quarta-feira, 4 de abril de 2018

SINAIS EVIDENTES



Levantaste-te indisposto, com estranhas ideias na cabeça.

O dia ensolarado te parece paisagem brumosa.

Sequer conseguiste ouvir o canto do pássaro que, toda manhã, flauteia na árvore do quintal.

Fizeste questão de não proferir a prece habitual.

Não respondeste, ao passar, o cumprimento do vizinho gentil.

Pensaste em não comparecer ao trabalho, onde a rotina te cansa.

“Suportar, de novo, aquela gente!” – murmuraste, encolerizado.

Estes são sinais evidentes que, de fato, não te encontras espiritualmente bem.

Talvez uma companhia invisível se tenha justaposto a ti, no momento do sono – quem sabe?

Ou apenas, de fato, te revelaste invigilante, deixando de cultivar-te intimamente nos dias anteriores.

Há quanto tempo não lês um bom livro, não entabulas um diálogo otimista?

Se detectas em ti semelhante sintomatologia, procura, sem demora, a casa espírita mais próxima e roga ao médium, possivelmente de plantão, a caridade de um passe.
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Irmão José (psic. Carlos Baccelli – do livro “De ânimo firme”)



 

MENSAGEM DO ESE:
O homem de bem


O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.
Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.
Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.
Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.
Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.
É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: “Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado.”
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.
Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.
Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.
Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.
Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente.
Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.
Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 3.)



terça-feira, 3 de abril de 2018

PARA ONDE VOCÊ PENSA QUE VAI?



Se você está enfrentando grandes problemas a ponto de querer enlouquecer, não pense em fugir da vida pelas portas do suicídio. Quem atenta contra a própria vida não encontra solução, e sim complicação.

Na morte, você apenas muda de casa, como alguém troca de roupa. Mas seus problemas o acompanharão onde quer que você se encontre. Acredite você jamais morrerá, pois o que se extingue é o corpo. O espírito é imortal.

A maior decepção dos suicidas é se reconhecerem vivos nas dimensões espirituais, sentindo o peso dos mesmos problemas de antes e agora sem a possibilidade de solucioná-los.

Não dê crédito às vozes que o instigam ao suicídio.

Nesses momentos, pense firme em Jesus, o amigo certo das horas incertas, e ouça sua voz serena lhe pedindo para não desistir da vida. Como já fizera com seus discípulos, e como ainda tem feito com milhares de pessoas que lhe aceitam a direção, Jesus acalmará as tempestades do seu caminho se você tiver fé e confiança em Deus.

O desespero jamais foi bom conselheiro de quem que que seja. Tenha calma, a calma que nasce da certeza de que todo sofrimento é passageiro, desde que você não agrave seus problemas dificultando ou até impedindo a intervenção do Alto. 'Ajuda-te, e o Céu te ajudará" (Allan Kardec, E.S.E., cap. 25), sempre.

O mal geralmente é o bem mal interpretado, afirmam os guias espirituais. Se você souber esperar mais um pouco pela construção do bem, colherá os frutos positivos todo sofrimento produz. Pessoas de sucesso não são as que foram poupadas das dificuldades, são as que agüentaram firmes os instantes difíceis, pois sabiam que dias melhores estavam por chegar.

Não desconsidere que há também formas indireta de suicídio, o vício, que destrói o corpo; os pensamentos negativos habituais, que desestruturam as células; os ataques de cólera, que envenenam o sangue; a maledicência contumaz, que favorece o contágio com energias astrais deletérias; o ódio, que gera violência em sua própria vida, o cultivo deliberado da mágoa, que propicia o surgimento de tumores preocupantes.

Seja lá o problema que o atormenta, volte seu olhar para o Deus da sua fé, peça o auxílio necessário, creia que o socorro virá, continue trabalhando, mas não alimente qualquer ideia de suicídio para que não transborde a taça de fel que você será obrigado a tomar se consumar sua loucura.
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JOSÉ CARLOS DE LUCCA 


 MENSAGEM DO ESE:
Cuidar do corpo e do espírito


Consistirá na maceração do corpo a perfeição moral? Para resolver essa questão, apoiar-me-ei em princípios elementares e começarei por demonstrar a necessidade de cuidar-se do corpo que, segundo as alternativas de saúde e de enfermidade, influi de maneira muito importante sobre a alma, que cumpre se considere cativa da carne. Para que essa prisioneira viva, se expanda e chegue mesmo a conceber as ilusões da liberdade, tem o corpo de estar são, disposto, forte. Façamos uma comparação: Eis se acham ambos em perfeito estado; que devem fazer para manter o equilíbrio entre as suas aptidões e as suas necessidades tão diferentes? Inevitável parece a luta entre os dois e difícil achar-se o segredo de como chegarem a equilíbrio.
Dois sistemas se defrontam: o dos ascetas, que tem por base o aniquilamento do corpo, e o dos materialistas, que se baseia no rebaixamento da alma. Duas violências quase tão insensatas uma quanto a outra. Ao lado desses dois grandes partidos, formiga a numerosa tribo dos indiferentes que, sem convicção e sem paixão, são mornos no amar e econômicos no gozar. Onde, então, a sabedoria? Onde, então, a ciência de viver? Em parte alguma; e o grande problema ficaria sem solução, se o Espiritismo não viesse em auxílio dos pesquisadores, demonstrando-lhes as relações que existem entre o corpo e a alma e dizendo-lhes que, por se acharem em dependência mútua, importa cuidar de ambos. Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela. Desatender as necessidades que a própria Natureza indica, é desatender a lei de Deus. Não castigueis o corpo pelas faltas que o vosso livre-arbítrio o induziu a cometer e pelas quais é ele tão responsável quanto o cavalo mal dirigido, pelos acidentes que causa. Sereis, porventura, mais perfeitos se, martirizando o corpo, não vos tornardes menos egoístas, nem menos orgulhosos e mais caritativos para com o vosso próximo? Não, a perfeição não está nisso: está toda nas reformas por que fizerdes passar o vosso Espírito. Dobrai-o, submetei-o, humilhai-o, mortificai-o: esse o meio de o tornardes dócil à vontade de Deus e o único de alcançardes a perfeição. Jorge, Espírito Protetor. (Paris, 1863.)



