terça-feira, 3 de março de 2020

Irmão, faze:


        de cada ensinamento que recebes uma instrução do Plano Superior;

        de cada tarefa, por mínima que seja, uma realização em que deixes os melhores sinais de tua presença;

        de cada conversão, um entendimento construtivo;

        de cada conversação, um mensageiro de tua cooperação, no levantamento da felicidade geral;

        de cada relação nova, uma sementeira de bênçãos;

        de cada necessitado, um irmão que te espera o auxílio, em nome da Divina Paternidade;

        de cada desapontamento, um teste de compreensão;

        de cada experiência, um ensejo de aprender;

        de cada hora, uma oportunidade de servir...

        Companheiro da Terra, és o viajor em trânsito na hospedaria do mundo!... Guarda o coração e a consciência, na prática do bem, de tal modo, que possas receber, com o despertar de cada manhã, um novo renascimento na casa física e, no descanso de cada noite, um ensaio de regresso tranquilo ao teu lar verdadeiro, na Vida Espiritual.
💐💐💐💐💐💐💐
AlbinoTeixeira
(De “Caminho Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos)



MENSAGEM DO ESE:

Os últimos serão os primeiros (II)

Jesus gostava da simplicidade dos símbolos e, na sua linguagem máscula, os obreiros que chegaram na primeira hora são os profetas, Moisés e todos os iniciadores que marcaram as etapas do progresso, as quais continuaram a ser assinaladas através dos séculos pelos apóstolos, pelos mártires, pelos Pais da Igreja, pelos sábios, pelos filósofos e, finalmente, pelos espíritas. Estes, que por último vieram, foram anunciados e preditos desde a aurora do advento do Messias e receberão a mesma recompensa. Que digo? recompensa maior. Últimos chegados, eles aproveitam dos labores intelectuais dos seus predecessores, porque o homem tem de herdar do homem e porque coletivos são os trabalhos humanos: Deus abençoa a solidariedade. Aliás, muitos dentre aqueles revivem hoje, ou reviverão amanhã, para terminarem a obra que começaram outrora. Mais de um patriarca, mais de um profeta, mais de um discípulo do Cristo, mais de um propagador da fé cristã se encontram no meio deles, porém, mais esclarecidos, mais adiantados, trabalhando, não já na base e sim na cumeeira do edifício. Receberão, pois, salário proporcionado ao valor da obra.

O belo dogma da reencarnação eterniza e precisa a filiação espiritual. Chamado a prestar contas do seu mandato terreno, o Espírito se apercebe da continuidade da tarefa interrompida, mas sempre retomada. Ele vê, sente que apanhou, de passagem, o pensamento dos que o precederam. Entra de novo na liça, amadurecido pela experiência, para avançar mais. E todos, trabalhadores da primeira e da última hora, com os olhos bem abertos sobre a profunda justiça de Deus, não mais murmuram: adoram.

Tal um dos verdadeiros sentidos desta parábola, que encerra, como todas as de que Jesus se utilizou falando ao povo, o gérmen do futuro e também, sob todas as formas, sob todas as imagens, a revelação da magnífica unidade que harmoniza todas as coisas no Universo, da solidariedade que liga todos os seres presentes ao passado e ao futuro.

 — Henri Heine. (Paris, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XX, item 3.)

segunda-feira, 2 de março de 2020

Impressões de otimismo


Muito se tem escrito sobre as fórmulas proveitosas dos pensamentos positivos, elaborando resultados eficientes, imediatos.

A psicologia, ao estudar mais profundamente a psiquê humana, através da psicanálise, constata que todas as impressões, conscientes ou não, se arquivam na inconsciência, em cujos depósitos transitam, retornando à consciência, a seu tempo.

Ora, enviando-se mensagens constantes e positivas aos arquivos da mente, oportunamente estas aflorarão, realizando o fim a que se destinam.

Pouco importa que as impressões remetidas sejam acreditadas ou não.

O essencial é que sejam enviadas ininterruptamente, de tal modo que consigam expulsar aquelas que criaram o clima de pessimismo.

Preenchendo nossa mente e nosso dia com pensamentos positivos, literalmente não haverá espaço nem tempo para os pensamentos negativos, tristes e perigosos.

