Onde estiveres, faze claridade em ti mesmo, para que a treva desça de nível.
Só a luz desintegrará na Terra as cristalizações da sombra, em que a ignorância e a penúria tecem ninho à inquietação e ao sofrimento.
Não te encarceres, porém, na feição unilateral do grande problema.
Educação, em boa síntese, é luz que circula vitoriosa do sentimento ao raciocínio, sustentando o equilíbrio entre o cérebro e o coração.
A ciência constrói a medicina.
A compreensão humana faz o médico As letras erguem o magistério.
A consagração ao ensino gera o professor.
A técnica estende os patrimônios da indústria.
O devotamento ao trabalho levanta os missionários do progresso.
A teologia plasma a religião.
As virtudes da fé realmente vividas erigem o pastor.
A universidade lavra diplomas.
A escola do exemplo, nos testemunhos de elevação dentro da luta cotidiana, forma os verdadeiros servidores do mundo.
Não prescindimos da instrução.
Mas não honraremos o pensamento claro e nobre sem o acrisolamento espiritual.
A idéia esclarece. O sentimento cria. A palavra edifica. O exemplo arrasta.
É por isso que Jesus, exalando a sabedoria, não olvidou a prática do amor.
Aprendamos servindo. Essa é a única fórmula capaz de reunir-nos ao Mestre que procuramos.
Muitos possuem ouro e prata... Muitos detêm a cultura... Muitos guardam a bondade... Muitos dispõem do poder...
Mas se não sabem acender a luz em si próprios, riqueza e inteligência, afetividade e dominação, não lhes servem, por vezes, senão por vasto pedregulho no campo da experiência. Entesoura no cérebro a ciência que te ilumine, mas inflama de amor o coração que te pulsa no peito, porque somente assim farás da própria vida a estrela de serviço e de fé, guiando-te a alma em triunfo para além das sombras que enxameiam nos vales da provação e da morte.
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Emmanuel
Chico Xavier
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MENSAGEM DO ESE:
Cuidar do corpo e do espírito
Consistirá na maceração do corpo a perfeição moral? Para resolver essa questão, apoiar-me-ei em princípios elementares e começarei por demonstrar a necessidade de cuidar-se do corpo que, segundo as alternativas de saúde e de enfermidade, influi de maneira muito importante sobre a alma, que cumpre se considere cativa da carne. Para que essa prisioneira viva, se expanda e chegue mesmo a conceber as ilusões da liberdade, tem o corpo de estar são, disposto, forte. Façamos uma comparação: Eis se acham ambos em perfeito estado; que devem fazer para manter o equilíbrio entre as suas aptidões e as suas necessidades tão diferentes? Inevitável parece a luta entre os dois e difícil achar-se o segredo de como chegarem a equilíbrio.
Dois sistemas se defrontam: o dos ascetas, que tem por base o aniquilamento do corpo, e o dos materialistas, que se baseia no rebaixamento da alma. Duas violências quase tão insensatas uma quanto a outra. Ao lado desses dois grandes partidos, formiga a numerosa tribo dos indiferentes que, sem convicção e sem paixão, são mornos no amar e econômicos no gozar. Onde, então, a sabedoria? Onde, então, a ciência de viver? Em parte alguma; e o grande problema ficaria sem solução, se o Espiritismo não viesse em auxílio dos pesquisadores, demonstrando-lhes as relações que existem entre o corpo e a alma e dizendo-lhes que, por se acharem em dependência mútua, importa cuidar de ambos. Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela. Desatender as necessidades que a própria Natureza indica, é desatender a lei de Deus. Não castigueis o corpo pelas faltas que o vosso livre-arbítrio o induziu a cometer e pelas quais é ele tão responsável quanto o cavalo mal dirigido, pelos acidentes que causa. Sereis, porventura, mais perfeitos se, martirizando o corpo, não vos tornardes menos egoístas, nem menos orgulhosos e mais caritativos para com o vosso próximo? Não, a perfeição não está nisso: está toda nas reformas por que fizerdes passar o vosso Espírito. Dobrai-o, submetei-o, humilhai-o, mortificai-o: esse o meio de o tornardes dócil à vontade de Deus e o único de alcançardes a perfeição.
Jorge, Espírito Protetor. (Paris, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 11.)
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MISERICÓRDIA
Como se o teu filho nunca fosse errar, não perdoas ao filho de ninguém.
Como se o teu neto estivesse imune a toda mazela, não demonstras indulgência para com as imperfeições do neto de outros avós.
Como se o teu irmão consanguíneo jamais fosse carecer de uma nova oportunidade, sonegas oportunidade ao irmão de quem te suplica por ele.
Se não tens o hábito de estender as mãos para o desconhecido que cai, como hás de rogar mãos estendidas em proteção a quem amas, quando esteja descendo ladeira abaixo?
Todos, um dia, haveremos de necessitar da misericórdia de alguém em favor dos que, por maior seja o nosso empenho, não conseguimos auxiliar.
Não cerres, pois, a porta, sobre a qual a Vida te levará a bater.
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Irmão José (psic. Carlos Baccelli - do livro "Pai, Perdoa-lhes!")
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