quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

BUSCANDO A PAZ

Aquele que te agride pode ser um doente.
Não te queixes.
Espera, não dramatizes.
Ora.


O troco do silêncio é uma bênção de paz.
Recorda quantas vezes ferimos sem querer.


Se o golpe é dos mais graves, entrega o assunto a Deus.
Para sanar o mal, bastar-se-á viver.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: O essencial 
 




quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Perdão das Ofensas: Uma Atitude Inteligente



Cientistas ligados à área do comportamento humano ressaltam a necessidade de se observar algumas regras essenciais, se o intuito for a saúde integral e o bom relacionamento com os semelhantes. 

O que mais se valoriza no presente momento, quando se trata de avaliar a potencialidade psicossocial do ser, é determinar a capacidade individual de interagir com os circunstantes de uma forma equilibrada e amistosa. O chamado Quoeficiente de Inteligência, segundo às pesquisas modernas, não é mais considerado condição essencial, se o portador de elevado Q.I. demonstrar dificuldade em se ajustar ao trabalho de equipe e em conviver harmoniosamente com os demais. 

Estamos na era da valorização da Inteligência Espiritual, pois de acordo com os postulados espiritistas, a inteligência é o atributo da alma responsável pelos fenômenos psíquicos que se estruturam na zona consciencial do campo físico. E se do espírito partem as energias diretoras da vida é lógico que se entenda a inteligência como fator disciplinador do comportamento diante das reações emocionais. 

A propósito, faz-se oportuno um certo esclarecimento. A atual valorização do comportamento inteligente, na verdade, não passa de assunto milenar já discutido pelo Sublime Terapeuta, quando de sua visita ao nosso Planeta, como veremos mais adiante. 

A psiconeuroimunologia, moderna expressão do conhecimento científico, tem investigado, em campo experimental, as relações de causa e efeito entre a mente e o metabolismo hormonal. Chegou-se, desse modo, à conclusão de que posturas mentais de mágoa e ódio, se muito prolongados, afetam o sistema imunológico, reduzindo as defesas e precipitando enfermidades graves. 

Um dos exemplos mais flagrantes relaciona-se com o sentimento de mágoa cultivado por um tempo mais extenso, senão vejamos. 
Eventos corriqueiros do tipo: discussão acalorada, injustiça sentida, rotura sentimental ou perda significativa podem impregnar intensamente o perispírito de algumas pessoas com cargas energéticas desarmônicas absorvidas em consequência da manutenção do ressentimento.
 Tais estados de espírito influenciam o campo físico, chegando mesmo a impedir a liberação de fatores antitumorais, e o consequente bloqueio da própria capacidade reativa, predispondo o organismo ao desenvolvimento de neoplasias malignas. Quantos casos de câncer decorrem destes mecanismos sutis, sem que o paciente se aperceba do processo de auto-aniquilação a que se encontra submetido. 

Daí a sugestão de não se alimentar por longos períodos, situações emocionais desarmônicas, sob pena da criatura ser acometida por enfermidades de difícil solução. 
É preciso entender que indignação temporária seguida do esquecimento sincero é uma coisa, todavia, mágoa interminável é outra bem diferente. 

Hoje, entendemos a sugestão incisiva de Jesus, ao sugerir o perdão em todas as circunstâncias, tantas vezes quantas forem necessárias e de uma forma incondicional. O querido Médico de nossas almas sabia das terríveis consequências das mágoas prolongadas e não trabalhadas pela capacidade de perdão (inteligência espiritual). 

A vivência plena do perdão é uma atitude evangélica perfeitamente compatível com os conhecimentos da ciência atual, e o Evangelho do Cristo em seu aspecto renovador do comportamento humano é ciência pura despida de pieguismo ou conotações místicas.
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Vitor Ronaldo Costa



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Relacionamento Familiar



O maior problema no relacionamento familiar é que cada um acredita que a razão lhe pertence. A esposa reclama porque o marido acredita que é doutor em tudo. Está sempre certo. Não admite que ninguém lhe diga que está errado.

O marido, por sua vez, fala que a mulher é muito impertinente. Gosta de confusão. Faz tempestade em copo d'água. O filho reclama que os pais estão totalmente por fora do mundo e querem governar a sua vida.

Talvez falte um pouco de amor para iluminar o relacionamento afetivo e inspirar maneiras de conviver com menos egoísmo.

Conta o escritor Tom Anderson que certa vez ouviu alguém afirmar que o amor deve ser exercitado como um ato da vontade. Uma pessoa pode demonstrar amor através de gestos simples.
Impressionou-se com o que ouviu. Reconheceu-se egoísta e que havia se tornado insensível ao amor familiar.

Ficou imaginando que poderia melhorar o relacionamento afetivo se deixasse de criticar tanto a esposa e os filhos.

Se não ligasse a televisão somente no canal de seu interesse. Se deixasse de se concentrar na leitura do jornal e desse um pouco de atenção aos familiares.

