segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

TALENTOS ENTERRADOS


Enterrar os talentos que a Vida te confia, não significa apenas guardar ciosamente os recursos amoedados de que dispões.

Quantos os que se fazem sovinas de sua capacidade intelectual, recusando-se a ensinar o que sabem!

Quantos os que - avaros da própria felicidade e alegria - privam as pessoas de sua convivência salutar, temerosos de que venham a ser incomodados por elas!

Mais do que aquilo que provisoriamente deténs, em tuas contas bancárias, és chamado a repartir com os outros os tesouros que acumulas no espírito.

Não te esqueças de que, na Parábola contada por Jesus, o talento que o homem se recusou a multiplicar lhe foi completamente subtraído.
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Amor e Sabedoria - Irmão José




MENSAGEM DO ESE:

Se fosse um homem de bem, teria morrido

Falando de um homem mau, que escapa de um perigo, costumais dizer: “Se fosse um homem bom, teria morrido.” Pois bem, assim falando, dizeis uma verdade, pois, com efeito, muito amiúde sucede dar Deus a um Espírito de progresso ainda incipiente prova mais longa, do que a um bom que, por prêmio do seu mérito, receberá a graça de ter tão curta quanto possível a sua provação. Por conseguinte, quando vos utilizais daquele axioma, não suspeitais de que proferis uma blasfêmia.

Se morre um homem de bem, cujo vizinho é mau homem, logo observais: “Antes fosse este.” Enunciais uma enormidade, porquanto aquele que parte concluiu a sua tarefa e o que fica talvez não haja principiado a sua. Por que, então, haveríeis de querer que ao mau faltasse tempo para terminá-la e que o outro permanecesse preso à gleba terrestre? Que diríeis se um prisioneiro, que cumpriu a sentença contra ele pronunciada, fosse conservado no cárcere, ao mesmo tempo que restituíssem à liberdade um que a esta não tivesse direito? Ficai sabendo que a verdadeira liberdade, para o Espírito, consiste no rompimento dos laços que o prendem ao corpo e que, enquanto vos achardes na Terra, estareis em cativeiro.

Habituai-vos a não censurar o que não podeis compreender e crede que Deus é justo em todas as coisas. Muitas vezes, o que vos parece um mal é um bem. Tão limitadas, no entanto, são as vossas faculdades, que o conjunto do grande todo não o apreendem os vossos sentidos obtusos. Esforçai-vos por sair, pelo pensamento, da vossa acanhada esfera e, à medida que vos elevardes, diminuirá para vós a importância da vida material que, nesse caso, se vos apresentará como simples incidente, no curso infinito da vossa existência espiritual, única existência verdadeira. 

— Fénelon. (Sens, 1861.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 22.)

domingo, 26 de janeiro de 2020

Prece em casa



Introduza a prece em casa, caso essa providência ainda não tenha sido tomada. A prece em casa é como a brisa leve, dúlcida e perfumada, desfazendo fétidos que se insinuam aqui ou ali.

A vibração da mente que ora tem o poder de iluminar consciência, de clarear discernimentos, trazendo solução para diversos problemas de difíceis aparências.

Quem ora no lar vai, aos poucos, sensibilizando as almas de todos, mesmo aquelas que, aborrecidas consigo mesmas, desforram na vida e nos outros, como se todos devessem suportar seus impulsos venenosos ou suas posturas de chumbo.
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Para Uso Diário - Espírito Joanes - Médium J. Raul Teixeira Prece em seu lar cap. 04

 

MENSAGEM DO ESE:

Os tormentos voluntários

Vive o homem incessantemente em busca da felicidade, que também incessantemente lhe foge, porque felicidade sem mescla não se encontra na Terra. Entretanto, mau grado às vicissitudes que formam o cortejo inevitável da vida terrena, poderia ele, pelo menos, gozar de relativa felicidade, se não a procurasse nas coisas perecíveis e sujeitas às mesmas vicissitudes, isto é, nos gozos materiais em vez de a procurar nos gozos da alma, que são um prelibar dos gozos celestes, imperecíveis; em vez de procurar a paz do coração, única felicidade real neste mundo, ele se mostra ávido de tudo que o agitará e turbará, e, coisa singular! o homem, como que de intento, cria para si tormentos que está nas suas mãos evitar.

Haverá maiores do que os que derivam da inveja e do ciúme? Para o invejoso e o ciumento, não há repouso; estão perpetuamente febricitantes. O que não têm e os outros possuem lhes causa insônias. 

