sábado, 5 de março de 2022

Prece e obsessão



A Providência Divina, pelas providências humanas, sustenta o amparo indiscriminado a todas as criaturas, mas estatui a reciprocidade em todos os processos de ação pelos quais a bondade da vida se manifesta.

Comparemos a prece e a obsessão ao anseio de saber e ao tormento da ignorância.

O professor esclarece o discípulo mas não lhe dispensa a aplicação direta ao ensino. E se o aluno é surdo-mudo, mesmo assim, para instruir-se, é obrigado a concentrar muitas das possibilidades da visão e da audição nas sutilezas do tato, se quer assimilar o que aprende.

Recorramos, ainda, à lição viva que surge, entre a doença e o remédio.

Administrar-se-á medicamento ao enfermo, mas não se pode eximí-lo do concurso necessário. E se o paciente não consegue ou não deve acolher os recursos precisos, através da boca, é constrangido a recebê-los por intermédio dos poros, das veias ou de outros canais do corpo.

Todo socorro essencial ao veículo físico reclama a participação do veículo físico.

Ninguém extingue a própria fome pelo esôfago alheio.

Assim, também, nas necessidades do espírito. Na desobsessão, a prece indica a atividade libertadora, no entanto, não exonera o interessado da obrigação de renovar-se pelo serviço e pelo estudo, a fim de que se areje a casa íntima, de vez que todos aqueles que se acumpliciaram conosco, na prática do mal, em existências passadas, somente se transformam para o bem, quando nos identificam o esforço, por vezes difícil e doloroso, da nossa reeducação, na prática do bem.

Resumindo, imaginemos o irmão obsidiado, ainda lúcido, como sendo prisioneiro da própria mente, convertida então em cela escura e comparemos o socorro espiritual à lâmpada generosa.

Obsessão é o bolo pestífero transformado em caprichoso ferrolho na sombra. Oração é luz que acende.

A claridade traça a orientação do que se tem a fazer, mas o detento é chamado a tomar a iniciativa do trabalho para libertar a si mesmo, removendo corajosamente o tenebroso foco de atração.
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 Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Opinião Espírita
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05 de março

Pense unidade, aja unidade e faça a unidade se manifestar em sua vida. 

Para ser uma pessoa inteira, você precisa se conhecer, saber para onde vai e o que está fazendo, e só então seguir em frente confiante, vivendo uma vida gloriosa e plena. 

Nunca tenha dúvidas sobre você mesmo ou sua habilidade de ser inteiro. 

São as dúvidas e os temores que o impedem de estabelecer uma unidade; portanto, pare de se preocupar e acabe com todos os temores e dúvidas, sabendo que EU ESTOU sempre com você e que coMigo tudo é possível. 

Mas lembre-se: que sua fé e sua confiança estejam sempre em Mim, o Senhor seu Deus, a divindade dentro de você.

 Caminhe de mãos dadas coMigo, consulte-Me em todos os momentos e deixe que Eu o guie e direcione.

 EU ESTOU em você, portanto nada que vem de fora pode interferir em nosso contato direto. 

Quando sua segurança está em Mim tudo vai verdadeiramente muito bem.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O orgulho e a humildade (V)

Homens, por que vos queixais das calamidades que vós mesmos amontoastes sobre as vossas cabeças? Desprezastes a santa e divina moral do Cristo; não vos espanteis, pois, de que a taça da iniquidade haja transbordado de todos os lados.

Generaliza-se o mal-estar. A quem inculpar, senão a vós que incessantemente procurais esmagar-vos uns aos outros? Não podeis ser felizes, sem mútua benevolência; mas, como pode a benevolência coexistir com o orgulho? O orgulho, eis a fonte de todos os vossos males. Aplicai-vos, portanto, em destruí-lo, se não lhe quiserdes perpetuar as funestas conseqüências. Um único meio se vos oferece para isso, mas infalível: tomardes para regra invariável do vosso proceder a lei do Cristo, lei que tendes repelido ou falseado em sua interpretação.

Por que haveis de ter em maior estima o que brilha e encanta os olhos, do que o que toca o coração? Por que fazeis do vício na opulência objeto das vossas adulações, ao passo que desdenhais do verdadeiro mérito na obscuridade? Apresente-se em qualquer parte um rico debochado, perdido de corpo e alma, e todas as portas se lhe abrem, todas as atenções são para ele, enquanto ao homem de bem, que vive do seu trabalho, mal se dignam todos de saudá-lo com ar de proteção. Quando a consideração dispensada aos outros se mede pelo ouro que possuem ou pelo nome de que usam, que interesse podem eles ter em se corrigirem de seus defeitos?

Dar-se-ia o inverso, se a opinião geral fustigasse o vicio dourado, tanto quanto o vicio em andrajos; mas, o orgulho se mostra indulgente para com tudo o que o lisonjeia. Século de cupidez e de dinheiro, dizeis. Sem dúvida; mas por que deixastes que as necessidades materiais sobrepujassem o bom senso e a razão? Por que há de cada um querer elevar-se acima de seu irmão? Desse fato sofre hoje a sociedade as conseqüências.

Não esqueçais que tal estado de coisas é sempre sinal certo de decadência moral. Quando o orgulho chega ao extremo, tem-se um indício de queda próxima, porquanto Deus nunca deixa de castigar os soberbos. Se por vezes consente que eles subam, é para lhes dar tempo a reflexão e a que se emendem, sob os golpes que de quando em quando lhes desfere no orgulho para os advertir. Mas, em lugar de se humilharem, eles se revoltam. Então, cheia a medida, Deus os abate completamente e tanto mais horrível lhes é a queda, quanto mais alto hajam subido.

