segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

O QUE É SER ESPÍRITA



Ser espírita é, em primeiro lugar, praticar os ensinamentos de Jesus e não apenas acreditar nele. O espírita deve seguir principalmente o ensinamento de Jesus que diz: “Amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo a ti mesmo”. O espírita deve ter como objetivo amar a Deus e amar seu próximo, independente do que lhe ocorra.

Ser espírita não é apenas acreditar em espíritos, acreditar em mediunidade, acreditar em fenômenos inexplicados. Ser espírita é principalmente acreditar em Deus, na essência da vida, no espírito eterno e imortal que somos e procurar expressar tudo isso em sua vida prática.

Ser espírita é procurar ser melhor a cada dia. É fazer o bem sem olhar a quem. É dar sem esperar receber em troca. É entender o outro e se colocar em seu lugar.

Ser espírita é aceitar suas imperfeições; aceitar nossos defeitos; aceitar nossas limitações; aceitar que ainda temos muito o que aprender. Ser espírita é, tal como disse Jesus, se fazer inocente como as crianças. É aceitar que não sabemos tudo, que não somos os donos da verdade e que não somos melhores do que ninguém.

Ser espírita é entender que nossa religião não é melhor do que qualquer outra, mas sim que qualquer religião é boa desde que faça a pessoa melhor. Não importa a religião que a pessoa segue, importa apenas ela saber aproveitar os ensinamentos religiosos para evoluir e se elevar.

Ser espírita é não tentar convencer os outros a serem espíritas ou a aceitarem seus princípios, mas sim respeitar a fé de cada e o grau de consciência que a pessoa se encontra. O verdadeiro espírita não cultiva dogmas ou verdades prontas, mas mantém sua mente e seu coração abertos, além de não idolatrar ou cultuar a personalidade de ninguém.

Ser espírita é não ficar segregando os outros; não ficar dividindo o movimento entre espíritas ortodoxos e espíritas liberais; não ficar impondo sua própria visão do que seja o Espiritismo. O espírita que fica tentando impor o que é e o que não é o Espiritismo ainda não entendeu a essência da doutrina.

Ser espírita é admitir que o Espiritismo pode ser entendido e vivenciado de diversas formas, respeitando a individualidade de cada um, sem imposições, sem censuras e sem proibições de nenhum tipo.

Ser espírita é não julgar, não rotular, não tentar encaixar o outro em padrões pessoais de certo e errado. É deixar o outro ser como quiser ser. O espírita não condena antes da hora e não fala sem conhecer.

Ser espírita é não mentir, não dissimular, não manipular e nem tentar controlar o outro de acordo com sua vontade.

Ser espírita é ter humildade, é cultivar a compreensão com todos. é responder com amor mesmo àqueles que nos fazem mal, é respeitar cada ser da criação, por menor que seja, é ser compassivo com todos, pacífico em cada ato, puro de coração e sincero em suas ações. Ser espírita é despertar a equanimidade e ser livre, totalmente livre de qualquer prisão mental e emocional.
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Autor: Hugo Lapa
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FORMATAÇÃO E PESQUISA: Milter – 02-02-2020




MENSAGEM DO ESE:

Bem e mal sofrer

Quando o Cristo disse: “Bem-aventurados os aflitos, o reino dos céus lhes pertence”, não se referia de modo geral aos que sofrem, visto que sofrem todos os que se encontram na Terra, quer ocupem tronos, quer jazam sobre a palha. Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. O desânimo é uma falta.

Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecê-la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.

O militar que não é mandado para as linhas de fogo fica descontente, porque o repouso no campo nenhuma ascensão de posto lhe faculta. Sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enervaria e se entorpeceria a vossa alma. 

Alegrai-vos, quando Deus vos enviar para a luta. Não consiste esta no fogo da batalha, mas nos amargores da vida, onde, às vezes, de mais coragem se há mister do que num combate sangrento, porquanto não é raro que aquele que se mantém firme em presença do inimigo fraqueje nas tenazes de uma pena moral. Nenhuma recompensa obtém o homem por essa espécie de coragem; mas, Deus lhe reserva palmas de vitória e uma situação gloriosa. Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e, quando houverdes conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, dizei, de vós para convosco, cheio de justa satisfação: “Fui o mais forte.”

Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem-aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá o repouso. 