É como se nossa mente fosse um grande vaso repleto de água turva, e fôssemos lentamente substituindo, molécula a molécula, esse líquido sujo, por águas claras e límpidas.

Assim, vale dizer, diariamente e muitas vezes:

Sou feliz. Lutarei, pois, contra as minhas imperfeições, consoante os ditames cristãos.
Criemos o hábito, empolguemo-nos com ele, e conseguiremos a prática das virtudes evangélicas, a princípio por automatismo psicológico, depois por entusiasmo racional.
Comecemos a considerar, por princípio, que todas as pessoas guardam valores positivos nos seus corações, por exemplo.

Que nossos comentários sobre alguém tragam somente referências às suas qualidades superiores, mínimas que sejam, sem azedume, e descobriremos, surpresos, em breve, que todos temos aspectos bons, não havendo ninguém totalmente repleto de maldade.

Também iremos nos impregnar de bondade e cantaremos, sem que o percebamos, a mesma alegria do Senhor e dos Seus discípulos, começando novos tempos para a própria vida na Terra, serenos e realmente ditosos.
* * *
Sabemos que os Espíritos nos influenciam a vida significativamente, então, como aproveitar melhor esta ação inevitável?
Se desejamos boas influências, faz-se necessário que ouçamos os bons Espíritos, os que desejam nosso bem.

Se desejamos ouvir os bons, faz-se necessário que estejamos numa mesma sintonia, no mesmo padrão de pensamento que eles.

É aí que entra uma outra consequência benéfica dos pensamentos positivos: a possibilidade de ser muito bem inspirado em todas as situações da existência.
Em toda parte, e sempre uma vida oculta se mistura à nossa.

Quem decide que tipo de influência será esta, que tipo de companhia teremos junto aos nossos passos, somos nós, através de nossos pensamentos.

Quem deseja ter boas companhias precisa ser um bom companheiro.

Ninguém aprecia estar ao lado de pessoa negativa e pessimista.

Por outro lado, as pessoas que irradiam otimismo, alegria, bem-estar, estarão sempre bem acompanhadas.

Que essas impressões de otimismo possam iluminar nossa estrada, motivar nossa alma e aquecer nosso coração.
Lembremos de dizer a nós mesmos, várias vezes:

Sou feliz. Lutarei, pois, contra as minhas imperfeições, consoante os ditames cristãos.

.SEJA FELIZ, hoje e sempre
💐💐💐💐💐💐💐💐💐💐💐
Redação do Momento Espírita com base no cap. 59, do livro Espírito e vida, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
formatação e pesquisa: MILTER - 01-03-2020





MENSAGEM DO ESE:

O sacrifício mais agradável a Deus

Se, portanto, quando fordes depor vossa oferenda no altar, vos lembrardes de que o vosso irmão tem qualquer coisa contra vós, — deixai a vossa dádiva junto ao altar e ide, antes, reconciliar-vos com o vosso irmão; depois, então, voltai a oferecê-la. — (S. MATEUS, cap. V, vv. 23 e 24.)

Quando diz: “Ide reconciliar-vos com o vosso irmão, antes de depordes a vossa oferenda no altar”, Jesus ensina que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o que o homem faça do seu próprio ressentimento; que, antes de se apresentar para ser por ele perdoado, precisa o homem haver perdoado e reparado o agravo que tenha feito a algum de seus irmãos. Só então a sua oferenda será bem aceita, porque virá de um coração expungido de todo e qualquer pensamento mau. Ele materializou o preceito, porque os judeus ofereciam sacrifícios materiais; cumpria--lhe conformar suas palavras aos usos ainda em voga. O cristão não oferece dons materiais, pois que espiritualizou o sacrifício. Com isso, porém, o preceito ainda mais força ganha. Ele oferece sua alma a Deus e essa alma tem de ser purificada.

Entrando no templo do Senhor, deve ele deixar fora todo sentimento de ódio e de animosidade, todo mau pensamento contra seu irmão. Só então os anjos levarão sua prece aos pés do Eterno. Eis aí o que ensina Jesus por estas palavras: “Deixai a vossa oferenda junto do altar e ide primeiro reconciliar-vos com o vosso irmão, se quiserdes ser agradável ao Senhor.”

