terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Você tem medo de mudar?





Mudar por quê, por que mudar? Entre tantas razões, há uma que não se pode ignorar: 
ou você muda, ou mudam você!


Não, não tem jeito.
A única coisa que não deve mudar nos próximos anos é o constante estado de mudanças que vivemos. E mais: elas serão cada vez mais rápidas.
E o que isso significa?
 Significa que para conseguirmos acompanhar o ritmo e termos sucesso em nossa vida, pessoal e profissional teremos de nos adaptar a novas situações, aprender a aprender, reciclar conceitos, postura e atitudes.
Mas mudar nosso jeito de ser não é fácil.
Lembrando que quando falo em mudança não estou sugerindo que você mude tudo.
Muito pelo contrário.
As mudanças mais eficazes são as que são feitas sem traumas, planejadas e executadas de forma transparente, pequenas, mas contínuas.
Fazendo o que sempre faço, só ganho aquilo que sempre ganhei.
Agora, por que mudar?
 Simplesmente porque o mundo em que nós nascemos não é mais o mundo em que vivemos.
 A grande maioria de nós faz parte da geração Kichute/Conga/Bamba, ou seja, era uma grande alegria ganhar um Kichute novo para jogar bola – no qual dávamos um laço em volta do tornozelo ou por baixo do dito cujo – ou um Bamba monobloco branco, para as aulas de educação física no colégio, e o velho e bom conguinha branco para desfilar no dia 7 de setembro.
 Éramos felizes assim.

Mas como mudar?

Saia da zona de conforto. 
Todos nós, sem exceção, temos nossos hábitos, crenças, valores, preconceitos e soluções testadas para determinadas situações.
 O problema maior, na verdade, não é mudar.
 É saber o quê e quanto mudar. 
Ao mesmo tempo, estamos evoluindo como profissionais e seres humanos.
 Então, como descobrir qual a velocidade em que devo mudar?
 Nada é estático, e aceitamos certos graus de mudanças. 
Descubra quais os pontos que hoje atrapalham a sua ascensão profissional ou algo no campo pessoal.
 É preciso buscar novas habilidades e aptidões para ser mais competitivo no mercado. Questione-se sempre:
 “Quais competências me faltam?”.
 Mudar não é fácil e é preciso responder de forma adequada às perguntas acima.

Medo e insegurança


Anormal seria se não tivéssemos essas sensações.
 O desconhecido gera medo e insegurança. 
É natural passarmos por esse processo.
 Aliás, é benéfico, por que nos faz ponderar um poço mais e nos ajuda a evitar que tomemos decisões precipitadas. 
O problema é quando o medo não nos deixar agir.
 Medo é normal, mas continue a pesquisar, verificar se vale a pena mudar. 
Não fique estático, não pare o processo. 
Torne o medo um aliado, tentando descobrir: 
“O que exatamente me causa medo no processo de mudança?”
 “Medo de perder o emprego?”
“A família?”
“Meus bens materiais?”
“O que assusta tanto que não me deixa evoluir?”

Novas possibilidades

Este é a recompensa para quem consegue superar as etapas acima. 
Novas possibilidades de ganho, atravessar e conhecer novas fronteiras, vencer o desconhecido. Novos desafios demandam novos talentos e competências a serem adquiridos.
 Não existem desafios que não exigem mudanças. 
Diga não à rotina. 
E pergunte sempre: “por que não?”. 
Essa pergunta é preciosa. 
Para mudar é preciso questionar.
 Questione, questione e questione exaustivamente. 
Procure olhar a situação com novos olhos, de forma empática, e não fique preso a somente um ponto de vista. 
Aceite opiniões, novas ideias, crie novas oportunidades.

Convença a si mesmo

Seja qual for o processo de mudança, a primeira pessoa a ser convencida de que vale a pena mudar é você mesmo. 
Somente inicie um processo de mudança, seja profissional ou pessoal, se estiver plenamente convencido de que vale a pena, de que existem riscos, se você não está muito convicto do que fazer, é melhor preparar-se um pouco mais. 
Lembro que dificilmente alguém estará 100% pronto. 
Imprevistos ocorrem no meio do caminho, mas só os supera quem estiver realmente comprometido e convencido de que os resultados esperados podem surgir. É incrível, mas o primeiro sabotador de nossos projetos está dentro de nós.
 É algo que se manifesta através daquelas duas vozes internas, uma falando para ir em frente e a outra dizendo que não vai dar certo.
Finalmente , lembre-se do seguinte: você dever ser o primeiro a estar convencido de que mudar vale a pena. 
Do contrário, para que mudar?