— Lacordaire. (Havre, 1863.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 18.)

domingo, 2 de fevereiro de 2020

PESSOAS IRRITANTES E EGOÍSTAS


Quantas vezes queremos ser bons e amáveis, e vemos destruídos nossos propósitos de virtude.

Mas ser bom com quem é bom não é vantagem.

O heroísmo consiste, justamente, em ser bom com que é mau.

Em permanecer calmo diante das pessoas irritantes.

Em ser generoso com as pessoas egoístas.

Procure chegar a esse ponto e demonstre, com o exemplo, que você sabe ser bom.
💐💐💐💐💐💐💐💐💐
Livro: Minutos de Sabedoria
C. Torres Pastorino
Editora Vozes



MENSAGEM DO ESE:

A lei de amor

O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra — amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual.

 Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.

Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. É então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes.

— Lázaro. (Paris, 1862.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI, item 8.)

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Um Lugar Solitário



(...)

O homem imediatista não se dá conta da sua impermanência existencial, porque vive 

momentos que sucedem outros, sem excogitar do programa real, mediato, que é a vida em si mesma. 

Vagueando pelas paisagens da sensação, é fisiológico, brutalizado, gozador, descomprometido com o trabalho e a ordem, que o desagradam. 

Quando se alcança o nível espiritual da existência humana, as aspirações se elevam aos graus da emoção superior e alterações no comportamento erguem às cumeadas da alegria, da ventura. 

A humanidade natural nele floresce e o desinteresse pelas ilusões e seus famanazes é espontâneo, ficando rico de jubilo, sem sinais de apego ou rumores de lamentações. 

Jesus veio a fim de despertar os seres humanos para o encontro de si mesmos, a conquista das ilimitadas paisagens do belo, do Espírito, da imortalidade. 

Aqueles, porém, como ainda se encontra, dormindo sob as couraças da indiferença, dos desejos infrenes, do personalismo, da violência. 

Era necessário golpear-lhes o envoltório até retirá-los, para que pudessem considerar a 
realidade e compreender o que ainda não descobriram. 

Ele então curava as suas malezas, atendia as suas necessidades, crescia aos seus olhos e 
passava a ser considerado, porém enquanto lhe interessava, pois que, na Sua aflição, 
testemunho e doação, Ele foi deixado a sós, até pelos o amavam... 

Assim, naquela oportunidade, após pregar, ministrando a terapia preventiva, ele curou por toda Galiléia e expulsou os Espíritos perturbadores que atenazavam os seus companheiros afins. 

O deslumbramento das multidões seguia-O em pós e cada vez maior número daqueles que recorriam à Sua ajuda. 

Sempre haverá dores e mazelas nas multidões, enquanto perdurarem as paixões 
desencadeadoras. 

Somente a transformação íntima do ser constituir-lhe-á recursos de impeditivo para a instalação das matrizes do sofrimento no corpo sutil do Espírito. Esse esforço desafiador lentamente nasce e se desenvolve à medida que a própria dor lapida o egoísmo e dilacera as paixões dissolventes em dominação arbitrária. 

Enquanto luz a esperança e a multidão estruge qual mar violento nas praias, é necessário recorrer a lugares solitários para falar a Deus, ouvi-lo e adquirir forças para falar e escutá-las às criaturas humanas. 
💐💐💐💐💐💐💐💐💐💐
DIVALDO PEREIRA FRANCO 
ATÉ O FIM DOS TEMPOS 
PELO ESPÍRITO DE 
AMÉLIA RODRIGUES




MENSAGEM DO ESE:

Beneficência exclusiva

É acertada a beneficência, quando praticada exclusivamente entre pessoas da mesma opinião, da mesma crença, ou do mesmo partido?

Não, porquanto precisamente o espírito de seita e de partido é que precisa ser abolido, visto que são irmãos todos os homens. O verdadeiro cristão vê somente irmãos em seus semelhantes e não procura saber, antes de socorrer o necessitado, qual a sua crença, ou a sua opinião, seja sobre o que for. 

Obedeceria o cristão, porventura, ao preceito de Jesus-Cristo, segundo o qual devemos amar os nossos inimigos, se repelisse o desgraçado, por professar uma crença diferente da sua? Socorra-o, portanto, sem lhe pedir contas à consciência, pois, se for um inimigo da religião, esse será o meio de conseguir que ele a ame; repelindo-o, faria que a odiasse. 

