quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Profilaxia contra as obsessões



(...)

Pergunta – Qual a melhor profilaxia contra as obsessões?

Chico Xavier – Nossos Benfeitores Espirituais são unânimes em declarar que o estudo das obras de Allan Kardec para que venhamos a adquirir o conhecimento e a educação de nós mesmos é o passo inicial indispensável, porque precisamos sanar as obsessões que nos flagelem, sem herdar qualquer cativeiro à superstição e ao medo negativo, de que vemos muitos irmãos prejudicados, quando conseguem a suspirada melhoria psíquica em outros setores religiosos. Explicada a necessidade de Allan Kardec para o afastamento do processo obsessivo, temos na profilaxia respectiva, a oração e o serviço ao próximo na base de toda ação restaurativa. Quem quiser estudar, orar, cumprir com os próprios deveres e trabalhar em auxílio dos outros, principalmente daqueles que atravessam dificuldades e provações maiores que as nossas, alcança libertação e tranquilidade, com toda certeza, porque os nossos adversários desencarnados são sensíveis às nossas palavras, mas só se transformam para o bem com apoio em nossas próprias ações.

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Livro: No Mundo de Chico Xavier
Elias Barbosa
IDE – Instituto de Difusão Espírita

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MENSAGEM DO ESE:

Felicidade que a prece proporciona 

23. Vinde, vós que desejais crer. Os Espíritos celestes acorrem a vos anunciar grandes coisas. 

Deus, meus filhos, abre os seus tesouros, para vos outorgar todos os beneficios. Homens incrédulos! Se soubésseis quão grande bem faz a fé ao coração e como induz a alma ao arrependimento e à prece! A prece! ah! como são tocantes as palavras que saem da boca daquele que ora! A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. 

Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz a Deus. No recolhimento e na solidão, estais com Deus. Para vós, já não há mistérios; eles se vos desvendam. Apóstolos do pensamento, é para vós a vida. Vossa alma se desprende da matéria e rola por esses mundos infinitos e etéreos, que os pobres humanos desconhecem. 

Avançai, avançai pelas veredas da prece e ouvireis as vozes dos anjos. Que harmonia! 

Já não são o ruído confuso e os sons estrídulos da Terra; são as liras dos arcanjos; são as vozes brandas e suaves dos serafins, mais delicadas do que as brisas matinais, quando brincam na folhagem dos vossos bosques. Por entre que delícias não caminhareis! A vossa linguagem não 
poderá exprimir essa ventura, tão rápida entra ela por todos os vossos poros, tão vivo e refrigerante é o manancial em que, orando, se bebe. Dulçurosas vozes, inebriantes perfumes, que a alma ouve e aspira, quando se lança a essas esferas desconhecidas e habitadas pela prece! Sem mescla de desejos carnais, são divinas todas as aspirações. Também vós, orai como o Cristo, levando a sua cruz ao Gólgota, ao Calvário. Carregai a vossa cruz e sentireis as doces emoções que lhe perpassavam nalma, se bem que vergado ao peso de um madeiro infamante. Ele ia morrer, mas para viver a vida celestial na morada de seu Pai. 

- Santo Agostinho. (Paris, 1861.)
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

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TALENTOS ENTERRADOS


Enterrar os talentos que a Vida te confia, não significa apenas guardar ciosamente os recursos amoedados de que dispões.


Quantos os que se fazem sovinas de sua capacidade intelectual, recusando-se a ensinar o que sabem!


Quantos os que - avaros da própria felicidade e alegria - privam as pessoas de sua convivência salutar, temerosos de que venham a ser incomodados por elas!


Mais do que aquilo que provisoriamente deténs, em tuas contas bancárias, és chamado a repartir com os outros os tesouros que acumulas no espírito.


Não te esqueças de que, na Parábola contada por Jesus, o talento que o homem se recusou a multiplicar lhe foi completamente subtraído.
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Amor e Sabedoria - Irmão José


terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Ontem, hoje e amanhã



Se receber ingratidão, humilhação, falta de respeito, não pague com a mesma moeda! 

Neste Planeta de provas e expiações, estamos colhendo o que plantamos e plantando o que iremos colher. 

Em outras épocas, humilhamos, prejudicamos, traímos, fomos ingratos, complicamos a vida de muitos irmãos de jornada. 

