quarta-feira, 26 de junho de 2019

OUÇAMOS ATENTOS



“Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça.” – Jesus. (Mateus, 6:33.)

Apesar de todos os esclarecimentos do Evangelho, os discípulos encontram dificuldade para equilibrarem, convenientemente, a bússola do coração.

Recorre-se à fé, na sede de paz espiritual, no anseio de luz, na pesquisa da solução aos problemas graves do destino. Todavia, antes de tudo, o aprendiz costuma procurar a realização dos próprios caprichos; o predomínio das opiniões que lhe são peculiares; a subordinação de outrem aos seus pontos de vista; a submissão dos demais à força direta ou indireta de que é portador; a consideração alheia ao seu modo de ser; a imposição de sua autoridade personalíssima; os caminhos mais agradáveis; as comodidades fáceis do dia que passa; as respostas favoráveis aos seus intentos e a plena satisfação própria no imediatismo vulgar.

Raros aceitam as condições do discipulado.

Em geral, recusam o título de seguidores do Mestre.

Querem ser favoritos de Deus.

Conhecemos, no entanto, a natureza humana, da qual ainda somos partícipes, não obstante a posição de espíritos desencarnados. E sabemos que a vida burilará todas as criaturas nas águas lustrais da experiência.

Lutaremos, sofreremos e aprenderemos, nas variadas esferas de luta evolutiva e redentora.

Considerando, porém, a extensão das bênçãos que nos felicitam a estrada, acreditamos seria útil à nossa felicidade e equilíbrio permanentes ouvir, com atenção, as palavras do Senhor: 
“Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça.”
***************************
EMMANUEL
(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)




MENSAGEM DO ESE:

Dever-se-á pôr termo às provas do próximo?

– Deve alguém pôr termo às provas do seu próximo quando o possa, ou deve, para respeitar os desígnios de Deus, deixar que sigam seu curso? 

Já vos temos dito e repetido muitíssimas vezes que estais nessa Terra de expiação para concluirdes as vossas provas e que tudo que vos sucede é conseqüência das vossas existências anteriores, são os juros da dívida que tendes de pagar. Esse pensamento, porém, provoca em certas pessoas reflexões que devem ser combatidas, devido aos funestos efeitos que poderiam determinar.

Pensam alguns que, estando-se na Terra para expiar, cumpre que as provas sigam seu curso. Outros há, mesmo, que vão até ao ponto de julgar que, não só nada devem fazer para as atenuar, mas que, ao contrário, devem contribuir para que elas sejam mais proveitosas, tornando-as mais vivas. Grande erro. É certo que as vossas provas têm de seguir o curso que lhes traçou Deus; dar-se-á, porém, conheçais esse curso? Sabeis até onde têm elas de ir e se o vosso Pai misericordioso não terá dito ao sofrimento de tal ou tal dos vossos irmãos: “Não irás mais longe?” Sabeis se a Providência não vos escolheu, não como instrumento de suplício para agravar os sofrimentos do culpado, mas como o bálsamo da consolação para fazer cicatrizar as chagas que a sua justiça abrira? Não digais, pois, quando virdes atingido um dos vossos irmãos: “É a justiça de Deus, importa que siga o seu curso.” Dizei antes: “Vejamos que meios o Pai misericordioso me pôs ao alcance para suavizar o sofrimento do meu irmão. Vejamos se as minhas consolações morais, o meu amparo material ou meus conselhos poderão ajudá-lo a vencer essa prova com mais energia, paciência e resignação. Vejamos mesmo se Deus não me pôs nas mãos os meios de fazer que cesse esse sofrimento; se não me deu a mim, também como prova, como expiação talvez, deter o mal e substituí-lo pela paz.” 

Ajudai-vos, pois, sempre, mutuamente, nas vossas respectivas provações e nunca vos considereis instrumentos de tortura. Contra essa idéia deve revoltar-se todo homem de coração, principalmente todo espírita, porquanto este, melhor do que qualquer outro, deve compreender a extensão infinita da bondade de Deus. Deve o espírita estar compenetrado de que a sua vida toda tem de ser um ato de amor e de devotamento; que faça ele o que fizer para se opor às decisões do Senhor, estas se cumprirão. Pode, portanto, sem receio, empregar todos os esforços por atenuar o amargor da expiação, certo, porém, de que só a Deus cabe detê-la ou prolongá-la, conforme julgar conveniente.

Não haveria imenso orgulho, da parte do homem, em se considerar no direito de, por assim dizer, revirar a arma dentro da ferida? De aumentar a dose do veneno nas vísceras daquele que está sofrendo, sob o pretexto de que tal é a sua expiação? Oh! considerai-vos sempre como instrumento para fazê-la cessar. Resumindo: todos estais na Terra para expiar; mas, todos, sem exceção, deveis esforçar-vos por abrandar a expiação dos vossos semelhantes, de acordo com a lei de amor e caridade. 
*****************************
— Bernardino, Espírito protetor. (Bordéus, 1863.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 27.)



terça-feira, 25 de junho de 2019

Buscando nos conhecer




Será que sabemos realmente quem somos?

Nós nos preocupamos com essa questão ou acreditamos que ela seja apenas para os filósofos e para os livros de autoajuda?

Essa é uma busca fundamental se desejamos ter uma vida mais feliz, se procuramos nos relacionar melhor, se queremos enfrentar a vida e seus desafios com mais coragem.

É igualmente uma busca desafiadora, uma busca no sentido oposto de todas as que fizemos até hoje, uma vez que sempre fomos na direção do mundo exterior.

Fomos exploradores, desbravadores, conquistadores.

Descobrimos novas terras, novas tecnologias, até novos mundos além do nosso. Nossos pés pisaram na lua, o satélite natural da Terra.

Dispomos de instrumentos que nos propiciam observar astros a milhões de anos-luz da Terra. Tornamo-nos extremamente hábeis em olhar para longe.

E olhar para dentro? Será que lembramos de voltar nossa atenção para dentro de nós mesmos?

Há um universo inexplorado na alma humana, universo que precisamos descobrir e conhecer.

Se teremos que conviver conosco por toda a eternidade, uma vez que o Espírito é imortal, que tal convivermos bem?

Que tal convivermos em paz, sabendo o que vai em nosso íntimo, nossas imperfeições e potencialidades, por exemplo?

Comecemos pela essência de tudo: nossa criação.

Somos obra de uma Inteligência Superior, da maior de todas as inteligências, que também é causa primária de todas as coisas.

Assim, podemos afirmar que temos uma origem divina. Nossa origem é importante, é grandiosa. Carregamos em nós a assinatura de uma Inteligência que regula o Universo através de leis perfeitas.

Não somos pouco, somos muito. Fazemos parte de uma engrenagem gigantesca que nossa compreensão ainda não alcança com profundidade, mas que nosso sentimento percebe e se rende, humildemente.

Como consequência disso há um segundo ponto, tão importante quanto esse: nossa destinação certa à felicidade.

Fomos todos criados simples e ignorantes, isto é, sem nenhum saber. A cada nova existência, Deus nos confere determinada missão, com o fim de nos esclarecer e de nos fazer chegar progressivamente à perfeição, pelo conhecimento da verdade.

É na conquista dessa perfeição que vamos construindo naturalmente a pura e eterna felicidade.

Tudo que existe no meio desse caminho são mecanismos, experiências, estradas, que nos levam a esse objetivo.

Alguns o alcançamos facilmente, outros, rebeldes, relutamos e permanecemos tempo mais dilatado em sofrimento. Contudo, são sempre escolhas nossas.

Somos obras divinas criadas para a felicidade.

Buscando nos conhecer vamos entendendo como funcionamos internamente, vamos entendendo nossas emoções, nossos sentimentos.

