terça-feira, 21 de janeiro de 2020

VALOR DA ALEGRIA


A alegria sustenta o bem-estar físico e propõe um entusiasmo na mesma dinâmica.

Não obstante, carece de ser purificada dia a dia, para não nos trazer aborrecimentos.

Ela converge de pontos sensíveis, de alta sintonia com coisas e fatos que apreciamos.

A temática da nossa conversa será júbilo cristão, se nos esforçarmos para que ele floresça com toda a sua gama de bem-estar no coração dos homens.

A satisfação natural e pura nasce na alma, sob as mesmas leis da lavoura no mundo.

A semente tem de ser entregue à terra fértil e tratada nos momentos adequados.

A irrigação requer cuidados permanentes da vigilância, companheira inseparável.

Assim, os bons pensamentos somente despontam nos horizontes da mente, no regime de grandes esforços e ingentes sacrifícios, porém, compensam o trabalho de saneamento, pois luta nenhuma, principalmente no bem, ficará em vão.

A natureza nos responderá com as qualidades de frutas inerentes às sementes que plantamos, obedecendo à lei da justiça.

O amor é como um presente de Deus às criaturas, é uma luz inextinguível que interliga todos os espíritos, senão mundos e fluidos em um cântico de alegria.

A mente é a matriz que dá forma aos sentimentos em um plano mais rarefeito.

Depois, a razão aprovará ou não as ideias que deverão ser executadas, materializadas no mundo das formas concretas.

As que não são aprovadas pelo senso são jogadas em canais excretores, ou marginalizadas em alguma área mental desprevenida.

esperando oportunidades de ressurgir.

Foi nesses termos que Jesus aconselhou seus discípulos a orar.

mas que também não se esquecessem de vigiar.

O homem inteligente, na expressão reta da palavra, mesmo que cometa alguns enganos, ou que seja influenciado por sugestões inferiores, incompatíveis com o ambiente evangélico, nunca deixa de se esforçar para sair dessas amarras da ignorância, pois é nesses impulsos santos que lhe vem a ajuda dos benfeitores maiores.

A mente é uma caneta divina, com substâncias superiores em um automatismo sem precedentes, regida pela alma, que escreve, sem cessar, no livro da consciência.

Se escrevemos coisas fora da lei, somente a borracha, talvez de milénios, tem o poder mágico de limpar.

O aprazimento puro do espírito depende da sua conexão com as normas do Criador, pois não existe alegria verdadeira sem paz na consciência.

Não podemos enflorar ninguém com os dignos ideais, se não harmonizarmos, primeiramente, nossos sentimentos e obras.

A educação da mente é a nota chave que devemos tirar na harpa do instrumento sagrado.

Ainda poderemos comparar nossos sentimentos a potros bravios que devem ser adestrados, e o trabalho é nosso.

O valor da alegria, digna de ser chamada deste nome, é desconhecido ainda pêlos homens.

É o melhor medicamento para todas as enfermidades, é a melhor companheira dos sofredores, é uma grande solução para todos os problemas, pois ela aciona recursos onde quer que seja, para tudo que nos possa ser útil, até mesmo em dimensões espirituais que não percebemos.

E como adquiri-la? É aí que estamos tentando ajudar-vos.

Nada no mundo nos é dado sem esforço próprio, e todo trabalho tem seu correspondente.

Esse estado de alma é adquirido.

– 24 – Plantai-o bem em todas as direções em que andais, porque de todas partem ramificações de alegria que, algum dia, se tornarão em um todo nucleado as qualidades requeridas pela vida direcionadas para a felicidade.

Concentrai-vos na alegria quando estiverdes falando a alguém.

Vibrai na alegria quando estiverdes lendo coisas educativas para os outros.

Pensai com alegria na saúde dos que sofrem, que ela, essa companheira celestial, começará a fazer parte da vossa vida.
************
Horizontes da Mente 
Miramez 



MENSAGEM DO ESE:.

Será lícito abreviar a vida de um doente que sofra sem esperança de cura?

– Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústias, apressando-se-lhe o fim?


Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem até à borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar idéias diversas das que tinha? 

Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A Ciência não se terá enganado nunca em suas previsões?


Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades! Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento.


O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas; o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento. Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro. 

