sábado, 28 de janeiro de 2012

NO CURSO DA VIDA


- Exemplifique o bem desinteressado.
Os nossos atos demonstram a proximidade ou a distância em que vivemos da Lei Divina.
=
- Viva com alegria.
O presente já faz parte de nossa vida imortal.
=
- Pondere cada atitude.
Tanto é difícil saber fazer quanto saber não fazer.
=
- Evite isolamento sistemático.
Somos peças integrantes do ambiente em que existimos.
=
- Entenda a função da posse efêmera.
Nem a riqueza e nem a privação expressam virtude.
=
- Não fuja ao começo.
A caridade corrige qualquer erro.
=
- Estude incansavelmente.
Alcançar novos conhecimentos é formular novas indagações.
=
- Cultive confiança.
Com temor não há progresso.
=
- Seja paciente na dor.
Crise, muitas vezes, é o nome que aplicamos à transformação do mal em bem.
=
- Amolde-se aos padrões do Evangelho.
Na essência, o mundo atual permanece quase o mesmo da época de Jesus.
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André Luiz
Chico Xavier





quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Tu e Alguém


- Alguém falou mal de ti?
Perdoa.
E além de perdoar, aproveita a lição:
quem sabe foi dito algo de verdadeiro que merece
ser analisado para ser corrigido?
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- Alguém te feriu?
Abençoa esse alguém.
Se agiu assim não sabe o que fez:
quem pode atirar a primeira pedra?
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- Propalas o mal que alguém te fez?
Disciplina-te.
Nunca mais faças isso:
olvidar o mal é o princípio do bem de que todos necessitamos.
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- Demonstras mágoa reprovativa para com alguém?
Domina-te.
Não lhe dês satisfações prejudiciais.
Ajuda a esse alguém e passa adiante exemplificando
o amor fraternal.
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- Tens insônia ruminando mentalmente o caso que te aborrece?
Vigia.
Pensa o menos possível no mal que outrem te fez:
quem estende o sofrimento alheio recebe sempre sofrimento maior.
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- Não cogitas de reconciliação?
Pondera.
Concilia-te na primeira oportunidade, com todos aqueles que te ofenderam, mostrando a
iniciativa da boa vontade sem orgulho que te ensombre e sem bajulação que te avilte.
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- Dizes perdoar e não queres mais ver os que te feririam?
Reconsidera.
Perdoemos não só com os sentimentos mas também com as ações transformando-nos
em colaboradores, ainda que ocultos e indiretos, da felicidade e da paz de quantos se
levantam por nossos adversários.
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- Queres esquecer sem perdoar?
Reflete.
Perdoa incondicionalmente aqui e agora:
 uma restrição que imponhas é nuvem para o futuro cujos pormenores desconhecemos.
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- Afirmas que perdoarás amanhã?
Medita.
Perdoa tão depressa quanto possível, aproveitando o dia que passa e ainda esta noite o
teu sono será mais tranquilo.
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- Não te sentes com força de perdoar?
Ora.
A Providência Divina dar-te-á energias novas com que possas plantar humildade no
coração e maturidade no espírito.
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- Mentalizas a vingança?
Repara.
 O ódio é suplício que impomos a nós próprios;
perdão é alegria e amizade que
partem de nós para fortalecimento da alegria e da amizade no mundo inteiro.
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- Alguém não te entende a mensagem de reaproximação e bondade?
Acalma-te.
Se esse alguém permanece inabordável e irredutível, asserena a consciência e aguarda
confiante, servindo quanto puderes, na certeza de que estarás junto desse alguém ao
lado do amor infinito de Deus, que auxilia e espera sempre.
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André Luiz
Waldo Vieira






quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Impressione-me!



Impressione-me!

Mostre-me a sua disposição em servir.
Conte histórias para quem perdeu a própria,
visite quem não espera mais ninguém,
segure na mão de quem está com medo,
fale de amor para quem foi esquecido.
*
Impressione-me!

Faça valer um direito de todos,
pense no coletivo, não seja mesquinho.
Jogue o lixo no lixo, ande mais a pé,
cuide do parque, plante uma árvore,
leve esperança, desperte a fé.
Não deixe rastros de imundice na praia,
nem da intolerância no trânsito,
porque o mal, facilmente se espalha.
Seja civilizado em todo e qualquer lugar.
*
Impressione-me!

Guarde a língua na boca, emudeça!
Se é para falar dos outros, que sejam elogios.
Se é para falar de você, seja humilde,
se é para falar de amor, que seja um gesto amoroso.
Se é para ler o Evangelho, é bom praticá-lo.
Menos sermão, mais ação!
*
Impressione-me!

Guarda a reclamação vazia, lute mais um pouco.
Descanse na hora certa, leia um bom livro.
Fale mais com seus filhos, amigos ou irmãos.
Não se isole, não se ausente, não invente.
O mundo é cercado de energias que nem sempre vemos,
mas sentimos em nós mesmos.
Por isso, agarre-se ao amor sem limites,
como quem se agarra a um pedaço de madeira em alto-mar.
Ainda que seja pequeno, ele te sustentará,
você vai sobreviver, não se afogará.

