sábado, 11 de fevereiro de 2017

Infeliz deles!


Que pensar dos que abusam da superioridade da posição social, para oprimirem o fraco sem proveito?

- Esses merecem o anátema: Infelizes deles! Serão oprimidos, por sua vez, e renascerão numa existência em que sofrerão tudo o que fizeram sofrer.
(“O Livro dos Espíritos” nº 807)

Os espíritos superiores foram incisivos na resposta dada ao codificador: Os que oprimem serão oprimidos.

Infelizes deles, então, os espíritos encarnados que se constituem em obstáculo ao progresso
espiritual daqueles que Deus lhes confiou à tutela!

Infelizes deles, os que escravizam mentes e corações, impedindo o crescimento de quantos se lhe vinculam ao caminho.

Infelizes deles, os que não hesitam em tirar proveito do semelhante, sem qualquer preocupação com a felicidade que lhes diz respeito!...

Infelizes deles os que manipulam os outros, deformando-lhes o caráter e criando-lhes viciações na personalidade!...

Infelizes deles, os que negam ao trabalhador a oportunidade de trabalho; á criança, o acesso à escola; ao jovem, a formação moral!...

Infelizes deles, os que corrompem os sentimentos da mulher que se torna mãe, que realizam promessas afetivas que não cumprem, que descartam quantos não mais lhes atendam aos instintos!...

Compungidos pelo remorso e constrangidos pela lei, quantos abusam do poder, da posição social que transitoriamente ocupam entre os homens e dos recursos amoedados que detém, bem como de seus atrativos físicos e sagacidade intelectual, renascerão em condições lamentáveis, completamente inversas, indo de um extremo ao outro nas experiências kármicas que lhes são imprescindíveis!

Renascerão na idiotia e na obsessão, na invalidez e na miséria, expostos á perturbação alheia, vítimas de si mesmos, ante a indiferença dos que observam, de braços cruzados, os padecimentos...

Renascerão na orfandade, corrompidos desde criança, adquirindo hábitos negativos, contra os quais lutarão na reconstrução do mundo íntimo.

Renascerão para inspirarem piedade nas almas tão insensíveis como eles próprios o foram...

Renascerão para experimentarem as mesmas frustrações que impuseram, para verterem as mesmas lágrimas que fiz eram derramar, para, enfim, anularem em si toda e qualquer inclinação para o mal...

A lei não é de punição: É de educação! Renascerão, para aprenderam com os próprios equívocos, sentindo nas entranhas da alma as consequências do sofrimento; renascerão para se redimirem,
para que o ódio se transforme em amor e, de algozes da humanidade, se tornem benfeitores.

O delinquente de hoje será, amanhã um exemplo de homem de bem; os mais tenazes adversários do Cristo foram os que se converteram, ao longo do tempo, nos seus mais ardorosos defensores; as almas altruístas de agora, antes que sejam reverenciadas na condição de missionários da caridade, são os espíritos em grande comprometimento cármico...

Os agentes das trevas são os agentes em potencial da luz!...

O arrependimento opera prodígios de renovação sobre a alma que não mais se lhe opõe!...

Bem-aventurados, portanto, os que da cruz dos próprios padecimentos alçam voos no infinito, fortalecendo as asas ainda frágeis na ação incessante da Caridade.
**********************
Irmão José
  Carlos A. Bacelli   


***********************************************************

(...) "A questão da violência carece de ser discutida em suas raízes. É um desafio para que o homem se torne mais solidário e participativo, colocando de lado a sua indiferença social. Não é problema unicamente afeto às autoridades constituídas.

Sem o envolvimento religioso, independentemente de credo religioso, partido político ou formação sectária, a violência urbana não se extinguirá.

Imprescindível maior atenção à família – que pais e filhos estreitem os laços e preservem o sagrado instituto do lar.

Evidentemente que no combate a marginalidade, não se deve descartar as medidas chamadas de impacto, todavia sem que se combatam suas causas, os efeitos persistirão.

Os espíritos que deixam o corpo em estado de agressividade pertencem à economia espiritual do planeta – mais cedo ou mais tarde retornarão à liça terrestre na mesma condição, dando sequência à sua trajetória infeliz.

Educação – Eis a solução espiritualmente menos onerosa para o homem erradicar os altos índices de criminalidade.
Quando os institutos penais, de fato se transformarem em escolas e oficinas, a humanidade respirará aliviada".

psicografia Carlos A. Bacelli - espiríto Irmão José

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Oração da Cura



 Pai celestial, que habitais o meu interior, impregna com a Tua Luz vital cada célula de meu corpo, expulsando todos os males, pois estes não fazem parte de meu ser.
 Na minha verdadeira realidade, como filho de Deus perfeito que sou, não existe doença; por isso que se afaste de mim todo o mal, todos os bacilos, micróbios, vírus, bactérias e vermes nocivos, para que a perfeição se expresse no meu corpo, que é templo de Divindade.

Pai teu Divino filho Jesus disse: pedi e recebereis, porque todo aquele que pede recebe, portanto, tenho absoluta certeza de que a minha oração da cura já é a própria cura. 
Para mim agora, só existe esta verdade: a cura total. 
Mesmo que a imagem do mal permaneça por algum tempo no meu corpo, só existe em mim agora a imagem mental da cura e a verdade da minha saúde perfeita.

Todas as energias curadoras existentes em mim estão atuando intensamente, como um exército poderoso e irresistível, visando os inimigos, fortalecendo as posições enfraquecidas, reconstruindo as partes demolidas, regenerando todo o meu corpo. 
Sei que é o poder de Deus agindo em mim e realizando o milagre maravilhoso da cura perfeita.