Dão-lhes vertigem os êxitos de seus rivais; toda a emulação, para eles, se resume em eclipsar os que lhes estão próximos, toda a alegria em excitar, nos que se lhes assemelham pela insensatez, a raiva do ciúme que os devora. Pobres insensatos, com efeito, que não imaginam sequer que, amanhã talvez, terão de largar todas essas frioleiras cuja cobiça lhes envenena a vida! 

Não é a eles, decerto, que se aplicam estas palavras: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados”, visto que as suas preocupações não são aquelas que têm no céu as compensações merecidas.

Que de tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem, que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é. Esse é sempre rico, porquanto, se olha para baixo de si e não para, cima, vê sempre criaturas que têm menos do que ele. É calmo, porque não cria para si necessidades quiméricas. E não será uma felicidade a calma, em meio das tempestades da vida? 

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— Fénelon. (Lião, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 23.)

sábado, 25 de janeiro de 2020

Perto de nós


Ama o Lugar em que a Divina providência te situa.

Distribui simpatia e bondade para com todos aqueles que te desfrutam a convivência.

Aproveita as tuas oportunidades de trabalho.

Na Terra, chega sempre um instante no qual reconhecemos que os afetos mais queridos e as situações mais valiosas estiveram sempre perto de nós.
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Emmanuel
Chico Xavier




MENSAGEM DO ESE:

A fé humana e a divina

No homem, a fé é o sentimento inato de seus destinos futuros; é a consciência que ele tem das faculdades imensas depositadas em gérmen no seu íntimo, a princípio em estado latente, e que lhe cumpre fazer que desabrochem e cresçam pela ação da sua vontade.

Até ao presente, a fé não foi compreendida senão pelo lado religioso, porque o Cristo a exalçou como poderosa alavanca e porque o têm considerado apenas como chefe de uma religião. Entretanto, o Cristo, que operou milagres materiais, mostrou, por esses milagres mesmos, o que pode o homem, quando tem fé, isto é, a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode obter satisfação. Também os apóstolos não operaram milagres, seguindo-lhe o exemplo? Ora, que eram esses milagres, senão efeitos naturais, cujas causas os homens de então desconheciam, mas que, hoje, em grande parte se explicam e que pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo se tornarão completamente compreensíveis?

A fé é humana ou divina, conforme o homem aplica suas faculdades à satisfação das necessidades terrenas, ou das suas aspirações celestiais e futuras. O homem de gênio, que se lança à realização de algum grande empreendimento, triunfa, se tem fé, porque sente em si que pode e há de chegar ao fim colimado, certeza que lhe faculta imensa força. O homem de bem que, crente em seu futuro celeste, deseja encher de belas e nobres ações a sua existência, haure na sua fé, na certeza da felicidade que o espera, a força necessária, e ainda aí se operam milagres de caridade, de devotamento e de abnegação. Enfim, com a fé, não há maus pendures que se não chegue a vencer.

O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres.

Repito: a fé é humana e divina. Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem pôr a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o a que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas. 

Um Espírito Protetor. (Paris, 1863.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIX, item 12.)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

DIAS IMPREVISÍVEIS



Mente – vida; paz – vitalidade da mente. Aquele que trabalha os filões sublimes da fonte mental desenvolve a vida e fá-la crescer até que, adornada de paz, glorifica a vida.

Antes do amor não existia a vida, porque Deus é amor. Sem paz não se vencem os óbices que surgem na conquista da vida.

Tenhamos a paz como valioso tesouro que nos compete guardar com sacrifício e zelo. Resguardemo-la, todavia, em nós de tal modo que os ladrões do desespero não n’a possam tomar, quando visitarem o domicílio de nossa alma.

Realizada a paz interior não há como temer dias imprevisíveis, porque ao conquistar o hoje tranquilo, o amanhã será reflexo dessa realização em caráter de perenidade.

Quem deseje integração no espírito da vida realize disciplina de hábitos e costumes e comande a razão para desfrutar de paz.
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Livro: Poemas de Paz
Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Simbá
LEAL – Livraria Espírita Alvorada Editora





MENSAGEM DO ESE:

O jugo leve

Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo. (S. MATEUS, cap. XI, vv. 28 a 30.)

