quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Não te Detenhas




A calúnia afetou o teu comportamento, desanimando-te, porque lhe deste ouvido.
*
A maledicência causou-te danos porque lhe permitiste consideração.
*

A perturbação alcançou os teus ideais, porque fizeste uma pausa para conceder-lhe cidadania.
*
O ódio te macerou, porque o agasalhaste no amor-próprio ferido.
*

A disputa desgostou-te o trabalho, porque te permitiste engalfinhar na peleja imprópria.
*
A dúvida se estabeleceu em teus painéis mentais, porque paraste na ação, perdendo tempo de alto valor.
*
Os acusadores estão sempre em faixa inferior de vibração.
*
Concedeste-lhes atenção demasiada, esperando que a opinião geral fosse a teu favor e descuraste de auscultar a opinião de Deus.
*
Se trabalhas no Bem e te acusam; 
se és generoso e te denominam estroina;
se és humilde e te chamam parvo;
se és disciplinado e te apontam como rigoroso;
 se és cumpridor dos deveres e te execram por isso;
 se insistes na prece e na ação evangélica, e te menosprezam, 
esta é a opinião dos ociosos e dos fiscais da vida alheia, no entanto, não é o conceito que de ti 
faz o Pai de Misericórdia.
*

Não te detenhas.
*

Não te deixes afligir pelas opiniões desencontradas que te chegam, gerando sombra ou tumulto.
*
Acata as sugestões que conclamam à ordem, que inspiram a paz e fomentam o progresso, sem extravagância nem acusação.
*
Sempre houve e haverá aqueles que produzem e aqueloutros que apenas opinam, acusam e perseguem.
*

Todos passam, mas a obra dos realizadores permanece, desafiadora, tempos a fora, felicitando as vidas em nome do Bem.
********

 Joanna de Ângelis





quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Palavras Ociosas






“Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo.” (Mateus, cap. 12 – v. 36)

Talvez nunca se tenha malbaratado a palavra tanto quanto agora!

É impressionante o número de palavras ociosas que frequentam a boca dos homens!...

Com o devido respeito aos nossos irmãos da Terra, os assuntos levianos e inúteis a que se entregam no dia-a-dia consomem-lhes a maior parte do tempo.

De modo geral, do que o homem fala muito pouco se aproveita para a sua edificação.

Os assuntos mais sérios sempre giram em torno do ganho material, da política, do poder...

Raramente os homens se reúnem para dialogar acerca de si mesmos, externando opiniões sinceras sobre a vida.

A palavra de alguém, no entanto, dá notícias de sua vida mental, colocando à mostra os seus mais íntimos interesses.

Reparemos que Jesus declara que prestaremos contas até de nossas palavras...isto porque a palavra sugestiona, plasma a ação.

As mentes débeis agem por indução hipnótica do verbo irresponsável.

O mandante de um crime, diante da Lei Divina e da lei dos homens, é o seu autor intelectual.

Saneemos as palavras que proferimos, disciplinando as ideias que nos frequentam a cabeça.

Procuremos um alimento intelectual que não se deteriore, nas palavras que pronunciamos.

A palavra invigilante que nos escapa dos lábios nem sempre pode ser detida em seu poder destruidor. 
E os estragos produzidos pela palavra só podem ser reparados através de atitudes-atitudes que, não raro, nos custam muito esforço e muita renúncia.

Em Jesus, a Palavra era a moldura perfeita da Ação, tanto quanto a Ação era o perfeito complemento da Palavra.

Nele, a Coerência Maior entre o Verbo e a Vida!

Eduquemos, portanto, a nossa língua.

Selecionemos os temas de nossa conversação.

Elevemos o nível de todo diálogo de que participemos.

Adequemos o nosso vocabulário ao Dicionário do Evangelho.

Habituemo-nos a falar construindo.

Não aceitemos provocações verbais.

Sob o ponto de vista espiritual, não “tropecemos” nas palavras, em nossa jornada ascensional para Deus.

A melhor dicção é aquela que nos conclama ao Bem.

