terça-feira, 31 de março de 2020

A crise acontece




 É um momento infalível na existência de cada um.

 A pessoa, bastas vezes, se acredita realizada, por haver concretizado aspirações que lhe pareciam demasiado altas, entretanto, o teste espiritual de confiança aparece de improviso.

 É o parente que fraquejou em obrigações assumidas, comprometendo a tranqüilidade de todo o grupo familiar; a moléstia com gravidade imprevista; o afastamento de afeições das mais queridas ou a desencarnação de um ente amado...

 Nessas ocorrências, surge o momento de exame em que as nossas aquisições da vida íntima se fazem avaliadas.

 Diante desses testemunhos, alguns companheiros se desmandam na revolta ou se acomodam com a rebeldia, fugindo habitualmente para aventuras infelizes, adquirindo débitos de resgate difícil.

 Outros, porém, usam a coragem e a serenidade e aceitam as tribulações que os procuram, nelas reconhecendo valiosos fatores que os impelem à própria renovação.

 * Quando te encontrares assim, numa hora grave e áspera, em que todas as vantagens que adquiriste no tempo te parecerem arrastar para o sofrimento, não desesperes, nem desanimes. Confia em Deus e segue para diante.

* Se reconheces a força do amparo mútuo, auxilia aos companheiros em provação, tanto quanto puderes, a fim de que o apoio alheio não te esqueça no dia de tuas próprias dificuldades. Ainda que os amigos de outro tempo não te reconheçam em teus dias de inquietação, Deus te vê, provendo-te de recursos, segundo as tuas necessidades. 

* Na atualidade terrestre, o homem se previne contra a carência de valores alimentícios, estocando gêneros de primeira utilidade; defende as estradas, afastando o risco de acidentes ou promove a vacinação, frustrando o surto de epidemias. Pensando nisso, entendamos o imperativo de exercitarmos fortaleza e compreensão, paciência e solidariedade, porque, de modo geral, em todas as existências do mundo, surge o dia em que a crise acontece. 

* Usa a paciência e a tolerância. Vive a própria vida e deixa que os outros vivam a existência que o Céu lhes concedeu.
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Emmanuel
Chico Xavier




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MESSAGEM DO ESE:

Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará (II)

Se Deus houvesse isentado do trabalho do corpo o homem, seus membros se teriam atrofiado; se o houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal. Por isso é que lhe fez do trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e acharás; trabalha e produzirás. Dessa maneira serás filho das tuas obras, terás delas o mérito e serás recompensado de acordo com o que hajas feito.


Em virtude desse princípio é que os Espíritos não acorrem a poupar o homem ao trabalho das pesquisas, trazendo-lhe, já feitas e prontas a ser utilizadas, descobertas e invenções, de modo a não ter ele mais do que tomar o que lhe ponham nas mãos, sem o incômodo, sequer, de abaixar-se para apanhar, nem mesmo o de pensar. Se assim fosse, o mais preguiçoso poderia enriquecer-se e o mais ignorante tornar-se sábio à custa de nada e ambos se atribuírem o mérito do que não fizeram. Não, os Espíritos não vêm isentar o homem da lei do trabalho: vêm unicamente mostrar-lhe a meta que lhe cumpre atingir e o caminho que a ela conduz, dizendo-lhe: Anda e chegarás. Toparás com pedras; olha e afasta-as tu mesmo. Nós te daremos a força necessária, se a quiseres empregar. (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXVI, nº 291 e seguintes.)


Do ponto de vista moral, essas palavras de Jesus significam: Pedi a luz que vos clareie o caminho e ela vos será dada; pedi forças para resistirdes ao mal e as tereis; pedi a assistência dos bons Espíritos e eles virão acompanhar-vos e, como o anjo de Tobias, vos guiarão; pedi bons conselhos e eles não vos serão jamais recusados; batei à nossa porta e ela se vos abrirá; mas, pedi sinceramente, com fé, confiança e fervor; apresentai-vos com humildade e não com arrogância, sem o que sereis abandonados às vossas próprias forças e as quedas que derdes serão o castigo do vosso orgulho. Tal o sentido das palavras: buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXV, itens 3 a 5.)

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CONDIÇÃO COMUM

“Imediatamente, o pai do menino, clamando com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! ajuda a minha incredulidade.” (Marcos, 9:24.)


Aquele homem da multidão, em se aproximando de Jesus com o filho enfermo, constitui expressão representativa do espírito comum da humanidade terrestre.




Os círculos religiosos comentam excessivamente a fé em Deus, todavia, nos instantes da tempestade, são escassos os devotos que permanecem firmes na confiança.




Revelam-se as massas muito atentas aos cerimoniais do culto exterior, participam das edificações alusivas à crença, contudo, ante as dificuldades do escândalo, quase toda gente resvala no despenhadeiro das acusações recíprocas.




Se falha um missionário, verifica-se a debandada. A comunidade dos crentes pousa os olhos nos homens falíveis, cegos às finalidades ou indiferentes às instituições. Em tal movimento de insegurança espiritual, sem paradoxo, as criaturas humanas creem e descreem, confiando hoje e desfalecendo amanhã.