Porque o amor tudo pode, tudo permite, tudo transforma.
Por isso, impressione-me de verdade.
Mesmo com dor e pesar,
nunca deixe de amar.
Eu acredito em você
****************
Paulo Roberto Gaefke




terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Nosso Corpo



Um elegante homem de meia idade entrou calmamente em um café e se sentou. Antes de fazer seu pedido, ele pôde perceber que um grupo de rapazes, sentado a uma mesa próxima, estava rindo dele.
*
Logo deduziu que o motivo era um...a pequena faixa rosa na lapela de seu terno. Incomodado com a situação, mostrou a faixa aos rapazes e perguntou:
*
É isto?
*
Todos gargalharam. Um deles disse:

Desculpe-me, mas estávamos comentando como essa pequena faixa fica bonita no seu terno azul.
*
O riso foi geral. O homem, tranquilamente, convidou o que falara para se sentar com ele.
*
Embora constrangido, ele concordou. Educadamente, o homem lhe explicou que estava usando a faixa para alertar as pessoas sobre o câncer de seio. E terminou:

Eu uso isto em honra da minha mãe.
*
Lamento muito, falou depressa o jovem. Ela morreu de câncer nos seios?
*
Não. Ela está viva e passa bem. Entretanto, seus seios alimentaram-me na infância e me confortaram quando estava assustado ou me sentia solitário. Sou muito grato pelos seios de minha mãe e por sua saúde.
*
O rapaz não estava entendendo e por isso só murmurou: Sei.
*
Mas o homem prosseguiu: E eu uso esta faixa em honra de minha esposa também.
*
Ela está ok? Logo questionou o jovem.
*
Claro, falou o homem. Ela está ótima. Ela nutriu e alimentou nossa filha há vinte e três anos. Sou agradecido por seus seios e por sua saúde.
*
Suponho, ousou dizer o rapaz, que você use isso em honra de sua filha também?
*
Não, respondeu. É muito tarde para honrar minha filha, usando isto agora. Minha filha morreu de câncer nos seios há um mês.
*
Ela pensou que era muito jovem para ter esta doença. Quando, acidentalmente, notou um pequeno inchaço nos seios, ela o ignorou. Pensou que estava tudo bem. Afinal, ela não sentia dores e acreditava que não tinha motivos para se preocupar.
*
É em memória de minha filha que uso esta faixa rosa. Por causa dela, tenho tido oportunidades de esclarecer muitas pessoas. Agora, vá para casa, converse com sua esposa, suas filhas, sua mãe e seus amigos.
*
Finalmente, o homem deu para o rapaz uma faixa rosa para que ele usasse. Erguendo a cabeça, lentamente, o rapaz perguntou:

Você me ajuda a colocá-la?
* * *
Você mora no seu corpo. Pense que as máquinas modernas dão ao homem muitas facilidades.

No entanto, valeriam muito pouco sem o concurso das mãos.

Os aviões podem elevar você às alturas. Contudo, no dia-a-dia, você se equilibra em seus pés.

Os grandes telescópios são maravilhas do mundo, mas não serviriam para nada sem os olhos.

A música é o cântico do Universo, entretanto, passaria despercebida sem os ouvidos.

Enfim, pense que o seu corpo é um engenho Divino que a vida empresta a você, para sua permanência na Terra.

Cuide do seu corpo com serenidade e bom senso. Pense que, embora a ciência consiga tratá-lo, e até mesmo substituir alguns dos seus órgãos, ninguém, na Terra, encontra corpo novo para comprar.
************************
Redação do Momento Espírita

sábado, 21 de janeiro de 2012

CAMINHO CERTO


Não te esqueças de que a tua vida toma a direção dos teus passos.

O caminho que percorres é o de teus interesses e necessidades.

Existem caminhos para os cimos e estradas para o abismo.

Acautela-te contra os atalhos - caminhos de aparência tranquila mas repleto de desilusões.

É penoso recomeçar a jornada, depois de longo trecho percorrido.

Certifica-te de que estejas no rumo certo.

Facilidades extremas são indícios de caminhos sinuosos.

Muitas pedras de tropeço são degraus de ascensão, escoras para os teus pés.

Não te apresses. 

Passo a passo, avança sustentando a cruz.
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 Irmão José
 Carlos A. Baccelli




sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Os 10 Mandamentos da Boa Convivência

I – Tenha controle de sua língua. Sempre diga menos do que pensa. Cultive uma voz baixa e suave. A maneira como se fala muitas vezes impressiona muito mais do que aquilo que se fala.