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 7 e 8.)

domingo, 1 de março de 2020

Pureza Mental


A pureza mental baseia-se na valência moral que o Evangelho propõe aos quatro ventos, sob a regência de Deus.

A ciência espiritual de todos os tempos procura educar a alma no que tange à vida que leva na Terra, mostrando, por todos os meios disponíveis, caminhos dignos por excelência.

Porém, foi depois do Cristo que as portas de maior entendimento se abriram e a humanidade foi agraciada por torrentes de luz.

Foi o maior acervo de qualidades doutrinárias até então surgidas no mundo, por graça de Deus.

A iniciação antiga era para poucos escolhidos e, dentre eles, alguns eram chamados para o ministério do mestrado.

Jesus abriu as portas de todos os templos da sabedoria espiritual, pregando na casa da natureza sem as peias das exigências, para quem quisesse ouvir ou tivesse olhos para ver.

Eis que chegou a hora de ser colocada a luz em cima da mesa, para que todos sejam clareados por misericórdia do Criador.

Pureza mental é um dos temas do Cristianismo, sem que o cristão se sinta pressionado pêlos agentes do Senhor, e resolva, por si mesmo, a reforma interna e externa dos seus hábitos exagerados e vicios perniciosos.

Quando conseguirmos um campo mental sem mácula, através do tempo, configurado com o esforço próprio e coletivo, estaremos dando os primeiros passos nos céus do Cristo.

A candidez da mente condiciona a vida para o amor, enriquece as boas maneiras e amplia o valor moral em todas as linhas da vida.

A área da mente é como um lago, e os pensamentos são os habitantes das águas.

Existem viventes que purificam o ambiente em que vivem e outros, de natureza inferior, que turvam a atmosfera de que participam.

O bom senso cristão nos convida e favorece estímulos para educarmos nossos impulsos e corrigir as ideias incompatíveis com o amor.

Cada um de nós tem uma atmosfera, na qual respiramos as vinte e quatro horas, e esta pode ser poluída ou pura, de acordo com o estado mental do indivíduo.

Pode ser rica de oxigénio ou envenenada de gás carbónico.

Pode ser garantida pela vitalidade solar, ou empestada por raios, que vagabundeiam no cosmo.

E ainda o nitrogénio pode ser atraído pela mente equilibrada, entregando-o aos centros de força responsáveis pela redistribuição da química orgânica.

Tudo o que o Mestre Jesus ensinou a ciência espiritual aprova, dando explicações lógicas e cabíveis orientações.

Quem começa a atender o apelo do Evangelho, harmoniza sua mente com a mente divina, faz vibrar as notas mentais com a orquestração cósmica.

E assim, a serenidade desponta como sol na consciência, dando ensejo a outras tantas melodias, que fazem a alma viver na plenitude do amor e da alegria.

O sistema do energismo mental cria condições para a própria vida e alimenta vidas sem conta.

Computai as vossas forças com a misericórdia de Deus, trabalhai na vossa recuperação dentro da recuperação coletiva, e não deixeis o desânimo vos abater, pois tudo o que fizerdes em vosso favor ficará escrito no livro da vida, para que algum dia recebais de conformidade com o vosso esforço.

Nunca digais que isso ou aquilo é impossível.

Em muitos casos, nós mesmos é que criamos dificuldades nos caminhos que percorremos.

Se porventura, algum companheiro, pela presença ou pela palavra, quiser turvar a vossa mente com assuntos indesejados, usai os recursos que já aprendestes na escola espiritualista e procurai influenciá-lo com o melhor.

Pode ser um doente que, inconscientemente, procura alívio.

Lembrai-vos da clareza mental e sempre, ao pronunciardes as palavras, deixai que elas saiam dos vossos lábios carregadas de magnetismo sadio.

Ao escreverdes, fazei o mesmo.

Para a concatenação das ideias, não existe outro caminho aconselhado.

E, nesse ingente esforço, o esforço de Deus está sempre presente e a vitória pertencerá àquele que trabalhou.

