sábado, 30 de maio de 2020

Busca o equilíbrio



Este teu cansaço contínuo, acompanhado de insatisfação e de mau humor, é um sinal vermelho de perigo em tua vida.

Resulta da maneira irregular de como vens aplicando os teus recursos e energias, sem o competente refazimento.

Não te bastará dormir, dar descanso ao corpo, se permaneceres emocionalmente
inquieto, ansioso.

Assim, dá um balanço dos teus atos, medita em profundidade e perceberás que te está faltando o "pão do espírito", que nutre e reconforta.

Reorganiza vida e busca o equilíbrio,
enquanto é tempo.
🕊️🌼🕊️
Joanna de Ângelis







MENSAGEM DO ESE:

A ingratidão dos filhos e os laços de família (II)

Ó espíritas! compreendei agora o grande papel da Humanidade; compreendei que, quando produzis um corpo, a alma que nele encarna vem do espaço para progredir; inteirai-vos dos vossos deveres e ponde todo o vosso amor em aproximar de Deus essa alma; tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a cumprirdes. Os vossos cuidados e a educação que lhe dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem-estar futuro. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fizestes do filho confiado à vossa guarda? Se por culpa vossa ele se conservou atrasado, tereis como castigo vê-lo entre os Espíritos sofredores, quando de vós dependia que fosse ditoso. Então, vós mesmos, assediados de remorsos, pedireis vos seja concedido reparar a vossa falta; solicitareis, para vós e para ele, outra encarnação em que o cerqueis de melhores cuidados e em que ele, cheio de reconhecimento, vos retribuirá com o seu amor.

Não escorraceis, pois, a criancinha que repele sua mãe, nem a que vos paga com a ingratidão; não foi o acaso que a fez assim e que vo-la deu. Imperfeita intuição do passado se revela, do qual podeis deduzir que um ou outro já odiou muito, ou foi muito ofendido; que um ou outro veio para perdoar ou para expiar. Mães! abraçai o filho que vos dá desgostos e dizei convosco mesmas: Um de nós dois é culpado. Fazei-vos merecedoras dos gozos divinos que Deus conjugou à maternidade, ensinando aos vossos filhos que eles estão na Terra para se aperfeiçoar, amar e bendizer. Mas oh! muitas dentre vós, em vez de eliminar por meio da educação os maus princípios inatos de existências anteriores, entretêm e desenvolvem esses princípios, por uma culposa fraqueza, ou por descuido, e, mais tarde, o vosso coração, ulcerado pela ingratidão dos vossos filhos, será para vós, já nesta vida, um começo de expiação.
A tarefa não é tão difícil quanto vos possa parecer. Não exige o saber do mundo. Podem desempenhá-la assim o ignorante como o sábio, e o Espiritismo lhe facilita o desempenho, dando a conhecer a causa das imperfeições da alma humana.
Desde pequenina, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz da sua existência anterior. A estudá-los devem os pais aplicar-se. Todos os males se originam do egoísmo e do orgulho. Espreitem, pois, os pais os menores indícios reveladores do gérmen de tais vícios e cuidem de combatê-los, sem esperar que lancem raízes profundas. Façam como o bom jardineiro, que corta os rebentos defeituosos à medida que os vê apontar na árvore. Se deixarem se desenvolvam o egoísmo e o orgulho, não se espantem de serem mais tarde pagos com a ingratidão. Quando os pais hão feito tudo o que devem pelo adiantamento moral de seus filhos, se não alcançam êxito, não têm de que se inculpar a si mesmos e podem conservar tranqüila a consciência. À amargura muito natural que então lhes advém da improdutividade de seus esforços, Deus reserva grande e imensa consolação, na certeza de que se trata apenas de um retardamento, que concedido lhes será concluir noutra existência a obra agora começada e que um dia o filho ingrato os recompensará com seu amor. (Cap. XIII, nº 19.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIV, item 9.)
🌼🕊️🌼🕊️🌼🕊️🌼

SUPERIORIDADE


Jamais te consideres, em relação aos outros, em situação de superioridade.


Não converses oprimindo ou desconsiderando a opinião alheia.


Não menosprezes, ao teu lado, a presença do teu irmão.


Valoriza a quem, do ponto de vista social ou cultural, não se nivela a ti.


A ninguém trates com descaso ou indiferença.


Não imagines perda de tempo o minuto de atenção que concedas ao amigo que te procura.


O egoísta só se ocupa com aquilo que é de seu interesse.


Não te antecipes a quem esteja tentando explicar-se junto a ti, efetuando rodeios com a palavra.


A caridade que humilha é uma mão que se estende sobre o abismo e não uma ponte que se atravessa, encurtando distâncias.


Muitos gostariam tão-somente que os tratasses como teu igual, a fim de que se sentissem valorizados.


Modula, pois, inclusive, a tua voz, quando te sentires interpelado por alguém que aparentemente te incomode.


Dizem que os anjos encarregados por Deus de ouvir as preces que os genuflexos homens lhe endereçam da Terra, igualmente, se postam de joelhos.
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Dias Melhores - Irmão José

sexta-feira, 29 de maio de 2020

MUDANÇA: O VELHO X O NOVO



Não pense você que, pelo fato de ter sido de um jeito durante toda a sua vida, você não pode mudar. A qualquer momento é possível fazer uma reformulação dos valores internos e encarar a vida de outra forma. Basta não dar importância ao velho e permitir-se a renovação, acreditar nos potenciais que existem em você.

Ao mudar as estruturas mentais, você estará fazendo uma completa reformulação em sua vida. Mesmo que as situações ao redor continuem iguais, você vai encará-las de forma diferente. A mudança interior é fundamental para alterar o curso de sua existência.

