terça-feira, 31 de maio de 2016

Dentro do Lar




Famílias-problemas!…

Irmãos que se antagonizam…

Cônjuges em lamentáveis litígios…

Animosidades entre filho e pai, farpas de ódios entre filha e mãe…

Afetos conjugais que se desmantelam em caudais de torvas acrimônias…

Sorrisos filiais que se transfiguram em rictos de idiossincrasias e vinditas…

Tempestades verbais em discussões extemporâneas…

Agressões infelizes de conseqüências fatais…

Tragédias nas paredes estreitas da família…

Enfermidades rigorosas sob látegos de impiedosa maldade…

Mãos encanecidas sob tormentos de filhos dominados por ódios inomináveis.

Pais enfermos açoitados por filhas obsidiadas, em conúbios satânicos de reações violentas em cadeia de ira…

Irmãos dependentes sofrendo agressões e recebendo amargos pães, fabricados com vinagre e fel de queixas e recriminações…

Famílias em guerras tiranizantes, famílias-problemas!…

*-*-*

É da Lei Divina que o infrator renasça ligado à infração que o caracteriza.

A justiça celeste estabeleceu que a sementeira tem caráter espontânea, mas a colheita tem impositivo de obrigatoriedade.

O esposo negligente de ontem hoje recebe no lar a antiga companheira nas vestes de filha ingrata e maldizente.

A nubente atormentada, que no passado desrespeitou o lar, acolhe nos braços, no presente, o esposo traído vestindo as roupas de filho insidioso e cruel.

O companheiro do pretérito culposo se reivincula pela consanguinidade à vítima, desesperada, reencontrando-a em casa como irmão impenitente e odioso.

O braço açoitador se imobiliza sob vergastadas da loucura encarcerada nos trajos da família.

Desconsideração doutrora, desrespeito da atualidade.

Insânia gerando sandice e criminalidade alimentando aversões.

Chacais produzindo chacais.

Lobos tombando em armadilhas para lobos.

Cobradores reencarnados junto às dívidas, na província do instituto da família, dentro do lar.

*-*-*

Acende a claridade do Evangelho no lar e ama a tua família-problema, exercitando humildade e resignação.

Preserva a paciência, elaborando o curso de amor nos exercícios diários do silêncio entre os panos da piedade para os que te compartem o ninho doméstico, revivendo os dias idos com execrandas carantonhas, sorvendo azedume e miasmas.

Não renasceste ali por circunstância anacrônica ou casual.

Não resides com uma família-problema por fator fortuito nem por engano dos Espíritos Egrégios.

Escolheste, antes do retorno ao veículo físico, àqueles que dividiriam contigo as aflições superlativas e os próprios desenganos.

Solicitaste a bênção da presença dos que te cercam em casa, para librares com segurança nos cimos para onde rumas.

Sem eles faltariam bases para os teus pés jornaleiros.

Sem a exigência deles, não serias digno de compartilhar a vilegiatura espiritual com os Amorosos Guias que te esperam.

São eles, os parentes severos nos trajos de verdugos inclementes, a lição de paciência que necessitas viver, aprendendo a amar os difíceis de amor para que te candidatares ao Amor que a todos ama.

A mensagem espírita, que agora rutila no teu espírito transformado em farol de vivo amor e sabedoria, é o remédio-consolo para tuas dores no lar, o antídoto e o tratado de armistício para o campo de batalha onde esgrimas com as armas da fé e da bondade, apaziguando, compreendendo, desculpando, confiando em horas e dias melhores para o futuro…

Apoia-te ao bastão da certeza reencarnacionista, aproveita o padecimento ultriz, ajuda os verdugos da tua harmonia, mas dá-lhes a luz do conhecimento espírita para que, também eles, os problemas em si mesmos, elucidem os próprios enigmas e dramas, rumando para experiências novas com o coração afervorado e o espírito tranquilo.
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Espírito: Joanna de Ângelis
Psicografia : Divaldo Pereira Franco
Livro: Dimensões da Verdade – Pág. 164




segunda-feira, 30 de maio de 2016

O Poder do Amor


Acredita no amor e vive-o plenamente.

Qualquer expressão de afetividade propicia renovação de entusiasmo, de qualidade de vida, de metas felizes em relação ao futuro.

O amor não é somente um meio, porém o fim essencial da vida.

Emanado pelo sentimento que se aprimora, o amor expressa-se, a princípio, asselvajado, instintivo, na área da sensação, e depura-se lentamente, agigantando-se no campo da emoção.