*
II – Pense antes de fazer uma promessa e depois não dê importância ao quanto lhe custa.
*
III – Nunca deixe passar uma oportunidade para dizer uma coisa meiga e animadora a uma pessoa ou a respeito dela.
*
IV – Tenha interesse nos outros, em suas ocupações, seu bem-estar, seus lares e famílias. Seja alegre com os que riem e lamente com os que choram. Deixe cada pessoa com quem encontra, sentir que você lhe dispensa importância e atenção.
*
V – Seja alegre. Conserve para cima os cantos da boca. Esconda as suas dores, seus desapontamentos e inquietações sob um sorriso. Ria de histórias boas e aprenda a contá-las.
*
VI – Conserve a mente aberta para todas as questões da discussão. Investigue, mas não argumente. É marca de ser superior… discordar e ainda conservar a amizade.
*
VII – Deixa as suas virtudes falarem por si mesmo e recuse a falar das faltas e fraquezas dos outros. Desencoraje murmúrios. Faça uma regra de falar coisas boas aos outros.
*
VIII – Tenha cuidado com os sentimentos dos outros. Gracejos e humor não valem a pena e frequentemente magoam quando menos se espera.
*
IX – Não faça caso das observações más a seu respeito. Só viva de modo que ninguém acredite nelas. Nervosismo e indigestão são causas comuns para maledicência.
*
X – Não seja tão ansioso a respeito de seus direitos. Trabalhe, tenha paciência, conserve seu temperamento calmo, esqueça de si mesmo e receberá a sua recompensa.
******
Cirilo Veloso Moraes







terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Comportamento Cristão


Seja gentil para com todos.
 Não pensando em conquistar amigos, mas em fazê-los felizes.
=
Use a bondade indistintamente.
 Não porque deseje influenciar pessoas, porém, para torná-las tranquilas.
=
Sorria sempre.
 Não porque essa atitude pareça simpática, e sim por trazer sol na alma.
=
Evite a crítica ácida em qualquer circunstância. 
Não porque isso gere cordialidade, antes por reconhecer o direito de não julgar ninguém.
=
Espalhe expressões de otimismo. 
Não porque pense em granjear companheiros, todavia, por carregar no íntimo a alegria de viver.
=
Nunca revide mal por mal. 
Não porque isso gere inimigos, considerando, entretanto, que o mal é a ausência do bem e só este é-lhe antídoto eficaz. 
=
Vença a timidez. 
Não porque assim agrade aos outros, mas para sair de si e conquistar a vida.
=
Seja você mesmo. 
Não procure competir com ninguém. Você é o que edifica interiormente.
=
As aparências desfazem-se. 
As realidades permanecem.
====================
Marco Prisco
Divaldo P. Franco
 






domingo, 15 de janeiro de 2012

Cure-se



O amor que existe no seu coração é tamanho que você poderia curar o planeta inteiro. 
Porém, por enquanto, vamos usar esse amor para curar a você mesmo. 
Sinta um calor começar a surgir no seu centro cardíaco, uma ternura, uma bondade. 
Deixe essa sensação começar a mudar o que você pensa e fala sobre você mesmo.

Na infinidade da vida onde estou, tudo é perfeito, pleno e completo.
A mudança é a lei natural de minha vida.

 Dou boas-vindas a ela.
Estou disposto a mudar. 

Escolho mudar meu pensamento.
Escolho mudar as palavras que uso.
Vou do velho para o novo com facilidade e alegria.
É mais fácil perdoar do que eu imaginava.
O perdão me faz sentir livre e leve.
É com alegria que aprendo a me amar mais e mais.
Quanto mais ressentimento desprendo, mais amor tenho para expressar.
Modificar meus pensamentos me faz sentir que sou bom.
Estou aprendendo a escolher fazer de hoje um prazer a ser vivenciado.
Tudo está bem no meu mundo.
------------------------
Louise L. Hay


Comportamento Preventivo do Câncer



Já se sabe que as emoções impactam de maneira expressiva nosso sistema imunológico. Pensamentos bons, atitudes dignas, emoções de suavidade fazem bem à saúde e o oposto, como agressividade ou revolta nos gestos e sentimentos prejudicam a saúde.

Isso em linhas gerais, pois o assunto comporta desdobramentos inesgotáveis. Ficar bravo, triste, enciumado, magoado é humano, portanto, natural. A questão toda está na manutenção desses sentimentos por semanas, meses e até anos. Num período de alguns dias é normal, natural, mesmo porque precisamos “mastigar” o assunto, entendê-lo para procurar caminhos de superação.

Basta pensar que uma tristeza mantida durante muito tempo faz cair a resistência imunológica, sujeitando-nos às doenças.

Usaremos, todavia, um exemplo simples para ampliar o assunto. Um jogador de futebol não gosta do banco de reserva; um militar que não é enviado ao campo de batalha igualmente sente-se incompleto ou o profissional de qualquer categoria deseja exercitar o que saber, demonstrando sua capacidade e seu poder criativo nas situações que se apresentem, onde sua inteligência e gosto pela atividade escolhida o fazem crescer profissionalmente.

Assim também com as angústias e aflições próprias desse mundo, qualquer que seja o nome com que a classifiquemos: desemprego, ofensa, enfermidade, humilhação, carência de qualquer tipo, solidão, medo, condicionamentos ou qualquer outro tipo de limitação exige de seus protagonistas um primeiro passo de superação: coragem!

Sim, o desencorajamento diante das adversidades, sejam quais forem, é um veneno que mina nossas forças interiores. Portanto, é preciso erguer-se com coragem e determinação das angústias e aflições de nossa condição e prosseguir, sem medo.