— S. Luís. (Paris, 1860.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 20.)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

MANTER AS APARÊNCIAS


O homem atavia-se de quinquilharias e fatuidades, embaraçando-se, depois, de tal forma, que torna o supérfluo indispensável, afadigando-se até a exaustão para manter a aparência que é perfeitamente dispensável.

A escada que conduz à perfeição tem, no entanto, as suas bases fincadas no mundo, cujos degraus devem ser conquistados, passo a passo, com segurança.

Viver pois, no mundo, com probidade, parcimônia e liberdade, deve ser a conduta natural, a fim de que se possa deixá-lo quando chamado ao retorno, sem angústia, nem saudades, nem desesperação.
💐💐💐💐💐💐💐💐💐💐💐
Livro: Vigilância
Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis
LEAL – Livraria Espírita Alvorada Editora





MENSAGEM DO ESE:

Ação da prece. Transmissão do pensamento (II)

Se em duas partes se dividirem os males da vida, uma constituída dos que o homem não pode evitar e a outra das tribulações de que ele se constituiu a causa primária, pela sua incúria ou por seus excessos (cap. V, nº 4), ver-se-á que a segunda, em quantidade, excede de muito à primeira. Faz-se, portanto, evidente que o homem é o autor da maior parte das suas aflições, às quais se pouparia, se sempre obrasse com sabedoria e prudência.

Não menos certo é que todas essas misérias resultam das nossas infrações às leis de Deus e que, se as observássemos pontualmente, seríamos inteiramente ditosos. Se não ultrapassássemos o limite do necessário, na satisfação das nossas necessidades, não apanharíamos as enfermidades que resultam dos excessos, nem experimentaríamos as vicissitudes que as doenças acarretam. Se puséssemos freio à nossa ambição, não teríamos de temer a ruína; se não quiséssemos subir mais alto do que podemos, não teríamos de recear a queda; se fôssemos humildes, não sofreríamos as decepções do orgulho abatido; se praticássemos a lei de caridade, não seríamos maldizentes, nem invejosos, nem ciosos, e evitaríamos as disputas e dissensões; se mal a ninguém fizéssemos, não houvéramos de temer as vinganças, etc.

Admitamos que o homem nada possa com relação aos outros males; que toda prece lhe seja inútil para livrar-se deles; já não seria muito o ter a possibilidade de ficar isento de todos os que decorrem da sua maneira de proceder? Ora, aqui, facilmente se concebe a ação da prece, visto ter por efeito atrair a salutar inspiração dos Espíritos bons, granjear deles força para resistir aos maus pensamentos, cuja realização nos pode ser funesta. Nesse caso, o que eles fazem não é afastar de nós o mal, porém, sim, desviar-nos a nós do mau pensamento que nos pode causar dano; eles em nada obstam ao cumprimento dos decretos de Deus, nem suspendem o curso das leis da Natureza; apenas evitam que as infrinjamos, dirigindo o nosso livre-arbítrio. Agem, contudo, à nossa revelia, de maneira imperceptível, para nos não subjugar a vontade. O homem se acha então na posição de um que solicita bons conselhos e os põe em prática, mas conservando a liberdade de segui-los, ou não. Quer Deus que seja assim, para que aquele tenha a responsabilidade dos seus atos e o mérito da escolha entre o bem e o mal. É isso o que o homem pode estar sempre certo de receber, se o pedir com fervor, sendo, pois, a isso que se podem sobretudo aplicar estas palavras: “Pedi e obtereis.”

Mesmo com sua eficácia reduzida a essas proporções, já não traria a prece resultados imensos? Ao Espiritismo fora reservado provar-nos a sua ação, com o nos revelar as relações existentes entre o mundo corpóreo e o mundo espiritual.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVII, item 12.)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Deus te pede


Não espere dos outros aplausos e elogios.

Busca, acima de tudo, a paz de consciência.

Nada vale por fora o que trazes por dentro.

Cumpre o próprio dever, ignorando o resto.

As maiores vitórias são as do mundo íntimo.