Tudo que passamos hoje, é por merecimento e para nos tornar melhores e mais fortes.

Dependendo do aceitamento e aprendizado de agora, será nosso futuro.
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Bete Mensagem do dia
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MENSAGEM DO ESE:

Os tormentos voluntários

Vive o homem incessantemente em busca da felicidade, que também incessantemente lhe foge, porque felicidade sem mescla não se encontra na Terra. Entretanto, mau grado às vicissitudes que formam o cortejo inevitável da vida terrena, poderia ele, pelo menos, gozar de relativa felicidade, se não a procurasse nas coisas perecíveis e sujeitas às mesmas vicissitudes, isto é, nos gozos materiais em vez de a procurar nos gozos da alma, que são um prelibar dos gozos celestes, imperecíveis; em vez de procurar a paz do coração, única felicidade real neste mundo, ele se mostra ávido de tudo que o agitará e turbará, e, coisa singular! o homem, como que de intento, cria para si tormentos que está nas suas mãos evitar.

Haverá maiores do que os que derivam da inveja e do ciúme? Para o invejoso e o ciumento, não há repouso; estão perpetuamente febricitantes. O que não têm e os outros possuem lhes causa insônias. 

Dão-lhes vertigem os êxitos de seus rivais; toda a emulação, para eles, se resume em eclipsar os que lhes estão próximos, toda a alegria em excitar, nos que se lhes assemelham pela insensatez, a raiva do ciúme que os devora. Pobres insensatos, com efeito, que não imaginam sequer que, amanhã talvez, terão de largar todas essas frioleiras cuja cobiça lhes envenena a vida! 

Não é a eles, decerto, que se aplicam estas palavras: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados”, visto que as suas preocupações não são aquelas que têm no céu as compensações merecidas.

Que de tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem, que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é. Esse é sempre rico, porquanto, se olha para baixo de si e não para, cima, vê sempre criaturas que têm menos do que ele. É calmo, porque não cria para si necessidades quiméricas. E não será uma felicidade a calma, em meio das tempestades da vida? 

— Fénelon. (Lião, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 23.)

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As 10 maneiras de uma boa convivência



I – Tenha controle de sua língua. Sempre diga menos do que pensa. Cultive uma voz baixa e suave. A maneira como se fala muitas vezes impressiona muito mais do que aquilo que se fala.

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II – Pense antes de fazer uma promessa e depois não dê importância ao quanto lhe custa. 
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III – Nunca deixe passar uma oportunidade para dizer uma coisa meiga e animadora a uma pessoa ou a respeito dela. 
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IV – Tenha interesse nos outros, em suas ocupações, seu bem-estar, seus lares e famílias. Seja alegre com os que riem e lamente com os que choram. Deixe cada pessoa com quem encontra, sentir que você lhe dispensa importância e atenção.
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V – Seja alegre. Conserve para cima os cantos da boca. Esconda as suas dores, seus desapontamentos e inquietações sob um sorriso. Ria de histórias boas e aprenda a contá-las. 
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VI – Conserve a mente aberta para todas as questões da discussão. Investigue, mas não argumente. É marca de ser superior… discordar e ainda conservar a amizade. 
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VII – Deixa as suas virtudes falarem por si mesmo e recuse a falar das faltas e fraquezas dos outros. Desencoraje murmúrios. Faça uma regra de falar coisas boas aos outros. 
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VIII – Tenha cuidado com os sentimentos dos outros. Gracejos e humor não valem a pena e frequentemente magoam quando menos se espera. 
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IX – Não faça caso das observações más a seu respeito. Só viva de modo que ninguém acredite nelas. Nervosismo e indigestão são causas comuns para maledicência. 
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X – Não seja tão ansioso a respeito de seus direitos. Trabalhe, tenha paciência, conserve seu temperamento calmo, esqueça de si mesmo e receberá a sua recompensa. 
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Cirilo Veloso Moraes



segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

A melhor medida


“Mas é preciso que a perseverança produza obra perfeita, a fim de serdes
perfeitos e íntegros sem nenhuma deficiência.”
Tiago 1:4

Mais que as doenças vulgares do corpo, sofres os problemas da alma, agravando-te a tensão, cada dia.

