sábado, 1 de junho de 2024

No momento da prece



Não transforme sua prece em petitório insistente! “O Pai sabe aquilo de que necessitamos, mesmo antes de pedirmos”.

Quando quiser alguma coisa para si, peça-o também para os outros, para todos os que estiverem nas mesmas condições.

No momento da prece, evite o egoísmo.
A prece é a melhor ocasião de demonstrarmos nosso amor.

E pedindo para todos, com amor, seremos os primeiros a receber o benefício.

Quem acende uma luz, é o primeiro a iluminar-se.

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Carlos Pastorino
Minutos de sabedoria
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JUNHO

Eu vi uma porta grande e pesada, difícil de abrir porque as dobradiças estavam emperradas. Eu vi algumas gotas de óleo serem colocadas nas dobradiças e a porta ser delicadamente azeitada até ser possível abri-la apenas com um leve toque. Eu ouvi as palavras:

Use o óleo do amor cada vez mais, porque é o amor que tudo facilita. É o amor que sempre encontra o caminho. Abra seu coração e deixe o amor fluir livremente.

1º de Junho

Por que não transformar em hábito maneira de encarar a vida sempre com o espirito certo, alegremente, alerta e sempre com fé absoluta que somente o melhor vai lhe acontecer?

Eu quero que você tenha tudo de bom nesta vida.

Eu não quero que você passe sua vida com um fardo pesado nos ombros, curvado sob o peso dos problemas do mundo.

Eu preciso de você livre para que Eu possa trabalhar em você e através de você.

Pare de se preocupar e Me entregue seus problemas.

Saiba que o reino do céu está em você esperando que você o reconheça. Você deve descobri-lo, acreditar nele e manifestá-lo.

O reino do céu é um estado de espirito e todos devem procurar por ele. Toda alma tem que ansiar pelo reino do céu antes de encontrá-lo.

O desejo deve existir e deve ser tão forte que não permitirá nenhum obstáculo no caminho.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Da prece pelos mortos e pelos Espíritos sofredores

Os Espíritos sofredores reclamam preces e estas lhes são proveitosas, porque, verificando que há quem neles pense, menos abandonados se sentem, menos infelizes. Entretanto, a prece tem sobre eles ação mais direta: reanima-os, incute-lhes o desejo de se elevarem pelo arrependimento e pela reparação e, possivelmente, desvia-lhes do mal o pensamento. É nesse sentido que lhes pode não só aliviar, como abreviar os sofrimentos. (Veja-se: O Céu e o Inferno, 2ª Parte — “Exemplos”.)

Pessoas há que não admitem a prece pelos mortos, porque, segundo acreditam, a alma só tem duas alternativas: ser salva ou ser condenada às penas eternas, resultando, pois, em ambos os casos, inútil a prece. Sem discutir o valor dessa crença, admitamos, por instantes, a realidade das penas eternas e irremissíveis e que as nossas preces sejam impotentes para lhes pôr termo. Perguntamos se, nessa hipótese, será lógico, será caridoso, será cristão recusar a prece pelos réprobos? Tais preces, por mais impotentes que fossem para os liberar, não lhes seriam uma demonstração de piedade capaz de abrandar-lhes os sofrimentos? Na Terra, quando um homem é condenado a galés perpétuas, quando mesmo não haja a mínima esperança de obter-se para ele perdão, será defeso a uma pessoa caridosa ir carregar-lhe os grilhões, para aliviá-lo do peso destes? Em sendo alguém atacado de mal incurável, dever-se-á, por não haver para o doente esperança nenhuma de cura, abandoná-lo, sem lhe proporcionar qualquer alivio? Lembrai-vos de que, entre os réprobos, pode achar-se uma pessoa que vos foi cara, um amigo, talvez um pai, uma mãe, ou um filho, e dizei se, não havendo, segundo credes, possibilidade de ser perdoado esse ente, lhe recusaríeis um copo d’água para mitigar-lhe a sede? um bálsamo que lhe seque as chagas? Não faríeis por ele o que faríeis por um galé? Não lhe daríeis uma prova de amor, uma consolação? Não, isso cristão não seria. Uma crença que petrifica o coração é incompatível com a crença em um Deus que põe na primeira categoria dos deveres o amor ao próximo.

A não eternidade das penas não implica a negação de uma penalidade temporária, dado não ser possível que Deus, em sua justiça, confunda o bem e o mal. Ora, negar, neste caso, a eficácia da prece, fora negar a eficácia da consolação, dos encorajamentos, dos bons conselhos; fora negar a força que haurimos da assistência moral dos que nos querem bem.

