quarta-feira, 20 de maio de 2015

Ambiente Pesado



Sabe aquela sensação de chegar num lugar e sentir que o clima “pesou”? 

Sim, aquele ambiente que costumamos rotular de “pesado”, onde a sensação é desagradável, o mal estar fica em nossa companhia e ao mesmo tempo, ao lado do desconforto físico, o relacionamento é tenso...

Pois, saiba o leitor que o fator determinante para tal estado de coisas são os pensamentos. 

Um ambiente habitado por pessoas invejosas, ciumentas, orgulhosas, cheias de melindres ou mesmo contrariadas modificam os “ares” e causam esses constrangimentos. 

Podem ocorrer em família, por força muitas vezes de palavras pronunciadas sem pensar e mesmo de pensamentos alimentados – sem articulação de palavras – de mágoas ou ressentimentos. 

Mas também ocorrem em locais públicos, onde um atendente, por exemplo, fica contrariado de prestar atendimento a determinado cliente; resultam também da má vontade ou da preguiça, da antipatia, da mentira, da traição, da “fofoca” e mesmo de presenças espirituais menos recomendáveis. 
Nesta última causa citada, há que se considerar o permanente intercâmbio entre os espíritos (seres humanos antes ou depois da vida no planeta) e as criaturas humanas, pois que aqueles também influenciam o ambiente onde estão, mas sempre em função da sintonia que lhes proporcionemos nesse sentido.

Alterar, pois, um ambiente onde chegamos ou estamos, depende em grande parte de nossos próprios pensamentos. 


Se chegamos num local onde as pessoas estão antipáticas ou contrariadas entre si, podemos sugerir no próprio comportamento amigo uma modificação mental, sem nos deixarmos intoxicar pelos pensamentos viciosos ali reinantes. 

Imagine-se então quando vários ou todos os componentes de um grupo resolvem por alterar a própria conduta mental, modificando a atmosfera em que se situam? 

O resultado é imediato. E isto vale para o ambiente familiar, no trabalho, em locais públicos e até numa nação inteira.

Deixo ao leitor a reflexão dos efeitos de tal posição em ambientes religiosos, hospitalares ou educativos. 

Os benefícios se estenderão para todos. Efeito contrário ocorre, no entanto, quando as pessoas são pessimistas, derrotistas ou simplesmente indiferentes.

Todo esse mecanismo prende-se aos fluidos. 
Eles, os fluidos, são de origem divina, e associados aos pensamentos humanos. 

Elementos neutros obedecem à vontade que os dirigem. Não são bons nem maus.
Apenas obedecem à força do pensamento que os impulsiona. 

Do Criador eles partem puros e agem construindo. 
Nas mentes viciosas “carregam” o ambiente tornando-o “pesado” como costumamos chamar. 
Quando direcionados pela mente humana para o bem e a harmonia, proporcionam a sensação agradável do bem estar.

Que estamos esperando para viver melhor? Basta pensar bem!
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Orson Peter Carrara








terça-feira, 19 de maio de 2015

Problemas Pessoais



A fé viva não é patrimônio transferível. 
É conquista pessoal.

A felicidade legítima não é mercadoria que se empresta. 
É realização íntima.

A graça do Céu não desce a esmo. 
Tem que ser merecida.

A melhor caridade não é a que se faz por substitutos.
 Cabe-nos executá-la por nós mesmos.

A fortaleza moral não é produto de rogos alheios.
 Provém do nosso esforço na resistência para o Bem.

A esperança fiel não se nos fixa no coração através de simples contágio.
 É fruto de compreensão mais alta.

O verdadeiro amor não nasce das sombras do desejo.
 É fonte cristalina e inexaurível do espírito eterno.

O conhecimento real não é construção de alguns dias. 
É obra do tempo.

O paraíso jamais será adquirido pela sagacidade da compra.
 É atingível pela nossa boa-vontade em fugir ao purgatório ou ao inferno da própria consciência.

A proteção da Esfera Superior é inegável para todos nós que ainda nos movimentamos na sombra.
 Ai de nós, todavia, se não procurarmos as bênçãos da luz!
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 André Luiz
Chico Xavier
 



 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Jamais só



Se alguém te deixa a sós abençoa este alguém.

Nem todos passarão pelos mesmos caminhos.

Às vezes, quem partiu sofre o que desconheces.

Não sabes em que provas estará quem mais amas.

Se a sombra te envolveu, outras luzes virão.

Nunca estarás a sós, confiando-te a Deus.
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Emmanuel
Chico Xavier







domingo, 17 de maio de 2015

Deveres das leis

Diante da consciência


A vontade do Criador, na essência, é, para nós, a atitude mais elevada que somos capazes de assumir, onde estivermos, em favor de todas as criaturas.

Quem vem a ser, porém, essa atitude mais elevada que estamos chamados a abraçar, diante dos outros?  Sem dúvida, é a execução do dever que as leis do Eterno Bem nos preceituam para a felicidade geral, conquanto o dever adquira especificações determinadas, na pauta das circunstâncias.
Vejamos alguns dos nomes que o definem, nos lugares e condições em que somos levados a cumpri-lo:

na conduta - sinceridade;
no sentimento - limpeza;
na ideia - elevação;
na atividade - serviço;
no repouso - dignidade;
na alegria - temperança;
na dor - paciência;
no lar - devotamento;
na rua - gentileza;
na profissão - diligência;
no estudo - aplicação;
no poder - liberalidade;
na afeição - equilíbrio;
na corrigenda - misericórdia;
na ofensa - perdão;
no direito - desprendimento;
na obrigação - resgate;
na posse - abnegação;
na carência - conformidade;
na tentação - resistência;
na conversa - proveito;
no ensino - demonstração;
no conselho - exemplo.