Somos defrontados, ainda, pelo regime de incerteza de espíritos infantis que mal começam a conceber noções de responsabilidade.




Felizes, pois, aqueles que, à maneira do pai necessitado, se acercarem do Cristo, confessando a precariedade da posição íntima. Assim, em afirmando a crença com a boca, pedirão, ao mesmo tempo, ajuda para a sua falta de fé, atestando com lágrimas a própria miserabilidade.
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EMMANUEL

segunda-feira, 30 de março de 2020

EUTANÁSIA - história contada por Chico Xavier


Chico visitou durante muitos anos um jovem que tinha o corpo totalmente deformado e que morava num barraco à beira de uma mata. O estado de alienado mental era completo. A mãe deste jovem era também muito doente e o Chico a ajudava a banhá-lo, alimentá-lo e a fazer a limpeza do pequeno cômodo em que morava.

O quadro era tão estarrecedor que, numa de suas visitas em que um grupo de pessoas o acompanhava, um médico perguntou ao Chico:

- Nem mesmo neste caso a eutanásia seria perdoável?

Chico respondeu:

- Não creio doutor. Esse nosso irmão, em sua última encarnação, tinha muito poder. Perseguiu, prejudicou e com torturas desumanas tirou a vida de muitas pessoas. Algumas o perdoaram, outras não e o perseguiram durante toda sua vida. Aguardaram o seu desencarne e, assim que ele deixou o corpo, eles o agarraram e o torturaram de todas as maneiras durante muitos anos. Este corpo disforme e mutilado representa uma bênção para ele. Foi o único jeito que a providência divina encontrou para escondê-lo de seus inimigos. Quanto mais tempo agüentar, melhor será. Com o passar dos anos, muitos de seus inimigos o terão perdoado. Outros terão reencarnado. Aplicar a eutanásia seria devolvê-lo às mãos de seus inimigos para que continuassem a torturá-lo.

- E como resgatará ele seus crimes? – Perguntou o médico.

- O irmão X costumava dizer que Deus usa o tempo e não a violência. - respondeu Chico Xavier
Diante da dor e do sofrimento, ouvimos pessoas dizendo: “Eu não acho justo tanto sofrimento!” Quem afirma isto, está achando indiretamente, que Deus é injusto.

São Luiz, no Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V, item 28 diz: “Quem nos dá o direito de prejudicar os planos de Deus? (Se aquela pessoa sofre, é porque está ressarcindo no corpo, os débitos e liberta-se dos erros do passado). Será que Deus não pode deixar uma pessoa chegar à beira da morte, para depois curá-la, com a finalidade de fazer com que aquela pessoa examine a si mesmo lhe dando a chance de modificar seu modo de pensar e agir? Ninguém pode dizer que uma pessoa moribunda está perto do fim, porque a ciência, comete erros nas suas previsões. Sabemos que há casos que podemos considerar, desesperador. Mas se não há nenhuma esperança possível, lembremos que há doente que se reanima e recobra suas faculdades por alguns instantes. Essa hora é concedida por Deus, e pode ser de grande importância, porque o Espírito pode ter um súbito clarão de arrependimento que poupam muitos tormentos. Um minuto apenas pode poupar muitas lágrimas no futuro.”

Portanto: Matar nunca!
Nossa encarnação é planejada minuciosamente.
Nós formamos corpos físicos, quem dá vida ao corpo físico é Deus. Por isso, não temos o direito de destruí-la. Seja através do aborto, do suicídio, da pena de morte, eutanásia . . .
"Que os conhecimentos médicos vigentes possam ajudar os que se acham à beira da desencarnação, facilitando-lhe um tranqüilo retorno ao Invisível sem comprometimento negativo de médicos, enfermagem ou familiares." - Raul Teixeira
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COMPILAÇÃO DE RUDYMARA
Médium
Chico Xavier




MENSAGEM DO ESE:

Será repreensível notarem-se as imperfeições dos outros, quando daí nenhum proveito possa resultar para eles, uma vez que não sejam divulgadas?

Tudo depende da intenção. Decerto, a ninguém é defeso ver o mal, quando ele existe. Fora mesmo inconveniente ver em toda a parte só o bem. Semelhante ilusão prejudicaria o progresso. O erro está no fazer-se que a observação redunde em detrimento do próximo, desacreditando-o, sem necessidade, na opinião geral. Igualmente repreensível seria fazê-lo alguém apenas para dar expansão a um sentimento de malevolência e à satisfação de apanhar os outros em falta. Dá-se inteiramente o contrário quando, estendendo sobre o mal um véu, para que o público não o veja, aquele que note os defeitos do próximo o faça em seu proveito pessoal, isto é, para se exercitar em evitar o que reprova nos outros. Essa observação, em suma, não é proveitosa ao moralista? Como pintaria ele os defeitos humanos, se não estudasse os modelos? 

— S. Luís. (Paris, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 20.)




COMPAIXÃO

Quando te ergueres em prece ao coração augusto e misericordioso do Pai Celestial, não olvides que ao redor de teus passos ecoam as súplicas de milhões de seres implorando-te compaixão.

* * *

Anota-lhes o tom de expectativa e de angústia e não desdenhes auxiliar.

