domingo, 24 de setembro de 2017

REALMENTE


Realmente, poucos são os que conseguem enxergar na dor uma "bênção que Deus envia aos seus eleitos"...

Os que interpretam a provação por socorro do Alto, a fim de que não se compliquem perante a Lei de Causa e Efeito...

Os que compreendem, em suas limitações de natureza física e inibições de caráter psicológico, proteção às avessas para que não agravem o próprio destino...

Os que logram ver em seus sonhos que se frustraram a melhor providência, no sentido de não se entregarem a aventuras comprometedoras da existência...

Os que assimilam o fracasso financeiro por medida de contenção aos excessos de toda natureza que poderiam cometer, assumindo pesados compromissos a serem ressarcidos no futuro...

No entanto, para que alguém consiga observar a realidade por este diferente ângulo de visão, é preciso que tenha suficiente coragem e lucidez.

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Irmão José
Carlos Baccelli
"Ajuda-te e o Céu te Ajudará"




MENSAGEM DO ESE:
O argueiro e a trave no olho

Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? — Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro ao teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? — Hipócritas, tirai primeiro a trave ao vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 3 a 5.)

Uma das insensatezes da Humanidade consiste em vermos o mal de outrem, antes de vermos o mal que está em nós. Para julgar-se a si mesmo, fora preciso que o homem pudesse ver seu interior num espelho, pudesse, de certo modo, transportar-se para fora de si próprio, considerar-se como outra pessoa e perguntar: Que pensaria eu, se visse alguém fazer o que faço? Incontestavelmente, é o orgulho que induz o homem a dissimular, para si mesmo, os seus defeitos, tanto morais, quanto físicos. Semelhante insensatez é essencialmente contrária à caridade, porquanto a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente. Caridade orgulhosa é um contra-senso, visto que esses dois sentimentos se neutralizam um ao outro. Com efeito, como poderá um homem, bastante presunçoso para acreditar na importância da sua personalidade e na supremacia das suas qualidades, possuir ao mesmo tempo abnegação bastante para fazer ressaltar em outrem o bem que o eclipsaria, em vez do mal que o exalçaria? Por isso mesmo, porque é o pai de muitos vícios, o orgulho é também a negação de muitas virtudes. Ele se encontra na base e como móvel de quase todas as ações humanas. Essa a razão por que Jesus se empenhou tanto em combatê-lo, como principal obstáculo ao progresso.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 9 e 10.)


sábado, 23 de setembro de 2017

Desânimo



E como não desanimar quando tudo parece conspirar contra? Por mais que nos esforcemos a vida sempre é contrária ao que almejamos.

E mesmo com tantas dificuldades, novos problemas não param de surgir.

Queremos um consolo, uma esperança, mas no lugar só desentendimentos e frustrações.

Torna-se uma missão árdua combater os pensamentos negativos e evitar que eles abalem nossa fé.

Todavia, mesmo diante de forte e demorada tempestade, o sol continua vivo e está, temporariamente, apenas escondido entre as nuvens. Mas no  momento certo, ele voltará a brilhar com todo o seu esplendor.

A vida trará sim outros horizontes.

É preciso combater o desânimo que se instalou em nosso ser e se alastra perigosamente destruindo nossas forças.

É preciso alimentar a grande certeza de que em todos os caminhos trilhados, sejam de flores ou de espinhos, teremos Alguém que não nos deixará e estará sempre a guiar nossos passos.

É Jesus Cristo! Que chega radiante para transformar nosso íntimo.

Para com seu amor, nos devolver a vontade de viver e batalhar pela renovação íntima.

Com Jesus, o que antes parecia impossível se modifica e enxergamos as portas que há muito tempo já estavam abertas.

E Jesus fala contigo:

Mas eu rogarei por ti para que tua fé
não desfaleça... Lucas 22:32
 
Realmente é em Jesus que encontraremos o reforço que falta a nossa fé!

Ao lado do Mestre temos os esclarecimentos que necessitamos e finalmente compreendemos que é preciso fazer a nossa parte para que a vida ganhe um novo tom. Permanecer no desânimo só acrescenta maiores angústias a nossa alma.

É preciso determinação para sair desse estado de inércia e tristeza. E o primeiro passo é ir ao encontro do Mestre.  
 
Jesus nos restituirá a esperança que parecia perdida. Ainda é possível acreditar e lutar, derrotando todo e qualquer desalento.

Em nosso íntimo, habita uma força que nenhuma adversidade pode destruir.

E é essa força que Jesus vem despertar!

Com o Mestre, o desânimo não domina mais corpo e alma, redescobrimos a coragem e encaramos qualquer desafio.
Iremos sim cair outras vezes, mas sempre levantar e prosseguir.
Jesus está conosco!
E com Ele haveremos sempre de triunfar...
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 SÔNIA CARVALHO
JESUS_FALA_CONTIGO
 
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MENSAGEM DO ESE:
Ação da prece. Transmissão do pensamento

A prece é uma invocação, mediante a qual o homem entra, pelo pensamento, em comunicação com o ser a quem se dirige. Pode ter por objeto um pedido, um agradecimento, ou uma glorificação. Podemos orar por nós mesmos ou por outrem, pelos vivos ou pelos mortos. As preces feitas a Deus escutam-nas os Espíritos incumbidos da execução de suas vontades; as que se dirigem aos bons Espíritos são reportadas a Deus. Quando alguém ora a outros seres que não a Deus, fá-lo recorrendo a intermediários, a intercessores, porquanto nada sucede sem a vontade de Deus.
O Espiritismo torna compreensível a ação da prece, explicando o modo de transmissão do pensamento, quer no caso em que o ser a quem oramos acuda ao nosso apelo, quer no em que apenas lhe chegue o nosso pensamento. Para apreendermos o que ocorre em tal circunstância, precisamos conceber mergulhados no fluido universal, que ocupa o espaço, todos os seres, encarnados e desencarnados, tal qual nos achamos, neste mundo, dentro da atmosfera. Esse fluido recebe da vontade uma impulsão; ele é o veículo do pensamento, como o ar o é do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, ao passo que as do fluido universal se estendem ao infinito. Dirigido, pois, o pensamento para um ser qualquer, na Terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece entre um e outro, transmitindo de um ao outro o pensamento, como o ar transmite o som.
A energia da corrente guarda proporção com a do pensamento e da vontade. É assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o lugar onde se encontrem; é assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem suas inspirações, que relações se estabelecem a distância entre encarnados.
Essa explicação vai, sobretudo, com vistas aos que não compreendem a utilidade da prece puramente mística. Não tem por fim materializar a prece, mas tornar-lhe inteligíveis os efeitos, mostrando que pode exercer ação direta e efetiva. Nem por isso deixa essa ação de estar subordinada à vontade de Deus, juiz supremo em todas as coisas, único apto a torná-la eficaz.
Pela prece, obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe idéias sãs. Ele adquire, desse modo, a força moral necessária a vencer as dificuldades e a volver ao caminho reto, se deste se afastou. Por esse meio, pode também desviar de si os males que atrairia pelas suas próprias faltas. Um homem, por exemplo, vê arruinada a sua saúde, em conseqüência de excessos a que se entregou, e arrasta, até o termo de seus dias, uma vida de sofrimento: terá ele o direito de queixar-se, se não obtiver a cura que deseja? Não, pois que houvera podido encontrar na prece a força de resistir às tentações.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVII, itens 9 a 11.)

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Ah! Se Eu Soubesse…..