Outros se fundam numa razão mais especiosa: a imutabilidade dos decretos divinos. Deus, dizem esses, não pode mudar as suas decisões a pedido das criaturas; a não ser assim, careceria de estabilidade o mundo. O homem, pois, nada tem de pedir a Deus, só lhe cabendo submeter-se e adorá-lo.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVII, itens 18 a 20.)
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Felicidade em tudo que se faça


















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Adenáuer Novaes
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sexta-feira, 31 de maio de 2024

Permanecerás fiel


Ante as notícias pessimistas que a imprensa, quase constantemente, veicula, é natural que, por vezes, te abatas.

Não obstante, embora nuvens espessas de ceticismo pairem no horizonte, prometendo borrasca, permanecerás fiel às tuas convicções.

Hora alguma haverás de duvidar que o Senhor permaneça no leme da embarcação terrestre, que não soçobrará.

Por menos otimistas sejam as perspectivas em relação ao futuro da Humanidade, não farás coro com as vozes apocalípticas que prenunciam desastre iminente.

Cumpre com o teu diminuto dever, nem que seja o de regar singela planta nos fundos do teu quintal, sabendo que, a partir dela, após o incêndio que ameaça lavrar, destruidor, o Senhor poderá reconstituir a floresta.

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Irmão José
Carlos Baccelli
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31 de maio

Comece já a expandir sua consciência e ver abundância em tudo, pois só assim suas necessidades serão supridas.

Entenda que Eu lhe dou Meu reino com prazer, porque é deste reino que tudo flui.

É por isso que você precisa procurar por ele primeiro para que tudo o mais lhe seja entregue.

Eu sei de cada uma de suas necessidades e todas serão maravilhosamente supridas.

Acredite nisso com todo o seu coração.

Não permita que nenhuma dúvida tire o brilho deste prodígio.

Aceite a Minha palavra, viva por ela e veja milagre após milagre acontecer.

O tempo dos milagres ainda não terminou.

Vivendo uma vida completamente dedicada a Mim você será testemunha de prodígios indescritíveis.

Você verá o impossível se tomar possível. Você perceberá Minha mão em tudo.

E seu coração transbordará de amor e gratidão por tudo que vai acontecer.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Piedade filial (II)

Alguns pais, é certo, descuram de seus deveres e não são para os filhos o que deviam ser; mas, a Deus é que compete puni-los e não a seus filhos. Não compete a estes censurá-los, porque talvez hajam merecido que aqueles fossem quais se mostram. Se a lei da caridade manda se pague o mal com o bem, se seja indulgente para as imperfeições de outrem, se não diga mal do próximo, se lhe esqueçam e perdoem os agravos, se ame até os inimigos, quão maiores não hão de ser essas obrigações, em se tratando de filhos para com os pais! Devem, pois, os filhos tomar como regra de conduta para com seus pais todos os preceitos de Jesus concernentes ao próximo e ter presente que todo procedimento censurável, com relação aos estranhos, ainda mais censurável se torna relativamente aos pais; e que o que talvez não passe de simples falta, no primeiro caso, pode ser considerado um crime, no segundo, porque, aqui, à falta de caridade se junta a ingratidão.

Deus disse: “Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo na terra que o Senhor vosso Deus vos dará.” Por que promete ele como recompensa a vida na Terra e não a vida celeste? A explicação se encontra nestas palavras: “que Deus vos dará” , as quais, suprimidas na moderna fórmula do Decálogo, lhe alteram o sentido. Para compreendermos aqueles dizeres, temos de nos reportar à situação e às idéias dos hebreus naquela época. Eles ainda nada sabiam da vida futura, não lhes indo a visão além da vida corpórea. Tinham, pois, de ser impressionados mais pelo que viam, do que pelo que não viam. Fala-lhes Deus então numa linguagem que lhes estava mais ao alcance e, como se se dirigisse a crianças, põe-lhes em perspectiva o que os pode satisfazer. Achavam-se eles ainda no deserto; a terra que Deus lhes dará é a Terra da Promissão, objetivo das suas aspirações. Nada mais desejavam do que isso; Deus lhes diz que viverão nela longo tempo, isto é, que a possuirão por longo tempo, se observarem seus mandamentos.