* * *

Aprende a guardar na acústica da própria alma a essência divina do amor infatigável para que a paciência e o sorriso te ensinem a recolher, sem alarde e sem queixa, todos os impactos do alheio sofrimento.

* * *

Veste, cada dia, a túnica do entendimento e encontrarás, por toda parte, a ignorância e a penúria rogando-te amparo e compreensão.

* * *

Observarás a dor de mil faces, estendendo-te as mãos, à procura da migalha de fraternidade e carinho.

* * *

Aqui, mascara-se na forma de delinqüência naqueles que não tiveram as tuas oportunidades de educação; adiante, surge na roupa espinhosa do desespero a que se acolhem os companheiros em provas amargas.

Ali, aparece-te com a fantasia da ilusão em todos os que não se apercebem da sua condição de usufrutuários da Terra, e, mais além, destaca-se nas chagas de aflição dos que despertam sob as responsabilidades do ouro e do poder.

* * *

Seja com quem for e seja onde for, compadece-te e ampara sempre.

* * *

Observa que a própria Natureza, em todos os lugares, é um apelo vivo à tua misericórdia para que a vida alcance os fins a que se destina.

* * *

A terra seca roga-te a bênção da água refrescante para que te possa doar os talentos do pão e da alegria; a árvore clama por teu devotamento a fim de produzir quanto deve em teu próprio benefício e o fruto verde espera por teu carinho, para não perecer em sua expectativa de maturação.

* * *

Age e caminha, trabalha e serve, inspirando-te na compaixão que deves a todas as criaturas.

* * *

Perdoa mil vezes antes de reprovar uma só e penetrarás os altos segredos do bem.

* * *

Recordemos em quantas ocasiões necessitamos da compaixão do próximo para sanar os nossos erros e fazendo pelo bem dos outros aquilo que desejamos dos outros na preservação de nossa própria felicidade, avançaremos para a vanguarda de luz sob o amparo de Deus, cuja Infinita Bondade encerra em nosso favor todas as bênçãos da compaixão imperecível.
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Livro: Viajor
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel
IDE– Instituto de Difusão Espírita

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DIA INTERNACIONAL DA JUVENTUDE 

JOVENS



No estudo das ideias inatas, pensemos nos jovens, que somam às tendências do passado as experiências recém-adquiridas.

Não condenes a mocidade, sempre que a vejas dementada ou inconsequente.

Cada menino e moço no mundo é um plano da Sabedoria Divina para serviço à Humanidade, e todo menino e moço transviado é um plano da Sabedoria Divina que a Humanidade corrompeu ou deslustrou.

Recebamos os jovens de qualquer procedência por nossos próprios filhos, estimulando neles o amor ao trabalho e a iniciativa da educação.

Diante de todos os que começam a luta, a senha será sempre – “velar e compreender”, a fim de que saibamos semear e construir, porque, em todos os tempos, onde a juventude é desamparada, a vida perece.

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Emmanuel

Livro: Religião dos Espíritos, FEB*

Livro: Crianças e Jovens

Izabel Bueno, Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos

Editora Espírita Cristã Fonte Viva


domingo, 29 de março de 2020

Não vale a pena


Não vale a pena 

Socorre e serás socorrido.

Perdoa e a misericórdia Divina se compadecerá de ti.

Não guardes mágoa no coração.

Não vale a pena viver em função do revide.

Somente a força do bem consegue se opor com êxito à força do mal.

Esquece a maledicência.

Quem te critica não é melhor.

Toda semente produz conforme a espécie.

As opiniões se modificam com o tempo.

Persevera no cumprimento do dever.

Na experiência da Terra ninguém se exime da prova.

Todos aprenderão com o sofrimento.

Ama e não te arrependerás.
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Bibliografia:
Do livro Vigiai e Orai 
psicografia de Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Irmão José 







MENSAGEM DO ESE: 

Fazer o bem sem ostentação

Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. — Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. — Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; — a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. (S. MATEUS, cap. VI, vv. 1 a 4.)

Tendo Jesus descido do monte, grande multidão o seguiu. Ao mesmo tempo, um leproso veio ao seu encontro e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, poderás curar-me. — Jesus, estendendo a mão, o tocou e disse: Quero-o, fica curado; no mesmo instante desapareceu a lepra. — Disse-lhe então Jesus: abstém-te de falar disto a quem quer que seja; mas, vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por Moisés, a fim de que lhes sirva de prova. (S. MATEUS, cap. VIII, vv. 1 a 4.)

Em fazer o bem sem ostentação há grande mérito; ainda mais meritório é ocultar a mão que dá; constitui marca incontestável de grande superioridade moral, porquanto, para encarar as coisas de mais alto do que o faz o vulgo, mister se torna abstrair da vida presente e identificar-se com a vida futura; numa palavra, colocar-se acima da Humanidade, para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que prefere ao de Deus o sufrágio dos homens prova que mais fé deposita nestes do que na Divindade e que mais valor dá à vida presente do que à futura. Se diz o contrário, procede como se não cresse no que diz.