Pobre raça humana, cujo egoísmo corrompeu todas as sendas, toma novamente coragem, apesar de tudo. Em sua misericórdia infinita, Deus te envia poderoso remédio para os teus males, um inesperado socorro à tua miséria. Abre os olhos à luz: aqui estão as almas dos que já não vivem na Terra e que te vêm chamar ao cumprimento dos deveres reais. Eles te dirão, com a autoridade da experiência, quanto as vaidades e as grandezas da vossa passageira existência são mesquinhas a par da eternidade. Dir-te-ão que, lá, o maior é aquele que haja sido o mais humilde entre os pequenos deste mundo; que aquele que mais amou os seus irmãos será também o mais amado no céu; que os poderosos da Terra, se abusaram da sua autoridade, ver-se-ão reduzidos a obedecer aos seus servos; que, finalmente, a humildade e a caridade, irmãs que andam sempre de mãos dadas, são os meios mais eficazes de se obter graça diante do Eterno.

— Adolfo, bispo de Argel. (Marmande, 1862.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, item 12.

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Aplicação do tempo


Toda vez que sentimos cansaço, e que o dia parece ter furtado todas as nossas energias, poderíamos nos perguntar se o que fizemos foi realmente produtivo.

Se esses desgastes dos dias nos têm trazido maiores benefícios para a vida; se podemos, nos momentos de pausa para o descanso, refletir a respeito do que temos feito, e nos sentirmos felizes porque fizemos além daquilo que seja a simples obrigação do dia.

Será que no decorrer do dia, aproveitamos mesmo o tempo para produzir aquilo que seja o mais proveitoso para nós e para os outros?

Muitos de nós temos gasto o tempo em grandes esforços, tantas vezes improdutivos.

Trabalhamos em excesso, nos entregamos aos programas noturnos sem nos darmos conta das necessidades do repouso.

Ficamos presos a dificuldades, de tal maneira, que nem no momento do repouso conseguimos nos libertar do fantasma da preocupação excessiva.

Não queremos dizer que devemos nos entregar ao repouso que leva à ociosidade e à preguiça.
O que devemos pensar é se estamos aplicando bem a nossa cota de tempo.

Enquanto vivemos as experiências do mundo, nas lutas, no acerto dos equívocos, nas tentativas das construções felizes, poucas vezes, damos valor ao tempo que as bênçãos de Deus nos concede para a evolução de nós mesmos.

É necessário que façamos uma avaliação, a respeito das horas a escoarem por nossas mãos.
Se administrarmos melhor a nossa cota de tempo poderemos, sem maiores dificuldades, nos dedicarmos aos momentos de alegrias, às distrações, aos passeios, sem que deixemos de lado as obrigações profissionais, as do lar e da sociedade.

O tempo bem administrado nos facultará melhor aproveitamento de nossas energias físicas e psíquicas.

Passaremos ao equilíbrio: nem atividade demais, nem descanso excessivo.

Podemos também buscar, nas horas do cansaço, o repouso através de uma leitura edificante. Através de uma visita a um amigo, mantendo um diálogo que nos acrescente alguma coisa.

Pela atenção que prestamos aos nossos familiares nas atividades em conjunto no lar, que nos proporcionam um clima mental diferenciado daquele que costumamos ter no decorrer do dia.

Não joguemos fora os tempinhos tantas vezes desprezados. Aproveitemos para escrever um ligeiro bilhete de carinho a alguém enfermo ou enfrentando momentos graves.

Telefonemos a um familiar ou amigo, que não vemos há muito tempo, demonstrando atenção.
Preguemos um botão, arrumemos uma gaveta para encontrar utilidade para muita gente.

Desenvolvamos ideias felizes para fazer o bem a alguma pessoa que saiba necessitada.

Não é preciso ficar neurótico de tanto trabalhar, apenas evitar as horas vazias, preservando-se da inutilidade daqueles que, ocupados em não fazer nada, deixam de servir, desvalorizando os minutos.

Se aproveitarmos esses tempinhos, a curto prazo teremos encontrado motivos gloriosos de viver.

Teremos aprendido a amar a vida. Teremos iluminado nosso caminho, pois cada ação produtiva saída de nós, é motivo de alegrias a nos clarear a existência.
* * *
Se nos dedicarmos à leitura quinze minutos por dia, teremos condições de nos mantermos atualizados.

Depende de nós dispormos do tempo e, mais do que isso, selecionar o que ler, nesse precioso tempo de um quarto de hora por dia.

Podemos imaginar quantos livros poderemos ler em um ano?

Não esqueçamos: quinze minutos por dia.
🌾🌿🌾
Redação do Momento Espírita
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sexta-feira, 4 de março de 2022

VOZ NO CORAÇÃO


Alma irmã !…
Não me condenes.

Venho ofertar-te
Renovação e experiência
E mostrar-te nos outros
Os irmãos do caminho
Que amam, sofrem e aprendem
Qual te acontece,
A fim de que te movas
Ao sol da compaixão.

Venho mostrar-te ainda
O peso que há na culpa
E o valor do perdão.

Sobretudo, sou eu
Quem te revela
A grandeza do amor
Na luz da compreensão.

Peço: não me censures.

Venho em nome de Deus,
Sou tua dor. 
🌵🌷🌵
Meimei 
Chico Xavier
Obra: Amizade
🌵🌷🌵

04 de março

Quanto tempo e energia são desperdiçados porque você não tem a preocupação de se aquietar e Me aguardar!