Quando fruído, estimula o organismo e oferece-lhe reações imunológicas, que proporcionam resistência às células para enfrentar os invasores perniciosos, que são com batidos pelos glóbulos brancos vigilantes.

A força do amor levanta as energias alquebradas, e torna-se essencial para a preservação da vida.

Quando diminui, cedendo lugar aos mecanismos de reação pelo ciúme, pelo ressentimento, pelo ódio, favorece a degeneração da energia vital, preservadora do equilíbrio fisiopsíquico, ensejando a instalação de enfermidades variadas, que trabalham pela consumpção dos equipamentos orgânicos...

Situação alguma, por mais constrangedora, ou desafio, por maior que se apresente, nas suas expressões agressivas, merecem que te niveles à violência, abandonando o recurso valioso do amor.

Competir com os não-amáveis é tornar-se pior do que eles, que lamentavelmente ainda não despertaram para a realidade superior da vida.

Amá-los é a alternativa única à tua disposição, que deves utilizar, de forma a não te impregnares das energias deletérias que eles exalam.

Envolvê-los em ondas de afetividade é ato de sabedoria e recurso terapêutico valioso, que lhes modificará a conduta, senão de imediato, com certeza oportunamente.

O amor solucionará todos os teus problemas. Não impedirá, porém, que os tenhas, que sejas agredido, que experimentes incompreensão, mas te facultará permanecer em paz contigo mesmo.

É possível que não lhe vejas a florescência, naquele a quem o ofertas, no entanto, a sociedade do amanhã vê-lo-á enfrutecer e beneficiar as criaturas que virão depois de ti. E isto, sim, é o que importa.

Quando tudo pareça conspirar contra os teus sentimentos de amor, e a desordem aumentar, o crime triunfar, a loucura aturdir as pessoas em volta, ainda aí não duvides do seu poder. Ama com mais vigor e tranqüilidade, porque esta é a tua missão na Terra - mar sempre.

Crucificado, sob superlativa humilhação, Jesus prosseguiu amando e em paz, iniciando uma Era Nova para a Humanidade, que agora lhe tributa razão e amor.

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Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis



domingo, 29 de maio de 2016

DIA A DIA

O Cristo é incisivo, quando nos adverte que, para segui-lo, a batalha é constante.
Dia a dia, o cristão deve ombrear a cruz do testemunho que é chamado a carregar.

Ele não nos promete uma vereda de flores...

Sem subterfúgios, falou-se das dificuldades, sobretudo no que tange à negação 
de nós mesmos.

De fato, não é fácil renunciar ao que nos satisfaz os sentidos e nos atende as
necessidades fictícias.

Não nos desalentemos, porém, diante das derrotas e fracassos que, no embate 
travado em nosso mundo interior, venhamos a sofrer.

Não nos fortaleceremos de uma hora para outra, mas, sim, a cada minuto de cada hora que nos devotarmos à aquisição de novos hábitos.

Evoluir é promover a reeducação do espírito.

Façamos, a cada manhã, o propósito de sermos melhores do que somos, mas não fiquemos apenas na palavra, como quem permanece na expectativa de servir sem tornar a iniciativa de procurar algo de útil a fazer.

Precisamos criar ensejo a que o Bem se manifeste em nossas vidas.

A vontade de quem não descruza os braços é semelhante a quem, precisando 
alcançar determinado objetivo, se recusa a movimentar as pernas e caminhar.

Seja, no entanto, qual for a nossa decisão, saibamos, de uma vez por todas, que
querem verdadeiramente não se dispuser a seguir o Cristo não sairá do lugar.
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(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)
 



sábado, 28 de maio de 2016

Eu sou Espírita



De repente, uma das médiuns da reunião de desobsessão começou a pedir socorro, exclamando: 

- Eu sou espírita! Bezerra de Menezes, venha me salvar! Eu sou espírita! Tirem-me daqui!

Acerquei-me dela e falei:

- Já escutamos seus apelos e vamos tirá-la daí.

Ela (pois que era uma mulher) estava presa no cemitério e não conseguia sair de lá. Vamos sair por cima; voando, disse-lhe. E suspendi um pouco a cabeça da médium, inclinando-a para trás, dando a impressao à comunicante que ela havia sido retirada do local onde estava por uma força que a sugava para cima.

- Saímos! Ponha os pés no chao para verificar que estamos seguros em terra!