Esta é a minha verdade mental. Esta portanto é a verdade do meu corpo.

Agradeço-te, oh  pai, porque Tu ouvistes a minha oração.

Dou-te graças, com toda alegria e com todas as forças interiores porque Tua vontade de perfeição e saúde aconteceram em mim, em resposta ao meu pedido.
Assim é e assim será. 
*************************************
Dr. Manoel Dantas






 *******************************************************
🙏JOVEM SUICIDA🙏

Querida Mamãe, estou pedindo o seu perdão e a sua bênção.
Mais de um ano passou, mas a minha saudade e o meu sofrimento ainda não passaram.
Não chore mais, Mãezinha.
Sei que a minha ingratidão foi grande demais.
Compreendi tudo, mas era tarde.
Creia que amanheci naquela terça-feira, quatro de maio, pensando em descobrir como iria encontrar um presente para o seu carinho no Dia das Mães.
Pensava nas aulas, em minha professora Juvercídia e procurava concentrar-me nos livros para estudar; entretanto, quando vi o veneno, uma força estranha me tomou o
pensamento.
Avancei para o suicídio quase sem conhecimento, embora muitas vezes não ocultasse o desejo de morrer.
Tudo sem motivo, sem base.
A senhora me deu tudo - amor, segurança, tranqüilidade, proteção.
Não julgue que me faltasse isso ou aquilo.
O que eu sentia era uma tristeza que só aqui, no Plano Espiritual, vim a entender...
O assunto é tão longo e o tempo é tão curto.
Se pudesse, desejava formar as minhas letras com lágrimas para que a senhora me perdoasse pelo arrependimento que trago:
Não sei, Mamãe, não sei ainda.
A princípio, me vi numa nuvem com a garganta em fogo e uma dor que não parecia ter fim.
Talvez exagerasse as cousas que eu sentia, talvez guardasse impressões da vida que eu não devia guardar.
O que é mais doloroso é que provoquei a morte do corpo, sem razão.
Sofrimentos no mundo são problemas de todos.
E por isso quando me vi na sombra que me envolvia toda, vozes me perguntavam porque, porque fizera aquilo se eu estava consciente de que a morte não mata ninguém...
Chorei muito, mais do que choro hoje, até que me vi no regaço de uma senhora que me disse ser a Vovó Ana. Ela me ensinou a orar de novo, porque a dor não me deixava trabalhar com a memória. Amparou-me e como que me limpou os olhos para que eu enxergasse a luz do dia.
Então reconheci que as trevas estavam em mim e não fora de mim.
Fui internada numa escola-hospital, onde muitas crianças estão sob a vigilância daquele amigo que nos deu nome à casa de ensino Jerônimo Carlos Prado,- e com a bênção dos muitos amigos que encontrei aqui, vou melhorando.
Faltava-me vir até o seu coração e rogar a sua tolerância de mãe.
Venho pedir-lhe para que não deseje morrer.
Viva, mamãe, e viva tranqüila.
As lutas da vida são lições.
Creio saber que a senhora já sofreu muito.
Sofra agora com a sua filha a pena de não ter sabido esperar.
Para mim, a sua paz será a minha paz.
Nós duas éramos as companheiras uma da outra.
Sei que Teodoro, Divino, Adelícia e os outros corações queridos são todos seus filhos abençoados, mas eu, Mamãe, não
sei porque, fiquei aflita para que o tempo passasse e caí pela rebeldia.
Não soube guardar a fé, mas a sua bondade fará o que não fiz.
Terá a senhora paciência bastante para tudo tolerar e compreender.
Agradeço as suas preces e as orações das amiguinhas que não me esqueceram.
Agradeça por mim a Santa Terezinha e a todas as irmãs o amparo que me enviaram e ainda me enviam.
Por enquanto, trago comigo a faculdade de ouvir todas as repreensões e queixas, perguntas e comentários em torno de mim.
E, particularmente, ouço a senhora constantemente a falar que perdeu o gosto de continuar a viver.
Ajude-me.
Não pense assim.
Dê-me os seus pensamentos de paz e de alegria.
Preciso de você, Mamãe, como a senhora não pode imaginar.
Aqui é um lugar que pode ser distante, mas há um processo de intercâmbio, pelo qual ainda estamos juntas.
Ampare-me, amparando a senhora mesma.
Os Benfeitores daqui me aliviam e me abençoam, mas estou nas dificuldades que criei. Deus, porém, nos sustentará para que,
um dia, eu possa ser útil ao seu carinho.
Mamãe, receba o meu coração de filha faltosa e abençoe-me.
Sua paciência e seu amor são bênçãos que chegam até aqui.
Ore por sua filha e compadeça-se.
Amanhã, serei melhor.
Até lá, preciso de você e de seu amparo, como o faminto sente necessidade de pão.
Não posso escrever mais.
Os amigos que me socorrem e guiam me dizem que é preciso terminar.
Mãezinha, ame-me ainda.
Sou mais necessitada agora do que antes.
E guarde o coração de sua filha faltosa e reconhecida,
Lúcia. 
*********************************************
(Uberaba, 12 de junho de 1972)
CHICO XAVIER

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Insatisfações


"Nada é bastante para quem considera pouco o que é suficiente." Confúcio (Kung-Fu-Tse)
122 pares de sapatos e ela não encontrava um que servisse para aquela festa.

20 ternos e ele estava achando todos um lixo.

Geladeira cheia e o menino batia a porta por não encontrar uma coisa gostosa.

Calmante forte, com tarja preta e receita, mas eles não conseguiam dormir.

Carro do ano na garagem, mas não sabiam para onde ir.

Casa de luxo na praia, mas estava fechada há mais de meses...

Celular último tipo.........

