sábado, 11 de setembro de 2021

Não revide!



Não deixe que a calúnia o perturbe! 

Todos nós estamos sujeitos à calúnia. 

Mas saiba superá-­la, vivendo de tal maneira que o caluniador não tenha razão. 

Não revide um ataque com outro ataque.

 Não se magoe com o caluniador. 

Perdoe sempre. 

Apenas viva de tal maneira, que jamais o caluniador tenha razão.
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Livro: Minutos de Sabedoria.
Carlos Torres Pastorino.
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MENSAGEM DO ESE:

Esquecimento do passado

Em vão se objeta que o esquecimento constitui obstáculo a que se possa aproveitar da experiência de vidas anteriores. Havendo Deus entendido de lançar um véu sobre o passado, é que há nisso vantagem. Com efeito, a lembrança traria gravíssimos inconvenientes. Poderia, em certos casos, humilhar-nos singularmente, ou, então, exaltar-nos o orgulho e, assim, entravar o nosso livre-arbítrio. Em todas as circunstâncias, acarretaria inevitável perturbação nas relações sociais.

Freqüentemente, o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu, estabelecendo de novo relações com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes haja feito. Se reconhecesse nelas as a quem odiara, quiçá o ódio se lhe despertaria outra vez no íntimo. De todo modo, ele se sentiria humilhado em presença daquelas a quem houvesse ofendido.

Para nos melhorarmos, outorgou-nos Deus, precisamente, o de que necessitamos e nos basta: a voz da consciência e as tendências instintivas. Priva-nos do que nos seria prejudicial.

Ao nascer, traz o homem consigo o que adquiriu, nasce qual se fez; em cada existência, tem um novo ponto de partida. Pouco lhe importa saber o que foi antes: se se vê punido, é que praticou o mal. Suas atuais tendências más indicam o que lhe resta a corrigir em si próprio e é nisso que deve concentrar-se toda a sua atenção, porquanto, daquilo de que se haja corrigido completamente, nenhum traço mais conservará. As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, advertindo-o do que é bem e do que é mal e dando-lhe forças para resistir às tentações.

Aliás, o esquecimento ocorre apenas durante a vida corpórea. Volvendo à vida espiritual, readquire o Espírito a lembrança do passado; nada mais há, portanto, do que uma interrupção temporária, semelhante à que se dá na vida terrestre durante o sono, a qual não obsta a que, no dia seguinte, nos recordemos do que tenhamos feito na véspera e nos dias precedentes.

E não é somente após a morte que o Espírito recobra a lembrança dó passado. Pode dizer-se que jamais a perde, pois que, como a experiência o demonstra, mesmo encarnado, adormecido o corpo, ocasião em que goza de certa liberdade, o Espírito tem consciência de seus atos anteriores; sabe por que sofre e que sofre com justiça. A lembrança unicamente se apaga no curso da vida exterior, da vida de relação. Mas, na falta de uma recordação exata, que lhe poderia ser penosa e prejudicá-lo nas suas relações sociais, forças novas haure ele nesses instantes de emancipação da alma, se os sabe aproveitar.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 11.)

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Tu e Tua Casa


“E eles disseram: Crê no Senhor Jesus-Cristo, e serás salvo, tu e a tua casa.” – (Atos, 16:31.)

Geralmente, encontramos discípulos novos do Evangelho que se sentem profundamente isolados no centro doméstico, no capítulo da crença religiosa.

Afirmam-se absolutamente sós, sob o ponto de vista da fé. E alguns, despercebidos de exame sério, tocam a salientar o endurecimento ou a indiferença dos corações que os cercam. Esse reporta-se à zombaria de que é vítima, aquele outro acusa familiares ausentes.

Tal incompreensão, todavia, demonstra que os princípios evangélicos lhes enfeitam a zona intelectual, sem lhes penetrarem o âmago do coração.

Por que salientar os defeitos alheios, olvidando, por nossa vez, o bom trabalho de retificação que nos cabe, no plano da bondade oculta?

O conselho apostólico é profundamente expressivo.

No lar onde exista uma só pessoa que creia sinceramente em Jesus e se lhe adapte aos ensinamentos redentores, pavimentando o caminho pelos padrões do Mestre, aí permanecerá a suprema claridade para a elevação.

Não importa que os progenitores sejam descrentes, que os irmãos se demorem endurecidos, nem interessam a ironia, a discussão áspera ou a observação ingrata.

O cristão, onde estiver, encontra-se no domicílio de suas convicções regenerativas, para servir a Jesus, aperfeiçoando e iluminando a si mesmo.

Basta uma estaca para sustentar muitos ramos. Uma pedra angular equilibra um edifício inteiro.

Não te esqueças, pois, de que se verdadeiramente aceitas o Cristo e a Ele te afeiçoas, serás conduzido para Deus, tu e tua casa.
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EMMANUEL
(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)
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Serenidade e paciência


No sentido de preservar a própria paz, é indispensável nos disponhamos a manter criteriosa atenção sobre nós mesmos.

O conflito de resultados inavaliáveis pode surgir da explosão de sentimentos descontrolados; entretanto, não se obtém a paz sem esforço.

Quem acredite no imaginário valor da desinibição despropositada, no intuito de garantir o equilíbrio próprio, observe a força elétrica desorientada ou o trânsito sem disciplina.

Ninguém possui uma serenidade que não construiu. Daí, o impositivo da vigilância em nós próprios. Não se trata de prevenção contra ninguém e sim de autogoverno.

Para semelhante realização, ser-nos-á justo enfileirar certas obrigações primordiais que se nos mostram por alicerces da consciência tranquila.

Compreendamos que somos colocados, uns à frente dos outros, a fim de aperfeiçoar-nos.

Abracemos as iniciativas de concórdia sem esperar que determinadas pessoas venham a promovê-las.

Pelos erros alheios que claramente nos preocupem, examinemos os nossos com a sincera resolução de corrigi-los.

Não nos aborreçamos com o trabalho que a vida nos confia, de vez que, através dele, é que atingiremos a promoção justa na escala de valores da vida.

Nunca nos esqueçamos de que a eficiência não se harmoniza com a pressa, mas não se fará vista sem apoio na diligência.

Convém lembrar que os nossos ouvidos podem ser transformados em extintores do mal, todas as vezes em que o mal nos procure.

Aceitemos a realidade de que o próximo não tem a nossa formação e saibamos respeitar cada criatura na posição em que se encontre.

Em suma, a serenidade não é uma aquisição espiritual que se faça em toque de mágica e sim, através do trabalho, muitas vezes, duro e áspero da paciência em ação.
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Emmanuel
Chico Xavier

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Presença espírita


 O espírita que entende a doutrina que aceita, ergue-se de manhã quando o dia flameja; ora e agradece a Deus o privilégio santo de poder trabalhar no corpo a que se acolhe.

 Se ouve o mal, fala o bem.

 Ajusta-se ao dever cumprindo a obrigação que a vida lhe assinala.

 Na rua, estende as mãos em amparo fraterno.

 Em casa, forma a paz que auxilia e constrói.

 Prejudicado, esquece.

 Ofendido, perdoa.

Não discute, realiza; e nem pergunta, serve.

 Não censura, abençoa; nem condena, restaura.

 Desce para ajudar, sem tisnar-se na sombra.

 Alteia-se na luz mas apaga-se humilde, por saber-se instrumento a serviço do Pai.

Reparte do que tem, sem reclamar louvores.

Corrige levantando e educa amando sempre.

Tolera sem revolta as provações que o ferem, transformando em bondade o fel das próprias dores.

 O espírita onde está faz com que tudo brilhe, aperfeiçoe, melhore, engrandeça e progrida.

 De alma no entendimento harmônico e profundo, faz-se fonte de amor para os males da vida, faz-se raio de sol para as trevas do mundo.
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Albino Teixeira
Chico Xavier
Obra: Caminho espírita
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MENSAGEM DO ESE:

A caridade material e a caridade moral (II)

Meus amigos, a muitos dentre vós tenho ouvido dizer: Como hei de fazer caridade, se amiúde nem mesmo do necessário disponho?

Amigos, de mil maneiras se faz a caridade. Podeis fazê-la por pensamentos, por palavras e por ações. Por pensamentos, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem se acharem sequer em condições de ver a luz. Uma prece feita de coração os alivia. Por palavras, dando aos vossos companheiros de todos os dias alguns bons conselhos, dizendo aos que o desespero, as privações azedaram o ânimo e levaram a blasfemar do nome do Altíssimo: “Eu era como sois; sofria, sentia-me desgraçado, mas acreditei no Espiritismo e, vede, agora, sou feliz.” Aos velhos que vos disserem: “É inútil; estou no fim da minha jornada; morrerei como vivi”, dizei: “Deus usa de justiça igual para com todos nós; lembrai-vos dos obreiros da última hora.” Às crianças já viciadas pelas companhias de que se cercaram e que vão pelo mundo, prestes a sucumbir às más tentações, dizei: “Deus vos vê, meus caros pequenos”, e não vos canseis de lhes repetir essas brandas palavras. Elas acabarão por lhes germinar nas inteligências infantis e, em vez de vagabundos, fareis deles homens. Também isso é caridade.

Dizem, outros dentre vós: “Ora! somos tão numerosos na Terra, que Deus não nos pode ver a todos.” Escutai bem isto, meus amigos: Quando estais no cume da montanha, não abrangeis com o olhar os bilhões de grãos de areia que a cobrem? Pois bem: do mesmo modo vos vê Deus. Ele vos deixa usar do vosso livre-arbítrio, como vós deixais que esses grãos de areia se movam ao sabor do vento que os dispersa. Apenas, Deus, em sua misericórdia infinita, vos pôs no fundo do coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência.

Escutai-a, que somente bons conselhos ela vos dará. Às vezes, conseguis entorpecê-la, opondo-lhe o espírito do mal. Ela, então, se cala. Mas, ficai certos de que a pobre escorraçada se fará ouvir, logo que lhe deixardes aperceber-se da sombra do remorso. Ouvi-a, interrogai-a e com freqüência vos achareis consolados com o conselho que dela houverdes recebido.

Meus amigos, a cada regimento novo o general entrega um estandarte. Eu vos dou por divisa esta máxima do Cristo: “Amai-vos uns aos outros.” Observai esse preceito, reuni-vos todos em torno dessa bandeira e tereis ventura e consolação.

– Um Espírito protetor. (Lião, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 10.) 

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Sugestões úteis


Tantas vezes você reclama de pessoas ou situações e não se dá conta de que nem sempre agiu como deveria.

Diz que ninguém entende os seus sonhos, ninguém leva em conta os seus problemas, e que raramente consegue o que deseja.
Todavia, vale a pena observar algumas sugestões úteis.

Para ser ouvido, fale.

Para ser compreendido, exponha claramente as suas ideias, sem jamais abrir mão daquelas que julga fundamentais apenas para que os outros o aceitem.

Acima de tudo, busque o prazer antes do sucesso, a autorrealização antes do dinheiro, fazer bem feito antes de pensar em obter qualquer recompensa.

Nada tem graça se não for leve para o seu Espírito, bom para o seu corpo, e agradável para o seu coração.

Para conseguir, tente, sem esperar que o êxito venha logo na primeira vez.

Cuide para ter saúde, energia, paciência e determinação para continuar tentando tantas vezes quantas forem necessárias.

Mas, ao perceber que já fez tudo o que podia ou até mesmo um pouco além, mude a tática para não se tornar, em vez de um vitorioso, apenas mais um teimoso.

Para poder recomeçar sempre, perdoe-se pelos fracassos e erros que cometer, aprenda com eles e, a partir deles, programe suas próximas ações.

Nunca se deixe iludir que será possível fazer tudo num dia só ou quando tiver todos os recursos. Esse dia nunca virá.

Para manter-se motivado, sonhe.

Para realizar, planeje, pensando grande e fazendo pequeno, um pouco a cada dia mas todos os dias um pouco, porque são as pequenas gotas d'água que fazem o grande oceano.

Haverá dias em que lhe ocorrerá a ideia de que não vale a pena insistir. Que as pessoas realmente não o entendem.

No entanto, considere o seguinte: muitas vezes, as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas. Perdoe-as mesmo assim.

Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro. Seja gentil, mesmo assim.

Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros. Vença, mesmo assim.

Se você é honesto e franco as pessoas podem enganá-lo. Seja honesto, mesmo assim.

O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra. Construa, mesmo assim.

Se você tem paz, é feliz, as pessoas podem sentir inveja. Seja feliz, mesmo assim.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante. Dê o melhor de você, mesmo assim.

Lembre-se de que no final, a prestação de contas é entre você e Deus. E não entre você e as outras pessoas.
* * *
Quem se afervora à batalha da sublimação, perdoa e esquece ofensas, males, dores e sombras, para pensar somente na felicidade suprema e, como por encanto, guardando a paz consigo, constata que tudo o mais já se encontra no próprio coração.
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Redação do Momento Espírita com base em mensagens de autoria ignorada.-
FORMATAÇÃO E PESQUISA: MILTER – 06-09-020
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quinta-feira, 9 de setembro de 2021

À beira do desânimo


Há dias em que não queremos fazer nada.

Acordamos um tanto pra baixo, não sabemos a razão.

Tivemos sonhos ruins, acordamos desorientados, não dormimos bem.

Há dias que parecem parados no tempo. Olhamo-nos no espelho e não vemos nada. Nada além de um rosto cansado, triste.

São dias desafiadores, pois fazer as coisas sem vontade de fazê-las é verdadeira tortura.

No entanto, esses são dias de autodescobrimento também.

Por que nos sentimos assim? O que nos alterou dessa forma?

Temos vivenciado muitos dias como este? Ou este é apenas uma exceção?

A autoanálise precisa ser uma constante em nossas vidas. Não podemos deixar que as emoções tomem conta de nossa existência. Somos nós que temos as emoções e não elas que nos têm.

Dia ou outro de desânimo é até natural. Estamos em plena batalha e, por vezes, precisamos descansar.

Porém, lembremos, o desânimo não pode tomar conta da nossa vida. Podemos senti-lo, acompanhá-lo de perto, cuidando, como um bom médico que monitora seu paciente.

Por mais dura que seja, a reencarnação é oportunidade singular, magnífica, conseguida após planejamento minucioso e cuidadoso por parte das leis maiores.

Valorizá-la é lutar contra tudo aquilo que pode vir a sabotá-la e paralisá-la.

Amarmo-nos, em primeiro lugar, descobrindo-nos cada dia mais lúcidos e gratos por tudo.

Os dias atuais nos colocarão diante de muitas beiras. À beira do desespero, à beira da cólera, à beira do desânimo e tudo o que com ele vem.

Sábio é aquele que chega na beira, olha para o despenhadeiro, contempla o horizonte e pode dizer: Eu fui o mais forte. Sobrevivi mais um dia. Cresci mais um dia.

Logo estaremos de volta à pátria espiritual, todos nós, alguns antes, alguns mais tarde. Não sabemos ao certo o dia da partida.

Que o desânimo não nos roube um dia sequer até a chegada da grande hora do retorno.

* * *

Quando nos observarmos, à beira do desânimo, aceleremos o passo para frente, proibindo-nos parar.

Oremos, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.

Façamos algo de bom, além do cansaço em que nos vejamos.

Leiamos uma página edificante, que nos auxilie o raciocínio na mudança construtiva de ideias.

Tentemos contato de pessoas, cuja conversação nos melhore o clima espiritual.

Procuremos um ambiente, no qual nos seja possível ouvir palavras e instruções que nos enobreçam os pensamentos.

Prestemos um favor, especialmente aquele favor que estejamos adiando.

Visitemos um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as nossas.

Atendamos às tarefas imediatas que esperam por nós e que nos impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.

Guardemos a convicção de que todos estamos caminhando para adiante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência.

Também de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.
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Redação do Momento Espírita, com base no cap.Texto antidepressivo, do livro Busca e acharás, por Espíritos diversos, psicografia de
Francisco Cândido Xavier, ed. IDEAL.
Em 11.9.2020.
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MENSAGEM DO ESE:

Beneficência exclusiva

É acertada a beneficência, quando praticada exclusivamente entre pessoas da mesma opinião, da mesma crença, ou do mesmo partido?

Não, porquanto precisamente o espírito de seita e de partido é que precisa ser abolido, visto que são irmãos todos os homens. O verdadeiro cristão vê somente irmãos em seus semelhantes e não procura saber, antes de socorrer o necessitado, qual a sua crença, ou a sua opinião, seja sobre o que for. Obedeceria o cristão, porventura, ao preceito de Jesus-Cristo, segundo o qual devemos amar os nossos inimigos, se repelisse o desgraçado, por professar uma crença diferente da sua? Socorra-o, portanto, sem lhe pedir contas à consciência, pois, se for um inimigo da religião, esse será o meio de conseguir que ele a ame; repelindo-o, faria que a odiasse.

— S. Luís. (Paris, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 20.)

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COMEÇAR OU RECOMEÇAR ...


Decisão difícil de ser tomada ou assumida.
Existem épocas em que começamos voluntariamente as mudanças em nossa vida; não porque tenhamos errado em nossas escolhas, mas sim porque já é hora de uma evolução neste sentido.

Nesses momentos nos questionamos e acreditamos em nós mesmos, num impulso de crescimento.
Ou pode ser que a vida faça romper inesperadamente alguma situação que já existia e era parte de nossa rotina. Essa sim nos pega de surpresa e nos obriga, através da dor, a crescer obrigatoriamente.
No momento, nos sentimos como se tudo desabasse sobre nós; como se um grande buraco se abrisse sob nossos pés...

Calma ...
Só com o tempo é que se entenderá essa transformação.
Essa época não é fácil e será necessária a fé para poder acreditar que não se está sozinho ou abandonado.

Acabar uma profissão ou trabalho depois de muito tempo, um casamento ou relacionamento que se rompe ou “perder alguém de que tanto gostamos”, são momentos que já acostumamos a ver outras pessoas passarem, mas quando é na nossa vida que ocorre, o entendimento fica às voltas com uma grande dor, mágoa ou revolta que nos violenta mais ainda.

A fé que dizíamos ter nessa hora desaparece independente da crença de cada um.
Não se pode esquecer que nada acontece por acaso.

Essas situações em que nos sentimos perdidos e feridos nos fará voltar para dentro de nós mesmos para refletirmos e definirmos com maior clareza que rumo ser tomado e termos a confiança em um novo recomeço, um novo renascer;
Só que agora mais maduro.

Podemos, entretanto, ficar lamentando incessantemente, ao invés de despertarmos para esse novo horizonte que se abre para nós.

Essas situações vêm, muitas vezes, nos fazer valorizar alguma situação que não dávamos a
devida atenção e através dessa transformação estaremos aprendendo novos valores.

Quando decidimos recomeçar antes dessas inesperadas transformações é porque já sentimos uma necessidade de crescimento e acabamos nos preparando para uma nova etapa na vida.

Cuidar da autoestima, ter confiança e coragem para esses novos começos facilitarão esse novo recomeço.

Confiando sempre na força maior "DEUS" que não nos desampara nunca.
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UM IRMÃO DE LUZ
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FORMATAÇÃO E PESQUISA: MILTER-08-09-2019
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O "NÃO'' e a LUTA


“Mas seja o vosso falar: sim, sim; não, não.” – Jesus. (Mateus, 5:37).

Ama, de acordo com as lições do Evangelho, mas não permitas que o teu amor se converta em grilhão, impedindo-te a marcha para a vida superior.

Ajuda a quantos necessitam de tua cooperação, entretanto, não deixes que o teu amparo possa criar perturbações e vícios para o caminho alheio.

Atende com alegria ao que te pede um favor, contudo não cedas à leviandade e à insensatez.

Abre as portas de acesso ao bem estar aos que te cercam, mas não olvides a educação dos companheiros para a felicidade real.

Cultiva a delicadeza e a cordialidade, no entanto, sê leal e sincero em tuas atitudes.

O “sim” pode ser muito agradável em todas as situações, todavia, o “não”, em determinados setores da luta humana, é mais construtivo.

Satisfazer a todas as requisições do caminho é perder tempo e, por vezes, a própria vida.

Tanto quanto o “sim” deve ser pronunciado sem incenso bajulatório, o “não” deve ser dito sem aspereza.

Muita vez, é preciso contrariar para que o auxílio legítimo se não perca; urge reconhecer, porém, que a negativa salutar jamais perturba. O que dilacera é o tom contundente no qual é vazada.

As maneiras, na maior parte das ocasiões, dizem mais que as palavras.

“Seja o vosso falar: sim, sim; não, não”, recomenda o Evangelho. Para concordar ou recusar, todavia, ninguém precisa ser de mel ou de fel. Bastará lembrarmos que Jesus é o Mestre e o Senhor não só pelo que faz, mas também pelo que deixa de fazer.
🌺🌿🌺
Emmanuel
Chico Xavier

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Citações do lar


 O lar é um pouso que exige
Lições, encontros e esperas,
Onde a vida nos corrige
Os desmandos de outras eras.