A linguagem mais erudita é a que nos sensibiliza o coração.

Quem não fala no Bem, dificilmente o fará.

Não desprezemos o valor da palavra.

Palavra ociosa é fruto de mente ociosa e toda mente ociosa é causa de doença, obsessão e loucura.
**********************
Irmão José











terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Poder da Mente

 
(...)
A mente é uma lavoura de grandes recursos.
 
Se quereis fazer uma colheita abundante no futuro, não desprezeis o presente.
 
Arrancai as ervas daninhas e selecionai as sementes que plantardes na atualidade.

A vossa mente é o vosso laboratório de lazer.

Podereis criar nele monstros que, no futuro, avançarão contra vós mesmos, como também, forças amigas, que certamente circularão para sempre em vossa defesa. 
 
Usai bem o poder da mente, para que a Mente Divina vos outorgue poderes maiores na vida.

E essa vida vos responderá com a paz.
***************
MIRAMEZ






segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Tolerância






Emaranhas-te, algumas vezes, no cipoal da incompreensão de seres queridos.

Aqui, é um filho que se te afigura inacessível às diretrizes de renovação; mais além, é um coração amado que parece não mais te suportar os convites ao bom senso.

Não insistas com intimações palavrosas.
Ameaças e desafios assemelham-se a marteladas sobre pregos de fixação.

Oferece-lhes bondade e simpatia, quando te não consigam entender, mas não os encarceres nas linhas de teus pensamentos.

Se pessoas queridas fogem de ti, inconformadas com a vida em tua casa mental, abençoa-as com serenidade e continua agindo e servido na execução dos ideais superiores que abraças.

E se, um dia, te retornarem à convivência, buscando trabalhar perto de ti, quanto se te faça possível, abre-lhes os braços; e se te solicitam a intercessão para que venham a servir noutros caminhos, não vaciles ajudá-las, afim de que retomem o esforço de elevação do qual se afastaram transitoriamente.

Perdão não é apenas uma joia na boca e sim a aceitação dos outros, na condição em que ainda se encontrem, com a sincera disposição de colocar-nos em lugar deles, não somente para avaliar-lhes a situação, mas também para sabermos quanto estimaríamos recolher, na situação dos que erram, a tolerância da generosidade alheia.

Sigamos o próprio caminho, sem impedir que os semelhantes escolham estradas diferentes das nossas.

Certa feita, recomendou Jesus ao Apóstolo:

- “Perdoarás não apenas uma vez, mas setenta vezes sete”. Isso quer dizer também que à frente dos nossos irmãos que nos firam ou nos ofendam, cabe-nos abençoá-los e auxiliá-los, tantas vezes quantas se fizerem necessárias.
 *****************
Meimei

Chico Xavier 




domingo, 1 de dezembro de 2013

Dever e Prazer



Transforme o dever num prazer e realize o trabalho que lhe cabe executar com renovada satisfação.

Compreensão da tarefa é serviço em desenvolvimento.

Quando afligido pelo cansaço de qualquer procedência, mude de atitude mental e sentir-se-á reconfortado.

Alegria na ação constitui motivação estimulante.

Ante o insucesso que o surpreenda não cesse de rentear com novas experiências.

Quem desiste de tentar, sucumbe sem perceber.

Atormentado pela ansiedade de concluir o serviço a que se vincula, pare e reflita a fim de prosseguir.

Terminar uma atividade apressadamente pode convertê-la em insucesso imprevisível.

Diante dos múltiplos labores a desenvolver, relacione mentalmente suas possibilidades e dê preferência aos mais complexos, que assim o encontrarão com melhores recursos de otimismo e lucidez.

As tarefas agradáveis realizadas no começo, tornam as finais, quando difíceis, mais complicadas, por força do cansaço.

O trabalho de qualquer natureza é sempre uma bênção para o homem.

O parasita pode parecer tranquilo, no entanto, além de pernicioso é infeliz em si mesmo.

A verdadeira alegria do trabalho decorre inicialmente da atitude mental em relação ao seu desdobramento.