Mas, ao verificar-se o advento de Jesus, já eles tinham mais desenvolvidas suas idéias. Chegada a ocasião de receberem alimentação menos grosseira, o mesmo Jesus os inicia na vida espiritual, dizendo: “Meu reino não é deste mundo; lá, e não na Terra, é que recebereis a recompensa das vossas boas obras.” A estas palavras, a Terra Prometida deixa de ser material, transformando-se numa pátria celeste. Por isso, quando os chama à observância daquele mandamento: “Honrai a vosso pai e a vossa mãe”, já não é a Terra que lhes promete e sim o céu. (Caps. II e III.)

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIV, itens 3 e 4.)
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Dentro do Lar


Famílias-problemas!…

Irmãos que se antagonizam…

Cônjuges em lamentáveis litígios…

Animosidades entre filho e pai, farpas de ódios entre filha e mãe…

Afetos conjugais que se desmantelam em caudais de torvas acrimônias…

Sorrisos filiais que se transfiguram em rictos de idiossincrasias e vinditas…

Tempestades verbais em discussões extemporâneas…

Agressões infelizes de conseqüências fatais…

Tragédias nas paredes estreitas da família…

Enfermidades rigorosas sob látegos de impiedosa maldade…

Mãos encanecidas sob tormentos de filhos dominados por ódios inomináveis.

Pais enfermos açoitados por filhas obsidiadas, em conúbios satânicos de reações violentas em cadeia de ira…

Irmãos dependentes sofrendo agressões e recebendo amargos pães, fabricados com vinagre e fel de queixas e recriminações…

Famílias em guerras tiranizantes, famílias-problemas!…
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É da Lei Divina que o infrator renasça ligado à infração que o caracteriza.

A justiça celeste estabeleceu que a sementeira tem caráter espontânea, mas a colheita tem impositivo de obrigatoriedade.

O esposo negligente de ontem hoje recebe no lar a antiga companheira nas vestes de filha ingrata e maldizente.

A nubente atormentada, que no passado desrespeitou o lar, acolhe nos braços, no presente, o esposo traído vestindo as roupas de filho insidioso e cruel.

O companheiro do pretérito culposo se reivincula pela consanguinidade à vítima, desesperada, reencontrando-a em casa como irmão impenitente e odioso.

O braço açoitador se imobiliza sob vergastadas da loucura encarcerada nos trajos da família.

Desconsideração doutrora, desrespeito da atualidade.

Insânia gerando sandice e criminalidade alimentando aversões.

Chacais produzindo chacais.

Lobos tombando em armadilhas para lobos.

Cobradores reencarnados junto às dívidas, na província do instituto da família, dentro do lar.
*-*-*
Acende a claridade do Evangelho no lar e ama a tua família-problema, exercitando humildade e resignação.

Preserva a paciência, elaborando o curso de amor nos exercícios diários do silêncio entre os panos da piedade para os que te compartem o ninho doméstico, revivendo os dias idos com execrandas carantonhas, sorvendo azedume e miasmas.

Não renasceste ali por circunstância anacrônica ou casual.

Não resides com uma família-problema por fator fortuito nem por engano dos Espíritos Egrégios.

Escolheste, antes do retorno ao veículo físico, àqueles que dividiriam contigo as aflições superlativas e os próprios desenganos.

Solicitaste a bênção da presença dos que te cercam em casa, para librares com segurança nos cimos para onde rumas.

Sem eles faltariam bases para os teus pés jornaleiros.

Sem a exigência deles, não serias digno de compartilhar a vilegiatura espiritual com os Amorosos Guias que te esperam.

São eles, os parentes severos nos trajos de verdugos inclementes, a lição de paciência que necessitas viver, aprendendo a amar os difíceis de amor para que te candidatares ao Amor que a todos ama.

A mensagem espírita, que agora rutila no teu espírito transformado em farol de vivo amor e sabedoria, é o remédio-consolo para tuas dores no lar, o antídoto e o tratado de armistício para o campo de batalha onde esgrimas com as armas da fé e da bondade, apaziguando, compreendendo, desculpando, confiando em horas e dias melhores para o futuro…

Apoia-te ao bastão da certeza reencarnacionista, aproveita o padecimento ultriz, ajuda os verdugos da tua harmonia, mas dá-lhes a luz do conhecimento espírita para que, também eles, os problemas em si mesmos, elucidem os próprios enigmas e dramas, rumando para experiências novas com o coração afervorado e o espírito tranquilo.

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Espírito: Joanna de Ângelis
Psicografia : Divaldo Pereira Franco
Livro: Dimensões da Verdade – Pág. 164
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quarta-feira, 29 de maio de 2024

Fermento verbal


 Aprendamos a sentir com amor, a fim de que venhamos a pensar com justiça e a falar para o bem.