A mulher fez como eu dissera e exclamou aliviada: 
 
- Até que enfim alguém ouviu os meus apelos.

- Como aconteceu isso? - indaguei. 
 
- Não sei! Eu pensei que por ser espírita teria direito a algo mais que as outras pessoas. Mas isso não aconteceu. O que André Luiz escreveu, que a gente vai para uma colônia onde tem escolas, parques, avenidas tudo fantasia, - respondeu.

- Mas André Luiz também escreveu que existem regiões de purgação, e que nem todos podem ser agraciados com a cidadania de "Nosso Lar" ou com a companhia imediata dos amigos e familiares. Tudo depende do merecimento de cada um.

- Ora, mas eu fui espírita! Assisti a inúmeras palestras, escutei muitas explanações evangélicas...

- Mas você as colocou em prática?

- Minha irmã, entrar no Espiritismo é fácil. Difícil é o Espiritismo entrar nas pessoas. Deus não está muito interessado em rótulos doutrinários, mas naquilo de bom que as pessoas fazem. Tomar conhecimento de alguns ensinamentos espíritas só aumenta a nossa responsabilidade frente à vida.

- Leu a obra de Kardec?

- Sim.

  -Não consta em seus escritos que o espírita deve caracterizar-se pelo esforço que faz para renovar-se a cada dia?

- Lembro bem disso. Estou envergonhada. Na verdade nunca fui às visitas feitas pelo centro, aos hansenianos. Nunca dei um único passe; pelo contrário, o recebia semanalmente, mesmo sem necessidade. Estudei pouco e reconheço que me acomodei frente às obrigações de cada dia. Quando despertei naquele cemitério, não tive forças para organizar o pensamento e orar. Apenas caí no desespero e gritei como uma criança assustada. Esqueci principalmente de um dos lemas do Espiritismo; o básico: "Fora da caridade não há salvação".

- Mas agora você tem os frutos de uma lição prática; creio que não a esquecerá.

- É verdade. Agradeço aos bons espíritos que me auxiliaram e espero poder recomeçar meus estudos espíritas desta vez com seriedade.

- Desejo-lhe bom ânimo.

- Obrigada. Até um dia.

O diálogo foi uma lição para todo o grupo. Ficou bastante claro que não basta o rótulo, o cargo, a posse...

Deus espalha o bem a cada dia. Muito natural portanto, que espere de seus filhos algo semelhante.

... É! Não fazer o bem já é um mal, comentou um dos médiuns preocupado com o que ouvira.
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(Do Livro Histórias Deste e do Outro Mundo - Luiz Gonzaga Pinheiro). 
 







 
 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Preparação familiar




 O problema familiar, por mais que nos despreocupemos dele, buscando fugir à responsabilidade direta, constituirá sempre uma das questões fundamentais da felicidade humana.

 É um erro tremendo supor que a morte apaga as recordações, à maneira da esponja que absorve o vinagre, na limpeza do vaso culinário. Certamente, os laços menos dignos terminam na sombra do sepulcro, quando suportados valorosamente, e encarados como sacrifício purificador, na existência material.  Noventa por cento, talvez, dos matrimônios, infelizes pela ausência de afinidade espiritual, extinguem-se com a morte, que liberta naturalmente as vítimas dos grilhões e dos algozes.
  O Evangelho de Jesus ensina entre os vivos que Deus não é Deus de mortos, (LC) e os que perderam a indumentária carnal, sentindo-se mais vivos que nunca, acrescentam que Deus não é Deus de condenados.

 Que os Otelos da Terra se previnam, em suas relações com as Desdêmonas virtuosas do mundo, porque, além do cadáver, não poderão apunhalar as esposas livres da carne; e as mulheres ciumentas, desgrenhadas dentro da noite, a gritarem blasfêmias injuriosas contra os maridos inocentes, preparem-se para longo tempo de separação na esfera invisível; onde, na melhor das hipóteses, receberão serviços reeducativos, em seu próprio favor.


  A morte seria um monstro terrível se consolidasse as algemas terrestres naqueles que toleraram heroicamente a tirania e o egoísmo de outrem. Além de seus muros de sombra, há castelos sublimes para os que amaram com alma e entesouraram, com o sentimento mais puro, o ideal e a esperança numa vida melhor; e há também precipícios escuros, por onde descem os revoltados, em desespero, por não poderem oprimir e martirizar, por mais tempo, os corações devotados e sensíveis, de que se rodeavam na Terra.