Durante as férias de duas semanas, em que estavam juntos na praia, decidiu ser um marido e pai carinhoso.

No primeiro dia, beijou a esposa e falou como ela estava bem, vestindo aquele suéter amarelo.
Você reparou! - falou admirada.

Logo que chegaram à praia, Tom pensou em descansar. Mas a esposa o convidou para dar um passeio, junto ao mar. Ia recusar, mas lembrou da promessa que fizera a si mesmo, por isso foi com ela. No outro dia, a esposa o convidou para visitar um museu de conchas. Ele detestava museus, mas foi.

Numa das noites, não reclamou quando ela demorou demais para se arrumar e eles chegaram atrasados a um jantar. E assim se passaram doze dias. As férias estavam por terminar. Entretanto, Tom fizera a promessa de continuar com aquela disposição de expressar amor.

Foi então que ele surpreendeu a esposa muito triste. Perguntou-lhe o motivo, ela lhe indagou: você sabe de alguma coisa que eu não sei?
Por que pergunta? Disse o marido.
Bem, é que eu fiz aqueles exames rotineiros há algumas semanas. Segundo me disse o médico, estava tudo bem. Mas, por acaso ele disse alguma coisa diferente para você?
Não, afirmou Tom. Claro que não. Por que deveria?
É que você está sendo tão bom para mim que imaginei estar com uma doença grave, que iria morrer.
Não, querida, tornou a falar Tom, sorrindo, você não está morrendo. Eu é que estou começando a viver.

Ao admitir que não somos infalíveis, nos habilitamos a iniciativas maravilhosas que põem fim aos desentendimentos.

Existem expressões mágicas em favor da harmonia doméstica, como, por exemplo, dizer:
Cometi um erro.
Você tem razão.
Peço perdão.
Fui indelicado.
Prometo mudar.
Que tal começar hoje mesmo a tentar utilizar uma destas expressões a favor da paz no lar?
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Momento Espírita
 
 


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Leitura


Cuide bem do seu corpo, dando-lhe alimentação sadia e frugal.
Não abuse de carnes nem de bebidas alcoólicas.
Mas não esqueça também que a alma precisa de alimentação!
Procure ler bons livros.
Faça da leitura um hábito diário.
Não é só de pão que vive o homem: é também da Sabedoria.
E esta você a encontrará nos bons livros, companheiros deliciosos e cheios de ensinamentos úteis.
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Pastorino




domingo, 14 de fevereiro de 2016

Cuidado para não magoar


Tenha cuidado em não magoar ninguém com suas ações, nem com suas palavras.

Aprenda a dizer o "não" de tal forma, que não melindre.

Não seja ríspido nem demonstre intolerância.

Compreenda o ponto de vista dos outros, que têm tanto direito, quanto você, de ter sua opinião própria.

Use, em todos os seus atos e palavras, de benevolência e gentileza.

Domine sua irritabilidade!
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Pastorino



sábado, 13 de fevereiro de 2016

PRIVILÉGIO



Muitos companheiros perdem tempo e oportunidade de elevação espiritual declarando-se inabilitados para boas obras.

Fogem da oração, recusam preleções de natureza religiosa, evitam templos da fé ou afirmam-se demasiado imperfeitos para cogitar de assuntos e tarefas em ligação com o nome de Deus.

Entretanto, anotemos o contrassenso.

Nós, os espíritos encarnados e desencarnados, em evolução na Terra, não estamos procurando aprender a servir ao próximo porque tenhamos bastante maturidade para isso, mas justamente porque sem aprender a ciência da fraternidade, não alcançaremos a verdadeira condição humana por dentro da própria alma.

Não nos achamos na lavoura da beneficência porque já sejamos generosos, mas, unicamente para adquirir a prática da benemerência espontânea que ainda não possuímos.

Quem dissesse que nos situamos em serviço do Evangelho do Cristo por estarmos senhoreando a virtude, enganar-se-ia decerto, porque se lavrarmos nessa leira divina, é justamente para sulcar o próprio coração e cultivar em nós as sementes benditas do amor aos semelhantes.

Se alguém acreditar que retemos méritos para tratar com os ensinamentos do Senhor, não estaria admitindo a verdade porque os companheiros sinceros na construção do Bem não ignoram que as nossas atividades nesse particular entram em choque incessante com as nossas imperfeições e deficiências, para que estejamos incorporando, pouco a pouco, as qualidades cristãs à nossa própria vida.

Não estamos falando na grandeza e na misericórdia do Senhor porque já sejamos Bons e sim porque Deus é infinitamente Bom para conosco, permitindo-nos agir para conquistar finalmente a felicidade de sermos Bons e humildes na causa universal do Bem Eterno.

