terça-feira, 31 de outubro de 2023

Autoentrevista


“Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, Jesus lhes respondeu: “Não vem o Reino de Deus com visível aparência.” — (LUCAS, 17:20)

 Vez por outra convém tomar o caderno de notas e rumar para dentro de nós mesmos, efetuando uma autoentrevista, a fim de sabermos em que posição se nos situa a personalidade na soma integral de nossas tendências mais íntimas:

quem somos verdadeiramente para lá da genética humana e das documentações cartorárias do mundo, na condição real de filhos de Deus, em provisório serviço no campo da evolução terrestre;

 para que objetivos nos dirigimos;

que fazemos do tempo;

se nos achamos hoje com menos débito e mais crédito do que ontem, perante as Leis Eternas;

 se já recolhemos dificuldades e provações por reais benefícios;

se procuramos renovar-nos constantemente, em espírito, para fazer o melhor ao nosso alcance;

o que estamos produzindo a favor do próximo, seja no trabalho remunerado ou na atividade gratuita das boas obras;

se já sabemos esquecer as ofensas alheias, tanto quanto desejamos que as nossas sejam esquecidas;

 se o nosso entusiasmo é invariável na prática do bem.

 Nós, que nos interessamos tão vivamente pelo noticiário de cada dia, acerca do que vai acontecendo no mundo, de quando em quando realizemos uma entrevista com o nosso próprio espírito e estejamos convencidos de que recolheremos as mais importantes informações para orientar-nos com segurança e êxito, na viagem de aperfeiçoamento em que nos encontramos, descobrindo gradativamente o Reino do Senhor em nós mesmos, ante a Espiritualidade Maior.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Bênção de paz
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31 de outubro

A fé exige mais do que ficar parado e deixar tudo por Minha conta.

Você tem uma tarefa a cumprir, porque "de acordo com a sua fé, assim será".

Colocando sua fé e confiança incondicionalmente em Mim, tudo é possível.

Viva pela fé e demonstre as Minhas leis para que todos possam ver.

Vamos trabalhar como um, viver como um, ser um; Eu em você e você em Mim.

Quando você compreender que tudo é possível para Mim, você perceberá que tudo é possível para você também, porque EU ESTOU trabalhando em você e através de você.

Nada acontecerá se você não tomar a iniciativa.

EU ESTOU em você e você representa Minhas mãos e Meus pés.

Dedique essas mãos e pés a Mim e ao Meu serviço e tudo fluirá suavemente.

Trabalhe em perfeita harmonia e ritmo com as Minhas leis e veja os prodígios acontecerem um após o outro, e agradeça eternamente por tudo.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

PAGAR O MAL COM O BEM

1 – Tendes ouvido o que foi dito: Amarás ao teu próximo e aborrecerás ao teu inimigo. Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazei bem ao que vos odeia, e orai pelos que vos perseguem e caluniam, para serdes filhos de vosso Pai, que está nos céus, o qual faz nascer o seu o seu sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos. Porque, se não amardes senão aos que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem os publicanos também assim? E se saudardes somente aos vossos irmãos, que fazeis nisso de especial? Não fazem também assim os gentios? – Eu vos digo que, se a vossa justiça não for maior e mais perfeita que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. (Mateus, V: 20, 43-47).

2 – E se vós amais somente aos que vos amam, que merecimento é o que vós tereis? Pois os pecadores também amam os que os amam. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que merecimento é o que vós tereis? Porque isto mesmo fazem também os pecadores. E se emprestardes somente àqueles de quem esperais receber, que merecimento é o que vós tereis? Porque também os pecadores emprestam uns aos outros, para que se lhes faça outro tanto. Amai, pois, os vossos inimigos, façam bem, e emprestai, sem nada esperar, e tereis muito avultada recompensa, e sereis filhos do Altíssimo, que faz bem aos mesmos que lhe são ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. (Lucas, VI: 32-36).

3 – Se o amor do próximo é o princípio da caridade, amar aos inimigos é a sua aplicação sublime, porque essa virtude constitui uma das maiores vitórias conquistadas sobre o egoísmo e o orgulho.

Não obstante, geralmente nos equivocamos quanto ao sentido da palavra amor, aplicada a esta circunstância. Jesus não pretendia, ao dizer essas palavras, que se deve ter pelo inimigo a mesma ternura que se tem por um irmão ou por um amigo. A ternura pressupõe confiança. Ora, não se pode ter confiança naquele que se sabe que nos quer mal. Não se pode ter para com ele as efusões da amizade, desde que se sabe que é capaz de abusar delas. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver os impulsos de simpatia existentes entre aquelas que comungam nos mesmos pensamentos. Não se pode, enfim, ter a mesma satisfação ao encontrar um inimigo, que se tem com um amigo.

