sábado, 24 de agosto de 2013

Más Rogativas



“Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites”. (Thiago, 4:3).

Em todas as instituições de vida útil e séria, sobre o mundo, o fornecimento de recursos envolve delegação justa de responsabilidades. A administração concede possibilidades com o direito natural de exigir a relação das despesas havidas, analisando sua natureza e finalidade, em favor do bem geral.
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Se entre os homens falíveis palpitam semelhantes preocupações, que não dizer do sistema perfeito de justiça na Vida Superior?

Quantas criaturas se entregam, por aí, ao ato de rogar irrefletidamente. Imploram-se facilidade econômicas, posições de evidência, expressões de poder e autoridade.
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Aqui, suplica-se a cessação das lutas purificadoras, acolá se solicita providências descabidas, que deslocariam, por completo, o equilíbrio do bem comum.
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Segundo a observação de Thiago, muitos pedem e não recebem, porque pedem mal, apenas com o fito de utilizar as concessões para fins egoísticos da personalidade.
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Tais pedintes, por vezes, abandonam as orações, acusam o Céu, desdenham, puerilmente, o próprio Deus, em razão de não se lhes atender ao propósito criminoso.

No entanto, o que acreditam ser olvido Celestial representa misericórdia do Altíssimo.

Mandando que semelhantes súplicas sejam anuladas, os Mensageiros Divinos praticam a caridade na sua justa significação.
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Impedem que os pedintes vagabundos sejam criminosos, auxiliando-os a preservar a paz de seu próprio futuro. 
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Emmanuel
Chico Xavier





sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Alicerce Seguro



O homem, para vencer suas imperfeições, deve admiti-las...

É o primeiro e decisivo passo.

O segundo é o não entregar-se ao desânimo.

Compreender que tudo é moroso e perseverar na conquista das virtudes.

Mesmo reconhecendo-se limitado, não para de servir...

Que retifique com a uma mão o que danificou com a outra.

Que se erga do chão, nem que seja para de novo cair.

Se não consegue deixar de errar, procure acertar de igual número de vezes...

Não queira desferir um voo para o qual suas asas não estão preparadas...

Mas não se acomode na lama em que rasteja.

Fortaleça-se na peleja cotidiana.

Até no aparente fracasso o homem aprende a superar-se.

Não espere sair do lugar, se não se dispuser, com as próprias pernas, a caminhar.

Sem alicerce seguro, parede alguma se sustenta de pé.

A ação repetida no bem acaba por induzir-nos à sua prática, sob a naturalidade com a qual respiramos.
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Irmão José
 Carlos A. Baccelli 










quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Na Vida


Não te queixes de ninguém.

Todos estamos lutando.

Esse enfrenta problemas afetivos.

Aquele sofre limitações.

Outro caminha vacilante.

Na vida, quem compreende sabe mais.

Faze o melhor que possas, esquecendo ingratidões.

Serve, perdoa e avança, olvidando injúrias.

Elege o Bem por teu escudo e deixa que as pedras da maledicência caiam à tua volta.

Se procuras Jesus, não tens tempo a perder com os acontecimentos marginais da estrada.
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Irmão José







terça-feira, 20 de agosto de 2013

Margem da estrada



Não passes pelo mundo sem acrescentar o teu tijolo à magnífica construção do bem.

Não permitas que os teus dias se escoem sem que algo faças de útil em benefício do próximo.

Não deixes que a tua oportunidade de servir se perca no grande vazio das horas inúteis.

Não consintas em viver exclusivamente para os interesses pessoais.
 
Não adotes o comodismo por norma de conduta, refletindo que Jesus permanece no madeiro, braços abertos, à nossa espera.

Enquanto tens forças para caminhar, sai de ti mesmo ao encontro daqueles que choram à margem da estrada...

Atende-os, como se fossem eles – e realmente o são – vida de tua própria vida.

Liberta-te dos pesados grilhões da indiferença!

Sê a fonte de água pura para os sedentos, a côdea de pão para os famintos, a veste aconchegante para os que sentem frio, o bálsamo para as feridas que sangram, a mão amiga para os que tropeçam, o consolo para os que sofrem....

Recordando a palavra do Mestre:

“Eu vos digo em verdade, quantas vezes o fizestes com relação a um desses mais pequenos de meus irmãos, foi a
mim que fizeste”, apressa-te no cumprimento do dever, porquanto, todas as vezes que te furtares à prática do bem, estarás, em essência, negando auxílio Àquele a quem tudo devemos.

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Irmão José




segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Amor pela Dor



Em nome do amor, há quem abandone o santuário doméstico, relegando os vínculos da sua redenção a temporário esquecimento...

Em nome do amor, há quem se confie a tragédias passionais, investindo contra o objeto da própria devoção afetiva, através da delinquência e da morte...

Em nome do amor, há quem provoque separação e desespero, portas a dentro do lar, convertendo-o em inferno de lágrimas a quatro paredes...

Em nome do amor, há quem menospreze o próprio corpo, arrojando-se a despenhadeiros de remorso e sofrimento, pelo desvão do suicídio...

Em nome do amor, há crianças desamparadas, velhinhos sem teto, doentes sitiados em rudes privações, e almas feridas entre pesadelos e aflições irremediáveis...

Entretanto, semelhantes delitos, em nome da luz que equilibra o Universo, são perpetrados pela violência e pelo ciúme, pela cegueira e pela incompreensão do egoísmo - o apego desvairado a nós mesmos - , em cuja concha de trevas habitualmente nos ocultamos, fugindo à excelsitude do amor genuíno pelo amor de sofrer.

Aceitemos a luta por instrutora de nossa existência, como quem sabe que nada existe sem preço.

Adquiramos o tesouro do amor pelo aproveitamento da dor.

Recebamos as lições da renúncia e o próprio sacrifício por jorros de claridade celeste, nas sombras de nosso "eu", e, aprendendo que mais vale dar que receber, o amor transformará a face de nossos destinos, porque tomará nosso coração por trono de sua glória e, ensinando-nos a entender e ajudar a todos, fará de nossa vida o santuário resplandecente e sublime da Vontade Justa e Misericordiosa de Deus.
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Emmanuel
Chico Xavier