segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O Pastor



O pastor aproximou-se do Divino Mestre e perguntou:

-Senhor, deste-me o rebanho para guardar... 
Que farei da ovelha doente, quando não possa seguir-nos?

-Carregarás a ovelha doente, junto de teu próprio coração, poupando-lhe esforço.

-E se a ovelha foge? 
Como proceder, quando vejo alguma a transviar-se, correndo para os matagais, como se nos detestasse o caminho? 
Devo deixar o rebanho, a fim de buscá-la?

-Não te aflijas, respondeu-lhe o Senhor: 
Confia na Divina Providência. 
Se alguma ovelha fugir, não abandones o rebanho no intuito de procurá-la. 
Segue com paciência para diante, porque Deus já te concedeu o servidor que a trará de volta.

-Quem, Senhor? Quem fará isto por mim?

O Mestre endereçou a todo o rebanho um sorriso de bênção e rematou:

-Não te esqueças de agradecer a tarefa que Deus reservou ao teu cão.
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Emmanuel
Chico Xavier




domingo, 4 de janeiro de 2015

Teoria e prática



O conhecimento liberta da ignorância. Todavia, somente a sua aplicação liberta do sofrimento.
Há uma expressiva diferença entre a teoria e a prática, em todos os segmentos da humanidade.

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A teoria ensina. Porém, a prática afere-lhe o valor.

Não basta saber. É imprescindível utilizar o que se conhece.

O conhecimento, em verdade, amplia os horizontes do entendimento. Não obstante, a sua aplicação alarga as paisagens da vida.

A mente conhecedora deve movimentar as mãos no uso desses valiosos recursos.

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O conhecimento de importância é aquele que pode mover essas conquistas em favor do bem do seu possuidor, assim como do meio social onde este se encontra.

Nula é a informação que não produz bênçãos, nem multiplica as disposições da pessoa para a ação útil.

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Conhecendo saberás que a tua renúncia auxilia a comunidade, sem que esperes a abnegação dos outros a teu benefício.

O conhecimento superior estimula à imediata atividade.

Acumular informações sem finalidade prática, transforma-se em erudição egoísta que trabalha em benefício da presunção.

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Tens a obrigação de conhecer para viver. Simultaneamente, deves viver praticando os salutares esclarecimentos que armazenas, contribuindo para uma existência realizadora, humana e feliz.

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Quando leias, exercita a praticidade do contributo cultural que assimilas.

O tempo urge, e as oportunidades de aplicação constituem tuas chances de progresso como de paz.

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Conta-se que célebre monge budista, estudando algumas suras, descobriu que se não devia utilizar da pele de animais para conforto pessoal.

De imediato, levantou-se do catre e dali retirou o couro de um urso que lhe servia de apoio macio sobre as ripas da enxerga áspera.

Prosseguindo a leitura, porém, encontrou assinalado que, no entanto, se poderia usar a pele dos animais, quando se estivesse enfermo, esquálido ou envelhecido, a fim de ter diminuídas as penas e dores.

Ato contínuo, tomou da mesma com respeito, colocou-a no lugar de onde a retirara, sentou-se sobre ela e continuou a ler...


Conhecimento que não transforma em utilidade, pode ser qual "sepulcro caiado por fora", ocultando vérmina e morte por dentro, responsável pelo bafio do orgulho e da ostentação.
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Joanna de Ângelis




















quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Ano Novo


CARTA DE ANO BOM

Entre um ano que se vai
E outro que se inicia,
Há sempre nova esperança,
Promessas de Novo Dia...

Considera, meu amigo,
Nesse pequeno intervalo,
Todo o tempo que perdeste
Sem saber aproveitá-lo.
*
Se o ano que se passou
Foi de amargura sombria,
Nosso Pai nunca está pobre
Do pão de luz da alegria.
*
Pensa que o céu não esquece
A mais ínfima criatura,
E espera resignado
O teu quinhão de ventura.
*
Considera, sobretudo
Que precisas, doravante,
Encher de luz todo o tempo
Da bênção de cada instante.
*
Sê na oficina do mundo
O mais perfeito aprendiz,
Pois somente no trabalho
Teu ano será feliz.
*
Não esperes recompensas
Dos bens da vida terrestre,
Mas, volve toda a esperança
À paz do Divino Mestre.
*
Nas lutas, nunca te esqueça
Deste conceito profundo:
O reino da luz de Cristo
Não reside neste mundo.
*
Não olhes faltas alheias,
Não julgues o teu irmão,
Vive apenas no trabalho
De tua renovação.
*
Quem se esforça de verdade
Sabe a prática do bem,
Conhece os próprios deveres
Sem censurar a ninguém.
*
Ano Novo!... Pede ao Céu
Que te proteja o trabalho,
Que te conceda na fé
O mais sublime agasalho.
*
Ano Bom!... Deus te abençoe
No esforço que te conduz
Das sombras tristes da Terra
Para as bênçãos de Jesus.