Resta saber se você está mesmo disposto a se transformar ou se prefere continuar com a mesma cabeça.
 🌼🕊️🌼

Livro: Metafísica da Saúde, Volume 1: Sistemas Respiratório e Digestivo
Valcapelli, Gasparetto
Centro de Estudos Vida & Consciência Editora




MENSAGEM DO ESE:

Salvação dos ricos


Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou se prenderá a um e desprezará o outro. Não podeis servir simultaneamente a Deus e a Mamon. (S. LUCAS, cap. XVI, v. 13.)

Então, aproximou-se dele um mancebo e disse: Bom mestre, que bem devo fazer para adquirir a vida eterna? — Respondeu Jesus: Por que me chamas bom? Bom, só Deus o é.

 Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos. — Que mandamentos? retrucou o mancebo. Disse Jesus: Não matarás; não cometerás adultério; não furtarás; não darás testemunho falso. — Honra a teu pai e a tua mãe e ama a teu próximo como a ti mesmo.

O moço lhe replicou: Tenho guardado todos esses mandamentos desde que cheguei à mocidade. Que é o que ainda me falta? — Disse Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me.

Ouvindo essas palavras, o moço se foi todo tristonho, porque possuía grandes haveres. — Jesus disse então a seus discípulos: Digo-vos em verdade que bem difícil é que um rico entre no reino dos céus. — Ainda uma vez vos digo: É mais fácil que um camelo passe pelo buraco de uma agulha, do que entrar um rico no reino dos céus. 

(S. MATEUS, cap. XIX, vv. 16 a 24. — S. LUCAS, cap. XVIII, vv. 18 a 25. — S. MARCOS, cap. X, vv. 17 a 25.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, itens 1 e 2.)

quinta-feira, 28 de maio de 2020

O lado bom


Exila das províncias da tua vida
a maldade.

Rebate o pensamento doentio com o saudável;
corta a rede perniciosa das suspeitas
injustificáveis com a tesoura da
confiança no teu próximo.

É tormentoso viver armado contra os outros,
ver primeiro o lado negativo,
detectar a imperfeição.

Ninguém há, na Terra, sem defeitos,
como não existe uma só pessoa
que não possua também
virtude, por pior que este indivíduo seja.
Procura o lado bom de todos
e te descobrirás bem,
renovado e afável.
🌼🕊️🌼
Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Obra: Vida feliz
🌼🕊️🌼




MENSAGEM DO ESE:

Preservar-se da avareza

Então, no meia do turba, um homem lhe disse: Mestre, dize a meu irmão que divida comigo a herança que nos tocou. — Jesus lhe disse: Ó homem! quem me designou para vos julgar, ou para fazer as vossas partilhas? — E acrescentou: Tende o cuidado de preservar-vos de toda a avareza, seja qual for a abundância em que o homem se encontre, sua vida não depende dos bens que ele possua.

Disse-lhes a seguir esta parábola: Havia um rico homem cujas terras tinham produzido extraordinariamente — e que se entretinha a pensar consigo mesmo, assim: Que hei de fazer, pois já não tenho lugar onde possa encerrar tudo o que vou colher? — Aqui está, disse, o que farei: Demolirei os meus celeiros e construirei outros maiores, onde porei toda a minha colheita e todos os meus bens. — E direi a minha alma: Minha alma, tens de reserva muitos bens para longos anos; repousa, come, bebe, goza. Mas, Deus, ao mesmo tempo, disse ao homem: Que insensato és! Esta noite mesmo tomar-te-ão a alma; para que servirá o que acumulaste?
É o que acontece àquele que acumula tesouros para si próprio e que não é rico diante de Deus.
 (S. LUCAS, cap. XII, vv. 13 a 21.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 3.

🌼🕊️🌼

Aprender e Retificar



Não há experiência sem preço.


Tudo na vida corresponde a certo resultado.


Por isso mesmo, conhecemos no mundo o verbo aprender e o verbo retificar.


A escolha determina o trabalho.


O trabalho mede as qualidades do espírito.


Um homem demandará um diploma universitário que lhe confira direito ao exercício nessa ou naquela profissão liberal.


Com semelhante desígnio, porém, não atinge a meta à custa de expectação e votos ardentes.


O programa a concretizar-se requer estudo, com larga despesa de atividade e atenção.


Anos a fio são gastos naturalmente em disciplina, até que a láurea lhe consagre a tarefa.


É isso verdadeiramente aprender. Mas se o profissional abusa do título conquistado para ferir os outros, é justo assuma compromissos perante a vida que somente no labor da expiação conseguirá redimir.


Temos aqui o reajuste em ação, compelindo a criatura em genuíno retificar.


Diante do sofrimento, é imperioso esquecer a antiga noção do crime e castigo, porquanto a evolução não aparece na calha da gratuidade.


Refazimento é reequilíbrio.


Toda educação pede renúncia e todo aprimoramento pede serviço.


A paz verdadeira nunca foi prêmio à ociosidade.


Todas as grandes realizações clamam por grandes lutas.


Em razão disso, se é certo que ressarciremos com mais trabalho os benefícios da vida de que estejamos abusando, é preciso saibamos escolher, com determinação e firmeza, o caminho do esforço máximo na exaltação do bem, a fim de que sejamos considerados, perante a Lei, na condição de operários fiéis ao salário da Eterna Luz
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Do Livro: Nascer e Renascer – Psicografia de Francisco C. Xavier – pelo Espírito Emmanuel

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Embalagem Verbal



Nota com que revestes
O que escreves ou falas.

Aspereza no verbo
Cria mais aspereza.

Sarcasmo na palavra
Gera obscenidade.

Muita gente adoece
Da emoção maltratada.

Nem doçura demais,
Nem crônico azedume.

O conselho só vale
Na embalagem que mostra.
🌼🕊️🌼
Emmanuel - Do livro: Doutrina Escola, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos



MENSAGEM DO ESE:

A paciência

A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu.

Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.

A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.

Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo. 

— Um Espírito amigo. (Havre, 1862.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IX, item 7.)

🕊️🌼🕊️

Façamos silêncio


Em meio ao burburinho ensurdecedor onde todos falam e nada se pode escutar, nos afastemos do gládio acalourado das palavras, nos recolhendo ao cantinho honroso de nossa insignificância, e humildemente façamos silêncio! 

Sobre pesadas refregas verbais, onde forças contrárias digladiam entre si, não poupando nem a razão e tão pouco o bom senso, afastemo-nos sem demoras do gládio desnecessário das palavras, e humildemente façamos silêncio! 

Perante os inimigos ferrenhos, que se levantam odiosos no interior do lar, ainda recalcitrantes sobre passados escabrosos, a nos arremessar o punhal fino das palavras, saibamos nos afastar do ricochete ferino das intenções, e humildemente façamos silêncio! 

Perante os inimigos seculares que nos espreitam pelas vias comuns da vida, ansiosos por travar disputas acaloradas no campo das palavras, roubando-nos a paz e dilapidando o nosso equilíbrio, saibamos nos afastar destas provocações maliciosas e mesquinhas, e humildemente façamos silêncio. 

Nas horas do dia em que a ansiedade quiser nos roubar a paz, arrojando-nos por sobre as discussões estéreis e improdutivas em torno do nada ou de coisa nenhuma, saibamos identificar a cilada das palavras, afastando-nos do caos destas discussões tão maléficas ao equilíbrio, e humildemente façamos silêncio. 
E em fazendo silêncio, não deixemos a nossa mente ziguezaguear pelos pedregais do ódio, da raiva e das vinganças torpes. Imediatamente valendo-nos da profilaxia do silêncio, aproveitemos estes instantes para humildemente voltarmos ao Evangelho de Jesus, recordando o Meigo amigo a nos dizer: 

"Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno."*

Alma querida, saibamos trabalhar a humildade do silêncio, administrar o silêncio e valorizar o silêncio interior, lembrando que nas bocas vigilantes, não penetram as moscas do arrependimento. 

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Scheilla
*MT 5.37
Médium
J Avellar

terça-feira, 26 de maio de 2020

A Provação


A provação que se nos revela de impacto assemelha-se a golpe destruidor.

Quando isso, porventura, te aconteça, é natural que sofras e chores; entretanto, não te fixes em qualquer condição negativa. 

Prossegue nas tarefas que a Sabedoria da Vida te confiou.

Recorda: quando uma bomba explode numa longa vereda talhada na pedra, quase sempre surgem janelas abertas nas paredes da rocha, pelas quais é possível descortinar amplos caminhos que mais facilmente trilharemos em busca de paz e de elevação.
🌺🌷🌺
Emmanuel
Chico Xavier




MENSAGEM DO ESE:

Os superiores e os inferiores

A autoridade, tanto quanto a riqueza, é uma delegação de que terá de prestar contas aquele que se ache dela investido. Não julgueis que lhe seja ela conferida para lhe proporcionar o vão prazer de mandar; nem, conforme o supõe a maioria dos potentados da Terra, como um direito, uma propriedade. Deus, aliás, lhes prova constantemente que não é nem uma nem outra coisa, pois que deles a retira quando lhe apraz. Se fosse um privilégio inerente às suas personalidades, seria inalienável. A ninguém cabe dizer que uma coisa lhe pertence, quando lhe pode ser tirada sem seu consentimento. Deus confere a autoridade a título de missão, ou de prova, quando o entende, e a retira quando julga conveniente.

Quem quer que seja depositário de autoridade, seja qual for a sua extensão, desde a do senhor sobre o seu servo, até a do soberano sobre o seu povo, não deve olvidar que tem almas a seu cargo; que responderá pela boa ou má diretriz que dê aos seus subordinados e que sobre ele recairão as faltas que estes cometam, os vícios a que sejam arrastados em conseqüência dessa diretriz ou dos maus exemplos, do mesmo modo que colherá os frutos da solicitude que empregar para os conduzir ao bem. Todo homem tem na Terra uma missão, grande ou pequena; qualquer que ela seja, sempre lhe é dada para o bem; falseá-la em seu princípio é, pois, falir ao seu desempenho.
Assim como pergunta ao rico: “Que fizeste da riqueza que nas tuas mãos devera ser um manancial a espalhar a fecundidade ao teu derredor”, também Deus inquirirá daquele que disponha de alguma autoridade: “Que uso fizeste dessa autoridade? Que males evitaste? Que progresso facultaste? Se te dei subordinados, não foi para que os fizesses escravos da tua vontade, nem instrumentos dóceis aos teus caprichos ou à tua cupidez; fiz-te forte e confiei-te os que eram fracos, para que os amparasses e ajudasses a subir ao meu seio.”

O superior, que se ache compenetrado das palavras do Cristo, a nenhum despreza dos que lhe estejam submetidos, porque sabe que as distinções sociais não prevalecem às vistas de Deus. Ensina-lhe o Espiritismo que, se eles hoje lhe obedecem, talvez já lhe tenham dado ordens, ou poderão dar-lhas mais tarde, e que ele então será tratado conforme os haja tratado, quando sobre eles exercia autoridade.