Quando chegamos ao plano espiritual, a maioria dos espíritos pensa algo muito parecido:

– Ah se eu soubesse…

Se eu soubesse que a vida real não era na matéria… se eu soubesse que a realidade não é de sofrimento, mas de paz e liberdade… se eu soubesse que nada que existia na matéria é permanente, que lá é tudo passageiro, eu não teria brigado no trânsito, batido nos meus filhos, me apegado a tantas coisas efêmeras…

Ah se eu soubesse…. teria ajudado muito mais gente, teria me enriquecido com amor e luz, teria deixado de lado esses problemas pequenininhos, teria feito caridade aos necessitados, teria deixado o amor fluir, teria me atirado no bem sem nenhuma preocupação, teria sido mais humilde, teria vivido em paz…

Ah se eu soubesse… teria passado mais tempo com aqueles que amo, teria me preocupado menos, teria tido mais paciência, teria me soltado mais, me desprendido mais, teria vivido mais livre, de forma mais espontânea, mais natural, teria visto o lado bom de tudo, teria valorizado as coisas simples da vida.

Ah se eu soubesse… se soubesse que a vida na Terra vai e vem, que tudo se esvai, que nada é permanente, que não existe algo fixo, imutável. Se eu soubesse que tudo começa e termina, que os relacionamentos começam e terminam, que a dor lateja e depois vem o alívio.

Se soubesse que as diferenças sociais se extinguem, que na morte todos somos filhos do universo, que a fome é saciada, que a sede é aliviada, que a violência só traz mais violência, que os injustiçados são compensados, que os perdidos sempre se encontram, e quem está demasiadamente seguro de si acaba se perdendo.

Ah se eu soubesse… que a vida espiritual é a vida real, que as mágoas corroem o espirito, que a cobiça gera insatisfação, que a lisonja só cria humilhação, que a preguiça gera estagnação. Se eu soubesse que o medo é sempre maior do que a mente engendrou eu teria me arriscado mais, teria ousado, teria tido a coragem de ser o que eu sou, teria retirado essa máscara que encobria minha verdade, teria desatado o compromisso com o logro, com a burla, teria assumido minha integridade sem divisões, sem fragmentos.

. Se eu soubesse que o mundo é uma doce miragem eu rejeitaria a pueril busca pela sensualidade. Largaria com afinco os prazeres e vícios da juventude. Se soubesse que tudo muda e nada se encerra, teria posto de lado as moléstias da nostalgia.

Ah se eu soubesse, teria menos pressa, olharia mais para a vida, veria mais o nascer do dia, comeria com calma o pão de cada manhã, teria plantado uma árvore, corrido no jardim, deitado no chão e rolado na grama. Teria mergulhado e me perdido no tempo, solto em reflexões sobre os mistérios da vida. Teria me desimpedido de autocobranças, teria me aceitado como sou e aceitado o milagre da vida como ele é.

Se eu soubesse… que o mar espiritual é infinito de bençãos, não teria digladiado por um copo de água ao lado do grandioso oceano da plenitude. Teria deixado todas as quimeras de lado, e vivido mais a vida, a existência, o cosmos, a liberdade, o eterno presente e a eterna aurora.

Ah se eu soubesse… teria renunciado aos hábitos arraigados, as discussões estéreis, a especulação teórica. Se eu soubesse, teria permanecido mais na natureza, observando os pássaros, molhando as mãos no rio, sentindo o vento, me aquecendo ao sol da manhã, sujado as mãos na lama e sentido o frescor da chuva. Se eu soubesse que sou um ser em desenvolvimento na essência inesgotável e eterna da vida, teria sido infinitamente mais livre e feliz.
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Autor: Hugo Lapa




MENSAGEM DO ESE:

Deixai que venham a mim as criancinhas

Disse o Cristo: “Deixai que venham a mim as criancinhas.” Profundas em sua simplicidade, essas palavras não continham um simples chamamento dirigido às crianças, mas, também, o das almas que gravitam nas regiões inferiores, onde o infortúnio desconhece a esperança. Jesus chamava a si a infância intelectual da criatura formada: os fracos, os escravizados e os viciosos. Ele nada podia ensinar à infância física, presa à matéria, submetida ao jugo do instinto, ainda não incluída na categoria superior da razão e da vontade que se exercem em torno dela e por ela.
Queria que os homens a ele fossem com a confiança daqueles entezinhos de passos vacilantes, cujo chamamento conquistava, para o seu, o coração das mulheres, que são todas mães. Submetia assim as almas à sua terna e misteriosa autoridade. Ele foi o facho que ilumina as trevas, a claridade matinal que toca a despertar; foi o iniciador do Espiritismo, que a seu turno atrairá para ele, não as criancinhas, mas os homens de boa-vontade. Está empenhada a ação viril; já não se trata de crer instintivamente, nem de obedecer maquinalmente; é preciso que o homem siga a lei inteligente que se lhe revela na sua universalidade.
Meus bem-amados, são chegados os tempos em que, explicados, os erros se tornarão verdades. Ensinar-vos-emos o sentido exato das parábolas e vos mostraremos a forte correlação que existe entre o que foi e o que é. Digo-vos, em verdade: a manifestação espírita avulta no horizonte, e aqui está o seu enviado, que vai resplandecer como o Sol no cume dos montes. — João Evangelista. (Paris, 1863.)
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VIII, item 18.)

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Crítica



Por projeção psicológica entende-se a atitude de perceber nos outros, com certa facilidade, nossos conflitos e dificuldades, com recusa, no entanto, de vê-los em nós mesmos.

Dependendo do grau de distorção que fazemos dos fatos, para atender a nossas teorias e irrealidades, é que se inicia em nossa intimidade o processo da paranóia. Os paranóicos possuem uma característica peculiar: relacionam qualquer acontecimento do mundo consigo mesmos, ou, melhor dizendo, desvirtuam a realidade dos fatos,trazendo para o nível pessoal tudo o que ocorre em sua vida.
Tudo o que criticarmos, veementemente, no exterior encontraremos em nossa intimidade. Isso nos leva a entender que o ambiente em que vivemos é, em verdade, um espelho onde nos vemos exatamente como somos.

Se, na exterioridade, algo de inoportuno estiver ocorrendo conosco ou chamando muito a nossa atenção, é justamente porque ainda não estamos em total harmonia na interioridade. Significa que devemos analisar melhor e estudar ainda mais a área correspondente ao nosso mundo íntimo.

Nossas afirmações diante da vida retornarão sempre de maneira inequívoca. Carmas são estruturados não somente sobre nossos feitos e atitudes, mas também sobre nossas sentenças e juízos, críticas e opiniões.

Todas as nossas suspeitas sistemáticas têm raízes na falta de confiança em nós mesmos, e não nos outros.

 Por isso :

- se criticamos o comportamento sexual alheio, podemos estar vivendo enormes conflitos afetivos dentro do próprio lar;

- se tememos a desconsideração, é possível termos desconsiderado alguma coisa muito significativa dentro de nossa intimidade;

- se desconfiamos de que as pessoas querem nos controlar, provavelmente não estamos na posse do comando de nossa vida interior;

- se condenamos a hipocrisia dos outros, talvez não estejamos sendo leais com nossas próprias vocações e ideais.

