Pare um instante e pense em alguém que você tem dificuldade de perdoar. Não é preciso dizer o nome nem lembrar toda a história. Apenas perceba o que acontece dentro de você quando essa pessoa vem à mente.
Carregar ressentimento tem um custo. É justamente sobre essa libertação que Jesus ensinou no Sermão da Montanha:
“Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.”
(Mateus 5:44)
Perdoar, porém, não significa aceitar o mal, esquecer uma injustiça ou abrir mão da justiça. Significa libertar o coração do desejo de vingança e não permitir que a atitude do outro determine quem somos.
Na visão espírita, os desafetos também podem representar oportunidades de aprendizado e transformação. Muitas vezes, aquele que nos incomoda revela feridas, orgulho ou sentimentos que ainda precisamos trabalhar em nós mesmos.
Jesus apresentou uma verdadeira pedagogia do perdão em quatro atitudes:
1. Amar — a decisão interna
Amar o inimigo não significa gostar dele ou desejar sua convivência. Significa reconhecer sua humanidade e desejar que ele também encontre o caminho do bem.
Podemos compreender suas limitações sem justificar seus erros. Na visão espírita, somos todos Espíritos em processo de aprendizado e evolução.
2. Bendizer — cuidar das palavras
Bendizer é não devolver a ofensa com outra ofensa.
Quando recusamos a necessidade de revidar, interrompemos o ciclo de agressividade. O silêncio, a serenidade e a palavra equilibrada podem ser formas de preservar nossa própria paz.
Para o espiritismo, pensamentos e palavras também influenciam nossa sintonia espiritual. Por isso, alimentar constantemente a mágoa significa continuar ligado àquilo que desejamos superar.
3. Fazer o bem — transformar sentimento em atitude
O perdão deixa de ser apenas uma ideia quando se transforma em comportamento.
Fazer o bem não significa permitir abusos ou permanecer próximo de quem nos prejudica. Significa escolher não responder ao mal com outro mal.
Às vezes, fazer o bem será simplesmente não prejudicar, não difamar, não alimentar conflitos e seguir a própria vida com dignidade.
4. Orar — entregar o que não podemos controlar
Quando não podemos mudar o outro, podemos mudar nossa relação interior com aquilo que aconteceu.
Orar por alguém que nos feriu não significa aprovar suas atitudes. Significa entregar a situação a Deus e pedir que também sejamos libertados da mágoa.
Na visão espírita, a prece auxilia na transformação dos sentimentos e na busca por uma sintonia mais elevada.
Perdoar não é ser conivente
É importante lembrar: perdão não significa impunidade.
Diante de violência, abuso ou crimes graves, proteger a vítima, estabelecer limites, denunciar e permitir que a justiça seja cumprida são atitudes necessárias. Amar alguém não significa oferecer a essa pessoa novas oportunidades para fazer o mal.
Podemos perdoar interiormente e, ao mesmo tempo, manter distância, estabelecer limites e buscar justiça.
Perdoar é retirar do agressor o poder de continuar ocupando nossa mente e nosso coração.
Talvez seja esse o sentido mais profundo do ensinamento de Jesus: não precisamos transformar nosso inimigo em amigo. Precisamos apenas deixar de carregá-lo dentro de nós.
Volte, então, à pessoa que você pensou no início. Não tente sentir um perdão completo imediatamente. Apenas experimente, pouco a pouco, os quatro passos: desejar o bem, não revidar, praticar o bem quando possível e orar.
O perdão não precisa acontecer de uma só vez. É um caminho de libertação — e todo caminho começa com um primeiro passo.
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Equipe CE Caminhos de Luz
(resumido)
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26 de setembro
Relaxe e sinta que há tempo para tudo.
Todos tem a mesma quantidade de tempo disponível, mas o que interessa é como você usa esse tempo.
Você aproveita plenamente e desfruta cada momento dele, ou você desperdiça seu tempo, sem saber discernir as prioridades?
Pare de ser escravo do tempo.
Por que não fazer o tempo seu escravo?
Assim, não será ele a impor as regras, mas sim você.
Aceite o fato que você só pode fazer uma coisa de cada vez faça-a perfeitamente e só então comece a fazer outra coisa.
Nunca tente olhar longe demais.
Você só pode viver um momento de cada vez.
Se você tentar planejar muito à frente, você pode se decepcionar quando as coisas não acontecerem como você havia planejado.
Muitas mudanças impossíveis de serem previstas podem acontecer.
É melhor viver plenamente cada momento presente e deixe o futuro tomar conta de si mesmo.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
Bem e mal sofrer
Quando o Cristo disse: “Bem-aventurados os aflitos, o reino dos céus lhes pertence”, não se referia de modo geral aos que sofrem, visto que sofrem todos os que se encontram na Terra, quer ocupem tronos, quer jazam sobre a palha. Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. O desânimo é uma falta.
Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecê-la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.
O militar que não é mandado para as linhas de fogo fica descontente, porque o repouso no campo nenhuma ascensão de posto lhe faculta. Sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enervaria e se entorpeceria a vossa alma. Alegrai-vos, quando Deus vos enviar para a luta. Não consiste esta no fogo da batalha, mas nos amargores da vida, onde, às vezes, de mais coragem se há mister do que num combate sangrento, porquanto não é raro que aquele que se mantém firme em presença do inimigo fraqueje nas tenazes de uma pena moral. Nenhuma recompensa obtém o homem por essa espécie de coragem; mas, Deus lhe reserva palmas de vitória e uma situação gloriosa. Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e, quando houverdes conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, dizei, de vós para convosco, cheio de justa satisfação: “Fui o mais forte.”
Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem-aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá o repouso. — Lacordaire. (Havre, 1863.)
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 18.)
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Acesse e leia, no link abaixo, uma mensagem do ESE que não esteja disponível neste Blog, visto que, conforme observado, as mensagens tendem a se repetir:
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