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MIRAMEZ






MENSAGEM DO ESE:

Se alguém vos bater na face direita, apresentai-lhe também a outra

Aprendestes que foi dito: olho por olho e dente por dente. — Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal que vos queiram fazer; que se alguém vos bater na face direita, lhe apresenteis também a outra; — e que se alguém quiser pleitear contra vós, para vos tomar a túnica, também lhes entregueis o manto; — e que se alguém vos obrigar a caminhar mil passos com ele, caminheis mais dois mil. — Dai àquele que vos pedir e não repilais aquele que vos queira tomar emprestado. (S. MATEUS, cap. V, vv. 38 a 42.)

Os preconceitos do mundo sobre o que se convencionou chamar “ponto de honra” produzem essa suscetibilidade sombria, nascida do orgulho e da exaltação da personalidade, que leva o homem a retribuir uma injúria com outra injúria, uma ofensa com outra, o que é tido como justiça por aquele cujo senso moral não se acha acima do nível das paixões terrenas. Por isso é que a lei mosaica prescrevia: olho por olho, dente por dente, de harmonia com a época em que Moisés vivia. Veio o Cristo e disse: Retribui o mal com o bem. E disse ainda: “Não resistais ao mal que vos queiram fazer; se alguém vos bater numa face, apresentai-lhe a outra.” Ao orgulhoso este ensino parecerá uma covardia, porquanto ele não compreende que haja mais coragem em suportar um insulto do que em tomar uma vingança, e não compreende, porque sua visão não pode ultrapassar o presente.

Dever-se-á, entretanto, tomar ao pé da letra aquele preceito? Tampouco quanto o outro que manda se arranque o olho, quando for causa de escândalo. Levado o ensino às suas últimas conseqüências, importaria ele em condenar toda repressão, mesmo legal, e deixar livre o campo aos maus, isentando-os de todo e qualquer motivo de temor. Se se lhes não pusesse um freio as agressões, bem depressa todos os bons seriam suas vítimas. O próprio instinto de conservação, que é uma lei da Natureza, obsta a que alguém estenda o pescoço ao assassino. Enunciando, pois, aquela máxima, não pretendeu Jesus interdizer toda defesa, mas condenar a vingança. Dizendo que apresentemos a outra face àquele que nos haja batido numa, disse, sob outra forma, que não se deve pagar o mal com o mal; que o homem deve aceitar com humildade tudo o que seja de molde a lhe abater o orgulho; que maior glória lhe advém de ser ofendido do que de ofender, de suportar pacientemente uma injustiça do que de praticar alguma; que mais vale ser enganado do que enganador, arruinado do que arruinar os outros. É, ao mesmo tempo, a condenação do duelo, que não passa de uma manifestação de orgulho. Somente a fé na vida futura e na justiça de Deus, que jamais deixa impune o mal, pode dar ao homem forças para suportar com paciência os golpes que lhe sejam desferidos nos interesses e no amor-próprio. Daí vem o repetirmos incessantemente: Lançai para diante o olhar; quanto mais vos elevardes pelo pensamento, acima da vida material, tanto menos vos magoarão as coisas da Terra.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XII, itens 7 e 8.)

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Mensagem de um Amigo


Ama tua vida, pois esse é o grande tesouro deixado para nós, por Deus e Jesus; 
faze de tua vida uma grande história;
faze de tua vida um exemplo para muitos; 
crê sempre na grandiosa força que move tudo no grande universo; 
crê em ti; 
persevera sempre;
luta contra o mal;
emana luz, paz e amor a todos os teus amigos e inimigos;
perdoa;
ora;
tem paciência, persistência; 
estuda; 
ajuda para ser ajudado, que teus irmãos espirituais sempre estarão ao teu lado para te guiar em tua caminhada.

Fica na grande paz de Jesus e faze como as grandes caravanas que a ti narrei:
segue em frente, em busca da luz divina, e quando parares para te abastecer, reflete nos teus aprendizados;
levanta e segue novamente em frente para a grande jornada de tua vida evolutiva.


A vida que a ti foi dada será sempre guiada para seguir em frente. 

Não penses nos problemas passados, reorganiza-os para o teu brilhante futuro.
O futuro a ti pertence, com a graça de Deus Nosso Pai Maior.