Em qualquer parte ou situação, não hesites quanto à atitude mais elevada a que nos achamos intimados pelos Propósitos Divinos, diante da consciência.
 
 Para encontrá-la, basta procures realizar o melhor de ti mesmo, a benefício dos outros, porquanto, onde e quando te esqueces de servir em auxílio ao próximo, aí surpreenderás a vontade de Deus que, sustentando o Bem de Todos, nos atende ao anseio de paz e felicidade, conforme a paz e a felicidade que ofereçamos a cada um.
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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Estude e viva





sábado, 16 de maio de 2015

PAZ DE ESPÍRITO










Temos hoje, em toda parte da Terra, um problema essencial a resolver, a aquisição da paz de espírito, em que se desenvolvem todas as raízes da solução aos demais problemas que sitiam a alma.

Que diretrizes, porém, adotar na obtenção de semelhante conquista?

Usar a força, impor condições, armar circunstâncias?

Não desconhecemos, no entanto, que a tensão apenas consegue impedir o fluxo das energias criadoras que dimanam das áreas ocultas do espírito, agravando conflitos e mascarando as realidades profundas de nossa vida íntima, habitualmente manifestas.

A paz de espírito, ao contrário, exclui a precipitação e a inquietude, para deter-se e consolidar-se na serenidade e no entendimento.

Para adquiri-la, por isso mesmo, urge entregar as nossas síndromes de ansiedade e de angústia à providência invisível que nos apoia.

As ciências psicológicas da atualidade nomeiam esse recurso como sendo "O poder criativo e atuante do inconsciente", mas, simplificando conceitos, a fim de adaptá-los ao clima de nossa fé, chamamos-lhe "o poder onisciente de Deus em nós".

Render-nos aos desígnios de Deus, e confiar a Deus as questões que nos surjam intrincadas no cotidiano, é a norma exata da tranquilidade suscetível de garantir-nos equilíbrio no mundo interno para o rendimento ideal da vida.

Colocar à conta de Deus a parte obscura de nossa caminhada evolutiva, mas sem desprezar a parte do dever que nos compete.

Trabalhar e esperar, realizando o melhor que pudermos.

Fé e serviço, calma sem ócio.

Pensemos nisso e alijemos o fardo dos agentes destrutivos de ódio, ressentimento, culpa, condenação, crítica ou amargura que costumamos arrastar no barro da hostilidade com que tratamos a vida, tanta vez arruinando tempo e saúde, oportunidade e interesses.

Fundamentemos a nossa paz de espírito numa conclusão clara e simples: Deus que nos tem sustentado, até agora, nos sustentará também de agora em diante.

Em suma, recordemos o texto evangélico que nos adverte sensatamente: "Se Deus é por nós, quem poderia ser contra!"
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Emmanuel
 Chico Xavier






sexta-feira, 15 de maio de 2015

Dentro da Luta



Não solicites o desaparecimento das pedras de teu caminho.
Insiste na recepção de pensamentos que te ajudem a aproveitá-las.
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Não exijas a expulsão do adversário.
Pede recursos para a elevação de ti mesmo, a fim de que lhe transformes os sentimentos.
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Não supliques a extinção das dificuldades.
Procura meios de superá-las, assimilando-lhes lições.
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Nada existe sem razão de ser.
A Sabedoria do Senhor não deixa margem à inutilidade.
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O sofrimento tem a sua função preciosa nos planos da alma, tanto quanto a tempestade tem o seu lugar importante na economia da natureza física.
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A árvore, desde o nascimento, cresce e produz, vencendo resistências.
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O corpo da criatura se desenvolve entre perigos de variada espécie.
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Aceitemos o nosso dia de serviço, onde e como determine a Vontade Sábia do Senhor.
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Apresentando os discípulos ao Pai Celestial, disse o Mestre:
 - "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal."
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A Terra tem a sua missão e a sua grandeza;
 libertemo-nos do mal que opera em nós próprios e receber-lhe-emos o amparo sublime, convertendo-nos junto dela em agentes vivos do Abençoado Reino de Deus.
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Emmanuel
Chico Xavier

 





quinta-feira, 14 de maio de 2015

Diante da Provações





Diante das provas e tribulações do dia-a-dia, se pausarmos, vez em vez, por alguns instantes, para a necessária reflexão...

E se no curso de nossas reflexões, ponderarmos nas bênçãos que temos recebido;


nas vantagens que usufruímos perante os companheiros em dificuldades maiores que as nossas na retaguarda;

na importância da indulgência;

nos resultados contraproducentes da irritação;

no caráter destrutivo de quaisquer manifestações de rebeldia ou azedume;

nas lições que nos será possível obter dos obstáculos dignamente suportados;

nos donativos da calma e bondade que os outros esperam de nós, a fim de garantirem a segurança que lhes é própria;

no significado das nossas atitudes de generosidade e entendimento;

nos lucros de ordem geral que nos será lícito auferir da tolerância;

e nos testemunhos de prudência e compreensão que todos podemos oferecer, colaborando com os Mensageiros do Cristo de Deus, na sustentação do Bem e da paz, do bom ânimo e da alegria de todos aqueles que nos cercam na experiência comum, decerto que saberíamos colocar a esperança e o trabalho, acima de todas as desilusões e de todos os insucessos, sem nos afastar da paciência hora alguma.
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Emmanuel
Chico Xavier