Esse sentimento, por outro lado, resulta de uma lei física: a da assimilação e repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo emite uma corrente fluídica que causa penosa impressão; o pensamento benévolo envolve-nos num eflúvio agradável. Daí a diferença de sensações que se experimenta, à aproximação de um inimigo ou de um amigo. Amar aos inimigos não pode, pois, significar que não se deve fazer nenhuma diferença entre eles e os amigos. Este preceito parece difícil, e até mesmo impossível de se praticar, porque falsamente supomos que ele prescreve darmos a uns e a outros o mesmo lugar no coração. Se a pobreza das línguas humanas nos obriga a usarmos a mesma palavra, para exprimir formas diversas de sentimentos, a razão deve fazer as diferenças necessárias, segundo os casos.

Amar aos inimigos, não é, pois, ter por eles uma afeição que não é natural, uma vez que o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira inteiramente diversa que o de um amigo. Mas é não lhes ter ódio, nem rancor, ou desejo de vingança. É perdoá-los sem segunda intenção e incondicionalmente, pelo mal que nos fizeram. É não opor nenhum obstáculo à reconciliação. É desejar-lhes o bem em vez do mal. É alegrar-nos em lugar de aborrecer-nos com o bem que os atinge. É estender-lhes a mão prestativa em caso de necessidade. É abster-nos, por atos e palavras, de tudo o que possa prejudicá-los. É, enfim, pagar-lhes em tudo o mal com o bem, sem a intenção de humilhá-los. Todo aquele que assim fizer, cumpre as condições do mandamento: Amai aos vossos inimigos.

4 – Amar aos inimigos é um absurdo para os incrédulos. Aquele para quem a vida presente é tudo, só vê no seu inimigo uma criatura perniciosa, a perturbar-lhe o sossego, e do qual somente a morte o pode libertar. Daí o desejo de vingança. Não há nenhum interesse em perdoar, a menos que seja para satisfazer o seu orgulho aos olhos do mundo. Perdoar, até mesmo lhe parece, em certos casos, uma fraqueza indigna da sua personalidade. Se não se vinga, pois, nem por isso deixa de guardar rancor e um secreto desejo de fazer o mal.

Para o crente, e mais ainda para o espírita, a maneira de ver é inteiramente diversa, porque ele dirige o seu olhar para o passado e o futuro, entre os quais, a vida presente é um momento apenas. Sabe que, pela própria destinação da Terra, nela devem encontrar homens maus e perversos; que as maldades a que está exposto fazem parte das provas que deve sofrer. O ponto de vista em que se coloca torna-lhe as vicissitudes menos amargas, quer venham dos homens ou das coisas. Se não se queixa das provas, não deve queixar-se também dos que lhe servem de instrumentos. Se, em lugar de lamentar, agradece a Deus por experimentá-lo, deve também agradecer a mão que lhe oferece a ocasião de mostrar a sua paciência e a sua resignação. Esse pensamento o dispõe naturalmente ao perdão. Ele sente, aliás, que quanto mais generoso for, mais se engrandece aos próprios olhos e mais longe se encontra do alcance dos dardos do seu inimigo.

O homem que ocupa no mundo uma posição elevada não se considera ofendido pelos insultos daquele que olha como seu inferior. Assim acontece com aquele que se eleva, no mundo moral, acima da humanidade material. Compreende que o ódio e o rancor o envileceriam e rebaixariam, pois, para ser superior ao seu adversário, deve ter a alma mais nobre, maior e mais generosa.

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O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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Terapêuticas evangélicas


"... A fim de que o que semeia e o que ceifa, juntamente se regozijem". (João – 4:36)

Examine a problemática de quem sofre antes de emitir opinião.

Não fale apenas por falar. Por trás de cada problema, há sutilezas que escapam ao observador superficial.

Ausculte a dificuldade do amigo, antes de exteriorizar o que você pensa.

Não arrole palavras sem conhecer a situação.

Qualquer conceito, assim precipitado, funciona mal.

Inspire confiança antes de qualquer cometimento verbal.

Não se agite.

Palavras e somente palavras não infundem a necessária paz.

Considere a questão do sofredor sob o ponto de vista dele.

Não aconselhe pelo simples fato de haver-se proposto a essa tarefa.

O conselho que você doa possui validade se encontrar receptividade no ouvinte. Penetre-se de fraternal interesse ante os fatores aflitivos que lhe apresenta o consulente.

Não lhe diga de imediato o que pensa.

Sugira o que ele deve fazer, como se fora ele próprio quem se está induzindo à ação.

Saiba ouvir primeiro, porquanto a criatura, encarnada ou não, dificilmente consegue dizer o que pretende, com a necessária exatidão.

Não exponha ideias, sucessivas, sem as indispensáveis reflexões que ajudem o ouvinte a fixá-las.

A arte de ouvir é muito importante para quem pretende ajudar.

As terapêuticas evangélicas são sempre trabalhadas no sentimento de quem as aplica.

As técnicas ajudam. A legitimidade da unção de quem coopera lobriga êxito.

A metodologia guia. A atividade honesta junto ao necessitado atinge a finalidade de conduzi-lo corretamente.