Fica na paz do universo celestial.
Um forte abraço de teu irmão espiritual.
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FREI ABÍLIO


MENSAGEM DO ESE:

Os infortúnios ocultos

Nas grandes calamidades, a caridade se emociona e observam-se impulsos generosos, no sentido de reparar os desastres. Mas, a par desses desastres gerais, há milhares de desastres particulares, que passam despercebidos: os dos que jazem sobre um grabato sem se queixarem. Esses infortúnios discretos e ocultos são os que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar que peçam assistência.

Quem é esta mulher de ar distinto, de traje tão simples, embora bem cuidado, e que traz em sua companhia uma mocinha tão modestamente vestida? Entra numa casa de sórdida aparência, onde sem dúvida é conhecida, pois que à entrada a saúdam respeitosamente. Aonde vai ela? Sobe até a mansarda, onde jaz uma mãe de família cercada de crianças. À sua chegada, refulge a alegria naqueles rostos emagrecidos. É que ela vai acalmar ali todas as dores. Traz o de que necessitam, condimentado de meigas e consoladoras palavras, que fazem que os seus protegidos, que não são profissionais da mendicância, aceitem o benefício, sem corar. O pai está no hospital e, enquanto lá permanece, a mãe não consegue com o seu trabalho prover às necessidades da família. 
Graças à boa senhora, aquelas pobres crianças não mais sentirão frio, nem fome; irão à escola agasalhadas e, para as menorzinhas, o leite não secará no seio que as amamenta. Se entre elas alguma adoece, não lhe repugnarão a ela, à boa dama, os cuidados materiais de que essa necessite. Dali vai ao hospital levar ao pai algum reconforto e tranqüilizá-lo sobre a sorte da família.

No canto da rua, uma carruagem a espera, verdadeiro armazém de tudo o que destina aos seus protegidos, que todos lhe recebem sucessivamente a visita. Não lhes pergunta qual a crença que professam, nem quais suas opiniões, pois considera como seus irmãos e filhos de Deus todos os homens. Terminado o seu giro, diz de si para consigo: Comecei bem o meu dia. Qual o seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, é um nome que nada indica; mas é o anjo da consolação. À noite, um concerto de benções se eleva em seu favor ao Pai celestial: católicos, judeus, protestantes, todos a bendizem.

Por que tão singelo traje? Para não insultar a miséria com o seu luxo. Por que se faz acompanhar da filha? Para que aprenda como se deve praticar a beneficência. A mocinha também quer fazer a caridade. A mãe, porém, lhe diz: “Que podes dar, minha filha, quando nada tens de teu? Se eu te passar às mãos alguma coisa para que dês a outrem, qual será teu mérito? Nesse caso, em realidade, serei eu quem faz a caridade; que merecimento terias nisso? Não é justo. Quando visitamos os doentes, tu me ajudas a tratá-los. Ora, dispensar cuidados é dar alguma coisa. Não te parece bastante isso? 

Nada mais simples. Aprende a fazer obras úteis e confeccionarás roupas para essas criancinhas. Desse modo, darás alguma coisa que vem de ti.” É assim que aquela mãe verdadeiramente cristã prepara a filha para a prática das virtudes que o Cristo ensinou. É espírita ela? Que importa!

Em casa, é a mulher do mundo, porque a sua posição o exige. Ignoram, porém, o que faz, porque ela não deseja outra aprovação, além da de Deus e da sua consciência. Certo dia, no entanto, imprevista circunstância leva-lhe a casa uma de suas protegidas, que andava a vender trabalhos executados por suas mãos. Esta última, ao vê-la, reconheceu nela a sua benfeitora. “Silêncio! ordena-lhe a senhora. Não o digas a ninguém.” Falava assim Jesus.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 4.)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

MENOR PESO


O homem não precisa de tudo que possui.

Para viver, lhe basta o pão de cada dia.

Por mais sedento esteja, não bebe a fonte inteira.

Menos posses ao corpo, menor peso na alma...

Ambição é demência, avareza é loucura.

O homem que mais deseja é aquele que mais sofre.
💐💐💐💐💐💐💐💐💐
Irmão José (psic. Carlos Baccelli)




MENSAGEM DO ESE:


É permitido repreender os outros, notar as imperfeições de outrem, divulgar o mal de outrem?