 É a solução secreta para todas as situações.

 Por que não prova isto para você mesmo colocando já em prática para ver o que acontece? 

Até que você tenha tentado e testado algo, é só teoria. 

Esta vida é muito real, muito prática e plena de ação. 

Não há nada teórico a seu respeito, mas depende de você provar que é assim. 

A luz do dia está aqui, mas você permanecerá na escuridão até que tenha aberto as janelas. 

A água está no cano e lá permanecerá estática até você abrir a torneira. 

De nada adianta ter comida no prato se você não a levar à boca. 

Portanto, ponha-se em ação e faça algo já.
🌵🌷🌵
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy 
🌵🌷🌵 




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MENSAGEM DO ESE:

Necessidade da encarnação

É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la?
A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação para todos os Espíritos, é apenas um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre-arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando se torna um castigo.

— São Luís. (Paris, 1859.)

NOTA. — Uma comparação vulgar fará se compreenda melhor essa diferença. O escolar não chega aos estudos superiores da Ciência, senão depois de haver percorrido a série das classes que até lá o conduzirão. Essas classes, qualquer que seja o trabalho que exijam, são um meio de o estudante alcançar o fim e não um castigo que se lhe inflige. Se ele é esforçado, abrevia o caminho, no qual, então, menos espinhos encontra. Outro tanto não sucede àquele a quem a negligência e a preguiça obrigam a passar duplamente por certas classes. Não é o trabalho da classe que constitui a punição; esta se acha na obrigação de recomeçar o mesmo trabalho.
Assim acontece com o homem na Terra. Para o Espírito do selvagem, que está apenas no início da vida espiritual, a encarnação é um meio de ele desenvolver a sua inteligência; contudo, para o homem esclarecido, em quem o senso moral se acha largamente desenvolvido e que é obrigado a percorrer de novo as etapas de uma vida corpórea cheia de angústias, quando já poderia ter chegado ao fim, é um castigo, pela necessidade em que se vê de prolongar sua permanência em mundos inferiores e desgraçados. Aquele que, ao contrário, trabalha ativamente pelo seu progresso moral, além de abreviar o tempo da encarnação material, pode também transpor de uma só vez os degraus intermédios que o separam dos mundos superiores.
Não poderiam os Espíritos encarnar uma única vez em determinado globo e preencher em esferas diferentes suas diferentes existências? Semelhante modo de ver só seria admissível se, na Terra, todos os homens estivessem exatamente no mesmo nível intelectual e moral. As diferenças que há entre eles, desde o selvagem ao homem civilizado, mostram quais os degraus que têm de subir. A encarnação, aliás, precisa ter um fim útil. Ora, qual seria o das encarnações efêmeras das crianças que morrem em tenra idade? Teriam sofrido sem proveito para si, nem para outrem. Deus, cujas leis todas são soberanamente sábias, nada faz de inútil. Pela reencarnação no mesmo globo, quis ele que os mesmos Espíritos, pondo-se novamente em contacto, tivessem ensejo de reparar seus danos recíprocos. Por meio das suas relações anteriores, quis, além disso, estabelecer sobre base espiritual os laços de família e apoiar numa lei natural os princípios da solidariedade, da fraternidade e da igualdade. – Allan Kardec.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, itens 25 e 26.)

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TEMPO DE CRISE


Tempo de crise - impositivo de serenidade. Sobretudo, na época de crises afetivas quando, freqüentemente, nos opomos uns aos outros.

*

Renovação espiritual, na essência, não é plano de trabalho que se execute de uma existência para outra.

De berço em berço terrestre, somos entregues à construção do amor que nos identificará, um dia, uns aos outros para sempre.

Raramente, porém, adquirimos notas distintas nas tarefas realizadas.

A conquista da sublimação exige variadas matérias de domínio pessoal.

Em determinada existência, por vezes, o espírito ganha em trabalho, mas perde em desprendimento; premia-se em abnegação, no entanto, se complica em assuntos da afeição possessiva.

O progresso se faz vagarosamente, até que se atinja as épocas de exame que nos comprovem as aquisições do espírito.

*

Reflete nos chamados tempos novos em que te encontras, ante o surpreendente espetáculo das desvinculações violentas.

Se te propões a vencer, nas lições que a vida te apresenta, deixa que a compreensão te apóie os raciocínios e ama sempre.

Hábitos se alteram, sentimentos se transformam.

Se entes amados aderiram às idéias novas, em quaisquer modificações de caráter negativo, compadece-te deles e auxilia-os quanto puderes.

Esse acreditou no poder econômico, de tal modo, e se cercou de tamanhas expressões de reconforto que te parece agredir; outro admitiu a suposta legitimidade da independência sem dever a cumprir e se enveredou em experiências que lhe resultarão em aprendizados amargos; aquele outro vestiu o cérebro de ilusões e distanciou-se da fé, recusando-te as referências a Deus; e aquele outro ainda aceitou as sugestões da fuga, através dos tóxicos, nascidos nos ingredientes da anestesia que a Bondade Divina confiou à ciência humana, no socorro aos enfermos, e estirou-se em penúria física e espiritual.

*
Arma-te de paciência e desculpa aos companheiros de trabalho terrestre, quantas vezes se fizerem necessárias.

Chamem-se eles, na armadura física, pais ou filhos, esposos ou esposas, irmãos e amigos, parentes e companheiros, recorda que estamos todos à frente da vida imperecível.