Buscando nos conhecer vamos percebendo nossas tendências boas e más, reforçando as boas e combatendo as que não mais queremos em nossa vida.

Refletindo diariamente sobre quem somos, vamos nos melhorando, tomando decisões sobre nós mesmos e resistindo à atração do mal.

Assim conquistamos o auto amor, construindo paralelamente o amor ao nosso próximo e, como consequência, entendendo mais do amor ao nosso Criador.

É a reforma íntima o caminho que nos leva ao nosso destino certo.
===============================
Redação do Momento Espírita.
----------------------------------------------------------------
Formatação e pesquisa: MILTER – 23-06-2019  



 


MENSAGEM DO ESE:

Ninguém poderá ver o Reino de Deus se não nascer de novo

Jesus, tendo vindo às cercanias de Cesaréia de Filipe, interrogou assim seus discípulos: “Que dizem os homens, com relação ao Filho do Homem? Quem dizem que eu sou?” — Eles lhe responderam: “Dizem uns que és João Batista; outros, que Elias; outros, que Jeremias, ou algum dos profetas.” — Perguntou-lhes Jesus: “E vós, quem dizeis que eu sou?” — Simão Pedro, tomando a palavra, respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” — Replicou-lhe Jesus: “Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue que isso te revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.” (S. Mateus, cap. XVI, vv. 13 a 17; S. Marcos, cap. VIII, vv. 27 a 30.)

Nesse ínterim, Herodes, o Tetrarca, ouvira falar de tudo o que fazia Jesus e seu espírito se achava em suspenso — porque uns diziam que João Batista ressuscitara dentre os mortos; outros que aparecera Elias; e outros que uns dos antigos profetas ressuscitara. — Disse então Herodes: “Mandei cortar a cabeça a João Batista; quem é então esse de quem ouço dizer tão grandes coisas?” E ardia por vê-lo. (S. Marcos, cap. VI, vv. 14 a 16; S. Lucas, cap. IX, vv. 7 a 9.)

(Após a transfiguração.) Seus discípulos então o interrogam desta forma: “Por que dizem os escribas ser preciso que antes volte Elias?” — Jesus lhes respondeu: “É verdade que Elias há de vir e restabelecer todas as coisas: — mas, eu vos declaro que Elias já veio e eles não o conheceram e o trataram como lhes aprouve. É assim que farão sofrer o Filho do Homem.” — Então, seus discípulos compreenderam que fora de João Batista que ele falara. (S. Mateus, cap. XVII, vv. 10 a 13; — S. Marcos, cap. IX, vv. 11 a 13.)

A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. Só os saduceus, cuja crença era a de que tudo acaba com a morte, não acreditavam nisso. As idéias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidas, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo. Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o fato poderia dar-se. Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama reencarnação. Com efeito, a ressurreição dá idéia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos.

A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. A palavra ressurreição podia assim aplicar-se a Lázaro, mas não a Elias, nem aos outros profetas. Se, portanto, segundo a crença deles, João Batista era Elias, o corpo de João não podia ser o de Elias, pois que João fora visto criança e seus pais eram conhecidos. João, pois, podia ser Elias reencarnado, porém, não ressuscitado.
**************************
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, itens 1 a 4.)

 

 

segunda-feira, 24 de junho de 2019

ENUMERA IGUALMENTE


Quando te dispuseres a listar as inúmeras provas que tens enfrentado na existência, não te esqueças, igualmente, de enumerar as bênçãos que nela tens recebido centuplicadamente.

Os teus dias de tranquilidade são muito mais numerosos que os teus dias de aflição.

Sorris bem mais do que choras.

Acontecimentos positivos se te sucedem com maior frequência que os negativos.

Contrapondo-se a curtas fases de doença, sempre desfrutaste de longos períodos de perfeita saúde.

A tua mesa sempre foi mais farta que desprovida de pão.

Contas com mais amigos que inimigos.

Ouves, com certeza, mais palavras de incentivo que de desencorajamento.

Dentro de todas as tuas lutas, embora não sendo tão expressivas quanto gostarias que fossem, experimentas mais vitórias que fracassos.

Não há, pois, como negar que, mesmo estando presentemente em situação de sofrimento, tens muito mais a agradecer à Vida do que dela te queixares.
****************************
Irmão José (psic. Carlos Baccelli - o livro "Amai-vos uns aos outros") 





MENSAGEM DO ESE:

A nova era (II)

Um dia, Deus, em sua inesgotável caridade, permitiu que o homem visse a verdade varar as trevas. Esse dia foi o do advento do Cristo. Depois da luz viva, voltaram as trevas. Após alternativas de verdade e obscuridade, o mundo novamente se perdia. Então, semelhantemente aos profetas do Antigo Testamento, os Espíritos se puseram a falar e a vos advertir. O mundo está abalado em seus fundamentos; reboará o trovão.

 Sede firmes! 

O Espiritismo é de ordem divina, pois que se assenta nas próprias leis da Natureza, e estai certos de que tudo o que é de ordem divina tem grande e útil objetivo. O vosso mundo se perdia; a Ciência, desenvolvida à custa do que é de ordem moral, mas conduzindo-vos ao bem-estar material, redundava em proveito do espírito das trevas. Como sabeis, cristãos, o coração e o amor têm de caminhar unidos à Ciência. O reino do Cristo, ah! passados que são dezoito séculos e apesar do sangue de tantos mártires, ainda não veio. 

Cristãos, voltai para o Mestre, que vos quer salvar. Tudo é fácil àquele que crê e ama; o amor o enche de inefável alegria. Sim, meus filhos, o mundo está abalado; os bons Espíritos vo-lo dizem sobejamente; dobrai-vos à rajada que anuncia a tempestade, a fim de não serdes derribados, isto é, preparai-vos e não imiteis as virgens loucas, que foram apanhadas desprevenidas à chegada do esposo.

A revolução que se apresta é antes moral do que material. Os grandes Espíritos, mensageiros divinos, sopram a fé, para que todos vós, obreiros esclarecidos e ardorosos, façais ouvir a vossa voz humilde, porquanto sois o grão de areia; mas, sem grãos de areia, não existiriam as montanhas. 

Assim, pois, que estas palavras — “Somos pequenos” — careçam para vós de significação. A cada um a sua missão, a cada um o seu trabalho. Não constrói a formiga o edifício de sua república e imperceptíveis animálculos não elevam continentes? Começou a nova cruzada. Apóstolos da paz universal, que não de uma guerra, modernos São Bernardos, olhai e marchai para frente; a lei dos mundos é a do progresso. 

– Fénelon. (Poitiers, 1861.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, item 10.)



domingo, 23 de junho de 2019

Desejos


Desejo é realização antecipada. 

Querendo, mentalizamos; mentalizando, agimos; agindo, atraímos; e atraindo, realizamos. 

Como você pensa, você crê, e como você crê, será. 

Cada um tem hoje o que desejou ontem e terá amanhã o que deseja hoje.

Campo de desejo, no terreno do espírito, é semelhante ao campo de cultura na gleba do mundo, na qual cada lavrador é livre na sementeira e responsável na colheita.

 O tempo que o malfeitor gastou para agir em oposição à lei, é igual ao tempo que o santo despendeu para trabalhar sublimando a vida.

Todo desejo, na essência, é uma entidade tomando a forma correspondente. 

A vida é sempre o resultado de nossa própria escolha.

 O pensamento é vivo e depois de agir sobre o objetivo a que se endereça, reage sobre a criatura que o emitiu, tanto em relação ao bem quanto ao mal. 