É o que se pode chamar de bem e mal sofrer. Sofrer todos sofrem, de um jeito ou de outro. Agora, o importante é saber sofrer. E saber sofrer é enfrentar a dificuldade, esforçar-se para super a adversidade apresentada para posteriormente dizer: eu fui mais forte e venci!

O mal sofrer é a revolta, a reclamação, a acomodação. Quem luta, apesar das limitações todas que possa encontrar, enquadra-se no time daqueles que têm oportunidade de provar sua firmeza, sua determinação, sua perseverança.

No bem sofrer, de resignação ativa, conquistamos amadurecimento, aprendemos a superar obstáculos e avançamos nos degraus do conhecimento e da moral.

Por essas reflexões todas, o bem sofrer, ou seja, o saber tirar do sofrimento o aprendizado que precisamos, é comportamento preventivo contra o câncer, porque entregar-se à tristeza, à revolta, à inconformação, mina nossas defesas orgânicas, sujeitando-nos às infecções e enfermidades. A mágoa, por exemplo, guardada e alimentada, é detonadora de processos de AVC, é destruidora de cédulas, é acionadora de mecanismos que resultarão em infartos e outras complicações de saúde.

Melhor, pois, optar pela coragem, pela alegria de viver, pela perseverança no bem e pela determinação de superar obstáculos em atitudes de confiança e otimismo. Tais comportamentos protegem a saúde, reforçam o sistema imunológico e nos fazem mais saudáveis.

Se a tristeza chegar, convide-a à alegria através de uma boa música, de uma boa leitura ou da convivência com amigos animados. Veja um bom filme de Chaplin ou saia caminhar. Há vários caminhos para superar nossas limitações. O importante é não nos permitirmos dias seguidos de tristeza, solidão ou mágoas. Perdoar e prosseguir, eis a senha de saúde, com bom ânimo, boa vontade e bom humor no comportamento. Se o ciúme ou a inveja, o rancor ou a vingança nos convidar à ação, expulse-os de sua vida. Não precisamos deles. Contamine-se antes, de alegria e entusiasmo. Você, como eu, como qualquer outra pessoa, guardamos um tesouro dentro de nós: a capacidade de viver, de ser criativo, de superar medos e obstáculos! Prossigamos, pois! É preciso!

Para ampliar o assunto, sugerimos pesquisa no item 18 do capítulo V de O Evangelho Segundo o Espiritismo, onde a monumental mensagem assinada pelo Espírito Lacordaire inspira refletir sobre a questão.
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Orson Peter Carrara


Observe o motivo de sua inquietação


Era homem robusto e inteligente, contudo, assim que ajuntou algum dinheiro, olvidou a si próprio.

Não mais refeições a tempo, a fim de caçar mais lucros. 

Não mais sono tranquilo, receoso de as­saltos. 

Não mais higiene pronta, por perder longo tempo buscando o golpe financeiro certo. 

Não mais distrações sadias, por medo de gastar. 

Não mais amizades puras, de vez que em cada rosto imaginava alguém a procurar-lhe as pratas. 

E esse homem zeloso, tão zeloso que em nada mais pensava senão em seu ouro, certa noite, sozinho, achou a tempestade que o sufocou num rio, em cheia inesperada, quando ia justa­mente cobrar de um devedor leve conta esquecida. 

E muito, muito antes do tempo assinalado compareceu, vencido, aos tribunais da morte para saber, chorando, que preservara o ouro, apaixonadamente, mas perdendo a si mesmo. 

Observe o motivo de sua inquietação. 

Seja casa ou dinheiro, posição ou destaque, fiscalize o seu zelo e equilibre a conduta, por­quanto, além de Deus que é vida, em nossas vidas, posse alguma na Terra pode encontrar valor, se você ganha tudo, afundando você.
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Valerium 



sábado, 14 de janeiro de 2012

RESPONSABILIDADE NO MATRIMÔNIO











Interrogam, muitos discípulos de Evangelho: 
não é mais lícito o desquite ou o divórcio, em considerando os graves problemas conjugais, à manutenção de um matrimônio que culmine em tragédia? Não será mais conveniente uma separação, desde que a desinteligência se instalou, ao prosseguimento de uma vida impossível? 
Não têm direito, ambos os cônjuges, a diversa tentativa de felicidade, ao lado de outrem, já que se não entendem?

E muitas outras inquirições surgem, procurando respostas honestas para o problema que dia-a-dia mais se agrava e avulta.

Inicialmente, deve ser examinado que o matrimônio em linhas gerais é uma experiência de reequilíbrio das almas no orçamento familiar. 


Oportunidade de edificação sob a bênção da prole --- e, quando fatores naturais coercitivos a impedem, justo se faz abrir os braços do amor espiritual às crianças que gravitavam ao abandono --- para amadurecer emoções, corrigindo sensações e aprendendo fraternidade.

Não poucas vezes os nubentes, mal preparados para o consórcio matrimonial, dele esperam tudo, guindados ao paraíso da fantasia, esquecidos de que esse é um sério compromisso, e todo compromisso exige responsabilidades recíprocas a benefício dos resultados que se deseja colimar.