Todos os sofrimentos: misérias, decepções, dores físicas, perda de seres amados, encontram consolação em a fé no futuro, em a confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens. Sobre aquele que, ao contrário, nada espera após esta vida, ou que simplesmente duvida, as aflições caem com todo o seu peso e nenhuma esperança lhe mitiga o amargor. Foi isso que levou Jesus a dizer: “Vinde a mim todos vós que estais fatigados, que eu vos aliviarei.”

Entretanto, faz depender de uma condição a sua assistência e a felicidade que promete aos aflitos. Essa condição está na lei por ele ensinada. Seu jugo é a observância dessa lei; mas, esse jugo é leve e a lei é suave, pois que apenas impõe, como dever, o amor e a caridade.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VI, itens 1 e 2.)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Para vencer a adversidade



Sempre é tempo de recomeçar e, para isso, reconheça que na sua base interior já está a força de que precisa, a vibração superior, a inspiração querendo desabrochar e lhe dar apoio; estão a solução e o conforto que você quer.

Deixe as suas forças internas atuarem livres, sem temor; faça uma reflexão, desperte a confiança em si, creia em melhorias e alcance o equilíbrio e a paz.

Quanto mais você usar de positividade e ânimo, mais isto acontece.

A solução para vencer a adversidade é lutar com calma, coragem e fé.
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Lourival Lopes
Extraído de "Otimismo todo dia"


MENSAGEM DO ESE:

Será repreensível notarem-se as imperfeições dos outros, quando daí nenhum proveito possa resultar para eles, uma vez que não sejam divulgadas?

Tudo depende da intenção. Decerto, a ninguém é defeso ver o mal, quando ele existe. Fora mesmo inconveniente ver em toda a parte só o bem. Semelhante ilusão prejudicaria o progresso. O erro está no fazer-se que a observação redunde em detrimento do próximo, desacreditando-o, sem necessidade, na opinião geral. Igualmente repreensível seria fazê-lo alguém apenas para dar expansão a um sentimento de malevolência e à satisfação de apanhar os outros em falta. Dá-se inteiramente o contrário quando, estendendo sobre o mal um véu, para que o público não o veja, aquele que note os defeitos do próximo o faça em seu proveito pessoal, isto é, para se exercitar em evitar o que reprova nos outros. Essa observação, em suma, não é proveitosa ao moralista? Como pintaria ele os defeitos humanos, se não estudasse os modelos? 

— S. Luís. (Paris, 1860.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 20.)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Paz Íntima


Guarda sempre: 

A confiança em Deus em ti mesmo. 
A consciência tranqüila. 
O tempo ocupado no melhor a fazer. 
A palavra construtiva. 
A oração com trabalho. 
A esperança em serviço. 
A paciência operosa. 
A opinião desapaixonada. 
A bênção da compreensão. 
A participação no progresso de todos. 
A atitude compassiva. 
A verdade iluminada de amor. 
O esquecimento do mal. 
A fidelidade aos compromissos assumidos. 
O perdão incondicional das ofensas. 
O devotamento ao estudo. 
O gesto de simpatia. 
O sorriso de encorajamento. 
O auxílio espontâneo ao próximo. 
A simplicidade nos hábitos. 
O espírito de renovação. 
O culto da tolerância. 
A coragem de olvidar-se para servir. 
A perseverança no bem.


Conservemos semelhantes traços pessoais, na experiência do dia-a-dia, e adquiriremos a ciência da paz íntima com o privilégio de encontrar a felicidade pelo trabalho, no clima do amor.
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Autor: André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier



MENSAGEM DO ESE:

O dever

O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros. O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados. Quero aqui falar apenas do dever moral e não do dever que as profissões impõem.

Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as atrações do interesse e do coração. Não têm testemunhas as suas vitórias e não estão sujeitas à repressão suas derrotas. O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre-arbítrio. O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e sustenta; mas, muitas vezes, mostra-se impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; como determiná-lo, porém, com exatidão? Onde começa ele? onde termina? O dever principia, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.

Deus criou todos os homens iguais para a dor. Pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelas mesmas causas, a fim de que cada um julgue em sã consciência o mal que pode fazer. Com relação ao bem, infinitamente vário nas suas expressões, não é o mesmo o critério. A igualdade em face da dor é uma sublime providência de Deus, que quer que todos os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não pratiquem o mal, alegando ignorância de seus efeitos.

O dever é o resumo prático de todas as especulações morais; é uma bravura da alma que enfrenta as angústias da luta; é austero e brando; pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, conserva-se inflexível diante das suas tentações.

homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo. É a um tempo juiz e escravo em causa própria.