A sentença de Jesus: “Procura e achará”, equivale a dizer: “encontrarás o que desejas”.
*******************************
Do livro Sinal Verde – psicografia Francisco Cândido Xavier,
pelo Espírito André Luiz




MENSAGEM DO ESE:

A fé: mãe da esperança e da caridade

Para ser proveitosa, a fé tem de ser ativa; não deve entorpecer-se. Mãe de todas as virtudes que conduzem a Deus, cumpre-lhe velar atentamente pelo desenvolvimento dos filhos que gerou.

A esperança e a caridade são corolários da fé e formam com esta uma trindade inseparável. Não é a fé que faculta a esperança na realização das promessas do Senhor? Se não tiverdes fé, que esperareis? Não é a fé que dá o amor? Se não tendes fé, qual será o vosso reconhecimento e, portanto, o vosso amor? 

Inspiração divina, a fé desperta todos os instintos nobres que encaminham o homem para o bem. É a base da regeneração. Preciso é, pois, que essa base seja forte e durável, porquanto, se a mais ligeira dúvida a abalar que será do edifício que sobre ela construirdes? Levantai, conseguintemente, esse edifício sobre alicerces inamovíveis. Seja mais forte a vossa fé do que os sofismas e as zombarias dos incrédulos, visto que a fé que não afronta o ridículo dos homens não é fé verdadeira.

A fé sincera é empolgante e contagiosa; comunica-se aos que não na tinham, ou, mesmo, não desejariam tê-la. Encontra palavras persuasivas que vão à alma, ao passo que a fé aparente usa de palavras sonoras que deixam frio e indiferente quem as escuta. Pregai pelo exemplo da vossa fé, para a incutirdes nos homens. Pregai pelo exemplo das vossas obras para lhes demonstrardes o merecimento da fé. Pregai pela vossa esperança firme, para lhes dardes a ver a confiança que fortifica e põe a criatura em condições de enfrentar todas as vicissitudes da vida.

Tende, pois, a fé, com o que ela contém de belo e de bom, com a sua pureza, com a sua racionalidade. Não admitais a fé sem comprovação, cega filha da cegueira. Amai a Deus, mas sabendo porque o amais; crede nas suas promessas, mas sabendo porque acreditais nelas; segui os nossos conselhos, mas compenetrados do um que vos apontamos e dos meios que vos trazemos para o atingirdes. Crede e esperai sem desfalecimento: os milagres são obras da fé.

 — José, Espírito protetor. (Bordéus, 1862.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIX, item 11.)



sábado, 22 de junho de 2019

Leviandade Afetiva


Não exerças domínio psicológico sobre ninguém.

Nem submetas quem quer que seja aos teus caprichos.

A escravidão afetiva é um dos piores males que o homem pode causar ao seu semelhante.

Quem verdadeiramente ama trabalha pela independência da pessoa amada.

A leviandade com o sentimento daqueles que se te rendem às promessas não passa desapercebida da Lei.

O que fizeres aos outros, na mesma proporção, haverá de ser feito a ti.

O que hoje desdenhas amanhã suplicarás.

Trabalha pelo crescimento dos que Deus te confiou a guarda, e te farás admirado por eles.

Não os mantenha à mercê da tua vontade opressora como quem sempre os deseja em condição subalterna.
--------------------------------------------------------------------------------
Irmão José





MENSAGEM DO ESE:

Uma realeza terrestre


Quem melhor do que eu pode compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: “O meu reino não é deste mundo”? O orgulho me perdeu na Terra. Quem, pois, compreenderia o nenhum valor dos reinos da Terra, se eu o não compreendia? Que trouxe eu comigo da minha realeza terrena? Nada, absolutamente nada. E, como que para tornar mais terrível a lição, ela nem sequer me acompanhou até o túmulo! Rainha entre os homens, como rainha julguei que penetrasse no reino dos céus! Que desilusão! Que humilhação, quando, em vez de ser recebida aqui qual soberana, vi acima de mim, mas muito acima, homens que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não terem sangue nobre! Oh! como então compreendi a esterilidade das honras e grandezas que com tanta avidez se requestam na Terra! 

Para se granjear um lugar neste reino, são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade em toda a sua celeste prática, a benevolência para com todos. Não se vos pergunta o que fostes, nem que posição ocupastes, mas que bem fizestes, quantas lágrimas enxugastes.

Oh! Jesus, tu o disseste, teu reino não é deste mundo, porque é preciso sofrer pira chegar ao céu, de onde os degraus de um trono a ninguém aproximam. A ele só conduzem as veredas mais penosas da vida. Procurai-lhe, pois, o caminho, através das urzes e dos espinhos, não por entre as flores.

Correm os homens por alcançar os bens terrestres, como se os houvessem de guardar para sempre. Aqui, porém, todas as ilusões se somem. Cedo se apercebem eles de que apenas apanharam uma sombra e desprezaram os únicos bens reais e duradouros, os únicos que lhes aproveitam na morada celeste, os únicos que lhes podem facultar acesso a esta.

Compadecei-vos dos que não ganharam o reino dos céus; ajudai-os com as vossas preces, porquanto a prece aproxima do Altíssimo o homem; é o traço de união entre o céu e a Terra: não o esqueçais. 

— Uma Rainha de França. (Havre, 1863.)
********************
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. II, item 8.)

 

 

sexta-feira, 21 de junho de 2019

PESSOAS CONFUSAS



O desenvolvimento espiritual proporciona a abertura de todos os chakras e, em razão disso, as criaturas passam a se expressar verbalmente com objetividade e com uma pronúncia tranquila e agradável. Os seres que se aperfeiçoaram falam ou se comunicam de modo claro e sintético, pois aliaram a iluminação do chakra coronário com a do chakra laríngeo (responsável pela emissão da voz).

Se não exercitarmos o autoconhecimento, seremos pessoas sempre muito confusas, sem possibilidades de desenvolver uma coerência interna sobre nossos sentimentos e pensamentos e sem condições básicas de transmitir o que pensamos ou sentimos. Em virtude disso, não teremos elementos para bem traduzir o que vemos no exterior (situações, acontecimentos, atos e sentimentos dos outros), pois nosso interior estará embaralhado.

Pensamos ter decifrado corretamente as ideias, os conceitos e as emoções de outros seres (fora ou dentro do veículo físico) e, depois, descobrimos que a mensagem real era completamente diferente.

O que nos obriga, em muitas ocasiões, a reavaliar nossa faculdade psíquica de perceber as sensações espirituais é quando aceitamos que somos indivíduos em crescimento, estagários ao longo das fases do processo evolutivo. Por isso, quando admitimos nossa compreensão limitada, ou seja, nossa "evolução cíclica", aceitamos com maior naturalidade os equívocos de interpretação em que incorremos das ideias ou pensamentos dos Espíritos. Todos nós, em várias circunstâncias, temos lapsos em nossas comunicações; portanto, checar nossos pressupostos intercâmbios medianímicos nos traz reais benefícios, pelo aprimoramento de nossa faculdade do sexto sentido.

(...)

A criatura humana é seletiva, está sempre mais interessada em uma coisa do que em outra, rejeita ou acolhe ideias ou situações durante o tempo todo em que pensa. Aceitamos aquilo que nos capacita a entender os fatos de uma forma mais satisfatória. Quer dizer: as informações que recebemos nos chegam através de múltiplas "vias" do mundo mental, o que significa que as dificuldade de compreensão em verdade se referem ao uso que fazemos dessas diferentes "vias", quando estabelecemos contato com alguém (encarnado ou não). Ao ficarmos cientes de que grande parte de nosso mundo interno está fora de nosso campo de percepção, começamos a entender as interpretações e argumentos diversos de cada pessoa e a respeitá-los.

(...)

Podemos concluir perante as opiniões discordantes: o homem inseguro as teme, o fanático as afronta, o educador as compreende e o ponderado as respeita. A verdade é relativa no atual estágio evolutivo da Terra.