A “lua de mel” é imagem rica de ilusão, porquanto, no período primeiro do matrimônio, nascem traumas e desajustes, inquietações e receios, frustrações e revoltas, que despercebidos, quase a princípio, espocam mais tarde em surdas guerrilhas ou batalhas lamentáveis no lar, em que o ódio e o ciúme explodem, descontrolados, impondo soluções, sem dúvida, que sejam menos danosas do que as trágicas.


Todavia, há que meditar, no que concerne aos compromissos de qualquer natureza, que a sua interrupção, somente adia a data da justa quitação. 


No casamento, não raro, o adiamento promove o ressurgir do pagamento em circunstâncias mais dolorosas no futuro em que, a pesadas renúncias e a fortes lágrimas, somente, se consegue a solução.

* - * -

Indispensável que para o êxito matrimonial sejam exercitadas singelas diretrizes de comportamento amoroso.


Há alguns sinais de alarme que podem informar a situação de dificuldade antes de agravar a união conjugal:

. silêncios injustificáveis quando os esposos estão juntos;
. tédio inexplicável ante a presença do companheiro ou da companheira;
. ira disfarçada quando o consorte ou a consorte emite uma opinião;
. saturação dos temas habituais, versados em casa, fugindo para intérminas leituras de jornais ou
inacabáveis novelas de televisão;
. irritabilidade contumaz sempre que se avizinha do lar;
. desinteresse pelos problemas do outro;
. falta de intercâmbio de opiniões;
. atritos contínuos que ateiam fagulhas de irascibilidade, capazes de provocar incêndios em forma de agressão desta ou daquela maneira...
E muitos outros mais.

* - * - *

Antes que as dificuldades abram distâncias e os espinhos da incompreensão produzam feridas, justo que se assumam atitudes de lealdade, fazendo um exame das ocorrências e tomando-se providências para sanar os males em pauta.


Assim, a honestidade lavrada na sensatez, que manda “abrir-se o coração” um para com o outro, consegue corrigir as deficiências e reorganizar o panorama afetivo.


É natural que ocorram desacertos. Ao invés, porém, de separação, reajustamento.


A questão não é de uma “nova busca” mas de redescobrimento do que já possui.


Antes da decisão precipitada, ceder cada um, no que lhe concerne, a benefício dos dois.


Se o companheiro se desloca, lentamente, da família, refaça a esposa o lar, tentando nova fórmula de reconquista e tranquilidade.


Se a companheira se afasta, afetuosamente, pela irritação ou pelo ciúme, tolere o esposo, conferindo-lhe confiança e renovação de idéias.


O cansaço, o cotidiano, a apatia são elementos constritivos da felicidade.


Nesse sentido, o cultivo dos ideais nobilitantes consegue estreitar os laços do afeto e os objetivos superiores unem os corações, penetrando-os de tal forma, que os dois se fazem um, a serviço do bem. 

E em tal particular, o Espiritismo --- a Doutrina do Amor e da Caridade por excelência --- consegue renovar o entusiasmo das criaturas, já que desloca o indivíduo de si mesmo, ajuda-o na luta contra o egoísmo e concita-o à responsabilidade ante as leis da vida, impulsionando-o ao labor incessante em prol do próximo. E esse próximo mais próximo dele é o esposo ou a esposa, junto a quem assumiu espontaneamente o dever de amar, respeitar e servir.

Assim, considerando, o Espiritismo, mediante o seu programa de ideal cristão, é senda redentora para os desajustados e ponte de união para os cônjuges, em árduas lutas, mas que não encontraram a paz.
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Joanna de Ângelis
Divaldo Pereira Franco

Receita de Paz


Ora com mais confiança em Deus.

Trabalha um tanto mais.

Serve com mais alegria.

Age mais caridosamente.

Desculpa as faltas alheias com mais compaixão pelos ofensores.

Usa mais calma, particularmente nas horas difíceis.

Tolera, com mais paciência, as situações desagradáveis.

Coloca mais gentileza no trato pessoal.

Emprega mais serenidade na travessia de qualquer provação.

E, assim, com a bênção de Deus, encontrarás mais segurança e paz, nas estradas do tempo, garantindo-te o êxito preciso nos deveres de cada dia, a caminho da vida maior.
====================
Emmanuel




sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

PARA NÃO SER INFELIZ:


É bastante comum reclamarmos do sofrimento ou das dores que nos atingem.
Contudo, muitas vezes, tais condições são provocadas por nós mesmos.

De um modo geral, costumamos aumentar nossa dor e sofrimento sendo exageradamente sensíveis.

Assim, reagimos muito mal a fatos insignificantes e, por vezes, levamos as coisas para o lado pessoal.

À conta disso, muitas irritações no dia a dia, podem se acumular de modo a representar uma importante fonte de sofrimento.

É uma tendência a estreitar nosso campo de visão psicológica, interpretando ou confundindo tudo o que ocorre em termos do seu impacto sobre nós.