Quem já possua equilíbrio, ajude ao desorientado.

Quem raciocine com segurança, ampare o que se afastou do bom-senso.

Quem disponha de luz, clareie o caminho para os que jazem nas trevas.

E quem esteja de pé, socorra aos caídos, porque tempo de crise é tempo de teste e somente se honra com a distinção desejada, quem procura esquecer-se para compreender e auxiliar, de vez que somos todos espíritos eternos e tanto as leis do amor, quanto as leis da dor, nunca se modificam perante Deus.
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Emmanuel
Chico Xavier 
Obra: Companheiro
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quinta-feira, 3 de março de 2022

Transformação e Objetivo



Sem dúvida, a existência é transformação incessante.

Indispensável nos vejamos, muitas vezes, à luz da autoanálise, observando se estamos realmente seguindo os processos da evolução.

Não nos esquecermos de verificar se nos achamos gravitando em torno dos erros de muito tempo ou se vivemos com os problemas que nos foram habituais no passado, sem procurar solução justa;

examinar o campo íntimo e deduzir com clareza se estamos apaixonados por nós próprios, repetindo lances autobiográficos ou lamentações estéreis em derredor de provações que tenhamos vivido, sem alterar o mecanismo de nossas emoções, disposições, atitudes e palavras.

Dia a dia é imperioso indagar de nós se prosseguimos empenhados no trabalho de autoburilamento, acompanhando o progresso que nos rodeia e tomando contato com as novas criações da inteligência, da cultura, da arte e dos assuntos humanos que nos envolvem a estrada.

Todos necessitamos de intercâmbio, mantendo-nos interessados em buscar o melhor que a vida nos ofereça e interessar igualmente à vida, oferecendo a ela, na pessoa do próximo, aquilo de melhor que sejamos capazes de sugerir ou fazer.

Ampliar os interesses da personalidade, esquecer ideias impróprias, enriquecer o cadastro das relações e estabelecer conhecimentos novos é dever nosso em toda parte.

Entretanto, no rol de ideais, atividades, empreendimentos e ações que nos digam respeito é preciso saber que modificações estamos realizando.

Estudemos, desse modo, o imperativo da transformação permanente no imo da própria alma e aprendamos com as leis do espírito que a renovação pede serviço constante, na construção do Bem comum, para criar a felicidade e integrar-se harmoniosamente em nossas aquisições para a vida eterna.
🌺🌱🌺
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Benção de paz
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03 de março

Você deve estar preparado para as maravilhosas mudanças que vão acontecer na Nova Era.

Se você conseguir aceitá-las e simplesmente absorvê-las como um papel mataborrão essas mudanças acontecerão dentro e fora de você com grande paz e harmonia.

Você descobrirá que mudará com as mudanças sem ser afetado estranhamente por elas e viverá e respirará nelas tão naturalmente quanto um peixe na água.

Você será capaz de aceitar seu novo meio ambiente e se ajustará a ele sem esforço.

Uma criança passa de um grau para o outro no colégio sem dificuldades, porque tudo acontece gradualmente e só é necessário dar um passo após o outro, aceitando e se ajustando a cada nova fase; ela se sentiria perdida se fosse jogada do maternal diretamente para o colegial.

Não se preocupe: Eu não farei você avançar depressa demais. Tudo no Meu plano acontece na hora certa.
🌺🌱🌺
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
🌺🌱🌺





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Mensagem do ESE:

Mundos de expiações e de provas.

13. Que vos direi dos mundos de expiações que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais? A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra não é um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. Mas, também, os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral. Por isso os colocou Deus num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso.

14. Entretanto, nem todos os Espíritos que encarnam na Terra vão para aí em expiação. As raças a que chamais selvagens são formadas de Espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham, por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem pelo contato com Espíritos mais adiantados. Vêm depois as raças semicivilizadas, constituídas desses mesmos Espíritos em via de progresso. São elas, de certo modo, raças indígenas da Terra, que aí se elevaram pouco a pouco em longos períodos seculares, algumas das quais hão podido chegar ao aperfeiçoamento intelectual dos povos mais esclarecidos.

Os Espíritos em expiação, se nos podemos exprimir dessa forma, são exóticos na Terra; já viveram noutros mundos, donde foram excluídos em consequência da sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons. Tiveram de ser degredados, por algum tempo, para o meio de Espíritos mais atrasados, com a missão de fazer que estes últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram. Daí vem que os Espíritos em punição se encontram no seio das raças mais inteligentes. Por isso mesmo, para essas raças é que de mais amargor se revestem os infortúnios da vida. É que há nelas mais sensibilidade, sendo, portanto, mais provadas pelas contrariedades e desgostos do que as raças primitivas, cujo senso moral se acha mais embotado.

15. A Terra, conseguintemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como caráter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. Esses Espíritos têm aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito.

— Santo Agostinho. (Paris, 1862.)
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

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Benfeitores desencarnados


Perceberás, sem dificuldade, a presença deles.

Onde as vozes habituadas a escarnecer se mostram a ponto de condenar, eles falam a palavra da compaixão e do entendimento.

Onde as cruzes se destacam, massacrando ombros doridos, eles surgem, de inesperado, por cireneus silenciosos, amparando os que caíram em desagrado e abandono.

Onde os problemas repontam, graves, prenunciando falência, eles semeiam a fé, cunhando valores novos de trabalho e esperança.

Onde as chagas se aprofundam, dilacerando corpo e alma, eles se convertem no remédio que sustenta a força e restaura a vida.

