Um convite à profunda reflexão sobre a culpa, o erro e a necessidade de reconciliação íntima como caminho de equilíbrio emocional e crescimento espiritual.
A culpa, quando não enfrentada de maneira consciente, permanece no inconsciente, gerando conflitos, inquietações e sofrimentos aparentemente sem causa. Todos erram — faz parte do processo evolutivo — mas permanecer no erro, cultivando remorso, vergonha e ressentimento, prolonga o sofrimento e impede o avanço moral.
O autoperdão surge, então, como terapia indispensável para a restauração da paz interior. Não se trata de justificar atitudes equivocadas, mas de reconhecer o erro com sinceridade, aprender com ele e abrir-se a uma nova oportunidade de agir melhor. A reavaliação honesta dos próprios atos, com disposição para reparação, dilui a culpa e fortalece o respeito por si mesmo.
Da mesma forma, o perdão ao próximo é apresentado como libertação. Muitas vezes, quem agride ou persegue revela suas próprias dores e limitações. Ao invés de descer ao mesmo nível pela revolta ou pelo ódio, somos convidados à compaixão. Como recorda a citação atribuída a Booker T. Washington, não devemos permitir que alguém nos rebaixe a ponto de odiá-lo.
Perdoar não é concordar com o erro, mas recusar-se a alimentar sentimentos que nos aprisionam. É permanecer acima da ofensa, preservando a dignidade moral. A autora reforça que ninguém escapa aos desafios e sofrimentos na Terra, pois todos estamos em fases iniciais de crescimento espiritual.
À exemplificação de Jesus diante de Pilatos: enquanto um representa a fraqueza moral e a ilusão do poder, o outro simboliza a grandeza do perdão consciente. Jesus aceita a injustiça sem ódio, ensinando que o amor e o perdão são forças transformadoras.
O autoperdão é essencial para uma existência emocional tranquila. Seja qual for a gravidade do erro, é possível recomeçar. Ao perdoar a si mesmo e ao próximo, o indivíduo se liberta dos “cipós constrangedores do remorso” e recupera a alegria de viver.
Perdoar e autoperdoar-se são atos de coragem — e passos decisivos rumo à iluminação interior.
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Reflexão baseada na obra Iluminação Interior, de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Franco.
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19 de fevereiro
Existem lições muito importantes que deveriam ser aprendidas por cada indivíduo nesta vida.
Por exemplo, aprender a fazer o que deve ser feito discretamente, sem perturbar os outros e sem estardalhaço.
Não afaste essas lições, achando que você já sabe tudo e que não precisa aprender coisas tão elementares.
Recolha-se ao seu interior e não deixe o orgulho o cegar para suas falhas, pois você não poderá ser plenamente usado por Mim se o orgulho espiritual obstruir o caminho.
Frequentemente esse orgulho o impede de aprender novas e vitalmente importantes lições que estão aguardando para serem assimiladas, e bloqueia seu crescimento espiritual.
Há sempre algo de novo para ser aprendido e absorvido e você só conseguirá fazê-lo se estiver preparado para se abrir e reconhecer suas necessidades.
Procure suprir essas necessidades com humildade e profunda gratidão. Você jamais cessará de aprender nesta vida.
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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:
A caridade material e a caridade moral (II)
Meus amigos, a muitos dentre vós tenho ouvido dizer: Como hei de fazer caridade, se amiúde nem mesmo do necessário disponho?
Amigos, de mil maneiras se faz a caridade. Podeis fazê-la por pensamentos, por palavras e por ações.
Por pensamentos, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem se acharem sequer em condições de ver a luz. Uma prece feita de coração os alivia. Por palavras, dando aos vossos companheiros de todos os dias alguns bons conselhos, dizendo aos que o desespero, as privações azedaram o ânimo e levaram a blasfemar do nome do Altíssimo: “Eu era como sois; sofria, sentia-me desgraçado, mas acreditei no Espiritismo e, vede, agora, sou feliz.” Aos velhos que vos disserem: “É inútil; estou no fim da minha jornada; morrerei como vivi”, dizei: “Deus usa de justiça igual para com todos nós; lembrai-vos dos obreiros da última hora.” Às crianças já viciadas pelas companhias de que se cercaram e que vão pelo mundo, prestes a sucumbir às más tentações, dizei: “Deus vos vê, meus caros pequenos”, e não vos canseis de lhes repetir essas brandas palavras. Elas acabarão por lhes germinar nas inteligências infantis e, em vez de vagabundos, fareis deles homens. Também isso é caridade.