Projetar nossas mazelas e infortúnios sobre alguma coisa ou pessoa não resolve a nossa problemática existencial. Somente quando reconhecermos nossas "traves" - dispositivos interiores que limitam nossa marcha evolutiva - é que poderemos ver com lucidez que, realmente, são elas as verdadeiras fontes de infelicidade, que nos distanciam da paz e da harmonia que tanto buscamos.
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Hammed  
Francisco do Espírito Santo Neto
 As dores da Alma



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MENSAGEM DO ESE:

Obediência e resignação

A doutrina de Jesus ensina, em todos os seus pontos, a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura e muito ativas, se bem os homens erradamente as confundam com a negação do sentimento e da vontade. A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração, forças ativas ambas, porquanto carregam o fardo das provações que a revolta insensata deixa cair. O pusilânime não pode ser resignado, do mesmo modo que o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes. Jesus foi a encarnação dessas virtudes que a antigüidade material desprezava. Ele veio no momento em que a sociedade romana perecia nos desfalecimentos da corrupção. Veio fazer que, no seio da Humanidade deprimida, brilhassem os triunfos do sacrifico e da renúncia carnal.
Cada época é marcada, assim, com o cunho da virtude ou do vício que a tem de salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual; seu vicio é a indiferença moral. Digo, apenas, atividade, porque o gênio se eleva de repente e descobre, por si só, horizontes que a multidão somente mais tarde verá, enquanto que a atividade é a reunião dos esforços de todos para atingir um fim menos brilhante, mas que prova a elevação intelectual de uma época. Submetei-vos à impulsão que vimos dar aos vossos espíritos; obedecei à grande lei do progresso, que é a palavra da vossa geração. Ai do espírito preguiçoso, ai daquele que cerra o seu entendimento! Ai dele! porquanto nós, que somos os guias da Humanidade em marcha, lhe aplicaremos o látego e lhe submeteremos a vontade rebelde, por meio da dupla ação do freio e da espora. Toda resistência orgulhosa terá de, cedo ou tarde, ser vencida. Bem-aventurados, no entanto, os que são brandos, pois prestarão dócil ouvido aos ensinos. — Lázaro. (Paris, 1863.)



(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IX, item 8.)


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

CARIDADE SEMANAL



"Pelo menos uma vez por semana, envolve-te com os teus familiares em alguma tarefa assistencial.

A bondade se ensina através do exemplo.

A necessidade alheia, vista de perto, nos faz melhor enxergarmos os recursos com que temos sido abençoados.

Se não te é possível um compromisso cotidiano com a caridade, consagra a ela alguns minutos do tempo que te sobra em cada final de semana.

Com pouco mais de quinze minutos, visitarás o doente no hospital ou irás à periferia para levares o teu farnel de generosidade.

A tua ação no bem, por menor que seja, atrairá vibrações positivas para a tua vida.

Não consintas que o teu reduto doméstico se transforme em fortaleza de egoísmo.

Não vivas entrincheirado na indiferença e no comodismo.

Se os teus familiares percebem que te importas com os outros, haverão de escutar-te com maior atenção, sem duvidarem do que dizes.

Um minuto de caridade é fonte de incontáveis alegrias."
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Irmão José
Carlos Baccelli
Teu Lar 





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MENSAGEM DO ESE:

Bem-aventurados os que têm fechados os olhos (1)

Meus bons amigos, para que me chamastes? Terá sido para que eu imponha as mãos sobre a pobre sofredora que está aqui e a cure? Ah! que sofrimento, bom Deus! Ela perdeu a vista e as trevas a envolveram. Pobre filha! Que ore e espere. Não sei fazer milagres, eu, sem que Deus o queira. Todas as curas que tenho podido obter e que vos foram assinaladas não as atribuais senão àquele que é o Pai de todos nós. Nas vossas aflições, volvei sempre para o céu o olhar e dizei do fundo do coração: “Meu Pai, cura-me, mas faze que minha alma enferma se cure antes que o meu corpo; que a minha carne seja castigada, se necessário, para que minha alma se eleve ao teu seio, com a brancura que possuía quando a criaste.” Após essa prece, meus amigos, que o bom Deus ouvirá sempre, dadas vos serão a força e a coragem e, quiçá, também a cura que apenas timidamente pedistes, em recompensa da vossa abnegação.
Contudo, uma vez que aqui me acho, numa assembléia onde principalmente se trata de estudos, dir-vos-ei que os que são privados da vista deveriam considerar-se os bem-aventurados da expiação. Lembrai-vos de que o Cristo disse convir que arrancásseis o vosso olho se fosse mau, e que mais valeria lançá-lo ao fogo, do que deixar se tornasse causa da vossa condenação. Ah! quantos há no mundo que um dia, nas trevas, maldirão o terem visto a luz! Oh! sim, como são felizes os que, por expiação, vêm a ser atingidos na vista! Os olhos não lhes serão causa de escândalo e de queda; podem viver inteiramente da vida das almas; podem ver mais do que vós que tendes límpida a visão!... Quando Deus me permite descerrar as pálpebras a algum desses pobres sofredores e lhes restituir a luz, digo a mim mesmo: Alma querida, por que não conheces todas as delicias do Espírito que vive de contemplação e de amor? Não pedirias, então, que se te concedesse ver imagens menos puras e menos suaves, do que as que te é dado entrever na tua cegueira! 
Oh! bem-aventurado o cego que quer viver com Deus. Mais ditoso do que vós que aqui estais, ele sente a felicidade, toca-a, vê as almas e pode alçar-se com elas às esferas espirituais que nem mesmo os predestinados da Terra logram divisar. Abertos, os olhos estão sempre prontos a causar a falência da alma; fechados, estão prontos sempre, ao contrário, a fazê-la subir para Deus. Crede-me, bons e caros amigos, a cegueira dos olhos é, muitas vezes, a verdadeira luz do coração, ao passo que a vista é, com freqüência, o anjo tenebroso que conduz à morte.
Agora, algumas palavras dirigidas a ti, minha pobre sofredora. Espera e tem ânimo! Se eu te dissesse: Minha filha, teus olhos vão abrir-se, quão jubilosa te sentirias! Mas, quem sabe se esse júbilo não ocasionaria a tua perda! Confia no bom Deus, que fez a ventura e permite a tristeza. Farei tudo o que me for consentido a teu favor; mas, a teu turno, ora e, ainda mais, pensa em tudo quanto acabo de te dizer.
Antes que me vá, recebei todos vós, que aqui vos achais reunidos, a minha bênção. — Vianney, cura d'Ars. (Paris, 1863.)

(1) Esta comunicação foi dada com relação a uma pessoa cega, a cujo favor se evocara o Espírito de J. B. Vianney, cura d’Ars.

(2) Quando uma aflição não é conseqüência dos atos da vida presente, deve-se-lhe buscar a causa numa vida anterior. Tudo aquilo a que se dá o nome de caprichos da sorte mais não é do que efeito da justiça de Deus, que não inflige punições arbitrárias pois quer que a pena esteja sempre em correlação com a falta. Se, por sua bondade, lançou um véu sobre os nossos atos passados, por outro lado nos aponta o caminho, dizendo: “Quem matou à espada, pela espada perecerá”, palavras que se podem traduzir assim: “A criatura é sempre punida por aquilo em que pecou.” Se, portanto, alguém sofre o tormento da perda da vista, é que esta lhe foi causa de queda. Talvez tenha sido também causa de que outro perdesse a vista; de que alguém haja perdido a vista em conseqüência do excesso de trabalho que aquele lhe impôs, ou de maus-tratos, de falta de cuidados, etc. Nesse caso, passa ele pela pena de talião. É possível que ele próprio, tomado de arrependimento, haja escolhido essa expiação, aplicando a si estas palavras de Jesus: “Se o teu olho for motivo de escândalo, arranca-o.”

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VIII, itens 20 e 21.)
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CAUTELA E CORAGEM


(...) Procurai melhor a verdade e a encontrareis. Sede cauteloso com a falsidade, nunca, porém, cheio de medo supersticioso. Quando percorreis algum caminho nas montanhas, vossos sentidos estão duplamente atentos; tendes o cuidado de pisar em terreno firme e de evitar os passos em falso. Dais, não obstante, mais atenção ao que é positivo do que ao que é negativo. E ainda bem que o fazeis, pois, do contrário, muito vagarosa seria a vossa jornada. Caminhai sempre assim, que não escorregareis; avançai também sem medo, pois os que temem são justamente os que perdem o equilíbrio, sendo as mais das vezes vítimas de desastres.
Deus seja convosco, amigo; e a Sua Presença aqui é gloriosa e brilha através das brumas que envolvem a Terra. Sua irradiação pode ser vista por todos, exceto pelos cegos de espírito, porque estes não querem ver.
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Livro: A Vida Além do Véu – As Regiões Inferiores do Céu (Mensagens Espíritas
Recebidas e Escritas Pelo Rev. G. Vale Owen, Vigário de Orford, Lancashire)
Rev. G. Vale Owen
FEB – Federação Espírita Brasileira

terça-feira, 19 de setembro de 2017

OS DOIS PIORES ADVERSÁRIOS


Se pretendes vencer em qualquer empreendimento de ordem espiritual, começa não te concedendo tempo para conversas inúteis.