O próprio Testamento Divino assegura que “no princípio era verbo”. 

Depois do amor e da justiça do Criador, apareceu a expressão verbal como fermento vivo da Criação.

Em todos os avisos da caridade não nos esqueçamos da boa palavra que socorre e ilumina sempre.

Para usá-la com segurança, não é preciso assumas posição compulsória de santidade, transformando a frase em látego de chamas sobre os enganos que ainda entenebrecem o roteiro do próximo.

 Basta que a tua diligência no bem se faça incessante.

À frente do comentário calunioso, lembra alguma virtude da criatura visada pela chuva injustificável de lodo e lama.

Perante as anotações do desânimo, fala acerca das esperanças do Céu que ainda não apagou o sol com que nos clareia o caminho.

Diante da delinquência, recorda a Misericórdia Celestial que a todos nos provê de recursos para o pagamento das próprias faltas.

 Ante a irritação e a crítica, não pronuncies o venenoso apontamento que dilacera à distância, mas sim procura algum fato ou alguma lição em que a pessoa reprovada encontre alívio e consolo.

 Sobretudo, auxilia aos ausentes que não podem cogitar da própria defesa.

Lembra-te de que todo aquele que hoje desaprova os outros contigo, amanhã te desaprovará também diante dos outros.

Guarda-te contra a insinuação maledicente que supõe encontrar serpente e lagarto, pedra e espinho no roteiro dos semelhantes e, procurando o bem sem desfalecer, através da boa palavra constante, atingirás o rio abençoado da simpatia, em cuja corrente límpida alcançarás o porto da paz, com a vitória de tuas esperanças mais belas, então convertidas em verdadeira felicidade na Vida Superior.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Taça de luz
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29 de maio

Você é o ponto de luz em Minha mente.

Você é o ponto de amor em Meu coração.

Quando você aceitar estes fatos, quando você conseguir se ver como o microcosmo e o macrocosmo, você nunca mais se depreciará ou pensará mal de si mesmo.

Você entenderá que é realmente feito à Minha imagem e semelhança, que nós somos um e que nada, nem ninguém, pode nos separar.

Se você sente qualquer separação de Mim, a culpa é sua, porque Eu nunca me separo de você.

Você é individualmente o que EU SOU universalmente.

Você se espanta de ter que renascer para poder aceitar esta maravilhosa verdade?

Muitas almas se desgarraram de Mim e se separaram tanto e Me colocaram tão alto nos céus que Eu me tornei inalcançável para elas.

EU ESTOU em você, escondido bem no fundo de seu interior, esperando para ser reconhecido e trazido à tona.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O dever

O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros. O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados. Quero aqui falar apenas do dever moral e não do dever que as profissões impõem.

Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as atrações do interesse e do coração. Não têm testemunhas as suas vitórias e não estão sujeitas à repressão suas derrotas. O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre-arbítrio. O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e sustenta; mas, muitas vezes, mostra-se impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; como determiná-lo, porém, com exatidão? Onde começa ele? onde termina? O dever principia, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.

Deus criou todos os homens iguais para a dor. Pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelas mesmas causas, a fim de que cada um julgue em sã consciência o mal que pode fazer. Com relação ao bem, infinitamente vário nas suas expressões, não é o mesmo o critério. A igualdade em face da dor é uma sublime providência de Deus, que quer que todos os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não pratiquem o mal, alegando ignorância de seus efeitos.

O dever é o resumo prático de todas as especulações morais; é uma bravura da alma que enfrenta as angústias da luta; é austero e brando; pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, conserva-se inflexível diante das suas tentações.

homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo. É a um tempo juiz e escravo em causa própria.

O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho. O homem tem de amar o dever, não porque preserve de males a vida, males aos quais a Humanidade não pode subtrair-se, mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.

O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da sua obra resplandeça a seus próprios olhos.

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— Lázaro. (Paris, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 7.)
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DIA A DIA


O Cristo é incisivo, quando nos adverte que, para segui-lo, a batalha é constante.
Dia a dia, o cristão deve ombrear a cruz do testemunho que é chamado a carregar.

Ele não nos promete uma vereda de flores...

Sem subterfúgios, falou-se das dificuldades, sobretudo no que tange à negação
de nós mesmos.

De fato, não é fácil renunciar ao que nos satisfaz os sentidos e nos atende as
necessidades fictícias.