— São Luís. (Paris, 1860.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Ação de paz



A paz é um dos tesouros mais desejados nos dias atuais. Muito se tem investido para se conseguir um pouco desse bem tão precioso.
Mas, será que nós, individualmente, temos feito investimentos efetivos visando tal conquista?

O que geralmente ocorre é que temos investido nossos esforços na direção contrária, e de maneira imprópria.
É muito comum se desejar a paz e buscá-la por caminhos tortos, que acabam nos distanciando dela ainda mais.
O Espírito Emmanuel, através da mediunidade de Chico Xavier, escreveu, certa feita, uma mensagem que intitulou Ação de paz:

Aflição condensada é semelhante à bomba de estopim curto, pronta a explodir a qualquer contato esfogueante.
Indispensável saber preservar a tranquilidade própria, de modo a sermos úteis na extinção dessa ou daquela dificuldade.

Decerto que, para cooperar no estabelecimento da paz, não nos seria lícito interpretar a calma por inércia.

Paciência é a compreensão que age sem barulho, em apoio da segurança geral.
Refletindo com acerto, recebe a hora de crise sem qualquer ideia de violência, porque a violência sempre induz ao estrangulamento da oportunidade de auxiliar.

Diante de qualquer informação desastrosa, busca revestir-te com a serenidade possível para que não te transformes num problema, pesando no problema que a vida te pede resolver.

Não afogues o pensamento nas nuvens do pessimismo, mentalizando ocorrências infelizes que, provavelmente, jamais aparecerão.

Evita julgar pessoas e situações em sentido negativo para que o arrependimento não te corroa as forças do Espírito.
Se te encontras diante de um caso de agressão, não respondas com outra agressão, a fim de que a intemperança mental não te precipite na vala da delinquência.

Pacifica a própria sensibilidade, para que a razão te oriente os impulsos.

Se conservas o hábito de orar, recorre à prece nos instantes difíceis, mas se não possuis essa bênção, medita suficientemente antes de falar ou de agir.

Os impactos emocionais, em qualquer parte, surgem na estrada de todos; guarda, por isso, a fé em Deus e em ti mesmo, de maneira a que não te afastes da paz interior, a fim de que nas horas sombrias da existência possa a tua paz converter-se em abençoada luz.

As palavras lúcidas de Emmanuel nos sugerem profundas reflexões em torno da nossa ação diária.
Importante que, na busca pela paz, não venhamos a ser causadores de desordem e violência.

Criando um ambiente de paz na própria intimidade, poderemos colaborar numa ação efetiva para que a paz reine em nosso lar, primeiramente, e, depois possa se estender mundo afora.

Se uma pessoa estiver permanentemente em ação de paz, o mundo à sua volta se beneficiará com essa atitude.

E se a paz mundial ainda não é realidade em nosso planeta, façamos paz em nosso mundo íntimo. Essa atitude só depende de uma única decisão: a nossa.
* * *
A nossa paz interior é capaz de neutralizar o ódio de muitas criaturas.

Se mantivermos acesa a chama da paz em nossa intimidade, então podemos acreditar que a paz mundial está bem próxima.

Porque, na verdade, a paz do mundo começa no íntimo de cada um de nós.
-----------------------------------------------------------------
Redação do Momento Espírita, com base em
mensagem do livro Urgência, pelo Espírito Emmanuel,
=========================================
FORMATAÇÃO E PESQUISA : MILTER – 19-01-2020






MENSAGEM DO ESE:

O argueiro e a trave no olho

Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? — Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro ao teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? — Hipócritas, tirai primeiro a trave ao vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 3 a 5.)

Uma das insensatezes da Humanidade consiste em vermos o mal de outrem, antes de vermos o mal que está em nós. Para julgar-se a si mesmo, fora preciso que o homem pudesse ver seu interior num espelho, pudesse, de certo modo, transportar-se para fora de si próprio, considerar-se como outra pessoa e perguntar: Que pensaria eu, se visse alguém fazer o que faço? Incontestavelmente, é o orgulho que induz o homem a dissimular, para si mesmo, os seus defeitos, tanto morais, quanto físicos. Semelhante insensatez é essencialmente contrária à caridade, porquanto a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente. Caridade orgulhosa é um contra-senso, visto que esses dois sentimentos se neutralizam um ao outro. Com efeito, como poderá um homem, bastante presunçoso para acreditar na importância da sua personalidade e na supremacia das suas qualidades, possuir ao mesmo tempo abnegação bastante para fazer ressaltar em outrem o bem que o eclipsaria, em vez do mal que o exalçaria? 