Quantos há que só dão na esperança de que o que recebe irá bradar por toda a parte o benefício recebido! Quantos os que, de público, dão grandes somas e que, entretanto, às ocultas, não dariam uma só moeda! Foi por isso que Jesus declarou: “Os que fazem o bem ostentosamente já receberam sua recompensa.” Com efeito, aquele que procura a sua própria glorificação na Terra, pelo bem que pratica, já se pagou a si mesmo; Deus nada mais lhe deve; só lhe resta receber a punição do seu orgulho.

Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se há a modéstia real, também há a falsa modéstia, o simulacro da modéstia. Há pessoas que ocultam a mão que dá, tendo, porém, o cuidado de deixar aparecer um pedacinho, olhando em volta para verificar se alguém não o terá visto ocultá-la. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados entre os homens, que não será perante Deus? Também esses já receberam na Terra sua recompensa. Foram vistos; estão satisfeitos por terem sido vistos. É tudo o que terão.

E qual poderá ser a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre aquele que os recebe, que lhe impõe, de certo modo, testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição, exaltando o preço dos sacrifícios a que se vota para beneficiá-lo? Oh! para esse, nem mesmo a recompensa terrestre existe, porquanto ele se vê privado da grata satisfação de ouvir bendizer-lhe do nome e é esse o primeiro castigo do seu orgulho.

As lágrimas que seca por vaidade, em vez de subirem ao Céu, recaíram sobre o coração do aflito e o ulceraram. Do bem que praticou nenhum proveito lhe resulta, pois que ele o deplora, e todo benefício deplorado é moeda falsa e sem valor.

A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguardando-lhe a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola. Ora, converter em esmola o serviço, pela maneira de prestá-lo, é humilhar o que o recebe, e, em humilhar a outrem, há sempre orgulho e maldade. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar até as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento que se origina da necessidade. Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga. A verdadeira generosidade adquire toda a sublimidade, quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de figurar como beneficiado diante daquele a quem presta serviço. Eis o que significam estas palavras: “Não saiba a mão esquerda o que dá a direita.”
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, itens 1 a 3.)

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O INSTRUMENTO

Onde estiveres agradece ao Senhor o instrumento da purificação.

Ninguém vive sem ele.

Aqui, é o esposo de trato difícil.

Além, é a companheira de presença desagradável.

Acolá, é o filho rebelde.

Mais além é a filha inconsequente.

Hoje, é o amigo que se confiou à incompreensão.

Amanhã, será o chefe áspero.

Depois, será o subalterno distraído.

Agora, é o companheiro que desertou.

Mais tarde será o adversário, compelindo-te à aflição.

Silencia, aproveita e segue adiante.

A pedra recebe do martelo que a estilhaça, a dignidade com que se faz útil à construção.

O metal deve a pureza que lhe é próprio ao cadinho esfogueante que o martiriza.

Não olvides que o corpo é o santuário de possibilidades divinas em que temporariamente te refugias para recolher a lição do progresso.

Cada caminho cede lugar a outro caminho.

Cada experiência conduz a experiência maior.

Toda luta é pão espiritual e toda dor é impulso a sublime ascensão.

Aprendamos, pois, a entesourar os dons da vida, respeitando os ensinamentos que o mundo nos impõe, na certeza de que, entre a humildade e o trabalho, alcançaremos um dia, os cimos da glória eterna.
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SCHEILLA
CHICO XAVIER

sábado, 28 de março de 2020

Diferentes formas de amar


O maior mandamento que Jesus nos deixou foi Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Esta é a Lei que resume todas as outras.

Demonstramos o nosso amor a Deus em especial através da gratidão que carregamos em nossos corações, pela oportunidade que temos hoje de estar vivos.

Reconhecemos a misericórdia divina que nos permite uma nova experiência no corpo físico, na qual lapidamos o nosso Espírito.

Trabalhamos a cada dia para atingir o nobre objetivo de nos tornarmos melhores hoje do que fomos ontem.

O amor aos pais demonstramos através do reconhecimento da disposição deles em gerarem um novo ser.

Um ser pelo qual irão zelar, educar e transformar em pessoa de bem, às custas de renúncia e amor incondicional. Percebemos o apoio irrestrito de nossos pais nas diversas etapas da vida. Guardamos a certeza de que sempre estarão nos esperando, mesmo quando nos veem transpondo montanhas e indo em busca dos próprios caminhos.

O amor aos filhos aparece quando nos vemos tomados por um sentimento de tamanha grandeza, que não encontramos palavras para descrever. É o amor sem limites.

Observá-los dormindo, enquanto crianças, é ter a certeza que estamos à frente de anjos do Senhor.

O amor entre casais acontece sem pedir licença, toca a alma de tal forma que somos capazes de desejar que o mundo pare para preservar aquele instante mágico.

De forma diferente, também é o amor que cresce devagar entre os casais. Aparece de forma sutil, começa com grande admiração e aos poucos vai se transformando. De uma grande amizade nasce um amor sólido, verdadeiro e eterno.

Alegria imensa nos invade quando ouvimos da pessoa amada que ela seria capaz de fazer qualquer coisa só para ver brilhar o sorriso em nosso rosto.

É uma dádiva ter alguém que nos compreenda apenas com o olhar e que perceba, mesmo no silêncio, as nossas angústias.