O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho. O homem tem de amar o dever, não porque preserve de males a vida, males aos quais a Humanidade não pode subtrair-se, mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.

O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da sua obra resplandeça a seus próprios olhos. 

— Lázaro. (Paris, 1863.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 7.)

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

VALOR DA ALEGRIA


A alegria sustenta o bem-estar físico e propõe um entusiasmo na mesma dinâmica.

Não obstante, carece de ser purificada dia a dia, para não nos trazer aborrecimentos.

Ela converge de pontos sensíveis, de alta sintonia com coisas e fatos que apreciamos.

A temática da nossa conversa será júbilo cristão, se nos esforçarmos para que ele floresça com toda a sua gama de bem-estar no coração dos homens.

A satisfação natural e pura nasce na alma, sob as mesmas leis da lavoura no mundo.

A semente tem de ser entregue à terra fértil e tratada nos momentos adequados.

A irrigação requer cuidados permanentes da vigilância, companheira inseparável.

Assim, os bons pensamentos somente despontam nos horizontes da mente, no regime de grandes esforços e ingentes sacrifícios, porém, compensam o trabalho de saneamento, pois luta nenhuma, principalmente no bem, ficará em vão.

A natureza nos responderá com as qualidades de frutas inerentes às sementes que plantamos, obedecendo à lei da justiça.

O amor é como um presente de Deus às criaturas, é uma luz inextinguível que interliga todos os espíritos, senão mundos e fluidos em um cântico de alegria.

A mente é a matriz que dá forma aos sentimentos em um plano mais rarefeito.

Depois, a razão aprovará ou não as ideias que deverão ser executadas, materializadas no mundo das formas concretas.

As que não são aprovadas pelo senso são jogadas em canais excretores, ou marginalizadas em alguma área mental desprevenida.

esperando oportunidades de ressurgir.

Foi nesses termos que Jesus aconselhou seus discípulos a orar.

mas que também não se esquecessem de vigiar.

O homem inteligente, na expressão reta da palavra, mesmo que cometa alguns enganos, ou que seja influenciado por sugestões inferiores, incompatíveis com o ambiente evangélico, nunca deixa de se esforçar para sair dessas amarras da ignorância, pois é nesses impulsos santos que lhe vem a ajuda dos benfeitores maiores.

A mente é uma caneta divina, com substâncias superiores em um automatismo sem precedentes, regida pela alma, que escreve, sem cessar, no livro da consciência.

Se escrevemos coisas fora da lei, somente a borracha, talvez de milénios, tem o poder mágico de limpar.

O aprazimento puro do espírito depende da sua conexão com as normas do Criador, pois não existe alegria verdadeira sem paz na consciência.

Não podemos enflorar ninguém com os dignos ideais, se não harmonizarmos, primeiramente, nossos sentimentos e obras.

A educação da mente é a nota chave que devemos tirar na harpa do instrumento sagrado.

Ainda poderemos comparar nossos sentimentos a potros bravios que devem ser adestrados, e o trabalho é nosso.

O valor da alegria, digna de ser chamada deste nome, é desconhecido ainda pêlos homens.

É o melhor medicamento para todas as enfermidades, é a melhor companheira dos sofredores, é uma grande solução para todos os problemas, pois ela aciona recursos onde quer que seja, para tudo que nos possa ser útil, até mesmo em dimensões espirituais que não percebemos.

E como adquiri-la? É aí que estamos tentando ajudar-vos.

Nada no mundo nos é dado sem esforço próprio, e todo trabalho tem seu correspondente.

Esse estado de alma é adquirido.

– 24 – Plantai-o bem em todas as direções em que andais, porque de todas partem ramificações de alegria que, algum dia, se tornarão em um todo nucleado as qualidades requeridas pela vida direcionadas para a felicidade.

Concentrai-vos na alegria quando estiverdes falando a alguém.

Vibrai na alegria quando estiverdes lendo coisas educativas para os outros.

Pensai com alegria na saúde dos que sofrem, que ela, essa companheira celestial, começará a fazer parte da vossa vida.
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Horizontes da Mente 
Miramez 



MENSAGEM DO ESE:.

Será lícito abreviar a vida de um doente que sofra sem esperança de cura?

– Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústias, apressando-se-lhe o fim?


Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem até à borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar idéias diversas das que tinha? 

Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A Ciência não se terá enganado nunca em suas previsões?


Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades! Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento.


O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas; o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento. Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro. 

— São Luís. (Paris, 1860.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo)