quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Amar a Nós Mesmos


Amar a nós mesmos não é consagrarmos a vida à exaltação absoluta do corpo de carne que o homem serve de veículo provisório na luta redentora da Terra.

Certo, tanto quanto devemos atenção e assistência a qualquer máquina útil, não podemos relaxar no cuidado que nos merece a vestimenta física, entretanto, não nos cabe centralizar todos os objetivos da existência naquilo que, no fundo, seria a preservação da animalidade.

Amarmo-nos, então, será atendermos ao justo imperativo de nossa habilitação espiritual para a vida eterna.

Nesse sentido, é indispensável aproveitarmos o concurso valioso e eficiente da dor e da luta, do trabalho e do sacrifício, na aquisição de nossas melhores experiências para os círculos mais altos.

A pedra que fugisse ao buril e o vaso que se desviasse do clima asfixiante do forno jamais seriam arrancados do primitivismo agreste aos espetáculos da beleza e da utilidade.

Claro, portanto, que se realmente amamos a nós mesmos, não podemos perder a nossa oportunidade de elevação, através das provas e dos sofrimentos que o estágio curto na Terra nos oferece.

*Renúncia é sublimação.
*Obstáculo é auxílio.
*Trabalho é posse de competência.
*Disciplina é sementeira de altos valores espontâneos.
*Obediência ao bem é construção do progresso comum.
*Escravidão aos deveres da reta consciência é acesso à Vida Superior.
*Silêncio é porta para a humildade.
*Serviço de hoje aos semelhantes é influência divina amanhã.
*Dificuldades bem superadas são bênçãos.

Se buscarmos, desse modo, amar a nós mesmos, saibamos desprezar o contentamento efêmero de algumas horas na carne escura e frágil, valorizando o nosso ensejo de aprender e crescer, com os entraves e sombras, com as dores e aflições do caminho terrestre, porque, purificando a nós mesmos, no sacrifício pelo Bem dos outros, mais cedo alcançaremos a áurea da imperecível felicidade. 
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Emmanuel 
Chico Xavier











quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Precipitação




A precipitação responde por muitos males que afligem o homem.

Um comportamento ansioso leva a estados de perturbação, geradores de sofrimentos perfeitamente evitáveis.

Sob o estigma da ansiedade as atitudes são incorretas, fomentando resultados inadequados à edificação interior.

O exercício da calma, por isso mesmo, faz-se imprescindível para uma jornada harmônica face às perplexidade que a vida moderna impõe.

A calma ensina a esperar pelos resultados de qualquer realização, que não podem ser antecipados.

O ritmo do tempo é inalterável, razão por que os acontecimentos sucedem naturalmente dentro de espaços que não podem ser modificados.

A instância da precipitação o homem ouve e vê mediante óptica deformada, que mais o perturba, desde que obnubilando-lhe o discernimento, precipita-o em despenhadeiros de infortúnios.

Há tempo de semear, sendo, portanto, compreensível que chegará o tempo de segar.

Inutilmente se pretenderá com êxito precipitar os fenômenos da vida, entre a germinação e a frutescência do grão.

No campo moral, o mecanismo é equivalente.

Cada fase tem um período próprio; cada ocorrência seu instante azado.

Reúne as tuas forças morais na disciplina do equilíbrio, não precipitando sucessos que devem seguir o seu curso normal.

Consciente de que somente te ocorrerá o que esteja na tua programação cármica, não sofras por antecipação, propiciando estados de ansiedade e amargura, que poderiam ser evitados.

Quando suceder que o sofrimento desabe sobre ti, enfrenta-o com nobreza, sabendo que o mesmo se te faz necessário, como forma de crescimento para a vida e de recuperação pessoal, na contabilidade dos valores espirituais.

Disse Jesus: “Somente caem as folhas das árvores pela vontade de Deus”, demonstrando que toda ocorrência está subordinada a leis que comandam todos os fenômenos do Cosmo.