Mas, se o superior tem deveres a cumprir, o inferior, de seu lado, também os tem e não menos sagrados. Se for espírita, sua consciência ainda mais imperiosamente lhe dirá que não pode considerar-se dispensado de cumpri-los, nem mesmo quando o seu chefe deixe de dar cumprimento aos que lhe correm, porquanto sabe muito bem não ser lícito retribuir o mal com o mal e que as faltas de uns não justificam as de outrem. Se a sua posição lhe acarreta sofrimentos, reconhecerá que sem dúvida os mereceu, porque, provavelmente, abusou outrora da autoridade que tinha, cabendo-lhe, portanto, experimentar a seu turno o que fizera sofressem os outros. Se se vê forçado a suportar essa posição, por não encontrar outra melhor, o Espiritismo lhe ensina a resignar-se, como constituindo isso uma prova para a sua humildade, necessária ao seu adiantamento. Sua crença lhe orienta a conduta e o induz a proceder como quereria que seus subordinados procedessem para com ele, caso fosse o chefe. Por isso mesmo, mais escrupuloso se mostra no cumprimento de suas obrigações, pois compreende que toda negligência no trabalho que lhe está determinado redunda em prejuízo para aquele que o remunera e a quem deve ele o seu tempo e os seus esforços. Numa palavra: solicita-o o sentimento do dever, oriundo da sua fé, e a certeza de que todo afastamento do caminho reto implica uma dívida que, cedo ou tarde, terá de pagar.

 — François-Nicolas-Madeleine, Cardeal Morlot. (Paris, 1863.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 9.)


PARA RENOVAR-NOS.....



Não espere viver sem problemas, de vez que problemas são ingredientes de evolução, necessários ao caminho de todos.


Ante os próprios erros, não descambe para o desculpismo e sim enfrente as consequências deles, a fim de retificar-se, como quem aproveite pedras para construção mais sólida.


Não perca tempo e serenidade perante as prováveis decepções da estrada, porquanto aqueles que supõem decepcioná-lo estão decepcionando a si mesmos.


Reflita sempre antes de agir, a fim de que seus atos sejam conscientizados. Não exija perfeição nos outros e nem mesmo em você, mas procure melhorar-se quanto possível.


Simplifique seus hábitos. Experimente humildade e silêncio, toda vez que a violência ou a irritação apareçam em sua área.


Comunique seus obstáculos apenas aos corações amigos que se mostrem capazes de auxiliar em seu benefício com discrição e bondade.


Diante dos próprios conflitos, não tente beber ou dopar-se, buscando fugir da própria mente, porque de toda ausência indébita você voltará aos estragos ou necessidades que haja criado no mundo íntimo, a fim de saná-los.,


Lembre-se de que você é um espírito eterno e, se você dispõe da paz na consciência, estará sempre inatingível a qualquer injúria ou perturbação. 
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André Luiz
do livro "Coragem"
Francisco Cândido Xavier



segunda-feira, 25 de maio de 2020

Cinco preciosidades



Na Sua infinita bondade, Deus providenciou que nosso corpo fosse feito maravilhosamente, com sentidos que nos ajudam a perceber Suas obras e ter prazer com elas.

Se estamos ouvindo esta mensagem, é porque somos dotados do sentido da audição.

Graças a essa preciosidade, podemos notar as nuances de tom de voz de uma pessoa querida, o sussurro do vento entre as árvores, o farfalhar das folhas caídas, roçando o chão, a risada gostosa de uma criancinha.

E quantas emoções nos são propiciadas graças à audição? A doçura da canção de ninar, o encanto de uma sinfonia, a cadência ritmada dos versos de um poema, uma declaração de amor.

Mas Deus, que nos criou no íntimo de nosso ser e nos teceu no ventre de nossa mãe, nos brindou ainda com o sentido da visão.
É Ele que nos proporciona momentos agradáveis de contemplação da natureza.
Graças à visão, nos extasiamos com as bochechas coradas de uma criança feliz; com a chuva caindo sobre os campos; o vermelho, dourado e violeta do pôr do sol; a escala de cores do arco-íris.

Tudo graças ao olho humano, que é capaz de distinguir mais de trezentas mil cores!
Artefato inimaginável, próprio de um Deus infinito em Seus atributos.

Um Deus que se esmerou ainda mais e nos deu o olfato, que nos permite distinguir uns dez mil odores: o aroma da nossa comida favorita; o delicado perfume da violeta, que se distingue do jasmim, do cravo, da sutileza da camélia, da exuberância da lavanda.

Quem já não se extasiou com o cheiro da terra molhada pelas primeiras gotículas da chuva?

E que se dizer, então, do tato? Esse sentido que nos permite sentir a brisa suave no rosto, o abraço caloroso de quem amamos...
O tato que nos permite sentir o aveludado pelo do gato manhoso, que se espreguiça na tarde quente. Também a aspereza da lixa e a suavidade de uma fruta.

E basta que demos uma mordida numa fruta para que entre em ação o paladar. Nossa boca é inundada por uma mistura de sabores sutis, à medida que as papilas gustativas captam a sua complexa composição química.

De fato, temos motivos de sobra para exclamar com o salmista: Quão abundante é a Tua bondade, ó Deus!
* * *
É bom que pensemos a respeito dessas preciosidades que são os nossos cinco sentidos para que os utilizemos de forma mais plena.

Portanto, que nossos olhos saibam descobrir a beleza, o encanto da manhã que se lança, luminosa, espancando a noite.
Que nossos ouvidos se aprimorem na captação dos sons mais delicados, descobrindo a gota que cai, devagar, escorrendo da nuvem preguiçosa, o canto longínquo de alguém saudoso...

Que nosso olfato se detenha na descoberta de aromas sempre novos que a natureza oferece.

Que nosso tato se aprimore no abraço, na carícia, no aperto de mão espontâneo e fraterno.

E, quando estivermos à mesa, sentindo o sabor que nos causa prazer, lembremos de Deus e aprendamos a louvá-lo enquanto nos deliciamos com a pizza, o cachorro-quente, o sanduíche predileto, o sorvete, o arroz com feijão.

Aprendamos a agradecer ao Pai por nos ter oferecido, para nosso prazer na Terra essas cinco gemas preciosas.