Mais que os micróbios patogênicos a te assaltarem os tecidos do instrumento físico, padeces a intromissão de agentes mentais inquietantes, atormentando-te as fibras da alma.

Levantas-te, cada manhã, muita vez, com as lutas da véspera e, antes que se te rearmonizem as forças, cambaleias mentalmente ao impacto da
irritação de familiares incompreensivos…

Prestas longas explicações, a benefício da tranquilidade ambiente; contudo, mal terminas o arrazoado afetuoso, há quem te malsine a palavra,complicando as questões em torno…

Movimentas correção e sinceridade, honrando os próprios deveres; todavia, quando te julgas a cavaleiro de toda a crítica, aparece alguém arrastando-te o coração ao mercado da injúria…

Empenhas carinho e abnegação no cultivo do amor ao lado de alguém; contudo, quando te crês em segurança no caminho do entendimento, observas que a ingratidão te envenena os melhores gestos…

Entretanto, há frente de toda dificuldade não te lastimes, nem desfaleças…

Para toda a perturbação, a paciência é a melhor medida.

Não profiras qualquer palavra de que te possas arrepender.

Silencia e abençoa sempre, porque, amanhã, quantos hoje se precipitam na sombra voltarão novamente à luz.

Esquecido, usa a paciência e ajuda sem exigir.

Insultado, recorre à paciência e esquece o mal.

Em todas as dores, arrima-te à paciência.

Em todo o embaraço, espera com paciência.

Todo progresso humano surge da Paciência Divina. 

Conserva-te, pois, na força da paciência e, onde estejas, farás sempre o melhor.
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Emmanuel
Chico Xavier
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MENSAGEM DO ESE:

A fé humana e a divina

No homem, a fé é o sentimento inato de seus destinos futuros; é a consciência que ele tem das faculdades imensas depositadas em gérmen no seu íntimo, a princípio em estado latente, e que lhe cumpre fazer que desabrochem e cresçam pela ação da sua vontade.


Até ao presente, a fé não foi compreendida senão pelo lado religioso, porque o Cristo a exalçou como poderosa alavanca e porque o têm considerado apenas como chefe de uma religião. Entretanto, o Cristo, que operou milagres materiais, mostrou, por esses milagres mesmos, o que pode o homem, quando tem fé, isto é, a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode obter satisfação. Também os apóstolos não operaram milagres, seguindo-lhe o exemplo? Ora, que eram esses milagres, senão efeitos naturais, cujas causas os homens de então desconheciam, mas que, hoje, em grande parte se explicam e que pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo se tornarão completamente compreensíveis?


A fé é humana ou divina, conforme o homem aplica suas faculdades à satisfação das necessidades terrenas, ou das suas aspirações celestiais e futuras. O homem de gênio, que se lança à realização de algum grande empreendimento, triunfa, se tem fé, porque sente em si que pode e há de chegar ao fim colimado, certeza que lhe faculta imensa força. O homem de bem que, crente em seu futuro celeste, deseja encher de belas e nobres ações a sua existência, haure na sua fé, na certeza da felicidade que o espera, a força necessária, e ainda aí se operam milagres de caridade, de devotamento e de abnegação. Enfim, com a fé, não há maus pendures que se não chegue a vencer.


O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres.


Repito: a fé é humana e divina. Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem pôr a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o a que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas. 

Um Espírito Protetor. (Paris, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIX, item 12.)

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Perto de nós


Ama o Lugar em que a Divina providência te situa.


Distribui simpatia e bondade para com todos aqueles que te desfrutam a convivência.


Aproveita as tuas oportunidades de trabalho.


Na Terra, chega sempre um instante no qual reconhecemos que os afetos mais queridos e as situações mais valiosas estiveram sempre perto de nós.
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Emmanuel
Chico Xavier 

domingo, 24 de janeiro de 2021

Aos enfraquecidos na luta


Almas enfraquecidas, que tendes, muitas vezes, sentido sobre a fronte o sopro frio da adversidade, que tendes vertido muito pranto nas jornadas difíceis, em estradas de sofrimento, buscai na fé os vossos imperecíveis tesouros.

Bem sei a intensidade da vossa angústia e sei da vossa resistência ao desespero.

Ânimo e coragem!