Cordialmente, desembaraça-te de quem te reclame os ouvidos com assuntos urdidos pela maledicência.

Dispensa, com habilidade, aquele que te venha com confidências, envolvendo o teu nome na trama com que as trevas intentem prejudicar a tua capacidade de ação.

Não permaneças na expectativa de que os teus desafetos saibam reconhecer o teu esforço e, de público, admitam as tuas possíveis qualidades.

Interpreta todo elogio que recebas como sendo mais perigoso que toda crítica que te façam.

Vacina-te, sistematicamente, contra o melindre e o personalismo, que, em verdade, são os teus dois piores adversários no que te propões realizar sob a égide do Cristo.

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Irmão José 
 Carlos Baccelli 
"Ajuda-te e o Céu te Ajudará"



MENSAGEM DO ESE:

Será lícito abreviar a vida de um doente que sofra sem esperança de cura?

– Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústias, apressando-se-lhe o fim?

Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? 

Não pode ele conduzir o homem até à borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar idéias diversas das que tinha?

 Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A Ciência não se terá enganado nunca em suas previsões? 

Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades!

 Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento.

O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas; o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento. Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro. 

— São Luís. (Paris, 1860.)
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 28.)

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O QUE VOCÊ VAI ESCOLHER HOJE



Imagine que, a cada manhã, você está num restaurante chamado "vida", e o tempo lhe oferece um cardápio com muitas opções de como você pretende passar o dia.


Dentre os variados "pratos", você encontrará, por exemplo: dia feliz, dia calmo, dia corajoso, dia tenso, dia nervoso, dia inseguro, dia irritado, dia péssimo, dia ótimo.


As possibilidades são amplas, mas a escolha é por sua conta. Você é livre para escolher o tipo de dia que vai levar.


No entanto, terá de experimentar o sabor da opção feita.


Se você escolheu pela manhã ter um bom dia, e se estiver comprometido com essa escolha, nada durante o decorrer das horas poderá afetar sua opção.


Se um contra-tempo lhe ocorrer, você manterá a calma, pois estará certo de que o imprevisto nada mais representou do que a mão de Deus colaborando para que você, de fato, tivesse um dia bom.


Em nossa jornada, não conta tanto o que nos acontece, mas como interpretamos o que nos acontece. Um dia chuvoso é somente um dia chuvoso.


Pode ser um bom dia ou um mau dia, dependendo de como escolhemos vivê-lo, dependendo de como escolhemos encará-lo.


Se alguém lhe disse palavras injustas, você sempre terá a opção de ficar ofendido ou de não levar em consideração as bobagens que falaram a seu respeito. Se preferir a primeira opção, lembre-se sempre de que não foi o outro quem se ofendeu, mas foi você quem resolveu ficar ofendido.


O maior poder que o homem possui é saber escolher antes de agir. Pena que não temos sabido apurar nosso livre-arbítrio, lembrando dele apenas quando colhemos os resultados amargos da nossa semeadura.


Você já reparou que as palavras "escolher" e "colher" são muito parecidas? Quem escolhe sempre colhe. Lembre-se disso na próxima vez que tiver de optar por algum caminho.
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JOSÉ CARLOS DE LUCCA
Força Espiritual


MENSAGEM DO ESE:
II – Reconhece-se O Cristão Pelas Suas Obras 

16 – “Nem todos os que me dizem Senhor, Senhor, entrarão no Reino dos Céus, mas somente o que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus”. Escutai estas palavras do mestre, todos vós que repelis a doutrina espírita como obra do demônio! Abri os vossos ouvidos, pois chegou o momento de ouvir! Será suficiente trazer a libré do Senhor, para ser um fiel servidor? Será bastante dizer:“ Sou cristão ”, para seguir o Cristo? Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis pelas suas obras. “Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos”. – “Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada no fogo”. – Eis as palavras do Mestre. Discípulos do Cristo, compreendei-as bem! Quais os frutos que a árvore do Cristianismo deve dar, árvore possante, cujos ramos frondosos cobrem com a sua sombra uma parte do mundo, mas ainda não abrigaram a todos os que devem reunir-se em seu redor? Os frutos da árvore da vida são frutos de vida, de esperança e fé. O Cristianismo, como o vem fazendo desde muitos séculos, prega sempre essas divinas virtudes, procurando distribuir os seus frutos. Mas quão poucos os colhem! A árvore é sempre boa, mas os jardineiros são maus. Quiseram moldá-la segundo as suas idéias, modelá-la de acordo com as suas conveniências. Para isso a cortaram, diminuíram, mutilaram. Seus ramos estéreis já não produzem maus frutos, pois nada mais produzem. O viajor sedento que se acolhe à sua sombra, procurando o fruto de esperança, que lhe deve dar força e coragem, encontra apenas os ramos adustos, pressagiando mau tempo. É em vão que busca o fruto da vida na árvore da vida: as folhas tombam secas aos pés. A mãos do homem tanto as trabalharam, que acabaram por crestá-las!


Abri, pois, vossos ouvidos e vossos corações, meus bem amados! Cultivai esta árvore da vida, cujos frutos proporcionam a vida eterna. Aquele que a plantou vos convida a cuidá-la com amor, que ainda a vereis dar com abundância os seus frutos divinos. Deixai-a assim como o Cristo vo-la deu: não a mutileis. Sua sombra imensa quer estender-se por todo o universo; não lhe corte a ramagem. Seus frutos generosos caem em abundância, para alentar o viajor cansado, que deseja chegar ao seu destino. Não os amontoeis, para guardá-los e deixá-los apodrecer, sem servirem a ninguém. “São muitos os chamados e poucos os escolhidos”. É que há os açambarcadores do pão da vida, como os há do pão material. Não vos coloqueis entre eles; a árvore que dá bons frutos deve distribuí-los para todos. Ide, pois, procurar os necessitados; conduzi-os sob as ramagens da árvore e partilhai com eles o abrigo que ela vos oferece. “Não se colhem uvas dos espinheiros”. Meus irmãos, afastai-vos, pois, dos que vos chamam para apontar os tropeços do caminho, e segui os que vos conduzem à sombra da árvore da vida.


O divino Salvador, o justo por excelência, disse, e suas palavras não passarão: “Os que me dizem Senhor, Senhor, nem todos entrarão no Reino dos Céus, mas somente aqueles que fazem a vontade de meu Pai, que está nos Céus”. Que o Senhor das bênçãos vos abençoe, que o Deus da luz vos ilumine; que a árvore da vida vos faça com abundância a oferenda dos seus frutos! Credes e orai!


SIMEÃO
Bordeaux,1863


domingo, 17 de setembro de 2017

Desespero


E nos instantes em que a vida nos apresenta provas que parecem transpor nossas forças, como ficamos preocupados e receosos de não mais encontrar o caminho da paz. 

Buscamos um alento e encontramos apenas o vazio. Como isso dói na alma. Lágrimas podem rolar da face mas não parecem trazer o alívio que o coração tanto carece. 

São tantos os transtornos, mal nos acostumamos a uma dificuldade e outra surge, tirando nossa paciência, nos fazendo despertar sentimentos nocivos como a raiva e o medo. 

 Tudo tão confuso... Sinceramente, diante de tantos infortúnios, de tantos ataques como não se sentir fraco?

Como não pensar em desistir?

Eis que o desespero surge...

