terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Questões do Cotidiano



"... E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal..." - Jesus. (Mateus, 6:13)


Se fomos injustamente desconsiderados por alguém não será mais razoável deixar esse alguém com a revisão do gesto irrefletido, ao invés de formularmos exigências nas quais viremos, talvez, unicamente a perder a própria tranqilidade?

Se fomos ofendidos por que não nos colocarmos, por suposição, no lugar daquele que nos fere, a fim de enumerar as nossas vantagens e observar, com silencioso respeito, os prejuízos que lhe dilapidam a existência?

Se incompreendidos não será mais aconselhável empregar o tempo trabalhado na execução dos deveres que esposamos, ao invés de fazer barulho para descerrar prematuramente a visão dos outros, às vezes com agravo de nossos problemas?

Se criticados, em razão de erros nos quais tenhamos incorrido, por que não nos resignarmos às próprias deficiências retomando o caminho reto, sem reações e provocações que somente dificultariam a nossa caminhada para a frente?

Se abatidos na provação ou na enfermidade, por que insurgir-nos contra as circunstâncias temporariamente menos felizes a que nos encadeamos, desprezando as oportunidades de elevação em nosso próprio favor?

Em quaisquer lances difíceis do cotidiano adotemos serenidade e tolerância, as duas forças básicas da paciência, porquanto se não prescindimos da fé raciocinada para não cairmos na cegueira do fanatismo, precisamos da paciência, meditação e autoanálise a fim de que não venhamos a tombar nos desvarios da inquietação.
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Emmanuel 
Chico Xavier






segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ação - Bondade



A cobrança da gratidão diminui o valor da dádiva.

O bem não tem preço, pois que, à semelhança do amor, igualmente não tem limite.

Quando se faz algo meritório em favor do próximo, aguardando recompensa, eis que se apaga a qualidade da ação, em favor do interesse pessoal grandemente pernicioso.

O Sol aquece e mantém o planeta sem qualquer exigência.

A chuva abençoa o solo e o preserva rico, em nome do Criador, sustentando os seres, e se repete em períodos ritmados, não pedindo nada.

O ar, que é a razão da vida, existe em tão harmonioso equilíbrio e discrição, que raramente as criaturas se dão conta da sua imprescindibilidade.

-o-

Faze o bem com alegria e, no ato de realiza-lo, fruirás a sua recompensa.

Ajuda a todos com naturalidade, como dever que te impões, a favor de ti mesmo, e te aureolarás de paz.

Se estabeleces qualquer condição para ajudar, desmereces a tua ação, empalidecendo-lhe o valor.

Une-te ao exército anônimo dos heróis e apóstolos da bondade. Ninguém te saberá o nome, no entanto, o pensamento dos beneficiados sintonizará com a tua generosidade, estabelecendo elos de ligação e segurança para a harmonia do mundo.

Os que se destacam na ação comunitária e são aplaudidos, homenageados, sabem que, sem as mãos desconhecidas que os ajudam, coisa alguma poderiam produzir.

Assim, os benfeitores verdadeiros são os da retaguarda e não os que brilham nos veículos da Comunicação.

Aproveita o teu dia e vai semeando auxílios, esparzindo bondade de que esteja rica a tua vida, e provarás o licor da alegria na taça da felicidade de servir.
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 Joanna de Ângelis


domingo, 27 de janeiro de 2013

Mortes Coletivas



AS CAUSAS DAS MORTES COLETIVAS

Através da reencarnação, Doutrina Espírita mostra que há lógica nas tragédias que chocam a todos nós.

Como conciliar a afirmativa de Jesus de que “a cada um será dado segundo as suas obras”, com as desencarnações coletivas provocadas pelo terremoto mais violento dos últimos quarenta anos, ocorrido no dia 26 de dezembro de 2004, que ao produzir ondas gigantescas (tsunamis), destruiu a região litorânea do Sul da Ásia, matando centenas de milhares de pessoas?

