terça-feira, 30 de junho de 2015

UM MAL A MENOS



O discípulo, ingênuo e precipitado, interrogou emocionado o Mestre compassivo:

— Que poderei fazer para tornar o mundo melhor? Vejo a Humanidade infeliz, campeando em alucinação expressiva, com esgares de perversidade e sempre agressiva.

Em toda parte medram o ódio, a inveja, a perseguição gratuita. As pessoas digladiam-se encarniçadamente e somente encontro sombras onde esperava descobrir a luz... Que fazer?

O Mestre permaneceu em sereno silêncio, enquanto o aprendiz retornava à carga:

— Gostaria de extirpar o mal da Terra por definitivo, acabar com a miséria e o sofrimento, mas sinto-me sem recursos.

Que poderei fazer em favor dos infelizes e perversos?

Tomado de compaixão pelo desarvorado candidato à transformação do planeta, redarguiu o sábio:

— Mudar as condições da Terra e dos seus habitantes, neste momento, é tarefa impossível. No entanto, se te encontras realmente interessado em contribuir em favor da Humanidade para que seja feliz, adentra-te em ti mesmo, e faze-te gentil, melhor e iluminado, havendo, a partir deste momento, um perverso e ignorante a menos no mundo...

...E continuou meditando.
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 Eros 
Divaldo Pereira Franco
 


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Abençoar e Compreender



Ressentimento não se constitui tão-só do azedume que se nos introduz no espírito, quando a incompreensão nos torna intolerantes, à frente das grandes dificuldades de alguém.

Existem igualmente os pequeninos contratempos do cotidiano que, sem a precisa defesa da vigilância, acabam por transformar-nos o coração em vaso de fel, a expelir germes de obsessão e desequilíbrio, ambientando a enfermidade ou favorecendo a morte.

Analisemos essas diminutas irregularidades que nos será lícito classificar como sendo cargas de sombra íntima:

O descontentamento à mesa porque a refeição não apresente o prato ideal;

a impaciência ante a condução retardada;

a indisposição contra o clima;

a contrariedade em serviço;

o constrangimento para desculpar um amigo;

o mal-estar perante um desafeto;

o melindre desperto, em ouvindo opiniões que se nos mostrem desfavoráveis;

o desagrado nas compras;

o desgosto injustificável em família, unicamente pelo motivo desse ou daquele parente não pensar pela nossa cabeça;

os cuidados exagerados com obstáculos naturais na experiência comum;

a pressa e a agitação desnecessárias;

o descontrole ante uma visita-problema;

a exasperação diante de uma tarefa extra programa;

o desespero contra as provas inevitáveis que a vida nos oferece a cada um.

Tanto pesa na balança o quilo de chumbo em massa, quanto o quilo de paina depositado, de haste em haste.

Meditemos, em torno disso, e reconheceremos que o perdão incondicional deve também alcançar as mínimas circunstâncias que se nos façam adversas. Em síntese, para que a paz more conosco, assegurando-nos proveito e alegria, nos caminhos do tempo, é forçoso não apenas trabalhar e servir sempre, mas igualmente compreender e abençoar.

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Emmanuel
 Francisco Cândido Xavier



domingo, 28 de junho de 2015

Provação


Se a provação se te abateu sobre o espírito de tal modo que já não sabes, de pronto, como orientar o próprio caminho, não te entregues a qualquer atitude negativa.

Recorda que o desânimo é fator de mais amplo abatimento.
Suicídio se te faria calamidade.

Queixas não te adiantariam.

Acusações contra outrem te agravariam o quadro de inquietações.

A fuga te lançaria em descrédito.

O desespero te induziria ao desequilíbrio.
Confidências amargas te mergulhariam em problemas inúteis.
Mágoa te travaria ideias infelizes.

A única saída para superar qualquer provação será enfrentá-la com humildade e coragem, procurando-se esquecer o mal e seguir o bem, trabalhar e servir com ânimo e decisão, reconhecendo-se que a Divina Providência, amanhã, nos fará novo dia.
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Emmanuel
Chico Xavier





sábado, 27 de junho de 2015

Idade do Corpo Físico



Não dê importância à idade de seu corpo físico: seja sempre jovem e bem disposto espiritualmente.

A alma não tem idade.

A mente jamais envelhece.

Mesmo que o corpo assinale os sintomas da idade física, mantenha-se jovem e bem disposto, porque isto depende de sua mentalização positiva.

Faça que a juventude de seu espírito se irradie através de seu corpo, tenha ela a idade que tiver.
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Pastorino




sexta-feira, 26 de junho de 2015

Caos da emoção



Cólera – caos da emoção.

Aviso de calamidade iminente.