Deus te pede somente que faças o melhor.
💐💐💐💐💐💐💐💐💐💐
Irmão José 
(psic. Carlos Baccelli)
Obra: Pão da alma



MENSAGEM DO ESE:

Bem-aventurados os aflitos. Justiça das aflições

Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. — Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados. — Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, vv. 5, 6 e 10.)

Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o reino dos céus. — Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. — Ditosos sois, vós que agora chorais, porque rireis. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 20 e 21.)

Mas, ai de vós, ricos que tendes no mundo a vossa consolação. — Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome. Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 24 e 25.)

Somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. Sem a certeza do futuro, estas máximas seriam um contra-senso; mais ainda: seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a conveniência de sofrer para ser feliz. É, dizem, para se ter maior mérito. Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições?

 Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus. Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos.


(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, itens 1 a 3.)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

ESQUEMA DE LUZ


Não chores. Trabalha sempre.
Não condenes. Abençoa.
Não te revoltes. Perdoa.
Cultiva o amor fraternal.
Não te detenhas. Prossegue.
Não reclames. Confia.
Busca a celeste alegria
Doando o Bem pelo Mal.
Não te lastimes. Espera.
Não combatas. Colabora.
Serve e serve, hora por hora
No ideal que conduz.
E encontraremos mais cedo,
No amor unido à verdade,
A luz da felicidade
Em nosso esquema de luz.
💐💐💐💐💐💐💐
Espírito: MARIA DOLORES
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: “A Vida Conta” – Edição C.E.U.





MENSAGEM DO ESE:

Dom de curar

Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido. (S. MATEUS, cap. X, v. 8.)

“Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido”, diz Jesus a seus discípulos. Com essa recomendação, prescreve que ninguém se faça pagar daquilo por que nada pagou. Ora, o que eles haviam recebido gratuitamente era a faculdade de curar os doentes e de expulsar os demônios, isto é, os maus Espíritos. Esse dom Deus lhes dera gratuitamente, para alívio dos que sofrem e como meio de propagação da fé; Jesus, pois, recomendava-lhes que não fizessem dele objeto de comércio, nem de especulação, nem meio de vida.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVI, itens 1 e 2.)

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

TOLERÂNCIA


Vive a tolerância na base de todo o progresso efetivo. 

As peças de qualquer máquina suportam-se umas às outras para que surja essa ou aquela produção de benefícios determinados. 

Todas as bênçãos da Natureza constituem larga seqüência de manifestações da abençoada virtude que inspira a verdadeira fraternidade. 

Tolerância, porém, não é conceito de Superfície. 

É reflexo vivo da compreensão que nasce, límpida, na fonte da alma, plasmando a esperança, a paciência e o perdão com esquecimento de todo o mal. 

Pedir que os outros pensem com a nossa cabeça seria exigir que o mundo se adaptasse aos nossos caprichos, quando é nossa obrigação adaptar-nos, com dignidade, ao mundo, dentro da firme disposição de ajudá-lo. 

A Providência Divina reflete, em toda parte, a tolerância sábia e ativa. 

Deus não reclama da semente a produção imediata da espécie a que corresponde. 

Dá-lhe tempo para germinar, crescer, florir e frutificar. 

Não solicita do regato improvisada integração com o mar que o espera. 

Dá-lhe caminhos no solo, ofertando-lhe o tempo necessário à superação da marcha. 

Assim também, de alma para alma, é imperioso não tenhamos qualquer 
atitude de violência. 

A brutalidade do homem impulsivo e a irritação do enfermo deseducado, tanto quanto a garra no animal e o espinho na roseira, representam indícios naturais da condição evolutiva em que se encontram. 

O por ódio ao ódio é operar a destruição. 

O autor de qualquer injúria invoca o mal para si mesmo. 

Em vista disso, o mal só é realmente mal para quem o pratica. 

Revidá-lo na base de inconsequência  em que se expressa é assimilar-lhe o veneno.

É imprescindível tratar a ignorância com o carinho medicamentoso que dispensamos ao tratamento de uma chaga, porquanto  golpear a ferida, sem caridade, será o mesmo que converter a moléstia curável num aleijão sem remédio. 

A tolerância, por esse motivo, é, acima de tudo, completo esquecimento de todo o mal, com serviço incessante no bem. 

Quem com os lábios repete palavras de perdão, de maneira constante, demonstra acalentar a volúpia da mágoa com que se acomoda perdendo tempo. 

Perdoar é olvidar a sombra, buscando a luz. 