Como aplicar o ensinamento do Cristo às mortes coletivas que aconteceram num incêndio de grandes proporções em uma discoteca de Buenos Aires, no final de dezembro, e que provocou a morte de 175 pessoas; ou aos óbitos registrados no terremoto que atingiu a cidade de Bam, no Irã, no final de 2003, que matou milhares de pessoas de todas as idades e condições sociais; ou ainda, às verificadas no acidente de
avião no Egito, que provocou a morte de 148 pessoas que estavam a bordo, em 3 de janeiro de 2004? Enfim, como explicar todos esses e muitíssimos outros fatos dramáticos sob a ótica da Justiça Divina?

Para melhor entendermos a questão das expiações coletivas, esclarece o Espírito Clélia Duplantier, em Obras Póstumas, que é preciso ver o homem sob três aspectos: o indivíduo, o membro da família e, finalmente, o cidadão. Sob cada um desses aspectos ele pode ser criminoso ou virtuoso. Em razão disso, existem as faltas do indivíduo, as da família e as da nação. Cada uma dessas faltas, qualquer que seja o aspecto, pode ser reparada pela aplicação da mesma lei.

A reparação dos erros praticados por uma família ou por um certo número de pessoas é também solidária, isto é, os mesmos espíritos que erraram juntos reúnem-se para reparar suas faltas. A lei de ação e reação, nesse caso, que age sobre o indivíduo, é a mesma que age sobre a família, a nação, as raças, enfim, o conjunto de habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas.

Tal reparação se dá porque a alma, quando retorna ao Mundo Espiritual, conscientizada da responsabilidade própria, faz o levantamento dos seus débitos passados e, por isso mesmo, roga os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.

FAMILIA MORRE QUEIMADA

Vejamos agora como funciona a lei de ação e reação para redimir culpas passadas de diversos membros de uma família que, por vingança, incendiaram a casa de um vizinho pela madrugada, matando todos dentro da casa. Os espíritos que compunham a família criminosa, ao reencarnarem unidos novamente pelos laços consanguíneos, expiaram seus crimes num desastre, no qual o carro em que viajavam pegou fogo, morrendo todos queimados dentro do veículo.

Como se vê, cada membro da família reparou individualmente os crimes cometidos na encarnação anterior, dentro do resgate coletivo. De fato, a dor coletiva é o remédio que corrige as falhas mútuas. No entanto, cada um só é responsável pelas suas próprias faltas como determina a Justiça Divina, ou seja, como indivíduos ou como membros de uma coletividade, todos nós somos responsáveis pelos nossos atos perante as leis de Deus.

Segundo Emmanuel, nós “criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as consequências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança. É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais
experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida”.

Tais apontamentos foram feitos ao final do capítulo intitulado “Desencarnações Coletivas”, no livro Chico Xavier Pede Licença, quando o benfeitor espiritual responde porque Deus permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos de incêndios.

TERREMOTOS
 
Imaginemos guerreiros do passado que destruíram cidades, arrasaram lares, matando mulheres e crianças sob os escombros de suas casas, fazendo milhares de vítimas. É lógico que os espíritos desses guerreiros, ao reencarnarem na Terra em novos corpos, atraídos por uma força magnética pelos crimes praticados coletivamente, se reúnem em determinadas circunstâncias, e sofrem “na pele” por meio de um terremoto ou
outra catástrofe semelhante, o mesmo mal que fizeram às suas vítimas indefesas de ontem.

ACIDENTES DE AVIÃO
 
O espírito André Luiz, no capítulo 18 do Livro Ação e Reação, psicografado por Chico Xavier, esclarece que piratas que afundaram e saquearam criminosamente embarcações indefesas no dorso do mar, ceifando inúmeras vidas, agora encarnados em outros corpos, morrem coletivamente nos acidentes aviatórios.

TRAGÉDIA DO CIRCO
 
No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, em comovedora tragédia num circo, a justiça da lei, através da reencarnação, reaproximou os responsáveis em diversas posições da idade física para a dolorosa expiação, conforme relata o Espírito Humberto de Campos, pelo médium Chico Xavier, no livro Crônicas de Além Túmulo. Os que morreram no século XX no circo de Niterói foram os mesmos que, no ano de 177 de nossa era, queimaram cerca de mil crianças e mulheres cristãs numa arena de um circo na Gália, região da França, na época do Império Romano.