DVD, Karaokê, Notebook, Câmera digital, Vídeo Game In Box, jogos de última geração, e muita, muita insatisfação.

Estamos nos armando de tudo o que é tipo de tranqueira material para suprir o vazio que nada preenche.

Vamos ao supermercado esperando encontrar felicidade nas prateleiras, mas voltamos frustrados, com o carro cheio e a alma vazia.

Nunca o homem teve tanto acesso a Deus e nunca ficou tão distante como agora, tantos templos, tantas religiões, tantas definições e ideologias, e mesmo assim, o homem se afasta cada vez mais do seu Criador.

Por isso a carência afetiva, as doenças nervosas, a violência que se espalha, o consumismo que gera as diferenças sociais tão brutais.

E nada sacia o homem, quanto mais ele acumula, quanto mais possui, mais vazio vai se tornando.

Aproveite seu dia, busque encontrar Deus pelo caminho, na pessoa que sentou-se ao seu lado no ônibus, no vizinho que você não cumprimenta já faz tempo, no animal abandonado e que você quase atropela, na árvore que seca bem em frente à sua casa, no cidadão deitado no banco da praça , no filho que se embriaga e você nem vê, na filha que sofre a desilusão do primeiro amor e você não sabe.

Quantos gritam onde está Deus?, cegos pelo orgulho que não permite ver que Ele nunca se ausentou, sempre esteve na sua vida, no seu dia, na sua família, mas nunca foi chamado, a não ser nas desgraças e nos momentos de dor e sofrimento.

Você convidou Jesus para almoçar com você hoje?

No dia do seu casamento você mandou o primeiro convite para Ele?

Na sua formatura Ele estava presente?

Hoje ao levantar-se você falou com Ele?

Você contou do seu amor, da sua alegria no trabalho?

Você quer saber onde está Deus?

Olhe para a sua vida, como você trata os seus, olhe para a sua casa, reveja suas atitudes diárias. Os atos falam mais do que as palavras e tudo o que fazemos, são às verdadeiras orações que levamos até Ele.

Por isso, antes de fazer sua oração repetida, velha e cansada da mesma ladainha, coloque um "fogo novo" na sua vida: convide Jesus para participar de todos os seus momentos, e assim, você será preenchido, saciado, envolvido pelo amor que nunca acaba, pela água que sacia a tua sede, e então, mesmo com muito pouco, serás plenamente feliz, porque Ele veio para que todos tenham vida, e tenham vida com abundância.
******************************
Paulo Roberto Gaefke


****************************

A ARTE DOS PEQUENOS PASSOS

Não peço por milagres, Senhor, peço por força para a vida diária.
Ensina-me a arte dos pequenos passos.
Torne-me seguro na correta distribuição do tempo.
Presenteie-me com a sensibilidade, para distinguir o que é primário do que é secundário.
Lembre-me que o coração discute frequentemente com a razão.
Envia-me, no momento certo, alguém que tenha o valor de me dizer a verdade, com amor.
Sei que muitos problemas se solucionam sozinhos.
Por favor, ensina-me a ser paciente
Guarda-me da ingênua crença de que na vida tudo deve sair bem.
Presenteie-me com o sensato reconhecimento de que dificuldades e derrotas são acréscimos para a vida, os quais nos fazem crescer e madurar.
Sabes o quanto que necessitamos de amizade. Faça-me digno deste mais valioso e frágil tesouro.
Me dê uma imaginação rica e sabedoria para que eu possa dividir com as pessoas um pouco de calor no lugar certo e no momento adequado,com palavras ou silêncio.
Dá-me o pão de cada dia, para corpo e alma, um gesto de teu amor, um eco gentil e, volta e meia, a emoção de que eu sou necessário.
Preserva-me do receio, Senhor, de que poderia deixar de viver.
Não me dê o que eu peço, mas o que eu necessito.
Ensina-me a arte dos pequenos passos.
*********************************
Texto adaptado de de Antoine de Saint-Exupery

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Não tenhais Medo



Filhos, não tenhais medo da vida, nas provas e surpresas do caminho; não tenhais receio do amanhã, que somente a Deus pertence.

Vivei com alegria e destemor, submissos à Vontade Divina em qualquer circunstância.

Combatei os vossos erros, todavia compreendei a necessidade de aprender a lição nos reveses a que ninguém se furta.

Colhei, resignadamente, na gleba que plantastes, sem reclamar dos espinhos que vos dilaceram as mãos que não souberam separar as urzes do bom grão.

Que a revolta silenciosa não vos amargure a existência, determinando as vossas mais veladas atitudes.

Não vos canseis de ser generosos, tolerantes e compassivos.

Amai sem esperar serdes amados.

Cumpri com as vossas obrigações pelo pão de cada dia, recordando-vos de que o Senhor alimenta os pássaros e veste os lírios do campo...

Não leveis a vida de forma leviana e inconsequente, sem atinar que as sombras que rondam os passos alheios também espreitam os vossos.

A dor que nos tira a tranquilidade é a mesma que nos possibilita tomar consciência de nossas fragilidades.

Se, de quando em quando, o sofrimento não visitasse o homem, é possível que ele jamais se interessasse pela transcendência da Vida.

Não vos permitais, pois, concessões de qualquer natureza, na satisfação dos próprios desejos.

Se a ascensão do espírito é infinita, a queda a que voluntariamente se arroja não conhece limites... Sempre haverá como descer a mais fundo, escuro e indevassável abismo de dor.

Filhos, vivei somente com a intenção de fazer o Bem, e em tudo vereis a manifestação da Sábia Providência.