No fim de todas as dores, abre-se uma aurora de ventura imortal; dos amargores experimentados, das lições recebidas, dos ensinamentos conquistados à custa de insano esforço e de penoso labor, tece a alma sua auréola de imortalidade luminosa; eis que os túmulos se quebram e da paz, além das cinzas e das sombras dos jazigos, emergem as vozes comovedoras dos supostos mortos.

Escutai-as!… Elas vos dizem da felicidade do dever cumprido, dos tormentos da consciência culpada, das obrigações que se nos fazem necessárias…

Orai, trabalhai e esperai.

Palmilhai todos os caminhos da prova com destemor e serenidade.

As lágrimas que dilaceram, as mágoas que pungem, as desilusões que fustigam o coração, constituem elementos atenuantes da vossa imperfeição no Tribunal Augusto, onde pontifica o mais justo, magnânimo e íntegro dos juízes.

Sofrei e confiai que o silêncio da morte é o ingresso em outra vida, onde todas as ações estão contadas e gravadas com as menores expressões dos nossos pensamentos.

Amai muito, embora com amargos sacrifícios, porque o amor é a única moeda que assegura a paz e a felicidade no Universo.
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Emmanuel 
Chico Xavier 
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MENSAGEM DO ESE:

O jugo leve

Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo. (S. MATEUS, cap. XI, vv. 28 a 30.)

Todos os sofrimentos: misérias, decepções, dores físicas, perda de seres amados, encontram consolação em a fé no futuro, em a confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens. Sobre aquele que, ao contrário, nada espera após esta vida, ou que simplesmente duvida, as aflições caem com todo o seu peso e nenhuma esperança lhe mitiga o amargor. Foi isso que levou Jesus a dizer: “Vinde a mim todos vós que estais fatigados, que eu vos aliviarei.”

Entretanto, faz depender de uma condição a sua assistência e a felicidade que promete aos aflitos. Essa condição está na lei por ele ensinada. Seu jugo é a observância dessa lei; mas, esse jugo é leve e a lei é suave, pois que apenas impõe, como dever, o amor e a caridade.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VI, itens 1 e 2.)

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DIAS IMPREVISÍVEIS 


Mente – vida; paz – vitalidade da mente. Aquele que trabalha os filões sublimes da fonte mental desenvolve a vida e fá-la crescer até que, adornada de paz, glorifica a vida.


Antes do amor não existia a vida, porque Deus é amor. Sem paz não se vencem os óbices que surgem na conquista da vida.


Tenhamos a paz como valioso tesouro que nos compete guardar com sacrifício e zelo. Resguardemo-la, todavia, em nós de tal modo que os ladrões do desespero não n’a possam tomar, quando visitarem o domicílio de nossa alma.


Realizada a paz interior não há como temer dias imprevisíveis, porque ao conquistar o hoje tranquilo, o amanhã será reflexo dessa realização em caráter de perenidade.


Quem deseje integração no espírito da vida realize disciplina de hábitos e costumes e comande a razão para desfrutar de paz.
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Livro: Poemas de Paz
Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Simbá
LEAL – Livraria Espírita Alvorada Editora

sábado, 23 de janeiro de 2021

RELACIONAMENTO AFETIVO


Todo relacionamento afetivo que não tenha por base o amor verdadeiro sofre inevitável desgaste.

 É comum ouvir-se: “Cansei-me de fulano... A nossa convivência caiu na rotina... Não tenho interesse... O amor acabou-se!...” 

O amor não se acaba nunca.

 Não estamos falando de paixão, de atração física, de interesses outros – estamos falando de sentimento de alma para alma! 

O que é do corpo passa; todos os dias, está passando... 

Quem ama a forma e não a essência ama algo ilusório. 

É natural que, com o tempo, o que era físico e espiritual passe a ser quase só espiritual... 

É a sabedoria da Vida! 

Imaginemos se fôssemos nos prender apenas aos encantos exteriores de uma pessoa... 

Seria a adoração a uma pedra preciosa! 

O curioso é que, na maioria das vezes, para um dos dois, somente o outro envelhece... 

Será que no mundo está faltando espelho? 

Nada mais justa e equânime que a ação do tempo! 

No coração de quem ama, o amor renasce e rejuvenesce todos os dias.

