domingo, 4 de junho de 2017

JAMAIS ESMOREÇAMOS



A dor é nossa companheira - lanterna acesa em escura noite - guiando-nos, de retorno, à Casa do Pai Celestial. 

E, além da dor, só o trabalho no dever bem cumprido, na caridade e no estudo, é bastante forte para auxiliar-nos a subir. 

Trabalhemos e reajustar-nos-emos. 

Observemos a grandeza das bênção que nos cercam e esforcemo-nos por merecer a chave dos conhecimentos sublimes. 

O corpo de carne é uma sombra de que nos valemos para encontrar a verdadeira luz.
A bondade que se desdobra na cooperação fraternal e ajuda sempre é o clima abençoado em que nossas imperfeições se desfazem. 

A romagem na Terra é simples estação de luta curativa para nossa alma.
Tudo prossegue e tudo se aprimora. 

Quem se desvela no serviço do bem, quem se faz grande buscando ser pequenino entre os homens, descobre novos roteiros de ascensão. 

Jamais esmoreçamos. 

Trabalhemos com renovado fervor. 

A morte não é o fim, mas apenas breve intervalo. 
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 (Obra: Cartas do Coração - Chico Xavier/Raymundinho) 



sábado, 3 de junho de 2017

FAMÍLIA



Há, pois, duas espécies de família: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente, já na existência atual. 
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO Allan Kardec – Cap. XIV, Item 8

De todas as associações existentes na Terra – excetuando naturalmente a Humanidade – nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa: a constituição da família. 
De semelhante agremiação, na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização. 
Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual. 
Por intermédio da paternidade e da maternidade, o homem e a mulher adquirem mais amplos créditos da Vida Superior. 
Daí, as fontes de alegria que se lhes rebentam do ser com as tarefas da procriação.
 Os filhos são liames de amor conscientizado que lhes granjeiam proteção mais extensa do Mundo Maior, de vez que todos nós integramos grupos afins. 
Na arena terrestre, é justo que determinada criatura se faça assistida por outras que lhe respiram a mesma faixa de interesse afetivo.
 De modo idêntico, é natural que as inteligências domiciliadas nas Esferas Superiores se consagrem a resguardar e guiar aqueles companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento.
 A parentela no Planeta faz-­se filtro da família espiritual sediada além da existência física, mantendo os laços preexistentes entre aqueles que lhe comungam o clima. 
Arraigada nas vidas passadas de todos aqueles que a compõem, a família terrestre é formada, assim, de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos.
 Para os ajustes e reajustes indispensáveis, ante as leis do destino. 
Apesar disso, importa reconhecer que o clã familiar evolve incessantemente para mais amplos conceitos de vivência coletiva, sob os ditames do aperfeiçoamento geral, conquanto se erija sempre em educandário valioso da alma. 
Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor.
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(Obra: Vida e Sexo - Chico Xavier/Emmanuel)

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Aliviar


É apenas uma frase que o nosso Emmanuel, presente, nos recomenda à atenção, quando Jesus disse:
 - "Vinde a mim todos vós que estais fatigados, eu vos aliviarei..."
 É uma promessa que não envolve nenhum sentimento de prodígio ou de suposto milagre. 
"Vinde a mim" - Ele não cogitou da procedência dos viajores; se eram bons, se eram maus querendo ficar bons, se eram meio bons... 
A marcha não ia parar... 

"Vinde a mim" - nada de colocar um ponto final em sua marcha própria... 

Não prometeu também retirar a carga de ninguém, não prometeu nada, apenas alívio para continuarmos a marcha.
 Aliviar para quê? 
Para continuar o serviço, para continuar a tarefa...
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 (Obra: O Evangelho de Chico Xavier - Carlos A.Baccelli)


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Guardemos o ensino



“Ponde vós estas palavras em vossos ouvidos.” – Jesus. (LUCAS, 9:44.)

Muitos escutam a palavra do Cristo, entretanto, muito poucos são os que colocam a lição nos ouvidos.

Não se trata de registrar meros vocábulos e sim fixar apontamentos que devem palpitar no livro do coração.

Não se reportava Jesus à letra morta, mas ao verbo criador.

Os círculos doutrinários do Cristianismo estão repletos de aprendizes que não sabem atender a esse apelo. Comparecem às atividades espirituais, sintonizando a mente com todas as inquietações inferiores, menos com o Espírito do Cristo.

Dobram joelhos, repetem fórmulas verbalistas, concentram-se em si mesmos, todavia, no fundo, atuam em esfera distante do serviço justo.