Conta-se que dois amigos foram a um restaurante para jantar. Eles não tinham nada importante para fazer em seguida.
Podiam comer com calma, conversar, demorar-se o quanto desejassem. Nenhum compromisso, naquele dia, os aguardava. A noite poderia ser encerrada a hora que desejassem.
Com esse espírito é que fizeram seu pedido e aguardaram que os pratos solicitados chegassem.
O serviço do restaurante acabou por se revelar extremamente lento, e um dos senhores começou a reclamar:
 “o garçom parece uma lesma! Onde é que ele pensa que está? Acho que está fazendo isso de propósito.”

E assim foi durante todo o jantar. Uma ladainha de reclamações.
Reclamou da comida, da louça, dos talheres e de todos os detalhes que descobriu não lhe agradarem.
Ao final da refeição, o garçom chegou e lhes ofereceu duas sobremesas, a título de cortesia.
“É como uma compensação”, disse gentil, "pela demora do serviço.
Estamos com falta de pessoal, hoje. Houve um falecimento na família de um dos cozinheiros, e ele não veio trabalhar.
Além disso, um dos auxiliares avisou que estava doente, na última hora. Espero que a demora não lhes tenha causado nenhum aborrecimento.”

Enquanto o garçom se afastava, o homem descontente resmungou entre os dentes, deixando escapar a sua irritação: “mesmo assim, nunca mais vou voltar aqui.”

Este é um pequeno exemplo de como contribuímos para nosso próprio sofrimento.

Levando a questão para o lado pessoal, como se tudo fosse feito de propósito contra nós; imaginando que as pessoas e o mundo giram em torno de nós, nos tornamos infelizes.

No caso apresentado, o resultado foi uma refeição desagradável para ambos.

E com grandes possibilidades de, por causa da irritação, terem problemas de saúde, na sequência. A comida ingerida lhes fazer mal.

Além, é claro, do aborrecimento, do desconforto, ante tanta reclamação. E tudo podia ter sido resolvido de forma tão fácil, com um pouco de paciência e tolerância.

Convenhamos, ainda, que se a pessoa olhasse ao redor e tivesse um mínimo de sensibilidade, teria podido constatar que havia falta de pessoal, que os que estavam trabalhando se esforçavam ao máximo.

Isso, se não olhasse somente para si mesmo.

Jacques Lusseyran, cego desde os oito anos de idade, foi fundador de um grupo de resistência na segunda guerra mundial.
Acabou sendo capturado pelos alemães e encarcerado em um campo de concentração.
Mais tarde, quando relatou as suas experiências no campo de prisioneiros, afirmou:

 “Percebi que a infelicidade chega a cada um de nós porque acreditamos ser o centro do universo. Porque temos a triste convicção de que só nós sofremos de forma insuportável. A infelicidade é sempre se sentir cativo na própria pele, no próprio cérebro.”

Pensemos nisso.
*********************
Equipe de Redação do Momento Espírita

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Retalhos




Conta-nos Malba Tahan, num dos seus formosos apólogos, como um homem que, tendo tido em suas mãos, por alguns minutos, o “Livro do Destino”, podendo destarte fazer-se rico e venturoso, ainda perdeu essa excepcional oportunidade que se lhe oferecera para o conseguir.

É que, ao se ver de posse do precioso livro, dispondo de tempo suficiente para escrever na página de sua vida tudo quanto desejasse para o seu bem-estar, esse homem, ao lembrar-se dos seus inimigos, tão preocupado ficou em fazer-lhes mal, que o tempo se escoou, surpreendendo-o esquecido de fazer o bem a si próprio.

Essa estorieta retrata, com muita fidelidade, o que acontece a muitos: semeiam o infortúnio, mas não colhem a menor parcela de felicidade.

* * *

O homem, em seus anseios de progresso, em sua luta diuturna pela aquisição de novas e melhores expressões de vida, muito há conseguido.

Devassou o globo.

Conquistou os elementos.

Subjugou as potências cegas que o oprimiam de todo lado, fazendo-as trabalhar para ele.

Desbravou florestas virgens, saneou pauis infectos, transformando-os em metrópoles hodiernas.

Coalhou os oceanos de cidades flutuantes.

Povoou os ares de gigantes metálicos.

Encurtou distâncias.

Ligou continentes.

Desenvolveu-se nas artes.

Engrandeceu-se nas ciências.

Realizou pesquisas, fez experiências de toda ordem, inventou instrumentos e aparelhos que são portentos de engenho e de técnica.

Cercou o lar de todo o conforto, concebeu meios rápidos, cômodos e seguros para locomover-se no exercício de suas atividades multiformes, criou mil e uma maravilhas para a distração dos seus sentidos, nas horas de lazer...

Todavia, com tudo isso, ainda vive sem sossego, ainda sofre, ainda chora, e é infeliz! Por quê?

É porque ele não se deu conta de que, acima de sua vontade, que julga onipotente, há leis divinas, tão rigorosas e matematicamente certas em seus efeitos, como as da Física, etc., às quais ainda tem de aprender a observar, a cumprir.

