quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O problema da liberdade




Em verdade, o direito vem libertando os cidadãos da escura nódoa do cativeiro, no vasto círculo dos povos...

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Decretos e proclamações glorificam a liberdade...

Entretanto, o Homem, privilegiado herdeiro da inteligência, no mundo, ainda continua escravo adentro de si mesmo...

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Pesados grilhões acorrentam-no à inferioridade e à sombra, convertendo-o em fantasma de dor e treva, quando poderia erguer-se à condição de semeador de alegria e de luz...

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Mais que o rebenque dilacerante dos antigos capatazes de fazenda, a ira enrijece-lhe o coração, a avareza enregela-lhe o íntimo, a crueldade aguilhoa-lhe o sentimento, a incompreensão vergasta-lhe a alma e a ignorância espanca-o infatigável, ferindo-lhe a mente e a carne com os azorragues de seu nefasto domínio...

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Não valem ordenações terrestres de liberdade para os instintos desabridos e será sempre perigoso ditar direitos humanos para seres racionais que se bestializam...

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Só a educação pode produzir o milagre da regeneração comum, porque, sem o Homem Renovado para o Infinito Bem, o mal se aproveitará de nossa desorientada independência para ampliar a infinita penúria...

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Não hesitaremos.

A única propriedade inalienável da criatura é a sua própria alma à frente do Criador e Pai.

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Somos aquilo que criamos em nós próprios.

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Temos o que detemos, assim como recolhemos o que semeamos.

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Liberemos nossas forças para a estruturação de novos destinos sob a Inspiração de Jesus.

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Enquanto o amor e a humildade não estabelecerem o seu império sobre nós, seremos invariavelmente vítimas potenciais do ódio e do orgulho, ameaçando a nossa própria felicidade pela auto-escravização no sofrimento.

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Não nos esqueçamos de que os grandes missionários emancipam as nações, mas somente nós mesmos poderemos redimir nossa alma cativa na Terra para o voo sublime à gloriosa e definitiva libertação.
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Emmanuel
Chic Xavier





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