Ingrediente envenenado no alimento da vida.

Aniquila o entendimento.

Expulsa a simpatia.

Desarticula as forças edificantes.
 
Destrói a fraternidade.

Além disso, prova a total ausência de defesa, entremostrando o patente regresso aos estados primitivos da evolução.

 Onde surge é o dardo da violência.

Como surge é o problema da invigilância.

Quando surge é, frequentemente, o anúncio da enfermidade e a vizinhança da morte.
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Se a luta evoca essa fera da retaguarda na intimidade de sua alma, courace o pensamento na oração, procurando o equilíbrio.

Somente a harmonia pode instalar você na defensiva, para acertar mais e errar menos.

Peça amparo aos Espíritos Benfeitores contra os ataques desse monstro magnético.

Ele é como o fogo. Para alastrar-se e destruir por um incêndio, basta fagulha.

Serenidade – eis o verdadeiro caminho.
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VALÉRIUM
Waldo Vieira 





quinta-feira, 25 de junho de 2015

A Conquista da Serenidade





Um dia amanhece, glorioso, com a luz do sol atravessando as folhas. Silêncio que é quebrado pelo som dos passarinhos que acordam.

Murmúrio de regatos que cantam, perfume de relva molhada pelo orvalho da noite. Será isso serenidade?

A natureza oferece ao homem a oportunidade do silêncio externo, o exemplo da calma. Mas sozinha, ela, a natureza, será capaz de trazer a paz interna?

Muita gente diz assim: Vou sair da cidade, a fim de descansar. Quero esquecer barulho, poluição, trânsito.

Essa é uma paz artificial. Em geral, depois de alguns dias descansando, a pessoa volta para a cidade e aos ruídos da chamada civilização. E ainda exclama ao chegar: Que bom é voltar para o conforto da cidade.

E, nas semanas seguintes, enfrenta novamente os engarrafamentos de trânsito, o som constante das buzinas, a fuligem. A comida engolida às pressas e o estresse do cotidiano estão de volta.

Então vem a pergunta: Será que realmente a serenidade existe em nossa alma? Se ela estivesse mesmo em nós, não teríamos de deixar o local em que vivemos para encontrar a paz, não é mesmo?

A conquista da serenidade é gradativa. A natureza não dá saltos e as mudanças de hábitos arraigados ocorrem muito lentamente. Não se engane com isso.

Muita gente acredita que a simples decisão de modificar um padrão de comportamento é suficiente para que isso aconteça. Mas não é assim.

Um antigo provérbio chinês traduz muito bem essa dificuldade. Ele diz assim: “Um hábito inicia como uma teia de aranha e depois se torna um cabo de aço”. O mesmo acontece em nossa vida.

E a conquista da serenidade não escapa a essa lógica de criar novos hábitos, de reeducar-se. Sim, pois tornar-se pacificado é um exercício de autoeducação.

A pessoa educa-se constantemente. Treina a paciência, o silêncio da mente. É uma conquista diária, um processo que vai se instalando e se fortalecendo.

E por onde começar? O melhor é iniciar pelo dia a dia. Treinando com parentes, amigos, colegas de trabalho. Não se deixando perturbar pelas pequenas coisas do cotidiano.

Das pequenas coisas que irritam, a pessoa passa a adquirir mais força para superar problemas mais graves, situações mais complexas.

Aos poucos, suaviza-se o impacto que os outros exercem sobre nós. Acalma-se o coração, domina-se as emoções, tranquiliza-se a mente.

O resultado é o melhor possível. Com o passar do tempo, a verdadeira paz se instala. E mesmo em meio aos ruídos de todo dia, o homem pacificado não se deixa perturbar.

É como um oásis em meio ao caos da vida moderna. Um espelho de água em meio a tempestades. Esse homem, em qualquer lugar que esteja, traz a serenidade dentro de si.

Experimente começar essa jornada hoje mesmo. Vai torná-lo muito mais feliz.

A serenidade resulta de uma vida metódica, postulada nas ações dinâmicas do bem e na austera disciplina da vontade.

Mantenhamos a serenidade e a nossa paz se espalhará entre todos.
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Momento Espírita

 
 


 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Frugalidade

 
Alimenta-te para viver, sem a gulodice que leva o homem a viver para comer.
 
Morre-se mais de excesso ou alimentação irregular, do que pela falta de pão.

O exagero e desperdício de uns respondem pela falta e escassez na mesa de outros.

O alimento é bênção para a existência corporal, mas as complexas misturas e extravagantes apresentações constituem paixão injustificável ou vício pernicioso.

Usa o alimento com sabedoria e frugalidade para viveres por longos anos com saúde ideal.
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Joanna de Ângelis