quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Preserva a ti próprio


“Vai, e não peques mais.”
Jesus (João, 8:11)

A semente valiosa que não ajudas, pode perder-se.

A árvore tenra que não proteges, permanece exposta à destruição.

A fonte que não amparas, poderá secar-se.

A água que não distribuis, forma pântanos.

O fruto não aproveitado, apodrece.

A terra boa que não defendes, é asfixiada pela erva inútil.

A enxada que não utilizas, cria ferrugem.

As flores que não cultivas, nem sempre se repetem.

O amigo que não conservas, foge do teu caminho.

A medicação que não respeitas na dosagem e na oportunidade que lhe dizem respeito, não te beneficia o campo orgânico.

Assim também é a Graça Divina.

Se não guardas o favor do Alto, respeitando-o em ti mesmo, se não usas os conhecimentos elevados que recebes para benefício da própria felicidade, se não prezas a contribuição que te vem de cima, não te vale a dedicação dos mensageiros espirituais. 

Debalde improvisarão eles milagres de amor e paciência, na solução de teus problemas, porque sem a adesão de tua vontade, ao programa regenerativo, todas as medidas salvadoras resultarão imprestáveis.

“Vai, e não peques mais.”

O ensinamento de Jesus é suficiente e expressivo.

O Médico Divino proporciona a cura, mas se não a conservamos, dentro de nós, ninguém poderá prever a extensão e as consequências dos novos desequilíbrios que nos sitiarão a invigilância.
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Emmanuel 
Chico Xavier




quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Felicidade sem Culpa



A maioria das pessoas se sente infeliz ou adia sua felicidade por causa da internalização de um poderoso mecanismo, seja social, moral ou religioso, introdutor de culpa.

O ser humano se estrutura dentro da sociedade sem a devida reflexão sobre os valores que assimila. 
Nem sempre percebe que, aqueles recebidos em suas origens devem, na adultez, merecer reflexão e consequente libertação dos que não mais condizem com sua maturidade.

 Nem sempre as pessoas conseguem se libertar da pressão exercida pela sociedade da qual fazem parte. 
Essa pressão não é apenas exercida através de normas e leis, mas principalmente a partir daquilo que não é dito e nem é explicitado. 
As leis da convivência entre as pessoas, as quais nem sempre fazem parte de algum código escrito, promovem sanções que psicologicamente impõem culpa e necessidade de alívio psíquico.

 Nesse contexto somam-se os preceitos extraídos das interpretações humanas aos códigos das religiões, muitas vezes usados como mecanismos repressores, para limitar ainda mais as possibilidades do ser humano de entender sua própria vida e alcançar a felicidade.

O grande gerador da infelicidade é a culpa que nos permite, quando instalada, esperar algum tipo de punição para alívio daquilo que consideramos uma transgressão. 
 Vivemos sempre à espera de que essa punição ocorra, gerando ansiedade e adiando nossa felicidade.
É claro que tudo isso ocorre também como um mecanismo que possibilita a percepção da própria liberdade individual.

Há pessoas que necessitam de limites para melhor administrar sua liberdade, porém essa regra é utilizada de forma excessiva e castradora, em face do medo que tem o ser humano de perder o controle sobre si mesmo.

O propósito de todo ser humano é alcançar a felicidade possível sem perder a noção da responsabilidade individual pelos próprios atos. 
 Ser feliz só é possível através da liberdade com responsabilidade.  
Quem não for capaz de assumir as consequências de seus atos, não conseguirá viver com a consciência em paz e em harmonia. 
 Religiões e filosofias foram – e ainda o são – utilizadas como mecanismos de dominação coletiva sob o argumento de que o passado da humanidade demonstra sua necessidade de impor limites. 
 É necessário que se perceba o espírito como ser presente que, embora assentado sobre seu passado, está sempre olhando para o futuro. 
 Sem esquecer o passado é preciso viver o presente com o olhar no futuro.  
As religiões valorizam mais o passado que o futuro do ser humano, impondo-lhe que carregue sempre alguma culpa.

As religiões, como são praticadas, servem para determinadas classes de crentes. 
 Para outras elas necessitam de interpretações e compreensões mais avançadas sob pena de se extinguirem.  
Elas devem ser entendidas de formas distintas e de acordo com o nível de evolução do espírito.