Por isso mesmo, porque é o pai de muitos vícios, o orgulho é também a negação de muitas virtudes. Ele se encontra na base e como móvel de quase todas as ações humanas. Essa a razão por que Jesus se empenhou tanto em combatê-lo, como principal obstáculo ao progresso.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 9 e 10.)

domingo, 19 de janeiro de 2020

Lute um pouco mais!


Lute, ainda um pouco mais, não te dês por vencido, a peleja quanto mais renhida, mais exigente ela se faz, reclamando diariamente uma transpiração redobrada. 

Contudo, quanto mais difícil ela se fizer, mais meritosa ela se tornará pois, passará a requerer daqueles que se mantém na luta, níveis máximos de aplicação diária.

Por isso busca acreditar em ti e em Deus ainda um pouco mais. Persevere, acredite, mantendo-se firme em teu campo de lutas, e não desistas nunca. 

Aceite com docilidade os desafios que te cercam, os obstáculo sempre existirão, e eles são para ser enfrentados diariamente com destemor. 

Coração querido, nada existe que de tão ruim não possa melhorar, creias que a situação de momento não se eternizará, lembra-te de que tudo passa, todo cenário  se modifica, e tudo se transformará. 

Acredite, tudo sempre pode melhorar, por isso busca acreditar em ti e em Deus ainda um pouco mais.

Tenha fé, pois, a fé é a energia gloriosa que movimenta os vitoriosos.

Tenha fé em você, pois, você é capaz, insucessos, dificuldades, limitações, fazem parte da vida, mas quando você tem fé, quando você acredita que você é capaz, a força da fé que emana de ti, passa a construir em você um ser vitorioso. 

Tenha fé em Deus, e lembra-te todos os dias do meigo Jesus a falar-te ao coração,"...*porque eu vos digo que até mesmo destas pedras, pode Deus suscitar filhos a Abrão." O poder transformador de Deus é ilimitado, e com Ele a vitória é certa e o sucesso sempre se fará presente.

Lute, jamais desanime, persevere, acredite ainda um pouco mais, mantendo-se de pé e apostos em teu campo de lutas. 

Diariamente lembra-te do poder da oração, e em todas as manhãs procura reservar um tempo, para que possas conversar um pouquinho com Deus no altar de teu coração. 

A oração é força viva, ela é a pavimentação magnética, que promoverá diariamente a tua conexão com os campos exitosos do bem e do amor, fazendo de te um ser vitorioso. 
Lute, persevere, tenha fé em ti, e muita fé em Deus, ore, trabalhe e sirva sempre, pois, assim te farás vitorioso todos os dias! 

Sejas feliz!
Paz e muitas alegrias, 
Marcelo Rios
Médium J Avellar
* Lucas 3,8



MENSAGEM DO ESE:

Candeia sob o alqueire. Porque fala Jesus por parábolas (II)

Se, pois, em sua previdente sabedoria, a Providência só gradualmente revela as verdades, é claro que as desvenda à proporção que a Humanidade se vai mostrando amadurecida para as receber. 

Ela as mantém de reserva e não sob o alqueire. Os homens, porém, que entram a possuí-las, quase sempre as ocultam do vulgo com o intento de o dominarem.

São esses os que, verdadeiramente, colocam a luz debaixo do alqueire. É por isso que todas as religiões têm tido seus mistérios, cujo exame proíbem. Mas, ao passo que essas religiões iam ficando para trás, a Ciência e a inteligência avançaram e romperam o véu misterioso. Havendo-se tornado adulto, o vulgo entendeu de penetrar o fundo das coisas e eliminou de sua fé o que era contrário à observação.

Não podem existir mistérios absolutos e Jesus está com a razão quando diz que nada há secreto que não venha a ser conhecido.

 Tudo o que se acha oculto será descoberto um dia e o que o homem ainda não pode compreender lhe será sucessivamente desvendado, em mundos mais adiantados, quando se houver purificado. Aqui na Terra, ele ainda se encontra em pleno nevoeiro.

