terça-feira, 6 de junho de 2017

LIVRE-ARBÍTRIO E CARIDADE




Nunca será demasiado entretecer-se considerações sobre a caridade.

A caridade é sempre luz que abençoa aqueles que jornadeiam na aflição. Mesmo quando não é vista, à semelhança dos raios solares, quando o Astro Rei está ausente, beneficia, penetrando as vidas e renovando-as.

Assim, a caridade, seja no seu aspecto material ou moral, reflete o amor de DEUS que alcança
as almas, socorrendo-as.

Quando a caridade material não se faz necessária, jamais será secundária aquela de natureza
moral, porquanto vital o ar, penetra e sustenta a vida.

São caridades morais:
O Sorriso de afabilidade ao atormentado que perdeu a esperança;
A palavra de estímulo quando todos os outros recursos ficaram baldos de resultados;
O gesto de simpatia ante a circunstância aziaga e infeliz;
A compreensão fraterna, face à ofensa e à maldade;
A oração intercessória, em favor do adversário em sofrimento;
O apoio emocional no momento áspero da desgraça.
O perdão da ofensa e a dedicação ao tombado;
A gentileza de um socorro espiritual...

Quem pode, por acaso, no transe da dor, dispensar qualquer uma destas concessões? Qual a pessoa que se sinta tão completa que dispense um amigo ou uma palavra de reconforto?

A caridade é luz que deve ser considerada como benção de DEUS nas estradas do mundo.

Praticá-la ou não é opção de cada indivíduo. Aquele que a utiliza, favorece o crescimento da luz que se esparze; quem se nega a realizá-la, faculta a ampliação da sombra que predomina.

O livre-arbítrio e a caridade constituem alavancas para o progresso do homem na direção da sua meta
final, que é a felicidade.

JESUS, todo amor por excelência, em instante algum deixou de esparzi-la, iluminando as vidas que, desde então, jamais perderam a diretriz.

Caridade, portanto, hoje e sempre.
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(Obra: No Rumo da Felicidade - Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A OUTRA VIDA

 A vida no Além é também atividade, trabalho, luta, movimento. 

Se as almas estão menos submetidas ao cansaço, não combatem menos pelo seu aperfeiçoamento. 

A lei das afinidades a tudo preside, entre os seres despidos dos indumentos carnais, e, liberto o Espírito dos laços que o agrilhoavam à matéria, recebe o apelo de quantos se afinam pelas suas
preferências e inclinações.

Bem-aventurados todos aqueles que, ao palmilharem seus derradeiros caminhos, encontram a alvorada da paz, luminosa e promissora; nos celeiros da luz, recolhem o pão da verdade e da sabedoria, porque bem souberam cumprir suas obrigações morais. 

A sombra das árvores magnânimas que plantaram com os seus atos de caridade, de fé e de esperança, repousam a cabeça dilacerada nos amargores da Terra; divinas inspirações descem das Alturas sobre as suas mentes, que iluminam como tabernáculos sagrados e, interpretando fielmente as disposições da vontade diretora do Universo, transformam-se em mensageiros do Altíssimo.
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(Obra: Emmanuel - Chico Xavier/Emmanuel)

domingo, 4 de junho de 2017

JAMAIS ESMOREÇAMOS



A dor é nossa companheira - lanterna acesa em escura noite - guiando-nos, de retorno, à Casa do Pai Celestial. 

E, além da dor, só o trabalho no dever bem cumprido, na caridade e no estudo, é bastante forte para auxiliar-nos a subir. 

Trabalhemos e reajustar-nos-emos. 

Observemos a grandeza das bênção que nos cercam e esforcemo-nos por merecer a chave dos conhecimentos sublimes. 

O corpo de carne é uma sombra de que nos valemos para encontrar a verdadeira luz.
A bondade que se desdobra na cooperação fraternal e ajuda sempre é o clima abençoado em que nossas imperfeições se desfazem. 

A romagem na Terra é simples estação de luta curativa para nossa alma.
Tudo prossegue e tudo se aprimora. 

Quem se desvela no serviço do bem, quem se faz grande buscando ser pequenino entre os homens, descobre novos roteiros de ascensão. 

Jamais esmoreçamos. 

Trabalhemos com renovado fervor. 