Pedro Nunes

🏡🙌🏡

O lar é uma escola, em que somos, na Terra, aprendizes e professores uns dos outros.

Eugênio Silveira

🏡🙌🏡

Tribulação do passado
Da qual não me desvencilho:
Inimigo reencarnado
No menosprezo de um filho.

Milton da Cruz

🏡🙌🏡

 Agradece à família em que nasceste; ela é valiosa seção do grande educandário da Terra, em que a Providência Divina te matriculou para estágio transitório no serviço de teu próprio aperfeiçoamento.

João Augusto Chaves

🏡🙌🏡


 Lar feliz deve querer
Na família que se tem
Cada qual em seu dever,
A cooperar para o bem.

Noel de Carvalho

🏡🙌🏡

 Em casa, tens as experiências de que necessitas para conquistar no mundo aquelas experiências de que necessitas ainda mais.

João Silveira

🏡🌿🏡

 Enlace e bênção. Depois,
Se o par deseja alegria,
Haja perdão para os dois
Nas horas de cada dia.

Celeste Braga

🏡🙌🏡 

 Teu corpo — tua veste, tua casa, teu refúgio.

Jarbas Ramos

🏡🙌🏡

 De paixão em frenesi
Eis o casório que dá:
É tapa daqui e dali,
Palavrão daqui prá lá.

Lulu Parola

🏡🙌🏡

 Os parentes difíceis, quase sempre, são os fiscais da vida que nos examinam nas lições de progresso espiritual.

Albino Teixeira

🏡🙌🏡

 Para quem só acha o jogo
Do prazer que ilude e passa,
Matrimônio lembra o fogo
Que se faz cinza e fumaça.

Sylvio Fontoura

🏡🙌🏡 

 A parentela é um cadinho em que se nos apuram os sentimentos.

João Coutinho

🏡🙌🏡

 Família é um lugar de Deus
Com certas lutas fatais,
Onde a pessoa mais ama
E onde a gente xinga mais.

Cornélio Pires

🏡🙌🏡 

 As necessidades da família no Plano Físico nos ensinam humildade e paciência diante dos outros.

Urbano de Assis Xavier

🏡🙌🏡

 Sobre o lar, tenho esta nota,
Nela creia quem quiser:
O mundo é força do homem,
O lar é amor da mulher.

Nicolau Soares

🏡🙌🏡 

 O amor e o ódio existentes num grupo doméstico, se meticulosamente estudados, comprovam a lei da reencarnação.

José Russo

🏡🙌🏡

 No mar de sombras da Terra,
Todo lar que sobrenade,
É sempre bênção de Deus
Em honra da Humanidade.

Silveira Carvalho

🏡🙌🏡

 O carinho edifica os alicerces da casa, a fim de que, mais tarde, as provas necessárias da vida possam chegar.

Sebastião Guedes de Souza

🏡🙌🏡

 Enlace feliz consiste
No amor que nunca reclama.
Separação não existe
No coração de quem ama.

Celeste Jaguaribe

🏡🙌🏡 

 Abençoa os teus, como sejam e como estejam; são eles os teus companheiros de viagem passageira na Terra.

Virgílio Pedro de Almeida

🏡🙌🏡

 No passo em que vou seguindo,
Nesta certeza me fundo:
Um filho é o amor mais lindo
De todo amor que há no mundo.

Francisca Clotilde

🏡🙌🏡 

 Do Mais Além é que se reconhece com clareza que o perdão incondicional é o preço da paz doméstica.

João Vilaça

🏡🙌🏡
Praça da amizade — Autores diversos
Chico Xavier
🏡🙌🏡




🙏

MENSAGEM DO ESE:

Muito se pedirá àquele que muito recebeu

O servo que souber da vontade do seu amo e que, entretanto, não estiver pronto e não fizer o que dele queira o amo, será rudemente castigado. — Mas, aquele que não tenha sabido da sua vontade e fizer coisas dignas de castigo menos punido será. Muito se pedirá àquele a quem muito se houver dado e maiores contas serão tomadas àquele a quem mais coisas se haja confiado. (S. LUCAS, cap. XII, vv. 47 e 48.)

Vim a este mundo para exercer um juízo, a fim de que os que não vêem vejam e os que vêem se tornem cegos. — Alguns fariseus que estavam, com ele, ouvindo essas palavras, lhe perguntaram: Também nós, então, somos cegos? — Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecados; mas, agora, dizeis que vedes e é por isso que em vós permanece o vosso pecado. (S. JOÃO, cap. IX, vv. 39 a 41.)

Principalmente ao ensino dos Espíritos é que estas máximas se aplicam. Quem quer que conheça os preceitos do Cristo e não os pratique, é certamente culpado; contudo, além de o Evangelho, que os contém, achar-se espalhado somente no seio das seitas cristãs, mesmo dentro destas quantos há que não o lêem, e, entre os que o lêem, quantos os que o não compreendem! Resulta daí que as próprias palavras de Jesus são perdidas para a maioria dos homens.

O ensino dos Espíritos, reproduzindo essas máximas sob diferentes formas, desenvolvendo-as e comentando-as, para pô-las ao alcance de todos, tem isto de particular: não é circunscrito; todos, letrados ou iletrados, crentes ou incrédulos, cristãos ou não, o podem receber, pois que os Espíritos se comunicam por toda parte. Nenhum dos que o recebam, diretamente ou por intermédio de outrem, pode pretextar ignorância; não se pode desculpar nem com a falta de instrução, nem com a obscuridade do sentido alegórico.