Encontrar em tudo motivo de satisfação, é, sem dúvida, predispor-se à felicidade.

Trabalho – dever impostergável.

Dever – prazer superior.

Prazer – coroamento do dever de trabalhar em prol da paz e da harmonia de todos.
*********************
Marco Prisco






sábado, 30 de novembro de 2013

Ironia



Muitas as formas de destruir.

Fácil a tarefa de desagregar.

Rápida a aplicação dos métodos anárquicos e demolidores.

O cristão, todavia, está convocado para o ministério enobrecido de edificar o bem em toda parte, consolidando as possibilidades de serviço relevante, como passo inicial para a elaboração de melhores dias.

* * *

Se este ajuda, mas se equivoca - desculpa e encoraja-o.

Se esse serve, porém perturba - compreende e estimula-o.

Se aquele ama, no entanto se agasta - tolera e anima-o.

Nem todos dispõem de possibilidade para produzir com esmero ou acertar com segurança.

Em qualquer situação, cabe-te o dever de ser leal e sincero, gentil e sereno, capaz de orientar sem desacreditar e erguer sem humilhar.

* * *

Ironizar é técnica infeliz de destruir.

Se não te convém arrostar as consequências do gesto de censura, reproche ou advertência, silencia a ironia que fere e envenena.

Diante das coisas elevadas resguarda-te do sarcasmo, da zombaria, da hábil e torpe ironia. Ela te conduzirá ao descrédito, enquanto supões desacreditar quem ou o que ridicularizas.

Há tempo e situação para tudo.

Reserva, portanto, às questões do espírito, as melhores horas e situações, evitando avinagrar, denegrir este ou aquele companheiro, já infeliz em si mesmo, que se não fará melhor face ao azedume que destiles.

Constrói o amor e o amor te dirá que, enquanto zombas, de ti zombam, mas se amas, a ti também amam os irmãos necessitados e ignorantes que encontrarão amparo e segurança em ti.
***************

Joanna de Ângelis
 






sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Lesões na Alma






Diante dos acontecimentos infelizes que te surpreendam na senda por onde segues buscando a renovação, resguarda-te na fé iluminada que te impulsiona ao trabalho nobilitante.

Se agasalhas azedumes, cultivando mágoas e mantendo ódios, estás em perigo.

Se te deténs na maledicência, ou na ociosidade, ou te conduzes sob chuvas de impropérios que partem da tua revolta, estás à borda de terrível despenhadeiro.

Se sustentas rivalidades e aceitas o desafio das ofensas ou te interessas pela preservação das inimizades, encontras-te na fronteira do desequilíbrio.

Preserva-te na calma ante qualquer provação ou sob torrentes de ameaças, sem te dares a oportunidade de sintonizar na faixa da agressão.

Esses inimigos que agasalhas e vitalizas com assiduidade produzem-te graves lesões na alma, desarticulando as engrenagens sutis encarregadas do equilíbrio fisiopsíquico que se te faz necessário.

Da alma procedem as realizações edificantes e os processos degenerativos que se exteriorizam no corpo.

Ulcerações do estômago e do duodeno, problemas hepáticos e disfunções intestinais, manifestações cancerígenas e distúrbios da emotividade, propiciadores da ansiedade, da neurose, da psicose e de outras alienações têm as suas nascentes nos fulcros em desalinho da alma encarnada.

Enfermidades perfeitamente evitáveis no campo da mente e nos painéis físicos derivam do descontrole da vontade e da má usança dos valores que a vida proporciona para o progresso.

Desse modo, se anelas pela saúde, desejando o equilíbrio psicofísico, aprende a dirigir a conduta mental e moral, não dando guarida às farpas do mal, nem aos raios da perversidade que ainda grassam na Terra.

Entrega-te à ação do trabalho constante, sem tempo para a queixa ou o azedume, para a averiguação do erro alheio e da ingratidão, amando e esperando sob a dádiva luminosa da fé que te apresenta o porvir feliz à tua espera, se perseverares fiel até o fim.
*******************
 Joanna de Ângelis