sexta-feira, 31 de maio de 2013

Ofensas

 Ofensas?

Revisemos o nosso próprio comportamento no cotidiano e não se nos fará difícil desculpar a esse ou aquele companheiro, quando nos julguemos feridos por atitudes que hajam tomado contrariamente aos nossos interesses.

Recordemos quantas vezes teremos desapontado corações amigos com palavras ou gestos que nos escapam, quase que sem qualquer participação de nossa vontade consciente.

Imaginemos quão felizes nos sentimos, quando alguém perdoa as puerilidades ou agressões daqueles que se nos fazem os entes mais queridos.

Rememoremos as ocasiões em que fomos vítimas de nossas próprias interpretações errôneas, acerca do procedimento alheio e cultivemos o Bem, sistematicamente, porque, em se tratando do mal, é justo observar que unicamente nos identificaremos com o mal, na medida em que o mal se esconde por dentro de nós.
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Emmanuel
Chico Xavier
 




quinta-feira, 30 de maio de 2013

Acima da Matéria


Sendo o repouso uma necessidade após o trabalho, não é uma lei da natureza?

Sem dúvida, o repouso serve para reparar as forças do corpo e é necessário também a fim de deixar um pouco mais de liberdade à inteligência para se elevar acima da matéria.
 (“O Livro dos Espíritos” questão nº682)



Infelizmente são muitos que se valem da pausa necessária no trabalho cotidiano, continuando a se entregar às exigências do corpo.

Preocupam-se excessivamente com o lazer...

Improvisam festas nos finais de semana...

Bebem e comem à saciedade...

Nenhuma atividade de ordem intelectual proveitosa e nenhuma iniciativa de caráter enobrecedor realizam.

É evidente que a família consanguínea carece de estreitar os seus vínculos e, neste sentido, a pequena viagem de reencontro e a excursão com os filhos tornam-se indispensáveis ao bom relacionamento entre os espíritos engajados nos compromissos da parentela;
 todavia tanto quanto possível, os outros não devem ser esquecidos – os outros, nossos irmãos de humanidade, que também vivem à espera dos minutos que lhes possamos consagrar em nome da solidariedade.

Atendidas assim, as suas prioridades afetivas que, de modo algum, devem lhes absorver todo o tempo disponível no refazimento das energias, atenda o homem transitório às prioridades do espírito eterno...

Que visite e colabore com as atividades de uma instituição assistencial;

que se dedique à leitura de um bom livro;

que exercite a mente tanto quanto se preocupa em exercitar o corpo em academias de ginástica;

que responda as cartas do amigo que deixou sem atendimento;

que observe como possa ser mais útil à comunidade, como emprestar a sua colaboração espontânea aos vizinhos em necessidades;

que reavalie as suas tarefas profissionais, com o propósito de ser mais justo em tudo que faça;

que se fortaleça no propósito de educar a palavra no trato com os companheiros, evitando conversações que, no dizer do apóstolo, corrompem os bons costumes...

Pequeninas providências de ordem moral podem prevenir grandes desastres espirituais.

Quantos são os que nas horas consagradas ao repouso, acabam por se comprometer na invigilância?

Demasiado tempo ocioso para os homens podem significar perigo de consequências imprevisíveis.

Quando ele não esteja doente, é a atividade diária que garante ao corpo o perfeito funcionamento dos órgãos que o constituem;
 o descanso que ultrapasse o limite do bom senso é comprometedor para o corpo e para a alma.

Porque não se elevam acima da matéria, procurando sobre ela a sua independência, é que muitos espíritos deixam o corpo em condições lastimáveis, retornando ao mundo espiritual a sofrer indefinível sensação de fracasso, quase sem terem logrado nenhum proveito na experiência física.

É que, para tais, o corpo não passa simbolicamente, de uma caverna de hibernação psíquica, quando deveria ser ensolarado vale que ensejasse ao espírito a bênção do despertar!
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Irmão José




 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Senhas Cristãs


Estudo e trabalho.
Serviço orientado, rendimento maior.
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Vigilância e oração.
Sombra e luz podem surgir em qualquer circunstância.
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Boa vontade e discernimento.
O equilíbrio moral é filho do sentimento aliado à razão.
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Esperança e alegria.
Do Bem puro verte a perfeita felicidade.
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Entendimento e perdão.
A fraternidade compreende e socorre.
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Palavra e exemplo.
Não há virtude sem harmonia.
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Auxílio e silêncio.
A caridade foge ao ruído.
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Brandura e firmeza.
Há momento para o “sim” e há momento para o “não”.
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Humanidade e perseverança.
Sem obediência ao próprio dever, não há caminho para a ascensão.
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André Luiz
Chico Xavier




terça-feira, 28 de maio de 2013

Vivamos Calmamente



Viver sossegado não é apodrecer na preguiça.

Há pessoas, cujo corpo permanece em decúbito dorsal, agasalhadas, contra o frio da dificuldade,
por excelentes cobertores da facilidade econômica, mas torturadas mentalmente por indefiníveis aflições.

Viver calmamente, pois, não é dormir na estagnação.

A paz decorre da quitação de nossa consciência para com a vida, e o trabalho reside na base de semelhante equilíbrio.

Se desejamos saúde, é necessário lutar pela harmonia do corpo.

Se esperamos colheita farta, é indispensável plantar com esforço e defender a lavoura com perseverança e carinho.

Para garantir a fortaleza do nosso coração, contra o assédio do mal, é imprescindível saibamos viver dentro da serenidade do trabalho fiel aos compromissos assumidos com a ordem e com o Bem.

O progresso dos ímpios e o descanso dos delinquentes são paradas de introdução à porta do inferno criado por eles mesmos. 