É porque ele não realizou, a par de seu desenvolvimento intelectual, um correspondente aperfeiçoamento moral ou espiritual, conditio sine qua non ( condição sem a qual não pode deixar de ser) para que haja paz nos corações e harmonia na face da Terra, cessando de vez os eternos conflitos entre os indivíduos, as classes e as nações.

É porque ele, que desvendou quase todos os mistérios da natureza, apreendendo o mecanismo das forças que nela atuam, ainda não se conhece a si próprio, no que “é” de mais essencial. Ainda não descobriu dentro de si mesmo, aquela partícula imponderável e indestrutível, cujo todo é — Deus!

* * *

Há pessoas que sofrem uma espécie de frustração, sentindo-se permanente insatisfeitas, apenas porque não sabem o que fazer de suas horas vazias...

Não fossem elas tão egoístas, não vivessem tão alheias e indiferentes ao mundo que as cerca, e notariam quanto bem poderiam realizar em favor do próximo e... de si mesmas.

Aqui, um doente carecido de uma palavra de conforto e de encorajamento..

Ali, um incompreendido a necessitar de um gesto de simpatia e de solidariedade...

Acolá, um aflito, em favor do qual uma prece sincera faria tanto bem...

E por toda. parte. a melancólica velhice, clamando, suspirando por um pouco de afeto e de calor humano...

E crianças, órfãs ou enjeitadas, ávidas por uma guloseima, por um modesto brinquedinho, mas principalmente por um afago ou um sorriso de ternura...

Que de males, dores e feridas podem ser curados ou amenizados com o bálsamo miraculoso do amor, transfundido em forma de atenção, bondade e carinho!
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Rodolfo Calligaris
(Revista Reformador de junho de 1971)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Escolha a sua desculpa para não ser feliz

Estamos no "supermercado das lamentações" e aqui você encontra prateleiras recheadas de ofertas, desculpas e mais desculpas como as mais vendidas:

-"Sou infeliz porque meu marido não gosta mais de mim."

- “Não dá para ser feliz com este chefe que eu tenho.”

- "Depois que arrumou uma namorada, meu filho não me ama mais como antigamente."

- "Acho que meu namorado não gosta mais de mim ,já não me trata como antes..."

Em super oferta, em até 10 vezes no cartão, a campeã de vendas:

-"Meus pais não me entendem, por isso sofro demais."

Mas, tem mais, aproveite o "bacião de ofertas":

-"Não consigo firmar nenhum relacionamento, o problema deve ser comigo."

-"Minha saúde vive debilitada desde que me separei."

Quer levar alguma desculpa em oferta?
Ou quem sabe quer aproveitar e descobrir o óbvio: 

Sua felicidade está nas suas mãos.

Ninguém pode decidir por você, por isso o médico pergunta para você onde dói, ao invés de tentar descobrir por adivinhações.

Vai, crie coragem e assuma as suas deficiências pare de jogar a culpa das suas frustrações nos outros. Procure dentro de você a libertação das possibilidades que habitam em você e acabe descobrindo essa verdade:

-Todo mundo tem um dom, um talento!

Então, é só aplicar-se naquilo que você tem de melhor. 

Não precisa inventar nada, nem fantasiar, nem querer ser o que você não é. 

Faça direitinho o básico, e alimente-se dos bons pensamentos, das boas energias, espelhe-se nas pessoas de sucesso, mas não se compare, você é único, e isso é muito bom, pois o mundo precisa de pessoas como você, que sabem fazer o que você faz.
Mesmo que você não acredite que fazer crochê vale a pena, varrer rua bem varrida é uma maravilha, aquele bolo de fubá que só você faz, aquela planilha no Excel que você simplificou, aquela cirurgia que você reinventou, e qualquer coisa que você faça com amor.

Por falar em amor, quanto você se ama?

Se você ainda está procurando culpados pelo seu fracasso, pela sua infelicidade, pode apostar que você não se ama o suficiente, pois aquele que descobre o amor próprio consegue amar o próximo, o distante, o longínquo e qualquer outra pessoa.

Chega de desculpas, a vida pede uma atitude, não uma desculpa.

Ame-se, encontre-se e seja feliz!
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Paulo Roberto Gaefke


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

AMOR A DOIS


O amor é assunto sagrado para os homens, tanto quanto é o instinto de vida para os animais e a lei para as coisas que nos servem. Ninguém vive sem amar. As criaturas têm carência de afetividade, tanto ou muito mais que de alimento para o corpo físico, pois ele é alimento dos mais qualificados para a alma.

No entanto, as suas divisões são inúmeras, de acordo com as necessidades.

Aqui, tratamos mais acentuadamente do amor a dois. É justo que esse amor seja um pouco diferente do amor universalizado, do amor de pais com filhos e filhos com pais, do amor às plantas e do amor aos animais. E, assim, sucessivamente.

No amor a dois, tem que existir um pouco de egoísmo, mas aquele tão fraco que perde seu significado comum, porque cede um pouco para o dever.

Assemelha-se, nesse caso, à água para matar a sede:
 quente, é insuportável; solidificada, não serve; fria, é adequada. 