Pergunta-se: que proveito podia o povo tirar dessa multidão de parábolas, cujo sentido se lhe conservava impenetrável? É de notar-se que Jesus somente se exprimiu por parábolas sobre as partes de certo modo abstratas da sua doutrina. Mas, tendo feito da caridade para com o próximo e da humildade condições básicas da salvação, tudo o que disse a esse respeito é inteiramente claro, explícito e sem ambigüidade alguma. Assim devia ser, porque era a regra de conduta, regra que todos tinham de compreender para poderem observá-la. Era o essencial para a multidão ignorante, à qual ele se limitava a dizer: “Eis o que é preciso se faça para ganhar o reino dos céus.” Sobre as outras partes, apenas aos discípulos desenvolvia o seu pensamento. Por serem eles mais adiantados, moral e intelectualmente, Jesus pôde iniciá-los no conhecimento de verdades mais abstratas. Daí o haver dito: Aos que já têm, ainda mais se dará.

Entretanto, mesmo com os apóstolos, conservou-se impreciso acerca de muitos pontos, cuja completa inteligência ficava reservada a ulteriores tempos. Foram esses pontos que deram ensejo a tão diversas interpretações, até que a Ciência, de um lado, e o Espiritismo, de outro, revelassem as novas leis da Natureza, que lhes tornaram perceptível o verdadeiro sentido.

O Espiritismo, hoje, projeta luz sobre uma imensidade de pontos obscuros; não a lança, porém, inconsideradamente. Com admirável prudência se conduzem os Espíritos, ao darem suas instruções. Só gradual e sucessivamente consideraram as diversas partes já conhecidas da Doutrina, deixando as outras partes para serem reveladas à medida que se for tornando oportuno fazê-las sair da obscuridade. Se a houvessem apresentado completa desde o primeiro momento, somente a reduzido número de pessoas se teria ela mostrado acessível; houvera mesmo assustado as que não se achassem preparadas para recebê-la, do que resultaria ficar prejudicada a sua propagação. Se, pois, os Espíritos ainda não dizem tudo ostensivamente, não é porque haja na Doutrina mistérios em que só alguns privilegiados possam penetrar, nem porque eles coloquem a lâmpada debaixo do alqueire; é porque cada coisa tem de vir no momento oportuno. Eles dão a cada idéia tempo para amadurecer e propagar-se, antes que apresentem outra, e aos acontecimentos o de preparar a aceitação dessa outra.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXIV, itens 5 a 7.)

sábado, 18 de janeiro de 2020

Irmãos verdadeiros



«Então, é possível, que tenhamos raiva ou que tenhamos ódio, é possível, sem termos direito para isso. 

Porque o ódio que sentirmos ou a cólera que alimentemos recai sempre sobre nós, no sentido da doença, de abatimento, de aflição e só pode nos causar mal, já que deixamos, há muito tempo, a faixa da animalidade para entrarmos na faixa da razão. 

Somos criaturas humanas e por isso devíamos sentir a verdadeira fraternidade de uns para com os outros, sem possibilidade de nos odiarmos, porque os irmãos verdadeiros nunca se enraivecem, uns contra os outros.»
*****
Mensagem final do último capítulo de 'Além Do Tempo', narrada por Chico Xavier.






MENSAGEM DO ESE:

Transmissão de riqueza


O princípio, segundo o qual ele é apenas depositário da fortuna de que Deus lhe permite gozar durante a vida, tira ao homem o direito de transmiti-la aos seus descendentes?

O homem pode perfeitamente transmitir, por sua morte, aquilo de que gozou durante a vida, porque o efeito desse direito está subordinado sempre à vontade de Deus, que pode, quando quiser, impedir que aqueles descendentes gozem do que lhes foi transmitido. Não é outra a razão por que desmoronam fortunas que parecem solidamente constituídas. É, pois, impotente a vontade do homem para conservar nas mãos da sua descendência a fortuna que possua. Isso, entretanto, não o priva do direito de transmitir o empréstimo que recebeu de Deus, uma vez que Deus pode retirá-lo, quando o julgue oportuno. 

— São Luís. (Paris, 1860.)


(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 15.)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

SEMPRE A ESPERANÇA



Virtude excelente a esperança! Ela traz ao coração ares de renovação, é capaz de vencer a tristeza e vem acompanhada da alegria, que encontrou na gratidão mãos amigas para levantar a coragem e seguir adiante.

