terça-feira, 8 de maio de 2012

No Serviço Assistencial




Desista de brandir o açoite da condenação sobre aspectos da vida alheia.

Esqueça o azedume da ingratidão em defesa da própria paz. 
 Não pretenda refazer radicalmente a experiência do próximo a pretexto de auxiliá-lo.

Remova as condições de vida e os objetos de uso pessoal, capazes de ambientar a humilhação indireta.

Evite categorizar os menos felizes à conta de proscritos à fatalidade do sofrimento.

Não espere entendimento e ponderação do estômago vazio.

Aceite de boamente os pequeninos favores com que alguém procure retribuir-lhe os sinais de fraternidade e as lembranças singelas. 

Seja prodígio em atenções para com o amigo em prova maior que a sua, desfazendo aparentes barreiras que possam surgir entre ele e você.

Conserve invariável clima de confiança e alegria ao contato dos companheiros.

Não recuse doar afeto, comunicabilidade e doçura, na certeza de que a violência é inconciliável com a bênção da simpatia.

Sustente pontualidade em seus compromissos e jamais demonstre impaciência ou irritação.

Dispense intermediários nas tarefas mais simples e, cumpra o que prometer.

Mantenha uniformidade de gentileza em qualquer parte, com todas as criaturas.

Recorde que o auxílio inclui bondade e humildade, lhaneza e solidariedade para ser não somente alegria e reconforto naquele que dá e naquele que receber, mas também, segurança e felicidade na senda de todos.
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ANDRÉ LUIZ
CHICO XAVIER





sábado, 5 de maio de 2012

Críticas




Diante dos acontecimentos chocantes do dia-a-dia e face a determinados comportamentos equivocados que recebem aplauso geral, vem-te a tentação de criticar.

Algumas palavras bem colocadas, e serão suficientes para desmascarar mandatários inescrupulosos e indivíduos subservientes de conduta vil.

Quase todas as pessoas do círculo onde eles se movimentam, conhecem-lhes as falhas. Não obstante, sorriem com falsa anuência em relação à sua forma de viver, quase os detestando.

Tu, que procuras ser honesto contigo mesmo e com o teu próximo, ficas magoado, desejoso de te referires às deficiências que caracterizam essas pessoas e esses fatos.

Este procedimento em nada ajudará aos criticados, que se irritarão, carregando-se de ódio contra ti e passando a perseguir-te, piorando ainda mais a situação.

A crítica ácida, inspirada pela revolta ou pelo ressentimento, não contribui para a mudança delas ou das ocorrências examinadas.

Ninguém gosta de sofrer críticas, mesmo quando merecidas.

A palavra gentil de ajuda e de esclarecimento produz melhor efeito do que a acusação, irada, a censura severa.
A tua melhor maneira de criticar o erro será agir com acerto, diferenciando-te pela forma de atuar, em relação àquele que se comporta irregularmente.

A força da retidão se expressa pela conduta, muito mais do que através das palavras.

Evita a crítica, forma sutil de vingança e, não raro, de despeito sórdido.

A tua vida deve tornar-se uma lição viva de correção e dignidade, sem que estejas apontando os erros e debilidades alheios.
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Joanna de Ângelis
 





sexta-feira, 4 de maio de 2012

O Grupo




Não olvides que somos partes de vasto grupo de almas, como pontos integrantes de um círculo.

Além da família consanguínea temos a equipe espiritual a que nos imanizamos pelos mais fortes laços do coração.

Ninguém odeia sem haver amado profundamente e ninguém experimenta animosidade sem haver conhecido antes a bênção da simpatia.

Por isso mesmo, os desafetos constituem também forças de nosso conjunto, que não podemos eliminar de pronto e ainda por essa razão que o santuário doméstico ou a oficina de trabalho são sempre preciosos educandários em que sombras e luzes se misturam para nós com acúleos e flores.

Aprendamos com Jesus a usar a química do amor, na intimidade do pensamento, praticando, cada dia, pequeninos exercícios de tolerância se nos propomos efetivamente a atingir a fraternidade que nos arrojará aos luminosos cimos da vida.

Reconheçamos que todos os obstáculos são medidas de nossa fé e que todas as dores são oportunidades de engrandecimento individual e, fortalecendo o carinho onde já existia a confiança e exaltando a plantação da bondade onde ainda repontem os espinheiros da aversão, saibamos viver o amor que o Cristo nos ensinou, na certeza de que nossos mínimos atos de renunciação e ternura, de entendimento e gentileza, de auxílio e generosidade, representam decisivo esforço espiritual, não apenas em nossa elevação, mas, também, no erguimento salvador de nosso grupo inteiro.

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Emmanuel