É preciso buscar novas habilidades e aptidões para ser mais competitivo no mercado. Questione-se sempre: 
“Quais competências me faltam?”
 E não se esqueçam... 
"No mundo globalizado em que vivemos nada há de permanente, exceto a MUDANÇA"!!!

Reflitam...
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Eleanderson C. Eugênio
publicado em 01/10/2009





segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Ano Novo...



Dentro de alguns dias, um Ano Novo vai chegar a esta estação.

Se não puder ser o maquinista, seja o seu mais divertido passageiro.

Procure um lugar próximo à janela desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira viagem.

Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir.

Procure curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, beirais de estrada e tons mutantes de paisagem.

Desdobre o mapa e planeje roteiros.

Preste atenção em cada ponto de parada, e fique atento ao apito da partida.

E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou não hesite.

Desembarque nela os seus sonhos...

Desejo que a sua viagem pelos dias desse novo ano seja de PRIMEIRA CLASSE.
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Autor desconhecido. 

O Porquê do Perdão






Com os inegáveis avanços da ciência, o homem, em seus arroubos de grandeza, gasta valiosos recursos tentando ampliar seu domínio ao espaço cósmico, sem ao menos ter aprendido a viver no diminuto espaço que ocupa na sociedade onde convive com o seu semelhante.

Cada presídio construído no mundo comprova essa realidade, atestando o grau de ignorância em que ainda se encontra o homem na Terra. Não falamos da ignorância cultural ou inocente, mas da mais grave de todas as ignorâncias que predomina não só entre os incultos, mas principalmente nos meios ditos esclarecidos.

A tecnologia encurtou distâncias e ampliou as comunicações, proporcionando ao homem tomar conhecimento em poucos instantes de tudo o que acontece no mundo. Entretanto, com todos esses recursos, por incrível que pareça, a grande maioria dos homens ainda continua ignorante da sua real natureza e da verdadeira finalidade da vida.

É essa a ignorância que contribui para o aumento da criminalidade e o crescimento constante da população carcerária em todo o mundo. Se analisarmos o problema da criminalidade de forma um pouco mais profunda, vamos perceber que, na verdade, não existem criminosos, o que existe são dois tipos de vítimas dessa ignorância: a vítima passiva e a vítima ativa.

Os violentos, os desonestos, os corruptos, e os criminosos de toda sorte são as vítimas ativas que, sem compreenderem o verdadeiro significado da vida, acham-se no direito de tomar para si o que não conseguiram conquistar pelos meios adequados e justos.

Vítimas da própria ignorância, serão julgados no tribunal da própria consciência onde o remorso os condenará a duras penas que poderão representar séculos de sofrimentos até que, como vítimas da violência que usaram hoje, resgatem seus crimes no futuro.

Por outro lado, menos doloroso, nossos irmãos que sucumbiram como vítimas passivas, provavelmente, são criminosos de outrora que retornaram ao mundo físico para resgatarem a consciência atormentada pelos crimes cometidos em encarnações passadas. Como vítimas hoje, retornaram ao mundo espiritual aliviados em suas consciências.

Aqueles que sofreram da violência apenas prejuízos morais, materiais ou físicos, com certeza, submeteram-se a provações que, se compreendidas, servirão de lastro para grandes conquistas na renovação dos seus sentimentos, resgatando os equívocos cometidos no pretérito.

Analisando as duas situações, percebe-se que o ser humano, em qualquer circunstância, é sempre uma vítima de si mesmo e da sua ignorância; além disso, o mal que pratica acaba servindo aos propósitos divinos no cumprimento das suas leis sábias e justas que punem os criminosos de ontem, através dos criminosos de hoje. Todos são dignos da nossa compreensão!