Não tenhais medo e não vos enclausureis na inércia como quem retrocede e se oculta, com o pensamento de que a Vida não o encontrará, mais cedo ou mais tarde, para arrancá-lo ao comodismo e trazê-lo de volta à realidade.
*****************
Bezerra de Menezes  
Carlos A. Bacelli
Obra: A coragem da fé 




terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Uma hora virá



Uma hora virá em que a senda terrestre se te revelará sob nova expressão.

Hora em que te despedirás de todos os patrimônios que desfrutaste no mundo...

Em que compreenderás na Terra a escola que te serviu generosamente...

Em que verás no corpo a armadura bendita a garantir-te o aprendizado...

Em que reconhecerás no ouro e na posse valiosos empréstimos do Divino Poder que detiveste a título precário...

Hora em que desejarias ter sido a melhor das criaturas para que a simpatia dos outros te acalente a alma inquieta...

Em que todos os nobres ideais não cumpridos surgirão a teus olhos, perguntando: -"por que nos esqueceste?..."

Em que a luz da memória te fará lembrar dia por dia, devolvendo-te a plantação do caminho percorrido em forma de colheita...

Hora em que o pensamento, por mais célere, não recuperará os minutos perdidos, em que as mãos, por mais diligentes, não conseguirão retroceder para realizar a tarefa menosprezada e em que a língua, por mais culta, não conseguirá recuar para refazer as palavras irrefletidas...

O aprendiz chega ao dia da aferição de aproveitamento, o operário atinge a ocasião em que será julgado pela obra feita...

Alcançarás, igualmente, a hora inevitável em que cessará tua presença visível entre os homens para que a Terra te julgue.

Vive, assim, de acordo com a simplicidade do amor e com os ditames da verdade, plasmando o bem por onde transites, sem olvidar os tesouros do tempo, de vez que o mal em nosso espírito, ainda mesmo quando estejamos libertos da algema física pela graça da morte, será sempre o inferno que não nos permitirá viver o Céu nos Céus.

****************************
Emmanuel 
Chico Xavier
Obra: Semeador em tempos novos



domingo, 5 de fevereiro de 2017

Respeito ao Próximo



Deus não nos fez desligados da Humanidade.
Somos elos da grande corrente universal e as energias divinas que vão alcançar os outros devem passar por nós, beneficiando-nos e ao nosso próximo.
Carecemos dos outros, qual eles de nós na imensa vinha do nosso Pai Celestial.
Portanto, o nosso segundo dever é amar o próximo, como nos aconselha
o Mestre por intermédio do Seu Evangelho de Luz. E amar é acatar os direitos daqueles que andam conosco no mesmo caminho. Nada fazemos sem a participação dos nossos irmãos. Cada um nos ajuda em algo de que carecemos. Somos devedores da humanidade, como também emprestamos a ela o nosso concurso, e a fraternidade é o caminho mais desejado na área do Bem, ao tratarmos com os nossos companheiros.

As exigências devem ser feitas a nós para com nós mesmos; o apreço, esse deve ser dirigido aos nossos semelhantes.

A imposição é o modo de nos educarmos; a consideração, o ambiente que deve ser feito aos companheiros de labor.

O mando deve ser a disposição na disciplina dos nossos instintos. A cortesia  haverá de ser o meio de comunicar mais agradável com os nossos irmãos.

A imposição é o caminho interno quando nos indica o bem, a fraternidade nos faz atrair companheiros para o mesmo convívio.

A crítica encontra campo frutífero quando exercida no nosso mundo interno.

E a ponderação cresce e faz crescer a nossa amizade em todos os rumos. O mal merecedor de comentário é aquele que fazemos; em referência aos outros, o resguardo nos traz confiança de que todos se esforçam para o melhor.

Se tens alguma educação, aplica-a diante dos outros, e se isso te falta, lembra-te de ti mesmo. O nosso mundo interno é uma lavoura grandiosa que poderá dar muitos frutos e flores compatíveis com o nosso comportamento. Trabalhemos nele.

Quando deixamos o nosso sítio íntimo para analisar e falar mal do que não nos pertence, cresce em nós a erva daninha capaz de sufocar o trigo do Bem, que já havíamos plantado. A energia que nos foi dada deve ser usada na auto-educação, estabelecendo assim, no nosso reino, a verdadeira harmonia espiritual, que se refletirá em todos os outros corpos. Mas, com respeito aos outros, a maior cota que poderemos fornecer para os seus corações é o exemplo dignificante, é a vivência no Amor nos caminhos da Caridade.

Se deres a devida importância ao teu próximo, nunca perderás. Receberás, pelos meios que por vezes ignoras, a atenção que te agradará e te fará feliz.
Respeita os direitos dos outros, que eles, certamente, e por lei, respeitarão os teus; e ainda, a harmonia do Universo compartilhará contigo no Bem que estimas fazer, por necessidade de amar, utilizando o comportamento elevado para ajudar a construir o reino de Deus nos corações, como também o Céu em qualquer lugar em que estiveres.

Confiemos nas forças superiores e também nas nossas, que elas crescerão de acordo com as nossas disposições de melhorar, sem nunca nos esquecermos da deferência para com aqueles que nos seguem, instruindo-nos e aqueles que nos instruem, seguindo-nos.

O respeito é luz, porque ajuda a transformar as trevas em claridades imortais.
*****************************
Lancellin
João Nunes Maia 
Obra: Cirurgia moral

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Mandato Pessoal


Não precisa você perguntar pelos desígnios da vida a seu respeito. O que temos a fazer está perto, quando o dia retorna. Seu posto - seu compromisso.

O dever chega traçado pelas circunstâncias. Ninguém necessita espiar longe para descobrir o mandato de que se investe.

