quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Contato Social



Não menosprezes o quadro de luta em que nasceste.
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A sociedade humana é o filtro renovador do espírito que surge e ressurge na carne a fim de purificar-se e evoluir para a luz.
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Seja onde for o ponto de ação em que te situas, deixa que o grande entendimento te inspire o caminho para que a bondade te sustente o roteiro.

Não te consagres à reprovação diante das faltas alheias, nem cultives o azedume à frente do mal.

Recorda que a Justiça Divina preside todas as ocorrências, operando as necessárias transposições no curso das horas, a fim de que todas as criaturas se ajustem ao destino que o mundo lhes assinala.

Os que hoje escapam deliberadamente ao dever de ajudar, voltarão amanhã com os tristes remanescentes da própria fuga para que lhes recapitulem os lances do aprendizado.

Não necessitas acusar o delinquente que te aflige a visão, porque o tempo gravará nele mesmo os dolorosos sinais da loucura a que se confia e nem te cabe criticar os afortunados que tripudiam, insensatos, no sofrimento dos infelizes, porquanto, mais tarde, envergarão a estamenha da angústia, restaurando a tranquilidade do próprio ser.

Lembra-te de que os revoltados regressarão ao palco da Terra, em dolorosas inibições para que aprendam a buscar o prazer de servir, e não olvides que a inteligência ingrata e escarnecedora retomará um corpo enfermiço em que a idiotia ser-lhe-á inquietante cadeia de temporária derrota.

Guarda a certeza de que o Senhor nos concede o contato social por lição sublime na escola da experiência.

Os ignorantes e os sábios, os melhores e os menos Bons, os superiores e os subalternos, os familiares e os companheiros, as simpatias e os desafetos são recursos educativos, com que a infinita Bondade nos aprimora.

Arma-te de paciência e de amor e compadece-te de todos, auxiliando sem distinção.

Não violentes.


Não firas.


Não condenes.


Não amaldiçoes.

Cada qual de nós é peça importante na engrenagem da vida e o trabalho essencial que nos cabe fazer é justamente o do nosso próprio burilamento, de vez que, retificando em nós aquilo que nos aborrece nos outros, estaremos aperfeiçoando em nós mesmos os valores imperecíveis da evolução.
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Emmanuel
Francisco Cândido Xavier






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