Os recursos de que você pode dispor quando pretende ajudar, aplicando a terapia do Evangelho, dependem, sobretudo, da sua exteriorização íntima, em forma de amor, interesse e caridade, legitimamente lavrados em seu esforço pessoal pelo próprio burilamento.

Não se transforme, portanto, no homem que só ensina pela palavra. Seja o cristão que prodigaliza lições pelo exemplo.

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Marcos Prisco
Divaldo Franco
Obra: Momentos de decisão
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Violência


Pede-nos você algumas observações sobre violência.

Aqui vai uma. É um pedaço do cotidiano na vida terrestre.

Ele, o esposo, chamava-se Pedro Manoel.

Ela, a companheira, Maria da Conceição.

Ele, o filhinho de quatro janeiros, Lúcio Ismael.

Chegou à noite em que Pedro, com fome de riqueza fácil gritou, furioso, para a mulher.

- Pois, hoje mesmo, vou-me embora. De hoje em diante. Estou cansado de migalhas. Vou e voltarei rico. Tenho o meu revólver para agir. Você terá as jóias que nunca viu e nosso filho ganhará o conforto que merece...Não sei quando, mas voltarei ao nosso barraco...

Notando que o esposo se preparava para sair, a companheira falou, humilde:

- O que é isto, Pedro? Você vai onde?

Ele trovejou:

- Vou para o mundo, vou roubar.

E nada o deteve. O homem se retirou, à guisa de porta.

Maria da Conceição, no escuro da noite, enlaçou-se ao pequenino e começou a rezar...

Quase quatro meses passados sobre a partida brusca de Pedro e vamos reencontrá-lo nas primeiras horas da madrugada, espionando os fundos de uma casa grande, cercada de extenso e belo jardim.

Escondendo-se na folhagem com a esperteza de um gato e pisando muito de leve, conseguiu abrir a porta que o oferecia acesso ao quintal estreito e, de revólver na mão, ensaiando os primeiros passos nas sombras que o luar prateava.

Penetrando no ambiente que pressupunha enriquecido de valores imensos, eis que a senhora encarregada de zelar pela casa, percebeu-lhe a presença e, agarrando-se ao filhinho, passou a pedir socorro, em voz alta.

O assaltante, irritado, varou a porta semi-cerrada do aposento e desfechou dois tiros sobre a mulher que lhe frustrara os planos, fugindo em seguida.

Somente pelos jornais da manhã seguinte, Pedro Manoel veio, a saber, que exterminara a vida da esposa e do filhinho, para os quais, diariamente, se lhe voltava o coração.

Correu à procura de parentes, tentando obter noticias, cientificando-se, por fim, de que Maria da Conceição, pressionada por grandes necessidades, resolvera empregar-se nas funções doméstica, na casa digna em
que trabalhara quando solteira.

Desesperado o infeliz desequilibrou-se e, com a arma da véspera, entregou-se ao suicídio.

Aqui está, meu amigo, o que lhe posso contar.

Violência é isso ai.

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Espírito Augusto Cezar
Chico Xavier
Obra: Presença de luz
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Santo remédio


Amigo, você nos pede alguns apontamentos, a fim de exonerar-se da depressão.

Em resposta, oferecemos a você a história que nos foi transmitida por dedicado obreiro da luz que decerto a trouxe do Plano Físico, recolhendo-a de outros amigos que assim nos possibilitaram a versão deste momento.

Um rapaz doente descobriu, por via mediúnica, a presença do sábio Hermilon que o acompanhava paternalmente, desde outras existências.

E, certa feita, o moço abeirou-se do mentor e pediu-lhe respeitosamente para que o liberasse da angústia.

O interpelado sorriu e replicou:

- Você estará livre desse pesadelo, mas, antes, peço-lhe por obséquio, auxiliar na reconstrução do barraco de pobre viúva e quatro filhos pequenos, que ficaram desabrigados na noite passada.

De posse do endereço, o amigo voltou ao corpo físico e procurou a viúva indicada.

Encontrou-a com os pequerruchos, ao relento, ante os destroços do cubículo destruído por violenta tempestade.

O rapaz, em quarenta e dois dias de suor, empreendeu o levantamento da habilitação humilde e rematou-a com segurança.

Logo após, voltou à presença do mentor e repetiu-lhe a petição.

O orientador, porém, absteve-se de qualquer referência ao problema da angústia e rogou-lhe, fosse cooperar em favor de um amigo atacado de hepatite num albergue de indigentes.

O amigo retornou ao corpo físico e, durante seis meses, foi o enfermeiro atencioso do velhinho quase abandonado, num albergue da indigência.

Ao observá-lo relativamente restabelecido, tornou ao protetor espiritual e repetiu-lhe a mesma petição.

O mentor não entrou na questão e pediu-lhe serviço em auxílio a um menino infeliz, acidentado numa estrada deserta.

