado daqueles mesmos irmãos que, em estâncias do pretérito, terás talvez atirado às sombras da doença e do desequilíbrio.

Se carregas compromisso que te parecem excessivamente pesados e que tomaste sem lhes sopesar as consequências, permanece neles sem rebeldia, para que não te responsabilizes por lesões e prejuízos no coração dos outros.

Se sofres num corpo enfermiço ou se adquirentes moléstias ou inibições dificilmente reversíveis, suporta com calma semelhantes constrangimentos, procurando reconhecer que te encontras nos resultados de tuas escolhas, em passadas reencarnações.

Em qualquer prova, na qual, porventura, te encontres, arma-te de paciência e coragem e não abandones as obrigações que te competem.

Certifica-te de que o suicídio é sempre calamidade contra quem o executa.

A morte, como aniquilamento do ser, não existente.

E a vida hoje para cada criatura será amanhã a continuidade dessa mesma vida com tudo aquilo que a criatura faça se si.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Atenção
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PRECE DO ESFORÇO PRÓPRIO


É da lei do Senhor que a prece do esforço próprio obtenha resposta imediata da vida.

Educa a argila e a argila dar-te-á o vaso.

Guarda o vaso contra o lodo e o vaso ser-te-á prestimoso servidor.

Trabalha a madeira bruta e a madeira selvagem assegurar-te-á o asilo doméstico.

Mantém a higiene em tua casa e a casa abençoar-te-á a existência.

Ara o solo e terás a sementeira.

Auxilia a plantação e receberás o privilégio da colheita.

Vale-te da fonte com respeito e recolherás a água pura.

Cultiva a limpeza do líquido precioso e a água conferir-te-á equilíbrio e saúde.

Agimos com o desejo.

Reage a vida com a realização.

Não há caridade sem gentileza.

Não há fé sem boa vontade.

Não há esperança sem paciência.

Não há paz sem trabalho digno.

Usemos a chave do esforço próprio no bem de todos e o bem verdadeiro conduzir-nos-á para a vitória que nos propomos atingir.

O Criador responde à criatura através das próprias criaturas, até que a criatura lhe possa, um dia, refletir a Glória Sublime.

Articulemos incessantemente a oração do serviço ao próximo, pela ação constante no auxílio aos outros, e estaremos marchando para a felicidade indestrutível da comunhão com Deus.

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Livro: Preces e Orações
EMMANUEL
Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos
IDE – Instituto de Difusão Espírita
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Perdão adiado


Perdão adiado significa inibir-se nos próprios passos em demanda ao porvir.

Problema não equacionado agora é problema com o qual dormirás hoje, e acordarás amanhã, permanecendo na expectativa de que o soluciones.

Ninguém realmente avança, deixando questões pendentes na retaguarda.

Há espírito que retorna à Terra, sob nova existência de luta, em função de um único problema em que não se empenhou o suficiente para solucionar, quando, então, dispunha de todas as facilidades para tanto.

De que te vale criar asas, tendo chumbo nos pés?

Uma única voz que, sobre a Terra, se refira ao teu nome com mágoa será suficiente para te impedir o acesso a qualquer pedaço de Céu que estejas a pleitear.

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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: Pai, perdoa-lhes
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sábado, 26 de agosto de 2023

Desce elevando


Desce, elevando aqueles que te comungam a convivência, para que a vida em torno suba igualmente de nível.

 Se sabes, não firas o ignorante. Oferece-lhe apoio para que se liberte da sombra.

 Se podes, não oprimas o fraco. Ajuda-o, de alguma sorte, a fortalecer-se, para que se faça mais útil.

 Se entesouraste a virtude, não humilhes o companheiro que o vício ensandece. Estende-lhe a bênção do amor como adequada medicação.

Se te sentes correto, não censures o irmão transviado em desajustes do espírito. Dá-lhe o braço fraterno para que se renove.

Se ajudas, não recrimines quem te recebe o socorro. Pão amaldiçoado é veneno na boca.

Se ensinas, não flageles quem te recebe a lição. Benefício com açoite é mel em taça candente.