Feita a ressalva, alusiva aos princípios de afinidade que regem a sociedade espiritual, recordemos a missão educativa que o mundo confere ao coração dos pais, em nome de Deus.


  Constituiria ato casual da Natureza a reunião de duas criaturas, convertidas em pai e mãe de diversos seres? Mera eventualidade o erguimento de um berço enfeitado de flores?


  Diz a Medicina que o fato se resume a simples acontecimento biológico, o estatuto político relaciona mais um habitante a enriquecer o povoamento do solo e a Teologia sustenta que o Criador acaba de formar outra alma, destinada ao teatro da vida, enquanto a instituição doméstica celebra a ocorrência com desvairada alegria, muito bela sem dúvida, mas vizinha da irreflexão e da irresponsabilidade.

 É razoável que os pais sintam emoções verdadeiramente sublimes e acolham o rebento de seu amor com indefiníveis transportes de júbilo. Todavia, é necessário acrescentar que a galinha e a leoa fazem o mesmo. Certas aves do sul da Europa chegam a roubar pequeninas joias de damas ricas, a fim de adornarem o ninho venturoso pela chegada dos filhotinhos. Por esse motivo, no círculo da Humanidade é preciso instituir serviços eficientes contra o carinho inoportuno e esterilizante.


 Os filhos não são almas criadas no instante do nascimento, conforme as velhas afirmativas do sacerdócio organizado. São companheiros espirituais de lutas antigas, a quem pagamos débitos sagrados ou de quem recebemos alegrias puras, por créditos de outro tempo. O instituto da família é cadinho sublime de purificação e o esquecimento dessa verdade custa-nos alto preço na vida espiritual.


 É lamentável nosso estado dalma, quando voltamos à vida livre, de coração escravizado ao campo inferior do mundo, em virtude do olvido de nossas obrigações paternais. Em vão, tentaremos ensinar tardiamente as lições da realidade legítima; debalde nos abeiraremos dos corações amados, para recordar a eternidade da vida. Semelhantes impulsos se verificam fora da ocasião desejável, porque a fantasia já solidificou a sua obra e a ilusão modificou a paisagem natural do caminho. Não valem mais o pranto e a lamentação. É indispensável aguardar o tempo da misericórdia, já que menosprezamos o tempo do serviço!


 Precatem-se, pois, os pais e mães terrestres, para que não se percam, envenenando o coração dos filhos, a distância do dever e do trabalho. Aniquilem o egoísmo afetuoso que os cega, se não querem cavar o abismo futuro!…


 Enquanto escrevo, ouço um amigo, já arrebatado igualmente da vida humana, que me pede endereçar aos companheiros encarnados as seguintes ponderações:


— Bem-aventurados os pais pobres de dinheiro ou renome, que não tolhem a iniciativa própria dos filhos, nos caminhos da edificação terrestre! Através do trabalho áspero e duro, de decepções e dificuldades, ensinam aos rebentos de seu lar que são irmãos dos batalhadores anônimos do mundo, dos humildes, dos calejados, construindo-lhes a ventura em bases sólidas e formando-lhes o coração na fé e no trabalho, antes que venham a perverter o cérebro com vaidades e fantasias!

  Esses, sim, podem abandonar a Terra, tranquilamente, quando a morte lhes cerrar as pálpebras cansadas… Mas, infortunados serão todos os pais ricos de bagagens mundanas, que desfiguram a alma dos filhos, impondo-lhes mentirosa superioridade pelos artificialismos da instrução paga, carregando-lhes a mente de concepções prejudiciais, acerca do mundo e da vida, pelo exercício condenável de uma ternura falsa! Esses esperem pelas contas escabrosas, porque, de fato, tentaram enganar a Deus, distanciando-lhe os filhos da verdade e da luz divina… Depois da morte do corpo, sentirão a dor de se verem esquecidos no dia imediato ao dos funerais de seus despojos, acompanhando, em vão, como mendigos de amor, os filhos interessados na partilha dos bens, a revelarem atitudes cruéis de egoísmo e ambição!


Com estas palavras de um amigo, finalizo minhas despretensiosas considerações sobre as responsabilidades domésticas, mas duvido que existam pais e filhos na carne com bastante sensatez para nelas acreditarem.
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Irmão X
Chico Xavier
Obra: Luz no lar 








quinta-feira, 26 de maio de 2016

Realmente


A tempestade espanta. 
Entretanto, acentuar-nos-á a resistência se soubermos recebê-la.