Observe em derredor a obrigação que lhe reclama devotamento. Às vezes, é um filho que espera por seu exemplo, de outras, o problema doméstico a exprimir-se multiface, requisitando atenção.

Urge perceber que o contrato de serviço assinado perante as leis do destino não se circunscreve ao âmbito do lar. Estende-se para além.

Seu encargo de auxiliar alcança o chefe que se fez incompreensivo, o companheiro que se cansou a meio do caminho, o subalterno em dificuldade, o irmão anônimo que pede apoio e compreensão.

Não se diga em atividade apagada. Toda tarefa proveitosa jaz impregnada de grandeza. Nenhuma insignificante, nenhuma inútil.

Os técnicos que idealizam e levantam os veículos modernos dependem dos seringueiros para calçá-los.

A onda radiofônica transmite a palavra de um continente a outro, subordinando-se à válvula para conferir-lhe expressão.

A escalada do progresso necessita de esforço conjunto. Conjunto é obra de todos.

Sua incumbência de hoje não é lugar fixo e sim degrau. Subida exige suor.

Rebento frágil, se atende às imposições da natureza, converte-se em árvore frutífera. Aprendiz que persevera no estudo será comandante do ensino. Concretize o trabalho que lhe foi confiado. É seu.

Jesus não solicitou a salvação do mundo a ninguém. Esta a maior petição que o Mestre nos endereçou: "amai-vos uns aos outros como eu vos amei", querendo significar que o coração de cada um deve sair ao encontro de outros corações, através do serviço.

Segundo é fácil de ver, a nossa construção mais urgente é fazer o que a vida nos pede fazer a benefício dos outros. Fora disso, o que empreendermos será fuga. Toda fuga é atraso.

Estejamos convencidos que o mal - o mal verdadeiro expressando cristalização de ignorância - nasce invariavelmente do bem que retardou. 
***********************************
Kelvin Van Dine  
Waldo Vieira  
Obra: Entre irmãos de outras terras


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

MEMÓRIAS



"Deve ser horrível - diz você - o escândalo em torno de nossa memória. O homem arrastado ao pelourinho do escárnio público e ao pasto da maledicência, deve ser uma fogueira de angústia para o coração acordado, além da morte".

Você tem razão.

A ave, em pleno céu, que se visse constrangida a voltar à casca do ovo, ou a árvore luxuriante que fosse obrigada a retornar para a cova de lodo, sofreriam menos que a alma desencarnada, sob a intimação de regresso às perigosas infantilidades da experiência humana.

Em tais circunstâncias, laços mais pesados nos religam o espírito, com mais intensidade, à gleba da carne, e a voz dos nossos julgadores, não raro, nos converte os ouvidos em receptores gigantescos para os quais convergem todos os apontamentos justos ou injustos de quantos nos apreciam a conduta e as decisões.

Você já pensou num homem, cujo corpo seja uma chaga viva, tangido violentamente por milhares de mãos descaridosas e rudes.

Esse é o símbolo pálido com que ousamos qualificar o suplício do infortunado que lega aos contemporâneos as recordações da própria viagem pela Terra, quando essas memórias se referem às situações que fazem o inferno dos seus semelhantes.

Fustigado por reclamações e acusações infindáveis, o morto vivo, com a infelicidade desse jaez, sofre golpes desapiedados, a torto e a direito, à maneira de um ferido na praça pública, visitado pelos sopapos e pelos impropérios de toda gente.

E você não calcula o que seja o martírio trazido pela impossibilidade de qualquer esclarecimento digno!

Falar ou escrever levianamente é expor-se a ouvir o pronunciamento da insensatez; e por mais que o delinquente do verbo falado ou da letra reprovável se proclame arrependido e diferente, mais a crueldade o toma de assalto, esbofeteando-lhe o rosto amarrotado e disforme, sem que lhe seja facultada a mínima frase de defesa.

Efetivamente, enquanto nos demoramos na carne, é impossível imaginar o que seja isso.

É o desespero impotente daquele que, em vão, deseja fazer-se compreendido, é a sede inestancável de entendimento, é o pranto amargurado de quem observa o incêndio no próprio lar, sem uma gota d'água para extinguir a chama destruidora.

A figura de Ugolino, o famoso chefe de Pisa, encarcerado na torre da fome, a devorar as vísceras mortas dos próprios filhos, e que foi encontrado por Dante nos recôncavos do Estige, é, de alguma sorte, a única imagem para o confronto analógico, nos casos a que nos reportamos, porque realmente ilhados na solidão de nós mesmos, entre o pesadelo e o remorso de não termos sido o que devíamos ser, somos obrigados a tragar os detritos de nossas próprias obras.

Creia você que, em verdade, tudo isso é terrível e doloroso, de vez que o arrependimento irremediável nos transforma em duendes infortunados, em aflitiva peregrinação.

Não admita, porém, que isso seja apenas lamentável privilégio de alguns.

Não é necessário fixarmos reminiscências da Terra, em bronze ou papel, para que a vida nos revele aos outros tais quais somos.

Trazemos conosco o arquivo que nos é próprio.

Sentimentos e ideias, palavras e ações são marcas em nossa alma.

Todos alcançaremos o plano em que nosso espírito é um livro aberto.

Intenções ocultas, interferência nos destinos alheios, assaltos disfarçados à felicidade do próximo, crimes consagrados pela admiração do mundo, misérias íntimas e desequilíbrios morais aparecem claramente, espantando a nós mesmos, que não suspeitávamos, de leve, da nossa própria degradação.

Você que conhece tão bem o assunto, cuide dos seus passos e vele pelo futuro de sua alma eterna, porque a existência, meu caro, seja onde for, é sempre um livro que o nosso coração anda escrevendo.
***********************
 Irmão X 
Chico Xavier  
Obra: Sentinelas da luz




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O problema da liberdade




Em verdade, o direito vem libertando os cidadãos da escura nódoa do cativeiro, no vasto círculo dos povos...