Pensemos nisso hoje, amanhã e sempre.
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Redação do Momento Espírita, com citação do Salmo 31, versículo 19.
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FORMATAÇÃO E PESQUISA: MILTER 24-05-2020







MENSAGEM DO ESE:


Candeia sob o alqueire. Porque fala Jesus por parábolas (II)

Se, pois, em sua previdente sabedoria, a Providência só gradualmente revela as verdades, é claro que as desvenda à proporção que a Humanidade se vai mostrando amadurecida para as receber. Ela as mantém de reserva e não sob o alqueire. Os homens, porém, que entram a possuí-las, quase sempre as ocultam do vulgo com o intento de o dominarem.
São esses os que, verdadeiramente, colocam a luz debaixo do alqueire. É por isso que todas as religiões têm tido seus mistérios, cujo exame proíbem. Mas, ao passo que essas religiões iam ficando para trás, a Ciência e a inteligência avançaram e romperam o véu misterioso. Havendo-se tornado adulto, o vulgo entendeu de penetrar o fundo das coisas e eliminou de sua fé o que era contrário à observação.
Não podem existir mistérios absolutos e Jesus está com a razão quando diz que nada há secreto que não venha a ser conhecido. Tudo o que se acha oculto será descoberto um dia e o que o homem ainda não pode compreender lhe será sucessivamente desvendado, em mundos mais adiantados, quando se houver purificado. Aqui na Terra, ele ainda se encontra em pleno nevoeiro.

Pergunta-se: que proveito podia o povo tirar dessa multidão de parábolas, cujo sentido se lhe conservava impenetrável? É de notar-se que Jesus somente se exprimiu por parábolas sobre as partes de certo modo abstratas da sua doutrina. Mas, tendo feito da caridade para com o próximo e da humildade condições básicas da salvação, tudo o que disse a esse respeito é inteiramente claro, explícito e sem ambigüidade alguma. Assim devia ser, porque era a regra de conduta, regra que todos tinham de compreender para poderem observá-la. Era o essencial para a multidão ignorante, à qual ele se limitava a dizer: “Eis o que é preciso se faça para ganhar o reino dos céus.” Sobre as outras partes, apenas aos discípulos desenvolvia o seu pensamento. Por serem eles mais adiantados, moral e intelectualmente, Jesus pôde iniciá-los no conhecimento de verdades mais abstratas. Daí o haver dito: Aos que já têm, ainda mais se dará.
Entretanto, mesmo com os apóstolos, conservou-se impreciso acerca de muitos pontos, cuja completa inteligência ficava reservada a ulteriores tempos. Foram esses pontos que deram ensejo a tão diversas interpretações, até que a Ciência, de um lado, e o Espiritismo, de outro, revelassem as novas leis da Natureza, que lhes tornaram perceptível o verdadeiro sentido.
O Espiritismo, hoje, projeta luz sobre uma imensidade de pontos obscuros; não a lança, porém, inconsideradamente. Com admirável prudência se conduzem os Espíritos, ao darem suas instruções. Só gradual e sucessivamente consideraram as diversas partes já conhecidas da Doutrina, deixando as outras partes para serem reveladas à medida que se for tornando oportuno fazê-las sair da obscuridade. Se a houvessem apresentado completa desde o primeiro momento, somente a reduzido número de pessoas se teria ela mostrado acessível; houvera mesmo assustado as que não se achassem preparadas para recebê-la, do que resultaria ficar prejudicada a sua propagação. Se, pois, os Espíritos ainda não dizem tudo ostensivamente, não é porque haja na Doutrina mistérios em que só alguns privilegiados possam penetrar, nem porque eles coloquem a lâmpada debaixo do alqueire; é porque cada coisa tem de vir no momento oportuno. Eles dão a cada idéia tempo para amadurecer e propagar-se, antes que apresentem outra, e aos acontecimentos o de preparar a aceitação dessa outra.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXIV, itens 5 a 7.)


NÃO DESISTAS DE TI


Se recaíste no erro, não desistas de Ti.


Procura ser mais forte.


Ninguém se renova intimamente, sem sedimentar convicções.


Resiste com mais empenho ao assédio da tentação.


Pensa, cotidianamente, na transitoriedade das coisas às quais ainda te prendes.


Todo prazer é fugaz.


Por um minuto de ilusória ventura, não vale a pena conviver com o remorso por tempo indefinido.


Ore com mais empenho, pedindo maior suplemento de forças ao Alto.


Recomeça, exaustivamente, no propósito de acertar.


Mesmo quando se trate de descondicionar-te do mal a que te habituaste, a Lei Divina não comete violência
.
A taça transbordante de vinho se transubstanciará em fel aos teus lábios.


Ninguém se opõe aos alvitres da consciência sem que, inevitavelmente, se frustre. 
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Dias Melhores - Irmão José

domingo, 24 de maio de 2020

Em sintonia com o Pai



Esforça-te por viveres de tal forma que teu 
mundo íntimo seja mais tangível do que os 
aparentemente irresistíveis embates do 
mundo exterior.

 A verdade nunca está fora do teu ser Esforça-te por viveres de tal forma que o viço da esperança e da boa vontade jamais se apaguem da tua personalidade.

O verdadeiro sentido da existência é conseqüência desse teu esforço permanente em te remodelares e te redescobrires como herdeiro legítimo da herança imperecível que o Pai celestial a ti concedeu.

Empenha-te em posicionares teu ideal de elevação acima dos torvelinhos das paixões e dos arrastamentos do mundo.

Nunca consintas que outros interesses desviem teus passos da senda da caridade. Ocupa tua mente e teu coração com as perspectivas de melhor aprimorar-te no bem a ser feito.

A Luz da Vida em teu ser será sempre o galardão com que a caridade, por ti realizada, ornamentará tua essência espiritual.

Recorda que a oração e a meditação são teus escudos. 

