terça-feira, 8 de agosto de 2017

PACIÊNCIA



Podemos dizer que a paciência é a virtude sobre a qual se alicerçam as demais.

Para nos convencermos do valor da paciência, bastar-nos-á refletir sobre os efeitos da impaciência.

A paciência é a força que, por si só, remove muitos obstáculos no caminho.

Quem se controla emocionalmente evita problemas que, às vezes causados num minuto de cólera, exigem anos para serem solucionados.

O espírito paciente, acima de tudo, é um sábio, porque conhece o poder transformador que somente o Tempo possui sobre todas as coisas e todos os seres.

A paciência é antídoto contra o desequilíbrio.

Tudo é obra silenciosa e paciente do Tempo. Quantos séculos a imensa floresta levou para se formar?! Quantos milênios as Leis da Vida gastaram para elaborar o corpo humano?!...

Não nos atrasemos na marcha que empreendemos à procura da felicidade, mas também não nos apressemos em excesso.

Saibamos dimensionar os próprios passos, para que não tropecemos nas pedras de nossas limitações.

Há dois mil anos Jesus espera que o homem aceite o Evangelho no coração, mas nem no momento da cruz esteve Ele de braços cruzados!

Não nos esqueçamos de que ao poder transformador do Tempo apenas se iguala o poder transformador do Trabalho.
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Irmão José/Carlos A. Baccelli
Do livro LIÇÕES DA VIDA, Ed. Didier
 






MENSAGEM DO ESE:
A indulgência (II)

Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações e o Senhor usará de indulgência para convosco, como de indulgência houverdes usado para com os outros.
Sustentai os fortes: animai-os à perseverança. Fortalecei os fracos, mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento; mostrai a todos o anjo da penitência estendendo suas brancas asas sobre as faltas dos humanos e velando-as assim aos olhares daquele que não pode tolerar o que é impuro. Compreendei todos a misericórdia infinita de vosso Pai e não esqueçais nunca de lhe dizer, pelos pensamentos, mas, sobretudo, pelos atos: “Perdoai as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos hão ofendido.” Compreendei bem o valor destas sublimes palavras, nas quais não somente a letra é admirável, mas principalmente o ensino que ela veste.
Que é o que pedis ao Senhor, quando implorais para vós o seu perdão? Será unicamente o olvido das vossas ofensas? Olvido que vos deixaria no nada, porquanto, se Deus se limitasse a esquecer as vossas faltas, Ele não puniria, é exato, mas tampouco recompensaria. A recompensa não pode constituir prêmio do bem que não foi feito, nem, ainda menos, do mal que se haja praticado, embora esse mal fosse esquecido. Pedindo-lhe que perdoe os vossos desvios, o que lhe pedis é o favor de suas graças, para não reincidirdes neles, é a força de que necessitais para enveredar por outras sendas, as da submissão e do amor, nas quais podereis juntar ao arrependimento a reparação.
Quando perdoardes aos vossos irmãos, não vos contenteis com o estender o véu do esquecimento sobre suas faltas, porquanto, as mais das vezes, muito transparente é esse véu para os olhares vossos. Levai-lhes simultaneamente, com o perdão, o amor; fazei por eles o que pediríeis fizesse o vosso Pai celestial por vós. Substitui a cólera que conspurca, pelo amor que purifica. Pregai, exemplificando, essa caridade ativa, infatigável, que Jesus vos ensinou; pregai-a, como ele o fez durante todo o tempo em que esteve na Terra, visível aos olhos corporais e como ainda a prega incessantemente, desde que se tornou visível tão-somente aos olhos do Espírito. Segui esse modelo divino; caminhai em suas pegadas; elas vos conduzirão ao refúgio onde encontrareis o repouso após a luta. Como ele, carregai todos vós as vossas cruzes e subi penosamente, mas com coragem, o vosso calvário, em cujo cimo está a glorificação. — João, bispo de Bordéus. (1862.)
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 17.)



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