O protegido obedeceu prontamente e passou oito meses na posição de enfermeiro atento num pouso assinalado por extrema penúria, doando força ao adolescente desvalido, a fim de que não lhe faltasse paciência, ante as pernas engessadas.

Finda tarefa, voltou ao guia e suplicou-lhe a desejada medicação.

O orientador não formulou qualquer comentário e solicitou-lhe colaboração, a beneficio de uma criança pobre anêmica que lutava instintivamente para não cair na leucemia.

O rapaz não vacilou e por dez meses velou junto à criança, auxiliando-a a sorver recalcificantes e caldos.

Notando-a restaurada, retornou à presença de Hermilon, mas o sábio pediu-lhe apoio em auxilio de velho companheiro que precisava viver no mundo mais algum tempo, de modo a concluir tarefas determinadas.

O moço atendeu ao pedido, de imediato, e gastou dois anos de serviço junto ao doente esquecido e desamparado.

E tanto se desdobrou em esforço para alentar-lhe o retorno à saúde que terminou o valioso encargo, restituindo-o a vida normal, conquanto conservasse os remanescentes da luta orgânica a que se empenhara.

Logo após, regressou ao contato de Hermilon e, com surpresa para o mentor, nada lhe solicitou e, sim, lhe agradeceu a bênção das instruções recebidas, acentuando:

- Agora sei, amado amigo, que estou de posse do remédio esperado. O serviço ao próximo eliminou as minhas depressões e, de agora em diante, não desejo estacionar na disponibilidade vazia.

O sábio abraçou-o, sorriu e rematou:

- Seja feliz com sua preciosa descoberta. O bem que você ofertou ao próximo voltou ao seu coração em forma de alegria e essa alegria de servir passou a iluminar o seu coração para sempre.

Ai fica, meu amigo, o nosso conto-medicamento.

Segundo você pode notar, a receita é claramente acessível, mas, em qualquer caso, a aplicação depende de nós.

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Fonte Livro “Presença de Luz”
Augusto Cezar
Psicografia Chico Xavier
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segunda-feira, 30 de outubro de 2023

A alegria de Ser


Para demonstrar como você se deixou dominar pelo tempo psicológico, experimente usar um critério simples.

PERGUNTE A SI MESMO: existem alegria, naturalidade e leveza no que estou fazendo? Se não existirem, é porque o tempo está
encobrindo o momento presente e você está percebendo a vida como um encargo ou uma luta.

A ausência de alegria, naturalidade ou leveza no que estamos fazendo não significa, necessariamente, que precisemos mudar o que estamos fazendo. Talvez baste mudarmos o como. "Como" é sempre
mais importante do que "o quê". Verifique se você pode dar muito mais atenção ao fazer do que ao resultado desejado através do fazer. Dê a sua inteira atenção para o que quer que o momento apresente. Isso
implica que você aceitou totalmente o que é, porque não se pode dar atenção completa a alguma coisa e, ao mesmo tempo, resistir a
ela.

Ao respeitarmos o momento presente, toda a luta e a infelicidade se dissolvem e a vida começa a fluir com alegria e naturalidade. Ao agirmos com a consciência do momento presente, tudo o que fizermos virá com um sentido de qualidade, cuidado e amor, mesmo a mais simples ação.

NÃO SE PREOCUPE com o resultado da sua ação, basta dar atenção à ação em si. O resultado surgirá espontaneamente. Essa
é uma valiosa prática espiritual.

Ao fim dessa luta compulsiva contra o Agora, a alegria do Ser passa a fluir em tudo o que fazemos. No momento em que a nossa atenção se volta para o Agora, percebemos uma presença, uma serenidade, uma paz. Não dependemos mais do futuro para obtermos plenitude e satisfação - não o olhamos mais como salvação.

Consequentemente, não estamos mais presos aos resultados. Nem o fracasso nem o sucesso têm o poder de alterar o estado interior do Ser. Você acabou de encontrar a vida sob a situação de vida.

Na ausência do tempo psicológico, o nosso sentido do eu interior provém do Ser, não do nosso passado pessoal. Assim, desaparece a
necessidade psicológica de nos tornarmos uma outra pessoa diferente de quem já somos. No mundo, levando em conta a situação de vida, podemos nos tornar ricos, conhecidos, bem-sucedidos, livres disso ou
daquilo, mas, na dimensão mais profunda do Ser, estamos completos e inteiros agora.

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Eckhart Tolle
Obra: Praticando o poder do Agora
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30 de outubro

Aprenda a doar livremente tudo que você possui.

Aprenda a receber graciosamente tudo que lhe dão e aplique isso sabiamente para a expansão e melhoria do todo.

Quando você doar, faça-o sem contar os custos.

Aquilo que é doado de boa vontade, com todo amor, trará bênçãos e alegrias para muitas pessoas e se multiplicará.

Mas lembre-se: não se apegue ao que você doar: doe e não pense mais nisso.

Quando fizer uma tarefa, faça-a com amor e seja grato por ter a habilidade necessária.

