sexta-feira, 7 de abril de 2017

Lembra-te Deles




Lembra-te deles, os chamados mortos que embora invisíveis, não se fizeram ausentes...
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Compadece-te daqueles que passaram no mundo sem realizar os sonhos de bondade que lhes vibraram no seio e volve o coração reconhecido para quantos te abençoaram a existência com alguma nota de amor.
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Eles avançam para a vanguarda... 
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Muitas vezes, quando menos felizes, esmolam-te o reconforto de uma oração e, vezes outras, mergulham as dores que os afligem na taça de teu pranto, sequiosos de paz e libertação...
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Outros muitos, porém, quais aves triunfantes nas rotas da Eternidade, buscam-te o coração por ninho de afeto que o tempo não destruiu, envolvendo-te o ser no calor de branda carícia para que o desânimo não te entorpeça a faculdade de caminhar...
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Lembra-te deles e guarda-lhes a lição.
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Ontem, apertavam-te nos braços, partilhando-te a experiência.
Hoje, transferidos de plano, colhem os frutos das espécies que semearam.
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Aguça a audição mental e ouvirás o coro de vozes em que se pronunciam. Todos rogam-te esperança e coragem, alargando-te os horizontes. E todos se lembram igualmente de ti, desejando aproveites a riqueza das horas na construção do bem para a doce morada de tua porvindoura alegria, porque, amanhã, estaremos todos novamente reunidos no Lar da União Sublime, sem lágrimas e sem morte.

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Scheila
Chico Xavier
Obra: Irmãos unidos 







quarta-feira, 5 de abril de 2017

Nos caminhos da fé


  Não te julgues melhor

Que os teus irmãos de estrada.
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  Cada qual tem a fé,

Segundo pode crer.
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  Esse vê Deus no Sol,

Outro, na pedra simples.

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  E o Criador nos ama

Sem qualquer distinção. 

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  A escada para os Céus

Tem degraus que não vemos.
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  O Eterno Amor de Deus

É maior do que pensas.
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.Emmanuel 
Chico Xavier 
Obra: Tocando o barco 






terça-feira, 4 de abril de 2017

Compreensão e Vida


Pesquisemos os próprios sentimentos e verificaremos quão difícil se nos faz a renovação íntima.

Quantas vezes, no mundo, teremos sentido a inconveniência de certos hábitos com manifesta incapacidade para desvencilhar-nos deles?

Em quantas ocasiões, sabíamos previamente quanto nos doeriam as consequências de determinada ação infeliz e a ela nos atiramos para nosso próprio sofrimento?

Referimo-nos ao assunto para destacar o impositivo da tolerância.

Ante os irmãos que te pareçam afastados do caminho que a vida lhes marcou, não lhes condenes a trajetória.

Ao invés disso, auxilia-os, através da providência que lhes consiga aliviar a carga das obrigações assumidas e com a boa palavra que lhes desanuvie o espírito atribulado.

Esse erra sob a pressão das necessidades de ordem material; aquele cedeu à tentações que se lhe figuravam irremovíveis; outro penetrou nos labirintos da culpa, acreditando-se sob graves constrangimentos no campo doméstico; e ainda outro conhecia a extensão do problema em que se emaranhava, entretanto, de momento, não encontrou forças, em si próprio, a fim de livrar-se dele.

Ampara-os, quanto possas.

Não será com aspereza que lhes resseguraremos a tranquilidade, tanto quanto não será espancando uma ferida que lhe conseguiremos a cura.

O remédio destinado à recuperação do corpo é o símbolo do amor com que nos será possível reajustar a harmonia da alma doente.

O medicamento age, dose a dose.

O amor opera, gesto a gesto.

Diante dos companheiros de experiência na Terra, estende-lhes a beneficência da compreensão que lhes reerga o entendimento na estrada que lhes cabe trilhar.

Se não conseguimos, de imediato, fazer de nós aquilo que mais desejamos e se, muitas vezes, no Plano Físico, escapamos das piores situações, a preço de lágrimas, não será justo exigir dos outros uma condição diferente da nossa.

À frente do irmão, considerado em desvalimento, em vista desse ou daquele erro por ele cometido, compadece-te e auxilia-o para que se retome no equilíbrio próprio, por quanto, habitualmente, onde o próximo terá surpreendido a pedra de alguma dificuldade poderá, talvez, transformar-se no grande obstáculo que nos fará cair amanhã.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Atenção 



sábado, 1 de abril de 2017

LIVRE-ARBÍTRIO



"Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me."
- Marcos, cap. 8 v. 34


Nesta passagem, Jesus enfatiza a importância do livre-arbítrio com que somos todos aquinhoados.
A faculdade de escolha entre o bem e o mal nos pertence, como igualmente nos pertence a inteira
responsabilidade da opção efetuada.

O Mestre, hora alguma, nos engana com falsas promessas. Em mais de uma oportunidade, enfatiza
que tomar a iniciativa de acompanhá-lo não é fácil.

O crente que, de livre e espontânea vontade, desejar segui-lo, está avisado dos procedimentos
básicos para tal: negar a si mesmo e tomar a sua cruz!

Negar a si mesmo significa renunciar ao personalismo; tomar a sua cruz subentende arcar com as
inevitáveis consequências da ousadia...

Ele não nos traça nenhuma outra condição, nem efetua qualquer espécie de exigência.

O problema de seguir o Cristo diz respeito unicamente a nós, nos embaraços que possamos ocasionar
a nós mesmos, com o nosso exagerado apego às facilidades que nos habituamos a usufruir.

Quem se propõe ir com Ele não tem, pois, o direito de se queixar do caminho acidentado que
decide percorrer...
E mais: nenhum homem ignora para onde se dirige o Cristo, na escalada do monte dos mais ásperos
testemunhos !

- "Se alguém quer" - advertiu-nos -, o caminho é por aqui...
- "... e siga-me." Quer dizer: não faça perguntas e nem espere explicações !

Portanto, não se compreende o cristão que, por exemplo, se mostra desapontado ou, inclusive,
tendente a perder a fé, porque, na decisão que tomou de seguir o Cristo, em vez de aplausos,
esteja recebendo pedradas.
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 (Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)