Aquele, portanto, que não aproveita essas máximas para melhorar-se, que as admira como coisas interessantes e curiosas, sem que lhe toquem o coração, que não se torna nem menos vão, nem menos orgulhoso, nem menos egoísta, nem menos apegado aos bens materiais, nem melhor para seu próximo, mais culpado é, porque mais meios tem de conhecer a verdade.

Os médiuns que obtêm boas comunicações ainda mais censuráveis são, se persistem no mal, porque muitas vezes escrevem sua própria condenação e porque, se não os cegasse o orgulho, reconheceriam que a eles é que se dirigem os Espíritos. Mas, em vez de tomarem para si as lições que escrevem, ou que lêem escritas por outros, têm por única preocupação aplicá-las aos demais, confirmando assim estas palavras de Jesus: “Vedes um argueiro no olho do vosso próximo e não vedes a trave que está no vosso.”

Por esta sentença: “Se fôsseis cegos, não teríeis pecados”, quis Jesus significar que a culpabilidade está na razão das luzes que a criatura possua. Ora, os fariseus, que tinham a pretensão de ser, e eram, com efeito, os mais esclarecidos da sua nação, mais culposos se mostravam aos olhos de Deus, do que o povo ignorante. O mesmo se dá hoje.

Aos espíritas, pois, muito será pedido, porque muito hão recebido; mas, também, aos que houverem aproveitado, muito será dado.

O primeiro cuidado de todo espírita sincero deve ser o de procurar saber se, nos conselhos que os Espíritos dão, alguma coisa não há que lhe diga respeito.

O Espiritismo vem multiplicar o número dos chamados. Pela fé que faculta, multiplicará também o número dos escolhidos.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVIII, itens 10 a 12.)

🙏

Destino Espiritual


A vida de cada pessoa é como um rio correndo para Deus.

No mundo encontrarás quem te fira com os calhaus da ingratidão.

Outros tentarão turvar as águas dos teus pensamentos, lançando idéias poluentes.

Por vezes, as dificuldades te apertarão o leito da existência, fazendo surgir as ondas da insegurança.

De outras vezes, depararás com as pedras do desânimo, tentando barrar-te o curso.

Em todas as situações, porém, continua seguindo, animado pela correnteza da confiança.

Tudo passará e nenhum obstáculo conseguirá impedir que deságües no oceano do amor total, onde encontrarás a razão do teu destino espiritual.
🙏
Scheilla

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Fome e ignorância



Atentos ao impositivo do estudo, a fim de que a luz do entendimento nos ensine a caminhar com segurança e a viver proveitosamente, estabeleçamos alguns confrontos entre a fome e a ignorância – dois dos grandes flagelos da Humanidade.

A fome ameniza o corpo.
A ignorância obscurece a alma.

A fome atormenta.
A ignorância anestesia.

A fome protesta.
A ignorância ilude.

A fome cria aflições imediatas.
A ignorância cria calamidades remotas.

A fome é crise gritante.
A ignorância é problema enquistado.
*
Em todos os lugares, vemos o faminto e o ignorante em atitudes diversas.

O faminto trabalha afanosamente na conquista do pão.
O ignorante é indiferente à posse da luz.

O faminto reconhece a própria carência.
O ignorante não se define.

O faminto aparece.
O ignorante oculta-se.

O faminto anuncia a própria necessidade.
O ignorante engana a si mesmo.
*
Qualquer pessoa pode atender à fome.
Raras criaturas, porém, conseguem socorrer a ignorância.

Para sanar a fome, basta estender pão.
Para extinguir a ignorância, é indispensável fazer luz.

Nesse sentido, mentalizemos o Provedor Divino.

Todos sabemos que o pão entregue pelos discípulos a Jesus, a fim de ser multiplicado em favor dos famintos, é, aproximadamente, o mesmo de hoje que podemos amassar com facilidade; mas a luz entregue pelo Senhor aos discípulos, para ser multiplicada em favor dos ignorantes, exige perseverança incansável, no serviço do bem aos outros, com espírito de amor puro e sacrifício integral.

Valendo-nos, pois, da conceituação que a fome e a ignorância nos sugerem, concluímos que, na Doutrina Espírita, não nos bastam aqueles amigos que nos mostrem médiuns e fenômenos, para dissipar-nos a inquietação da fome de ver, mas, acima de tudo, precisamos dos companheiros valorosos, com atitude e exemplo, que nos arranquem ao comodismo da ignorância, para ajudar-nos a discernir.
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EMMANUEL
Chico Xavier
Obra: Seara dos Médiuns
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MENSAGEM DO ESE:

Preces pagas

Disse em seguida a seus discípulos, diante de todo o povo que o escutava: — Precatai-vos dos escribas que se exibem a passear com longas túnicas, que gostam de ser saudados nas praças públicas e de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos festins — que, a pretexto de extensas preces, devoram as casas das viúvas. Essas pessoas receberão condenação mais rigorosa. (S. LUCAS, cap. XX, vv. 45 a 47; S. MARCOS, cap. XII, vv. 38 a 40; S. MATEUS, cap. XXIII, v. 14.)