Até que consigamos superar esse período de ignorância espiritual em que vive a maioria dos seres encarnados, os cárceres, os hospitais e os manicômios estarão sempre lotados.
Não quero, sob esse argumento, isentar da culpa aqueles que optaram pelos caminhos do crime, mas apenas chamar a atenção a um sentimento que, estimulado pela mídia, parece se generalizar na grande maioria das mentes desprevenidas. Trata-se da ideia de que os criminosos são seres à parte do contexto social e incapazes de qualquer recuperação.

Não podemos generalizar e nem tão pouco esquecer de que, há menos de cento e cinquenta anos, as leis humanas permitiam a muitos de nós, reencarnados naquela época, dar os filhos recém nascidos dos nossos escravos como alimento aos cães e aos porcos e até matar os adultos nos troncos, sob o guiaste infame da chibata, além de nos permitir praticar abusos inconfessáveis contra as mulheres cativas.
Apesar disso, não nos tornamos criminosos perante as leis da Terra, mas ferimos profundamente as leis naturais e as leis divinas.

É por esse motivo que jamais devemos julgar ou condenar quem quer que seja. Talvez os erros que apontamos no nosso próximo sejam aqueles que mais praticamos no passado. Hoje entendemos por que Jesus desafiou a turba sequiosa pela condenação, afirmando: "Atire a primeira pedra quem não tiver pecado".

As pessoas habituadas ao perdão sofrem menos do que aqueles que ainda se deixam envolver pela ideia de que perdoar irrestritamente é abdicar dos próprios direitos supostamente conferidos pelas leis humanas. Com isso, arrastam-se durante uma vida duelando mentalmente ou juridicamente em uma luta inglória que culminará somente com perdedores perante as leis naturais da vida.

Os movimentos que alguns realizam para agravar as penas sobre os infelizes que optaram pelo crime, quase sempre, nasceram do sentimento de vingança e de ódio daqueles que tiveram seus interesses ou entes queridos feridos pela violência, que não é causa, mas sim um efeito gerado por uma sociedade que ajudamos a construir.

Se, diante de tais fatos, percebemos claramente a importância do perdão até para com os criminosos do mundo, imaginemos a importância do perdão entre aqueles que estão ligados a nós pelos laços consanguíneos ou por um parentesco indireto, submetendo-nos, por força das circunstâncias, a uma convivência útil e necessária.

No decorrer dos fatos aqui relatados, o leitor vai descobrir que, em certos momentos da nossa vida, sofremos muitos dissabores desnecessários por não termos aprendido a exercitar o perdão.

"O mundo é pequeno! Até as pedras se encontram!"
São afirmações populares que apontam para uma grande verdade. Cedo ou tarde, todos nos reencontraremos. Façamos o melhor para o nosso próximo, para que tenha de nós uma boa impressão, a fim de, por ocasião do reencontro, sejamos felizes...
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Nelson Moraes
Orientado pelo espírito Áulus




domingo, 28 de dezembro de 2014

A Velha Vai, a Nova Vem!



"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo"
(2 Coríntios 5:17).


Quando uma lagarta é transformada em uma borboleta, se torna uma criatura totalmente nova. 
Uma metamorfose acontece.
Assim, se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. A velha se foi, a nova veio!
*
 Daqui há alguns dias o novo ano estará chegando. O velho se despede e o novo se apresenta. Mas, mais importante do que o ano que é mudado, é a nossa velha vida que precisa ir embora e dar lugar a uma nova vida em Cristo, transformada, renovada, edificada, abençoada.
*
 Quando dizemos que estamos no Senhor e nada mostramos que testifique nossas palavras, estamos enganando aos nossos amigos e principalmente a nós mesmos. Jamais enganamos a Deus, que tudo sabe, tudo vê, tudo conhece. Ele é o Senhor e precisamos ser verdadeiros em nosso relacionamento com Ele.
*
 Um objeto que está estragado em nossas casas, pode ser consertado. Voltará a funcionar, mas, nunca será um objeto novo. Será sempre um velho objeto, mesmo que volte a funcionar.
*
 A vida cristã tem que ser nova. Não pode trazer as ranhuras do passado, as beiradas quebradas do passado, os cantos sujos ou sem brilho do passado, a cor desbotada do passado, a aparência débil do passado.
*
Nossas vidas precisam ser completamente novas. Devem ter brilho e pureza, devem ter uma aparência que agrade ao nosso Senhor. Devem agir de maneira diferente da forma antiga.
*
 Aproveitemos esse final de ano para mandar embora nossa velha natureza e convidar uma nova, bonita, santa, agradável, para fazer parte de nossos dias com Deus.