 Auxilia em silêncio para que o teu amparo não se converta em tributo espinhoso na sensibilidade daqueles que te recolhem a dádiva, porque toda caridade a exibir-se no palanque das conveniências do mundo é sempre vaidade, em forma de serpe no coração, e toda modéstia que pede o apreço dos outros, para exprimir-se, é sempre orgulho em forma de lodo nos escaninhos da alma.

 Nesse sentido, não te esqueças do Mestre que desceu, até nós, revelando-nos como sublimar a existência.

 Anjo entre os anjos, faz-se pobre criança necessitada do arrimo de singelos pastores; 

sábio entre os sábios, transforma-se em amigo anônimo de pescadores humildes, comungando-lhes a linguagem; 

 instrutor entre os instrutores, detém-se, bondoso, entre enfermos e aflitos, crianças e mendigos abandonados, para abraçar-lhes a luta, 

 e, Juiz dos juízes, não se revolta por sofrer no tumulto da praça o iníquo julgamento do povo que o prefere a Barrabás, para os tormentos imerecidos.

 Todavia, por descer, elevando quantos lhe não podiam compreender a refulgência da altura, é que se fez o caminho de nossa ascensão espiritual, a verdade de nosso gradativo aprimoramento e a vida de nossas vidas, a erguer-nos a alma entenebrecida no erro, para a vitória da luz.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Religião dos Espíritos
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26 de agosto

Você tem uma enorme tarefa a cumprir.

É o trabalho silencioso de criar mais amor no mundo.

É como o fermento na massa, que cumpre sua função sem estardalhaço; sem ele o pão ficaria como uma pedra.

Por isso, ame as almas que o rodeiam, ame o que você faz, ame o meio ambiente, ame até as almas aparentemente suas inimigas.

É necessário muito mais para amar as almas com as quais você não se sente bem do que simplesmente amar aquelas que o amam.

Sinta a necessidade de amor em cada alma e transforme-se num canal por onde o amor possa fluir para suprir essas carências.

À medida que cada indivíduo aprende a amar pelo simples prazer de amar, o peso do mundo será diminuído, porque o amor traz consigo o elemento de leveza para onde existe peso e escuridão.

O amor começa em cada indivíduo, portanto, procure-o dentro do seu coração e traga-o para fora. Distribua-o livremente e com verdadeira alegria.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Mundos de expiações e provas

Que vos direi dos mundos de expiações que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais? A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra não é um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. Mas, também, os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral. Por isso os colocou Deus num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a um Planeta mais ditoso.

Entretanto, nem todos os Espíritos que encarnam na Terra vão para aí em expiação. As raças a que chamais selvagens são formadas de Espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham, por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem pelo contacto com Espíritos mais adiantados. Vêm depois as raças semicivilizadas, constituídas desses mesmos os Espíritos em via de progresso. São elas, de certo modo, raças indígenas da Terra, que aí se elevaram pouco a pouco em longos períodos seculares, algumas das quais hão podido chegar ao aperfeiçoamento intelectual dos povos mais esclarecidos.

Os Espíritos em expiação, se nos podemos exprimir dessa forma, são exóticos, na Terra; já tiveram noutros mundos, donde foram excluídos em conseqüência da sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons. Tiveram de ser degredados, por algum tempo, para o meio de Espíritos mais atrasados, com a missão de fazer estes últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram. Daí vem que os Espíritos em punição se encontram no seio das raças mais inteligentes. Por isso mesmo, para essas raças é que de mais amargor se revestem os infortúnios da vida. É que há nelas mais sensibilidade, sendo, portanto, mais provadas pelas contrariedades e desgostos do que as raças primitivas, cujo senso moral se acha mais embotado.

A Terra, conseguintemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como caráter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. Esses Espíritos tem aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da Natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito.