OUTRAS CAUSAS

Ainda na mensagem “Desencarnações Coletivas”, o benfeitor espiritual Emmanuel esclarece outros motivos para as mortes que se verificam coletivamente. 
Diz ele:
“Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.
Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.
Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e lágrimas.

Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação”.

CONCLUSÃO

Diz Allan Kardec, nos comentários da questão 738 de O Livro dos Espíritos, que “venha por um flagelo à morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo”.
E finalmente, segundo esclareceram os Espíritos Superiores a Allan Kardec, na resposta à questão 740 de O Livro dos Espíritos, “os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo”.
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Gerson Simões Monteiro
é Presidente da Fundação Cristã Espírita C. Paulo de Tarso
e-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br
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Leia no Livro dos Espíritos:
Flagelos Destruidores

Dicas de sites

Rádio Boa Nova
http://www.radioboanova.com.br/site/


TV CEI
www.tvcei.com/portal/
 
Programa Transição
http://programatransicao.tv.br/index.html 

Vídeos sobre Mediunidade
http://programatransicao.tv.br/browse-mediunidade-videos-1-date.html 

Mundo Além
http://www.mundoalem.com/  
 
Visão Espírita
http://www.visaoespirita.tv/ 


TV Fraternidade 
http://www.tvfraternidade.com.br/
 
 Rádio Fraternidade
http://www.radiofraternidade.com.br/fraternidade/ 


Rádio CEAC
http://www.radioceac.com.br/  

TV Mundo Maior
http://www.redemundomaior.com.br/
 
  Rádio Espírita
http://radioespirita.org.br/
 
Sites
 http://www.cefamiami.com/sitesespiritas/
 
Grupo Espírita Renascer 
http://www.ger.org.br/ 

 
Centro de Estudos dos Ensinamentos dos Espíritos do Universo de Deus 
www.ceeeu.com.br 


Caminhos de Luz
http://www.caminhosluz.com.br/

 

Espiritismo Agora
http://www.espiritismoagora.com.br/temas2.php# 

 

Podcast
http://www.institutochicoxavier.com/index.php?option=com_content&view=article&id=227%3Apodcast-no-01-reforma-intima-para-pessoas-comuns-caridade&catid=67&Itemid=126 

 
Reflexão Espírita
http://www.reflexaoespirita.org.br/player.html 

 Rede Visão
 http://www.redevisao.net/default.php
 

 
TV Alvorada Espírita


http://www.tvalvoradaespirita.com.br/


Limpando Ideias



Nossos pensamentos são constantes, aparecem como que por encanto no centro da nossa vida. O insucesso de todas as pesquisas nos revela que ele ainda é um segredo no segredo de Deus.

A formação das ideias vem com a mesma sutileza. Sua direção cabe a nós, que podemos examinar e orientar sua missão, ensejando também sua rejeição mesmo depois de estarem formadas, para que elas não tomem espaço nos corredores das palavras, quando não forem boas.

Os cientistas que estudam o aperfeiçoamento dos computadores podem ter uma pálida ideia sobre o cérebro humano, mas nunca uma noção definitiva, pois todas as máquinas do mundo são suas filhas.

A engenhosa capacidade da mente é muito maior que o cérebro, já que ele é filho dela. Os homens têm uma simples noção do corpo em que habitam temporariamente e estão muito longe de conhecer o corpo espiritual, veículo que usa o espírito. As diretrizes tomadas pela alma indicam seu comportamento e a faixa espiritual em que estagia. Podes conhecer um companheiro pelas suas ideias, pelas suas palavras, enfim, pela sua vida.

O homem espiritualizado, que conhece a si mesmo, trabalha dentro dos seus sentimentos e não se deixa escravizar por ideias inferiores, que nascem dos seus instintos negativos, nem pelos pensamentos que se mesclam aos seus, que intercruzam os espaços.

Pelo que sabe e pelo que está aprendendo, limpa sua mente das ideias malfeitoras, assim como apela para os agentes do bem comum, para que o ajudem no corte das arestas espirituais crescidas em épocas de invigilâncias.