"Evita controvérsias insensatas, genealogias, dissensões e debates sobre a Lei, porque de nada adiantam, e são fúteis. Depois de uma primeira e de uma segunda admoestação, nada mais tens a fazer com um homem faccioso (...)"(1)

Quando o Apóstolo dos Gentios escreveu essa exortação, não desejava dizer que devemos ser coniventes ou apáticos com tudo que é incoerente ou contraditório, mas que de nada adiantam contendas ou imposições, pois cada existência está ligada a determinado grau de entendimento. Existe em nós um dispositivo psicológico – regulado pelo nosso estágio evolutivo – que absorve os acontecimentos e os ensinos de acordo com nossas conquistas nas áreas de percepção e do entendimento. Portanto, nosso modo de entender ou compreender alguma coisa deve-se a causas situadas nas profundezas de nossa alma, a qual se encontra em constante aprendizagem pelos caminhos da Vida. "Depois de uma primeira e de uma segunda admoestação", quer dizer, após compartilharmos nossas ideias com os outros, não devemos forçá-los ou coagi-los a aceitá-las. O aprendizado com amor implica não obrigar ninguém a nada, pois, de todos os sentimentos, o amor é, incontestavelmente, o que mais salvaguarda a liberdade individual e o que mais assegura a livre iniciativa.

De nada adianta tentarmos transformar a qualquer preço um "homem faccioso" - parcial, sectário. É-nos impossível alterar as leis naturais; temos, sim, que aprender a respeitá-las, visto que a transformação só acontece quando estamos preparados ou prontos para mudar.
********************************************
Livro: A Imensidão dos Sentidos
Francisco do Espírito Santo Neto, pelo Espírito Hammed
Boa Nova Editora e Distribuidora






MENSAGEM DO ESE:

Os trabalhadores da última hora

O reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu de madrugada, a fim de assalariar trabalhadores para a sua vinha. — Tendo convencionado com os trabalhadores que pagaria um denário a cada um por dia, mandou-os para a vinha. Saiu de novo à terceira hora do dia e, vendo outros que se conservavam na praça sem fazer coisa alguma, — disse-lhes: Ide também vós outros para a minha vinha e vos pagarei o que for razoável. Eles foram. — Saiu novamente à hora sexta e à hora nona do dia e fez o mesmo. — Saindo mais uma vez à hora undécima, encontrou ainda outros que estavam desocupados, aos quais disse: Por que permaneceis aí o dia inteiro sem trabalhar? — É, disseram eles, que ninguém nos assalariou. Ele então lhes disse: Ide vós também para a minha vinha.


Ao cair da tarde disse o dono da vinha àquele que cuidava dos seus negócios: Chama os trabalhadores e paga-lhes, começando pelos últimos e indo até aos primeiros. — Aproximando-se então os que só à undécima hora haviam chegado, receberam um denário cada um. — Vindo a seu turno os que tinham sido encontrados em primeiro lugar, julgaram que iam receber mais; porém, receberam apenas um denário cada um. — Recebendo-o, queixaram-se ao pai de família, — dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora e lhes dás tanto quanto a nós que suportamos o peso do dia e do calor.


Mas, respondendo, disse o dono da vinha a um deles: Meu amigo, não te causo dano algum; não convencionaste comigo receber um denário pelo teu dia? Toma o que te pertence e vai-te; apraz-me a mim dar a este último tanto quanto a ti. — Não me é então lícito fazer o que quero? Tens mau olho, porque sou bom? 
Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos, porque muitos são os chamados e poucos os escolhidos. (S. MATEUS, cap. XX, vv. 1 a 16. Ver também: “Parábola do festim das bodas”, cap. XVIII, nº 1.)
*****************************
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XX, item 1.)



quinta-feira, 20 de junho de 2019

Corpus Christi

 


Como começou a comemoração de Corpus Christi pelos católicos?
Segundo narração católica, uma garota chamada Juliana que nasceu em Liège em 1192, interna de um convento das agostinianas em Mont Cornillon, aos 17 anos começou a ter 'visões'. O Papa Urbano recebeu o segredo das visões. Uma das visões retratava um disco lunar dentro do qual havia uma parte escura. Istofoi interpretado como sendo uma ausência de uma festa eucarística no calendário litúrgico para agradecer o sacramento da Eucaristia. Então, Corpus Christi tornou-se um feriado católico cuja finalidade é para agradecer a presença "real" de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia. A hóstia, acreditam eles, ser o próprio corpo do Cristo (Corpus Christi em latim), e o vinho o sangue.
Mas, o que é Eucaristia?
É um ritual que reproduz a última ceia, onde Jesus disse: "Este é o meu corpo . . . isto é o meu sangue . . . fazei isto em memória de mim", com o intenção de promover a comunhão (comum-união) entre os católicos e Jesus. Tal ritual acontece durante as missas quando o padre distribui o hóstia e toma um gole de vinho.
Onde começou a procissão de Corpus Christi com as ruas enfeitadas?
Os protestantes da Reforma de Lutero, negavam a presença real de Cristo na Eucaristia. Por isso, o catolicismo fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística nas ruas das cidades, como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia. Tornou-se, então, uma disputa entre católicos e protestantes, esquecendo assim o verdadeiro sentido do cristianismo. Por isso, vemos os católicos enfeitarem as ruas nesta data.

E para os espíritas, o que significa a frase: "Este é o meu corpo . . . isto é o meu sangue . . . fazei isto em memória de mim"?
Jesus, na última refeição que fez com os apóstolos, tomou de um pão, deu graças e repartiu entre eles, dizendo ser (simbolicamente) o "seu corpo" (o corpo da sua doutrina: o pão espiritual) oferecido para eles. Da mesma maneira Jesus fez com o cálice de vinho, dizendo ser (simbolicamente) seu sangue (o sacrifício que Ele se submeteria para beneficiá-los). E pediu: "façam isto em memória de mim."
Para nós espíritas, Jesus pediu para que os apóstolos (do cristianismo), em qualquer época, de qualquer religião, compartilhassem uns com os outros o pão de sua doutrina que é o pão espiritual: O AMOR, ou melhor, o pão de cada dia, seja ele o pão de trigo, o pão do espírito, o pão da dor ou da alegria. Enfim, que doassem e se doassem, com sacrifício, derramando sangue, se preciso fosse, assim como Ele fez por nós. Ele fez este pedido porque sabia que sua doutrina (o cristianismo) não seria de fácil aceitação, por isso concluiu nesta mesma ceia: "se me perseguiram, também perseguirão a vós outros." Tanto que seus apóstolos foram perseguidos e mortos barbaramente. Exemplo: Pedro foi crucificado de cabeça para baixo; os cristãos novos morreram nas arenas comidos por leões. E Jesus conclui pedindo que fizessem isto em memória Dele, ou seja, para que Seus ensinamentos não ficassem esquecidos.
O que podemos fazer para que os ensinamentos cristãos não fiquem esquecidos?
Ressuscitando Jesus em nossas atitudes e palavras e não apenas reproduzindo Seus gestos e palavras. Afinal, foi Ele que nos ensinou que: "A fé sem obras (úteis) é morta."
*******************************
Texto de Rudymara
Site grupoallankardec.blogspot.com.br

 Corpus Christi - Divaldo Franco 

 https://www.youtube.com/watch?v=7wWX6R1Fp9k 

 