Dizem, outros dentre vós: “Ora! somos tão numerosos na Terra, que Deus não nos pode ver a todos.” Escutai bem isto, meus amigos: Quando estais no cume da montanha, não abrangeis com o olhar os bilhões de grãos de areia que a cobrem? Pois bem: do mesmo modo vos vê Deus. Ele vos deixa usar do vosso livre-arbítrio, como vós deixais que esses grãos de areia se movam ao sabor do vento que os dispersa.
Apenas, Deus, em sua misericórdia infinita, vos pôs no fundo do coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência. Escutai-a, que somente bons conselhos ela vos dará. Às vezes, conseguis entorpecê-la, opondo-lhe o espírito do mal. Ela, então, se cala. Mas, ficai certos de que a pobre escorraçada se fará ouvir, logo que lhe deixardes aperceber-se da sombra do remorso.
Ouvi-a, interrogai-a e com freqüência vos achareis consolados com o conselho que dela houverdes recebido.
Meus amigos, a cada regimento novo o general entrega um estandarte. Eu vos dou por divisa esta máxima do Cristo:
“Amai-vos uns aos outros.” Observai esse preceito, reuni-vos todos em torno dessa bandeira e tereis ventura e consolação.
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Um Espírito protetor. (Lião, 1860.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 10.)
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Otimismo sempre
Você já deve ter se deparado com a ideia figurada do copo com água pela metade e a velha pergunta: O copo está meio cheio ou meio vazio?
As conclusões em torno dessa recorrente metáfora são a respeito de como vemos o mundo, as situações, as ocorrências em nossa vida.
Avaliam muitos que ver o copo meio cheio é muito mais otimista do que vê-lo como meio vazio.
Porém a pergunta é: Vale a pena ser otimista? Ou ainda, o que é ser otimista?
São vários os estudos médicos que trazem indicativos a respeito da vantagem de ser otimista.
Esses apontam uma maior longevidade, melhor qualidade de vida, saúde mais estável.
Se alguns se fazem otimistas por sua própria natureza, por seu posicionamento perante a vida, como se constrói o otimismo naqueles de nós que parecemos sempre ver o copo meio vazio?
Como entender o mundo com otimismo?
Talvez um bom caminho seja começar com o entendimento da existência de Deus.
Um Universo milimetricamente organizado, da intimidade nanométrica de um cromossomo às grandezas infinitas celestiais, não é obra do acaso.
Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. Logo, Deus existe.
Da existência de Deus, chega-se à conclusão de que suas ações, atitudes e essência são de amor.
Como sintetizou João, o Evangelista: Deus é amor.
Fruto do Seu amor são todas as coisas que nos cercam.
O simples fato de termos nascido, o corpo que usufruímos, as condições de vida de que dispomos, tudo isso é o toque e o reflexo do amor de Deus sobre nós.
É verdade que muitas vezes não gostaríamos de ter um corpo mutilado, limitado, adoentado.
Tantas vezes anelamos condições melhores para nossa vida, sejam de caráter econômico, social ou emocional.
Porém, como um Pai amoroso e ciente, Deus nos oferece aquilo de que precisamos, e não aquilo que, muitas vezes, infantilmente, desejamos.
Assim, a doença, as dificuldades, as limitações físicas, são lições que a Providência Divina nos oferta para nossa aprendizagem.
Os embates da vida, a família difícil, os perrengues naturais do cotidiano, são oportunidades de aprendizado que ainda nos cabe completar.
Porque somos Espíritos destinados à perfeição, muito temos a aprender, sendo a vida a escola por excelência.
Assim, tudo que nos acontece deve ser entendido como lição.
Mesmo as consequências de nossas atitudes insensatas, são lições que nos aconselham a não repeti-las para mais não sofrer.
Tudo se encontra sob os auspícios da Divindade.
Como Deus nos ama infinitamente, sempre nos ocorre o que seja melhor para nossa vida.
Lembremos, portanto, que ser otimista é guardar a certeza de que somos filhos de Deus, herdeiros do Universo.
É entender que cada dia Deus provê nossas necessidades, como nos ensinou Jesus.
Finalmente, compreender que esse entendimento, misto de otimismo e gratidão, nos faz melhores, mais felizes, mais plenos e em harmonia perante tudo o que nos cerca.
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Redação do Momento Espírita
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