quarta-feira, 17 de junho de 2015

Equilíbrio


A vontade desequilibrada desregula o foco de nossas possibilidades criadoras.

Daí procede a necessidade de regras morais para quem, de fato, se interesse pelas aquisições eternas nos domínios do Espírito.

Renúncia, abnegação, continência sexual e disciplina emotiva não representam meros preceitos de
feição religiosa.

São providências de teor científico, para enriquecimento efetivo da personalidade.

Nunca fugiremos à lei, cujos artigos e parágrafos do Supremo Legislador abrangem o Universo.

Ninguém enganará a Natureza. 
 
Centros vitais desequilibrados obrigarão a alma à permanência nas situações de desequilíbrio.

Não adianta alcançar a morte física, exibindo gestos e palavras convencionais, se o homem não cogitou do burilamento próprio.

A Justiça que rege a Vida Eterna jamais se inclinou. 
 
É certo que os sentimentos profundos do extremo instante do Espírito encarnado cooperam decisivamente nas atividades de regeneração além do túmulo, mas não representam a realização precisa.

O homem vive esquecido de que Jesus ensinou a virtude como esporte da alma, e nem sempre se recorda de que, no problema do aprimoramento interior, não se trata de retificar a sombra da
substância e sim a substância em si mesma.
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André Luiz
Chico Xavier












terça-feira, 16 de junho de 2015

Sugestões de Amigo


Mesmo que você esteja com a razão, escute em silêncio a reprimenda injustificada.
Ouvir para examinar é oportunidade de aprendizado e experiência.
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Mesmo que a lição lhe amargure o Espírito, receba como dádiva preciosa.
Antes uma verdade que  magoa, mas salva, do que uma ilusão que agrada e se desvanece.
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Mesmo que você seja chamado ao debate em nome da causa que ama, desculpe-se e prossiga na ação.
Muitas palavras exaltam poucas razões.
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Mesmo que a dor se constitua parceria única de seus labores evangélicos, prossiga resoluto.
O cinzel que fere a pedra, dela arranca a escultura valiosa.
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Mesmo que a espada invisível da calúnia abra feridas em seu coração, continue animado.
O Bem é luz inapagável.
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Mesmo que a urna sombria do “eu” apele para que você viva somente para você, arrebente a grilheta e ajude a comunidade naquele que segue a seu lado.
A ostra mais resistente, em solidão, despedaça-se de encontro aos recifes do mar imenso.
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Mesmo que a luta pareça inútil, confie no valor da perseverança que sabe agir.
Os pólens de uma única flor são suficientes para multiplicá-la indefinidamente, embelezando a Natureza.
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Mesmo que o fel da amargura verta em seus lábios, cada noite, o acre sabor do desespero, desperte, no dia seguinte, abençoando a aurora.
Quem contempla uma noite de vendaval acreditará na impossibilidade de um claro sol na manhã porvindoura.  No entanto...
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Mesmo que o alarde da maledicência empane a claridade de sua Luz, não revide mal por mal.
A árvore ultralada responde à ofensa com produtividade.
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Mesmo que seus sonhos formosos de assistência fraternal e socorro cristão se transformem em pesadelos aflitivos nos dias de atividade, siga adiante, confiando intimorato.
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Considerado pelos familiares, em Nazaré, como embusteiro e endemoniado, o Mestre prosseguiu no ministério da Verdade, alargando as possibilidades da Boa Nova no vergel desfeito dos corações humanos, para, na cruz, atestar a suprem a vitória do amor como única via de "luz que dá vista aos cegos" e enseja libertação para o Espírito sedento de imortalidade.