(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 11.)



sábado, 31 de março de 2018

Respostas da construção



Não permita que a ansiedade lhe desgaste as forças, ante os problemas da vida.

Numa simples construção, a serenidade e a disciplina nos fornecem diretrizes de atitude e proveito.

A pedra submeteu-se ao martelo e fez-se alicerce.

A madeira aguentou o serrote e converteu-se em utilidade do piso ao teto.

O barro suportou o fogo e ergueu-se em alvenaria.

O minério passou pelo calor de tensão alta e produziu o aço que estrutura a segurança.

O fio deixou-se prender e transformou-se em condutor de energia.

Agentes diversos da natureza se conjugaram e compõem a lâmpada para o serviço da luz.

Tudo na construção atende a planos de orientação e trabalho, obediência e equilíbrio.

Observemos a lição e analisemos o que estamos fazendo de nós na edificação do Eterno Bem.
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André Luiz
Chico Xavier 
Obra: Respostas da vida 

MENSAGEM DO ESE:
O suicídio e a loucura (II)

A incredulidade, a simples dúvida sobre o futuro, as idéias materialistas, numa palavra, são os maiores incitantes ao suicídio; ocasionam a covardia moral. Quando homens de ciência, apoiados na autoridade do seu saber, se esforçam por provar aos que os ouvem ou lêem que estes nada têm a esperar depois da morte, não estão de fato levando-os a deduzir que, se são desgraçados, coisa melhor não lhes resta senão se matarem? Que lhes poderiam dizer para desviá-los dessa conseqüência? Que compensação lhes podem oferecer? Que esperança lhes podem dar? Nenhuma, a não ser o nada. Daí se deve concluir que, se o nada é o único remédio heróico, a única perspectiva, mais vale buscá-lo imediatamente e não mais tarde, para sofrer por menos tempo.

A propagação das doutrinas materialistas é, pois, o veneno que inocula a idéia do suicídio na maioria dos que se suicidam, e os que se constituem apóstolos de semelhantes doutrinas assumem tremenda responsabilidade. Com o Espiritismo, tornada impossível a dúvida, muda o aspecto da vida. O crente sabe que a existência se prolonga indefinidamente para lá do túmulo, mas em condições muito diversas; donde a paciência e a resignação que o afastam muito naturalmente de pensar no suicídio; donde, em suma, a coragem moral.



(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 16.)

quinta-feira, 29 de março de 2018

Pacificar


Não perturbe. Tranquilize.

Não Grite. Converse.

Não critique. Auxilie.

Não acuse. Ampare.

Não se irrite. Sorria.

Não fira. Balsamize.

Não se queixe. Compreenda.

Não condene. Abençoe.

Não exija. Sirva.

Não destrua. Edifique.

Recorde: 
a Humanidade é uma coleção de grupos e a paz do grupo de corações a que pertencemos começa de nós.
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André Luiz  
Chico Xavier 
Obra: Respostas da vida 


MENSAGEM DO ESE:
Deixai que venham a mim as criancinhas (II)


Deixai venham a mim as criancinhas, pois tenho o leite que fortalece os fracos. Deixai venham a mim todos os que, tímidos e débeis, necessitam de amparo e consolação. Deixai venham a mim os ignorantes, para que eu os esclareça. Deixai venham a mim todos os que sofrem, a multidão dos aflitos e dos infortunados: eu lhes ensinarei o grande remédio que suaviza os males da vida e lhes revelarei o segredo da cura de suas feridas! Qual é, meus amigos, esse bálsamo soberano, que possui tão grande virtude, que se aplica a todas as chagas do coração e as cicatriza? E o amor, é a caridade! Se possuís esse fogo divino, que é o que podereis temer? Direis a todos os instantes de vossa vida: “Meu Pai, que a tua vontade se faça e não a minha; se te apraz experimentar-me pela dor e pelas tribulações, bendito sejas, porquanto é para meu bem, eu o sei, que a tua mão sobre mim se abate. Se é do teu agrado, Senhor, ter piedade da tua criatura fraca, dar-lhe ao coração as alegrias sãs, bendito sejas ainda. Mas, faze que o amor divino não lhe fique amodorrado na alma, que incessantemente faça subir aos teus pés o testemunho do seu reconhecimento!”
Se tendes amor, possuís tudo o que há de desejável na Terra, possuís preciosíssima pérola, que nem os acontecimentos, nem as maldades dos que vos odeiem e persigam poderão arrebatar. Se tendes amor, tereis colocado o vosso tesouro lá onde os vermes e a ferrugem não o podem atacar e vereis apagar-se da vossa alma tudo o que seja capaz de lhe conspurcar a pureza; sentireis diminuir dia a dia o peso da matéria e, qual pássaro que adeja nos ares e já não se lembra da Terra, subireis continuamente, subireis sempre, até que vossa alma, inebriada, se farte do seu elemento de vida no seio do Senhor. — Um Espírito protetor. (Bordéus, 1861.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VIII, item 19.)