Nunca é demais resguardar-te na prece e nela acalentares teus propósitos e decisões.

Ainda que tudo te pareça perdido, sempre será tempo de te recolheres em sintonia com o Criador.

Esforça-te por viveres de tal forma que teu mundo íntimo seja mais tangível do que os aparentemente irresistíveis embates do mundo exterior. 

A verdade nunca está fora do teu ser.

Ao te habituares a viver em sintonia com tua natureza espiritual mais elevada, que é o reino do bem em ti, tornar-te-ás forte o 
suficiente para venceres os desequilíbrios do mundo, pois andarás em sintonia com o Pai.

E foi por viver e agir assim que o Senhor da messe nos exortou:

"Tende fé. 
Eu venci o mundo".
🌷🌺🌷
Consciência Espírita




MENSAGEM DO ESE:

Aliança da Ciência e da Religião

A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e a outra as do mundo moral. Tendo, no entanto, essas leis o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. Se fossem a negação uma da outra, uma necessariamente estaria em erro e a outra com a verdade, porquanto Deus não pode pretender a destruição de sua própria obra. A incompatibilidade que se julgou existir entre essas duas ordens de idéias provém apenas de uma observação defeituosa e de excesso de exclusivismo, de um lado e de outro. Daí um conflito que deu origem à incredulidade e à intolerância.

São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo têm de ser completados; em que o véu intencionalmente lançado sobre algumas partes desse ensino tem de ser levantado; em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, tem de levar em conta o elemento espiritual e em que a Religião, deixando de ignorar as leis orgânicas e imutáveis da matéria, como duas forças que são, apoiando-se uma na outra e marchando combinadas, se prestarão mútuo concurso. Então, não mais desmentida pela Ciência, a Religião adquirirá inabalável poder, porque estará de acordo com a razão, já se lhe não podendo mais opor a irresistível lógica dos fatos.

A Ciência e a Religião não puderam, até hoje, entender-se, porque, encarando cada uma as coisas do seu ponto de vista exclusivo, reciprocamente se repeliam. Faltava com que encher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse. Esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o Universo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo, leis tão imutáveis quanto as que regem o movimento dos astros e a existência dos seres. Uma vez comprovadas pela experiência essas relações, nova luz se fez: a fé dirigiu-se à razão; esta nada encontrou de ilógico na fé: vencido foi o materialismo. Mas, nisso, como em tudo, há pessoas que ficam atrás, até serem arrastadas pelo movimento geral, que as esmaga, se tentam resistir-lhe, em vez de o acompanharem. É toda uma revolução que neste momento se opera e trabalha os espíritos. Após uma elaboração que durou mais de dezoito séculos, chega ela à sua plena realização e vai marcar uma nova era na vida da Humanidade. Fáceis são de prever as conseqüências: acarretará para as relações sociais inevitáveis modificações, às quais ninguém terá força para se opor, porque elas estão nos desígnios de Deus e derivam da lei do progresso, que é lei de Deus.


(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, item 8.)

sábado, 23 de maio de 2020

PETIÇÃO DO SERVO



SENHOR!

 Em verdade, não posso ser a lâmpada que clareia oc caminho mas se me amparas, consigo ser a candeia singela capaz de
orientar o rumo de algum viajante transviado na floresta da vida. 

Não possos a fonte que dessedenta quantos atravessem as estradas do
mundo, no entanto, se me auxilias, consigo ser a concha de água limpa,
suscetível de socorrer um doente relegado ao abandono.

Não posso ser a árvore benfeitora que se entrega ao faminto em plenitude de bondade, entretanto, se me ajudas, posso ser a migalha de amor que suprima a penúria de um companheiro desfaleceste de angústia.

Não posso ser a casa acolhedora que albergue todos os deserdados
da Terra, entregues às surpresas amargas da noite, mas, se me apóias,
consigo ser a mão que se estende ao amigo menos feliz para doar-lhe o
calor de tua bênção e dizer-lhe ao coração abatido: - "Deus te abençoe."

Senhor, reconheço-me pequenino servo de tua causa, no entanto,
contigo, a esperança brilhará em minha alma e, com semelhante
amparo, seguirei à frente, trabalhando e servindo, no bendito
anonimato de minha pequenez, a fim de louvar-te sempre e esperar,
agindo e abençoando, a construção da Terra Mais Feliz.
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Des Touches
Chico Xavier




MENSAGEM DO ESE:

A caridade material e a caridade moral (II)

Meus amigos, a muitos dentre vós tenho ouvido dizer: Como hei de fazer caridade, se amiúde nem mesmo do necessário disponho?

Amigos, de mil maneiras se faz a caridade. Podeis fazê-la por pensamentos, por palavras e por ações. Por pensamentos, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem se acharem sequer em condições de ver a luz. Uma prece feita de coração os alivia. Por palavras, dando aos vossos companheiros de todos os dias alguns bons conselhos, dizendo aos que o desespero, as privações azedaram o ânimo e levaram a blasfemar do nome do Altíssimo: “Eu era como sois; sofria, sentia-me desgraçado, mas acreditei no Espiritismo e, vede, agora, sou feliz.” Aos velhos que vos disserem: “É inútil; estou no fim da minha jornada; morrerei como vivi”, dizei: “Deus usa de justiça igual para com todos nós; lembrai-vos dos obreiros da última hora.” Às crianças já viciadas pelas companhias de que se cercaram e que vão pelo mundo, prestes a sucumbir às más tentações, dizei: “Deus vos vê, meus caros pequenos”, e não vos canseis de lhes repetir essas brandas palavras. Elas acabarão por lhes germinar nas inteligências infantis e, em vez de vagabundos, fareis deles homens. Também isso é caridade.