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 Marco Prisco







Chico Xavier costumava ter em cima de sua cama uma placa escrita: "ISSO TAMBÉM PASSA".
Aí perguntaram para ele o porquê disso.
E ele disse que era para se lembrar que quando estivesse passando por momentos difíceis, poder se lembrar de que eles iriam embora. Que iriam passar. E que ele teria que passar por aquilo por algum motivo.
Mas essa placa também era para lembrá-lo que quando estivesse muito feliz, não deixar tudo para trás e se deixar levar, porque esses momentos também iriam passar e momentos difíceis também viriam de novo.
E é exatamente disso que a vida é feita: "MOMENTOS". Momentos os quais temos que passar, sendo bons ou não, para o nosso próprio aprendizado.
Por algum motivo nunca esquecendo do mais importante: NADA É POR ACASO.
Absolutamente nada. Por isso temos que nos preocupar em fazer a nossa parte, da melhor forma possível.
A vida nem sempre segue o nosso querer, mas ela é perfeita naquilo que tem que ser."

segunda-feira, 15 de junho de 2015

PUNIÇÃO E CORRIGENDA





Deus tem necessidade de se ocupar de cada um de nossos atos para nos recompensar ou punir? 
A maioria desses atos não são para ele insignificantes?

- Deus tem as suas leis, que regulam todas as vossas ações. Se as violardes, vossa é a culpa.


Sem dúvida, quando um homem comete um excesso, Deus não expende um julgamento contra ele, dizendo, por exemplo: Tu és um glutão e vou punir-te. Mas ele traçou um limite: As doenças e por vezes a morte são consequências dos excessos. Eis a punição: Ela resulta da infração da lei. Assim se passa em tudo.


Na realidade, não existe punição –  existe corrigenda. Todas as vezes que infringimos a Lei Divina, somos corrigidos pela própria consciência, que, em essência, significa Deus em nós.

A consciência, quando extrapolamos os limites estabelecidos por ela, desencadeia mecanismos que nos faz recuar e nos induzem à reparação do mal. É, digamos, um colapso das forças morais que nos coloca em desarmonia e que nos leva a perceber que erramos...

O tribunal que avalia a menor de nossas ações, vige em nossa própria intimidade, lavrando sentenças que, através das existências sucessivas nos compelem a viver em plena sintonia com a vida.

As noções do bem e do mal - não há quem seja delas desprovido;

apenas aqueles que enlouqueceram, justamente por contrariá-las em excesso e seguidamente, de forma consciente, é que padecem a supressão de suas faculdades, gastando um tempo indefinido para reaverem a posse de si mesmos.

Os desequilibrados mentais são espíritos que sustentaram longos conflitos com a consciência, hesitando em lhe atender os alvitres. São os que estabeleceram luta com Deus em seu interior, imaginando que pudessem vencer.

À Consciência – o olhar vigilante, percuciente do criador na criatura – nada escapa; de imediato, as nossas mais ocultas intenções são avaliadas em nossas mais discretas atitudes...

Quando não nos dispomos á corrigenda, as culpas em se acumulando nos provoca uma sobrecarga própria e, então, perdemos o domínio... A quem tenha consciência do equívoco com etido e se disponha a repará-lo, a lei Divina faculta planejar o ressarcimento do débito;

todavia, a quem se nega, inclusive a admitir a dívida, a Lei constrange à quitação através das circunstâncias que lhe sejam convenientes.

São muitos os espíritos que retomaram o corpo físico por ação automática, atraídos pelas consequências de nossas ações que, criando determinado campo magnético, os aprisionam, até que seus efeitos sejam anulados.

Experimentar a repercussão do que se fez ou do que se deixou de fazer;

seja no bem ou no mal, se constitui para o espírito no processo de aprendizado ao qual ele não consegue se esquivar.

Os que fazem o mal sem perfeita noção do que fazem, induzidos por uma situação estabelecida, ou ainda, por inteligências que os submetem, é porque, no princípio de semelhante processo optam pela invigilância e pela irresponsabilidade da ação.

Convençamo-nos de que, em hipótese alguma, o mal domina totalmente sem a nossa anuência; caso contrário, é evidente que não poderíamos ser chamados à responsabilidade da ação.