No amor a dois, tem de haver um pouco de ciúme, mas aquele que não escandaliza, que não se faz acompanhar pelo ódio e pela vingança, que não maltrata, que não perturba. 
Aquele em que a ponderação faz perder a ferocidade e alivia a tensão, sendo, apenas, vigilância. 
Ele é como todos os alimentos:
 com excesso, fazem-nos mal. 
Todos os venenos são medicamentos, muitas vezes indispensáveis, dependendo da dosagem que se toma.

Não pode existir amor no lar, quando os dois não querem amor e terminou o interesse de um pelo outro.
 O mais evoluído tem a grande saída da renúncia, desde que essa renúncia não esteja salpicada do insulto, das reclamações, das vibrações de rancor, alimentando a vingança enjaulada no coração, para que um dia solte a fera, a devorar a pequena paz que ainda reste.

Essa renúncia também passa a perder o seu nome sagrado e toma a forma de egoísmo prepotente.

É bom que nos certifiquemos de uma coisa: estamos, encarnados e desencarnados, viajando na Terra, fazendo um curso nela. E ainda não é tempo de gozarmos a felicidade que, por enquanto, não construímos.

Podereis encontrar em vossa esposa uma inimiga do passado, pessoa a quem deveis bastante, ou por quem tenhais sido prejudicado.

Reunidos como cônjuges em um lar, é a melhor oportunidade de saldardes as dívidas, tranquilizando as consciências.

O vosso dever é fazer a vossa parte.
 Sendo amado ou não, amai com sinceridade. 
Se o vosso amor está mal interpretado pela vossa companheira, modificai-o de modo a agradá-la.
 Ele é qual o líquido que toma a forma da vasilha.
 E, se as bênçãos de Deus vos deu uma esposa, ou um esposo, coerente em tudo que se refere à vida a dois, aperfeiçoai esse amor, purificai-o, fazendo dos corações reatores divinos, para que possais, em outra dimensão, estendê-los aos filhos, parentes e companheiros, e por vezes à humanidade. 

Ganhai tempo, pelo tempo que vos deram e enriqueçais no beneplácito do amor, compreendendo que somente ele libera as criaturas da prisão da ignorância.
Não exijais compreensão da pessoa que vive convosco.
 Emprestai a vossa. Em todos os lances da vida, o exemplo é nota harmoniosa em qualquer instrumento humano.
 Sede útil à pessoa que amais sem quererdes anunciar vossos feitos, procurando gratidão. 
Isso é troca que não condiz com a caridade. 
Não vos impacienteis de trabalhar em silêncio, em favor dos outros, principalmente de quem vos pertence pelo amor. Nada que se faz fica escondido. No entanto, se tilintar o gazofilácio da vaidade, podereis perder o vosso trabalho valioso, porque desfigurais a dignidade da beneficência.
Se ainda temeis fazer o bem, sem que os outros saibam, é porque não confiais nos preceitos do Mestre, nas leis de Deus. 
Tende fé, meu filho, alimentai a confiança, e nunca percais a alegria de ser útil, principalmente àqueles que vivem convosco. 
O amor a dois, quando correspondido e firmado pelo tempo, é a porta pela qual poderemos entrar para a verdadeira felicidade do futuro. É ele que carimba o nosso amor para a universalidade.
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Miramez
 João Nunes Maia

SENTIMENTOS E EMOÇÕES




“Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem.” – Paulo (Romanos, 12:21) 

Educa, filho meu, os teus sentimentos e as tuas emoções para que consigas agir na vida de modo mais brando, sem te entregares a atitudes desvairadas que, de alguma forma, possam demonstrar desequilíbrio interior.

Canaliza os teus sentimentos pela fonte do amor, a fim de que, em sintonia com os bons pensamentos, eles possam levar-te a realizar algo de concreto em favor do bem do próximo. 

Sentimentos de tristeza geram atitudes negativas de egoísmo ou de insulamento. 

Sentimentos de alegria tornam a vida mais amena, levando-te a agir com bondade perante aqueles que te cercam. 

Controlando as tuas emoções, não te entregarás a atitudes perigosas e extremistas e que te levem a agir sem pensar. Controlar, porém, não significa reprimir e sim, educar, para não retribuíres o mal com o mal, com manifestações de ódio ou desejos de vingança. 

É natural que todos nós externemos as nossas emoções diante das situações inusitadas da vida. Porém, se soubermos educá-las, jamais permitiremos que as nossas emoções nos levem a praticar atos inconsequentes e dos quais possa gerar algum remorso. 

Emoções negativas e desequilibradas revelam embrutecimento da alma. 

Contudo, emocionar-se perante acontecimentos dolorosos na vida de outros irmãos ou diante de pequeninos gestos de amor que nos sensibilizem o coração, demonstra crescimento interior. 

Unindo os bons pensamentos às emoções construtivas, muito poderemos realizar no campo do bem, permitindo-nos levar alegria, paz e esperança aos corações aflitos e desiludidos. 

E, relembrando o Apóstolo Paulo, “Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem”, faze com que os teus sentimentos e emoções se transformem em realizações belas e nobres e que te engrandeçam aos olhos do Mestre Jesus. 
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Irmã Maria do Rosário