Se está a viver um desses momentos que parece devastar sua existência, tirando-lhe a vontade de viver, recorde-se Daquele que venceu o mundo e continua tão próximo de nós!

É em Jesus que fortalecerá sua consciência e seguirá firme enfrentando qualquer obstáculo.

Jesus não está distante, pelo contrário, está ao seu lado! Sabe dos momentos tumultuados que lhe envolvem, acompanha seus questionamentos e sente as suas angústias.

Jesus está contigo em todos os momentos.

E Jesus fala contigo:
Vinde a mim todos vos que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei .Mateus 11:28


Nada tema! Jesus não irá embora!

Permanecerá ao seu lado, lhe ouvindo e sem se cansar de buscar lhe fortalecer.

A vida pode até ter períodos de tempestade, de incertezas e de quedas, mas ainda há Jesus na sua vida!

E o que isso significa? Que haverá sempre uma luz a iluminar o caminho a sua frente. Que nada poderá apagar essa luz. 

Que é Jesus que comanda as energias universais, que detém infinito poder. E Ele está do seu lado! 

O que teme? Vai ao encontro do Mestre, deposita em suas mãos suas agonias e recebe o seu intenso abraço.

Jesus compartilha de todos os seus momentos. Sabe o que se passa em seu íntimo e acredita em você, porque Ele é capaz de enxergar a luz íntima que você carrega e nem percebe. 

Impede o desespero de fazer parte da sua vida, encontrando em Jesus o ânimo que lhe faltava.

De fato, vencer imperfeições morais não é simples, desvencilhar-se principalmente do desânimo, do pessimismo e do desespero requer muita força de vontade.

Mas se a cada manhã, acordar e antes de qualquer coisa, rogar o amparo do Mestre, esse não tardará.

Como será envolvido pelo amor de Jesus!

E eis sua vida ganhando nova cor! 

A cor da esperança que desenha outras paisagens.

Que lhe mostra que a vida vale muito a pena. 

E que ainda tem muito a realizar. 

A paz de Jesus equilibrará suas forças e com serenidade seguirá em frente pronto a adentrar outros horizontes. 

A luz do Mestre lhe guia...
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Jesus fala contigo!
Sônia Carvalho



MENSAGEM DO ESE:

Mundos inferiores e mundos superiores (II)

Nesses mundos venturosos, as relações, sempre amistosas entre os povos, jamais são perturbadas pela ambição, da parte de qualquer deles, de escravizar o seu vizinho, nem pela guerra que daí decorre. Não há senhores, nem escravos, nem privilegiados pelo nascimento; só a superioridade moral e intelectual estabelece diferença entre as condições e dá a supremacia. A autoridade merece o respeito de todos, porque somente ao mérito é conferida e se exerce sempre com justiça. O homem não procura elevar-se acima do homem, mas acima de si mesmo, aperfeiçoando-se. Seu objetivo é galgar a categoria dos Espíritos puros, não lhe constituindo um tormento esse desejo, porém, uma ambição nobre, que o induz a estudar com ardor para os igualar. Lá, todos os sentimentos delicados e elevados da natureza humana se acham engrandecidos e purificados; desconhecem-se os ódios, os mesquinhos ciúmes, as baixas cobiças da inveja; um laço de amor e fraternidade prende uns aos outros todos os homens, ajudando os mais fortes aos mais fracos. Possuem bens, em maior ou menor quantidade, conforme os tenham adquirido, mais ou menos por meio da inteligência; ninguém, todavia, sofre, por lhe faltar o necessário, uma vez que ninguém se acha em expiação. Numa palavra: o mal, nesses mundos, não existe.
No vosso, precisais do mal para sentirdes o bem; da noite, para admirardes a luz; da doença, para apreciardes a saúde. Naqueles outros não há necessidade desses contrastes. A eterna luz, a eterna beleza e a eterna serenidade da alma proporcionam uma alegria eterna, livre de ser perturbada pelas angústias da vida material, ou pelo contacto dos maus, que lá não têm acesso. Isso o que o espírito humano maior dificuldade encontra para compreender. Ele foi bastante engenhoso para pintar os tormentos do inferno, mas nunca pôde imaginar as alegrias do céu. Por quê? Porque, sendo inferior, só há experimentado dores e misérias, jamais entreviu as claridades celestes; não pode, pois, falar do que não conhece. À medida, porém, que se eleva e depura, o horizonte se lhe dilata e ele compreende o bem que está diante de si, como compreendeu o mal que lhe está atrás.
Entretanto, os mundos felizes não são orbes privilegiados, visto que Deus não é parcial para qualquer de seus filhos; a todos dá os mesmos direitos e as mesmas facilidades para chegarem a tais mundos. Fá-los partir todos do mesmo ponto e a nenhum dota melhor do que aos outros; a todos são acessíveis as mais altas categorias: apenas lhes cumpre a eles conquistá-las pelo seu trabalho, alcançá-las mais depressa, ou permanecer inativos por séculos de séculos no lodaçal da Humanidade. (Resumo do ensino de todos os Espíritos superiores.)
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. III, itens 10 a 12.)

sábado, 16 de setembro de 2017

COMEÇO DE CARMA


Não deixes que a tua indignação, por mais justa, se transfigure em revolta...

Que a tua revolta se converta em cólera...

Que a tua cólera se transforme em violência...

Que a tua violência descambe para a criminalidade...

Às vezes, o carma mais difícil tem início em teu pequeno descontrole de ordem emocional.

Quando, pois, sintas necessidade de reagir em desaprovação à atitude de alguém ou a este ou àquele acontecimento que te contraria, procura fazê-lo de maneira a não perderes a serenidade.

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Irmão José
 Carlos Baccelli
"Pai, Perdoa-lhes!"

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MENSAGEM DO ESE:
Parábola da figueira que secou

Quando saíam de Betânia, ele teve fome; e, vendo ao longe uma figueira, para ela encaminhou-se, a ver se acharia alguma coisa; tendo-se, porém, aproximado, só achou folhas, visto não ser tempo de figos. Então, disse Jesus à figueira: Que ninguém coma de ti fruto algum, o que seus discípulos ouviram. — No dia seguinte, ao passarem pela figueira, viram que secara até à raiz. — Pedro, lembrando-se do que dissera Jesus, disse: Mestre, olha como secou a figueira que tu amaldiçoaste. — Jesus, tomando a palavra, lhes disse: Tende fé em Deus. — Digo-vos, em verdade, que aquele que disser a esta montanha: Tira-te daí e lança-te ao mar, mas sem hesitar no seu coração, crente, ao contrário, firmemente, de que tudo o que houver dito acontecerá, verá que, com efeito, acontece. (S. MARCOS, cap. XI, vv. 12 a 14 e 20 a 23.)
A figueira que secou é o símbolo dos que apenas aparentam propensão para o bem, mas que, em realidade, nada de bom produzem; dos oradores que mais brilho têm do que solidez, cujas palavras trazem superficial verniz, de sorte que agradam aos ouvidos, sem que, entretanto, revelem, quando perscrutadas, algo de substancial para os corações. É de perguntar-se que proveito tiraram delas os que as escutaram.
Simboliza também todos aqueles que, tendo meios de ser úteis, não o são; todas as utopias, todos os sistemas ocos, todas as doutrinas carentes de base sólida. O que as mais das vezes falta é a verdadeira fé, a fé produtiva, a fé que abala as fibras do coração, a fé, numa palavra, que transporta montanhas. São árvores cobertas de folhas porém, baldas de frutos. Por isso é que Jesus as condena à esterilidade, porquanto dia virá em que se acharão secas até à raiz. Quer dizer que todos os sistemas, todas as doutrinas que nenhum bem para a Humanidade houverem produzido, cairão reduzidas a nada; que todos os homens deliberadamente inúteis, por não terem posto em ação os recursos que traziam consigo, serão tratados como a figueira que secou.
Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos; suprem, nestes últimos, a falta de órgãos materiais pelos quais transmitam suas instruções. Daí vem o serem dotados de faculdades para esse efeito. Nos tempos atuais, de renovação social, cabe-lhes uma missão especialíssima; são árvores destinadas a fornecer alimento espiritual a seus irmãos; multiplicam-se em número, para que abunde o alimento; há-os por toda a parte, em todos os países em todas as classes da sociedade, entre os ricos e os pobres, entre os grandes e os pequenos, a fim de que em nenhum ponto faltem e a fim de ficar demonstrado aos homens que todos são chamados. Se porém, eles desviam do objetivo providencial a preciosa faculdade que lhes foi concedida, se a empregam em coisas fúteis ou prejudiciais, se a põem a serviço dos interesses mundanos, se em vez de frutos sazonados dão maus frutos se se recusam a utilizá-la em benefício dos outros, se nenhum proveito tiram dela para si mesmos, melhorando-se, são quais a figueira estéril. Deus lhes retirará um dom que se tornou inútil neles: a semente que não sabem fazer que frutifique, e consentirá que se tornem presas dos Espíritos maus.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIX, itens 8 a 10.)