Amor de amigo é ser companheiro em todos os momentos.

Amor à natureza nos estimula a adotar atitudes que ajudem na preservação do planeta em que vivemos.

O amor aos animais nos faz respeitá-los. Traz-nos o entendimento de que Deus os colocou ao nosso lado para nos auxiliar na caminhada evolutiva.

O amor aos enfermos e aos menos favorecidos é aquele que desperta em nós a caridade e coloca o amor em ação.

Podemos doar bens materiais. Por vezes, a necessidade é urgente, mas doemos também tempo, ternura, atenção, afeto e a palavra de esperança e de conforto.

A expressão mais completa da caridade é fazer aos outros o que queiramos que os outros nos façam. Esta atitude resume todos os deveres do homem para com o próximo.

O amor a quem nos ofende pode ser demonstrado através do silêncio, diante das ofensas, não revidando. Perdoando, estaremos dando um grande passo para exercitar esse amor.

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O amor é de essência divina e todos vós, do primeiro ao último, tendes, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado.

O gérmen vivaz que Deus depositou em nossos corações, se desenvolve e cresce, torna-se fonte das doces virtudes que geram as afeições sinceras e duráveis e ajudam a criatura a transpor o caminho árido da existência humana.
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Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais do item 9,
cap. XI, do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de
Allan Kardec, ed. FEB.
Em 24.3.2020.







MENSAGEM DO ESE:

Perdoai, para que Deus vos perdoe

Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia. (S. MATEUS, cap. V, v. 7.)
Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; — mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados. (S. MATEUS, cap. VI, vv. 14 e 15.)

Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irmão. — Então, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro: “Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até sete vezes?” — Respondeu-lhe Jesus: “Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.” (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 15, 21 e 22).

A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade e cheia de fel; a outra é calma, toda mansidão e caridade.

Ai daquele que diz: nunca perdoarei. Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.

Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. Em toda contenda, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza dalma granjeará sempre a simpatia das pessoas imparciais.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 1 a 4.)

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Conciliação 

“Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz e o juiz te entregue ao oficial de justiça, e te encerrem na prisão.” – Jesus. (Mateus, 5:25).


Muitas almas enobrecidas, após receberem a exortação desta passagem, sofrem intimamente por esbarrarem com a dureza do adversário de ontem, inacessível a qualquer conciliação.


A advertência do Mestre, no entanto, é fundamentalmente consoladora para a consciência individual.


Assevera a palavra do Senhor – “concilia-te”, o que equivale a dizer “faze a tua parte”.


Corrige quanto for possível, relativamente aos erros do passado, movimenta-te no sentido de revelar a boa vontade perseverante. Insiste na bondade e na compreensão.


Se o adversário é ignorante, medita na época em que também desconhecias as obrigações primordiais e observa se não agiste com piores características; se é perverso, categoriza-o à conta de doente e dementado em vias de cura.


Faze o Bem que puderes, enquanto palmilhas os mesmos caminhos, porque se for o inimigo tão implacável que te busque entregar ao juiz, de qualquer modo, terás então igualmente provas e testemunhos a apresentar. Um julgamento legítimo inclui todas as peças e somente os espíritos francamente impenetráveis ao Bem, sofrerão o rigor da extrema justiça.


Trabalha, pois, quanto seja possível no capítulo da harmonização, mas se o adversário te desdenha os bons desejos, concilia-te com a própria consciência e espera confiante.
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Emmanuel
Chico Xavier

sexta-feira, 27 de março de 2020

O que é Ser Espírita?




Ser espírita não é ser nenhum religioso; é ser cristão.


Não é ostentar uma crença; é vivenciar a fé sincera.

Não é ter uma religião especial; é deter uma grave responsabilidade.

Não é superar o próximo; é superar a si mesmo.

Não é construir templos de pedra; é transformar o coração em templo eterno.
Ser espírita não é apenas aceitar a reencarnação;
é compreendê-la como manifestação da Justiça Divina e caminho natural para a perfeição.

Não é só comunicar-se com os Espíritos, porque todos indistintamente se comunicam, mesmo sem o saber; é comunicar-se com os bons Espíritos para se melhorar e ajudar os outros a se melhorarem também.

Ser espírita não é apenas consumir as obras espíritas para obter conhecimento e cultura; é transformar os livros, suas mensagens, em lições vivas para a própria mudança.

Ser sem vivenciar é o mesmo que dizer sem fazer.

Ser espírita não é internar-se no Centro Espírita, fugindo do mundo para não ser tentado; é conviver com todas as situações lá fora, sem alterar-se como espírita, como cristão.

O espírita consciente é espírita no templo, em casa, na rua, no trânsito, na fila, ao telefone, sozinho ou no meio da multidão, na alegria e na dor, na saúde e na doença.

Ser espírita não é ser diferente; é ser exatamente igual a todos, porque todos são iguais perante Deus.

Não é mostrar-se que é bom; é provar a si próprio que se esforça para ser bom, porque ser bom deve ser um estado normal do homem consciente.

Anormal é não ser bom.

Ser espírita não é curar ninguém; é contribuir para que alguém trabalhe a sua própria cura.