Onde o enxurro da ignorância cria a erosão do sofrimento, no solo do espírito, eles plantam a semente renovadora da elevação, regenerando o destino.

Onde os homens desistem de auxiliar, eles encontram vias diferentes de ação para a vitória do Amor Infinito.

Anseias pela convivência dos benfeitores desencarnados, com residência nos Planos Superiores, e tê-los-ás contigo, se quiseres.

Guarda, porém, a convicção de que todos eles são agentes do Bem para todos e com todos, buscando agir através de todos em favor de todos.

Disse Jesus: “Quem me segue não anda em trevas.” (Jo) Se acompanhas os Bons Espíritos que, em tudo e por tudo, se revelam companheiros fiéis do Cristo, deixarás para sempre as sombras da retaguarda e avançarás para Deus, sob a glória da luz.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Seara dos médiuns
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quarta-feira, 2 de março de 2022

Êxitos e fracassos


O apóstolo Paulo sabia que, no futuro, poderiam-se extrair coisas úteis de coisas aparentemente inúteis.

O fracasso ajuda a gerar o êxito. Aceitemos nossas perdas e jamais desanimemos ante o serviço do bem.

É imperioso valorizarmos tanto a escassez como a abundância, tanto o erro como o acerto, pois sempre é possível aprender alguma coisa em qualquer situação. Quando doamos nossa boa vontade e nossa melhor intenção e fracassamos, imediatamente devemos nos perguntar: o que a Divina Providência está me ensinando?

O verdadeiro insucesso reside em não tirarmos o devido proveito dos fatos para nosso desenvolvimento espiritual.

Êxito e derrota são duas bandejas que retêm matérias-primas diferentes, mas que nos conduzem ao mesmo legado sublime – o aprendizado. A humanidade precipitada, entretanto, identifica na primeira manjar mavioso da vitória e na segunda experimenta o alimento insalubre da derrota. Erros têm muito a nos ensinar. Eles nos propiciam ocasiões marcantes para o crescimento interior.

Todos aqueles que se encontram ajustados ao entendimento das leis divinas passarão a dar igual importância aos acertos e desacertos e usá-los em prol dos empreendimentos idealizados.

O sábio aprendeu que o êxito do hoje muitas vezes foi a ruína do ontem, e onde vacilamos agora, amanhã deslancharemos.

Portanto, a mensagem é: na presença de tempestades e aflições, de ventanias e fracassos, trabalhemos servindo sempre, porque em todo tempo ou em qualquer situação a atitude certa é a positividade.

A destreza de extrair o bem do aparente mal vai gerar uma excelsa substância, à feição de tesouro valioso, que energizará os trabalhadores do Evangelho, conduzindo-os ao dever bem cumprido e às excelências da edificação do reino dos céus na Terra.
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Batuíra
Fonte: extraído do livro “Conviver e Melhorar”, de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado por Lourdes Catherine e Batuíra. Editora Boa Nova.
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02 de março

Muitas almas falam sobre a fé mas não conseguem viver por ela. 

Falam sobre Me amar, mas nada sabem sobre o amor. 

É uma perda de tempo falar sobre amar alguém que você nunca viu, quando não se consegue nem amar os que estão à sua volta e necessitam do seu amor, sabedoria e compreensão. 

Aprenda primeiro a amar aquelas almas que Eu coloquei ao seu redor; só então você saberá o que significa Me amar verdadeiramente.

 Por que tatear seu caminho através da vida se tudo que você tem a fazer é caminhar decididamente com fé e confiança, sabendo que EU ESTOU com você?

EU ESTOU aqui, oferecendo a você todos os Meus maravilhosos dons mas, se você não os aceitar, não poderá se beneficiar deles. 

Eu os dou de coração, e, de coração, você deve aceitá-los e usá-los sabiamente para o benefício do todo.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Os inimigos desencarnados

Ainda outros motivos tem o espírita para ser indulgente com os seus inimigos. Sabe ele, primeiramente, que a maldade não é um estado permanente dos homens; que ela decorre de uma imperfeição temporária e que, assim como a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom.

Sabe também que a morte apenas o livra da presença material do seu inimigo, pois que este o pode perseguir com o seu ódio, mesmo depois de haver deixado a Terra; que, assim, a vingança, que tome, falha ao seu objetivo, visto que, ao contrário, tem por efeito produzir maior irritação, capaz de passar de uma existência a outra. Cabia ao Espiritismo demonstrar, por meio da experiência e da lei que rege as relações entre o mundo visível e o mundo invisível, que a expressão: extinguir o ódio com o sangue é radicalmente falsa, que a verdade é que o sangue alimenta o ódio, mesmo no além-túmulo. Cabia-lhe, portanto, apresentar uma razão de ser positiva e uma utilidade prática ao perdão e ao preceito do Cristo: Amai os vossos inimigos. Não há coração tão perverso que, mesmo a seu mau grado, não se mostre sensível ao bom proceder.

 Mediante o bom procedimento, tira-se, pelo menos, todo pretexto às represálias, podendo-se até fazer de um inimigo um amigo, antes e depois de sua morte. Com um mau proceder, o homem irrita o seu inimigo, que então se constitui instrumento de que a justiça de Deus se serve para punir aquele que não perdoou.