O desvio moral,porquanto, do espírito, não é resultado imediato do assédio que ele experimenta; quando ele chega a cair, é porque não se opôs com suficiente determinação aos arrastamentos que, lhe minaram a resistência e, de certa forma, terminaram por convencê-lo.
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(“O Livro dos Espíritos” questão nº 969)  
Carlos A. Baccelli 
Se Teus Olhos Forem Bons







domingo, 14 de junho de 2015

Dia e Noite



Recorda que a tua noite é a continuação do teu dia.

Repousado o veículo denso – o corpo a que te junges -, o viajor, que és tu mesmo, prossegue na romagem constante das horas.

E não te faltarão companheiros na sombra, a copiarem perfeitamente os companheiros que preferes perante a luz.

Se malbaratas o tempo em conversações infelizes, decerto avançarás, treva adentro, intoxicando a ti mesmo com o verbo envenenador.

Se te comprazes no vício, cerradas as janelas da visão na carruagem carnal, identificarás, junto de ti, quantos se alimentam à mesa do vampirismo.

Se te confias à cólera e à agressividade, tão logo te retires do campo físico, partilharás o pesadelo dos que se nutrem de ódio e perseguição.

Se te agrada a ideia de enfermidade, em cujas teias te conformas, sem qualquer resistência, em favor do trabalho que te redimiria a imaginação, assim que te afastas do corpo, à influência do sono, entrarás na companhia deplorável de doentes do espírito, que fazem da inércia sua razão de ser.

Vale-te do dia para criar valores novos e substâncias que te enriqueçam a vida.

Lembra-te de que nossos laços inferiores com o passado não jazem de todo extintos, e numerosos desafetos de ontem nos espreitam a invigilância de hoje para reconduzir-nos a novas flagelações amanhã, e quase todos aguardam a escuridão para multiplicar apelos delituosos e sugestões infelizes.

Saibamos conquistar a noite, aproveitando os recursos do dia para estender o bem, porque no símbolo do sol e da sombra, temos a imagem da vida e da morte, dependendo de nós mesmos fazer a existência um cântico de beleza e harmonia, fraternidade e trabalho, para que o término de nossas tarefas represente abençoada renovação.
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  André Luiz 
Chico Xavier




sábado, 13 de junho de 2015

Só Deus



Só Deus é a Providência,
Mas podes ser o auxílio.

Só Deus é a Luz,
Mas podes ser a lâmpada.

Só Deus é a Alegria Perfeita.
Mas podes ser o sorriso.

Só Deus é a Sabedoria,
Mas podes ser a boa palavra.

Só Deus é Tudo no Bem.
Mas podes ser a migalha.
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Emmanuel
Chico Xavier







sexta-feira, 12 de junho de 2015

AMOR VERDADEIRO





O que é amor verdadeiro?

Será que existe esse sentimento na face da Terra?

O amor é de essência divina e cada filho de Deus tem no íntimo a centelha dessa chama sagrada.

E o amor tem várias maneiras de se manifestar.

Existe amor de mãe, de esposos, de namorados, de irmão, de tio, de avós, de neto, de amigo, de apaixonados, amantes, almas gêmeas etc.

Um dia desses, lemos, num periódico digital da Colômbia, uma história de amor das mais belas e significativas, contada por uma doutora colombiana.

Numa tradução livre para o português, eis o que contou a médica:

Um homem de certa idade foi à Clínica, onde trabalho, para tratar de uma ferida na mão.

Estava apressado, e enquanto o atendia perguntei-lhe o que tinha de tão urgente para fazer.

Ele me disse que precisava ir a um asilo de idosos para tomar o café da manhã com sua esposa, que estava internada lá.

Disse-me que ela estava naquele lugar há algum tempo porque sofria do Mal de Alzheimer, já bastante avançado.

Enquanto acabava de fazer o curativo, perguntei-lhe se sua esposa se incomodaria caso ele chegasse atrasado naquela manhã.

"Não", respondeu ele. "Ela já não sabe quem eu sou. Faz quase cinco anos que não me reconhece."

Então lhe perguntei com certo espanto: "Mas se ela já não sabe quem é o senhor, por que essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?"