MENSAGEM DO ESE:
Obediência e resignação


A doutrina de Jesus ensina, em todos os seus pontos, a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura e muito ativas, se bem os homens erradamente as confundam com a negação do sentimento e da vontade. A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração, forças ativas ambas, porquanto carregam o fardo das provações que a revolta insensata deixa cair. O pusilânime não pode ser resignado, do mesmo modo que o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes. Jesus foi a encarnação dessas virtudes que a antigüidade material desprezava. Ele veio no momento em que a sociedade romana perecia nos desfalecimentos da corrupção. Veio fazer que, no seio da Humanidade deprimida, brilhassem os triunfos do sacrifico e da renúncia carnal.
Cada época é marcada, assim, com o cunho da virtude ou do vício que a tem de salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual; seu vicio é a indiferença moral. Digo, apenas, atividade, porque o gênio se eleva de repente e descobre, por si só, horizontes que a multidão somente mais tarde verá, enquanto que a atividade é a reunião dos esforços de todos para atingir um fim menos brilhante, mas que prova a elevação intelectual de uma época. Submetei-vos à impulsão que vimos dar aos vossos espíritos; obedecei à grande lei do progresso, que é a palavra da vossa geração. Ai do espírito preguiçoso, ai daquele que cerra o seu entendimento! Ai dele! porquanto nós, que somos os guias da Humanidade em marcha, lhe aplicaremos o látego e lhe submeteremos a vontade rebelde, por meio da dupla ação do freio e da espora. Toda resistência orgulhosa terá de, cedo ou tarde, ser vencida. Bem-aventurados, no entanto, os que são brandos, pois prestarão dócil ouvido aos ensinos.

 — Lázaro. (Paris, 1863.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IX, item 8.)

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Fascinação



Se te consideras um espírito em situação de privilégio sobre os demais…

Se te acreditas portador de novas revelações para os homens…

Se escreves ou falas, como se a razão estivesse sempre do teu lado…

Se te orgulhas de possuir suposta ilibada condição moral que raia à intolerância…

Se tens dificuldade em aceitar a possibilidade de uma influência espiritual perniciosa contigo…

Se os alvitres e advertências do Mundo Espiritual nunca são para ti…

Embora a contragosto, convém que comeces a admitir a provável hipótese de que te encontras sob o império da fascinação.
*************************
Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “Senhor e Mestre”)





MENSAGEM DO ESE:

Não julgueis, para não serdes julgados. Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado

Não julgueis, a fim de não serdes julgados; — porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros; empregar-se-á convosco a mesma medida de que voz tenhais servido para com os outros. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 1 e 2.)
Então, os escribas e os fariseus lhe trouxeram uma mulher que fora surpreendida em adultério e, pondo-a de pé no meio do povo, — disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher acaba de ser surpreendida em adultério; — ora, Moisés, pela lei, ordena que se lapidem as adúlteras. Qual sobre isso a tua opinião?” — Diziam isto para o tentarem e terem de que o acusar. Jesus, porém, abaixando-se, entrou a escrever na terra com o dedo. — Como continuassem a interrogá-lo, ele se levantou e disse: “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.” — Em seguida, abaixando-se de novo, continuou a escrever no chão. — Quanto aos que o interrogavam, esses, ouvindo-o falar daquele modo, se retiraram, um após outro, afastando-se primeiro os velhos. Ficou, pois, Jesus a sós com a mulher, colocada no meio da praça.
Então, levantando-se, perguntou-lhe Jesus: “Mulher, onde estão os que te acusaram? Ninguém te condenou?” — Ela respondeu: “Não, Senhor.” Disse-lhe Jesus: “Também eu não te condenarei. Vai-te e de futuro não tornes a pecar.” (S. JOÃO, cap. VIII, vv. 3 a 11.)
“Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”, disse Jesus. Essa sentença faz da indulgência um dever para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.
O reproche lançado à conduta de outrem pode obedecer a dois móveis: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos se criticam. Não tem escusa nunca este último propósito, porquanto, no caso, então, só há maledicência e maldade. O primeiro pode ser louvável e constitui mesmo, em certas ocasiões, um dever, porque um bem deverá daí resultar, e porque, a não ser assim, jamais, na sociedade, se reprimiria o mal. Não cumpre, aliás, ao homem auxiliar o progresso do seu semelhante? Importa, pois, não se tome em sentido absoluto este princípio: “Não julgueis se não quiserdes ser julgado”, porquanto a letra mata e o espírito vivifica.
Não é possível que Jesus haja proibido se profligue o mal, uma vez que ele próprio nos deu o exemplo, tendo-o feito, até, em termos enérgicos. O que quis significar é que a autoridade para censurar está na razão direta da autoridade moral daquele que censura. Tornar-se alguém culpado daquilo que condena noutrem é abdicar dessa autoridade, é privar-se do direito de repressão. A consciência íntima, ao demais, nega respeito e submissão voluntária àquele que, investido de um poder qualquer, viola as leis e os princípios de cuja aplicação lhe cabe o encargo. Aos olhos de Deus, uma única autoridade legítima existe: a que se apóia no exemplo que dá do bem. É o que, igualmente, ressalta das palavras de Jesus.



(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 11 a 13.)



terça-feira, 18 de junho de 2019

NA MAIORIA DAS VEZES





O ambiente espiritual hostil de que te queixas…


A vibração negativa que te envolve…


O desconforto emocional, com repercussões físicas…


A sensibilidade psíquica exacerbada…


A prostração de natureza moral que te acomete…


Os pensamentos de ordem inferior que te assaltam…


Na maioria das vezes, são problemas contigo mesmo e não devidos aos outros.
*******************************
Irmão José – do livro “Senhor e Mestre”










MENSAGEM DO ESE:


O óbolo da viúva


Estando Jesus sentado defronte do gazofilácio, a observar de que modo o povo lançava ali o dinheiro, viu que muitas pessoas ricas o deitavam em abundância. — Nisso, veio também uma pobre que apenas deitou duas pequenas moedas do valor de dez centavos cada uma. — Chamando então seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu muito mais do que todos os que antes puseram suas dádivas no gazofilácio; — por isso que todos os outros deram do que lhes abunda, ao passo que ela deu do que lhe faz falta, deu mesmo tudo o que tinha para seu sustento. (SÃO MARCOS, cap. XII, vv. 41 a 44. — S. LUCAS, cap. XXI, vv. 1 a 4.)
Multa gente deplora não poder fazer todo o bem que desejara, por falta de recursos suficientes, e, se desejam possuir riquezas, é, dizem, para lhes dar boa aplicação. É sem dúvida louvável a intenção e pode até nalguns ser sincera. Dar-se-á, contudo, seja completamente desinteressada em todos? Não haverá quem, desejando fazer bem aos outros, muito estimaria poder começar por fazê-lo a si próprio, por proporcionar a si mesmo alguns gozos mais, por usufruir de um pouco do supérfluo que lhe falta, pronto a dar aos pobres o resto? Esta segunda intenção, que esses tais porventura dissimulam aos seus próprios olhos, mas que se lhes depararia no fundo dos seus corações, se eles os perscrutassem, anula o mérito do intento, visto que, com a verdadeira caridade, o homem pensa nos outros antes de pensar em si. O ponto sublimado da caridade, nesse caso, estaria em procurar ele no seu trabalho, pelo emprego de suas forças, de sua inteligência, de seus talentos, os recursos de que carece para realizar seus generosos propósitos. Haveria nisso o sacrifício que mais agrada ao Senhor. Infelizmente, a maioria vive a sonhar com os meios de mais facilmente se enriquecer de súbito e sem esforço, correndo atrás de quimeras, quais a descoberta de tesouros, de uma favorável ensancha aleatória, do recebimento de inesperadas heranças, etc. Que dizer dos que esperam encontrar nos Espíritos auxiliares que os secundem na consecução de tais objetivos? Certamente não conhecem, nem compreendem a sagrada finalidade do Espiritismo e, ainda menos, a missão dos Espíritos a quem Deus permite se comuniquem com os homens. Daí vem o serem punidos pelas decepções. (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, nº 294 e nº 295.) 
Aqueles cuja intenção está isenta de qualquer idéia pessoal, devem consolar-se da impossibilidade em que se vêem de fazer todo o bem que desejariam, lembrando-se de que o óbolo do pobre, do que dá privando-se do necessário, pesa mais na balança de Deus do que o ouro do rico que dá sem se privar de coisa alguma. Grande seria realmente a satisfação do primeiro, se pudesse socorrer, em larga escala, a indigência; mas, se essa satisfação lhe é negada, submeta-se e se limite a fazer o que possa. Aliás, será só com o dinheiro que se podem secar lágrimas e dever-se-á ficar inativo, desde que se não tenha dinheiro? Todo aquele que sinceramente deseja ser útil a seus irmãos, mil ocasiões encontrará de realizar o seu desejo. Procure-as e elas se lhe depararão; se não for de um modo, será de outro, porque ninguém há que, no pleno gozo de suas faculdades, não possa prestar um serviço qualquer, prodigalizar um consolo, minorar um sofrimento físico ou moral, fazer um esforço útil. Não dispõem todos, à falta de dinheiro, do seu trabalho, do seu tempo, do seu repouso, para de tudo isso dar uma parte ao próximo? Também aí está a dádiva do pobre, o óbolo da viúva.
*****************************