A dor dilacera. 
Mas aperfeiçoar-nos-á o coração, se buscarmos aproveitá-la.
A incompreensão dói.
 Contudo, oferece-nos excelente oportunidade de compreender.
A luta perturba. 
Todavia, será portadora de incalculáveis benefícios, se lhe aceitarmos o concurso.
O desespero destrói. 
Diante dele, porém, encontramos ensejo de cultivar a serenidade.

O ódio enegrece. 
No entanto, descortina bendito horizonte à revelação do amor.

A aflição esmaga. 
Abre-nos, todavia, as portas da ação consoladora.

O choque assombra. 
Nele, contudo, encontraremos abençoada renovação.

A prova tortura.
 Sem ela, entretanto, é impossível a aprendizagem.
O obstáculo aborrece. 
Temos nele, porém, legítimo produtor de elevação e capacidade.
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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Agenda cristã 

 




quarta-feira, 25 de maio de 2016

Sinceridade e Vida


Procura ser sincero em tudo quanto faças.

Não te iludas.

Quem engana a si mesmo comete o pior dos equívocos.

O homem sem personalidade é um homem sem convicção.

Se não acreditares em ti, tudo que nascer de tuas mãos será mentira.

A coerência é a mensagem mais importante da fé.

Corrige-te em tuas pequeninas omissões no que se refere à Verdade.

Quem faz concessões indevidas deforma o caráter.

Não queiras viver acima de tuas possibilidades.

Nivela o teu discurso à tua vida, e tua vida será na prática o que pretendes na teoria. 
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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: Orai e vigiai 




terça-feira, 24 de maio de 2016

Não Defendas Teus Erros



Quem não sabe quando está errando?

 As leis naturais palpitam em nossa consciência como bênçãos de Deus para guiar a todos.

E os erros, de onde vêm? 

Eles nascem da facilidade. Esquecemo-nos de que todas as coisas fáceis são perigosas, senão mentirosas, no caminho da ascensão espiritual. O diamante não vive jogado aos punhados e pelos monturos de uma cidade, nem se tropeça em pepitas de ouro em ruas civilizadas. O dinheiro de um banco vive trancafiado em cofres fortes, com segredos que impedem sua abertura até aos donos, em determinadas horas.

Todos os valores são difíceis à aquisição. E os valores do Espírito, muito mais, pois eles estão guardados a sete chaves, no dizer da ciência secreta, e cada chave destranca sete portas, e cada porta que se abre nos mostra sete caminhos. E cada caminho dá acesso a sete cidades, onde reinam os sete dons de Deus.


E é mais ou menos assim o caminho da perfeição da alma. As sendas da evolução requerem muito esforço próprio, muito burilamento espiritual na vida do candidato, para que ele possa se tornar depois uma estrela a fazer parte do céu. Quem custodia seus próprios erros, ainda não pensou em cultivar as virtudes e está muito distante de sentir-se feliz. O patrocinador de faltas é carregador de quinquilharias, iludindo-se a si mesmo como se possuísse ouro valioso. E o abandonar de defeitos labora em falta grave, por ser consciente que o faz por vaidade e por força do orgulho.


Deus a ninguém deixou iludido. As leis foram feitas para todas as criaturas em todos os mundos que circulam no infinito. Todo camponês conhece as boas sementes e sabe qual o melhor tempo para semeá-las e como escolher as terras férteis. Cada um de nós é agricultor na grande vinha da mente. Sabemos cuidar dela desde o princípio da nossa razão. Responderemos pelos descuidos e por franquear o lançamento de sementes malignas na nossa casa mental.


Quem não defende erros está a caminho do certo e quem pensa na renovação da sua própria vida, tendo como instrumento o Evangelho, despertou para a libertação e está de posse da luz de Deus no coração.


Companheiros, estamos passando por variados processos de elevação espiritual. No entanto, cabe a nós não abrigar mentiras quando conhecemos a verdade, nem alimentar ilusões quando estamos assegurados pela fé e pela confiança. Esses caminhos que estamos pesquisando são tortuosos, cheios de espinho. Qualquer descuido, e somos agredidos pelas trevas que existem conosco há muito tempo. Acendamos a nossa luz para que ela brilhe pelos nossos esforços.


Como é lindo ver e sentir uma alma quebrando as amarras que a rodeiam, que a prendem há milênios! Se persistirmos nesse esforço sagrado, rasgaremos o véu que nos faz sofrer e mãos de luz irão estalar em aplausos, consagrando a nossa vitória e nos fazendo integrar no mutirão de luz que trabalha em favor da coletividade, por amor.