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– Santo Agostinho. (Paris, 1862).
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. III, itens 13 a 15.)
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Os bons e os maus


Qual deve ser a postura dos que desejamos ser homens e mulheres de bem neste mundo irrequieto?
Certamente, aqueles que nos propomos a uma vida mais digna, mais interessada no bem comum, encontramos muitos desafios.

Há incompreensão, ingratidão e até indignação, por parte daqueles que pensam diferente.
Importante lembrar que não estamos em guerra uns com os outros. Estamos juntos buscando crescimento, evolução integral.

Assim, evitemos posturas separatistas, segregadoras e um tanto maniqueístas, que colocam de um lado bons e do outro os supostos maus.

No século III, o filósofo Mani ou Maniqueu, criou uma doutrina, que conhecemos sob o nome de Maniqueísmo, e que influenciou muitas correntes filosóficas e religiosas ao longo do tempo.

Segundo seus preceitos, há no mundo um dualismo eterno entre dois princípios opostos. De um lado o bem e de outro o mal, de um lado Deus e do outro o demônio.

Ainda conforme esse conceito, tudo que é matéria representa essencialmente o mal, enquanto o Espírito está ligado intrinsecamente ao bem.

A Doutrina Espírita nos deixa claro que a matéria é instrumento precioso de progresso, um importante meio de progredirmos.

Os desequilíbrios se dão quando nos ligamos, de forma excessiva ou quase exclusiva, ao que é apenas material e transitório.

Também nos ensina que não existe essa força poderosa oposta ao Criador, que lhe faz frente em igualdade.
Afinal, Deus não criou nenhum ser destinado ao mal em sua essência.

O Universo e suas leis são bons, isto é, trabalham pela evolução de tudo e de todos.

O que seria então o mal? Esse mal que nos assombra os dias? Por que há tanta maldade em nós e naqueles que estão ao nosso redor?

Primeiro, importante saber que o bem é tudo o que está conforme a Lei de Deus. O mal, tudo o que é contrário. Assim, fazer o bem é proceder conforme a Lei Divina, que está inscrita na consciência humana. Fazer o mal é infringir essa Lei.

O mal é, portanto, uma infração à Lei natural. Consequentemente, toda ação maléfica gera a necessidade de correção, de ajuste.

O mal em nós não é eterno. Tem uma curta validade, uma vez que basta que nos esclareçamos um pouco mais, para que deixemos de praticá-lo intencionalmente.

Por isso, recebemos a inteligência, que nos compete desenvolver, pois é determinante para que saibamos distinguir melhor o que nos é bom e o que nos faz mal; o que é do bem comum e o que não é; o que está de acordo com as Leis Divinas e o que vai contra.

A opção pela infração é sempre pessoal. Os que somos maus o somos por vontade própria.

Então, precisamos educar a vontade. Esta é a razão de estarmos neste planeta: nos educarmos individual e mutuamente.
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O sábio não critica o ignorante. Procura esclarecê-lo fraternalmente.
O iluminado não insulta o que anda em trevas. Busca, ao contrário, lhe iluminar o caminho.
O orientador não acusa o aprendiz. A ovelha insegura é a que mais reclama os cuidados do pastor.
O forte não culpa o fraco. Compromete-se a erguê-lo.
O cristão não odeia, nem fere. Segue ao Cristo, servindo ao mundo.

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Redação do Momento Espírita, com base nas questões 629 a 646 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, e no cap. 17, do livro Agenda Cristã, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ambos ed. FEB.
formatação e pesquisa: Milter - 25-08-2019
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Provocações


Não aceite provocações.

Toma a iniciativa de encerrar qualquer discussão.

O que o diálogo fraterno não resolve, a discussão complica.

Não leves adiante o bate-boca.O silêncio e o tempo são os grandes aliados da Verdade.

Não pretendas impor-te a ninguém.

Consome-se muita energia em conversação inútil.

Se alguém te interpreta equivocadamente, não te expliques além do necessário.

Quem levemente abre a porta à invigilância termina por escancará-la.

Não entres na faixa dos que procuram tirar-te do sério.

Ao invés de descer ao nível do contendor, faze-o subir ao teu.

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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: Vigiai e orai
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