terça-feira, 29 de agosto de 2017

Presentes de Amor




Quando você houver beneficiado alguém, consolide sua bondade sobre a dádiva que fez para que você não humilhe quem a recebe.

Não se oponha contra quem fale pelo simples prazer da contradita.

Preste uma informação sem desprimorar quem solicita.

Converse sem desejar parecer maior ou melhor que os circunstantes.

Habitue-se a evitar confrontações para não ferir as suscetibilidades de quem ouve.

Tolere o apontamento menos feliz de algum amigo sem irritação e sem revide.

Cultive a paciência nos momentos difíceis, abstendo-se de agravar tribulações e problemas.

Não tente o coração alheio com promessa que não deseje e nem possa cumprir.

Atenda ao Bem pela alegria de servir sem cobrar tributos de gratidão.

Não exija a cooperação dos outros em tarefas que você possa realizar por si mesmo.

Espalhando esses presentes de amor estará você efetuando na organização cambial da vida os seus melhores investimentos de Paz e Felicidade.

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André Luiz
Chico Xavier






MENSAGEM DO ESE:

O suicídio e a loucura

A calma e a resignação hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro dão ao espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio. Com efeito, é certo que a maioria dos casos de loucura se deve à comoção produzida pelas vicissitudes que o homem não tem a coragem de suportar. Ora, se encarando as coisas deste mundo da maneira por que o Espiritismo faz que ele as considere, o homem recebe com indiferença, mesmo com alegria, os reveses e as decepções que o houveram desesperado noutras circunstâncias, evidente se torna que essa força, que o coloca acima dos acontecimentos, lhe preserva de abalos a razão, os quais, se não fora isso, a conturbariam.
O mesmo ocorre com o suicídio. Postos de lado os que se dão em estado de embriaguez e de loucura, aos quais se pode chamar de inconscientes, é incontestável que tem ele sempre por causa um descontentamento, quaisquer que sejam os motivos particulares que se lhe apontem. Ora, aquele que está certo de que só é desventurado por um dia e que melhores serão os dias que hão de vir, enche-se facilmente de paciência. Só se desespera quando nenhum termo divisa para os seus sofrimentos. E que é a vida humana, com relação à eternidade, senão bem menos que um dia? Mas, para o que não crê na eternidade e julga que com a vida tudo se acaba, se os infortúnios e as aflições o acabrunham, unicamente na morte vê uma solução para as suas amarguras. Nada esperando, acha muito natural, muito lógico mesmo, abreviar pelo suicídio as suas misérias.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, itens 14 e 15.)


TRISTEZA VAZIA?

👉AÇÃO DE TRATAMENTO
Tristeza vazia?
👉O trabalho te alegrará.
Depressões?
👉Serviço aos semelhantes te livrará da angústia.
Afeições que te abandonam?
👉Segue adiante agindo no bem ao próximo e acharás corações outros que te compartilhem os ideais.
Mágoas?
👉Fácil olvidá-las na atividade em que nos esqueçamos em benefício dos outros.
Inquietações?
👉Sejamos pontuais no melhor que possamos fazer e a vida, em nome de Deus, resolverá os problemas que nos cercam, muitas vezes, sem nossa interferência.
Erros alheios?
👉Reflitamos nos nossos e a paz nos abençoará o caminho.
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Livro: Recados do Além
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A RESPOSTA CERTA


Para o sarcasmo é caridade em forma de silêncio. 

Para a calúnia, a resposta é caridade em forma de perdão. 

Para o egoísmo, a resposta é caridade em forma de renúncia. 

Para o fanatismo, a resposta é caridade em forma de tolerância. 

Para a ingratidão, a resposta é caridade em forma de esquecimento. 

Para a preguiça, a resposta é caridade em forma de trabalho. 

Para a tentação, a resposta é caridade em forma de resistência. 

Para a ignorância, a resposta é caridade em forma de educação. 

Para a violência, a resposta é caridade em forma de brandura. 

Para o crime, a resposta é caridade em forma de socorro às vítimas da delinquência. 

Para as trevas, a resposta é caridade em forma de luz. 

Para todas as atividades inferiores, a resposta é caridade em auxílio à criação do melhor. 