(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, itens 5 e 6.)

*********************************************************

Os 10 Principais Tipos de Obsessores

Francisco Carvalho


Resumo de um trecho do livro "Influências Energéticas Humanas", 4ª edição, do mesmo autor






Será possível?
-- Além do célebre motivo de vingança, existem dois tipos de obsessores atraídos por nós, os encarnados?
-- Três tipos motivados por amor?
-- Um tipo onde os papéis se invertem e os verdadeiros obsessores somos nós mesmos?
-- Nem sempre o obsessor quer nos prejudicar?
-- Às vezes, ele julga que está nos ajudando?
-- Outras vezes, ele pode nos causar um benefício real?
-- Em muitos casos, ele não teve nenhum vínculo ou relacionamento anterior conosco?
-- Em um caso, ele é um idealista tresloucado? Um verdadeiro terrorista espiritual?
-- Em outro, um empreiteiro autônomo?
-- E em outro, um "soldado mandado"?
Sim! É isto mesmo! 
-- Vamos conferir?





Os 10 Principais Tipos


Tipo 1 - Obsessor Morador 


Tipo 2 - Obsessor Atraído - primeiro caso


Tipo 3 - Obsessor Atraído - segundo caso


Tipo 4 - Obsessor por Amor - primeiro caso


Tipo 5 - Obsessor por Amor - segundo caso


Tipo 6 - Obsessor por Amor - terceiro caso


Tipo 7 - Obsessor Escravo 


Tipo 8 - Obsessor Empreiteiro Autônomo 


Tipo 9 - Obsessor Soldado do Mal


Tipo 10 - Obsessor Vingador





Esclarecimento


A principal finalidade do autor, ao "batizar" esses principais tipos de obsessores com esses dez inusitados nomes, é exclusivamente didática, haja vista que pretende facilitar a imediata identificação de cada um deles. Portanto, não existe nem a mais remota intenção de menosprezá-los ou ridicularizá-los, principalmente porque eles são nossos legítimos Irmãos-em-Deus, e, como tal, merecedores, pelo menos, da nossa compreensão fraternal, e até mesmo da nossa atuação solidária. E também porque, no passado - quem sabe? - fomos obsessores iguais ou piores que eles...
Além disto, esse é um modo deliberadamente bem humorado de iniciar uma embasada e profunda abordagem de uma problemática humana que pode ser muito grave e mais sériaainda, principalmente porque a sua atuação nociva independe de nossas crenças a este respeito.
Tem mais! Ao longo deste trabalho, o autor, em muitos casos, precisou atuar - a bem da verdade - como verdadeiro "advogado de defesa" deles...





Tipo 1
Obsessor Morador


Histórico
Um desencarnado optou por continuar vivendo naquela mesma casa ou naquele local que freqüentava assiduamente - e ao qual se apegara profundamente - antes de "morrer". 
Deste modo, transformou-se em obsessor dos encarnados que moram ou freqüentam aquele lugar.
Anteriormente
Na maioria das vezes, ele nunca tivera nenhum tipo de relacionamento anterior com os seus obsediados. Ou seja, eles não se conheciam.
Perfil
Via de regra, é um solitário. Às vezes, está desnorteado ou revoltado. Mas, como todo obsessor, é um ser humano desequilibrado e desajustado, embora não necessariamente mau nem mal intencionado.
Objetivo básico
Continuar vivendo naquele local ao qual continua irresistivelmente apegado.
Atuação
Em alguns casos, ele simplesmente se diverte, tentando assustar os moradores ou freqüentadores daquele lugar. Ou então, nada faz, limitando-se a observá-los. 
Só em casos raros tenta fazer mal aos seus obsediados, porém, normalmente, com a intenção de expulsá-los daquele local do qual se julga o único dono e/ou o único com direito de viver ali.
Comentários
Ele, como todo desencarnado, só poderá ser visto por aqueles encarnados dotados do sentido extrafísico de vidência astral. 
Além disto, ele só poderá causar as chamadas "casas mal assombradas" se pelo menos um dos moradores ou frequentadores daquele lugar for dotado da faculdade extrafísica de produção do ectoplasma etérico, matéria-prima indispensável para ele poder produzir, se for capaz, os chamados "efeitos físicos".





Tipo 2
Obsessor Atraído - primeiro caso


Histórico
Num determinado dia, um desencarnado - dentre os muitos que perambulam pelo mundo físico - foi irresistivelmente atraído por um encarnado cujo perfil psicológico era idêntico ao seu, ou seja, ambos geram continuamente, em grandes quantidades, os mesmos tipos de potentes energias negativas - raiva, cólera, ira, mau-humor, agressividade, ciúmes, invejas, despeitos, depressões, tensões, etc. - e/ou têm os mesmos comportamentos extremamente desequilibrados e/ou desajustados e/ou revoltados e/ou fanáticos e/ou violentos etc.
A partir do fatídico momento daquela "atração fatal" de dois seres humanos tão semelhantes em caráter, índole, temperamento, vícios, hábitos, etc., aquele desencarnado passou a viver, 24 horas por dia, todos os dias, ao lado daquele encarnado igualzinho a ele.
Anteriormente
Na maioria das vezes, tal qual no caso anterior, ele nem sequer conhecia aquele encarnado.
Perfil
Normalmente, é semelhante ao caso anterior. Ou seja:
Via de regra, é um solitário. Às vezes, está desnorteado ou revoltado. Mas, como todo obsessor, é um ser humano desequilibrado e desajustado, embora não necessariamente mau nem mal intencionado.
Objetivo básico
Usufruir ao máximo daquela prazerosa companhia e/ou daquelas energias que ele tanto gosta e julga precisar muito.
Atuação
Normalmente, ele não deseja fazer nenhum mal ao seu obsediado. Pelo contrário, muitas vezes ele protege a vida daquele encarnado - a sua fonte de prazeres - por exemplo, no caso de alcoólatras.