Disse também Jesus: não façais que vos paguem as vossas preces; não façais como os escribas que, “a pretexto de longas preces, devoram as casas das viuvas”, isto é, abocanham as fortunas. A prece é ato de caridade, é um arroubo do coração. Cobrar alguém que se dirija a Deus por outrem é transformar-se em intermediário assalariado. A prece, então, fica sendo uma fórmula, cujo comprimento se proporciona à soma que custe. Ora, uma de duas: Deus ou mede ou não mede as suas graças pelo número das palavras. Se estas forem necessárias em grande número, por que dizê-las poucas, ou quase nenhumas, por aquele que não pode pagar? É falta de caridade. Se uma só basta, é inútil dizê-las em excesso. Por que então cobrá-las? É prevaricação.


Deus não vende os benefícios que concede. Como, pois, um que não é, sequer, o distribuidor deles, que não pode garantir a sua obtenção, cobraria um pedido que talvez nenhum resultado produza? Não é possível que Deus subordine um ato de demência, de bondade ou de justiça, que da sua misericórdia se solicite, a uma soma em dinheiro. Do contrário, se a soma não fosse paga, ou fosse insuficiente, a justiça, a bondade e a demência de Deus ficariam em suspenso. A razão, o bom senso e a lógica dizem ser impossível que Deus, a perfeição absoluta, delegue a criaturas imperfeitas o direito de estabelecer preço para a sua justiça. A justiça de Deus é como o Sol: existe para todos, para o pobre como para o rico. Pois que se considera imoral traficar com as graças de um soberano da Terra, poder-se-á ter por lícito o comércio com as do soberano do Universo?

Ainda outro inconveniente apresentam as preces pagas: é que aquele que as compra se julga, as mais das vezes, dispensado de orar ele próprio, porquanto se considera quite, desde que deu o seu dinheiro. Sabe-se que os Espíritos se sentem tocados pelo fervor de quem por eles se interessa. Qual pode ser o fervor daquele que comete a terceiro o encargo de por ele orar, mediante paga? Qual o fervor desse terceiro, quando delega o seu mandato a outro, este a outro e assim por diante? Não será isso reduzir a eficácia da prece ao valor de uma moeda em curso?

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVI, itens 3 e 4.)

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O argumento


Ante os amados que te não compreendem, estimarias que todos cressem conforme crês.

Alguns jazem desesperados nas trevas do pessimismo.

Outros caem, pouco a pouco, no abismo da negação.

Há muitos que te lançam insulto em rosto, como se a tua convicção fosse passo à loucura.

E surpreendes, em cada canto, aqueles que te falam pelo diapasão da ironia.

Mergulhas-te, muitas vezes, no oceano revolto das palavras veementes que os opositores, de imediato, não podem admitir; em outras ocasiões, desejas acontecimentos inusitados, que lhes alterem o modo de pensar e de ser.

Entretanto, recordemos o Cristo.

Ninguém, quanto ele, deixou na retaguarda tantas demonstrações de poder celeste.

Deu nova estrutura à forma dos elementos.

Apaziguou as energias desvairadas da Natureza.

Reaqueceu corpos que a morte imobilizava.

Restituiu a visão aos cegos.

Restaurou paralíticos.

Limpou feridentos.

Curou alienados mentais.

Operou maravilhas, somente atribuíveis à ciência divina.

Contudo, não foi pelos deslumbramentos produzidos que se converteu em mentor excelso da Humanidade.

Jesus agiganta-se, na esteira dos séculos, pela força ao exemplo.

Anjo — caminhou entre os homens.

Senhor do mundo — não reteve uma pedra para repousar a cabeça.

Sábio — foi simples.

Grande — alinhou-se entre os pequenos.

Juiz dos juízes — espalhou a misericórdia.

Caluniado — lançou bênçãos.

Traído — não reclamou.

Acusado — humilhou a si mesmo.

Ferido — esqueceu toda ofensa.

Injuriado — silenciou.

Crucificado — pediu perdão para os próprios verdugos.

Abandonado — voltou para auxiliar.

Ação é voz que fala à razão.

Se aspiras, assim, a convencer os que te rodeiam, quanto à verdade, não olvides que, acima de todos os fenômenos passageiros e discutíveis, o único argumento edificante de que dispões é o de tua própria conduta, no livro da própria vida.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Seara dos Médiuns

domingo, 5 de setembro de 2021

Não julgue o próximo


Há pessoas que costumam criticar, dizendo que certa pessoa é boa ou má. 
 Gravíssima falta!

 Isto porque, o ser humano não tem condições de conhecer o bem e o mal, o correto e o incorreto do seu próximo, pois isso compete a Deus. 

Quem se arroga o poder de julgamento, está tentando ocupar a posição de Deus na condição de ser humano. Por esse motivo, trata-se de uma absurda demonstração de vaidade.

Obviamente, elas não acreditam realmente em Deus e, por essa razão, com ares de seriedade, tecem críticas como: 

"A fé de fulano está errada";

 "A administração de determinada Igreja precisa melhorar", entre outras. 

Ora, se de fato existirem pessoas más entre os fiéis, Deus as julgará com rigor; portanto, convém deixá-las aos Seus cuidados.

Toda e qualquer preocupação humana é perfeitamente dispensável. Quem não crê nisso é porque acredita mais na força humana do que em Deus e, por conseguinte, não passa de um grande vaidoso.