Sim, é preciso seguir adiante. Muitos estão felizes, motivados pela mudança de calendário, o que é muito natural, pois nos planejamos pelo tempo, que corre veloz. Tempo que pede continuidade de ações, providências, iniciativas.

Fácil não é, porque a caminhada apresenta surpresas, nem todas agradáveis. Surgem também motivos de melancolia, de tristeza, de lutas onde parece não conseguiremos vencer. Ocorrem separações dolorosas, perdas que consideramos irreparáveis, desafios intensos que provocam desânimos, cujos desdobramentos poderão ser expressivos, se não tivermos prudência e cuidados.

Mas a excelência da esperança renova as forças e muda os panoramas, para seguirmos a luta do aprendizado, das experiências – ainda que dolorosas – e nos apoiarmos em sua marcante presença.

Seja lá o que esteja você enfrentando nesse final de ano, com perspectivas difíceis para o ano que chega até nós na mudança de calendário, arme-se imensa coragem, sustentando-se na fé e na esperança, porque esses quadros passarão. São eles degraus de amadurecimento, são eles autênticos cursos de doutorados para que amadureçamos nas experiências que ainda necessitamos, por não termos consolidado em nós a lucidez da consciência que aprendeu a agir com coerência e bondade.

Afinal é lei da vida o amor e a solidariedade. Como ainda estamos egoístas, somos testados e desafiados a uma nova postura. O egoísmo nos escraviza, encobre a visão e pior nos torna insensíveis. Daí os perrenhos do cotidiano.

E se estamos bem conosco mesmo, que ótimo. Motivo a mais para usarmos a alegria, a gratidão e, claro, a esperança, para distribuir em abundância.
****
Orson Carrara 



MENSAGEM DO ESE:

Os falsos profetas da erraticidade

Os falsos profetas não se encontram unicamente entre os encarnados. Há-os também, e em muito maior número, entre os Espíritos orgulhosos que, aparentando amor e caridade, semeiam a desunião e retardam a obra de emancipação da Humanidade, lançando-lhe de través seus sistemas absurdos, depois de terem feito que seus médiuns os aceitem. E, para melhor fascinarem aqueles a quem desejam iludir, para darem mais peso às suas teorias, se apropriam sem escrúpulo de nomes que só com muito respeito os homens pronunciam.
São eles que espalham o fermento dos antagonismos entre os grupos, que os impelem a isolarem-se uns dos outros e a olharem-se com prevenção. Isso por si só bastaria para os desmascarar, pois, procedendo assim, são os primeiros a dar o mais formal desmentido às suas pretensões. 

Cegos, portanto, são os homens que se deixam cair em tão grosseiro embuste.

Mas, há muitos outros meios de serem reconhecidos. Espíritos da categoria em que eles dizem achar-se têm de ser não só muito bons, como também eminentemente racionais. Pois bem: passai-lhes os sistemas pelo crivo da razão e do bom senso e vede o que restará. Convinde, pois, comigo, em que, todas as vezes que um Espírito indica, como remédio aos males da Humanidade ou como meio de conseguir-se a sua transformação, coisas utópicas e impraticáveis, medidas pueris e ridículas; quando formula um sistema que as mais rudimentares noções da Ciência contradizem, não pode ser senão um Espírito ignorante e mentiroso.

Por outro lado, crede que, se nem sempre os indivíduos apreciam a verdade, esta é apreciada sempre pelo bom senso das massas, constituindo isso mais um critério. 

Se dois princípios se contradizem, achareis a medida do valor intrínseco de ambos, verificando qual dos dois encontra mais ecos e simpatias. Fora, com efeito, ilógico admitir-se que uma doutrina cujo número de adeptos diminua progressivamente seja mais verdadeira do que outra que veja o dos seus em continuo aumento. Querendo que a verdade chegue a todos, Deus não a confina num círculo acanhado: fá-la surgir em diferentes pontos, a fim de que por toda a parte a luz esteja ao lado das trevas.