Pode-se, portanto, contar inimigos assim entre os encarnados, como entre os desencarnados. Os inimigos do mundo invisível manifestam sua malevolência pelas obsessões e subjugações com que tanta gente se vê a braços e que representam um gênero de provações, as quais, como as outras, concorrem para o adiantamento do ser, que, por isso; as deve receber com resignação e como conseqüência da natureza inferior do globo terrestre. Se não houvesse homens maus na Terra, não haveria Espíritos maus ao seu derredor. Se, conseguintemente, se deve usar de benevolência com os inimigos encarnados, do mesmo modo se deve proceder com relação aos que se acham desencarnados.

Outrora, sacrificavam-se vítimas sangrentas para aplacar os deuses infernais, que não eram senão os maus Espíritos. Aos deuses infernais sucederam os demônios, que são a mesma coisa. O Espiritismo demonstra que esses demônios mais não são do que as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais; que ninguém logra aplacá-los, senão mediante o sacrifício do ódio existente, isto é, pela caridade; que esta não tem por efeito, unicamente, impedi-los de praticar o mal e, sim, também o de os reconduzir ao caminho do bem e de contribuir para a salvação deles. É assim que o mandamento: Amai os vossos inimigos não se circunscreve ao âmbito acanhado da Terra e da vida presente; antes, faz parte da grande lei da solidariedade e da fraternidade universais.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XII, itens 5 e 6.)

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Alegria


Alegria é o cântico das horas com que Deus te afaga a passagem no mundo.

Em toda parte, desabrocham flores por sorrisos da natureza e o vento penteia a cabeleira do campo com música de ninar.

A água da fonte é carinho liquefeito no coração da terra e o próprio grão de areia, inundado de sol, é mensagem de alegria a falar-te do chão.

Não permitas, assim, que a tua dificuldade se faça tristeza entorpecente nos outros.

Ainda mesmo que tudo pareça conspirar contra a felicidade que esperas, ergue os olhos para a face risonha da vida que te rodeia e alimenta a alegria por onde passes.

Abençoa e auxilia sempre, mesmo por entre lágrimas.

A rosa oferece perfume sobre a garra do espinho e a alvorada aguarda, generosa, que a noite cesse para renovar-se diariamente, em festa de amor e luz.
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Meimei
Chico Xavier 
Obra: Ideal Espírita
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terça-feira, 1 de março de 2022

FRUSTRAÇÃO


Perdoem-me, se insisto: angustiar-se pelo bem que não se consegue concretizar é uma prova para o espírito, uma prova diferente que o faz sofrer quanto mais consciente ele se revela.

O homem tem criado um mundo de empecilhos ao seu progresso espiritual; são as necessidades supérfluas de que nos fala O Evangelho Segundo o Espiritismo [de Allan Kardec]...

Já de manhã, se coloca de pé, com inúmeros problemas imediatos a serem resolvidos – problemas que, na maioria das vezes, não concorrem para o desenvolvimento de suas qualidades intrínsecas.

Para ele, a solução seria valer-se das ocupações materiais, que o absorvem quase integralmente, para expandir-se intelectual e moralmente.

Como, por exemplo, aproveitaria o tempo na fila do caixa de um banco, num engarrafamento de trânsito ou providenciando conserto para as coisas que se danificam dentro de casa?

O dia costuma ser curto para as exigências e requisições da existência humana na Terra.

Poucos são os que, com disciplina, conseguem estabelecer horário para a leitura de um bom livro, pois, quando não se veem enredados nas tramas da luta pela sobrevivência, estacionam horas e horas diante de um aparelho de televisão, condicionando o pensamento e a emoção pela pauta dos programas que pouco ou nada lhes acrescentam.

A matéria em função do espírito e não o espírito em função da matéria – eis o sentido que devemos fazer que prevaleça em nossa movimentação cotidiana.

Entre a alimentação, os cuidados físicos, por vezes, indispensáveis no combate ao excesso de peso, a higiene e os momentos de refazimento através do sono, quanto tempo quase que consagrado, com exclusividade, ao corpo!

Relega-se o espírito a plano secundário, não lhe priorizando as necessidades, e, em consequência, deste Outro Lado da Vida, ele se sente frustrado diante da Verdade, que voluntariamente ignorou.
🍄🌿🍄 
Espírito Spartaco Ghilardi
Carlos Baccelli
Obra: Ao Tarefeiro Espírita
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MARÇO

Eu vi um moinho.
Ventava forte e suas pás giravam rapidamente. Quando o vento amainou, as pás pararam de girar, porque seu movimento dependia totalmente do vento.

Eu ouvi as palavras:
Coloque sua segurança não nas coisas desta vida, mas sim em Mim, que sou a fonte de todo poder e força que existem dentro de você.
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01 de março

Aguarde um milagre. 

Aguarde que milagre após milagre aconteça e não os limite de modo algum. 

Quanto mais aberto você estiver, melhor, porque então não haverá nada bloqueando o fluir das Minhas leis, porque milagres são simplesmente Minhas leis em ação. 

Flua com essas leis e qualquer coisa pode acontecer! Veja a perfeição de Meu plano se desdobrando. 

Não há pressa. 

Quando algo se desdobra, pode ser depressa, mas com um enorme sentimento de paz e serenidade, sincronicidade e precisão perfeitas. 

Não tenha medo de nada, porque não há nada a temer quando sua fé e confiança estão em Mim. 

EU ESTOU em você, portanto, veja a perfeição de Meu plano acontecendo dentro e fora de você. 

Tudo começa no interior e abre caminho para o exterior; não deixe que nada atrase o processo. Deixe que tudo aconteça e aposse-se do novo céu e da nova terra.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:

A paciência

7. A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu.

Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.

A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.

Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo. 