*

Decretos e proclamações glorificam a liberdade...

Entretanto, o Homem, privilegiado herdeiro da inteligência, no mundo, ainda continua escravo adentro de si mesmo...

*

Pesados grilhões acorrentam-no à inferioridade e à sombra, convertendo-o em fantasma de dor e treva, quando poderia erguer-se à condição de semeador de alegria e de luz...

*

Mais que o rebenque dilacerante dos antigos capatazes de fazenda, a ira enrijece-lhe o coração, a avareza enregela-lhe o íntimo, a crueldade aguilhoa-lhe o sentimento, a incompreensão vergasta-lhe a alma e a ignorância espanca-o infatigável, ferindo-lhe a mente e a carne com os azorragues de seu nefasto domínio...

*

Não valem ordenações terrestres de liberdade para os instintos desabridos e será sempre perigoso ditar direitos humanos para seres racionais que se bestializam...

*

Só a educação pode produzir o milagre da regeneração comum, porque, sem o Homem Renovado para o Infinito Bem, o mal se aproveitará de nossa desorientada independência para ampliar a infinita penúria...

*

Não hesitaremos.

A única propriedade inalienável da criatura é a sua própria alma à frente do Criador e Pai.

*

Somos aquilo que criamos em nós próprios.

*

Temos o que detemos, assim como recolhemos o que semeamos.

*

Liberemos nossas forças para a estruturação de novos destinos sob a Inspiração de Jesus.

*

Enquanto o amor e a humildade não estabelecerem o seu império sobre nós, seremos invariavelmente vítimas potenciais do ódio e do orgulho, ameaçando a nossa própria felicidade pela auto-escravização no sofrimento.

*

Não nos esqueçamos de que os grandes missionários emancipam as nações, mas somente nós mesmos poderemos redimir nossa alma cativa na Terra para o voo sublime à gloriosa e definitiva libertação.
**********************************

Emmanuel
Chico Xavier
Obra: A verdade responde 




terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Se te Encontras Angustiado



Se te sentes tentado ao suicídio, ora a Deus e busca a presença de um amigo com que possas conversar.

Quase todos os homens experimentam semelhante estado emocional, notadamente quando o sofrimento, em suas múltiplas nuanças, lhes subtrai a alegria de viver.

Se a tempestade das provações desaba sobre a tua vida, não desespere.

Breve, o Sol voltará a brilhar no horizonte de tuas esperanças.

Suporta corajosamente a dor que te acicata a alma, recordando que Deus, nosso Pai de Infinita Misericórdia, a ninguém desampara.

Se te encontras angustiado, pensa naqueles que estão lutando em silêncio por um mundo melhor e junta-te a eles, consagrando os teus dias a uma causa nobre.

Não acredites que nada possas realizar na seara do Bem.

Cede as tuas mãos ao Senhor e Ele, por tí, fará maravilhas.

Esquece a ideia da morte e vive para os que te amam.

O sacrifício pessoal é uma estrada de beleza indefinível...

Amanhã, quando alcançares a Grande Renovação, agradecerás a cruz que te
possibilitou compreender e abençoar a vida.
**************
Irmão José
Carlos Baccelli 
Obra: Tende bom ânimo 





segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Obterás




Obterás o que pedes.

Não olvides, contudo, que a vida nos responde aos requerimentos, conforme a nossa conduta na petição.

Sedento, se buscas a água do poço, vasculhando-lhe o fundo, recolherás tão-somente nauseante caldo do lodo.

Faminto, se atiras na lama ao vaso que te alimenta, engolirás substância corrupta.

Cansado, se procuras o leito, comunicando-lhe fogo à estrutura, deitar-te-ás numa enxerga de cinzas.

Doente, se injurias a medicação que se te aconselha, alterando-lhe as doses, prejudicarás o próprio organismo.

Isso acontece porque a fonte, encravada no solo, é constrangida a guardar os detritos com que lhe poluem o seio; o prato é forçado a reter os resíduos que se lhe imponham à face; o colchão é impelido a desintegrar-se ao colar do incêndio, e o remédio, aplicado com desrespeito, pode exercer ação contrária a seus fins.

Ocorre o mesmo, em plena analogia de circunstância, na esfera iluminada do espírito.

Desesperado ou infeliz, desanimado ou descrente, não te valhas do irmão de que te socorres, tentando convertê-lo em cobaia para teus caprichos, porque toda alma é um espelho para outra alma, e teremos nos outros o reflexo de nós mesmos.

Sombra projetada significa sombra de volta.

Negação cultivada pressagia a colheita de negação.

Se aspiras a desembaraçar-te das trevas, não desajustes a tomada humilde, capaz de trazer-te a força da usina.

Oferece-lhe meios simples para o trabalho certo e a luz se fará correta na lâmpada.

Clareia para que te clareiem.

Auxilia para que te auxiliem.

Estuda, servindo, para que cérebro hipertrofiado não te resseque o coração distraído.

Indaga, edificando, para que a inércia te não confunda.

Fortaleçamos o bem para que o bem nos encoraje.

Compreendamos a luta do próximo, a fim de que o próximo nos entenda igualmente a luta.

Lembra-te, pois, da eficácia da prece e ora, fazendo o melhor, para que o melhor se te faça, sem te esquecer jamais de que toda rogativa alcança resposta segundo o nosso justo merecimento.
***********************
Emmanuel 
Chico Xavier 
Obra: Religião dos espíritos



domingo, 29 de janeiro de 2017

MENSAGEM DE ESPERANÇA



Abençoa a aflição de agora. Ela te abre as portas do salão da paz.
Agradece a chuva de fel a cair sobre tua cabeça. ela fertiliza o solo da tua alma para a sementeira da luz.