Faça-a com perfeição e nunca pense no que pode ganhar com isso.

Quando você aprender a fazer tudo pela Minha honra e glória, você terá aprendido a arte de doar verdadeiramente.

Você sentirá alegria em tudo que doar e toda a sua atitude e visão das coisas serão corretas.

🌱🌼🌱
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🌱🌼🌱





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MENSAGEM DO ESE:

Escândalos. Se a vossa mão é motivo de escândalo, cortai-a

Se algum escandalizar a um destes pequenos que creem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós que um asno faz girar e que o lançassem no fundo do mar.

Ai do mundo por causa dos escândalos; pois é necessário que venham escândalos; mas, ai do homem por quem o escândalo venha.

Tende muito cuidado em não desprezar um destes pequenos. Declaro-vos que seus anjos no céu vêem incessantemente a face de meu Pai que está nos céus, porquanto o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido.

Se a vossa mão ou o vosso pé vos é objeto de escândalo, cortai-os e lançai-os longe de vós; melhor será para vós que entreis na vida tendo um só pé ou uma só mão, do que terdes dois e serdes lançados no fogo eterno. — Se o vosso olho vos é objeto de escândalo, arrancai-o e lançai-o longe de vós; melhor para vós será que entreis na vida tendo um só olho, do que terdes dois e serdes precipitados no fogo do inferno.
(S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 6 a 11; V, vv. 29 e 30.)

No sentido vulgar, escândalo se diz de toda ação que de modo ostensivo vá de encontro à moral ou ao decoro. O escândalo não está na ação em si mesma, mas na repercussão que possa ter. A palavra escândalo implica sempre a idéia de um certo arruído. Muitas pessoas se contentam com evitar o escândalo, porque este lhes faria sofrer o orgulho, lhes acarretaria perda de consideração da parte dos homens. Desde que as suas torpezas fiquem ignoradas, é quanto basta para que se lhes conserve em repouso a consciência. São, no dizer de Jesus: “sepulcros branqueados por fora, mas cheios, por dentro, de podridões; vasos limpos no exterior e sujos no interior”.

No sentido evangélico, a acepção da palavra escândalo, tão amiúde empregada, é muito mais geral, pelo que, em certos casos, não se lhe apreende o significado. Já não é somente o que afeta a consciência de outrem, é tudo o que resulta dos vícios e das imperfeições humanas, toda reação má de um indivíduo para outro, com ou sem repercussão. O escândalo, neste caso, é o resultado efetivo do mal moral.

É preciso que haja escândalo no mundo, disse Jesus, porque, imperfeitos como são na Terra, os homens se mostram propensos a praticar o mal, e porque, árvores más, só maus frutos dão. Deve-se, pois, entender por essas palavras que o mal é uma conseqüência da imperfeição dos homens e não que haja, para estes, a obrigação de praticá-lo.

É necessário que o escândalo venha, porque, estando em expiação na Terra, os homens se punem a si mesmos pelo contacto de seus vícios, cujas primeiras vitimas são eles próprios e cujos inconvenientes acabam por compreender. Quando estiverem cansados de sofrer devido ao mal, procurarão remédio no bem. A reação desses vícios serve, pois, ao mesmo tempo, de castigo para uns e de provas para outros. E assim que do mal tira Deus o bem e que os próprios homens utilizam as coisas más ou as escórias.
Sendo assim, dirão, o mal é necessário e durará sempre, porquanto, se desaparecesse, Deus se veria privado de um poderoso meio de corrigir os culpados. Logo, é inútil cuidar de melhorar os homens.

Deixando, porém, de haver culpados, também desnecessário se tornariam quaisquer castigos. Suponhamos que a Humanidade se transforme e passe a ser constituída de homens de bem: nenhum pensará em fazer mal ao seu próximo e todos serão ditosos por serem bons. Tal a condição dos mundos elevados, donde já o mal foi banido; tal virá a ser a da Terra, quando houver progredido bastante. Mas, ao mesmo tempo que alguns mundos se adiantam, outros se formam, povoados de Espíritos primitivos e que, além disso, servem de habitação, de exílio e de estância expiatória a Espíritos imperfeitos, rebeldes, obstinados no mal, expulsos de mundos que se tornaram felizes.

Mas, ai daquele por quem venha o escândalo. Quer dizer que o mal sendo sempre o mal, aquele que a seu mau grado servir de instrumento à justiça divina, aquele cujos maus instintos foram utilizados, nem por isso deixou de praticar o mal e de merecer punição. Assim é, por exemplo, que um filho ingrato é uma punição ou uma prova para o pai que sofre com isso, porque esse pai talvez tenha sido também um mau filho que fez sofresse seu pai. Passa ele pela pena de talião. Mas, essa circunstancia não pode servir de escusa ao filho que, a seu turno, terá de ser castigado em seus próprios filhos, ou de outra maneira.