Deixe Jesus entrar em seu coração e a transformação será imediata!
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Paulo Roberto Barbosa



 



sábado, 27 de dezembro de 2014

AS 19 LIÇÕES DE DALAI LAMA





1. Note-se que o grande amor e grandes realizações envolvem grandes riscos.

2. Quando você perder, não perca a lição.

3. Siga os três R's: Respeito por si próprio, Respeito pelos outros e Responsabilidade por todas suas ações.

4. Lembre-se que não conseguir o que você quer é algumas vezes um lance de sorte.

5. Aprenda as regras para que você saiba como infringi-las corretamente.

6. Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade.

7. Quando você achar que cometeu um erro, tome providências imediatas para corrigi-lo.

8. Passe algum tempo cada dia para estar sozinho.

9. Abra seus braços para mudanças, mas não esqueça seus valores.

10. Lembre-se que às vezes o silêncio é a melhor resposta.

11. Viver uma vida boa e honrada, então, quando você ficar mais velho e olhar para trás você poderá desfrutar de uma segunda vez.

12. Uma atmosfera de amor em sua casa é o fundamento para sua vida.

13. Em discordâncias com entes queridos dar atendimento apenas sobre a situação atual, não trazer o passado.

14. Compartilhe o seu conhecimento, é uma forma de alcançar a imortalidade.

15. Seja gentil com a Terra.

16. Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes.

17. Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor um pelo outro excede sua necessidade para o outro.

18. Julgue seu sucesso pelo que vocês sacrificaram para conseguir.

19. Venha para o amor e para a cozinha com entrega em especial.
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Dalai Lama







sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

CONVITE À DISCIPLINA


“Somos servos inúteis, fizemos o que devíamos fazer.” (Lucas: capítulo 17º, versículo 10.)

Os néscios não conseguem entendê-la.

Os preguiçosos supõem marginalizá-la.

Os ingratos desconsideram-na.

Os frívolos transferem-na no tempo e na opor­tunidade.

Os atormentados teimam por evitá-la.

Os vândalos corrompem-na.

Os pervertidos pensam mudar-lhe a estrutura, confundindo o teor em que se apresenta.

Mas, incorruptível, a disciplina traça linhas di­retivas e vigorosas, trabalhando o diamante bruto do espírito, a fim de expungí-lo de toda jaça e torná-lo de real valor.


Enxameiam em todo lugar os homens que a cons­purcam, enlouquecidos pela tirania do “eu” ou ames­quinhados sob o peso da irresponsabilidade.


Nos dias modernos, muitas pessoas acreditam que manter disciplina em relação a si mesmas, como ao próximo e à comunidade, — bases que são da Hu­manidade —, é esforço vão, tendo em vista a vitó­ria dos usurpadores, das facções poderosas que se utilizam da força e da astúcia dos donos dos mono­pólios, como da impiedade...


No entanto o mentiroso a si mesmo se engana; 
o tirano a si próprio se prejudica; 
o avaro constrói o presídio dourado da loucura pessoal;
 o criminoso jugula-se à hediondez; 
o explorador condiciona-se à insaciabilidade.


Ninguém engana, realmente, ninguém.


É da Lei Divina que somente sofre o que o ho­mem deve. Desde que se apresente em condição de vítima expunge, enquanto o algoz adquire débito para ulterior aflição.


Face a isso, disciplina-te no exercício dos peque­nos labores para fruíres as alegrias que te conduzi­rão aos eloquentes deveres que libertam e acalmam.


Disciplina é impositivo de alevantamento moral fomentador do progresso, base da paz, de que nin­guém pode prescindir.


