sexta-feira, 22 de outubro de 2021

A PRESENÇA DA NUVEM



Causa estranheza àqueles que não estão familiarizados com a Doutrina Espírita a questão 2 459 de "O Livro dos Espíritos":

"Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?"

Resposta: "Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que de ordinário são eles que vos dirigem."

Viveremos rodeados de tantos Espíritos, dotados de poderes que os habilitam a condicionar nosso comportamento?

Pois é exatamente o que ocorre.
Não se trata de mera especulação.
Muito menos de invencionice.
Sobretudo, não é novidade.
Desde as culturas mais remotas vemos gente às voltas com influências espirituais. Disso nos dá conta o folclore de todas as culturas.
A riquíssima mitologia grega, povoada de deuses passionais que convivem com os homens, interferindo frequentemente nos destinos humanos, é exemplo típico.

Os textos evangélicos revelam que Jesus conversava frequentemente com os Espíritos, afastando os chamados impuros de suas vítimas.

- Que temos nós contigo, Jesus Nazareno?
Vieste para perder-nos? - esta a reclamação de um perseguidor espiritual antes de ser afastado de sua vítima, conforme relata Lucas (4;31 a 37).

E comenta o evangelista:

"Todos ficaram grandemente admirados e comentavam entre si, dizendo:
"Que palavra é esta, pois com autoridade e poder ordena aos Espíritos imundos e eles saem?"

Na primitiva comunidade cristã os discípulos de Jesus realizavam idêntico trabalho, de que nos dá conta o capítulo 5a, versículo 16, do livro "Atos dos Apóstolos":

"Afluía também muita gente das cidades vizinhas a Jerusalém, levando doentes e atormentados de Espíritos imundos, os quais eram todos curados."

 
A dúvida quanto a essa influência nasce da errônea concepção de que o mundo espiritual, a morada dos Espíritos, está situado em região distante da Terra e inacessível às cogitações humanas, quando ele é tão somente uma projeção do plano físico. Começa exatamente onde estamos.
Assim, permanecem junto de nós aqueles que, libertando-se da carne pelo fenômeno da morte, permanecem presos aos interesses do imediatismo terrestre.
E gravitam em torno dos homens, obedecendo às mais variadas motivações:
Viciados procuram satisfazer o vício.
Vítimas intentam vingar-se de seus algozes.
Usurários defendem o ouro amoedado.
Ambiciosos pretendem sustentar dominação.
Fugitivos da luz trabalham em favor das sombras.
Famintos do sexo vampirizam sexólatras.
Gênios da maldade semeiam confusão.
Alienados da realidade espiritual perturbam familiares.
É toda uma imensa população invisível que nos acompanha e influencia, lembrando a observação do apóstolo Paulo, na Epístola aos Hebreus (12, 1), segundo a qual somos rodeados por uma “Nuvem de Testemunhas".
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Richard Simonetti 
Quem tem medo da obsessão?
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MENSAGEM DO ESE:

Os tormentos voluntários

Vive o homem incessantemente em busca da felicidade, que também incessantemente lhe foge, porque felicidade sem mescla não se encontra na Terra. Entretanto, mau grado às vicissitudes que formam o cortejo inevitável da vida terrena, poderia ele, pelo menos, gozar de relativa felicidade, se não a procurasse nas coisas perecíveis e sujeitas às mesmas vicissitudes, isto é, nos gozos materiais em vez de a procurar nos gozos da alma, que são um prelibar dos gozos celestes, imperecíveis; em vez de procurar a paz do coração, única felicidade real neste mundo, ele se mostra ávido de tudo que o agitará e turbará, e, coisa singular! o homem, como que de intento, cria para si tormentos que está nas suas mãos evitar.

Haverá maiores do que os que derivam da inveja e do ciúme? Para o invejoso e o ciumento, não há repouso; estão perpetuamente febricitantes. O que não têm e os outros possuem lhes causa insônias. Dão-lhes vertigem os êxitos de seus rivais; toda a emulação, para eles, se resume em eclipsar os que lhes estão próximos, toda a alegria em excitar, nos que se lhes assemelham pela insensatez, a raiva do ciúme que os devora.

Pobres insensatos, com efeito, que não imaginam sequer que, amanhã talvez, terão de largar todas essas frioleiras cuja cobiça lhes envenena a vida! Não é a eles, decerto, que se aplicam estas palavras: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados”, visto que as suas preocupações não são aquelas que têm no céu as compensações merecidas.

Que de tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem, que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é. Esse é sempre rico, porquanto, se olha para baixo de si e não para, cima, vê sempre criaturas que têm menos do que ele. É calmo, porque não cria para si necessidades quiméricas. E não será uma felicidade a calma, em meio das tempestades da vida?

— Fénelon. (Lião, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 23.)

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Quando compreenderes


Quando compreenderes que deves a ti mesmo a conquista da paz, nada mais te deterá os passos na senda do bem.

Quando compreenderes que és o artífice de tua felicidade, nada mais conseguirá impedir-te de trabalhar por ela.

Quando compreenderes que a tua alegria depende exclusivamente de ti, nada mais te induzirá ao desalento.

Quando compreenderes que a tua vida é o resultado de tuas atitudes, nada mais te desviará do cumprimento do dever.

Quando compreenderes, enfim, que a colheita de hoje corresponde exatamente à semeadura de ontem, nada mais lamentarás a não ser a tua própria falta de discernimento no instante de escolher a semente que, deliberadamente, lançastes ao solo da vida.
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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Páginas de Fé

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