Não é dobrar joelhos ou escalar galerias de superioridade mendaz, teatralizando os impulsos do coração, mas sim persistir no trabalho renovador, criando o bem e a harmonia, pelos quais aqueles que não nos entendam, de pronto, nos observem com diversa interpretação, compreendendo-nos o idioma inarticulado do exemplo. 

Oferece-nos o Crísto o modelo da tolerância ideal, em regressando do túmulo ao encontro dos aprendizes desapontados. 

Longe de reportar-se à deserção de Pedro ou àfraqueza de Judas, para dizer com a boca que os desculpava, refere-se ao serviço da redenção, induzindo-os a recomeçar o apostolado do bem eterno. 

Tolerar é refletir o entendimento fraterno, e o perdão será sempre profilaxia segura, garantindo, onde estiver, saúde e paz, renovação e segurança.
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Emmanuel 
Chico Xavier 



MENSAGEM DO ESE:

Parábola da figueira que secou

Quando saíam de Betânia, ele teve fome; e, vendo ao longe uma figueira, para ela encaminhou-se, a ver se acharia alguma coisa; tendo-se, porém, aproximado, só achou folhas, visto não ser tempo de figos. Então, disse Jesus à figueira: Que ninguém coma de ti fruto algum, o que seus discípulos ouviram. — No dia seguinte, ao passarem pela figueira, viram que secara até à raiz. — Pedro, lembrando-se do que dissera Jesus, disse: Mestre, olha como secou a figueira que tu amaldiçoaste. — Jesus, tomando a palavra, lhes disse: Tende fé em Deus. — Digo-vos, em verdade, que aquele que disser a esta montanha: Tira-te daí e lança-te ao mar, mas sem hesitar no seu coração, crente, ao contrário, firmemente, de que tudo o que houver dito acontecerá, verá que, com efeito, acontece. (S. MARCOS, cap. XI, vv. 12 a 14 e 20 a 23.)

A figueira que secou é o símbolo dos que apenas aparentam propensão para o bem, mas que, em realidade, nada de bom produzem; dos oradores que mais brilho têm do que solidez, cujas palavras trazem superficial verniz, de sorte que agradam aos ouvidos, sem que, entretanto, revelem, quando perscrutadas, algo de substancial para os corações. É de perguntar-se que proveito tiraram delas os que as escutaram.
Simboliza também todos aqueles que, tendo meios de ser úteis, não o são; todas as utopias, todos os sistemas ocos, todas as doutrinas carentes de base sólida. O que as mais das vezes falta é a verdadeira fé, a fé produtiva, a fé que abala as fibras do coração, a fé, numa palavra, que transporta montanhas. São árvores cobertas de folhas porém, baldas de frutos. Por isso é que Jesus as condena à esterilidade, porquanto dia virá em que se acharão secas até à raiz. Quer dizer que todos os sistemas, todas as doutrinas que nenhum bem para a Humanidade houverem produzido, cairão reduzidas a nada; que todos os homens deliberadamente inúteis, por não terem posto em ação os recursos que traziam consigo, serão tratados como a figueira que secou.

Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos; suprem, nestes últimos, a falta de órgãos materiais pelos quais transmitam suas instruções. Daí vem o serem dotados de faculdades para esse efeito. Nos tempos atuais, de renovação social, cabe-lhes uma missão especialíssima; são árvores destinadas a fornecer alimento espiritual a seus irmãos; multiplicam-se em número, para que abunde o alimento; há-os por toda a parte, em todos os países em todas as classes da sociedade, entre os ricos e os pobres, entre os grandes e os pequenos, a fim de que em nenhum ponto faltem e a fim de ficar demonstrado aos homens que todos são chamados. Se porém, eles desviam do objetivo providencial a preciosa faculdade que lhes foi concedida, se a empregam em coisas fúteis ou prejudiciais, se a põem a serviço dos interesses mundanos, se em vez de frutos sazonados dão maus frutos se se recusam a utilizá-la em benefício dos outros, se nenhum proveito tiram dela para si mesmos, melhorando-se, são quais a figueira estéril. Deus lhes retirará um dom que se tornou inútil neles: a semente que não sabem fazer que frutifique, e consentirá que se tornem presas dos Espíritos maus.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIX, itens 8 a 10.)