Se vossa mão é causa de escândalo, cortai-a. Figura enérgica esta, que seria absurda se tomada ao pé da letra, e que apenas significa que cada um deve destruir em si toda causa de escândalo, isto é, de mal; arrancar do coração todo sentimento impuro e toda tendência viciosa. Quer dizer também que, para o homem, mais vale ter cortada uma das mãos, antes que servir essa mão de instrumento para uma ação má; ficar privado da vista, antes que lhe servirem os olhos para conceber maus pensamentos. Jesus nada disse de absurdo, para quem quer que apreenda o sentido alegórico e profundo de suas palavras. Muitas coisas, entretanto, não podem ser compreendidas sem a chave que para as decifrar o Espiritismo faculta.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VIII, itens 11 a 17.)
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Tudo é amor


Vida - É o Amor existencial.

Razão - É o Amor que pondera.

Estudo - É o Amor que analisa.

Ciência - É o Amor que investiga.

Filosofia - É o Amor que pensa.

Religião - É o Amor que busca Deus.

Verdade - É o Amor que se eterniza.

Ideal - É o Amor que se eleva.

Fé - É o Amor que se transcende.

Esperança - É o Amor que sonha.

Caridade - É o Amor que auxilia.

Fraternidade - É o Amor que se expande.

Sacrifício - É o Amor que se esforça.

Renúncia - É o Amor que se depura.

Simpatia - É o Amor que sorri.

Altruísmo - É o Amor que se engrandece.

Trabalho - É o Amor que constrói.

Indiferença - É o Amor que se esconde.

Desespero - É o Amor que se desgoverna.

Paixão - É o Amor que se desequilibra.

Ciúme - É o Amor que se desvaira.

Egoísmo - É o Amor que se animaliza.

Orgulho - É o Amor que enlouquece.

Sensualismo - É o Amor que se envenena.

Vaidade - É o Amor que se embriaga.

Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do Amor,
não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente.

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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Atitudes da vida
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Lembraremos


Às vezes, queixas-te da vida, ante os contratempos naturais do cotidiano.

Entretanto, se te lembrares da extensa fila dos companheiros algemados às grandes tribulações da retaguarda, decerto não inclinarias tanto à lamentação estéril e, sim, te engajarias na turma dos irmãos que se consagram à tarefa de aliviar os sofrimentos alheios.

Sai de ti mesmo e conseguiras vê-los com facilidade.

É o homem que perdeu ambas as pernas num acidente do trabalho e passa na rua com o favor de alguém que lhe dirige a cadeira de rodas;

É o jovem paralítico que sobreviveu à própria condição pelo devotamento da mulher que se lhe fez mãe, em nome de Deus;

É o cego que exemplifica serenidade e coragem, seguindo para o trabalho com o apoio da bengala branca que lhe evidencia a presença;

É a irmã em penúria, cercada de crianças andrajosas que vai ao encontro do pão da beneficência, a fim de regressar, logo após, à furna em que reside, sob antiga ponte abandonada;

É o hanseniano esquecido; é o amigo em desespero, prestes a cair nas malhas do suicídio; é o doente imobilizado e sem recursos, na periferia da cidade, à espera de alguém que lhe estenda um copo d’água; é o irmão portador de constrangimentos e inibições, incapaz de mais ampla comunicação com os semelhantes; é a mulher apunhalada de dor que tateia a lousa, tentando inutilmente ouvir algum sinal do filho, cuja voz foi abafada pelo frio da morte...

Pensa nos caminheiros do infortúnio que te partilham a marcha.

Se te lembrares deles, certamente silenciarás toda queixa, porquanto, à frente das vantagens que usufruis, saberás unicamente render graças a Deus.

🌱🌼🌱
Espírito Augusto Cezar
Chico Xavier
Obra: Presença de luz
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O negócio da doação


O professor Chaves, pioneiro da Doutrina Espírita, em Uberaba, Minas, foi procurado por prestigioso amigo do campo social, que lhe falou sem rebuços:

— Chaves, agora desejo doar duzentos contos para obras espíritas; entretanto, como você não desconhece, tenho aspirações políticas desde muito tempo.

O distinto educador, sumamente conhecido por sua virtuosa austeridade, guardava silêncio.

E o outro prosseguia:

— Já auxiliei construções espíritas numerosas, mas tudo sem resultado. Tenho apenas recebido ingratidões e mais ingratidões. É uma lástima. Em toda parte, mentiras e mentiras. Queria, desse modo…

Como a reticência se prolongasse, Chaves perguntou:

— Queria o quê, meu amigo?

— Desejava a sua palavra empenhada, o apoio de seu prestígio diante dos espíritas, para que me garantissem o voto.

— Nada posso fazer, — disse o professor, peremptório.

— Que é isso? — Falou o amigo, com ar de censura. — Você prometeu receber-me e atender ao meu problema.

— Pensei que o senhor estivesse tratando de caridade, mas o que francamente procura é a realização de um negócio, — disse Chaves, imperturbável.