Da mesma forma, sucedem no teu universo pessoal, acontecimentos a que fazes jus e de que necessitas.

Tem, portanto, paciência e não te precipites nunca.

Arrepender-te-às pela decisão arroubada, ansiosa, e nunca por aquela que nasce da reflexão e da calma.

Se parecer-te impossível suportar em paz os problemas que te angustiam, recorre à oração e deixa-te acalmar pela blandícia do intercâmbio entre ti, que rogas, e a Divindade que te responde, asserenando-te e poupando-te à precipitação.
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Autor: Joanna de Ângelis
 


 





segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Espera


Decisões apressadas em assuntos de importância?
Espera um tanto mais.
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Usar a chamada “franqueza” diante de alguém?
Espera um tanto mais.
*
Formular reclamações tão- só no próprio interesse?
Espera um tanto mais.
*
Reagir impetuosamente contra isso ou contra aquilo?
Espera um tanto mais.
*
Enquanto se espera , é provável que muitas ocorrências venham a surgir em auxílio de nosso próprio esclarecimento.
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Emmanuel
Chico Xavier 
 




 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Acostuma-te à verdade



Acostuma-te à verdade. 

O hábito da mentira branca também chamada inocente ou social, levar-te-á às graves, empurrando-te para o lodaçal da calúnia e da maledicência frequente. 

A fagulha produz incêndios semelhantes aos gerados pela labareda crepitante... 

Os grandes crimes se originam em pequenos delitos, não alcançados pela Justiça, que ensejam o agravamento do mal. 

Usa de severidade moral para contigo, não embarcando nas canoas das conveniências gerais. 

Cada pessoa responde por si mesma, e os seus atos ficam gravados na consciência individual.  

Sê tu mesmo, em constante progresso moral. 
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Joanna de Ângelis








sábado, 4 de janeiro de 2014

Resguarde-se


Resguarde-se:

dos tentáculos do desânimo, com a prece sincera;
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das arremetidas da sombra, com a vigilância efetiva;
*
dos ataques do medo, com a luz da meditação;
*
dos miasmas do tédio, com o serviço incessante;
*
das nuvens da ignorância,com a bênção do estudo;
*
das labaredas da revolta, com a fonte da confiança;
*
das armadilhas do fanatismo, com a fé raciocinada;
*
das águas mortas do estacionamento, com o trabalho constante e desinteressado no Bem.
*
Cada espírito traz em si as forças ofensivas do mal e os recursos defensivos do Bem, na marcha da evolução.
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A vitória do Bem, conquanto seja fatal, depende, pois do livre arbítrio de cada um.
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Assim sendo, para a sua felicidade, resguarde-se de toda contemporização com os enganos que nascem de você mesmo.
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André Luiz
Chico Xavier 









sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Corte Isso



A existência na Terra é comparável a um filme que você está protagonizando.

O diretor e o intérprete se conjugam em você mesmo, porque a objetiva da livre escolha jaz em suas mãos, tanto quanto as imagens da película são arquitetadas por seus próprios pensamentos.

Atenda aos seus encargos, tão bem quanto lhe seja possível.

Muitos episódios e trechos inconvenientes podem ser evitados para que se lhe destaque a excelência do trabalho:

lembranças amargas;
  ideias de vingança;
ressentimentos;
desilusões;
prejuízos e fracassos;
doenças e tristezas;
irritação e azedume;
condenação e queixa;
cólera e impaciência;
reclamações...

Quando qualquer desses lances vier a surgir em seu caminho ou em sua imaginação, corte isso.

Converta a sombra em luz, na vivência da esperança e do Bem. E arrede de você tudo o que lhe possa tisnar a tranquilidade, porque em futuro próximo ou menos próximo, o seu filme estará na tela da verdade e as suas escolhas vão passar.
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ANDRÉ LUIZ
Chico Xavier