Portanto, além de seguirem obedientemente o preceito "Não julgue o próximo", devem julgar constantemente a si mesmos. Quem age assim, realmente compreende a Deus.
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Meishu-Sama - Alicerce do Paraíso v. 4 (edição revisada - trechos)
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MENSAGEM DO ESE:

Desprendimento dos bens terrenos

Desapego aos bens terrenos consiste em apreciá-los no seu justo valor, em saber servir-se deles em benefício dos outros e não apenas em benefício próprio, em não sacrificar por eles os interesses da vida futura, em perdê-los sem murmurar, caso apraza a Deus retirá-los. Se, por efeito de imprevistos reveses, vos tornardes qual Job, dizei, como ele: “Senhor, tu mos havias dado e mos tiraste. Faça-se a tua vontade.” Eis aí o verdadeiro desprendimento. Sede, antes de tudo, submissos; confiai nAquele que, tendo-vos dado e tirado, pode novamente restituir-vos o que vos tirou. Resisti animosos ao abatimento, ao desespero, que vos paralisam as forças. Quando Deus vos desferir um golpe, não esqueçais nunca que, ao lado da mais rude prova, coloca sempre uma consolação. Ponderai, sobretudo, que há bens infinitamente mais preciosos do que os da Terra e essa idéia vos ajudará a desprender-vos destes últimos. O pouco apreço que se ligue a uma coisa faz que menos sensível seja a sua perda. O homem que se aferra aos bens terrenos é como a criança que somente vê o momento que passa. O que deles se desprende é como o adulto que vê as coisas mais importantes, por compreender estas proféticas palavras do Salvador: “O meu reino não é deste mundo.”

A ninguém ordena o Senhor que se despoje do que possua, condenando-se a uma voluntária mendicidade, porquanto o que tal fizesse tornar-se-ia em carga para a sociedade. Proceder assim fora compreender mal o desprendimento dos bens terrenos. Fora egoísmo de outro gênero, porque seria o indivíduo eximir-se da responsabilidade que a riqueza faz pesar sobre aquele que a possui. Deus a concede a quem bem lhe parece, a fim de que a administre em proveito de todos. O rico tem, pois, uma missão, que ele pode embelezar e tornar proveitosa a si mesmo. Rejeitar a riqueza, quando Deus a outorga, é renunciar aos benefícios do bem que se pode fazer, gerindo-a com critério. Sabendo prescindir dela quando não a tem, sabendo empregá-la utilmente quando a possui, sabendo sacrificá-la quando necessário, procede a criatura de acordo com os desígnios do Senhor. Diga, pois, aquele a cujas mãos venha o que no mundo se chama uma boa fortuna: Meu Deus, tu me destinaste um novo encargo; dá-me a força de desempenhá-lo segundo a tua santa vontade.

Aí tendes, meus amigos, o que eu vos queria ensinar acerca do desprendimento dos bens terrenos. Resumirei o que expus, dizendo: Sabei contentar-vos com pouco. Se sois pobres, não invejeis os ricos, porquanto a riqueza não é necessária à felicidade. Se sois ricos, não esqueçais que os bens de que dispondes apenas vos estão confiados e que tendes de justificar o emprego que lhes derdes, como se prestásseis contas de uma tutela. Não sejais depositário infiel, utilizando-os unicamente em satisfação do vosso orgulho e da vossa sensualidade. Não vos julgueis com o direito de dispor em vosso exclusivo proveito daquilo que recebestes, não por doação, mas simplesmente como empréstimo. Se não sabeis restituir, não tendes o direito de pedir, e lembrai-vos de que aquele que dá aos pobres, salda a dívida que contraiu com Deus.

— Lacordaire. (Constantina, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 14.)

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Nem todos os aflitos


A aflição é um desafio que poucos suportam, lição que raros aprendem e tesouro que não se recebe facilmente.

Depois de regulares períodos de paz e ordem, a alma é visitada pela aflição que, em nome da Sabedoria Divina, lhe afere os valores e conquistas.

Raros, porém, são aqueles que a recebem dignamente.

O impulsivo, quase sempre, converte-a em crime ou falta grave.

O impaciente faz dela a escura paisagem do desespero, onde perde as melhores oportunidades de servir.

O triste desvaloriza-lhe as sugestões e dorme sobre as probabilidades de autossuperação, em longas e pesadas horas de choro e desânimo.

O ingrato transforma-a em calhaus com que apedreja o nome e o serviço de companheiros e vizinhos.

O indiferente foge-lhe aos avisos como quem escapa impensadamente da orientadora que lhe renovaria os destinos.

O leviano esquece-lhe os ensinamentos e perde o ensejo de elevar-se, por sua influência, a planos mais altos.

O espírito prudente, contudo, recebe a aflição como o oleiro que encontra no fogo o único recurso para imprimir solidez e beleza ao vaso que o gênio idealiza.

Se a tempestade purifica e se o fel, por vezes, é o exclusivo medicamento da cura, a aflição é a porta de acesso ao engrandecimento espiritual.

Só aquele que a recebe por instrumento de perfeição consegue extrair-lhe as preciosidades divinas. 

É por isso que nem todos os aflitos podem ser bem-aventurados, de vez que, somente aproveitando a dor para a materialização consistente de nossos ideais e de nossos sonhos, é que podemos atingir a divina alegria da esperança vitoriosa, na criação sublime de aprimoramento eterno, a que todos somos chamados pela vida comum, nas lutas de cada dia.
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Emmanuel
Chico Xavier