Dizem, outros dentre vós: “Ora! somos tão numerosos na Terra, que Deus não nos pode ver a todos.” Escutai bem isto, meus amigos: Quando estais no cume da montanha, não abrangeis com o olhar os bilhões de grãos de areia que a cobrem? Pois bem: do mesmo modo vos vê Deus. Ele vos deixa usar do vosso livre-arbítrio, como vós deixais que esses grãos de areia se movam ao sabor do vento que os dispersa. Apenas, Deus, em sua misericórdia infinita, vos pôs no fundo do coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência. Escutai-a, que somente bons conselhos ela vos dará. Às vezes, conseguis entorpecê-la, opondo-lhe o espírito do mal. Ela, então, se cala. Mas, ficai certos de que a pobre escorraçada se fará ouvir, logo que lhe deixardes aperceber-se da sombra do remorso. Ouvi-a, interrogai-a e com freqüência vos achareis consolados com o conselho que dela houverdes recebido.
Meus amigos, a cada regimento novo o general entrega um estandarte. Eu vos dou por divisa esta máxima do Cristo: “Amai-vos uns aos outros.” Observai esse preceito, reuni-vos todos em torno dessa bandeira e tereis ventura e consolação.

 – Um Espírito protetor. (Lião, 1860.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 10.)
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RISCOS E DESAFIOS



A reencarnação é teste severo para aprendizagem superior, assinalada por incontáveis riscos e desafios constantes, que a podem pôr a perder de um para outro instante.


O véu carnal, que obscurece o discernimento da realidade maior, impede, muitas vezes, se a pessoa não é afeiçoada à reflexão, que se adote o comportamento correto diante das inúmeras pressões que confundem a razão e o sentimento, gerando muitas dificuldades.


Eis por que o hábito da meditação, da análise cuidadosa antes de determinadas decisões, senão de quase todas, tornam-se indispensáveis.


Pensar duas vezes antes de agir, como assevera o refrão popular, é atitude de equilíbrio.
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Livro: Trilhas da Libertação
Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda
FEB – Federação Espírita Brasileira

sexta-feira, 22 de maio de 2020

O Tesouro Difícil



Certo homem interessado no aprimoramento próprio, rogou a Deus lhe permitisse a busca das qualidades nobres que os sábios nomeiam como sendo as que fazem jorrar fontes de luz nas profundezas da alma e, aprovado na solicitação, iniciou o seu longo itinerário no Espaço e no Tempo. 

De começo, pediu a compreensão da beneficência, nasceu abastado, e, sem dificuldade, repartiu bens e valores diversos, transformando-se em benfeitor da comunidade. Regressou à Vida Maior e solicitou a luz do discernimento; corporificou-se em família generosa que lhe facultou as melhores oportunidades de estudo e adquiriu, sem sacrifício, a faculdade de penetrar o sentido das pessoas e das situações.

Em seguida, almejou a aquisição de poderes artísticos e, sem maiores esforços, converteu-se em artista famoso.

Logo após, quis o dom da simplicidade; retomou a experiência humana, num lar modesto e aprendeu facilmente a manter-se em paz e alegria com o mínimo de recursos.

Sem delongas, pediu o carisma da autoridade e renasceu numa casa que lhe amparou o ideal, auxiliando-o a se fazer respeitável e atencioso juiz.

Desejou depois explicar as leis da vida e retornou ao Plano Físico nas condições necessárias e, em curta faixa de tempo, transfigurou-se em nobre orador, elucidando a indagações do mundo sobre as realidades do espírito.

Mas, realizadas tantas aspirações, rogou a Deus o tesouro da paciência e, com a Permissão Divina, segundo afirmam dedicados Instrutores Espirituais até hoje, esse mesmo homem já voltou à Terra através de reencarnação a reencarnação, durante oitocentos anos, e, quanto ao tesouro da paciência, nada conseguiu.
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Marcadores: Chico Xavier, Escultores de Almas, Francisco Cândido Xavier, Meimei, O tesouro difícil, regeneração do bem




MENSAGEM DO ESE:

A verdadeira propriedade

O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo. Do que encontra ao chegar e deixa ao partir goza ele enquanto aqui permanece. Forçado, porém, que é a abandonar tudo isso, não tem das suas riquezas a posse real, mas, simplesmente, o usufruto. Que é então o que ele possui? Nada do que é de uso do corpo; tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Isso o que ele traz e leva consigo, o que ninguém lhe pode arrebatar, o que lhe será de muito mais utilidade no outro mundo do que neste. Depende dele ser mais rico ao partir do que ao chegar, visto como, do que tiver adquirido em bem, resultará a sua posição futura. Quando alguém vai a um país distante, constitui a sua bagagem de objetos utilizáveis nesse país; não se preocupa com os que ali lhe seriam inúteis. Procedei do mesmo modo com relação à vida futura; aprovisionai-vos de tudo o de que lá vos possais servir.

Ao viajante que chega a um albergue, bom alojamento é dado, se o pode pagar. A outro, de parcos recursos, toca um menos agradável. Quanto ao que nada tenha de seu, vai dormir numa enxerga. O mesmo sucede ao homem, a sua chegada no mundo dos Espíritos: depende dos seus haveres o lugar para onde vá. Não será, todavia, com o seu ouro que ele o pagará. Ninguém lhe perguntará: Quanto tinhas na Terra? Que posição ocupavas? Eras príncipe ou operário? Perguntar-lhe-ão: Que trazes contigo? Não se lhe avaliarão os bens, nem os títulos, mas a soma das virtudes que possua. Ora, sob esse aspecto, pode o operário ser mais rico do que o príncipe. Em vão alegará que antes de partir da Terra pagou a peso de ouro a sua entrada no outro mundo. Responder-lhe-ão: Os lugares aqui não se compram: conquistam-se por meio da prática do bem. Com a moeda terrestre, hás podido comprar campos, casas, palácios; aqui, tudo se paga com as qualidades da alma. És rico dessas qualidades? Sê bem-vindo e vai para um dos lugares da primeira categoria, onde te esperam todas as venturas. És pobre delas? Vai para um dos da última, onde serás tratado de acordo com os teus haveres. 