 O amor que se acaba é amor que nem chegou a existir... 
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Livro: Doutrina Viva
Carlos A. Baccelli, 
pelo Espírito Francisco Cândido Xavier
Casa Editora Espírita Pierre-Paul Didier
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MENSAGEM DO ESE:

Será repreensível notarem-se as imperfeições dos outros, quando daí nenhum proveito possa resultar para eles, uma vez que não sejam divulgadas?

Tudo depende da intenção. Decerto, a ninguém é defeso ver o mal, quando ele existe. Fora mesmo inconveniente ver em toda a parte só o bem. Semelhante ilusão prejudicaria o progresso. O erro está no fazer-se que a observação redunde em detrimento do próximo, desacreditando-o, sem necessidade, na opinião geral. 

Igualmente repreensível seria fazê-lo alguém apenas para dar expansão a um sentimento de malevolência e à satisfação de apanhar os outros em falta. Dá-se inteiramente o contrário quando, estendendo sobre o mal um véu, para que o público não o veja, aquele que note os defeitos do próximo o faça em seu proveito pessoal, isto é, para se exercitar em evitar o que reprova nos outros. Essa observação, em suma, não é proveitosa ao moralista? Como pintaria ele os defeitos humanos, se não estudasse os modelos? 

— S. Luís. (Paris, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 20.)

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Para vencer a adversidade


Sempre é tempo de recomeçar e, para isso, reconheça que na sua base interior já está a força de que precisa, a vibração superior, a inspiração querendo desabrochar e lhe dar apoio; estão a solução e o conforto que você quer.

Deixe as suas forças internas atuarem livres, sem temor; faça uma reflexão, desperte a confiança em si, creia em melhorias e alcance o equilíbrio e a paz.

Quanto mais você usar de positividade e ânimo, mais isto acontece.

A solução para vencer a adversidade é lutar com calma, coragem e fé.
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Lourival Lopes
Extraído de "Otimismo todo dia"

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Hoje


 

Hoje é a tua melhor oportunidade.

Não te angusties pelo passado e nem te inquietes pelo futuro.

A colheita é sempre uma consequência natural da semeadura.

Pensa na transitoriedade da vida física e não desperdices os minutos.

Viver, todos vivem, mas viver com consciência, é privilégio de poucos.

Disse Jesus:

"... onde está o vosso tesouro, aí estará o vosso coração".

Que o teu percurso no mundo seja um ponto de orientação para os que vagueiam sem rumo.

Aprimora os teus conhecimentos e exercita a paciência.

Cultiva as flores da alegria no jardim da esperança.

A compreensão é a luz do espírito

O homem é igual à semente que existe em função dos frutos que produz.

Vive como se hoje fosse o dia assinalado para o teu encontro definitivo com Deus, diante do qual não deves comparecer de mãos vazias.

Se te sentires solitário, lembra-te do Senhor caminhando sozinho entre a multidão e segue carregando o fardo que te comprime o peito.

Todos seremos chamados individualmente ao testemunho da fé.

O segredo da felicidade é saber esperar.
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Espírito Pastorino
Médium Chico Xavier
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MENSAGEM DO ESE:

O dever

O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros. O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados. Quero aqui falar apenas do dever moral e não do dever que as profissões impõem.


Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as atrações do interesse e do coração. Não têm testemunhas as suas vitórias e não estão sujeitas à repressão suas derrotas. O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre-arbítrio. O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e sustenta; mas, muitas vezes, mostra-se impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; como determiná-lo, porém, com exatidão? Onde começa ele? onde termina? O dever principia, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.


Deus criou todos os homens iguais para a dor. Pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelas mesmas causas, a fim de que cada um julgue em sã consciência o mal que pode fazer. Com relação ao bem, infinitamente vário nas suas expressões, não é o mesmo o critério. A igualdade em face da dor é uma sublime providência de Deus, que quer que todos os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não pratiquem o mal, alegando ignorância de seus efeitos.


O dever é o resumo prático de todas as especulações morais; é uma bravura da alma que enfrenta as angústias da luta; é austero e brando; pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, conserva-se inflexível diante das suas tentações.


homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo. É a um tempo juiz e escravo em causa própria.


O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho. O homem tem de amar o dever, não porque preserve de males a vida, males aos quais a Humanidade não pode subtrair-se, mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.


O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da sua obra resplandeça a seus próprios olhos. 

