segunda-feira, 23 de março de 2015

EM TI PRÓPRIO



"De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus".
PAULO. (Romanos, 14:12.)

Escutarás muita gente a falar de compreensão e talvez que, sob o reflexo condicionado, repetirás os belos conceitos que ouviste, através de preleções que te angariarão simpatia e respeito.

 Entretanto, se não colocares o assunto nas entranhas da alma, situando-te no lugar daqueles que precisam  de entendimento, quase nada saberás de compreensão, além da certeza de que temos nela preciosa virtude.
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 Falarás de paciência e assinalarás muitas vozes, em torno de ti, referindo-se,  no entanto, se no imo do próprio ser não tens necessidade de sofrer por algum ente amado, muito pouco perceberás acerca de calma e tolerância.

 Exaltarás o amor, a bondade, a paz e a união, mas se nas profundezas do espírito não sentires, algum dia, o sofrimento a ensinar-te o valor da nota de consolação sobre a dor de que te lamentas;

a significação da migalha de socorro que outrem te estenda em teus dias de carência material;

 a importância da desculpa de alguém a essa ou àquela falta que cometeste e o poder do gesto de pacificação da parte de algum amigo que te restituiu a harmonia, em tuas próprias vivências, ignorarás realmente o que sejam entendimento e generosidade, perdão e segurança íntima.

 Seja qual a dificuldade em que te vejas, abstém de carregar o fardo das aflições e das perguntas sem remédio.
 Penetra no silêncio da própria alma, escuta os pensamentos que te nascem do próprio ser e reconhecerás que a solução da vida surgirá de ti mesmo.
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Emmanuel
Chico Xavier





domingo, 22 de março de 2015

HÁLITO DE DEUS



Quem sintoniza com a Mente Divina sempre exterioriza paz, irradiando incomum alegria de viver.

Qual raio de sol que oscula o pântano, com a mesma tranquilidade o faz com a pétala de rosa; não se aturdindo na algaravia, nem se alterando no silêncio.

Frui da harmonia que absorve, e perturbação alguma o desestrutura, porque entende que o perseguidor está enfermo e o adversário estagia em patamar inferior da evolução.

Ao invés de revidar o mal que lhe impõem, oferece o amor que lhes falta, em forma de perdão e de fraternidade, que necessitam.

Nunca hostiliza a ninguém, porque superou as heranças do primarismo, aspirando as vibrações elevadas dos planaltos da felicidade, onde se encontra psiquicamente.

Sente-se estimulado à evolução e mais se doa por constatar quão imensa é a carência daqueles que ainda se estorcegam nas paixões perturbadoras.

O hálito de Deus, que a tudo vitaliza, nele encontra receptividade e penetração, por isso é feliz. 
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Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
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sábado, 21 de março de 2015

POR QUE NÃO FEZ?



O homem perde muito tempo sobre a Terra.

Estaciona por longos anos à margem da estrada que lhe compete percorrer.

Distancia-se de suas possibilidades.

Vê passar a juventude.

Assiste ao declínio das forças físicas.

Prepara-se, a vida inteira quase, para o que nunca fará.

Quando acorda do seu estado letárgico, os seus dias no corpo escasseiam.

Não tem mais o vigor de outrora e a paisagem em torno já não é a mesma.

Quer retroceder, correr atrás do sonho que agora observa pelo retrovisor da existência, mas não pode.

Lamenta-se inutilmente.

Por que não fez no exato momento em que tomou consciência da necessidade de fazer?!
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Irmão José
 


 

sexta-feira, 20 de março de 2015

NOSSOS PROBLEMAS






De modo geral, um problema surge à frente e consideramo-nos para logo batidos pela aflição. Não raro, contornamo-lo através da fuga deliberada. Noutras ocasiões, antes de arrostá-lo, resvalamos em desânimo ou rebeldia. E lá se vai a oportunidade da promoção.

Às vezes, nós – espíritos eternos – perdemos sucessivas reencarnações, simplesmente pelo medo de facear certas dificuldades justas e necessárias ao nosso burilamento.

Problemas, no entanto, constituem o preço da evolução.

Não há conhecimento sem experiência e não há experiência sem provas.