Se as tuas disciplinas morais por enquanto se apresentam como pesada canga, persevera e insiste nelas até que te chegue o instante liberativo em que se transformarão em prazer de plenitude e gozo de harmonia pessoal decorrente do júbilo de todos pelo que hajas produzido e conseguido.
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Joanna de Ângelis
 




 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O PERU PREGADOR




Um belo peru, após conviver largo tempo na intimidade duma família que dispunha de vastos conhecimentos evangélicos, aprendeu a transmitir os ensinamentos de Jesus, esperan­do-lhe também as divinas promessas. Tão ver­sado ficou nas letras sagradas que passou a propagá-las entre as outras aves.

De quando em quando, era visto a falar em sua estranha linguagem “glá-glé-gli-gló-glu”. Não era, naturalmente, compreendido pelos homens. Mas os outros perus, as galinhas, os gansos e os marrecos, bem como os patos, entendiam-no perfeitamente.

Começava o comentário das lições do Evan­gelho e o terreiro enchia-se logo. Até os pintainhos se aquietavam sob as asas maternas, a fim de ouvi-lo.

O peru, muito confiante, assegurava que Jesus-Cristo era o Salvador do Mundo, que viera alumiar o caminho de todos e que, por base de sua doutrina, colocara o amor das criaturas umas para com as outras, garantindo a fórmula de verdadeira felicidade na Terra. Dizia que todos os seres, para viverem tranquilos e contentes, deveriam perdoar aos inimigos, desculpar os transviados e socorrê-los.

As aves passaram a venerar o Evangelho; todavia, chegado o Natal do Mestre Divino, eis que alguns homens vieram aos lagos, galinheiros, currais e, depois de se referirem excessivamente ao amor que dedicavam a Jesus, laçaram fran­gos, patinhos e perus, matando-os, ali mesmo, ante o assombro geral.

Houve muitos gritos e lamentações, mas os perseguidores, alegando a festa do Cristo, distribuíram pancadas e golpes à vontade.

Até mesmo a esposa do peru pregador foi também morta.

Quando o silêncio se fez no terreiro, ao cair da noite, havia em toda parte enorme tristeza e irremediável angústia de coração.

As aves aflitas rodearam o doutrinador e crivaram-no de perguntas dolorosas.



Como louvar um Senhor que aceitava tantas manifestações de sangue na festa de seu natalício?

como explicar tanta maldade por parte dos homens que se declaravam cristãos e operavam tanta matança?

não cantavam eles hinos de homenagem ao Cristo?

 não se afirmavam dis­cípulos d'Ele?

precisavam, então, de tanta morte e tanta lágrima para reverenciarem o Senhor?

O pastor alado, muito contrafeito, prometeu responder no dia seguinte.

 Achava-se igualmente cansado e oprimido.

 Na manhã imediata, ante o Sol rutilante do Natal, esclareceu aos companheiros que a ordem de matar não vinha de Jesus, que preferira a morte no madeiro a ter de justiçar; que deviam todos eles continuar, por isso mesmo, amando o Senhor e servindo-o, acrescentando que lhes cabia perdoar setenta vezes sete.

Explicou, por fim, que os homens degoladores estavam anunciados no versículo quinze do capítulo sete, do Apóstolo Mateus, que esclarece:

 — “Acautelai-vos, porém, dos falsos pro­fetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores”. Em seguida, o peru recitou o capítulo cinco do mes­mo evangelista, comentando as bem-aventuranças prometidas pelo Divino Amigo aos que choram e padecem no mundo.

Verificou-se, então, imenso reconforto na comunidade atormentada e aflita, porque as aves se recordaram de que o próprio Senhor, para alcançar a Ressurreição Gloriosa, aceitara a morte de sacrifício igual à delas.
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Livro: Alvorada Cristã 
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Neio Lúcio
FEB – Federação Espírita Brasileira




Orando no Natal

Senhor!

Enquanto vibram as emoções festivas e muitos homens se banqueteiam, evocando aquele Natal que Te trouxe à Terra, recolhemo-nos em silêncio para orar.

Há tanta dor no mundo, Senhor!