Ele sorriu, e com um olhar enternecido me disse:

"É... Ela já não sabe quem eu sou, mas eu, entretanto, sei muito bem quem ela é."

Tive que conter as lágrimas, enquanto ele saía, e pensei: "É este tipo de amor que quero para minha vida."

O verdadeiro amor não se reduz nem ao físico nem ao romântico.

O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é... do que foi... do que será... e do que já não é...

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Martha Martinez
Momento Espírita

 

Quantas vezes você já olhou um casal, passeando de mãos dadas ou abraçado e se perguntou como eles podem se amar, sendo tão diferentes?

Quantas vezes já pensou em como aquela moça tão elegante pode amar aquele homem com ar tão desengonçado?

Ou como aquele homem tão bonito, parecendo um deus da beleza pode amar aquela mulher tão destituída de atrativos?

Toda vez que essas ideias nos atravessam a mente, é que estamos julgando o amor pelo exterior.

Mas, já dizia o escritor de o pequeno príncipe: "o essencial é invisível para os olhos."

A propósito, conta-se que o avô do conhecido compositor alemão Mendelssohn, estava muito longe de ser bonito. Moses era baixo e tinha uma corcunda grotesca.

Um dia, visitando um comerciante na cidade de Hamburgo, conheceu a sua linda filha. E logo se apaixonou perdidamente por ela.

Entretanto, a moça, ao vê-lo, logo o repeliu. Aquela aparência disforme quase a enojou.

Na hora de partir, Moses se encheu de coragem e subiu as escadas. Dirigiu-se ao quarto da moça para lhe falar.

Desejava ter sua última oportunidade de falar com ela.

A jovem era uma visão de beleza e Moses ficou entristecido porque ela se recusava até mesmo a olhar para ele.

Timidamente, ele lhe dirigiu uma pergunta muito especial: "você acredita em casamentos arranjados no céu?"

Com os olhos pregados no chão, ela respondeu: "acredito!"

"Também acredito." - afirmou Moses - "Sabe, acredito que no céu, quando um menino vai se preparar para nascer, Deus lhe anuncia a menina com quem vai se casar. Pois quando eu me preparava para nascer, Deus me mostrou minha futura noiva. Ela era muito bonita e o bom Deus me disse: "sua mulher será bela, contudo terá uma corcova."

Imediatamente, eu supliquei: "senhor, uma mulher com uma corcova será uma tragédia. Por favor, permita que eu seja encurvado e que ela seja perfeita."

Nesse momento, a jovem, emocionada, olhou diretamente nos olhos de Moses Mendelssohn. Aquela era a mais extraordinária declaração de amor que ela jamais imaginara receber.

Lentamente, estendeu a mão para ele e o acolheu no fundo de seu coração. Casou-se com ele e foi uma esposa devotada.

O amor verdadeiro tem lentes especiais para ver o outro. Vê, além da aparência física, a essência. E assim, ama o que é real.

A aparência física pode se modificar a qualquer tempo. A beleza exterior pode vir a sofrer muitos acidentes e se modificar, repentinamente.

Quem valoriza o interior do outro é como um hábil especialista em diamantes que olha a pedra bruta e consegue descobrir o brilho da preciosidade.

É como o artista que acaricia o mármore, percebendo a imagem da beleza que ele encerra em sua intimidade.

Este amor atravessa os portões desta vida e se eterniza no tempo, tendo capacidade de acompanhar o outro em muitas experiências reencarnatórias.

Este é o verdadeiro amor.

No amor, o homem sublima os sentimentos e marcha no rumo da felicidade.

Na perfeita identificação das almas, o amor produz a bênção da felicidade em regime de paz.
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(Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. Amor verdadeiro, de Barry e Joyce Vissell, do livro Histórias para aquecer o coração - Edição de ouro, Ed. Sextante e verbete amor do livro Repositório de Sabedoria, vol. 1, do Espírito Joanna de Ângelis, 

psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.)