Não é tornar o doente um dependente dos supostos poderes dos outros; é ensinar-lhe a confiar nos poderes de Deus e nos seus próprios poderes que estão na sua vontade sincera e perseverante.

Ser espírita não é consolar-se em receber; é confortar-se em dar, porque pelas leis naturais da vida, "é mais bem aventurado dar do que receber".

Não é esperar que Deus desça até onde nós estamos; é subir ao encontro de Deus, elevando-se moralmente e esforçando-se para melhorar sempre.

Isto é ser espírita.

Com as bênçãos de Jesus, nosso Mestre.
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Retirado do livro "Aprendendo a lidar com as crises" – Wanderley Pereira.
Wanderley Pereira








MENSAGEM DO ESE:

A porta estreita


Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. — Quão pequena é a porta da vida! quão apertado o caminho que a ela conduz! e quão poucos a encontram! (S. MATEUS, cap. VII, vv. 13 e 14.)

Tendo-lhe alguém feito esta pergunta: Senhor, serão poucos os que se salvam? Respondeu-lhes ele: — Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois vos asseguro que muitos procurarão transpô-la e não o poderão. — E quando o pai de família houver entrado e fechado a porta, e vós, de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos; ele vos responderá: não sei donde sois:

Pôr-vos-eis a dizer: Comemos e bebemos na tua presença e nos instruíste nas nossas praças públicas. — Ele vos responderá: Não sei donde sois; afastai-vos de mim, todos vós que praticais a iniquidade.
Então, haverá prantos e ranger de dentes, quando virdes que Abraão, Isaac, Jacob e todos os profetas estão no reino de Deus e que vós outros sois dele expelidos. — Virão muitos do Oriente e do Ocidente, do Setentrião e do Meio-Dia, que participarão do festim no reino de Deus. — Então, os que forem últimos serão os primeiros e os que forem primeiros serão os últimos. — (S. LUCAS, cap. XIII, vv. 23 a 30.)
Larga é a porta da perdição, porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal. É estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que poucos se resignam. É o complemento da máxima: “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.”

Tal o estado da Humanidade terrena, porque, sendo a Terra mundo de expiação, nela predomina o mal. Quando se achar transformada, a estrada do bem será a mais freqüentada. Aquelas palavras devem, pois, entender-se em sentido relativo e não em sentido absoluto. Se houvesse de ser esse o estado normal da Humanidade, teria Deus condenado à perdição a imensa maioria das suas criaturas, suposição inadmissível, desde que se reconheça que Deus é todo justiça e bondade.

Mas, de que delitos esta Humanidade se houvera feito culpada para merecer tão triste sorte, no presente e no futuro, se toda ela se achasse degredada na Terra e se a alma não tivesse tido outras existências? Por que tantos entraves postos diante de seus passos? Por que essa porta tão estreita que só a muito poucos é dado transpor, se a sorte da alma é determinada para sempre, logo após a morte? Assim é que, com a unicidade da existência, o homem está sempre em contradição consigo mesmo e com a justiça de Deus. Com a anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se alarga; faz-se luz sobre os pontos mais obscuros da fé; o presente e o futuro tornam-se solidários com o passado, e só então se pode compreender toda a profundeza, toda a verdade e toda a sabedoria das máximas do Cristo.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVIII, itens 3 a 5.)


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Mais consciência


Não viva apenas reagindo aos acontecimentos.

Não cuide da saúde apenas quando ficar doente.

Não pense em tratar bem o seu cônjuge somente quando ele cogitar a separação.
Não pretenda estudar apenas depois de uma nota baixa.

Não queira a reciclagem profissional somente depois que ficou desempregado.

Pessoas reativas são aquelas que somente agem quando a corda está amarrada ao pescoço.

E, convenhamos, é sempre desconfortável termos que virar o placar de um jogo desfavorável.

Às vezes, quando acordamos para mudar o resultado, o jogo já está quase no fim.

Avalie constantemente a sua vida, esteja concentrado em suas metas e antecipe-se para evitar a ocorrência de fatos perfeitamente previsíveis.

Muitos dos nossos problemas de hoje poderiam ter sido evitados se tivéssemos agido com mais consciência e menos irresponsabilidade.

Você é o primeiro da sua vida.

Cuide diariamente das flores, adube a terra, retire as ervas daninhas e as pragas, a fim de que seu jardim cresça o mais florido possível.

Um jardim descuidado depõe contra o jardineiro.

É sempre melhor agir do que simplesmente reagir.

Quem age, prepara e constrói.

Quem reage, apenas conserta, quando isso for possível.

Você faz da sua vida ou sua vida faz você?

O destino está nas suas mãos ou você está nas mãos do destino?

A canção popular disse: "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer".

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José Carlos da Lucca

quinta-feira, 26 de março de 2020

DEUS VIGIA


Nas grandes provações, não te afastes da fé.

Nos pequenos contratempos, cultiva a paciência.

Agradece à Divina Bondade a bênção de cada dia.

Trabalhe sempre.

Serve, desinteressadamente, aos outros, quando puderes.

Esquece injúrias e ofensas.

Não lastimes o passado.

Não censures a ninguém.

Segue sempre para diante e não temas.

Deus Vigia.