Ninguém sendo perfeito, seguir-se-á que ninguém tem o direito de repreender o seu próximo?

Certamente que não é essa a conclusão a tirar-se, porquanto cada um de vós deve trabalhar pelo progresso de todos e, sobretudo, daqueles cuja tutela vos foi confiada. Mas, por isso mesmo, deveis fazê-lo com moderação, para um fim útil, e não, como as mais das vezes, pelo prazer de denegrir. Neste último caso, a repreensão é uma maldade; no primeiro, é um dever que a caridade manda seja cumprido com todo o cuidado possível. Ao demais, a censura que alguém faça a outrem deve ao mesmo tempo dirigi-la a si próprio, procurando saber se não a terá merecido. 

— S. Luís. (Paris, 1860.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 19.)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

DISCERNIR E CORRIGIR


“... com o critério com que julgardes sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”. – Jesus (MATEUS, 7:2)

Viste o companheiro em necessidade e comentaste-lhe a posição...

Possuía ele recursos expressivos e, talvez por imprevidência, caiu em penúria dolorosa...

Usufrui conhecimentos superiores e feriu-te a sensibilidade por arrojar-se em terríveis despenhadeiros do coração que, às vezes, os últimos dos menos instruídos conseguem facilmente evitar...

Detinha oportunidades de melhoria, com as quais milhares de criaturas sonham debalde e procedeu impensadamente, qual se não retivesse as vantagens que lhe brilham nas mãos...

Desfruta ambiente distinto, capaz de guindá-lo às alturas e prefere desconhecer as circunstâncias que o favorecem, mergulhando-se na sombra das atitudes negativas...

Mantinha valiosas possibilidades de elevação espiritual, no levantamento de apostolados sublimes, e emaranhou-se em tramas obsessivas que lhe exaurem as forças...

Tudo isso, realmente, podes observar e referir.

Entra, porém, na esfera do próprio entendimento e capacita-te de que te não é possível a imediata penetração no campo das causas.

Ignoramos qual teria sido o nosso comportamento na trilha do companheiro em dificuldade, com a soma dos problemas que lhe pesam no espírito.

Não te permitas, assim, pensar ou agir, diante dele, sem que a fraternidade te comande as definições.

Ainda mesmo no esclarecimento absoluto que, em casos numerosos, reclama austeridade sobre nós mesmos, é possível propiciar o remédio da fraqueza a doentes da alma pelo veículo da compaixão, como se administra piedosamente a cirurgia aos acidentados.

Se conseguimos discernir o bem do mal, é que já conhecemos o mal e o bem, e se o Senhor nos permite identificar as necessidades alheias, é porque, de um modo ou de outro, já podemos auxiliar. 
💐💐💐💐💐💐💐💐💐💐💐
Pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Palavras de Vida Eterna, Médium: Francisco Cândido Xavier



MENSAGEM DO ESE:

Os obreiros do Senhor

Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: “Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra”, porquanto o Senhor lhes dirá: “Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!” Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois a tempestade virá e eles serão levados no turbilhão! Clamarão: “Graça! graça!” O Senhor, porém, lhes dirá: “Como implorais graças, vós que não tivestes piedade dos vossos irmãos e que vos negastes a estender-lhes as mãos, que esmagastes o fraco, em vez de o amparardes? Como suplicais graças, vós que buscastes a vossa recompensa nos gozos da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa, tal qual a quisestes. Nada mais vos cabe pedir; as recompensas celestes são para os que não tenham buscado as recompensas da Terra.”

Deus procede, neste momento, ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente, a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que não recuarem diante de suas tarefas é que ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da regeneração pelo Espiritismo. Cumprir-se-ão estas palavras: “Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos céus.” 

— O Espírito de Verdade. (Paris, 1862.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XX, item 5.)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Sugestões no caminho



Lamentar-se?...

Aprender sempre, sim.

 Cada criatura colherá da vida não só pelo que faz, mas também conforme esteja fazendo aquilo que faz.

 Não se engane com falsas apreciações acerca de justiça, porque o tempo é o juiz de todos.