— Lázaro. (Paris, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 7.)

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Paz Íntima



Guarda sempre: 


A confiança em Deus em ti mesmo. 
A consciência tranqüila. 
O tempo ocupado no melhor a fazer. 
A palavra construtiva. 
A oração com trabalho. 
A esperança em serviço. 
A paciência operosa. 
A opinião desapaixonada. 
A bênção da compreensão. 
A participação no progresso de todos. 
A atitude compassiva. 
A verdade iluminada de amor. 
O esquecimento do mal. 
A fidelidade aos compromissos assumidos. 
O perdão incondicional das ofensas. 
O devotamento ao estudo. 
O gesto de simpatia. 
O sorriso de encorajamento. 
O auxílio espontâneo ao próximo. 
A simplicidade nos hábitos. 
O espírito de renovação. 
O culto da tolerância. 
A coragem de olvidar-se para servir. 
A perseverança no bem.

Conservemos semelhantes traços pessoais, na experiência do dia-a-dia, e adquiriremos a ciência da paz íntima com o privilégio de encontrar a felicidade pelo trabalho, no clima do amor.
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Autor: André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

O bem possível


Os Espíritos encarnam na Terra para cumprir uma dupla finalidade: eles devem progredir e concorrer para a melhoria da vida no Planeta.

Essas finalidades são naturalmente entrelaçadas, pois é na luta de cada dia que o Espírito se melhora.

No plano espiritual, há muita preparação para esse evento tão importante que é o renascimento.

Cada existência representa uma oportunidade preciosa.

Os desencarnados são em número muito superior ao dos encarnados.

Para conseguir uma reencarnação, em especial em condições que possibilitem muito aprender e trabalhar, é necessário esforço.

O candidato estuda a si próprio, suas tendências e seu passado.

Com o auxílio de dedicados mestres, traça o plano das tarefas que pretende desenvolver.
Dedica-se ao estudo de virtudes, esforça-se por inculcar em seu íntimo as disposições mais favoráveis.

Finalmente, renasce, rodeado de expectativas felizes e muitas promessas.
É na Terra que deve colocar em prática as resoluções que tomou e tornar efetivos os estudos que fez.

Dentre muitos candidatos, foi o escolhido para desempenhar determinadas tarefas.
Consequentemente, responde pelo que faz da oportunidade recebida.

A Espiritualidade Superior ensina que o homem no mundo assume responsabilidades não só pelo mal que faz, mas também pelo bem que deixa de fazer.

Trata-se de algo natural, pois os recursos recebidos para atuação no globo terrestre são empréstimos da Divindade.

Família, bens materiais, cultura, amigos, o ambiente em que se vive, tudo procede da Misericórdia Divina.

O Espírito tem de seu exclusivamente suas conquistas intelectuais e morais.

A ordem cósmica é que amorosamente o rodeia de santas oportunidades de trabalho.
Na famosa parábola dos talentos, o Mestre falou a respeito de três servidores que receberam talentos conforme a própria capacidade.

O servidor considerado infiel não foi lançado nas trevas exteriores por fazer o mal propriamente dito.

Ele se limitou a enterrar o talento que tinha recebido de seu senhor.

Consequentemente, todo o bem que poderia ter feito com esse talento passou a pesar negativamente em sua economia espiritual.
É interessante ter essa realidade em mente para evitar se complicar com uma postura demasiado passiva.

O contexto social clama por mudanças e essas devem ser obra dos homens.
O mundo precisa se tornar mais justo e fraterno e cada um tem de agir, na conformidade de suas forças.

Quem pode fazer o bem e se omite assume pesadas responsabilidades em face da vida.
Não fazer o mal é muito pouco, é quase nada.

O importante é fazer todo o bem possível.
Pense nisso.
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Redação do Momento Espírita.
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FORMATAÇÃO E PESQUISA: MILTER -27-12-2020
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MENSAGEM DO ESE:.

Será lícito abreviar a vida de um doente que sofra sem esperança de cura?


– Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústias, apressando-se-lhe o fim?

Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem até à borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar idéias diversas das que tinha? 

Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A Ciência não se terá enganado nunca em suas previsões?

Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades! Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento.

O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas; o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento. Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro. 

— São Luís. (Paris, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo)
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