Em qualquer problema no caminho da vida, a resposta cristã será sempre desfazer a força do mal pela força do Bem.
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Emmanuel
Chico Xavier  



MENSAGEM DO ESE:
Carregar sua cruz. Quem quiser salvar a vida, perdê-la-á 

Bem ditosos sereis, quando os homens vos odiarem e separarem, quando vos tratarem injuriosamente, quando repelirem como mau o vosso nome, por causa do Filho do Homem. — Rejubilai nesse dia e ficai em transportes de alegria, porque grande recompensa vos está reservada no céu, visto que era assim que os pais deles tratavam os profetas. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 22 e 23.)
Chamando para perto de si o povo e os discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir nas minhas pegadas, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me; — porquanto, aquele que se quiser salvar a si mesmo, perder-se-á; e aquele que se perder por amor de mim e do Evangelho se salvará. — Com efeito, de que serviria a um homem ganhar o mundo todo e perder-se a si mesmo? (S. MARCOS, cap. VIII, vv. 34 a 36; — S. LUCAS, cap. IX, vv. 23 a 25; — S. MATEUS, cap. X, vv. 38 e 39; — S. JOÃO, cap. XII, vv. 25 e 26.)
“Rejubilai-vos, diz Jesus, quando os homens vos odiarem e perseguirem por minha causa, visto que sereis recompensados no céu.” Podem traduzir-se assim essas verdades: “Considerai-vos ditosos, quando haja homens que, pela sua má-vontade para convosco, vos dêem ocasião de provar a sinceridade da vossa fé, porquanto o mal que vos façam redundará em proveito vosso. Lamentai-lhes a cegueira, porém, não os maldigais.”
Depois, acrescenta: “Tome a sua cruz aquele que me quiser seguir”, isto é, suporte corajosamente as tribulações que sua fé lhe acarretar, dado que aquele que quiser salvar a vida e seus bens, renunciando-me a mim, perderá as vantagens do reino dos céus, enquanto os que tudo houverem perdido neste mundo, mesmo a vida, para que a verdade triunfe, receberão, na vida futura, o prêmio da coragem, da perseverança e da abnegação de que deram prova. Mas, aos que sacrificam os bens celestes aos gozos terrestres, Deus dirá: “Já recebestes a vossa recompensa.”

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXIV, itens 17 a 19.)

sábado, 26 de agosto de 2017

NÃO TE ESCANDALIZES


Nenhuma experiência infeliz que os teus familiares estejam atravessando te escandalize.

O espírito é comparável a um bloco de pedra, cujas arestas necessitam ser aparadas.

Extremismos de opinião demonstram infantilidade.

Todos os homens são potencialmente bons.

Quase sempre, sem equivocar-se repetidas vezes, o espírito não encontra o caminho do equilíbrio.

Porque ainda não erraste, não te julgues imune ao erro.

A experiência de quem faliu vale mais que a virtude aparente de quem ainda não se expôs à tentação.

Quem desceu moralmente, ao recuperar-se, pode subir mais depressa do que aquele que se põe a criticar-lhe a queda.

Se a tua virtude, para se destacar, necessita de colocar em evidência o deslize de alguém, a tua virtude não passa de máscara que afivelas ao rosto.

É possível que, se condições de anonimato te favorecessem, não hesitasses em fazer o mal, ao invés do bem que fazes mais por conveniência que por convicção.
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Irmão José
Carlos Baccelli
Teu Lar 
 