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 Casimiro Cunha 

Chico Xavier 

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ANO NOVO 



Quando o desvelado orientador chegou ao Planeta, encaminhando o aprendiz à experiência nova, o lar estava em festa, na celebração do Ano Novo.

Musicas alegre embalavam a casa, flores festivas enfeitavam a mesa lauta. Riam-se os jovens e as crianças, enquanto os velhos bebiam vinhos de júbilo.

O devotado amigo abraçou o tutelado e falou:

- Nova existência, meu filho, é qual Ano Novo. Enche-se o coração das esperanças mais belas. Troca-se o passado pelo presente. Rejubila-se a alma na oportunidade bendita. Promessas divinas florescem no coração.

O tempo é o tesouro infinito que o Criador concede às criaturas. Não esqueças, todavia, que a concessão de um tesouro é titulo de confiança e toda confiança traduz responsabilidade. Tanto prejudica a obra de Deus o avarento que restringe a circulação dos valores, como o perdulário que os dissipa, olvidando obrigações sagradas.

O tempo, desse modo, é benfeitor carinhoso e credor imparcial simultaneamente. Na terra a maioria dos homens não chegou ainda a compreendê-lo.

Os ignorantes perdem-no.

Os loucos matam-no.

Os maus envenenam-no.

Os indiferentes zombam dele.

Os vaidosos confundem-no.

Os velhacos enganam-no.

Os criminosos perturbam-no.

Riem-se dele os pândegos.

Os mentirosos ridicularizam-no.

Os tolos esquecem-no.

Os ociosos combatem-no.

Os tiranos abusam dele.

Os irônicos menosprezam-no.

Os arbitrários dominam-no.

Os revoltados acusam-no.

Aproveitam-no os trabalhadores fiéis.

O tempo, contudo, meu filho, pertence ao Senhor e ninguém pode subverter a ordem de Deus.

É por isso que, ao fim da existência, cada um recebe conforme usou o divino patrimônio.

Vale-te, pois, da oportunidade nova, sem olvidares o dever, convicto de que ninguém falará ou agirá no mundo, em vão.

O homem precipita-se. O tempo espera. O primeiro experimenta. O segundo determina.

Se atingires a alegria de recomeçar, alcançarás, igualmente, o dia de acertar.

Lembra-te de que o tempo ensinará aos ignorantes.

Anulará os loucos.

Envenenará os maus.

Zombará dos indiferentes.

Confundirá os vaidosos.

Esclarecerá os velhacos.

Perturbará os criminosos.

Surpreenderá os pândegos.

Ridiculizará os mentirosos.

Corrigirá os tolos.

Combaterá os ociosos.

Ferirá os tiranos.

Menosprezará os irônicos.

Prenderá os arbitrários.

Acusará os revoltados.

Compensará os trabalhadores fieis.

Calou-se o venerável ancião.

Havia risos à mesa doméstica expectativa no candidato à reencarnação, sorrisos paternais no velhinho experiente.

O sábio abraçou novamente o discípulo e despediu-se rematando:

- Não te esqueças de que o tempo é generoso nas concessões e justo nas contas. Vai, porém, meu filho, e não temas.

Nesse instante, à maneira do homem, cheio de esperanças, que penetra o Ano Novo, o aprendiz reingressou na onda do nascimento.
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  Irmão X
Chico Xavier






terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Você tem medo de mudar?





Mudar por quê, por que mudar? Entre tantas razões, há uma que não se pode ignorar: 
ou você muda, ou mudam você!