— Pascal. (Genebra, 1860.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 9.)

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Cooperação Encadeada


O tema do aperfeiçoamento, imaginai a Terra na condição de grande pirâmide.

Os conhecimentos edificantes descem do ápice para a base, espalhando-se a benefício de todos.

Se já aceitastes a imortalidade da vida e se percebeis a Presença Divina, em todos os recantos da Natureza, propiciando-vos os ingredientes que se vos fazem necessários à evolução, sois chamados a disseminar os valores espirituais a que nos referimos.

Nomeados para auxiliar aos nossos companheiros que ainda se desorientam nas sombras da retaguarda, aceitai os vossos encargos com alegria.

Sendo nós, – amigos desencarnados, – os trabalhadores que recolhem do Mais Alto os ensinamentos que nos são confiados, sois naturalmente os intérpretes da nossa tarefa, com a obrigação de comunicar aos outros, especialmente aos irmãos que se demoram em cegueira espiritual, os conhecimentos que nos impulsionarão para os cimos da vida.

Somos filtros das idéias e lições dos missionários de revelações maiores, enquanto sois os filtros, ao nosso dispor, na obra do auxilio espiritual a milhões de criaturas.

Não vos surpreendais, nem vos assusteis, porque o servidor fiel será sempre digno da assistência que necessite receber.

Iniciai a vossa realização, alijando da própria alma os resquícios de quaisquer sentimentos que vos desunam, entendendo que a união ser-vos-á de harmonia e força.

Não se vos pede sacrifícios para os quais já se sabe que não sois capazes.

Sobretudo, compreendei e amai sempre, transmitindo os vossos recursos de amor a todos os seres da Criação.

Inútil esperar milagres que a lei de seqüência não sanciona.

Tantos quanto nós, os companheiros desencarnados que vos assistem, estamos encarregados de abrir caminho para a sublimação, todos estais convocados para o serviço de auxilio aos irmãos que nos acompanham a trajetória à busca do conhecimento libertador.

Convencei-vos, quanto a isso e trabalhai amando, quanto puderdes, sabendo sempre que os anjos não virão ao mundo para servirem nosso lugar.
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Batuíra
Chico Xavier




MENSAGEM DO ESE:

Parábola da figueira que secou

Quando saíam de Betânia, ele teve fome; e, vendo ao longe uma figueira, para ela encaminhou-se, a ver se acharia alguma coisa; tendo-se, porém, aproximado, só achou folhas, visto não ser tempo de figos. Então, disse Jesus à figueira: Que ninguém coma de ti fruto algum, o que seus discípulos ouviram. — No dia seguinte, ao passarem pela figueira, viram que secara até à raiz. — Pedro, lembrando-se do que dissera Jesus, disse: Mestre, olha como secou a figueira que tu amaldiçoaste. — Jesus, tomando a palavra, lhes disse: Tende fé em Deus. — Digo-vos, em verdade, que aquele que disser a esta montanha: Tira-te daí e lança-te ao mar, mas sem hesitar no seu coração, crente, ao contrário, firmemente, de que tudo o que houver dito acontecerá, verá que, com efeito, acontece. (S. MARCOS, cap. XI, vv. 12 a 14 e 20 a 23.)
A figueira que secou é o símbolo dos que apenas aparentam propensão para o bem, mas que, em realidade, nada de bom produzem; dos oradores que mais brilho têm do que solidez, cujas palavras trazem superficial verniz, de sorte que agradam aos ouvidos, sem que, entretanto, revelem, quando perscrutadas, algo de substancial para os corações. É de perguntar-se que proveito tiraram delas os que as escutaram.
Simboliza também todos aqueles que, tendo meios de ser úteis, não o são; todas as utopias, todos os sistemas ocos, todas as doutrinas carentes de base sólida. O que as mais das vezes falta é a verdadeira fé, a fé produtiva, a fé que abala as fibras do coração, a fé, numa palavra, que transporta montanhas. São árvores cobertas de folhas porém, baldas de frutos. Por isso é que Jesus as condena à esterilidade, porquanto dia virá em que se acharão secas até à raiz. Quer dizer que todos os sistemas, todas as doutrinas que nenhum bem para a Humanidade houverem produzido, cairão reduzidas a nada; que todos os homens deliberadamente inúteis, por não terem posto em ação os recursos que traziam consigo, serão tratados como a figueira que secou.

Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos; suprem, nestes últimos, a falta de órgãos materiais pelos quais transmitam suas instruções. Daí vem o serem dotados de faculdades para esse efeito. Nos tempos atuais, de renovação social, cabe-lhes uma missão especialíssima; são árvores destinadas a fornecer alimento espiritual a seus irmãos; multiplicam-se em número, para que abunde o alimento; há-os por toda a parte, em todos os países em todas as classes da sociedade, entre os ricos e os pobres, entre os grandes e os pequenos, a fim de que em nenhum ponto faltem e a fim de ficar demonstrado aos homens que todos são chamados. Se porém, eles desviam do objetivo providencial a preciosa faculdade que lhes foi concedida, se a empregam em coisas fúteis ou prejudiciais, se a põem a serviço dos interesses mundanos, se em vez de frutos sazonados dão maus frutos se se recusam a utilizá-la em benefício dos outros, se nenhum proveito tiram dela para si mesmos, melhorando-se, são quais a figueira estéril. Deus lhes retirará um dom que se tornou inútil neles: a semente que não sabem fazer que frutifique, e consentirá que se tornem presas dos Espíritos maus.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIX, itens 8 a 10.)