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Incertezas


Há quanto tempo caminha perdido em seus pensamentos e sem encontrar as respostas que tanto almeja?

Descrente de tudo não sabe mais se o caminho escolhido está correto nem tampouco o que deva fazer para melhorar sua situação.

E nessa incerteza, o quanto fere sua alma com desatinos que só acarretam mais aflição a sua alma tão cansada de sofrer.

Mas por mais que sua mente, em profundo desequilíbrio, tente lhe convencer de que não há saída, de que as coisas só irão piorar e que se encontra na mais completa solidão, isso não é verdade!

Há uma Luz ao seu lado que jamais se apagará! É Jesus!

E Jesus fala contigo:

Crede em Deus, crede em Mim.
João 14:1
 
Jesus estará sempre a lhe amparar!

E mesmo que não expresse verbalmente suas angústias, o Mestre conhece suas necessidades e sabe sim o quanto você carece de sua ajuda e estará sempre disposto a lhe socorrer.

Ele não fará a parte que lhe compete nem tampouco irá desrespeitar o seu livre arbítrio, porque sabe que embora você negue, já tem sim muita capacidade de discernir o rumo certo para sua existência.

Diuturnamente a sua consciência lhe aponta isso. Então, o Mestre iluminará o seu caminho e o chamará a prosseguir.

E prosseguir não necessariamente com rapidez, a tudo mudando imediatamente.

Toda e qualquer transformação requer tempo, é passo a passo, mas pulsando fortemente a vontade de progredir espiritualmente.

E onde exista essa vontade, nenhuma incerteza resiste!

Segue confiante! É ao lado de Jesus que encontrará o alívio para seus temores.

É Ele o Médico que cuidará das dores de sua alma.

O Porto Seguro que lhe salva quando o espírito cansado pensa em desistir.

O Sol que aquece e traz esperança.

O Caminho, a Verdade e a Vida.

E com Jesus, a vida é sempre abundante e abençoada...
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Sônia Carvalho
Jesus fala contigo



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MENSAGEM DO ESE:
Jesus

Jesus não veio destruir a lei, isto é, a lei de Deus; veio cumpri-la, isto é, desenvolvê-la, dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens. Por isso é que se nos depara, nessa lei, o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, base da sua doutrina. Quanto às leis de Moisés, propriamente ditas, ele, ao contrário, as modificou profundamente, quer na substancia, quer na forma. Combatendo constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, por mais radical reforma não podia fazê-las passar, do que as reduzindo a esta única prescrição: “Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo”, e acrescentando: aí estão a lei toda e os profetas.
Por estas palavras: “O céu e a Terra não passarão sem que tudo esteja cumprido até o último iota”, quis dizer Jesus ser necessário que a lei de Deus tivesse cumprimento integral, isto é, fosse praticada na Terra inteira, em toda a sua pureza, com todas as suas ampliações e conseqüências. Efetivamente, de que serviria haver sido promulgada aquela lei, se ela devesse constituir privilégio de alguns homens, ou, sequer, de um único povo? Sendo filhos de Deus todos os homens, todos, sem distinção nenhuma, são objeto da mesma solicitude.
Mas, o papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista, tendo por exclusiva autoridade a sua palavra. Cabia-lhe dar cumprimento às profecias que lhe anunciaram o advento; a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina. Ele viera ensinar aos homens que a verdadeira vida não é a que transcorre na Terra e sim a que é vivida no reino dos céus; viera ensinar-lhes o caminho que a esse reino conduz, os meios de eles se reconciliarem com Deus e de
pressentirem esses meios na marcha das coisas por vir, para a realização dos destinos humanos. Entretanto, não disse tudo, limitando-se, respeito a muitos pontos, a lançar o gérmen de verdades que, segundo ele próprio o declarou, ainda não podiam ser compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos implícitos. Para ser apreendido o sentido oculto de algumas palavras suas, mister se fazia que novas idéias e novos conhecimentos lhes trouxessem a chave indispensável, idéias que, porém, não podiam surgir antes que o espírito humano houvesse alcançado um certo grau de madureza. A Ciência tinha de contribuir poderosamente para a eclosão e o desenvolvimento de tais idéias. Importava, pois, dar à Ciência tempo para progredir.
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 (Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, itens 3 e 4.)
 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

RECOMEÇO

Não gastes a riqueza do tempo com lamentações improdutivas, nem destruas o valor das horas no fogo da agitação.

Cala-te e pensa:

- Sofreste talvez prejuízos enormes.

- Provavelmente caíste em erro.

- Padeces desenganos que jamais esperaste.

- Encontraste problemas que te parecem insolúveis.

- Fracassaste naquilo que entendias como sendo o melhor em teu favor.

Entretanto, queixas e aflições vazias, não te amparam de modo algum.

Reflete em teu arsenal interior de recursos e bênçãos e surpreenderás um tesouro de energias em ti mesmo, cujo acesso descobrirás, meditando simplesmente nestas duas palavras:

- POSSO RECOMEÇAR!...

Chico Xavier - Emmanuel


Mensagem do ESE:

Coragem da fé

Aquele que me confessar e me reconhecer diante dos homens, eu também o reconhecerei e confessarei diante de meu Pai que está nos céus; — e aquele que me renegar diante dos homens, também eu o renegarei diante de meu Pai que está nos céus. — (S. MATEUS, cap. X, vv. 32 e 33.)

Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, o Filho do Homem também dele se envergonhará, quando vier na sua glória e na de seu Pai e dos santos anjos. (S. LUCAS, capítulo IX, v. 26.)

A coragem das opiniões próprias sempre foi tida em grande estima entre os homens, porque há mérito em afrontar os perigos, as perseguições, as contradições e até os simples sarcasmos, aos quais se expõe, quase sempre, aquele que não teme proclamar abertamente idéias que não são as de toda gente. Aqui, como em tudo, o merecimento é proporcionado às circunstâncias e à importância do resultado. Há sempre fraqueza em recuar alguém diante das conseqüências que lhe acarreta a sua opinião e em renegá-la; mas, há casos em que isso constitui covardia tão grande, quanto fugir no momento do combate.

Jesus profliga essa covardia, do ponto de vista especial da sua doutrina, dizendo que, se alguém se envergonhar de suas palavras, desse também ele se envergonhará; que renegará aquele que o haja renegado; que reconhecerá, perante o Pai que está nos céus, aquele que o confessar diante dos homens. Por outras palavras: aqueles que se houverem arreceado de se confessarem discípulos da verdade não são dignos de se verem admitidos no reino da verdade. Perderão as vantagens da fé que alimentem, porque se trata de uma fé egoísta que eles guardam para si, ocultando-a para que não lhes traga prejuízo neste mundo, ao passo que aqueles que, pondo a verdade acima de seus interesses materiais, a proclamam abertamente, trabalham pelo seu próprio futuro e pelo dos outros.