Rejubila-te com o espinho cravado no coração. Ele te adverte dos perigos iminentes de todos os caminhos.
Sorri ante os obstáculos que te impedem o avanço. Eles expressam o valor da tua resistência que os vence lentamente, à medida que jornadeias em triunfo.

Medita em todas as coisas que causam preocupação e dano e retira da dificuldade a melhor parte, como abençoado adubo para o solo das tuas experiências cristãs.

Nenhuma alma jornadeia na Terra sem a contribuição da dor. Nenhum espírito avança para a luz sem conduzir dificuldades enleadas nos pés. Nenhum ser ascende para Deus sem a travessia do pantanal onde se demoram os homens...

Jesus veio para nortear a Humanidade, porque esta se encontrava perdida, presa ao matagal das paixões.
Todos temos um ontem perdido nos labirintos do crime, a enovelar-nos nas malhas da inquietude que se reflete hoje.

Guarda n'alma a alegria inefável que se expressará num amanhã ridente e belo que te espera, após o triunfo sobre as vicissitudes.
Não te desesperes ante o desespero, não te aflijas junto à aflição, não te inquietes ao lado da inquietude, não te atormentes sob tormentos...

A planta que cresce é atraída pela luz, embora repouse sua sustentação na lama das raízes.
A linfa que dessedenta corre aos beijos do sol, embora flua da lama do solo.

O alimento que nutre traz lodo no cerne e o corpo que sustentas é feito de lama.
Mas é com esse material que a alma faz o vasilhame para, realizando a obra do bem, sobreviver.

Não chores, não sofras!

Mantém elevado o pensamento ao Senhor sem te envergonhares.
Alça-te à luz, mesmo que nada representes...

Além da ponte há muitas venturas aguardando por ti.
Além do abismo há luz esfuziante esperando pelo triunfo.

Luta, agora, vence logo.

Não dês tréguas ao mal, mesmo que ele seja partícula ínfima a toldar a visão do teu espírito. Combate-o, sem lhe dares alimento mental.
Todo meio incorreto jamais conduzirá a um fim reto.

Afugente a nostalgia, espanca a tristeza, surra a melancolia com as mãos ativas do trabalho edificante.
Lutar contra tentações mão é somente uma atuação mental; é atividade produtiva na realização do bem.

Realiza tua obra em paz, certo de que estás em Jesus, e seguro de que Jesus está contigo.

E quando tudo parecer esmagar as tuas aspirações e os fardos do mundo pesarem demais sobre os teus ombros lembra-te d'Ele, na manjedoura humilde de desdenhada, para renovar a Humanidade inteira com a claridade inapagável do Seu infinito amor.

Evoca-O nas horas de amargura e sorri agradecendo a bênção do sofrimento.
Só as almas eleitas são tentadas; só elas têm forças para vencerem a tentação.

O cristão não se deve angustiar porque o erro lhe bate à força, nem se deve entristecer porque permitiu que o erro tivesse acesso ao coração... Deve alegrar-se quando expulsa o erro de dentro da casa íntima, mantendo júbilo porque o dominou, conservando a integridade do lar, ao invés de ser dominado pelo desequilíbrio que o afrontava...

Guarda a certeza, alma devotada ao bem, de que Jesus contigo é a vida radiosa e pura em esperança permanente, como mensagem de Deus, em bom ânimo e alento para a tua redenção.

E, disposto a não incidir no capítulo negativo que deve ficar esquecido, reúne as forças e avança resoluto, em demanda da mansão da serenidade que te aguarda, vitorioso, na caminhada do dever.
*************************
  Joanna de Ângelis 
Divaldo Franco
Obra: Espírito e vida 

sábado, 28 de janeiro de 2017

LEVANTAR E SEGUIR




“E passando, viu Levi, filho de Alpheu e disse-lhe:
- Segue-me. E, levantando-se, o seguiu.” - Marcos: - 2 – 14


É interessante notar que por todos os recantos onde Jesus deixou o sinal de sua passagem, houve sempre grande movimentação no que se refere ao ato de levantar e seguir.

 André e Tiago deixam as redes para acompanhar o Salvador.

 Mateus levanta-se para segui-Lo.

 Os paralíticos que retomam a saúde se erguem e andam.

Lázaro atende-Lhe ao chamamento e levanta-se do sepulcro.

 Em dolorosas peregrinações e profundos esforços de vontade, Paulo de Tarso, procura seguir o Mestre Divino, entre açoites e sofrimentos, depois de se haver levantado às portas de Damasco.

Numerosos discípulos do Evangelho, nos tempos apostólicos, acordaram de sua noite de ilusões terrestres, ergueram-se para o serviço da redenção e demandaram os testemunhos santificados no trabalho e no sacrifício.

Isso constitui um acervo de lições muito claras ao espírito religioso dos últimos tempos.

 A maioria dos cristãos vai adaptando, em quase todos os seus trabalhos, a lei do menor esforço.

Muitos esperam pela visita pessoal de Jesus, no conforto das poltronas acolhedoras, outros fazem preces por intermédio dos discos.

  Há os que desejam comprar a tranquilidade celestial com as espórtulas generosas, como também os que sem nenhum trabalho, em si próprios, aguardam por intervenções sobrenaturais dos Mensageiros de Cristo pelo bem estar de sua vida.

Pergunta a ti mesmo se estás seguindo a Jesus ou apenas ao culto externo do teu modo de filiação ao Evangelho.