Em todos os níveis da Natureza prevalecem semelhantes princípios. O embrião da planta vive na semente um problema fundamental: como atravessar o envoltório que o resguarda, para construir o seu próprio caminho na direção da luz? A lagarta enfrenta outro: onde encasular-se para ser borboleta?

Não fossem os desafios e exercícios da escola, a cultura, tanto quanto a civilização, seriam tão-somente ideias remotas no campo da Humanidade.

Não te amedrontes ante os problemas que te visitem. São eles recursos naturais da existência, medindo-te a capacidade de adaptação e crescimento.

Nunca te certificarias se possuis bastante reservas de coragem, sem o obstáculo que te ensina a decifrar os segredos da autosuperação, e jamais saberias se realmente amas, sem a dor que te ajuda a desentranhar os mais puros sentimentos do coração.

Problemas são sinônimos de lição. Se tens o caminho repleto deles, isso significa que chegaste à madureza de espírito, com a possibilidade de frequentar simultaneamente vários cursos de aperfeiçoamento no educandário do mundo.

Bendize o ensejo de testemunhar a tua abnegação e a tua fé, porque todo momento de compreender e perdoar, auxiliar e edificar, é hora de aprender e tempo de progredir.
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Emmanuel 
Chico Xavier 
 


 


quinta-feira, 19 de março de 2015

Alimento Espiritual



A saúde no corpo muitas vezes começa no pensamento sadio.

Não dê guarida a mágoas e rancores.

Entregue ao tempo toda ofensa.

Se você já é capaz de escolher o alimento de que seu corpo necessita, também pode selecionar os pensamentos que nutrem seu espírito.

Se quando a doença chega, você recorre ao médico, busque também a Jesus nos momentos de crise interior.

Tudo passa e o determinismo do espírito é a felicidade e a harmonia. 
 
Um dia você irá devolver à natureza o corpo amigo que serviu ao seu aprendizado no mundo, restando somente o que granjear na alma, depositária real de nossos destinos.
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Scheilla
 



 

quarta-feira, 18 de março de 2015

Suspeita




Suspeita é a "crença desfavorável, acompanhada de desconfiança" , referente a alguma coisa ou a alguém. Mau juízo decorrente de ideia vaga, sem apoio legítimo, que, no entanto, se transforma em urze calamitosa, espraiando-se no campo mental e culminando por asfixiar os
nobres ideais em que se devem sustentar as aspirações humanas.

De maleável contextura, a suspeita, semelhante ao miasma sutil, se adensa e se avoluma, logrando vencer quem a cultiva.

Normalmente, reflete o estado espiritual daquele que a agasalha.

A consciência reta não lhe dá guarida, enquanto o sentimento atormentado padece-lhe a constrição, o estigma.

Necessário cercear-lhe o avanço, porquanto, de fácil aceitação corrói as melhores estruturas, conseguindo exteriorizar- se em maledicência vinagrosa, que numa frase decepa uma existência digna e, num sorriso de mofa, ceifa as mais elevadas expressões de jovialidade e de progresso.

A suspeita é a genitora do ciúme, que dela se nutre, passando de simples ideia leviana a obsessão tormentosa, geradora de alucinação e impulsionadora de crimes.


Ninguém está imune à suspeita do próximo. 
Cada um vê uma paisagem conforme a cor das lentes que tem sobre os olhos.
 Assim, muitos fatos parecem o que melhor convém aos espectadores ou às suas personagens. 
Não sintonizes os teus com os seus pensamentos enfermos dos levianos e maliciosos. 

Insiste na perseverança das realizações a que te vinculas, sem permitir-te diminuir a intensidade que lhe conferes. 
Muitas vezes o que parece ser, verdadeiramente tem outra significação, que não pode ser apreendida de relance. 
Mesmo em acurada observação, fatos e coisas se expressam mais de acordo com o observador do que com a sua própria estrutura. 
Abre, assim, o espírito à tranquilidade e não estaciones nos degraus da mágoa que a suspeita dos outros coloca à tua frente, nem te facultes a leviandade de suspeitar de ninguém. 

Quem erra, faz-se escravo do gravame que comete. 

O culpado, embora se disfarce, conhece a face do engano ou do crime perpetrado. 
Ninguém se evade da província da consciência culpada, antes de conseguir o ônus da autorecuperação.
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Joanna de Ângelis