A maioria não pretende ouvir o Senhor e, sim, falar ao Senhor, qual se Jesus desempenhasse simples função de pajem subordinado aos caprichos de cada um.

São alunos que procuram subverter a ordem escolar.

Pronunciam longas orações, gritam protestos, alinhavam promessas que não podem cumprir.

Não estimam ensinamentos. Formulam imposições.

E, à maneira de loucos, buscam agir em nome do Cristo.

Os resultados não se fazem esperar. O fracasso e a desilusão, a esterilidade e a dor vão chegando devagarinho, acordando a alma dormente para as realidades eternas.

Não poucos se revoltam, desencantados …

Não se queixem, contudo, senão de si mesmos.

“Ponde minhas palavras em vossos ouvidos”, disse Jesus.

O próprio vento possui uma direção. Teria, pois, o Divino Mestre transmitido alguma lição, ao acaso?
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Emmanuel 
Chico Xavier 

terça-feira, 30 de maio de 2017

A Loucura da Violência




Entre as expressões do primarismo, no mercado das paixões humanas, destaca-se com realce a violência, espalhando angústia e dor.

Remanescente dos instintos agressivos, ela estiola as mais formosas florações da vida, estabelecendo o caos.

Em onda volumosa arrasa, deixando destroços por onde passa, alucinada.

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Na raiz da violência encontra-se a falta de desenvolvimento do senso moral, que o espírito aprimora através da educação, do exercício dos valores éticos, da amplitude de consciência.

Atavismo cruel, demora de ser transformada em ação edificante, face às suas vinculações com os reflexos instintivos do período animal, que se prolongam, perturbadores.

Não apenas gera aflição, quando desencadeada, como também provoca reações equivalentes em sucessão quase incontrolável, arrebentando tudo quanto se lhe opõe no percurso destrutivo.

Todo o empenho em favor da preservação dos valores morais deve ser colocado a serviço da paz, como antídoto à força devastadora da violência.

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Pequenos exercícios de autocontrole terminam por criar hábitos de não-violência.

Disciplinas mentais e silêncios fortalecidos pela confiança em Deus geram a harmonia que impede a instalação desse desequilíbrio.

Atividades de amor, visando o bem e o progresso da criatura humana e da sociedade, constituem patamar de resistência às investidas dessa agressividade.

Reflexões em torno dos deveres morais produzem a conscientização do bem, gerando o clima que preserva os sentimentos da fraternidade.

A violência é adversária do processo de evolução, fomentadora da loucura. Quem lhe tomba nas garras exaure-se, e, sem forças, termina no abismo do auto-aniquilamento ou do assassínio...

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A violência disfarça-se no lar, quando os cônjuges não respeitam os espaços, os direitos que lhes cabem reciprocamente;

quando os filhos se sentem preteridos por falsos valores do trabalho, do dinheiro, do poder...

Na sociedade, quando os preços escorcham os necessitados;

quando os interesses pessoais extrapolam os seus limites e perturbam os outros;

quando a comodidade e os prazeres de alguns agridem os compromissos e os comportamentos alheios;

quando as injustiças sociais estiolam os fracos a benefício dos fortes aparentes;

quando os sentimentos inferiores da maledicência, da calúnia, da inveja, da traição, do suborno de qualquer tipo, da hipocrisia, disseminam suas infelizes sementes;

quando os pendores asselvajados não encontram orientação;

quando as ilusões e fugas, os vícios e aliciamentos levam às drogas, ao sexo desvairado, às ambições absurdas, explodindo nas ruas do mundo e invadindo os lares;

quando os governantes perdem a dignidade e estimulam a prevalência da ignorância, provocando guerras nacionais e internacionais...

A violência, de qualquer natureza, é atraso moral, síndrome do primitivismo humano remanescente.

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O homem e a mulher estão fadados à paz, à glória estelar.

Assim, liberta-te daqueles remanescentes agressivos que terminam insuflando-te reações infelizes.

Se te compraz ainda mantê-los, tem a coragem de te violentares, superando-os ou domando-os, e contribuirás para o apressar do progresso humano.

Como não te é lícito conivir com o erro, ensina pela retidão os mecanismos da felicidade, evitando a ira, a cólera, o ódio.

A ira é fagulha que ateia o fogo da violência. A cólera é combustível que a mantém, e o ódio é labareda que a amplia.

Pensa em Jesus, e, em qualquer circunstância, interroga-te como Ele agiria, se estivesse no teu lugar. Tentando-o, lograrás imitá-lO, fazendo como Ele, sem nenhuma violência.
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 Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.