Tipo 3
Obsessor Atraído - segundo caso


Comparação
É semelhante ao caso anterior, com a única diferença do desencarnado não ser atraído por um encarnado, e sim por um local em particular. 
Em outras palavras, aquilo que irresistivelmente atraiu o desencarnado "errante" foi um determinado ambiente que ele tanto gostou e onde se sente muitíssimo bem.
O local
Normalmente, trata-se de uma residência na qual os seus moradores, ou a maioria deles, vivem de maneira muito desajustada, tumultuada e desequilibrada. 
Ou, então, é um local de diversões, público ou privado, corretamente considerado "barra pesada" porque seus freqüentadores, ou a maioria deles, praticam excessos de várias naturezas sob o efeito do consumo desregrado de bebidas alcoólicas e/ou, pior ainda, do uso de drogas alucinógenas. 
Mas pode ser um local de trabalho onde, costumeiramente, são praticadas arbitrariedades, desonestidades, violências, etc.
Resultado
A partir do fatídico momento daquela "atração fatal" do desencarnado por um determinado lugar energeticamente semelhante, ele, literalmente, se mudou para aquele local, onde passou a residir. 
E, assim, ele se transformou em potencial obsessor - involuntário ou não - de todos os moradores ou frequentadores encarnados daquele ambiente.
Tal qual no caso anterior
A princípio, ele não tem nenhuma intenção de fazer mal a nenhum dos moradores ou freqüentadores daquele lugar. 
Inclusive, dependendo do caso, ele pode proteger as vidas desses ou daqueles encarnados "preferidos" dele, obviamente visando não perder aquelas suas fontes de prazeres.
E o seu objetivo básico é usufruir, ao máximo, daquelas prazerosas companhias e/ou daquelas energias que ele tanto gosta e julga precisar muito.
Vale esclarecer 
Como é mais que evidente, em qualquer caso - sem nenhuma exceção - o obsessor sempreé uma pessoa desajustada e desequilibrada, portanto, o seu campo magnético sempre é desajustado e desequilibrado, ou seja, sempre é negativo e nocivo.
Muitas vezes é extremamente negativo e nocivo, com o agravante de poder ser muito, muitíssimo, potente.
Por este simples e claro motivo
Em qualquer tipo de Obsessão, mesmo quando o desencarnado (obsessor) não pretende fazer nenhum mal a ninguém, a sua constante presença junto a determinados encarnados (obsediados) implica - inexoravelmente - na íntima proximidade do seu campo magnético (negativo e nocivo) com os campos magnéticos daqueles encarnados-obsediados. 
Isto, por si só, constitui um contínuo e terrivelmente deletério "bombardeio" de energias negativas e nocivas, às vezes muito potentes, daquele desencarnado (obsessor involuntário) para aqueles encarnados-obsediados.






Tipo 4
Obsessor por Amor - primeiro caso


Histórico 
Por vontade própria, e sem que nada lhe obrigasse a fazer isto, um desencarnado optou por permanecer 24 horas por dia, todos os dias, ao lado de um encarnado a quem continua amando desesperadoramente. 
Ele julga que não consegue viver longe daquele seu ente querido encarnado.
Anteriormente
Como é óbvio, ele teve profundos e íntimos laços afetivos, às vezes até fortes ligações sexuais, com seu obsediado.
Perfil
Normalmente, trata-se de um recém-desencarnado que é ex-cônjuge ou ex-amante ou um familiar muito próximo daquele desencarnado.
Tal qual ocorre com outros tipos de obsessores, muitas vezes ele não tem consciência plena da sua recente "morte". Quando tem, normalmente está profundamente indignado, revoltado e inconformado, principalmente com a compulsória interrupção da sua íntima e constante convivência com aquele seu ente querido encarnado, o que lhe causa uma situação tão aflitiva que ele tenta remediá-la - ou pelo menos atenuá-la - com a sua deliberada permanência próxima àquele encarnado querido.
Atuação
Como é mais do que evidente, ele não tem a mínima intenção de fazer nenhum tipo de mal àquele encarnado a quem ama desesperadoramente. 
No entanto, como já vimos, devido ao constante "bombardeio" de suas potentes e desequilibradas energias negativas e nocivas, involuntariamente ele faz mal, muito mal, aquele encarnado querido, repetindo, como inexorável conseqüência da sua contínua proximidade com aquele seu involuntário obsediado.




Tipo 5
Obsessor por Amor - segundo caso 


Comentário
É parecido com o caso anterior. A diferença é que ele, antes de se transformar em obsessor involuntário, não vivia junto daquele encarnado a quem tanto ama. E sim, desde a sua "morte" ele vagava pelo mundo físico, como fazem muitos desencarnados desequilibrados e desajustados. 
Ou, então, em casos mais raros, ele era um desencarnado equilibrado, ou que para tanto se esforçava, que morava em uma das maravilhosas colônias fraternas do plano astral, tipo o "Nosso Lar", descrito por André Luiz através da psicografia de Chico Xavier.
Num determinado dia
Ele teve conhecimento de um terrível problema que afligia um seu ente querido encarnado. Imediatamente, de livre e espontânea vontade, ele foi viver junto daquele encarnado amado, com a intenção única e específica de ajudá-lo a resolver aquela situação tão grave e séria.
Neste caso
Além de involuntariamente produzir aquele "bombardeio" magnético negativo e nocivo ao seu ente querido encarnado, ele tentará intervir, à sua maneira desequilibrada e desajustada, nos problemas existentes, o que certamente implicará em outros prejuízos tanto àquele seu ente querido encarnado como às demais pessoas envolvidas.




Tipo 6
Obsessor por Amor - terceiro caso 


Neste curioso caso, os papéis tradicionais se invertem!
Dessa vez não é o desencarnado quem produz a Obsessão! E sim é o encarnado que não suporta a compulsória - e, às vezes, abrupta - separação da íntima e diária convivência física com o seu ente querido recém-desencarnado!
Em tal desespero
O encarnado, totalmente inconformado e inconsolável, sofre tanto e tão profundamente com a recente "morte" daquele seu ente tão querido, sente tanto a falta dele, chora tanto a perda dele, lamuria-se tanto pela insuportável dor que sente, pensa tanto e tão contínua e fortemente naquele seu amado "falecido" que, finalmente, por força da irresistível atração que exerceu, involuntariamente consegue atrai-lo para junto de si.
O triste resultado dessa "Obsessão Inversa"
Aquele coitado recém-desencarnado - compulsoriamente e à sua revelia - foi obrigado a viver, 24 horas por dia, todos os dias, junto àquele seu involuntário Obsessor-Encarnado.




Tipo 7
Obsessor Escravo


Histórico
Infelizmente, não é raro alguém ficar tão traumatizado, desnorteado, fragilizado, confuso, etc. com a sua recente "morte", que vive a perambular, semiconsciente - como se fosse um "zumbi" - até mesmo no próprio cemitério onde seus restos mortais foram enterrados.
Por mais incrível que pareça
Existem inescrupulosos e desumanos comerciantes da mediunidade, encarnados, que - obviamente com enorme facilidade - aprisionam e transformam (literalmente) em seusescravos esses indefesos desencarnados.
Esses infelizes desencarnados-escravos
Com medo de sofrerem cruéis e terríveis punições, cegamente cumprem as ordens dos seus senhores encarnados.
Deste modo
Conforme sejam as ordens recebidas, eles atuam junto a encarnados, tanto para lhes fazer bem ou mal. Indistintamente.