Meu irmão, se até hoje te faltou coragem para a reforma interior, busca o Cristo pelos meios de que dispões, que Ele te dará energias suficientes para o empreendimento que desejas começar o teu mundo interno. Não percas tempo. Começa agora, que as mãos de Deus estão a teu favor e Cristo será o teu Caminho. Inicia agora a tua operação moral.
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Lancellin
João Nunes Maia 
Obra: Cirurgia Moral 







domingo, 22 de maio de 2016

Programa Cristão


Aceitar a direção de Jesus.

Consagrar-se ao Evangelho Redentor.

Dominar a si mesmo.

Desenvolver os sentimentos superiores.

Aceitar as qualidades nobres.

Sublimar aspirações e desejos.

Combater as paixões desordenadas no campo íntimo.

Acrisolar as virtudes.

Intensificar a cultura, melhorando conhecimentos e aprimorando aptidões.

Iluminar o raciocínio.

Fortalecer a fé.

Dilatar a esperança.

Cultivar o bem.

Semear a verdade.

Renovar o próprio caminho, pavimentando-o com o trabalho digno.

Renunciar ao menor esforço.

Apagar os pretextos que costumam adiar os serviços nobres.

Estender o espírito de serviço, secretariando as próprias edificações.

Realizar a bondade, antes de ensiná-la aos outros.

Concretizar os ideias elevados que norteiam a crença.

Esquecer o perigo no socorro aos semelhantes.

Colar-se em esfera superior ao plano escuro da maledicência.

Ganhar tempo, aproveitado as horas em atividades sadias.

Enfrentar corajosamente os problemas difíceis na experiência humana.

Amparar os ignorantes e o maus.

Auxiliar os doentes e os fracos.

Acender a lâmpada da boa vontade onde haja sombras e incompreensão.

Encontrar nos obstáculos os necessários recursos à superação de si próprio.

Perseverar no bem até o fim da luta.

Situar a reforma de si mesmo, em Jesus Cristo, acima de todas as exigências da vida terrestre.
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Emmanuel 
Chico Xavier 
Obra: Taça de luz 




sexta-feira, 20 de maio de 2016

Na Intimidade do Mestre



... E porque o aprendiz perguntasse ao Mestre o motivo pelo qual fora chamado ao seu campo de ação, respondeu o Senhor, compassivamente:


– “Decerto, não foste convidado a criticar, porque, para isso, a Terra dispõe daqueles que transitam entre a malícia e o azedume...


Com certeza não foste trazido à Revelação para apedrejar o próximo infeliz, porquanto, para esse fim, a crueldade ainda campeia no mundo, usando corações cristalizados na indiferença...


Indiscutivelmente, não foste citado para fortalecer a ingratidão e a calúnia, de vez que para estendê-las a Humanidade ainda conta com milhares de criaturas entregues à leviandade e à maledicência...

Sem dúvida, não foste convocado para descobrir as cicatrizes e as chagas de nossos irmãos, porque, para esse mister, possuímos a legião daqueles que se imobilizam na procura do mal...

Chamei-te para abençoar onde outros amaldiçoam, para justificar onde muitos reprovam e condenam...


Busquei-te para auxiliar com a boa palavra onde o verbo envenenado espalha fogo e fel, convidei-te para o socorro aos ausentes, necessitados de entendimento e compreensão...

Trouxe-te à verdade para que as feridas de nossos semelhantes encontrem bálsamo e para que a doença deles receba em ti remédio salutar...

Concitei-te para que haja fraternidade onde a separação ainda persista, para que a paciência brilhe contigo onde brade a revolta e para que a esperança não se apague onde corre, desapiedado, o sopro frio do desânimo...

Ninguém te chamou para avivar entre os homens o incêndio da perversidade, do egoísmo, da violência e do ódio, mas sim para que a Bondade Infinita do Céu em ti encontre justo sustentáculo para exprimir-se no mundo com o esplendor que lhe é própria.

Se aspiras, portanto, a condição de escolhido para a Vitória com as Leis Divinas, abandona as exigências do espírito de domínio que, porventura, ainda vibrem por dentro de ti...

E, fiel aos compromissos que abraçaste no Evangelho Renovador, sentirás na intimidade do coração a felicidade suprema do amigo fraternal que acende em si próprio o fulgor da luz celeste...”

Foi então que o aprendiz penetrou o santuário de si mesmo e passou a meditar...
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Abrigo