O joio, por vezes, fica muito tempo com o trigo, no campo da mente. Os dois crescem juntos. No entanto, na hora da colheita, serão separados e o bom volta ao replantio, enquanto o ruim será lançado ao fogo e reduzido a cinzas, para que a natureza o use em novas transformações. Nada se perde no grande laboratório da vida. Quantas pessoas mudarão de conceitos ao lerem determinados livros de elevado teor evangélico e filosófico!

Como começar a cirurgia moral em nós mesmos?

Estamos aqui para responder essas possíveis perguntas, sem nos arvorarmos em mestres no assunto. Estamos, por misericórdia, na escola do Bem, mas o que ouvimos dos nossos benfeitores espirituais, passamos para os homens, com um único objetivo:
de que todos nós ponhamos em prática as regras espirituais trazidas por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não podes usar violência nas modificações que deves fazer no teu mundo interno. Entretanto, não deves ficar imobilizado, com medo das reformas mentais. Tudo no mundo muda e as mudanças são sempre progressivas. Se a tua conduta não estiver coadjuvada pelo amor, trabalha nela, faze as correções necessárias, como os cientistas fazem correções nas naves que lançam ao espaço.

Tudo, no mundo e na vida, precisa de correções para o reajuste dos padrões que assinalam o Bem em todas as suas ramificações. Em torno de nós existe uma atmosfera própria, que deve ser limpa dos miasmas inferiores. Ela é como que uma praia, onde o mar interno e o externo lançam os detritos que podem nos prejudicar. Limpemos a fonte geradora, que as praias brilharão. Se te esforçares para adquirir a perfeição, estarás a caminho da harmonia. 
Que Deus te abençoe.

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Lancellin





sábado, 26 de janeiro de 2013

Oposições


"Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem". - Jesus (Mateus, 5:44)

Imperioso modifiques a própria conceituação, em torno do adversário, a fim de que se te apague da mente, em definitivo, o fogo da aversão.

Isso porque o suposto ofensor pode ser alguém:

que age sob a compulsão de grave processo obsessivo;

que se encontra sob o guante da enfermidade e, por isso, inabilitado a comportar-se corretamente;

que experimenta deploráveis enganos e se acomoda na insensatez;

que não pode enxergar a vida no ângulo em que a observas.

E que nenhum de nós encontre motivos para lhe reprovar o desajuste, porquanto nós todos somos ainda suscetíveis de incorrer em falhas lamentáveis, como sejam:

cair sob a influência perturbadora de criaturas a quem dediquemos afeições sem o necessário equilíbrio;

iludir-nos a nosso próprio respeito quando não pratiquemos o regime salutar da autocrítica;

entrar em calamitoso desequilíbrio por efeito de capricho momentâneo;

assumir atitudes menos felizes, por deficiência de evolução, à frente de companheiros em posições mais elevadas que a nossa.

Em síntese, para sermos desculpados é preciso desculpar.

Reflitamos na absoluta impropriedade de qualquer ressentimento e recordemos a advertência de Jesus quando nos recomendou a oração pelos que nos perseguem.

O Mestre, na essência, não nos impelia tão-só a beneficiar os que nos firam, mas igualmente a proteger a sanidade mental do grupo em que fomos chamados a atuar e servir, imunizando os companheiros, relativamente ao contágio da mágoa, e frustrando a epidemia da queixa, sustentando a tranquilidade e a confiança dos outros, tanto no amparo a eles quanto a nós.
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Emmanuel
Chico Xavier





sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Medita e Ouve



Nas horas de alegria, quando nobres aspirações atingidas te ampliem os ideais, medita na Divina Providência que te ilumina a alma e deixa que a inspiração da Espiritualidade te auxilie a dividir a própria felicidade com aqueles que te rodeiam.

Nos dias de aflição quando problemas e provas te esfogueiam o espírito, medita na Bondade ilimitada do Criador e espera com paciência as soluções desejadas, trabalhando e servindo para que se faça o melhor.

Nos momentos de tentação, quando a sombra te envolva as construções espirituais, medita no Amparo do Senhor e acende a luz da resistência nos recessos do próprio ser para que te recoloques no rumo da vitória sobre ti mesmo.

Nos instantes de tristeza, quando dificuldades do sentimento te marquem a estrada, anunciando-te amargura ou desilusão, medita no Socorro Celestial e reconstituirás as próprias energias para que a fé te reajuste a serenidade.