– Um Espírito amigo. (Havre, 1862.)
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

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CONSERVA O MODELO


“Conserva o modelo das sãs palavras.” – Paulo. (2ª Epístola a Timóteo, 1:13.)

Distribui os recursos que a Providência te encaminhou às mãos operosas, todavia, não te esqueças de que a palavra confortadora ao aflito representa serviço direto de teu coração na sementeira do bem.

O pão do corpo é uma esmola pela qual sempre receberás a justa recompensa, mas o sorriso amigo é uma bênção para a eternidade.

Envia mensageiros ao socorro fraternal, contudo, não deixes, pelo menos uma vez por outra, de visitar o irmão doente e ouvi-lo em pessoa.

A expedição de auxílio é uma gentileza que te angariará simpatia, no entanto, a intervenção direta no amparo ao necessitado conferir-te-á preparação espiritual à frente das próprias lutas.

Sobe à tribuna e ensina o caminho redentor aos semelhantes; todavia, interrompe as preleções, de vez em quando, a fim de assinalar o lamento de um companheiro na experiência humana, ainda mesmo quando se trata de um filho do desespero ou da ignorância, para que não percas o senso das proporções em tua marcha.

Cultiva as flores do jardim particular de tuas afeições mais queridas, porque, sem o canteiro de experimentação, é muito difícil atender à lavoura nobre e intensiva, mas não fujas sistematicamente à floresta humana, com receio dos vermes e monstros que a povoam, porquanto é imprescindível te prepares a avançar, mais tarde, dentro dela.

Nos círculos da vida, não olvides a necessidade do ensinamento gravado em ti mesmo.

Assim como não podes tomar alimento individual, através de um substituto, e nem podes aprender a lição, guardando-lhe os caracteres na memória alheia, não conseguirás comparecer, ante as Forças Supremas da Sabedoria e do Amor, com realizações e vitórias que não tenham sido vividas e conquistadas por ti mesmo.

“Conserva”, pois, contigo, “o modelo das sãs palavras”.
🍄🌿🍄
EMMANUEL
Chico Xavier
Obra: Pão Nosso
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Mudança e proveito



“… Assim também andemos nós em novidade de vida.” — PAULO (Romanos, 6.4)

Criaturas existem que se confessam dedicadas ao espírito de mudança que a vida exige de cada um, e tão somente por se referirem a isso alteram obrigações assumidas, logo ao se sentirem incomodadas por singelos motivos de feição pessoal.

Mal começam ação determinada, ou em meio da empresa edificante a que se consagraram, se experimentam o impacto de pequeninos contratempos, asseveram que é preciso mudar para progredir, relegando a outrem problemas e encargos que lhes competem.

Semelhante atitude, porém, resulta simplesmente de insatisfação e imaturidade.

Renovação não é alterar o caminho, porque estejamos sob as consequências de ajustes e decisões abraçados por nós mesmos, com vistas à nossa melhoria espiritual; muito mais que isso, é aceitar varonilmente as ocorrências adversas, os golpes da estrada, os desafios da prova e as crises da existência, incluindo as mudanças a que penúria, abandono, enfermidade ou desencarnação nos constranjam, procurando servir mais e melhor no plano de evolução e trabalho em que a Providência Divina nos colocou.

Transformação permanente por dentro, metamorfose da alma que encerra consigo bastante poder para transfigurar dificuldade em lição e sombra em luz.

Paulo de Tarso, que tanta vez nos impele à renovação, converteu cada dia em trilha mais alta de acesso à confiança no Senhor e ao serviço em favor do próximo, sem renunciar aos sacrifícios pessoais que a obra esposada lhe impunha.

Reformemos sentimento, ideia, observação, expressão e discernimento, descerrando portas e janelas sempre novas em nosso mundo íntimo, para que a vida nos acrescente os recursos de conhecimento, receptividade, visão e interpretação — mas sejamos fiéis aos nossos compromissos até ao fim.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Bênção de paz — Emmanuel
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28 de fevereiro

Solte-se e permita-se habitar o reino que já veio, mas que ainda precisa ser reconhecido e reclamado por mais e mais almas. 

Você reza para que Meu reino venha, para que Minha vontade seja feita: agora deixe de pedir por eles e aposse-se deles. 

Você deve aprender a rezar acreditando de todo coração, mente e alma, a fim de que suas preces sejam muito reais e concretas e você saiba, sem sombra de dúvidas, que elas estão sendo respondidas. 

Não limite nada. 

Não há limitações no Meu reino, e Meu reino já está aqui, e nele tudo é possível. 

Aprenda a viver além de suas limitações humanas. 

Viva nos reinos do Espírito, onde você faz tudo em Mim. 

Eu o fortaleço e Eu o sustento, portanto saiba que EU ESTOU sempre com você. 

E não poderia ser de outra maneira, porque EU ESTOU em você.
🌿🌹🌿
Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Preces pelos doentes

As doenças fazem parte das provas e das vicissitudes da vida terrena; são inerentes à grosseria da nossa natureza material e à inferioridade do mundo que habitamos. As paixões e os excessos de toda ordem semeiam em nós germens malsãos, às vezes hereditários. 

Nos mundos mais adiantados, física ou moralmente, o organismo humano, mais depurado e menos material, não está sujeito às mesmas enfermidades e o corpo não é minado surdamente pelo corrosivo das paixões. (Cap. III, n° 9.) 