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Livro Recados do Além - Psicografia de Chico - Emmanuel

 





MENSAGEM DO ESE:


Missão do homem inteligente na Terra


Não vos ensoberbeçais do que sabeis, porquanto esse saber tem limites muito estreitos no mundo em que habitais. Suponhamos sejais sumidades em inteligência neste planeta: nenhum direito tendes de envaidecer-vos. Se Deus, em seus desígnios, vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver a vossa inteligência, é que quer a utilizeis para o bem de todos; é uma missão que vos dá, pondo-vos nas mãos o instrumento com que podeis desenvolver, por vossa vez, as inteligências retardatárias e conduzi-las a ele. A natureza do instrumento não está a indicar a que utilização deve prestar-se? A enxada que o jardineiro entrega a seu ajudante não mostra a este último que lhe cumpre cavar a terra? Que diríeis, se esse ajudante, em vez de trabalhar, erguesse a enxada para ferir o seu patrão? Diríeis que é horrível e que ele merece expulso.
Pois bem: não se dá o mesmo com aquele que se serve da sua inteligência para destruir a idéia de Deus e da Providência entre seus irmãos? Não levanta ele contra o seu senhor a enxada que lhe foi confiada para arrotear o terreno? Tem ele direito ao salário prometido? Não merece, ao contrário, ser expulso do jardim? Sê-lo-á, não duvideis, e atravessará existências miseráveis e cheias de humilhações, até que se curve diante dAquele a quem tudo deve.
A inteligência é rica de méritos para o futuro, mas, sob a condição de ser bem empregada. Se todos os homens que a possuem dela se servissem de conformidade com a vontade de Deus, fácil seria, para os Espíritos, a tarefa de fazer que a Humanidade avance. Infelizmente, muitos a tornam instrumento de orgulho e de perdição contra si mesmos. O homem abusa da inteligência como de todas as suas outras faculdades e, no entanto, não lhe faltam ensinamentos que o advirtam de que uma poderosa mão pode retirar o que lhe concedeu. 

— Ferdinando, Espírito protetor. (Bordéus, 1862.)

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, item 13.)

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Atenção Divina


Deus, nosso Pai, tem formas simples e eficazes para nos auxiliar. 


Em um momento, Se utiliza do vento para levar uma mensagem a quem necessite.


Acolá, utiliza uma mente disposta a servir, para ouvir o pedido de um enfermo, e atendê-lo.


Envia a chuva a espaços regulares, programa as tempestades para a melhoria da atmosfera, estabelece o ciclo das estações.


Serve-Se das asas dos pássaros e dos insetos, bem como da brisa mansa para a fecundação das diversas espécies vegetais.


Enquanto dormimos, Deus elabora mais extraordinárias maneiras de nos alcançar, afirmando-nos a Sua Providência Amorosa.


Por vezes, um descuido de alguém passa a se constituir no atendimento Divino. Por isso, importante estarmos atentos ao que nos sucede, a cada passo.


Conta-se que, certa vez, um viajante, por ser inexperiente, perdeu-se em imenso deserto.


Quase a morrer de fome e sede, avistou uma palmeira. À sua sombra encontrou uma fonte de água pura e fresca, com a qual aplacou a sede.


Mas a fome ainda o magoava. Descansando o corpo, recostando-se na árvore, encontrou um pequenino saco de couro.


Pensando que dentro dele encontraria algo para comer, talvez algumas ervilhas ou alguns pedaços de carne, o homem abriu o saquinho com rapidez.


Grande foi seu desapontamento ao lhe examinar o conteúdo: eram pérolas!


Que ironia, pensou o infeliz. Estou a sucumbir de fome e só o que encontro são pérolas que de nada me servem. Preciso muito de algo para comer. Preciso readquirir forças para continuar minha viagem e tentar chegar ao meu destino.


Por ser um homem de fé, o viajante não se desesperou e orou fervorosamente ao Criador, pedindo ajuda.


Mal haviam passado alguns minutos, quando ouviu o galope apressado de um cavalo.


Logo se viu frente a frente com um cavaleiro nervoso e inquieto. Era o dono das pérolas.


Percebendo que o outro encontrara o tesouro, tomou-se de alegria.


Como reconhecimento, deu-lhe de comer das provisões que trazia consigo. Na sequência, convidou-o a montar seu próprio animal e o conduziu até o termo da sua viagem, evitando que tornasse a se perder.


Quando se despediram, o cavaleiro falou ao viajante:


Percebe como a Divina Providência agiu? No primeiro momento, tive como uma grande desgraça a perda das minhas pérolas.


Contudo, nada mais oportuno. Retornando para procurá-las, cheguei a tempo de lhe prestar socorro.


“Por meios aparentemente singelos, Deus nos livra, às vezes, de grandes flagelos.”
* * *
Em tempo algum as coletividades humanas deixaram de receber a sublime colaboração dos Enviados de Deus, na solução dos grandes problemas do mundo.


Os Enviados à Terra, pela Providência Divina, agem nos campos das ciências, da filosofia, da literatura, das artes, das religiões, da política, isto é, em todos os campos.