Repeli sem condescendência todos esses Espíritos que se apresentam como conselheiros exclusivos, pregando a separação e o insulamento. São quase sempre Espíritos vaidosos e medíocres, que procuram impor-se a homens fracos e crédulos, prodigalizando-lhes exagerados louvores, a fim de os fascinar e de tê-los dominados. São, geralmente, Espíritos sequiosos de poder e que, déspotas públicos ou nos lares, quando vivos, ainda querem vitimas para tiranizar depois de terem morrido. Em geral, desconfiai das comunicações que trazem um caráter de misticismo e de singularidade, ou que prescrevem cerimônias e atos extravagantes. Há sempre, nesses casos, motivo legítimo de suspeição.

Estai certos, igualmente, de que quando uma verdade tem de ser revelada aos homens, é, por assim dizer, comunicada instantaneamente a todos os grupos sérios, que dispõem de médiuns também sérios, e não a tais ou quais, com exclusão dos outros. Nenhum médium é perfeito, se está obsidiado; e há manifesta obsessão quando um médium só é apto a receber comunicações de determinado Espírito, por mais alto que este procure colocar-se. Conseguintemente, todo médium e todo grupo que considerem privilégio seu receber as comunicações que obtêm e que, por outro lado, se submetem a práticas que tendem para a superstição, indubitavelmente se acham presas de uma obsessão bem caracterizada, sobretudo quando o Espírito dominador se pavoneia com um nome que todos, encarnados e desencarnados, devem honrar e respeitar e não permitir seja declinado a todo propósito.

É incontestável que, submetendo ao crivo da razão e da lógica todos os dados e todas as comunicações dos Espíritos, fácil se torna rejeitar a absurdidade e o erro. Pode um médium ser fascinado, e iludido um grupo; mas, a verificação severa a que procedam os outros grupos, a ciência adquirida, a alta autoridade moral dos diretores de grupos, as comunicações que os principais médiuns recebam, com um cunho de lógica e de autenticidade dos melhores Espíritos, justiçarão rapidamente esses ditados mentirosos e astuciosos, emanados de uma turba de Espíritos mistificadores ou maus. 

— Erasto, discípulo de São Paulo. (Paris, 1862.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXI, item 10.)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Futuro melhor



NÃO se desespere diante das dificuldades. 

Colhemos aquilo que plantamos.

 Somos escravos do ontem, mas somos donos de nosso amanhã.

 Se construiu um presente doloroso, fique alerta, para construir um futuro alegre, saudável, no qual possamos colher os frutos do amor e da felicidade sem limites. 

Faça o bem de todas as formas, para preparar um futuro melhor.
********
Minutos de Sabedoria



MENSAGEM DO ESE:

O sacrifício mais agradável a Deus

Se, portanto, quando fordes depor vossa oferenda no altar, vos lembrardes de que o vosso irmão tem qualquer coisa contra vós, — deixai a vossa dádiva junto ao altar e ide, antes, reconciliar-vos com o vosso irmão; depois, então, voltai a oferecê-la. — (S. MATEUS, cap. V, vv. 23 e 24.)

Quando diz: “Ide reconciliar-vos com o vosso irmão, antes de depordes a vossa oferenda no altar”, Jesus ensina que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o que o homem faça do seu próprio ressentimento; que, antes de se apresentar para ser por ele perdoado, precisa o homem haver perdoado e reparado o agravo que tenha feito a algum de seus irmãos. Só então a sua oferenda será bem aceita, porque virá de um coração expungido de todo e qualquer pensamento mau. Ele materializou o preceito, porque os judeus ofereciam sacrifícios materiais; cumpria--lhe conformar suas palavras aos usos ainda em voga. O cristão não oferece dons materiais, pois que espiritualizou o sacrifício. Com isso, porém, o preceito ainda mais força ganha. Ele oferece sua alma a Deus e essa alma tem de ser purificada. Entrando no templo do Senhor, deve ele deixar fora todo sentimento de ódio e de animosidade, todo mau pensamento contra seu irmão. Só então os anjos levarão sua prece aos pés do Eterno. Eis aí o que ensina Jesus por estas palavras: “Deixai a vossa oferenda junto do altar e ide primeiro reconciliar-vos com o vosso irmão, se quiserdes ser agradável ao Senhor.”

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 7 e 8.)

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

CONSIDERANDO A MEDIUNIDADE



A mediunidade terá surgido em ti por instrumento de espiritualização.

Procura melhorar o próprio discernimento, para que não hajas recebido, em vão, semelhante empréstimo da Espiritualidade Maior.