Nas ocasiões de crises e lágrimas com que a sabedoria da vida te examina a segurança, medita no Apelo de Deus e criarás nova força para vencer os obstáculos do caminho em que segues, buscando a realização dos sonhos mais íntimos.

Quanto possível, de permeio com o trabalho a que a existência te induz, em teu próprio auxílio – com base na prece – medita e ouve a música que nasce nas fontes do Eterno Bem.

Ouçamos as melodias da paz e do amor que nos lembrem a harmonia do universo e qualquer tempo, nos campos da alma, se nos transformará no calor da compreensão e na alegria da bênção.
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Meimei
Chico Xavier





quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Não te Desfaças do teu Companheiro



Quem mora, anda ou trabalha contigo é peça importante em tua vida. 

Não deves esquecer a tua cooperação na manutenção do mútuo entendimento espiritual. Se desejas quebrar o vínculo com as pessoas, simplesmente por meras distrações do respeito delas para contigo, estás deixando de aplicar a lei do perdão, de que tanto Jesus nos falava, em relação àqueles que nos ofendem. 
Quantos irmãos se aproximam de nós bem intencionados e, por vezes, acabam nos criando problemas? Mas, no impulso do revide, aniquilamos ou tentamos aniquilar a nossa amizade para com eles.
 A ponderação passa desapercebida e vamos, cada vez mais, ficando distantes dos companheiros.

Quantas vezes durante o ano, durante uma semana, ou um mês, não recebes ofensas do cônjuge, filhos e outros parentes e, ao passar algum tempo, já te esqueceste de tudo, pela intervenção dos laços sanguíneos? Por que não fazes o mesmo com os outros que te cercam e te ajudam a viver nas lutas de cada dia?

A justiça nos manda perdoar sem distinção de classes. Ela é o amor na feição do equilíbrio emocional, que funciona como terapia nos distúrbios das irritações morais.

Jamais desfaças as amizades por simples contrariedades. Mesmo distantes um do outro, ora por todos que te ofendem e caluniam. Isso é regra cristã que não caiu em desuso, permanecendo límpida e vibrante, desafiando tempo e espaço, para ajudar os que dormem na ignorância das leis. Nunca deves invalidar os direitos dos outros. As tentativas do aprendizado são numerosas, a fixação do ensino é demorada. É como que um despertar da luz no coração e na consciência e não se faz de um dia para outro. Se ignoras essa demora, e o teu passado?

Quantos não te toleraram para que pudesses conquistar o que já granjeaste nas tuas andanças pelo mundo? Existe escala até para o Amor. Vê e compara o homem das cavernas e a vida de um santo: as manifestações de amor de um e de outro são diferentes, como diferentes são os estados evolutivos de cada posição espiritual.

O homem alimenta o amor próprio, achando que isso é um dever; nutre o amor de família, como sendo compromisso e, com isso, deixa surgir o egoísmo e o orgulho, que têm as falsas aparências de manutenção da tranquilidade e da honra. 


Já a vida de um místico é completamente diferente: o seu amor é universal, semelhante aos braços da luz solar, acolhendo a todos com o mesmo calor; imita a água, saciando a sede de quem a toma, sem distinção; copia a terra que aceita quem nela pisa, do animal ao anjo.

Estamos caminhando para esse comportamento do amor sem fronteiras, que se torna luz no coração de quem ama no verdadeiro sentido da palavra Amor. Não tentes quebrar teu relacionamento com as pessoas em virtude de simples distrações delas para contigo.

 Quantas vezes não fizeste o mesmo com os outros? 

Cada perdão que a tua conduta fizer figurar em tua vida é um raio de luz que acendes em favor da harmonia universal e essa claridade te servirá nos caminhos que haverás de percorrer. Aproveita as oportunidades de desfazer incompreensões, criando entendimento por onde passares, que a tua consciência marcará a tua vitória no reino que escolheste para viver.

Quem destrói amizades, está desligando fios divinos que conduzem vida para o seu próprio coração.
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Lancellin


Vício



O vício pode ser um “erro de cálculo” na procura de paz e serenidade, porque todos queremos ser felizes e ninguém, conscientemente, busca de propósito viver com desprazer, aflição e infelicidade.