Recorde: tudo recebemos de Deus que nos transforma ou retira isso ou aquilo, segundo as nossas necessidades. 

A humildade é um anjo mudo. Tanto menos você necessite mais terá.

Amanhã sem dúvida será um belo dia, mas para trabalhar e servir, renovar e aprender, hoje é melhor. 

Não se iluda com a suposta felicidade daqueles que abandonam os próprios deveres, de vez que transitoriamente buscam fugir de si próprios como quem se embriaga para debalde esquecer. O tempo é ouro, mas o serviço é luz.

Só existe um mal a temer: aquele que ainda exista em nós. 

Não parar na edificação do bem, nem para colher os louros do espetáculo, nem para contar as pedras do caminho. 

A tarefa parece fracassar? 

Siga adiante, trabalhando, que, muita vez é necessário sofrer, a fim de que Deus nos atenda à renovação.
💐💐💐💐💐💐💐💐💐
André Luiz
CHICO XAVIER 




MENSAGEM DO ESE:

A desgraça real

Toda a gente fala da desgraça, toda a gente já a sentiu e julga conhecer-lhe o caráter múltiplo. Venho eu dizer-vos que quase toda a gente se engana e que a desgraça real não é, absolutamente, o que os homens, isto é, os desgraçados, o supõem. Eles a vêem na miséria, no fogão sem lume, no credor que ameaça, no berço de que o anjo sorridente desapareceu, nas lágrimas, no féretro que se acompanha de cabeça descoberta e com o coração despedaçado, na angústia da traição, na desnudação do orgulho que desejara envolver-se em púrpura e mal oculta a sua nudez sob os andrajos da vaidade. A tudo isso e a muitas coisas mais se dá o nome de desgraça, na linguagem humana. Sim, é desgraça para os que só vêem o presente; a verdadeira desgraça, porém, está nas conseqüências de um fato, mais do que no próprio fato. Dizei-me se um acontecimento, considerado ditoso na ocasião, mas que acarreta conseqüências funestas, não é, realmente, mais desgraçado do que outro que a princípio causa viva contrariedade e acaba produzindo o bem.

 Dizei-me se a tempestade que vos arranca as arvores, mas que saneia o ar, dissipando os miasmas insalubres que causariam a morte, não é antes uma felicidade do que uma infelicidade.

Para julgarmos de qualquer coisa, precisamos ver-lhe as conseqüências. Assim, para bem apreciarmos o que, em realidade, é ditoso ou inditoso para o homem, precisamos transportar-nos para além desta vida, porque é lá que as conseqüências se fazem sentir. Ora, tudo o que se chama infelicidade, segundo as acanhadas vistas humanas, cessa com a vida corporal e encontra a sua compensação na vida futura.

Vou revelar-vos a infelicidade sob uma nova forma, sob a forma bela e florida que acolheis e desejais com todas as veras de vossas almas iludidas. A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação louca da vaidade, que fazem calar a consciência, que comprimem a ação do pensamento, que atordoam o homem com relação ao seu futuro. A infelicidade é o ópio do esquecimento que ardentemente procurais conseguir.

Esperai, vós que chorais! Tremei, vós que rides, pois que o vosso corpo está satisfeito! A Deus não se engana; não se foge ao destino; e as provações, credoras mais impiedosas do que a matilha que a miséria desencadeia, vos espreitam o repouso ilusório para vos imergir de súbito na agonia da verdadeira infelicidade, daquela que surpreende a alma amolentada pela indiferença e pelo egoísmo.

Que, pois, o Espiritismo vos esclareça e recoloque, para vós, sob verdadeiros prismas, a verdade e o erro, tão singularmente deformados pela vossa cegueira! Agireis então como bravos soldados que, longe de fugirem ao perigo, preferem as lutas dos combates arriscados à paz que lhes não pode dar glória, nem promoção! Que importa ao soldado perder na refrega armas, bagagens e uniforme, desde que saia vencedor e com glória? Que importa ao que tem fé no futuro deixar no campo de batalha da vida a riqueza e o manto de carne, contanto que sua alma entre gloriosa no reino celeste? 

— Delfina de Girardin. (Paris, 1861.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 24.)