Há mediunidades e mediunidades. Em razão disso, temos aquelas que se caracterizam pelas provações regeneradoras que impõem e aquelas outras que se singularizam pelas realizações nobilitantes que podem efetuar.

Todas, porém, se identificam no Bem Eterno, quando se consagram ao bem dos semelhantes.

Em determinados lances da vida, a criatura renasce na Terra de alma arraigada à influência de entidades que ela própria desequilibrou, em existências passadas, e sofre longos processos obsessivos nos quais reconquistará a confiança e o amor dos parceiros menos felizes de outrora, ao preço de suas próprias renunciações. Vemos aí nossos irmãos de faculdades cativas a empeços restaurativos em que o médium se recuperará pelo sofrimento, a caminho de apostolados futuros.

Noutros distritos da evolução, anotamos a presença daqueles que se corporificam no mundo para o desempenho de encargos específicos, através dos recursos espirituais em ação. Por intermédio deles, os desencarnados se manifestam, colaborando a benefício dos irmãos encarnados na arena física.

Cada qual, não obstante possua recursos psíquicos indiscriminados, tem a sua esfera particular de serviço.

Na condição de intérpretes dos espíritos, esse fala, aquele coopera no ministério da cura, o outro escreve, aquele outro atende à missão do esclarecimento e do reconforto, entre os companheiros que sofrem no mundo ou fora dele.

Se te reconheces portador de talentos medianímicos, asserena a própria alma e dispõe-te a servir.

Estuda as próprias faculdades e aceita o lugar onde sejas mais útil.

Não disputes primazia, mas, ao invés disso, procura veementemente as oportunidades de ação que te propiciem o prazer de ajudar alguém.

Toda tarefa é importante.

O Sol ilumina a Terra, mas a terra não produz sem a fonte.

Trabalha e trabalha.

Serve e serve.

Os Mensageiros de Deus sabem como destacar os servidores de Deus.
*************
(De "No portal da Luz", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito de Emmanuel)





MENSAGEM DO ESE:

Desigualdade das riquezas

A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. É, alias, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. 

Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades.

Admitido isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos. Ainda aí está uma prova da sabedoria e da bondade de Deus. Dando-lhe o livre-arbítrio, quis ele que o homem chegasse, por experiência própria, a distinguir o bem do mal e que a prática do primeiro resultasse de seus esforços e da sua vontade. Não deve o homem ser conduzido fatalmente ao bem, nem ao mal, sem o que não mais fora senão instrumento passivo e irresponsável como os animais. A riqueza é um meio de o experimentar moralmente. 

Mas, como, ao mesmo tempo, é poderoso meio de ação para o progresso, não quer Deus que ela permaneça longo tempo improdutiva, pelo que incessantemente a desloca. Cada um tem de possuí-la, para se exercitar em utilizá-la e demonstrar que uso sabe fazer dela. Sendo, no entanto, materialmente impossível que todos a possuam ao mesmo tempo, e acontecendo, além disso, que, se todos a possuíssem, ninguém trabalharia, com o que o melhoramento do planeta ficaria comprometido, cada um a possui por sua vez. Assim, um que não na tem hoje, já a teve ou terá noutra existência; outro, que agora a tem, talvez não na tenha amanhã. Há ricos e pobres, porque sendo Deus justo, como é, a cada um prescreve trabalhar a seu turno. A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação; a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação.

Deploram-se, com razão, o péssimo uso que alguns fazem das suas riquezas, as ignóbeis paixões que a cobiça provoca, e pergunta-se: Deus será justo, dando-as a tais criaturas? E exato que, se o homem só tivesse uma única existência, nada justificaria semelhante repartição dos bens da Terra; se, entretanto, não tivermos em vista apenas a vida atual e, ao contrário, considerarmos o conjunto das existências, veremos que tudo se equilibra com justiça. Carece, pois, o pobre de motivo assim para acusar a Providência, como para invejar os ricos e estes para se glorificarem do que possuem. Se abusam, não será com decretos ou leis suntuárias que se remediará o mal. As leis podem, de momento, mudar o exterior, mas não logram mudar o coração; daí vem serem elas de duração efêmera e quase sempre seguidas de uma reação mais desenfreada. A origem do mal reside no egoísmo e no orgulho: os abusos de toda espécie cessarão quando os homens se regerem pela lei da caridade.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 8.)