Precisamos revisar nossas concepções sobre os vícios.

Não podemos entendê-los como uma problemática que abrange, exclusivamente, delinquentes e vadios.

Em verdade, viciados são todos aqueles que se enfraqueceram diante da vida e se refugiaram na dependência de pessoas ou substâncias.

Hábitos preferidos se formam através do tempo e se sedimentam com repetidas manobras mentais.

O que funcionou muito bem em situações importantes de nossa vida, mantendo nossa ansiedade controlada e sob domínio, provavelmente será reproduzido em outras ocasiões.

Por exemplo:se na fase infantil descobrimos que, “quando chorávamos, logo em seguida mamávamos”, essa atitude mental poderá ser perpetuada através de um hábito inconsciente que julgamos irresistível.

A estratégia psíquica passa a ser: “quando tenho um problema, preciso comer algo para resolvê-lo”.

O que a princípio foi uma descoberta compensadora e benéfica, mais tarde pode ser um mecanismo desnecessário, tornando-se um impulso neurótico e desagradável em nosso dia-a-dia.

Existem diversos casos de obesidade que surgiram no clima de lares onde a mãe era super exigente, perfeccionista e dominadora, forçando constantemente a criança a se alimentar, não levando em conta as suas necessidades naturais.

Pela insistência materna, ela desenvolve o hábito de comer exageradamente, prejudicando o desenvolvimento do senso interior, que lhe dá a medida de quando começar e de quando parar de comer.

A bulimia, cria para seus dependentes uma barreira que os separa da realidade e funciona como uma falsa proteção e segurança, pois eles constroem seu mundo de explicações falsas por não perceberem os fatos verdadeiros. 

Por outro lado, alguns podem argumentar sobre a ação dos distúrbios glandulares ou genéticos, mas, mesmo assim, a causa fundamental dos problemas se encontra no psiquismo humano que, em realidade, é quem comanda todo o cosmo orgânico.

Geralmente a obesidade nasce da falta de coragem para enfrentar novas experiências; é a compensação que a “criança carente”, existente no adulto, encontra para sentir-se protegida. 

Paralelamente, encontramos também na dependência da comida, um vício alicerçado no “medo de viver”.

O temor das provas e dos perigos naturais da vida, pode nos levar a uma suposta fuga.

No caso das drogas, os indivíduos com dependência química são criaturas de caráter oscilante, que não desenvolveram a autonomia; vivem envolvidos em uma aura energética de indecisão e imobilização, por consequência da própria reação emocional em desajuste.

Protelam as coisas para um dia que, talvez, nunca chegará.

Fixam-se ao consumo cada vez maior de narcóticos, enquanto desenvolvem atitudes emocionais que os levam à subjugação a pessoas e situações.

Os dependentes negam seu medo e se escondem à beira do caminho.

Não são inúteis deliberadamente,mas se utilizam, sem perceber, do desânimo que sentem, para fugirem à decisão de “arregaçar as mangas” e enfrentar a parte que lhes cabe realizar na vida.

Adiam sistematicamente seus compromissos, vivem de uma maneira no presente e dizem que vão viver de outra no futuro.

Os vícios ou hábitos destrutivos são, em síntese, métodos defensivos que as pessoas assumem, como uma forma inadequada de promover segurança e proteção.

Assim considerando e a fim de nos aprofundar no assunto, para saber lidar melhor com as chamadas viciações humanas, devemos perguntar a nós mesmos:

- Como organizamos nossa personalidade?
- Como eram as crenças dos adultos com os quais convivemos na infância?
- Que tipo de atos permitimos ou proibimos entrar nesse processo?
- Quais as linhas de conduta que nos foram fechadas, ou quais os modelos de vida que priorizamos em nossa organização mental?

Somente aí, avaliando demoradamente os antecedentes de nossa vida, é que estaremos promovendo uma auto-análise proveitosa, para identificarmos nossos padrões de pensamentos deficitários, diferenciando aqueles que nos são úteis, daqueles que não nos servem mais.

Dessa forma, libertamo-nos das compulsões desgastantes e dos hábitos infelizes.
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 Hammed 
  Francisco do Espírito Santo Neto