Não, não tem jeito.
A única coisa que não deve mudar nos próximos anos é o constante estado de mudanças que vivemos. E mais: elas serão cada vez mais rápidas.
E o que isso significa?
 Significa que para conseguirmos acompanhar o ritmo e termos sucesso em nossa vida, pessoal e profissional teremos de nos adaptar a novas situações, aprender a aprender, reciclar conceitos, postura e atitudes.
Mas mudar nosso jeito de ser não é fácil.
Lembrando que quando falo em mudança não estou sugerindo que você mude tudo.
Muito pelo contrário.
As mudanças mais eficazes são as que são feitas sem traumas, planejadas e executadas de forma transparente, pequenas, mas contínuas.
Fazendo o que sempre faço, só ganho aquilo que sempre ganhei.
Agora, por que mudar?
 Simplesmente porque o mundo em que nós nascemos não é mais o mundo em que vivemos.
 A grande maioria de nós faz parte da geração Kichute/Conga/Bamba, ou seja, era uma grande alegria ganhar um Kichute novo para jogar bola – no qual dávamos um laço em volta do tornozelo ou por baixo do dito cujo – ou um Bamba monobloco branco, para as aulas de educação física no colégio, e o velho e bom conguinha branco para desfilar no dia 7 de setembro.
 Éramos felizes assim.

Mas como mudar?

Saia da zona de conforto. 
Todos nós, sem exceção, temos nossos hábitos, crenças, valores, preconceitos e soluções testadas para determinadas situações.
 O problema maior, na verdade, não é mudar.
 É saber o quê e quanto mudar. 
Ao mesmo tempo, estamos evoluindo como profissionais e seres humanos.
 Então, como descobrir qual a velocidade em que devo mudar?
 Nada é estático, e aceitamos certos graus de mudanças. 
Descubra quais os pontos que hoje atrapalham a sua ascensão profissional ou algo no campo pessoal.
 É preciso buscar novas habilidades e aptidões para ser mais competitivo no mercado. Questione-se sempre:
 “Quais competências me faltam?”.
 Mudar não é fácil e é preciso responder de forma adequada às perguntas acima.

Medo e insegurança


Anormal seria se não tivéssemos essas sensações.
 O desconhecido gera medo e insegurança. 
É natural passarmos por esse processo.
 Aliás, é benéfico, por que nos faz ponderar um poço mais e nos ajuda a evitar que tomemos decisões precipitadas. 
O problema é quando o medo não nos deixar agir.
 Medo é normal, mas continue a pesquisar, verificar se vale a pena mudar. 
Não fique estático, não pare o processo. 
Torne o medo um aliado, tentando descobrir: 
“O que exatamente me causa medo no processo de mudança?”
 “Medo de perder o emprego?”
“A família?”
“Meus bens materiais?”
“O que assusta tanto que não me deixa evoluir?”

Novas possibilidades

Este é a recompensa para quem consegue superar as etapas acima. 
Novas possibilidades de ganho, atravessar e conhecer novas fronteiras, vencer o desconhecido. Novos desafios demandam novos talentos e competências a serem adquiridos.
 Não existem desafios que não exigem mudanças. 
Diga não à rotina. 
E pergunte sempre: “por que não?”. 
Essa pergunta é preciosa. 
Para mudar é preciso questionar.
 Questione, questione e questione exaustivamente. 
Procure olhar a situação com novos olhos, de forma empática, e não fique preso a somente um ponto de vista. 
Aceite opiniões, novas ideias, crie novas oportunidades.

Convença a si mesmo

Seja qual for o processo de mudança, a primeira pessoa a ser convencida de que vale a pena mudar é você mesmo. 
Somente inicie um processo de mudança, seja profissional ou pessoal, se estiver plenamente convencido de que vale a pena, de que existem riscos, se você não está muito convicto do que fazer, é melhor preparar-se um pouco mais. 
Lembro que dificilmente alguém estará 100% pronto. 
Imprevistos ocorrem no meio do caminho, mas só os supera quem estiver realmente comprometido e convencido de que os resultados esperados podem surgir. É incrível, mas o primeiro sabotador de nossos projetos está dentro de nós.
 É algo que se manifesta através daquelas duas vozes internas, uma falando para ir em frente e a outra dizendo que não vai dar certo.
Finalmente , lembre-se do seguinte: você dever ser o primeiro a estar convencido de que mudar vale a pena. 
Do contrário, para que mudar?

É preciso buscar novas habilidades e aptidões para ser mais competitivo no mercado. Questione-se sempre: 
“Quais competências me faltam?”
 E não se esqueçam... 
"No mundo globalizado em que vivemos nada há de permanente, exceto a MUDANÇA"!!!

Reflitam...
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Eleanderson C. Eugênio
publicado em 01/10/2009