— Que ideia! — Falou o visitante, desencantado. — Entrego duzentos contos, duzentos contos de réis… Que é caridade, então?

Humilde e simples, o professor explicou:

— Caridade é o amor de Deus no coração humano. E esse amor, meu amigo, conforme nos ensina o Espiritismo, não tem preço. Onde é que o senhor já viu alguém pagar a luz do Sol, a bênção do ar, o tesouro do verdadeiro amor ou o espetáculo do céu estrelado?…

— Mas Chaves, — disse o outro, — isso é muita filosofia… O que eu desejo é fazer uma dádiva… Para vocês, espíritas, o que vem a ser uma dádiva?

E o educador respondeu, sereno:

— Dádiva é o bem que a gente faz sem esperar recompensa de coisa alguma.

O político, nervoso, despediu-se e procurou distração num bilhar. E inquirido por alguns correligionários quanto aos resultados da entrevista, deu primorosa tacada e falou que o professor João Augusto Chaves não passava de um louco.

🌱🌼🌱
Hilário Silva
Chico Xavier
Obra: A vida escreve
🌱🌼🌱

domingo, 29 de outubro de 2023

Uma pessoa espiritualizada



Quando se fala em pessoa espiritualizada, quase sempre o que vem à mente é alguém que desperta orando, faz meditação e somente tem falas amenas, doces.

Mas a vida nos exige trabalho, ação.

Então, dizemos que nunca seremos uma pessoa espiritualizada.

Será assim mesmo? Lembremos de Jesus, o Divino Amigo.

Alguém mais espiritualizado do que Ele, que se afirmou o Caminho da Verdade e da Vida? Ele comungava de tal forma com Deus, que dizia: Eu e o Pai somos um.

Mas, viveu entre os homens um pouco além de três décadas.

Pessoa espiritualizada é uma pessoa boa.

Boa mãe, bom pai, bom vizinho, bom cidadão.

É uma pessoa que entendeu como fazer o bem e aplica isso todos os dias em suas relações.

Fazer o bem não é apenas deixar de fazer o mal.

Podemos afirmar que não agredimos as pessoas, não maltratamos ninguém.

Isso não é fazer o bem.

É somente não praticar o mal.

Fazer o bem também não se trata apenas de dar coisas, de limpar os armários e passar adiante o que não nos serve, o que enjoamos de tanto usar, o que está tomando lugar nas prateleiras e nos cabides.

Fazer o bem é uma escolha que acontece todos os dias, a todo instante.

É algo que exige uma mudança de comportamento e uma intenção seguida de uma ação.

Podemos despertar pela manhã e começar cumprimentando o dia, que se renova para nós.

Providenciar alguns grãos para os amigos alados que sobrevoam o ar ou se aninham na árvore próxima.

Podemos lembrar de colocar um recipiente com água para que saciem a sua sede, depois dos trinados da madrugada.

Ao transitarmos de carro, permitir que o veículo que vem por outra rua, mesmo que estejamos na preferencial, possa entrar em nossa frente.

Uma gentileza para ele não ter que esperar e esperar para adentrar a via principal.

E, enquanto estamos levando nossas saudades a passear, cumprimentemos quem passa por nós.

Pode ser que alguns nem respondam.

Não importa.

Nós lhes enviamos nossas melhores vibrações.

São muitas e pequeninas coisas que podemos fazer nas horas diárias.

Coisas que dirão de como estamos nos importando com nosso próximo, com tudo que nos cerca.

Ou seja, trabalhando a nossa Espiritualidade.

Lembrando que somos todos seres espirituais, em uma jornada de alguns anos, neste mundo.

Uma excelente oportunidade de criar laços de simpatia, de amizade, para os reencontrar, quem sabe, quando sairmos desta para a outra vida.

Realizar uma tarefa doméstica, sorrir para alguém, fazer uma declaração de amor a quem está conosco, todos os dias, ano após ano.

Algo breve, espontâneo, que brota da intimidade: Amo você! Você é muito importante em minha vida! Você coloca luz nas minhas horas!

E não economizar elogios.

Verdadeiros.

Elogios a pessoas, ao animal doméstico que nos homenageia com seus olhos de felicidade, com faceirice nos gestos, como a dizer: Estou aqui.

Gosto de você.

Elogios à criatividade divina que a cada dia mostra uma nova tela nos céus, coloca diferentes cores na vida e compõe uma inédita sinfonia com a passarada, nas manhãs de luz.

Pessoa espiritualizada.

Comecemos hoje nosso ensaio.

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Redação do Momento Espírita, com base no Artigo A retidão, de Gustavo Tanaka, da RevistaV ida Simples, ano 20, edição 247, ed. Vida Simples.
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29 de outubro

Procure sempre o melhor, sempre espere que o melhor aconteça e nunca se satisfaça com o que vem em segundo lugar.

Pode parecer difícil, especialmente quando você está no "fundo do poço".