Tudo para nos auxiliar em nossa trajetória de progresso, na face deste Planeta, que nos serve de Lar.
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Redação do Momento Espírita, com base no cap. A obra da Providência,
do livro Lendas do Céu e da Terra, de Júlio César de Melo e Sousa,
ed. Melhoramentos e na questão 280, do livro O Consolador,
pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier,
ed. FEB.
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FORMATAÇÃO E PESQUISA : MILTER – 24-03-2019

quarta-feira, 25 de março de 2020

SOLUÇÃO FELIZ



A reunião transcorria em clima de ordem.

Pobre senhora obsidiada, na assistência, tomou de delicada corneta plástica e começou a soprá-la, perturbando o ambiente.

Constrangida e inquieta, dedicada frequentadora da Casa, após orar, falou discretamente:

— Meu bem, você quer vender-me a linda corneta para a minha menina?

— Oh!, sim, obrigada!

E sorrindo, entregou-a

Ante a cédula expressiva, ofertou, ainda, duas laranjas que trazia como se fora o competente troco.

*

Não reajas ante os perturbados. Aje com discernimento, cristãmente.

Ora, e, inspirado, ajuda sem constranger, resolvendo o problema, sem criar outro.

Ajuda melhor aquele que compreende.

Quando nada possas fazer, ora e deixa que alguém mais capaz se encarregue do cometimento.
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Livro: Espelho Dalma
Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Ignotus
LEAL – Livraria Espírita Alvorada Editora






MENSAGEM DO ESE:

Moisés

Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas: não os vim destruir, mas cumpri-los: — porquanto, em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, sem que tudo o que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único iota e um único ponto. (S. MATEUS, cap. V, vv. 17 e 18.)
Na lei mosaica, há duas partes distintas: a lei de Deus, promulgada no monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar, decretada por Moisés. Uma é invariável; a outra, apropriada aos costumes e ao caráter do povo, se modifica com o tempo.

A lei de Deus está formulada nos dez mandamentos seguintes:

I. Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tirei do Egito, da casa da servidão. Não tereis, diante de mim, outros deuses estrangeiros. — Não fareis imagem esculpida, nem figura alguma do que está em cima do céu, nem embaixo na Terra, nem do que quer que esteja nas águas sob a terra. Não os adorareis e não lhes prestareis culto soberano.

II. Não pronunciareis em vão o nome do Senhor, vosso Deus.

III. Lembrai-vos de santificar o dia do sábado.

IV. Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo na terra que o Senhor vosso Deus vos dará.

V. Não mateis.

VI. Não cometais adultério.

VII. Não roubeis.

VIII. Não presteis testemunho falso contra o vosso próximo.

IX. Não desejeis a mulher do vosso próximo.

X. Não cobiceis a casa do vosso próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu asno, nem qualquer das coisas que lhe pertençam.

É de todos os tempos e de todos os países essa lei e tem, por isso mesmo, caráter divino. Todas as outras são leis que Moisés decretou, obrigado que se via a conter, pelo temor, um povo de seu natural turbulento e indisciplinado, no qual tinha ele de combater arraigados abusos e preconceitos, adquiridos durante a escravidão do Egito. Para imprimir autoridade às suas leis, houve de lhes atribuir origem divina, conforme o fizeram todos os legisladores dos povos primitivos. A autoridade do homem precisava apoiar-se na autoridade de Deus; mas, só a idéia de um Deus terrível podia impressionar criaturas ignorantes, em as quais ainda pouco desenvolvidos se encontravam o senso moral e o sentimento de uma justiça reta. É evidente que aquele que incluíra, entre os seus mandamentos, este: “Não matareis; não causareis dano ao vosso próximo”, não poderia contradizer-se, fazendo da exterminação um dever. As leis mosaicas, propriamente ditas, revestiam, pois, um caráter essencialmente transitório.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, itens 1 e 2.)

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MEDIUNIDADE E ESTUDO


O dinheiro em si não é bom, nem mau.

Instrumento neutro, é capaz de criar a abastança ou estimular a miséria, dependendo isso daqueles que o retém.
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A eletricidade em si não e boa, nem má.
Energia neutra, é capaz de engrandecer o trabalho ou precipitar o desastre, dependendo isso daqueles que a manejam.
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O magnetismo em si não e bom, nem mau.

Agente neutro, é capaz de gerar o bom ou produzir o mal, dependendo isso daqueles que o dirigem.
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Assim também é a mediunidade, que não é boa, nem má em si mesma.

Força neutra, é capaz de promover a educação ou acalentar a ignorância, dependendo isso daqueles que a usufruem.

Para emprego louvável do dinheiro, contamos com os preceitos morais que patrocinam o aperfeiçoamento da alma; 

para a utilização correta da eletricidade, possuímos os princípios da ciência que controlam na Natureza; 

para a sublimação do magnetismo, temos as leis da responsabilidade pessoal que honorificam a consciência; 

e, para a justa aplicação da mediunidade, dispomos dos ensinamentos do Espiritismo, consubstanciando a religião da justiça e do amor que ilumina todos os distritos do Universo.

Irmãos, estudemos a Doutrina Espírita, a fim de que possamos compreender médiuns, mediunidade e fenômenos mediúnicos.
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Albino Teixeira 
Chico Xavier