MENSAGEM DO ESE:
Simplicidade e pureza de coração

Bem-aventurados os que têm puro o coração, porquanto verão a Deus. (S. Mateus, cap. V, v. 8.)
Apresentaram-lhe então algumas crianças, a fim de que ele as tocasse, e, como seus discípulos afastassem com palavras ásperas os que lhas apresentavam, Jesus, vendo isso, zangou-se e lhes disse:
“Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham. — Digo-vos, em verdade, que aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará.” — E, depois de as abraçar, abençoou-as, impondo-lhes as mãos. (S. MARCOS, cap. X, vv. 13 a 16.)
A pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Exclui toda idéia de egoísmo e de orgulho. Por isso é que Jesus toma a infância como emblema dessa pureza, do mesmo modo que a tomou como o da humildade.
Poderia parecer menos justa essa comparação, considerando-se que o Espírito da criança pode ser muito antigo e que traz, renascendo para a vida corporal, as imperfeições de que se não tenha despojado em suas precedentes existências. Só um Espírito que houvesse chegado à perfeição nos poderia oferecer o tipo da verdadeira pureza. É exata a comparação, porém, do ponto de vista da vida presente, porquanto a criancinha, não havendo podido ainda manifestar nenhuma tendência perversa, nos apresenta a imagem da inocência e da candura. Daí o não dizer Jesus, de modo absoluto, que o reino dos céus é para elas, mas para os que se lhes assemelhem.
Pois que o Espírito da criança já viveu, por que não se mostra, desde o nascimento, tal qual é? Tudo é sábio nas obras de Deus. A criança necessita de cuidados especiais, que somente a ternura materna lhe pode dispensar, ternura que se acresce da fraqueza e da ingenuidade da criança. Para uma mãe, seu filho é sempre um anjo e assim era preciso que fosse, para lhe cativar a solicitude. Ela não houvera podido ter-lhe o mesmo devotamento, se, em vez da graça ingênua, deparasse nele, sob os traços infantis, um caráter viril e as idéias de um adulto e, ainda menos, se lhe viesse a conhecer o passado.
Aliás, faz-se necessário que a atividade do princípio inteligente seja proporcionada à fraqueza do corpo, que não poderia resistir a uma atividade muito grande do Espírito, como se verifica nos indivíduos grandemente precoces. Essa a razão por que, ao aproximar-se-lhe a encarnação, o Espírito entra em perturbação e perde pouco a pouco a consciência de si mesmo, ficando, por certo tempo, numa espécie de sono, durante o qual todas as suas faculdades permanecem em estado latente. É necessário esse estado de transição para que o Espírito tenha um novo ponto de partida e para que esqueça, em sua nova existência, tudo aquilo que a possa entravar. Sobre ele, no entanto, reage o passado. Renasce para a vida maior, mais forte, moral e intelectualmente, sustentado e secundado pela intuição que conserva da experiência adquirida.
A partir do nascimento, suas idéias tomam gradualmente impulso, à medida que os órgãos se desenvolvem, pelo que se pode dizer que, no curso dos primeiros anos, o Espírito é verdadeiramente criança, por se acharem ainda adormecidas as idéias que lhe formam o fundo do caráter. Durante o tempo em que seus instintos se conservam amodorrados, ele é mais maleável e, por isso mesmo, mais acessível às impressões capazes de lhe modificarem a natureza e de fazê-lo progredir, o que torna mais fácil a tarefa que incumbe aos pais.
O Espírito, pois, enverga temporariamente a túnica da inocência e, assim, Jesus está com a verdade, quando, sem embargo da anterioridade da alma, toma a criança por símbolo da pureza e da simplicidade.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VIII, itens 1 a 4.)



sexta-feira, 25 de agosto de 2017

LUZ INTERIOR


Não perguntes demais
O que queres saber.

A Verdade prescinde
Do excesso de palavras.

Trabalha e ausculta a Vida
No silêncio das horas.

Todo conhecimento
É luz interior.

O sábio não consegue
Dizer tudo que sente.

Conhece-te e terás
As respostas que buscas.
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Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Irmão José
Do livro "PÃO DA ALMA", ed. Didier, 2002.



MENSAGEM DO ESE:

O dever

O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros. O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados. Quero aqui falar apenas do dever moral e não do dever que as profissões impõem.
Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as atrações do interesse e do coração. Não têm testemunhas as suas vitórias e não estão sujeitas à repressão suas derrotas. O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre-arbítrio. O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e sustenta; mas, muitas vezes, mostra-se impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; como determiná-lo, porém, com exatidão? Onde começa ele? onde termina? O dever principia, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.
Deus criou todos os homens iguais para a dor. Pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelas mesmas causas, a fim de que cada um julgue em sã consciência o mal que pode fazer. Com relação ao bem, infinitamente vário nas suas expressões, não é o mesmo o critério. A igualdade em face da dor é uma sublime providência de Deus, que quer que todos os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não pratiquem o mal, alegando ignorância de seus efeitos.
O dever é o resumo prático de todas as especulações morais; é uma bravura da alma que enfrenta as angústias da luta; é austero e brando; pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, conserva-se inflexível diante das suas tentações.
homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo. É a um tempo juiz e escravo em causa própria.
O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho. O homem tem de amar o dever, não porque preserve de males a vida, males aos quais a Humanidade não pode subtrair-se, mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.
O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da sua obra resplandeça a seus próprios olhos. — Lázaro. (Paris, 1863.)
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 7.)