E fiquei a pensar, indagando de mim própria quanto ao motivo de analisar, com tanta volúpia, os defeitos alheios...
Se notícias de um delito espetacular me alcançassem os ouvidos, fixava-me na busca de pormenores da ocorrência, a fim de desenhar na memória a figura do agressor;
se algum problema de sovinice me viesse ao conhecimento, procurava as causas do desajuste para reprovar intimamente quem estivesse cultivando a cobiça;
se algum desequilíbrio emotivo aparecesse, alterando negativamente essa ou aquela pessoa, empenhava-me a conhecer o portador de semelhante irregularidade, de modo a evitar-lhe a presença;
se algum distúrbio, surgisse, complicando grupos sociais, mentalizava-lhe as origens, para censurar aqueles que o provocassem prejudicando o caminho de muita gente.
- Por que - perguntava a mim mesma - essa inclinação para condenar instintivamente os outros, sem a menor consideração?
Por que me arraigar no mal se conhecia a estrada do bem?
Foi quando um mentor amigo acorreu em meu socorro e observou:
- Filha, o aperfeiçoamento é a obra de muito esforço em longo tempo. Já passei pelo hábito das indagações inúteis e só consegui a superação desejada, colocando-me no lugar dos irmãos que supomos errados.
E prosseguiu, depois de pequeno intervalo:
- Qual seria o seu comportamento, se visse o assassinato de um filho, sob os seus próprios olhos?
Como reagiria você perante uma filha que trocasse a tranquilidade do lar pelas aventuras infelizes?
Como procederia você, a fim de proteger vários filhos pequeninos com o esposo em penúria, dentro de longo período de hospitalização?
E se um obsessor com larga força de afinidade sobre o seu psiquismo, a induzisse, através de hipnoses reiteradas à degradação de si própria, o que faria?
Ante o meu silêncio, aditou o amigo:
- Pensemos por nós mesmos. Certamente as Leis de Deus nos concedem facilidades para julgar as nódoas alheias, a fim de observarmos as nossas próprias fraquezas, aprendendo compreensão e misericórdia, de maneira a nos corrigir sem exercícios difíceis de suportar...
O instrutor despediu-se, sorrindo, e concluí que, pela Bondade do Senhor, ali tivera, no chamado Mais Além, o meu primeiro ensaio de compaixão.
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Meimei
Chico Xavier
Obra: Esperança e Vida
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05 de julho
Seus pensamentos em relação à abundância vão determinar se suas necessidades serão supridas ou não.
Quando você pensa pobreza e necessidade, quando você permite que medo, preocupações, inferioridade, avareza, egoísmo e ansiedade penetrem em sua consciência, quando você se entrega a estes estados negativos, você atrai o pior para si mesmo.
Se você pensar como um mendigo, você será um mendigo, porque estará se privando de todas as boas coisas da vida que lhe pertencem se você reajustar seus pensamentos e atitudes em relação a elas.
Comece já a pensar prosperidade.
Visualize todas as suas necessidades sendo supridas maravilhosamente.
Recuse-se a aceitar qualquer carência, porque, se existe uma carência, ela está na sua própria consciência.
Por que interromper o fluir dos Meus abundantes e ilimitados estoques com sua consciência limitada e restritiva.
Quando você começar a entender e aceitar de onde vem tudo, e quando você puder agradecer livre e alegremente a Mim, o doador de todos os maravilhosos e perfeitos presentes, nada lhe faltará.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
Deixai que venham a mim as criancinhas (II)
Deixai venham a mim as criancinhas, pois tenho o leite que fortalece os fracos. Deixai venham a mim todos os que, tímidos e débeis, necessitam de amparo e consolação. Deixai venham a mim os ignorantes, para que eu os esclareça. Deixai venham a mim todos os que sofrem, a multidão dos aflitos e dos infortunados: eu lhes ensinarei o grande remédio que suaviza os males da vida e lhes revelarei o segredo da cura de suas feridas! Qual é, meus amigos, esse bálsamo soberano, que possui tão grande virtude, que se aplica a todas as chagas do coração e as cicatriza? E o amor, é a caridade! Se possuís esse fogo divino, que é o que podereis temer? Direis a todos os instantes de vossa vida: “Meu Pai, que a tua vontade se faça e não a minha; se te apraz experimentar-me pela dor e pelas tribulações, bendito sejas, porquanto é para meu bem, eu o sei, que a tua mão sobre mim se abate. Se é do teu agrado, Senhor, ter piedade da tua criatura fraca, dar-lhe ao coração as alegrias sãs, bendito sejas ainda. Mas, faze que o amor divino não lhe fique amodorrado na alma, que incessantemente faça subir aos teus pés o testemunho do seu reconhecimento!”
Se tendes amor, possuís tudo o que há de desejável na Terra, possuís preciosíssima pérola, que nem os acontecimentos, nem as maldades dos que vos odeiem e persigam poderão arrebatar. Se tendes amor, tereis colocado o vosso tesouro lá onde os vermes e a ferrugem não o podem atacar e vereis apagar-se da vossa alma tudo o que seja capaz de lhe conspurcar a pureza; sentireis diminuir dia a dia o peso da matéria e, qual pássaro que adeja nos ares e já não se lembra da Terra, subireis continuamente, subireis sempre, até que vossa alma, inebriada, se farte do seu elemento de vida no seio do Senhor.
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— Um Espírito protetor. (Bordéus, 1861.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VIII, item 19.)
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Parentes complexos
Parece questão simples mas não é: os parentes complexos.
Discutimos, deblateramos no assunto. Entretanto, exceção feita aos portadores de moléstias congênitas, somente erradicáveis nos tratamentos da reencarnação, se encontramos um parente difícil, a verdade é que também seremos para ele um parente difícil, pelo menos, durante o período de tempo, em que se nos perdure o desacordo.
Conservemos serenidade e paciência, à frente dos familiares que se nos mostrem irritadiços ou intolerantes. Quem de nós na Terra, não terá tido determinados momentos de perplexidade ou inquietação?
O olhar amargurado de um pai ou um semblante materno toldado de tristeza, talvez nos escondam graves preocupações para que não nos faltem reconforto e alegria.
O irmão desorientado, a irmã queixosa, o esposo que se patenteie acabrunhado ou a esposa que se revele fatigada e abatida, terão motivos para isso, tanto quanto, mantínhamos as nossas razões para enfado ou aborrecimento, quando no estágio terrestre.
Saibamos respeitar sempre os entes queridos, notadamente quando atravessam tempestades na vida íntima, cujas minudências não nos será lícito investigar. Esperemos que saibam vencer por si mesmos as tribulações que os visitam, evitando os interrogatórios indesejáveis e as perguntas fora de tempo, que estimaríamos dispensar igualmente se estivéssemos no lugar deles.
Compreendamos que, no mundo físico, bastas vezes, somos impelidos a seguir adiante, através de veredas empedradas, em benefício de nossas próprias experiências. 8 E, sobretudo, estejamos convencidos de que não teremos parentes-enigmas e nem seremos familiares-problemas para ninguém se cultivarmos a paz e se tivermos amor.
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Meimei
Chico Xavier
Obra: Esperança e vida
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