domingo, 12 de abril de 2026

Privações do corpo e provações da alma


 O homem, não raro, nas horas difíceis, lança mão de recursos extremos e, por vezes, ilógicos, para diminuir o sofrimento próprio ou alheio, qual acontece nas provas desesperadoras, no sentido de suprimir agonias morais ou curar doenças insidiosas. Daí nasce o contrassenso dos ofícios religiosos remunerados de que se alastram antigos e piedosos enganos, como sejam:

a recitação mecânica de fórmulas cabalísticas;

os sacrifícios inúteis visando prioridade e concessões;

 as promessas esdrúxulas;

os votos inoportunos;

 as penitências estranhas;

os auto-castigos em que a vaidade leva o rótulo da fé;

os jejuns e as mortificações a expressarem suicídios parciais;

o uso de amuletos;

o apego a talismãs;

o culto improdutivo do remorso sem qualquer esforço de corrigenda na restauração do caminho errado…

Contudo, ao espírita-cristão compete despojar-se de semelhantes conceitos acerca do Criador e da Criação, cristalizados na mente humana através de numerosas reencarnações.

Para nós, não mais existe a crença cega.

Em razão disso, não mais nos acomodamos à ideia do milagre como sendo prerrogativa em favor de alguém sem merecimento qualquer.

 De igual modo, urge compreender os mecanismos das Leis Divinas, dispensando-se, ante os lances atormentados da existência terrestre, toda a atitude ilusória ou espetacular.

Omissão não resolve.

E em matéria de comportamento moral na renovação da vida, abstenção do serviço no bem de todos, é deserção vestida de alegações simplesmente acomodatícias, dentro da qual o crente não apenas foge das responsabilidades que lhe cabem, como também ainda exige presunçosamente que Deus se transforme em escravo de suas extravagâncias.

 Situa-nos a Doutrina Espírita diante de nós mesmos.

 Estamos espiritualmente hoje onde nos colocamos ontem. Respiraremos amanhã no lugar para onde nos dirigimos.

Usemos a oração para compreender as nossas necessidades, solucionando-as à luz do trabalho sem o propósito de ilaquear os poderes divinos.

A Lei é equânime, justa, insubornável.

A criatura — gota igual às demais no oceano imenso da Humanidade Universal — não é cliente de privilégios.

Eis porque, ao invés de procurar, espontaneamente, penitências improdutivas para nós, é imperioso buscar voluntariamente o auxílio eficiente aos semelhantes.

Espiritismo é sublime manancial de energia espiritual.

Haurindo forças, acatemos sem revolta aquilo que a Vida nos oferece, trazendo paz na consciência e entendimento no coração.

O mundo atual prescinde de quantos se transformam em ascetas e eremitas de qualquer condição.

 Até a penalogia moderna procura imprimir utilidade às horas dos presidiários, valorizando-lhes a reeducação em colônias agrícolas e em outras organizações coletivas, à busca de regeneração moral e social.

E a própria psiquiatria, presentemente, institui a laborterapia para que os enfermos da alma se recuperem, pela atividade edificante.

Para o espírita, portanto, a Vida e o Universo surgem ajustados à lógica e esclarecidos na verdade.

Apelemos para os recursos da prece, a fim de que sejamos sustentados em nossos próprios deveres, reconhecendo, porém, que Deus não é vendedor de graças ou doador de obséquios, em regime de exceção, e sim o Criador Incriado, perfeito em todos os seus atributos de justiça e de amor.

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André Luiz
Waldo Vieira
Obra: Opinião espírita
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12 de abril

Agradeça por tudo que você tem, por tudo que recebe e por tudo que ainda vai receber.

Nunca pare de agradecer, porque é a atitude positiva em relação à vida e o próprio ato de agradecer que atraem o melhor para você.

Agradecer ajuda o coração e a mente a se abrirem; ajude sua consciência a se expandir.

Você sempre terá algo pelo que agradecer e quando você começar a fazê-lo e contar suas bênçãos, estas vão aumentar.

Você irá compreender como é abençoado, pois tudo que Eu tenho é seu e Meus depósitos de abundância estão transbordantes e nada lhe faltará.

Suas necessidades serão maravilhosamente supridas e nesse estado de consciência você será capaz de doar sem contar os custos, pois é doando que se recebe.

Quanto mais você doar, mais espaço você terá para receber.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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Mensagem do ESE:

Não julgueis, para não serdes julgados. Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado

Não julgueis, a fim de não serdes julgados; — porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros; empregar-se-á convosco a mesma medida de que voz tenhais servido para com os outros. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 1 e 2.)

Então, os escribas e os fariseus lhe trouxeram uma mulher que fora surpreendida em adultério e, pondo-a de pé no meio do povo, — disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher acaba de ser surpreendida em adultério; — ora, Moisés, pela lei, ordena que se lapidem as adúlteras. Qual sobre isso a tua opinião?” — Diziam isto para o tentarem e terem de que o acusar. Jesus, porém, abaixando-se, entrou a escrever na terra com o dedo. — Como continuassem a interrogá-lo, ele se levantou e disse: “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.” — Em seguida, abaixando-se de novo, continuou a escrever no chão. — Quanto aos que o interrogavam, esses, ouvindo-o falar daquele modo, se retiraram, um após outro, afastando-se primeiro os velhos. Ficou, pois, Jesus a sós com a mulher, colocada no meio da praça.
Então, levantando-se, perguntou-lhe Jesus: “Mulher, onde estão os que te acusaram? Ninguém te condenou?” — Ela respondeu: “Não, Senhor.” Disse-lhe Jesus: “Também eu não te condenarei. Vai-te e de futuro não tornes a pecar.” (S. JOÃO, cap. VIII, vv. 3 a 11.)

“Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”, disse Jesus. Essa sentença faz da indulgência um dever para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.

O reproche lançado à conduta de outrem pode obedecer a dois móveis: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos se criticam. Não tem escusa nunca este último propósito, porquanto, no caso, então, só há maledicência e maldade. O primeiro pode ser louvável e constitui mesmo, em certas ocasiões, um dever, porque um bem deverá daí resultar, e porque, a não ser assim, jamais, na sociedade, se reprimiria o mal. Não cumpre, aliás, ao homem auxiliar o progresso do seu semelhante? Importa, pois, não se tome em sentido absoluto este princípio: “Não julgueis se não quiserdes ser julgado”, porquanto a letra mata e o espírito vivifica.

Não é possível que Jesus haja proibido se profligue o mal, uma vez que ele próprio nos deu o exemplo, tendo-o feito, até, em termos enérgicos. O que quis significar é que a autoridade para censurar está na razão direta da autoridade moral daquele que censura. Tornar-se alguém culpado daquilo que condena noutrem é abdicar dessa autoridade, é privar-se do direito de repressão. A consciência íntima, ao demais, nega respeito e submissão voluntária àquele que, investido de um poder qualquer, viola as leis e os princípios de cuja aplicação lhe cabe o encargo. Aos olhos de Deus, uma única autoridade legítima existe: a que se apóia no exemplo que dá do bem. É o que, igualmente, ressalta das palavras de Jesus.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 11 a 13.)
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Não tens alternativas


Muitas provas na vida surgem de inesperado.

É o passado de volta pedindo-te resgate.

Vítimas que retomam na condição de filhos,

inimigos de outrora, em meio à parentela...

Corações que feriste, à procura do teu...

Não tens alternativas: ama e sê paciente.

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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: A Face do Amor
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