Não queiras, assim, estar sossegado, sem esforço, sem luta, sem trabalho, sem problemas...

Todavia, consoante a advertência do apóstolo, vivamos calmamente, cumprindo com valor, boa-vontade e espírito de sacrifício, as obrigações edificantes que o mundo nos impõe cada dia, em favor de nós mesmos.
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Emmanuel
Chico Xavier







segunda-feira, 27 de maio de 2013

Intenção Boa



Mesmo quando faça o certo, se a tua intenção não for boa, estarás errando.

O móvel de tuas ações é que fornece notícias do teu interior.

A tua intenção oculta, aquela que não transparece em tuas atitudes, é a tua identidade verdadeira.

Pergunta a ti mesmo o que queres com esta ou aquela providência que estejas tomando em relação às pessoas.

Quem cede para auferir algum tipo de vantagem não age despojado de interesse.

O Bem em nossas vidas deve ser uma consequência natural de nossos gestos de solidariedade.

Existem aqueles que doam, pensando reaver depois.

Na decisão infeliz, se a intenção tiver sido boa, a repercussão do equívoco será praticamente nula.
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  Irmão José






domingo, 26 de maio de 2013

A Poesia Suave de Jesus

O Evangelho de Jesus é um poema à simplicidade. 
Não requer explicações metafísicas nem elasticidade filosófica para entendê-lo.

Olhai as aves do céu; não semeiam nem ceifam, mas nosso Pai celestial as alimenta. 
É a lição do desprendimento.

Aquele que põe a mão no arado e olha para trás não está apto ao reino de Deus. 
É a lição da perseverança.

Aquele que estiver sem pecado que atire a primeira pedra. 
É a lição da auto-análise.

Quando fordes convidados para um banquete senta no último lugar. 
 É a lição da humildade.

Aquele que quer ser o maior, que seja o que mais serve.

 É a lição da caridade.

Vinde a mim todos vós que estás aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei.
 É a lição do acolhimento.

Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração. 
É a lição da delicadeza.

Reconcilia-te com o teu inimigo enquanto estás a caminho com ele. 
 
Saiu o semeador a semear sua semente.
 
É a lição do trabalho.

Para entrar no reino do céu é necessário nascer de novo.
 
É a lição da volta.

O filho do homem veio para servir e não para ser servido. 
É a lição da nobreza.

Seja o vosso falar sim, sim e não, não. 
 
Tratai a todos como gostarias de ser tratado. 
É a lição da justiça.

Vai e não peques mais! 
É a lição da resistência.

Lázaro, levanta-te e anda! 
É a lição da fé.

Procure Jesus nas coisas simples; 

na lágrima, no afago, na alegria pura, no trabalho honesto, no gesto fraterno, no poema à vida, enfim, em tudo que eleva e ilumina. 
Por isso é tão dificil para a ciência e para a filosofia encontrá-Lo.
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Autor: Luiz Gonzaga Pinheiro


 



sábado, 25 de maio de 2013

Trunfo da Vitória


Nunca te apoies no pessimismo para deixar de lutar.

O que os outros conseguem através do trabalho, obterás também, se tiveres paciência e perseverança.

Não pretendas iniciar a vida por onde outros a estão concluindo.

O êxito depende de muitas tentativas que não deram certo.

O fracasso sempre ensina o modo como não se devem fazer as coisas.

Insiste no teu serviço com otimismo e avança com vagar na direção da tua vitória.

Cada dia vencido são vinte e quatro horas que ganhaste.
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Joanna de Ângelis





sexta-feira, 24 de maio de 2013

Tua Identidade


Incessantemente, busca a tua identidade real, isto é, descobre-te para o Bem de ti mesmo.

Constatarás que não és melhor nem pior do que os outros, mas, sim, o que te faças, isto contará.

Com esta conscientização, perceberás que não tens direito a privilégios nem sofres abandono da Divindade.

Tudo quanto te ocorra, transforma em lição proveitosa para o teu crescimento espiritual, pois que para tal estás na Terra.

Amealha todas as conquistas e converte-as em lições de sabedoria,com que te enriquecerás de bênçãos.
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Joanna de Ângelis






quinta-feira, 23 de maio de 2013

Lições Ocultas




Fruto podre.

Fora pomo disputado, mas estava podre agora.

Transeuntes, ao darem com ele, torciam o nariz.

Censurava-se, à meia voz, a quem havia deixado ali, na rua, semelhante imundície.

Fruto podre gera podridão — diziam homens prudentes.

Mulheres que passavam referiam-se a desleixo.

Crianças aproximavam-se e tocavam-no, de leve, para atirarem com ele, de novo, no chão, com desprezo evidente.

Nem os animais se sentiam tentados a inclui-lo na ração.

Mas veio o lavrador e tomou-o com bondade.

Cortou-lhe os envoltórios, dissecou-lhe os tecidos e apanhou-lhe as sementes, vivas e puras, internando-as no solo...

E, em pouco tempo, árvores vigorosas, nascidas do fruto menosprezado, erguiam-se da terra, carregadas de flores e frutos nutrientes...

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Nossos erros são também como frutos podres.

Vezes e vezes, quem passa olha para eles com ar de repugnância.

Quem os analisa, quase sempre amaldiçoa ou reprova.

Mas, se lhes buscarmos as lições ocultas, que existem quais as sementes nos frutos deteriorados, com elas construiremos caminhos outros no rumo da perfeição.

Todos somos lavradores da terra de nós mesmos.

E a cultura perfeita de nossas experiências e destinos pede também que plantemos e replantemos.
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(De “Bem-aventurados os simples”, de Waldo Vieira, pelo Espírito Valérium)