Temos, assim, de nos resignar às conseqüências do meio onde nos coloca a nossa inferioridade, até que mereçamos passar a outro. Isso, no entanto, não é de molde a impedir que, esperando tal se dê, façamos o que de nós depende para melhorar as nossas condições atuais. Se, porém, mau grado aos nossos esforços, não o conseguirmos, o Espiritismo nos ensina a suportar com resignação os nossos passageiros males.

Se Deus não houvesse querido que os sofrimentos corporais se dissipassem ou abrandassem em certos casos, não houvera posto ao nosso alcance meios de cura. A esse respeito, a sua solicitude, em conformidade com o instinto de conservação, indica que é dever nosso procurar esses meios e aplicá-los.

A par da medicação ordinária, elaborada pela Ciência, o magnetismo nos dá a conhecer o poder da ação fluídica e o Espiritismo nos revela outra força poderosa na mediunidade curadora e a influência da prece. (Ver, no Cap. XXVI, a notícia sobre a mediunidade curadora.)

Prece. (Para ser dita pelo doente.) 
— Senhor, pois que és todo justiça, a enfermidade que te aprouve mandar-me necessariamente eu a merecia, visto que nunca impões sofrimento algum sem causa. Confio-me, para minha cura, à tua infinita misericórdia. Se for do teu agrado restituir-me a saúde, bendito seja o teu santo nome. Se, ao contrário, me cumpre sofrer mais, bendito seja ele do mesmo modo. Submeto-me, sem queixas, aos teus sábios desígnios, porquanto o que fazes só pode ter por fim o bem das tuas criaturas.

Dá, ó meu Deus, que esta enfermidade seja para mim um aviso salutar e me leve a refletir sobre a minha conduta. Aceito-a como uma expiação do
 passado e como uma prova para a minha fé e a minha submissão à tua santa vontade.

Prece. (Pelo doente.) — Meu Deus, são impenetráveis os teus desígnios e na tua sabedoria entendeste de afligir a N... pela enfermidade. Lança, eu te suplico, um olhar de compaixão sobre os seus sofrimentos e digna-te de pôr-lhes termo.
Bons Espíritos, ministros do Onipotente, secundai, eu vos peço, o meu desejo de aliviá-lo; encaminhai o meu pensamento, a fim de que vá derramar um bálsamo salutar em seu corpo e a consolação em sua alma.
Inspirai-lhe a paciência e a submissão à vontade de Deus; dai-lhe a força de suportar suas dores com resignação cristã, a fim de que não perca o fruto desta prova.

Prece. (Para ser dita pelo médium curador.) — Meu Deus, se te dignas servir-te de mim, indigno como sou, poderei curar esta enfermidade, se assim o quiseres, porque em ti deposito fé. Mas, sem ti, nada posso. Permite que os bons Espíritos me cumulem de seus fluidos benéficos, a fim de que eu os transmita a esse doente, e livra-me de toda idéia de orgulho e de egoísmo que lhes pudesse alterar a pureza.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, itens 77 a 80.)

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Mais feliz


Quem mais ama do que espera ser amado...

Quem mais serve do que procura ser servido...

Quem mais perdoa aos outros do que os outros a si...

Quem mais sofre e, no entanto, a ninguém faz sofrer...

Quem mais age no bem, perante a ingratidão...

Dos felizes da Terra, é sempre o mais feliz.
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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: "A Face do Amor"
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Semeadores de esperança

 
Possivelmente não terás pensado ainda no verbo formoso e grave a que todos somos chamados: criar para o progresso.

O Criador, ao dotar-nos de razão, a nós, criaturas, conferiu-nos o poder de imaginar, promover, originar, produzir.

Referimo-nos, frequentemente, à lei de causa e efeito. Sabemos que ela funciona em termos de exatidão. Utilizamo-la, quase sempre, tão-só para justificar sofrimentos, esquecendo-lhe a possibilidade de estabelecer alegrias.

Causamos isso ou aquilo, geramos acontecimentos determinados. Experimentemos essa força que nos é peculiar, na formação de circunstâncias favoráveis aos homens.

Antes do comboio a vapor, a eletricidade já existia. Os transportes arrastavam-se pela tração, mas foi preciso que alguém desejasse criar na Terra a locomotiva, que se converteu a pouco e pouco no trem elétrico, a fim de que a Civilização aprimorasse os sistemas de condução que prosseguem para mais altas expressões evolutivas.

O firmamento era vasculhado pelos olhos humanos há milênios, mas foi necessário que um astrônomo levantasse lentes, para que os povos recolhessem as preciosas informações do Universo, que já havia antes deles.

O princípio é idêntico para a vida moral.

Precisamos hoje e em toda parte dos criadores de harmonia doméstica e social, dos desenhistas de pensamentos certos, dos escultores de boas obras.

O tempo nos ensinará a entender a necessidade básica de se criarem condições para o entendimento mútuo, como já se estabeleceram normas para o trânsito fácil do automóvel.

Inventa em tua existência soluções de conforto, suscita motivos de paz, traça diretrizes de melhoria, faze o que ainda não foi aproveitado na realização da riqueza íntima de todos.

Provavelmente, estamos na atualidade em estágio obscuro de lições, sob a situação imperiosa de ações passadas. Mas não nos será correto esquecer que somos Inteligências com raciocínio claro e que, se antigamente nos foi possível colocar em ação as causas que neste momento e neste local nos infelicitam, retemos conosco a sublime faculdade de idear, planejar e construir.

Ajamos na construtividade de Jesus, sejamos semeadores de esperança.
🌿🌹🌿
André Luiz
Waldo Vieira
Obra: Estude e viva 
🌿🌹🌿