Não nos desalentemos, porém, diante das derrotas e fracassos que, no embate
travado em nosso mundo interior, venhamos a sofrer.

Não nos fortaleceremos de uma hora para outra, mas, sim, a cada minuto de cada hora que nos devotarmos à aquisição de novos hábitos.

Evoluir é promover a reeducação do espírito.

Façamos, a cada manhã, o propósito de sermos melhores do que somos, mas não fiquemos apenas na palavra, como quem permanece na expectativa de servir sem tornar a iniciativa de procurar algo de útil a fazer.

Precisamos criar ensejo a que o Bem se manifeste em nossas vidas.

A vontade de quem não descruza os braços é semelhante a quem, precisando
alcançar determinado objetivo, se recusa a movimentar as pernas e caminhar.

Seja, no entanto, qual for a nossa decisão, saibamos, de uma vez por todas, que
querem verdadeiramente não se dispuser a seguir o Cristo não sairá do lugar.

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(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho
 - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)
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terça-feira, 28 de maio de 2024

Eles, os outros



Eles chegam de todas as direções, na moldura dos acontecimentos. São eles os outros, nossos irmãos de caminho, que se transformam em caminho para o Mais Alto.

É por eles que a Bondade do Senhor nos encontra, habilitando-nos para isso.

No mundo, repontam no lar por parentes e associados no vínculo doméstico que se nos fazem professores de burilamento espiritual.

São amigos e nos ajudam a executar os encargos de que a vida nos encarrega ou são adversários e nos radiografam os recessos da alma, fixando-nos os mínimos defeitos a fim de que venhamos a corrigi-los.

Aparecem na posição de necessitados, testando-nos o amor e o desprendimento da posse, ou benfeitores que nos estendem o coração e os braços em forma de auxílio, afirmando-nos sem palavras que jamais nos achamos esquecidos de Deus.

 É através deles, os outros, que efetivamente somos nós em nós.

 Os que brilham na vanguarda estão aptos a instruir-nos e os que se nos situam à retaguarda são aqueles que nos avaliam as possibilidades de auxiliar.

 Os mais felizes são aqueles que já trabalham, de algum modo, em favor de muitos ou a benefício de alguém e, por este motivo, são os que constroem.

 Os menos felizes são aqueles outros que ainda não conseguem aceitar o valor do trabalho e a felicidade de servir e, por isto, são aqueles que esperam. Todos, porém, somos filhos da Sabedoria Divina necessitados uns dos outros.

Observemos a nossa conduta, diante do próximo, porque, em verdade, os outros nos medem a altura espiritual, no dia a dia, trazendo-nos, segundo as nossas próprias necessidades, o ensinamento da justiça e o socorro da bondade que se derramam das Leis da Vida. E a vida é sempre uma escola para todos, mas urge considerar que são os outros que nos traçam a nota ao progresso e ao merecimento de cada um, no currículo das lições.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Mãos unidas
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28 de maio

Antes de escalar uma montanha você certamente testaria o seu equipamento, pois sua vida depende desse equipamento estar em perfeito estado e das cordas não apresentarem defeito algum.

Você escolheria um bom guia, alguém em quem você depositasse total confiança.

Você teria que estar disposto a seguir as instruções do guia e obedecê-lo sem questionamentos.

O mesmo acontece com esta vida espiritual.

Você só pode se aventurar nesta vida se tiver aprendido disciplina e obediência, se tiver escolhido trilhar o Meu caminho e obedecer a Minha voz.

Não seria seguro agir de outra maneira.

Se você se sente empacado no sulco da trilha, recolha-se e descubra no seu interior o que o está segurando.

Que providências você tem tomado em relação à autodisciplina?

Você já consegue dizer "não" para si mesmo?

E obediência?

Você está disposto a Me seguir seja lá qual for o preço?

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Se fosse um homem de bem, teria morrido

Falando de um homem mau, que escapa de um perigo, costumais dizer: “Se fosse um homem bom, teria morrido.” Pois bem, assim falando, dizeis uma verdade, pois, com efeito, muito amiúde sucede dar Deus a um Espírito de progresso ainda incipiente prova mais longa, do que a um bom que, por prêmio do seu mérito, receberá a graça de ter tão curta quanto possível a sua provação. Por conseguinte, quando vos utilizais daquele axioma, não suspeitais de que proferis uma blasfêmia.