Tipo 8
Obsessor Empreiteiro Autônomo


De um modo geral
Infelizmente, não é raro alguém ser tão apegado aos prazeres materiais, mas tão apegado que, após a sua "morte", permaneça vivendo no mundo físico na ávida procura de oportunidades de obter parciais e restritos gozos daqueles prazeres. 
Por motivos óbvios, uns vivem nos bordéis e motéis, outros nos bares e antros de viciados, e assim por diante.
Neste caso em particular
Alguns desses desencarnados tão apegados aos prazeres materiais, deliberadamente e por exclusiva vontade-própria, prazerosamente executam empreitadas junto aos encarnados - tanto para o bem quanto para o mal, conforme sejam os acertos - recebendo, como pagamento antecipado, os "despachos" que frequentemente encontramos nas encruzilhadas, contendo comidas, sangues de animais, bebidas, charutos, etc.
Comentário
Esses dois últimos tipos de obsessores são idênticos no que diz respeito à execução, indistintamente, de benefícios e/ou malefícios aos encarnados. Mas o Obsessor-Escravo tem, a seu favor, o grande e forte atenuante de ser "soldado-mandado" sob pena de severos castigos, enquanto o Obsessor-Empreiteiro-Autônomo tem o sério e grave agravante de agir voluntariamente e por conveniência própria. 
Mas, em qualquer caso, a culpa e o dolo realmente cabem àqueles encarnados que são osautores intelectuais desses lamentáveis tipos de Obsessão. 
No entanto, muito mais culpa e muito mais dolo cabem àqueles inescrupulosos e desumanoscomerciantes da mediunidade, encarnados, que, além de lucrarem com esse tão condenável e ilícito comércio, ainda praticam a mais desumana ainda escravidão dos pobres coitados Obsessores-Escravos!





Tipo 9
Obsessor Soldado do Mal


Perfil
São desencarnados que, por motivos diversos, se transformaram em idealistas tresloucados, convictos e fanáticos.
Piamente, eles acreditam que o dever sagrado deles é - sem tréguas nem fronteiras -combater o bem e todos os obreiros do bem encarnados e desencarnados. Eles são, portanto, verdadeiros terroristas espirituais. 
Na maioria dos casos, eles são extremamente sagazes, astutos, espertos, sutis, inteligentes, etc. e, algumas vezes, até refinados. Alguns deles possuem elevados conhecimentos e habilidades, às vezes até superiores aos das suas vítimas encarnadas.
Objetivo
"Filosoficamente" falando, eles pretendem destruir as obras do bem, e implantar, na Terra, os deturpados e tresloucados conceitos de vida deles. Portanto, eles se dedicam a sabotartodas as obras do bem que eles puderem.
Com tal propósito maligno, astutamente eles não visam, necessariamente, fazer mal aos seus obsediados, e sim desviá-los, a qualquer custo, das atividades nobilitantes. Por exemplo, eles podem causar benefícios reais às suas vítimas encarnadas, mas benefícios tais que impeçam, ou pelo menos dificultem, a execução daquelas atividades fraternas.
Os alvos principais
Obviamente, são os dirigentes e trabalhadores mais atuantes e eficazes das instituições voltadas para o bem material e/ou espiritual da humanidade.
Atuação
Eles sempre agem nas fraquezas individuais e coletivas dos obreiros do bem, estimulando intrigas, fofocas, ciúmes, despeitos, calúnias, brigas, desentendimentos, etc. - e até envolvimentos sexuais antiéticos - sempre visando destruir, ou pelo menos desestabilizar, aquelas instituições que eles consideram "as terríveis inimigas" deles.
Ironicamente...
Considerando que eles só obsediam os melhores seres humanos encarnados - aqueles que, prazerosamente, realizam serviços voluntários, fraternos e solidários - o fato de ser vítima desse tipo de Obsessão não deixa de ser... um elogio. Um grande elogio!




Tipo 10
Obsessor Vingador


Sem nenhuma sombra de dúvida
Este é o caso clássico de Obsessão! Mas também é o pior, o mais terrível e o mais cruelde todos!
Histórico
Os motivos desse obsessor são muito fortes e estão firmemente arraigados no passado, haja vista que remontam a dezenas ou centenas de anos, quando, em alguma vida passada, o hoje "inocente" obsediado cometeu crimes terríveis contra aquele que, atualmente, é o seu Obsessor-Vingador.
Por um lado 
Com raríssimas exceções, a memória do encarnado sempre é limitada ao que está registrado no seu cérebro físico, ou seja, ele não se recorda dos acontecimentos das suas encarnações passadas. 
Portanto, quem é obsediado desse tipo não se lembra dos males que cometeu, no passado, ao seu atual Obsessor-Vingador.
Por outro lado
O Obsessor-Vingador se lembra muito bem, perfeita e nitidamente, de tudo que anteriormente sofreu nas mãos do seu atual obsediado. Muitas vezes essas dolorosas lembranças são tão fortes como se todos aqueles terríveis sofrimentos tivessem acabado de acontecer com ele. 
Em outras palavras, ele ainda sente muito intensamente, na própria pele, aquelas profundas e lancinantes dores!
Por este motivo
É movido por cego e mortal ódio que esse pior tipo de obsessor se dedica, com persistência, dedicação e tenacidade - e até com total exclusividade - a perseguir o seu obsediado, se possível do berço ao túmulo, quem sabe até depois da "morte", para se vingar dos sofrimentos que ele lhe causou no passado.
No entanto
Mesmo conhecendo, entendendo e compreendendo os sólidos motivos do Obsessor-Vingador, nem ele nem seu obsediado nem nenhum de nós devemos esquecer de três importantíssimos aspectos éticos e morais dessa séria e grave problemática humana:
Em primeiro lugar
No passado, quando o Obsessor-Vingador foi vítima do seu atual obsediado, ele não era inocente. Por que?
Porque, segundo a sábia, infalível e perfeita Lei de Justiça do Universo - ou Lei de Retorno Similar - naquela época ele precisava receber (como recebeu) o retorno cármico das grandes dores que ele mesmo, anteriormente, causara a outras pessoas. E, naquela época, o tolo instrumento daquele (indispensável) retorno cármico foi o seu atual obsediado.
Em segundo lugar
Atualmente, o Obsessor-Vingador também não é inocente porque executa uma terrível, fria e cruel vingança contra o seu obsediado, assim praticando justiça com as próprias mãos, o que é condenável até pela falha justiça terrena.
Em terceiro lugar
Na Escola da Vida, o perdão é uma das mais importantes matérias que tanto o Obsessor-Vingador quanto o seu obsediado como todos nós devemos aprender e praticar!




Comentários Finais


Esses dez tipos que acabamos de ver
São os mais comuns da chamada Obsessão Direta, na qual os obsessores sempre atuam diretamente sobre os seus obsediados.
Além desses dez tipos
É lógico que existem outros casos de Obsessão Direta - talvez muitos outros tipos - mas são raros.
No entanto, curiosamente
Pode ocorrer o singularíssimo (e infelizmente raro) caso daqueles privilegiados encarnados que - na "elogiosa" opinião dos seus potenciais obsessores - são alvos difíceis de atingir, verdadeiros "ossos duros de roer". Por que?
Porque eles têm e mantêm os seus campos magnéticos tão poderosamente positivos e equilibrados que, praticamente, inviabilizam a máxima eficácia da Obsessão Direta ou, na melhor das hipóteses, dificultariam muito os plenos e rápidos sucessos dos objetivos malignos daqueles obsessores.
Com tais (raros) encarnados "difíceis de obsediar"
Os obsessores mais experientes podem praticar as chamadas Obsessões Indiretas, quando eles atuam sobre outras pessoas mais fáceis de obsediar - e que sejam intimamente ligadas àqueles encarnados que são seus verdadeiros alvos - para assim, de maneira indireta, causarem grandes sofrimentos aos seus potenciais obsediados.
Além disto
Tanto na Obsessão Direta quanto na Indireta - felizmente, em situações raras, graças a Deus! - podem atuar aqueles que, na falta de denominação melhor, podem ser considerados Obsessores "High Tech" (que empregam alta tecnologia). 
É isto mesmo! São aqueles maquiavélicos especialistas - ou cientistas do mal - que utilizam avançados conhecimentos e tecnologias para produzir, nos planos astral e mental, sofisticados aparelhos específicos para obsediar encarnados e até desencarnados.

Por: Francisco Carvalho