Os canhões calam os seus troares, momentaneamente, as bombas destruidoras cessam de cair por alguns instantes, nos países em guerra, enquanto nós oramos pelos que mercantilizam vidas, fomentando conflitos e beligerâncias outras;

pelos que escorcham as populações esfaimadas sob leis impiedosas e escravizantes;

pelos que se comprazem, como se fossem abutres em forma humana, com a renda nefanda das casas do comércio carnal;

pelos que exploram os vícios e acumulam usuras com o fruto da alucinação dos obsidiados ignorantes da própria enfermidade;

pelos que malsinam moçoilas e rapagotes inexperientes, deslumbrados com o fastígio mentiroso da ilusão; .

pelos que difundem a literatura perversa e favorecem a divulgação da criminalidade;

pelos que fazem enlouquecer, através dos processos escusos, decorrentes da cultura que perverte mentes e corações;

pelos que se locupletam com as moedas adquiridas mediante o infanticídio hediondo; pelos que dormem para a dignidade e sorriem nos pesadelos do torpor moral, que os invadem!

Senhor!

Diante das crianças tristonhas e dos velhinhos estropiados, dos enfermos ao abandono e dos atormentados à margem da sociedade, lembramo-nos de rogar por todos eles, mas não nos esquecemos de Te suplicar pelos causadores da miséria e do infortúnio.

"Não sabem o que fazem!" - perdoa-os, Senhor!

Neste Natal, evocando o momento em que as Altas Esferas seguiram contigo à Terra, até o singelo recinto de animais, para o Teu mergulho na névoa dos homens, esparze, novamente, misericórdia e esperança para todos, a fim de que o Ano Novo seja, para sofredores e responsáveis pelo sofrimento, a antemanhã da Era do Espírito Imortal, de que Te fizeste paradigma após o martírio da Cruz.
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FRANCO, Divaldo Pereira. Celeiro de Bênçãos. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. IDEAL.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Natal com Jesus




Quando da Sua chegada à Terra, não houve mobilização humana, nem estardalhaço, ou qualquer movimento de massas para informar à Humanidade que o Rei Solar descera à sombra do mundo.

Anunciado secularmente como o Messias, fez-se preceder por preparadores dos caminhos e trabalhadores da abnegação, a fim de que o Seu se fizesse o ministério da ternura, da compaixão, do amor.

No silêncio de uma noite fria Ele chegou acolitado por seres angélicos invisíveis e sob a luz fulgurante de alguns astros em conjunção de órbitas, a fim de que a sombra fosse menos densa no mundo, que Ele renovaria moralmente, quando acendeu a claridade inapagável da Verdade.

....E a partir daquele dia memorável a Humanidade nunca mais seria a mesma...

Ele revolucionou os paradigmas existentes na sociedade, implantando novos códigos de justiça, de ética, de moral, de valores para a vida, centrados no dever e na solidariedade, na alegria de viver e na justiça com igualdade para todos.

A partir da sinfonia do sermão da montanha apresentou às criaturas de todos os tempos uma nova maneira de compreender o Pai e de comportar-se em relação ao seu próximo.

Demonstrou que fracos e infelizes são os que dominam os outros sem valor para dominar-se a si mesmos; 
que poderosos são aqueles que vencem as más inclinações e se libertam das paixões inferiores; 
que ricos são os que se caracterizam pela pobreza de inferioridade moral e de tendências para o mal;
que triunfadores são os que amam e perdoam aos demais, renovando- se sempre no bem, tornando-se todos, desse modo, bem-aventurados...

Nunca mais ninguém falaria como Ele se expressou ou faria o que Ele fez, reverdecendo as terras áridas por onde passou e semeando esperança em todo lugar.

Jesus é inigualável! 
E o seu Natal é a epopeia da Luz que se encarcerou por momentos, a fim de que prosseguisse brilhando para sempre.

É certo que estes também são dias muito semelhantes àqueles em que Ele viveu.
 Há predominância das forças do mal, da anarquia, do desequilíbrio e as vidas são amesquinhadas pelo utilitarismo extravagante e perturbador.

No entanto, em razão da Sua mensagem, multiplicam-se em toda parte os Seus obreiros atentos para que se cumpram as Suas promessas e os indivíduos descubram as trilhas que Ele percorreu, seguindo-O empós e felicitando-se plenamente...

Esta é a tua oportunidade de encontrá-lO, caso ainda não tenhas estado com Ele.