Você tem, então, que elevar sua consciência e nunca, nem por um minuto, pensar em miséria, mas só pensar em abundância.

Visualize abundância e agradeça por

Meu infinito e ilimitado suprimento.

Por que você aceitaria um segundo lugar, se o melhor está esperando para que você o aceite, esperando para agraciar você?

Quando você pensa grande, toda a sua vida e seu modo de viver vão expandir-se, no seu interior e à sua volta.

Lembre-se, tudo começa de dentro e tudo começa com você.

Comece agora a reajustar sua maneira de pensar.

Reoriente-se de dentro para fora, e deixe que este trabalho aconteça gradualmente em seu interior, como o fermento na massa. Nunca deixe de reconhecer Minha mão em tudo, e agradeça constantemente.

Não aceite as coisas como se elas lhe fossem devidas, mas perceba o quanto você é abençoado.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Instruções dos Espíritos
UMA REALEZA TERRENA

8 – Quem poderia, melhor do que eu, compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: Meu reino não é deste mundo? O orgulho me perdeu sobre a Terra. Quem, pois, compreenderia o nada dos reinos do mundo, se eu não o compreendesse? O que foi que eu levei comigo, da minha realeza terrena? Nada, absolutamente nada. E como para tornar a lição mais terrível, ela não me acompanhou sequer até o túmulo! Rainha eu fui entre os homens, e rainha pensei chegar no Reino dos Céus. Mas que desilusão! E que humilhação, quando, em vez de ser ali recebida como soberana, tive de ver acima de mim, mas muito acima, homens que eu considerava pequeninos e os desprezava, por não terem nas veias um sangue nobre! Oh, só então compreendi a fatuidade dos homens e das grandezas que tão avidamente buscamos sobre a Terra!

Para preparar um lugar nesse reino são necessárias à abnegação, a humildade, a caridade, a benevolência para com todos. Não se pergunta o que fostes, que posição ocupastes, mas o bem que fizestes, as lágrimas que enxugastes.

Oh, Jesus! Disseste que teu reino não era deste mundo, porque é necessário sofrer para chegar ao Céu, e os degraus do trono não levam até lá. São os caminhos mais penosos da vida os que conduzem a ele. Procurai, pois o caminho através de espinhos e abrolhos e não por entre as flores!

Os homens correm atrás dos bens terrenos, como se os pudessem guardar para sempre. Mas aqui não há ilusões, e logo eles se apercebem de que conquistaram apenas sombras, desprezando os únicos bens sólidos e duráveis , os únicos que lhes podem abrir as portas dessa morada.

Tende piedade dos que não ganharam o Reino dos Céus. Ajudai-os com as vossas preces, porque a prece aproxima o homem do Altíssimo, é o traço de união entre o Céu e a Terra. Não o esqueçais!

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UMA RAINHA DE FRANÇA
Havre, 1863
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
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CARÊNCIAS FICTÍCIAS


Que bom seria se o homem, esquecido de si mesmo, não experimentasse outra necessidade que não fosse a de tão-somente fazer o bem aos semelhantes.

Todavia, alimentando carências fictícias, ele se lhes torna tão dependente, que a simples impossibilidade de não atendê-las, quando se sente por elas reclamado, o fazem sofrer enormemente.

E o mais grave é que, em muitas ocasiões, sob o fascínio que o prazer se lhe exerce, o homem não hesita em agir de maneira inconsequente, inclusive resvalando na criminalidade, assumindo pesados compromissos de natureza cármica dos quais não se liberará tão cedo.

Quantos são os que não vacilam em desfazer o ninho doméstico, entretecido a custo, cedendo a momentâneas tentações que, uma vez saciadas, lhe haverão de mergulhar a alma em profundo desencanto?!

Não permutes, assim, dentro da grande luta que vens travando para mantê-lo, o teu minuto de paz consciencial pela hora de leviana tranquilidade em que a euforia mentirosa da carne arrasa com todos os teus sonhos de verdadeira felicidade.

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Irmão José (psic. Carlos Baccelli - do livro "Amai-vos uns aos outros")
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Dores excessivas


(...)

A tua atual existência está programada para o êxito.

Não mais tombarás nas sombras de onde procedes, se insistires por banhar-te com a clara luminosidade do amor de Deus.

Reflexiona melhor e com mais maturidade, de maneira que constatarás alegrias e bem-estar pelo teu caminho, nada obstante algumas dificuldades naturais que todos devem enfrentar.

Alegra-te por seres incompreendido, por estares no campo de elevação entre dissabores, porque a compensação divina é sempre o resultado do grau de esforço desenvolvido pelo ser humano durante a trajetória de elevação.


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Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
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Somente assim


Ama.

Perdoa.

Serve.

Luta.

Caminha.

Compreende.

Esquece.

Ilumina.

Socorre.

Espera.

Ora.

Só assim terás plena convicção de que aconteça o que acontecer, seja onde for, como for e com quem for, estarás acertando sempre.

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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: Esperança e vida
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