Isso é muito importante, porque levantar e renovar-se ainda é o nosso lema
*****************
Emmanuel
Chico Xavier 
Obra: Levantar e seguir 


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

RAIOU A LUZ

“O povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou.” –Mateus:-4-16

Referindo-se ao inicio da Sublime Missão de Jesus, o apóstolo Mateus classifica o Mestre como a Grande Luz que começava a brilhar para os que permaneciam estacionados nas trevas e para os que se conservavam na região de sombras da morte.
 Essa imagem fornece uma ideia geral da interpretação de planos em todos os centros da vida humana.

Na superfície do mundo desenvolvem-se os que se encontram na sombria noite de ignorância e esforçam-se os espíritos caídos nos resvaladouros do crime, mortos pelos erros cometidos, aspirando o dia sublime da redenção.

Semelhante paisagem, todavia, não abrange tão-somente os círculos das criaturas

que se revestem de envoltório material, porque é extensiva à grande quantidade de seres terrestres que militam nos labores do orbe, sem a indumentária dos homens encarnados.

O Mestre, pois, é o Orientador Supremo de todas as almas que permanecem ou transitam no mundo terreno.
Sua Luz Imortal é o tesouro imperecível da criaturas.

Os que aprendem ou resgatam, os que se curam ou que expiam encontram em Seu coração a claridade dos Caminhos Eternos.

A multidão que estaciona nas trevas da ignorância e as fileiras numerosas dos que foram detidos na região da morte pelo próprio erro devem compreender essa Luz que está brilhando aos seus olhos, desde vinte séculos.

Antes do Evangelho podia haver grande sombra, mas com o Cristo vibra a claridade resplandecente de novo dia.

Que saibamos compreender a missão dessa Luz, pois sabemos que toda manhã é um novo apelo ao
esforço da vida.
*************
Emmanuel 
Chico Xavier 
Obra: Levantar e seguir 


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Verbetes de Vida Eterna




FÉ - é a força da certeza que revigora a alma em qualquer situação.

ESPERANÇA - é a luz da visão capaz de nos mostrar a eternidade, extirpando de nós todas as inquietações.

HUMILDADE - é o espelho em que descobrimos a nossa pequenez diante do Universo, permitindo-nos assumir um lugar verdadeiro e tranquilo no palco da vida.

RENÚNCIA - é o propósito firme em que nos despojamos de nós mesmos, tomando caminho que, embora contrariando as nossas débeis preferências, conduz-nos mais depressa ao cume da perfeição.

SIMPLICIDADE - é a forma que encontramos para tornar suaves as provações e mais fácies as realizações nobilitantes do dia-a-dia.

CARIDADE - é o instrumento de uso permanente com o qual podemos lavrar a terra em que se erguerá a nossa própria felicidade.

MANSIDÃO - é a técnica que nos torna superiores a todas as agressões do mundo.

SERENIDADE - é a música agradável a todos os ouvidos, podendo transformar os nossos impulsos mais ásperos em gestos harmoniosos e eficazes.

PERDÃO - é a maneira pela qual reconhecemos de fato que o correão intrínseca de cada alma compete à Lei Divina.

SERVIR - é o modo de fazer que o esforço não seja inútil; seja sempre um ato de amor.

ALEGRIA - é o desabrochar da vida, em clima de constante renovação.

INDULGÊNCIA - é a caridade vestida de silêncio.

TRABALHO - é o comportamento que dignifica o espírito, fazendo-o colaborador de Deus.

AMOR - é o sentimento que melhor apresenta Deus em nós; é a manifestação mais comovedora e mais fiel da existência do Bem como força eterna e preponderante da Criação.
***************************************
André Luiz
Chico Xavier 
Obra: Dicionário da alma 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

ESTUDANDO A INFÂNCIA


O espírito – viajante da Eternidade – adormece no berço para acordar na sementeira, tanto quanto adormece no túmulo para acordar na colheita.

E o homem que amadurece na experiência terrena suspira por encontrar além da morte, braços amigos que o sustentem na grande romagem para a Divina Luz.

Todavia, cada criatura desperta, depois da morte, na região para a qual dirigiu os próprios passos.

Há quem reabra os olhos na paisagem reconfortante do amor e da alegria, consoante a alegria e ao amor que plantou na leira humana, mas também há quem se reconquiste em pleno espinheiro de aflição e sofrimento, segundo a aflição e o sofrimento que espalhou na própria estrada.

Por isso mesmo, é possível observar na própria Terra, a lei de correspondência, pela qual cada um responde pelas próprias obras.

Cada espírito renasce na posição que merece, de acordo com as dívidas ou aquisições a que se ajusta.

Há quem nasça no ódio com que intoxicou o próprio destino, como há quem retoma o corpo com as mesmas feridas que, ontem, estampou na própria alma.

Daí, o impositivo de entendermos na infância, não a estação de irresponsabilidade festiva, mas a hora favorável de abençoada preparação do futuro.

Receberemos, amanhã, na alma confiada às nossas mãos, aquilo que hoje lhe oferecemos.

Nossos filhos no mundo são consciências que gravitam em torno de nossa vida refletindo, agora ou mais tarde, o nosso devotamento ou a nossa deserção.
Não vale iludir a criança com a fantasia do dinheiro ou do privilégio; anestesiando-a na leviandade.

O lar é, antes de tudo, a escola do caráter e, somente quando os responsáveis por ele se entregarem, felizes, ao sacrifício próprio, para a vitória do amor, é que a vida na Terra será realmente de paz e trabalho, crescimento e progresso, porque o homem encontrará na criança as bases justas do programa da redenção.
**************************
Emmanuel
Chico Xavier 
Obra: Vida em vida