Busca-O quanto antes, a fim de que não seja tarde demais...

E se O conheces, certamente O amas.

Utiliza-te, então, do Seu Natal para demonstrar que a Sua lição de ternura domina o teu coração, distribuindo-a com todos aqueles que te espiam ou que, longe de ti, aguardam por uma migalha de bondade que lhe podes e deves ofertar.

O Natal de Jesus é uma festa que se faz celebrada pelo Céu e a Terra, homenageando o Rei Solar que te aguarda no topo da subida, montanha acima, que deves empreender desde agora, superando-te e renovando-te.

Porfia no desiderato de estar com Ele e não desistas nunca, mesmo que descubras conspirações contra os teus ideais e esforços, incompreensões e dificuldades em relação aos objetivos a que te dedicas...

Quem O ama nunca teme, jamais se detém.

É Natal!

Ama, ajuda, perdoa e sê feliz com Jesus.
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 Joanna de Ângelis






domingo, 21 de dezembro de 2014

Seja Otimista



Ser otimista é perseverar sempre com pensamentos positivos.

Ser otimista é conquistar a modificação
através de pensamentos elevados.

Ser otimista é enxergar nas dificuldades
uma porta sempre aberta para a solução.

Ser otimista é superar os próprios medos.

Ser otimista é perceber a luz Divina
que está sempre nos favorecendo.

Ser otimista é reconhecer que sempre precisamos de mudança.

Ser otimista é trabalhar a melhora interior
com a certeza do êxito.

Ser otimista não é apenas dar uma palavra positiva.

É necessário que o otimismo esteja realmente em seu coração. 
 
 Por hoje procure ver em todas as situações que passar,
o lado positivo, pois desta forma estará trabalhando em seu interior,
o tamanho do seu Otimismo.
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Gotas de Paz
 



 

sábado, 20 de dezembro de 2014

Sejam quais forem



Sejam quais forem os impedimentos ou provações que te assinalem a vida, asserena o espírito na fé viva e permanece na tarefa que te foi reservada, porquanto, sempre que estejamos guardando paciência e confiança em nossos obstáculos, trabalhando e servindo na prestação de auxílio para liquidar fraternalmente os problemas dos outros, Deus em regime de urgência liquidará também os nossos.

Encontras-te na situação mais adequada às realizações que te dizem respeito à vida espiritual.

O clima social em que se te instalam as atividades é a paisagem na qual dispões dos melhores recursos de experiência.

Solidão é tempo de muda nos mecanismos da alma.

Aceita-te como és e aceita a vida em que deves estar, na condição em que te vês, a fim de que faças em ti o burilamento possível.

Surge quem te faça chorar.
Deus, porém, te consola.

Há quem te fira.
No entanto, Deus te restaura.

Não contes amarguras.
Considera as bênçãos que usufruis.

Espera trabalhando.
As oportunidades para a construção do bem procedem de Deus.
O aproveitamento está em nós.
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Emmanuel
Chico Xavier





sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Anotações Preventivas


Retome o seu dia, buscando olvidar as ocorrências infelizes da véspera.
A casa protegida, habitualmente, promove faxinas pela manhã.

Se alguém se lhe fixou na mente como sendo um ponto enfermiço,
envolva a imagem desse alguém no bálsamo da prece.
Uma chaga no corpo exige recurso cicatrizante.

Lance boatos e injúrias ao cesto do esquecimento.
A moradia claramente limpa reclama a presença do esgoto.

Abstenha-se de entreter assuntos alusivos à delinquência.
Ninguém lava as mãos num vaso de lama.

Dissipe tentações no calor do trabalho.
As aranhas não resistem ao espanador em movimento.

Ganhe distância dos ambientes que lhe incitem a alma à distorção e ao desequilíbrio.
Não se lembraria você de banhar-se num pântano.

Evite comentários deprimentes.
Você não serviria um bolo envenenado aos amigos.

Resguardemos o coração nas fontes do Bem, pensemos no Bem e procuremos falar e agir para o Bem, porque servir ao Bem dos outros é a melhor forma de atividade preventiva contra enfermidade e perturbação nos domínios da nossa vida mental.
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André Luiz 
Chico Xavier