Se morre um homem de bem, cujo vizinho é mau homem, logo observais: “Antes fosse este.” Enunciais uma enormidade, porquanto aquele que parte concluiu a sua tarefa e o que fica talvez não haja principiado a sua. Por que, então, haveríeis de querer que ao mau faltasse tempo para terminá-la e que o outro permanecesse preso à gleba terrestre? Que diríeis se um prisioneiro, que cumpriu a sentença contra ele pronunciada, fosse conservado no cárcere, ao mesmo tempo que restituíssem à liberdade um que a esta não tivesse direito? Ficai sabendo que a verdadeira liberdade, para o Espírito, consiste no rompimento dos laços que o prendem ao corpo e que, enquanto vos achardes na Terra, estareis em cativeiro.

Habituai-vos a não censurar o que não podeis compreender e crede que Deus é justo em todas as coisas. Muitas vezes, o que vos parece um mal é um bem. Tão limitadas, no entanto, são as vossas faculdades, que o conjunto do grande todo não o apreendem os vossos sentidos obtusos. Esforçai-vos por sair, pelo pensamento, da vossa acanhada esfera e, à medida que vos elevardes, diminuirá para vós a importância da vida material que, nesse caso, se vos apresentará como simples incidente, no curso infinito da vossa existência espiritual, única existência verdadeira.

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— Fénelon. (Sens, 1861.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 22.)
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Eu sou Espírita


De repente, uma das médiuns da reunião de desobsessão começou a pedir socorro, exclamando:

- Eu sou espírita! Bezerra de Menezes, venha me salvar! Eu sou espírita! Tirem-me daqui!

Acerquei-me dela e falei:

- Já escutamos seus apelos e vamos tirá-la daí.

Ela (pois que era uma mulher) estava presa no cemitério e não conseguia sair de lá. Vamos sair por cima; voando, disse-lhe. E suspendi um pouco a cabeça da médium, inclinando-a para trás, dando a impressao à comunicante que ela havia sido retirada do local onde estava por uma força que a sugava para cima.

- Saímos! Ponha os pés no chao para verificar que estamos seguros em terra!

A mulher fez como eu dissera e exclamou aliviada:

- Até que enfim alguém ouviu os meus apelos.

- Como aconteceu isso? - indaguei.

- Não sei! Eu pensei que por ser espírita teria direito a algo mais que as outras pessoas. Mas isso não aconteceu. O que André Luiz escreveu, que a gente vai para uma colônia onde tem escolas, parques, avenidas tudo fantasia, - respondeu.

- Mas André Luiz também escreveu que existem regiões de purgação, e que nem todos podem ser agraciados com a cidadania de "Nosso Lar" ou com a companhia imediata dos amigos e familiares. Tudo depende do merecimento de cada um.

- Ora, mas eu fui espírita! Assisti a inúmeras palestras, escutei muitas explanações evangélicas...

- Mas você as colocou em prática?

- Minha irmã, entrar no Espiritismo é fácil. Difícil é o Espiritismo entrar nas pessoas. Deus não está muito interessado em rótulos doutrinários, mas naquilo de bom que as pessoas fazem. Tomar conhecimento de alguns ensinamentos espíritas só aumenta a nossa responsabilidade frente à vida.

- Leu a obra de Kardec?

- Sim.

-Não consta em seus escritos que o espírita deve caracterizar-se pelo esforço que faz para renovar-se a cada dia?

- Lembro bem disso. Estou envergonhada. Na verdade nunca fui às visitas feitas pelo centro, aos hansenianos. Nunca dei um único passe; pelo contrário, o recebia semanalmente, mesmo sem necessidade. Estudei pouco e reconheço que me acomodei frente às obrigações de cada dia. Quando despertei naquele cemitério, não tive forças para organizar o pensamento e orar. Apenas caí no desespero e gritei como uma criança assustada. Esqueci principalmente de um dos lemas do Espiritismo; o básico: "Fora da caridade não há salvação".

- Mas agora você tem os frutos de uma lição prática; creio que não a esquecerá.

- É verdade. Agradeço aos bons espíritos que me auxiliaram e espero poder recomeçar meus estudos espíritas desta vez com seriedade.

- Desejo-lhe bom ânimo.

- Obrigada. Até um dia.

O diálogo foi uma lição para todo o grupo. Ficou bastante claro que não basta o rótulo, o cargo, a posse...

Deus espalha o bem a cada dia. Muito natural portanto, que espere de seus filhos algo semelhante.

... É! Não fazer o bem já é um mal, comentou um dos médiuns preocupado com o que ouvira.

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(Do Livro Histórias Deste e do Outro Mundo - Luiz Gonzaga Pinheiro).
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