Assim será com os adeptos do Espiritismo. Pois que a doutrina que professam mais não é do que o desenvolvimento e a aplicação da do Evangelho, também a eles se dirigem as palavras do Cristo. Eles semeiam na Terra o que colherão na vida espiritual. Colherão lá os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXIV, itens 13 a 16.)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Tua Vida



Focalizamos tua vida, para que possas conosco estudar alguns aspectos da tua filosofia de vida e corrigir o que possas, desde que seja para melhor. Já analisaste o que vens fazendo todos os dias, com o tempo que Deus te deu?

Já observaste os resultados? São promissores? Se nada fizeste neste sentido, não estás usando a tua inteligência e esqueceste a razão, pois o Senhor te dotou destas faculdades para serem úteis a ti mesmo.

Se queres comungar conosco em um trabalho de atividade espiritual, vamos verificar quais os valores que devem ser usados, qual a arma que pode ser útil às tuas lutas. Achamos que deve ser o Silêncio, gesto iluminado, quando no lugar certo.  A auto-educação não pode ser anunciada aos sons de trombetas que a vaidade acionará; se existem segredos este é um deles. Para que respeitemos a vida, corrigir nossos defeitos é nosso dever; não é caridade para com os outros - é a caridade em nosso favor. Procura trabalhar dentro deste princípio no maior Silêncio possível, porque sem anunciar nossas qualidades, os outros as percebem e começam a fazer o mesmo.  Eis que aí serás um fortificante espiritual, que se chama discrição, com uma paz de difícil conquista, que se chama humildade.

Deves omitir sempre o bem que fazes a ti e ao outros; anunciar o mal que estás fazendo ou que pretendes fazer, também não é compensador. Usa da boca do exemplo, que ele fala mais alto aos corações e escreve com letras de luz em tudo o que existe, falando no idioma universal - vibratório - sem nenhuma pretensão de ser visto como benfeitor.

Faze de tua vida uma vida de exemplos dignificantes, pois o que fazes são sementes plantadas e fecundadas na lavoura de ti mesmo, onde colherás o que plantaste; a Lei sempre nos dá o que merecemos e a justiça faz sempre uma revisão naquilo que chega para nós, sem que a consciência possa gritar:
“não mereço!” A ninguém condenes pelo que estás passando; a culpa pode não ser dele; às vezes, são processos de despertamento espiritual para que possas no amanhã ser filho da luz. A perfeição é filha do esforço, como devedora da disciplina; fica tranqüilo no que tange aos acontecimentos, sejam eles quais forem, e tem confiança em Deus porque Ele sabe o que faz.

Entrementes, não cruzes os braços! A vida feliz depende do esforço de cada criatura, em todas as direções. Quem pretende melhorar, sempre melhora, desde que não esmoreça no caminho.

A língua coça quando tua conduta começa a melhorar; apaga esse impulso, pois ele está sempre envernizado pelo orgulho e pela vaidade.


Silencia no que se refere a mostrar aos outros o que fazes ou pretendes fazer em teu favor; quem cala, ganha mais. Ocupa tua vida em construir sem propagar. usando o teu próprio verbo. Deixa tua vida circular na Vida Maior, porque essa Seiva Divina te dará intuição na marcha para Deus, sobre o que deves fazer.
A tua casa é um dos lugares onde deve ser lembrado o Cristo e o melhor meio é através do Culto do Evangelho, para que depois ele possa se refletir em tua vida.

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TUA CASA
JOÃO NUNES MAIA
DITADO PELO ESPÍRITO AYRTES

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MENSAGEM DO ESE:
A caridade material e a caridade moral (II)

Meus amigos, a muitos dentre vós tenho ouvido dizer: Como hei de fazer caridade, se amiúde nem mesmo do necessário disponho?
Amigos, de mil maneiras se faz a caridade. Podeis fazê-la por pensamentos, por palavras e por ações. Por pensamentos, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem se acharem sequer em condições de ver a luz. Uma prece feita de coração os alivia. Por palavras, dando aos vossos companheiros de todos os dias alguns bons conselhos, dizendo aos que o desespero, as privações azedaram o ânimo e levaram a blasfemar do nome do Altíssimo: “Eu era como sois; sofria, sentia-me desgraçado, mas acreditei no Espiritismo e, vede, agora, sou feliz.” Aos velhos que vos disserem: “É inútil; estou no fim da minha jornada; morrerei como vivi”, dizei: “Deus usa de justiça igual para com todos nós; lembrai-vos dos obreiros da última hora.” Às crianças já viciadas pelas companhias de que se cercaram e que vão pelo mundo, prestes a sucumbir às más tentações, dizei: “Deus vos vê, meus caros pequenos”, e não vos canseis de lhes repetir essas brandas palavras. Elas acabarão por lhes germinar nas inteligências infantis e, em vez de vagabundos, fareis deles homens. Também isso é caridade.
Dizem, outros dentre vós: “Ora! somos tão numerosos na Terra, que Deus não nos pode ver a todos.” Escutai bem isto, meus amigos: Quando estais no cume da montanha, não abrangeis com o olhar os bilhões de grãos de areia que a cobrem? Pois bem: do mesmo modo vos vê Deus. Ele vos deixa usar do vosso livre-arbítrio, como vós deixais que esses grãos de areia se movam ao sabor do vento que os dispersa. Apenas, Deus, em sua misericórdia infinita, vos pôs no fundo do coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência. Escutai-a, que somente bons conselhos ela vos dará. Às vezes, conseguis entorpecê-la, opondo-lhe o espírito do mal. Ela, então, se cala. Mas, ficai certos de que a pobre escorraçada se fará ouvir, logo que lhe deixardes aperceber-se da sombra do remorso. Ouvi-a, interrogai-a e com freqüência vos achareis consolados com o conselho que dela houverdes recebido.
Meus amigos, a cada regimento novo o general entrega um estandarte. Eu vos dou por divisa esta máxima do Cristo: “Amai-vos uns aos outros.” Observai esse preceito, reuni-vos todos em torno dessa bandeira e tereis ventura e consolação. – Um Espírito protetor. (Lião, 1860.)

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 10.)




terça-feira, 12 de setembro de 2017

GRAVIDEZ INDESEJADA


Se lidas com algum problema de gravidez indesejada em família, não tomes decisões extremas.

Não induzas ninguém à prática do aborto.

Procura solucionar a questão, sem agressões verbais e não fujas à responsabilidade que, igualmente, é tua.

Não interpretes como mal o que talvez seja uma bênção.

Estende mãos protetoras a quem claudicou na vigilância e não repudies quem necessite do teu apoio.

Nos caminhos da evolução, todos seguem de encontro às experiências que lhes dizem respeito.

Se não pretendes agravar o quadro de tuas provas, reveste-te de compreensão e paciência.

Na hora de colher, o pomicultor, por mais reclame ou lamente, não consegue alterar a qualidade e a natureza dos frutos que cultivou.

Silencia e age com ponderação, para evitares o pior.

