segunda-feira, 30 de maio de 2011

Abstém-se

Abstém-se de fixar as deficiências do companheiro e procura destacar-lhe as qualidades nobres, nas quais se caracterizem de alguma forma.
Examina o bem, louva o bem e estende o bem quanto puderes.
A paz pode passar a residir hoje mesmo em nosso campo íntimo.
Basta lhe ofereçamos o refúgio da compreensão e isso depende unicamente de nós.
Se te encontras na condição de peça na engrenagem de hoje, a que se acolhem tantas criaturas aflitas, não te entregues ao luxo do desânimo e, sim, trabalha servindo sempre.
É preciso aprender a suportar os revezes do mundo, sem perder a própria segurança.
Haja o que houver, trabalha na edificação do bem e segue adiante.
Dor, na maioria das vezes, é o tributo que se paga ao aperfeiçoamento espiritual.
Dificuldade mede eficiência.
Ofensa avalia a compreensão.
A própria morte é nova forma de vida.
Resiste aos movimentos que tendam a desfibrar-te a coragem e mantém-te de pé na tarefa a que a vida te buscou.
Recorda que tudo se altera para o bem.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Paz
 


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Inimigos que não devemos acalentar

Defende o mundo íntimo contra aqueles adversários ocultos que não devemos acalentar.
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Decerto, dói-te a ofensa do agressor que te não percebe as intenções elevadas, contudo, a intolerância, a asilar-se por escorpião venenoso, em teu pensamento, é o inimigo terrível que te induz às trevas abismais da vingança.
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Indubitavelmente, a crítica impensada do irmão que te menoscaba os propósitos sadios dilacera-te a sensibilidade, espancando-te a alegria, entretanto, a vaidade, a enrodilhar-se no teu coração por víbora peçonhenta, é o inimigo lamentável que te inclina à inutilidade e ao desânimo.
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Em verdade, a calúnia do amigo perturbado lança fogo ao santuário de teus ideais, subtraindo-te a confiança, todavia, a crueldade que se refugia em teu ser por tigre invisível de intemperança e discórdia é o inimigo perigoso que te sugere a adesão ao crime.
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Efetivamente, o desprezo que te foi lançado em rosto pelo companheiro infeliz é golpe mortal abrindo-te chagas de aflição nos tecidos sutis da alma, no entanto, o egoísmo a ocultar-se em teu peito por chacal intangível de ignorância e ferocidade, é o inimigo temível que te arroja à frustração.
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Não são os flagelos do mundo exterior os elementos que nos deprimem, mas sim os opositores ocultos, conhecidos pelos mais diversos nomes, quais sejam orgulho e maldade, tristeza e preguiça, desespero e ingratidão, que perseveram conosco.
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Amemos aos inimigos externos que nos desafiam à prática do bem, ao exercício da renúncia, ao trabalho da paciência e à realização da caridade, mas tenhamos cautela contra os sicários escondidos em nós mesmos que, expressando sentimentos indignos de nosso conhecimento e de nossa evolução, nos escravizam à angustia, e nos algemam à dor, enclausurando-nos a vida em miséria e perturbação.
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Emmanuel
Chico Xavier








quarta-feira, 18 de maio de 2011

20 EXERCÍCIOS PARA A REFORMA ÍNTIMA


Executar alegremente as próprias obrigações.
Silenciar diante da ofensa.
Esquecer o favor prestado.
Exonerar os amigos de qualquer gentileza para conosco.
Emudecer a nossa agressividade.
Não condenar as opiniões que divergem da nossa
Abolir qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária.
Repetir informações e ensinamentos sem qualquer azedume.
Treinar a paciência constante.
Ouvir fraternalmente as mágoas dos companheiros sem biografar nossas dores.
Buscar sem afetação o meio de ser mais útil.
Desculpar sem desculpar-se.
Não dizer mal de ninguém.
Buscar a melhor parte das pessoas que nos comungam a experiência.
Alegrar-se com a alegria dos outros.
Não aborrecer quem trabalha.
Ajudar espontaneamente.
Respeitar o serviço alheio.
Reduzir os problemas particulares.
Servir de boa mente quando a enfermidade nos fira.
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O aprendiz da experiência terrena que quiser e puder aplicar-se, pelo menos,
a algum dos vinte exercícios aqui propostos,
certamente receberá do Divino Mestre, em plena escola da vida,
as mais distintas notas no curso da Caridade.
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Scheilla 
Chico Xavier 
Obra: Ideal espírita


domingo, 8 de maio de 2011

ANJOS TUTELARES



De aparência frágil, ingressam no mundo, carregando consigo um toque muito especial de Deus.

Se acuadas, podem ter a força de um leão. Conseguem tirar riso e esperança da dor.

Varam muitas noites em vigília e vencem o desgaste para enfrentar os dias, sempre com zelo e amor.

Se doentes, têm o ânimo de se erguer a favor daqueles que julgam necessitar do seu cuidado.

Sabem como ninguém, curar feridas de dedos pequeninos com um suave toque de seus lábios.

Conseguem transformar uma minúscula porção de comida na refeição de aparência farta que alimenta uma família inteira.

Têm um jeito especial de balsamizar corações feridos pela desilusão.

Têm um magnífico dom de ver e calar a fim de não constranger.

Mesmo analfabetas, são portadoras de imensa sabedoria, quando precisam usar de suas palavras para confortar e orientar.

Vemo-las em toda parte:

Nos trajetos das guerras, enquanto rugem os canhões, são as únicas capazes de se ajoelhar e orar pelos seus filhos, mas também pelos inimigos, filhos de outras mães.

Vencem, impávidas, o frio das madrugadas atrás dos filhos desgarrados, muitas vezes perdidos em antros de vícios e criminalidade, sem temer o confronto com os adversários.

Nas portas das escolas, ansiosas, aguardam os preciosos tesouros de suas almas, estreitando-os em seu peito amorável.

Nos hospitais, velam às cabeceiras onde a esperança desistiu de permanecer, lutando contra a morte que, insistentemente, tenta lhes arrebatar o filho.

Nas penitenciárias, em dor profunda, não abandonam a prece, rogando por aqueles Espíritos que Deus lhes confiou aos sublimes cuidados e que, penetrando no crime, vivem a condenação, sem serem reeducados pela sociedade.

A Divindade deu a todas, pobres ouriças, cultas ou ignorantes, um tesouro de igual valor e, junto com ele, reafirmou a Sua confiança na humanidade.

Esses anjos tutelares, pequenas grandes mulheres que se igualam ao infinito do céu, co-criadoras de Deus, trabalham a favor do bem e da dignidade de todas as almas, sofrendo e servindo sempre em nome de um amor incomparável.

Têm, como roteiro de jornada, a mais sublime de todas as mães, Maria de Nazaré, que sobre todas espraia suas bênçãos iluminadas de amor.
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Maria do Rosário del Pilar / Eulália Bueno