Vivemos em um mundo onde opiniões se chocam a todo instante. Nas conversas, nas redes sociais e até mesmo dentro do ambiente familiar, encontramos pessoas convencidas de que apenas elas possuem a verdade. Quando isso acontece, surgem discussões, mágoas e afastamentos.
A Doutrina Espírita nos convida a uma postura diferente.
Joanna de Ângelis ensina que muitas provocações que recebemos não têm o poder de nos ferir por si mesmas. O sofrimento nasce quando o orgulho e a vaidade encontram espaço dentro de nós. A provocação externa apenas revela aquilo que ainda precisa ser transformado em nosso mundo íntimo.
Quem está verdadeiramente em paz não sente necessidade de provar que está certo o tempo todo. A serenidade é um dos sinais do Espírito que aprende a confiar na verdade sem precisar impô-la aos outros.
Jesus nunca obrigou ninguém a pensar como Ele. Ensinava pelo exemplo, pela paciência e pelo amor. Mesmo diante das críticas, das ofensas e das injustiças, manteve-se fiel à própria consciência, sem agressividade.
Na visão espírita, cada criatura encontra-se em um estágio diferente de evolução. Cada pessoa compreende a vida de acordo com as experiências que já viveu. Por isso, querer convencer alguém à força quase sempre é inútil. O verdadeiro aprendizado acontece quando o coração está preparado para receber a luz.
As provocações também funcionam como testes espirituais. Elas mostram se ainda somos governados pelo orgulho ou se já conseguimos responder com equilíbrio. Quando reagimos impulsivamente, entregamos nossa paz às circunstâncias. Quando permanecemos serenos, demonstramos que estamos aprendendo a governar a nós mesmos.
O maior vencedor não é quem vence uma discussão, mas quem vence a própria inferioridade.
Em vez de buscar a última palavra, procure oferecer a última atitude de respeito. Nem toda opinião precisa ser combatida. Muitas vezes, o silêncio, a compreensão e a oração são respostas muito mais sábias.
A verdade não precisa de gritos para existir. Ela se revela naturalmente pelo bem que produz, pela paz que transmite e pelo amor que inspira.
Que possamos abandonar a necessidade de sermos "donos da verdade" e nos tornar, cada dia mais, aprendizes da Verdade Divina, lembrando que a humildade é um dos maiores sinais de crescimento espiritual.
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Texto inspirado na Série Psicológica de Joanna de Ângelis (psicografia de Divaldo Franco).
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27 de julho
Se você se recusar a aprender uma lição de uma maneira, ela lhe será reapresentada de outra maneira.
Existe sempre uma maneira fácil, mas se você se recusar a aceitá-la, ela lhe será reapresentada de uma maneira mais difícil e complicada.
Por que não aprender logo do jeito mais fácil?
Por que não ser como uma criancinha, ansiosa por aprender e receptiva a tudo que está acontecendo em sua vida?
Por que não se desdobrar naturalmente com tudo que está acontecendo à sua volta?
Este é o Meu plano para você, por que torná-lo desnecessariamente difícil?
Agindo assim você só consegue atrasar o progresso.
Quando você aprender a Me colocar sempre em primeiro lugar você perceberá que tudo se encaixa perfeitamente.
Quando você conseguir elevar a sua consciência e mantê-la num nível espiritual, grandes mudanças ocorrerão e a vida se desenrolará para você sem qualquer esforço.
A vida é muito simples.
Por que complicá-la?
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
Os órfãos
Meus irmãos, amai os órfãos. Se soubésseis quanto é triste ser só e abandonado, sobretudo na infância! Deus permite que haja órfãos, para exortar-nos a servir-lhes de pais. Que divina caridade amparar uma pobre criaturinha abandonada, evitar que sofra fome e frio, dirigir-lhe a alma, a fim de que não desgarre para o vício! Agrada a Deus quem estende a mão a uma criança abandonada, porque compreende e pratica a sua lei. Ponderai também que muitas vezes a criança que socorreis vos foi cara noutra encarnação, caso em que, se pudésseis lembrar-vos, já não estaríeis praticando a caridade, mas cumprindo um dever. Assim, pois, meus amigos, todo sofredor é vosso irmão e tem direito à vossa caridade: não, porém, a essa caridade que magoa o coração, não a essa esmola que queima a mão em que cai, pois freqüentemente bem amargos são os vossos óbolos! Quantas vezes seriam eles recusados, se na choupana a enfermidade e a miséria não os estivessem esperando! Dai delicadamente, juntai ao benefício que fizerdes o mais precioso de todos os benefícios: o de uma boa palavra, de uma carícia, de um sorriso amistoso. Evitai esse ar de proteção, que eqüivale a revolver a lâmina no coração que sangra e considerai que, fazendo o bem, trabalhais por vós mesmos e pelos vossos. — Um Espírito familiar. (Paris, 1860.)
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 18.)
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ENSINAMENTO
O Instrutor desdobrando a aula que ministrava aos aprendizes atentos esclareceu, conciso:
Os homens são professores uns dos outros.
Cada um leciona a matéria que lhe constitui o elemento de trabalho.
Assim vejamos:
O alfaiate, a costura;
O sapateiro, o calçado;
O tecelão; a indústria do fio;
O ourives, a fabricação de joias;
O pastor, a condução do rebanho;
O horticultor, a produção de verdura;
O carpinteiro, a arte de trabalhar a madeira;
Ante a pausa do professor, o aluno José Guedes perguntou:
- Professor; e o embriagado também ensina?
- Como não? - respondeu o Instrutor.
- Que é que um bêbado ensina? - insistiu o aprendiz.
- E o professor idoso e experiente concluiu:
- Um alcoólatra ensina o que devemos evitar.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: A semente de mostarda
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