Na maioria delas, o conceito de felicidade passa pela culpa e pela negação à vida na matéria.
  Entender que ela, a felicidade, só poderá ocorrer alhures, pós-morte, é negar o sentido da existência, consequentemente o presente.
Não entregue sua felicidade à crítica das religiões, das filosofias, dos outros ou dos equívocos que cometeu.  
A religião, por natureza, deve facilitar o processo de crescimento do ser humano.  
Tome a sua como auxiliar de seu equilíbrio psicológico e espiritual.  
Não coloque sua felicidade à mercê das contingências acidentais de sua vida ou mesmo de uma fase de turbulência por que você esteja passando. 
 Lembre-se de que viver não é ato isolado de um ser humano.
 É um contexto, uma  conexão e um sentido.
 Na união dessas realidades junta-se o Espírito que é você.
 Assuma o comando de sua vida e a coloque a serviço do propósito de ser feliz. 
Siga aquele ditado que diz ‘viva e deixe os outros viverem’.

Ninguém no mundo está irremediavelmente condenado a sofrer ou a penar eternamente, seja na vida ou na morte.
As teorias que levaram o ser humano a se achar perdido ou condenado a sofrer pelos atos o distanciaram de sua própria felicidade. 
 O ser humano está ‘condenado’ a ser feliz e essa conquista é feita individual e coletivamente. 
Ele foi presenteado por Deus que lhe deu a Vida.

Convido o leitor a despojar-se de conceitos, pelo menos durante a leitura deste livro, para penetrar no próprio coração e pensar na felicidade como um estado de espírito possível.  
Lembre-se de que coração e razão são faces de uma mesma moeda, que representa o ser humano. Tentar separá-las é tolice infantil.

Retire o véu que encobre sua visão de si mesmo, dispa-se da roupa que o mundo lhe ajudou a tecer e vista-se com o manto da simplicidade e da pureza de coração, a fim de captar o significado mais profundo e os sentimentos que coloco no que escrevo para que você se encontre com sua essência.  
Lembre-se de que não há nada no mundo que valha mais do que sua paz interior.
 E que ela, para ser real, deve manifestar-se no mundo em sua prática diária e em sua vida de relações com os outros.
  A felicidade real e a paz verdadeira são vividas no mundo.

Reúna seus mais íntimos propósitos, junte suas maiores intenções, fortaleça-se com as melhores energias e entre em contato com o Deus que habita em você, para encontrar sua plena felicidade. 
Não se esqueça de reparti-la por onde passar e com quem estiver, pois isso é garantia de perpetuidade.
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Adenáuer Novaes




Complicam Voluntariamente



São muitos os que complicam voluntariamente a existência.

Tomam decisões precipitadas.

Falam além do devido.

Bebem em excesso.

Dirigem em alta velocidade.

Praticam a invigilância.

Permitem-se certas concessões.

Avançam sinais de advertência.

Humilham as pessoas.

Não são previdentes.

Esbanjam o que têm.

Não valorizam afetos.

Não pensam na consequência de seus atos.

Não cuidam da saúde.

Estes, do que lhes acontece, jamais poderão se queixar, a não ser de si mesmos.
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 Irmão José


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Em Termos Lógicos



Não há vida sem responsabilidade.
Todo ser tem direitos e obrigações.
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Não há ação sem testemunha.
Somos participantes da Vida Universal.
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Não há erro com razão.
Só a verdade é lógica.
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Não há sentimentos incontroláveis.
O espírito é o criador da própria emoção.
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Não há dificuldade intransponível.
Cada aluno recebe lições conforme o entendimento que evidencia.
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Não há perfeita alegria que viceje no insulamento.
A felicidade é a benção de luz que apenas medra no terreno da solidariedade.
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Não há ponto final para o Amor.
Amor é vida e a vida é eternidade.
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André Luiz
Chico Xavier





segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Cuida da Mente


A mente é criadora.

Tanto cria a boa como a má situação.

Se você reclama, critica, diz palavrões, afirma que todos
estão contra você e que o mundo não presta, formará uma onda mental ruim e se sentirá infeliz.

Se aceita, elogia, profere palavras sensatas, vê os outros como amigos, encontrará alegria e paz.

Reconheça que tudo vem para o seu benefício. 

Impeça o mau pensamento.

Refrear os maus impulsos é dirigir-se para a paz.
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Lourival Lopes




domingo, 21 de outubro de 2012

Mau Humor



Se o mau humor te envolve à maneira de sombra sufocante, procura examinar-lhe as origens, a fim de que possas liquidá-lo tão imediatamente quanto possível.

Caso alguma dívida te preocupe, não será com aspereza que conseguirás os recursos preciosos, de modo a resgatá-la.

Doença quando aparece, solicita remédio e não intolerância para curar-se.

Necessitando da cooperação de alguém para determinado empreendimento, a carranca não te angariará simpatia.

Contratempos em família não se desfazem com frases vinagrosas.

Se pretendes adquirir companheiros e colaboradores, a irritação é um antigo processo de perder amizades.

Lembra-te de que ninguém consegue algo realizar sem os outros e de que os outros não são culpados por nossas indisposições e insucessos.

Ninguém sabe até hoje onde termina o mau humor e começa a enfermidade.

Não se sabe de ninguém até agora que o azedume tenha auxiliado.

Se você deseja livrar-se dessa máscara destruidora, cultiva a paciência e aprende a sorrir.
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Emmanuel
Chico Xavier











sábado, 20 de outubro de 2012

Agora não, depois



Nem cedo, nem tarde.

O presente é hoje.

O passado está no arquivo.

O futuro é uma indagação.

Faze hoje mesmo o Bem a que te determinaste.

Se tens alguma dádiva a fazer, entrega isso agora.

Se desejas apagar um erro que cometeste, consciente ou inconscientemente, procura sanar essa falha sem delongas.

Caso te sintas na obrigação de escrever uma carta, não relegues semelhante dever ao esquecimento.

Na hipótese de idealizares algum trabalho de utilidade geral, não retardes o teu esforço para trazê-lo à realização.

Se alguém te ofendeu, desculpa e esquece, para que não sigas adiante carregando sombras no coração.

Auxilia aos outros, enquanto os dias te favorecem.

Faze o Bem agora, pois, na maioria dos casos, “depois” significa “fora de tempo”, ou tarde demais.
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Emmanuel
Chico Xavier






sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Saibamos Ouvir e Ver


Há sempre respostas do Céu às nossas suplicas e jamais devemos interromper o culto da oração, fio divino e invisível de nossa comunhão com Deus.
- o -
Invariavelmente, fluem do Alto soluções diversas em nosso favor, à vista de nossas exigências, entretanto, é preciso acender a flama da fé no templo d’alma para ouvirmos a mensagem de Cima quando o Senhor nos diz “não”.
- o -
Decerto, se todos fôssemos afirmativamente atendidos em nossos requerimentos e petitórios, a perturbação arrasaria o senso da vida e acabaríamos desnorteados nas sombras da insensatez que nos é própria.
- o -
Muitas vezes, a ausência de braços queridos, em nossa equipe familiar é a bênção do Céu para que a responsabilidade nos esqueça o destino.
- o -
Quase sempre, a moléstia do corpo é socorro às mazelas da alma.
- o -
Em muitas ocasiões, o pauperismo e a dificuldade, a aprovação e o sofrimento constituem o auxílio seguro da Eterna Providência para que o tempo nos favoreça com os tesouros da educação.
- o -
E, frequentemente, quando a morte nos visita o santuário doméstico no mundo, semelhante acontecimento vale por advertência do Céu para que estejamos acordados e valorosos na Terra.
- o -
Abramos o coração ao sol da prece e roguemos ao Pai nos conceda visão.
- o -
Em torno de nós, no campo físico e além dele, corre generoso e incansável o rio da Bondade Celeste.
- o -
Basta haja em nós o amor pelo bem e a vocação de servir para que as bênçãos desse manancial nos felicitem a vida.
- o -
Não nos levantemos, porém, na área da experiência exclamando:
 “Ouve Senhor, que teu servo clama”!

Antes digamos, genuflexos, no altar do espírito:
 “Fala, Senhor, que teu servo escuta!”
- o -
Então a humildade será luz brilhante nos escaninhos do coração, fazendo-nos enxergar nossas próprias necessidades e nossos próprios enigmas e, revelando-nos a verdade, silenciosa, far-nos-á perceber que a oração não modifica o quadro de aflição e dor que criamos por nós mesmos, mas transformar-nos-á o modo de ser, sublimandonos sentimentos e pensamentos, diretrizes e atitudes, palavras e atos, para que as nossas experiências se desdobrem, não conforme os nossos caprichos, mas segundo a
Misericórdia e a Justiça da Lei.
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Emmanuel
Chico Xavier