Expostas as nossas realidades autênticas, não digas que carregas imperfeições e defeitos, fraquezas e deficiências para deixar de servir, porque para melhorar-nos e educar-nos é que Deus nos concedeu o privilégio de trabalhar. 
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Emmanuel 
Chico Xavier    
Obra: Momentos de ouro 





sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Ter Paciência


É comum ouvir-se dizer que alguém perdeu a paciência.

Sendo a paciência uma virtude, parece estranha a ideia de que possa ser perdida.

Virtudes são conquistas do espírito, que as incorpora em seu modo de ser.

Não se trata de algo exterior, que o homem encontra e vê desaparecer sucessivas vezes.

Quem desenvolve uma virtude passa a ser melhor em determinado aspecto de sua vida imortal.

É possível perder-se apenas o que se possui, mas não o que se é.

Se uma característica nobre foi assimilada por alguém, ela não pode ser perdida.

A criatura genuinamente honesta jamais extravia a própria honestidade.

A pessoa bondosa não é privada repentinamente de sua bondade.

Assim, quando alguém afirma que perdeu a paciência é porque nunca chegou a ser verdadeiramente paciente.

Isso não significa que as virtudes surjam de um momento para o outro.

Elas devem ser paulatinamente elaboradas no íntimo do ser.

No longo processo de aquisição da nobreza interior, trava-se uma autêntica batalha entre os vícios e as virtudes.

É comum que certas quedas ocorram, pois se trata de um processo de transição.

Mas a verdade é que, enquanto a criatura titubeia entre atos nobres e mesquinhos, ela ainda está lutando contra si mesma.

Virtudes não são propriedade de um determinado espírito, pois compõem a sua própria essência.

Tanto é assim que habitualmente se fala que alguém é bondoso, e não que possui bondade.

Enquanto estamos com dificuldade para tolerar certas pessoas ou situações, ainda não somos pacientes.

No máximo, estamos lutando para incorporar essa virtude.

Afinal, é fácil conviver pacificamente com quem pensa igual a nós, ou suportar pequenos inconvenientes.

O teste para nossa fibra moral é suportar com serenidade grandes contrariedades ou provocações.

A verdadeira paciência é sempre exteriorização da alma que já realizou muito amor em si mesma.

Plena de amor, ela distribui os tesouros de seu afeto aos que a rodeiam, mediante a exemplificação.

A alma paciente já consegue considerar todas as criaturas como irmãs, em quaisquer circunstâncias.

Se necessário, ela esclarece a ignorância, mas sempre de modo fraterno.

Paciência é a tolerância esclarecida que revela a iluminação do ser que a manifesta.

Trata-se de uma conquista sublime, somente alcançada a custo de disciplina e esforço.

Para ser paciente é preciso domar os próprios impulsos inferiores.

Quem pretende ser tolerante deve cessar de ver problemas nos elementos externos, sejam pessoas ou circunstâncias.

Precisa compreender que todo o mal que atinge a criatura em evolução vem dela própria, de seu interior carente de renovação.

Quem percebe as suas sequelas morais, sem disfarces ou desculpas, naturalmente tende a olhar o próximo com tolerância.

Mas não basta apenas perceber os próprios problemas.

É necessário corrigi-los, com a adoção de novos padrões de comportamento.

A disciplina antecede a espontaneidade.

Transformar vícios em virtudes pressupõe disciplina e determinação.

Assim, para ser paciente é preciso esforço em tolerar as dificuldades e os defeitos alheios.

Mas também é indispensável trabalho concentrado para vencer os próprios vícios.

Pense nisso.
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Momento Espírita

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Quando as dificuldades atingem o apogeu, induzindo os companheiros mais valorosos a desertarem da luta pelo estabelecimento das boas obras, e prossegues sob o peso da responsabilidade que elas acarretam, na convicção de que não nos cabe descrer da vitória final...

Quando os problemas se multiplicam na estrada, pela invigilância dos próprios amigos, e te manténs, sem revolta, nas realizações edificantes a que te consagras...

Quando a injúria te espanca o nome, procurando desmantelar-te o trabalho, e continuas fiel às obrigações que abraçaste, sem atrasar o serviço com justificações ociosas...

Quando tentações e perturbações te ameaçam as horas, tumultuando-te os passos, e caminhas à frente, sem reclamações e sem queixas...

Quando te é lícito largar aos ombros de outrem a carga de atribuições sacrificiais que te assinala a existência, e não te afastas do serviço a fazer, entendendo que nenhum esforço é demais em favor do próximo...

Quando podes censurar e não censuras, exigir e não exiges...

Então, terás levantado a fortaleza da paciência no reino da própria alma.

Nem sempre passividade significa resignação construtiva.

Raramente pode alguém demonstrar conformidade, quando se encontre sob os constrangimentos da provação.

Paciência, em verdade, é perseverar na edificação do bem, a despeito das arremetidas do mal, e prosseguir corajosamente cooperando com ela e junto dela, quando nos seja mais fácil desistir.

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