A morte não é o fim, mas apenas breve intervalo. 
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 (Obra: Cartas do Coração - Chico Xavier/Raymundinho) 



sábado, 3 de junho de 2017

FAMÍLIA



Há, pois, duas espécies de família: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente, já na existência atual. 
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO Allan Kardec – Cap. XIV, Item 8

De todas as associações existentes na Terra – excetuando naturalmente a Humanidade – nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa: a constituição da família. 
De semelhante agremiação, na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização. 
Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual. 
Por intermédio da paternidade e da maternidade, o homem e a mulher adquirem mais amplos créditos da Vida Superior. 
Daí, as fontes de alegria que se lhes rebentam do ser com as tarefas da procriação.
 Os filhos são liames de amor conscientizado que lhes granjeiam proteção mais extensa do Mundo Maior, de vez que todos nós integramos grupos afins. 
Na arena terrestre, é justo que determinada criatura se faça assistida por outras que lhe respiram a mesma faixa de interesse afetivo.
 De modo idêntico, é natural que as inteligências domiciliadas nas Esferas Superiores se consagrem a resguardar e guiar aqueles companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento.
 A parentela no Planeta faz-­se filtro da família espiritual sediada além da existência física, mantendo os laços preexistentes entre aqueles que lhe comungam o clima. 
Arraigada nas vidas passadas de todos aqueles que a compõem, a família terrestre é formada, assim, de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos.
 Para os ajustes e reajustes indispensáveis, ante as leis do destino. 
Apesar disso, importa reconhecer que o clã familiar evolve incessantemente para mais amplos conceitos de vivência coletiva, sob os ditames do aperfeiçoamento geral, conquanto se erija sempre em educandário valioso da alma. 
Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor.
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(Obra: Vida e Sexo - Chico Xavier/Emmanuel)

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Aliviar


É apenas uma frase que o nosso Emmanuel, presente, nos recomenda à atenção, quando Jesus disse:
 - "Vinde a mim todos vós que estais fatigados, eu vos aliviarei..."
 É uma promessa que não envolve nenhum sentimento de prodígio ou de suposto milagre. 
"Vinde a mim" - Ele não cogitou da procedência dos viajores; se eram bons, se eram maus querendo ficar bons, se eram meio bons... 
A marcha não ia parar... 

"Vinde a mim" - nada de colocar um ponto final em sua marcha própria... 

Não prometeu também retirar a carga de ninguém, não prometeu nada, apenas alívio para continuarmos a marcha.
 Aliviar para quê? 
Para continuar o serviço, para continuar a tarefa...
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 (Obra: O Evangelho de Chico Xavier - Carlos A.Baccelli)


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Guardemos o ensino



“Ponde vós estas palavras em vossos ouvidos.” – Jesus. (LUCAS, 9:44.)

Muitos escutam a palavra do Cristo, entretanto, muito poucos são os que colocam a lição nos ouvidos.

Não se trata de registrar meros vocábulos e sim fixar apontamentos que devem palpitar no livro do coração.

Não se reportava Jesus à letra morta, mas ao verbo criador.

Os círculos doutrinários do Cristianismo estão repletos de aprendizes que não sabem atender a esse apelo. Comparecem às atividades espirituais, sintonizando a mente com todas as inquietações inferiores, menos com o Espírito do Cristo.

Dobram joelhos, repetem fórmulas verbalistas, concentram-se em si mesmos, todavia, no fundo, atuam em esfera distante do serviço justo.

A maioria não pretende ouvir o Senhor e, sim, falar ao Senhor, qual se Jesus desempenhasse simples função de pajem subordinado aos caprichos de cada um.

São alunos que procuram subverter a ordem escolar.

Pronunciam longas orações, gritam protestos, alinhavam promessas que não podem cumprir.

Não estimam ensinamentos. Formulam imposições.

E, à maneira de loucos, buscam agir em nome do Cristo.

Os resultados não se fazem esperar. O fracasso e a desilusão, a esterilidade e a dor vão chegando devagarinho, acordando a alma dormente para as realidades eternas.

Não poucos se revoltam, desencantados …

Não se queixem, contudo, senão de si mesmos.

“Ponde minhas palavras em vossos ouvidos”, disse Jesus.

O próprio vento possui uma direção. Teria, pois, o Divino Mestre transmitido alguma lição, ao acaso?
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Emmanuel 
Chico Xavier