Dependendo de tua reação, toda dificuldade familiar que faceies se abrevia ou se prolonga, se atenua ou se complica."
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  Irmão José
Carlos Baccelli

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MENSAGEM DO ESE:
O suicídio e a loucura

A calma e a resignação hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro dão ao espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio. Com efeito, é certo que a maioria dos casos de loucura se deve à comoção produzida pelas vicissitudes que o homem não tem a coragem de suportar. Ora, se encarando as coisas deste mundo da maneira por que o Espiritismo faz que ele as considere, o homem recebe com indiferença, mesmo com alegria, os reveses e as decepções que o houveram desesperado noutras circunstâncias, evidente se torna que essa força, que o coloca acima dos acontecimentos, lhe preserva de abalos a razão, os quais, se não fora isso, a conturbariam.
O mesmo ocorre com o suicídio. Postos de lado os que se dão em estado de embriaguez e de loucura, aos quais se pode chamar de inconscientes, é incontestável que tem ele sempre por causa um descontentamento, quaisquer que sejam os motivos particulares que se lhe apontem. Ora, aquele que está certo de que só é desventurado por um dia e que melhores serão os dias que hão de vir, enche-se facilmente de paciência. Só se desespera quando nenhum termo divisa para os seus sofrimentos. E que é a vida humana, com relação à eternidade, senão bem menos que um dia? Mas, para o que não crê na eternidade e julga que com a vida tudo se acaba, se os infortúnios e as aflições o acabrunham, unicamente na morte vê uma solução para as suas amarguras. Nada esperando, acha muito natural, muito lógico mesmo, abreviar pelo suicídio as suas misérias.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, itens 14 e 15.)


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

COM VOCÊ MESMO


Meu amigo, você clama contra as dificuldades do mundo, mas será que você já pensou nas facilidades em suas mãos?

Observemos.

Você concorre, em tempo determinado, para exonerar-se da multa legal, com expressiva taxa pelo consumo de luz e força elétrica; todavia, a usina solar que lhe fornece claridade, calor e vida, nem é assinalada comumente pela sua memória...

Você salda, periodicamente, largas contas relativas ao gasto de água encanada; no entanto, nem se lembra da gratuidade da água das chuvas e das fontes a enriquecer-lhe os dias...

Você estipendia na feira, com apreciáveis somas, todo gênero alimentício que lhe atenda ao paladar; contudo, o oxigênio - elemento mais importante a sustentar-lhe o organismo - é utilizado em seu sangue sem pesar-lhe no orçamento com qualquer preocupação...

Você resgata com a loja novos débitos, cada vez que renova o guarda-roupa, e, apesar disso, nunca inventariou os bens que deve ao corpo de carne a resguardar-lhe o espírito...

Você remunera o profissional especializado pela adaptação de um só dente artificial; entretanto, nada despendeu para obter a dentadura natural completa...

Você compra a drágea medicamentosa para leve dor de cabeça; todavia, recebe de graça a faculdade de articular, instante, os mais complicados pensamentos...

Você gasta quantias estimáveis para assistir a esse ou àquele espetáculo esportivo ou à exibição de um filme; contudo, guarda sem sacrifício algum a possibilidade de contemplar o solo cheio de flores e o céu faiscante de estrelas...

Você paga para ouvir simples melodia de um conjunto orquestral; no entanto, ouve diariamente a divina música da natureza, sem consumir vintém...

Você desembolsa importâncias enormes para adquirir passagens e indenizar hospedarias, sempre que se desloca de casa; não obstante, passa-lhe despercebido o prêmio vultoso que recebeu com o próprio ingresso na romagem terrestre...

Não desespere e nem se lastime...

Atendamos à realidade, compreendendo que a alegria e a esperança, expressando créditos infinitos de Deus, são os motivos básicos da vida a erguer-se, cada momento, por sinfonia maravilhosa.
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André Luiz 
Chico Xavier 
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MENSAGEM DO ESE:


Bem e mal sofrer

Quando o Cristo disse: “Bem-aventurados os aflitos, o reino dos céus lhes pertence”, não se referia de modo geral aos que sofrem, visto que sofrem todos os que se encontram na Terra, quer ocupem tronos, quer jazam sobre a palha. Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. O desânimo é uma falta.
Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecê-la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.
O militar que não é mandado para as linhas de fogo fica descontente, porque o repouso no campo nenhuma ascensão de posto lhe faculta. Sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enervaria e se entorpeceria a vossa alma. Alegrai-vos, quando Deus vos enviar para a luta. Não consiste esta no fogo da batalha, mas nos amargores da vida, onde, às vezes, de mais coragem se há mister do que num combate sangrento, porquanto não é raro que aquele que se mantém firme em presença do inimigo fraqueje nas tenazes de uma pena moral. Nenhuma recompensa obtém o homem por essa espécie de coragem; mas, Deus lhe reserva palmas de vitória e uma situação gloriosa. Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e, quando houverdes conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, dizei, de vós para convosco, cheio de justa satisfação: “Fui o mais forte.”
Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem-aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá o repouso. — Lacordaire. (Havre, 1863.)
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 18.)





domingo, 10 de setembro de 2017

ALCOOLISMO


Não admitas bebidas alcoólicas em tua casa e, mesmo nas recepções festivas que ofereças, não faças concessão a elas.

O álcool entorpece as faculdades e compromete o aprendizado do espírito.

Se algum de teus familiares é dado a beber em excesso, sem o intuito de pregar moralismo, busca auxiliá-lo a se libertar do vício.

O álcool, mais que as drogas, é responsável pela destruição de muitos lares e são incontáveis os dramas cármicos que engendra na Terra.

A pretexto de descontração e alegria, não tomes o primeiro gole.

A obsessão persistente se prevalece de diminuta fresta de invigilância para se instalar.

No entanto, se bebes, jamais o faças diante dos teus menores, para que não venhas, mais tarde, a te arrepender do que lhes ensinaste.

As crianças tendem a repetir o que observam nos adultos.

Na maioria das vezes, o alcoólatra é um espírito frágil evitando o confronto consigo mesmo.

E quem bebe quase sempre torna-se mais retraído no bem e mais ousado no mal."
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  Irmão José
Carlos Baccelli
 Obra: Teu Lar
 
 
MENSAGEM DO ESE:
A beneficência (V)

Meus caros amigos, todos os dias ouço entre vós dizerem: “Sou pobre, não posso fazer a caridade”, e todos os dias vejo que faltais com a indulgência aos vossos semelhantes. Nada lhes perdoais e vos arvorais em juizes muitas vezes severos, sem quererdes saber se ficaríeis satisfeitos que do mesmo modo procedessem convosco. Não é também caridade a indulgência? Vós, que apenas podeis fazer a caridade praticando a indulgência, fazei-a assim, mas fazei-a largamente. Pelo que toca à caridade material, vou contar-vos uma história do outro mundo.
Dois homens acabavam de morrer. Dissera Deus: Enquanto esses dois homens viverem, deitar-se-ão em sacos diferentes as boas ações de cada um deles, para que por ocasião de sua morte sejam pesadas. Quando ambos chegaram aos últimos momentos, mandou Deus que lhe trouxessem os dois sacos. Um estava cheio, volumoso, atochado, e nele ressoava o metal que o enchia; o outro era pequenino e tão vazio que se podiam contar as moedas que continha. Este o meu, disse um, reconheço-o; fui rico e dei muito. Este o meu, disse o outro, sempre fui pobre, oh! quase nada tinha para repartir. Mas, oh! surpresa! postos na balança os dois sacos, o mais volumoso se revelou leve, mostrando-se pesado o outro, tanto que fez se elevasse muito o primeiro no prato da balança. Deus, então, disse ao rico: deste muito, é certo, mas deste por ostentação e para que o teu nome figurasse em todos os templos do orgulho e, ao demais, dando, de nada te privaste. Vai para a esquerda e fica satisfeito com o te serem as tuas esmolas, contadas por qualquer coisa. Depois, disse ao pobre: Tu deste pouco, meu amigo; mas, cada uma das moedas que estão nesta balança representa uma privação que te impuseste; não deste esmolas, entretanto, praticaste a caridade, e, o que vale muito mais, fizeste a caridade naturalmente, sem cogitar de que te fosse levada em conta; foste indulgente; não te constituíste juiz do teu semelhante; ao contrário, todas as suas ações lhe relevaste: passa à direita e vai receber a tua recompensa. — Um Espírito protetor. (Lião, 1861.)
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 15.)