sexta-feira, 9 de abril de 2021

Somente a grande Vida merece a grande Morte



(Cada desencarnação é regresso de um lutador) 

A transposição de Plano, para a nossa mente, é muito morosa, considerando-se as necessidades da preparação que nos cabe, em face à Vida Superior.

Somente a grande vida merece a grande morte.

Além do corpo, não há liberação para quem não se liberta.

O trabalho é desconhecido, para quem não trabalha.

A vida abundante, em relação à qual tão claro foi Jesus nas lições da Boa-Nova, ( apenas se revela ao coração que se devotou à vida interna, na prática do bem desde aí.

A união espiritual é uma luz somente para aquele que, ainda no corpo, a procura.

A nossa Esfera aqui é, sobretudo, de continuação ao que teve começo aí.

No Círculo físico, as possibilidades de iniciar ou reiniciar são imensas. Aqui, porém, pelo menos nas atividades vizinhas à crosta planetária, a lembrança, a memória, e a ligação mental, impõem prosseguimento.

Assim sendo, tudo aqui é sono ou semi-inconsciência para quem não despertou pelo trabalho ativo, na matéria densa; desagrado, para quem somente tratou de se agradar, no campo emocional menos construtivo, do corpo; angústia, para quem não exercitou a paciência, atenuando as próprias aflições; e desânimo ou perturbação, para quem não aceitou os benefícios da luta ou entravou a marcha dos que buscavam lidar e lutar com nobreza.

Tudo lógico, vivo, natural. Nem poderia ser de outro modo.

Se vocês não criaram interesses de elevação espiritual para a “Terra Próxima”, o domicílio do Além será menos interessante do que a “Terra de Agora” para vocês.

É necessário reconhecer que se encontram armados, na arena corporal, para muitas e valiosas conquistas.

Quem mais realizar com o bem, mais aquinhoado de dons divinos será fatalmente, pelas forças que o representam.

Não se esqueçam de que pensamento e ação simbolizam sementeira e crescimento. Os dias se encarregam de amadurecer os frutos, de acordo com a [natureza de] nossa plantação.
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Neio Lúcio
Chico Xavier
Obra: Senda para Deus
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MENSAGEM DO ESE:

Os obreiros do Senhor

Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: “Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra”, porquanto o Senhor lhes dirá: “Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!” Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois a tempestade virá e eles serão levados no turbilhão! Clamarão: “Graça! graça!” O Senhor, porém, lhes dirá: “Como implorais graças, vós que não tivestes piedade dos vossos irmãos e que vos negastes a estender-lhes as mãos, que esmagastes o fraco, em vez de o amparardes? Como suplicais graças, vós que buscastes a vossa recompensa nos gozos da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa, tal qual a quisestes. Nada mais vos cabe pedir; as recompensas celestes são para os que não tenham buscado as recompensas da Terra.”


Deus procede, neste momento, ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente, a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que não recuarem diante de suas tarefas é que ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da regeneração pelo Espiritismo. Cumprir-se-ão estas palavras: “Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos céus.”

— O Espírito de Verdade. (Paris, 1862.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XX, item 5.).

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Vitória sobre a depressão



Vive a sociedade terrestre grave momento na área da saúde emocional e comportamental.


Apresentando-se em caráter pandêmico, a depressão avassala os mais variados segmentos sociais, arrastando verdadeiras multidões ao terrível distúrbio de conduta.


Pode-se afirmar que a depressão é ocorrência que se manifesta como um distúrbio do todo orgânico e resulta de problemas do quimismo neuronal, com a falta de alguns neurocomunicadores responsáveis pela alegria, o bem estar, o afeto, tais como a dopamina, a serotonina e a noradrenalina. Aprofundando-se, porém, a sonda investigadora a respeito desse cruel distúrbio comportamental da área da afetividade, a doença se exterioriza em razão do doente, que é sempre o Espírito reencarnado em processo de reequilíbrio dos delitos anteriormente praticados. A depressão é doença da alma que se sente culpada e, não poucas vezes, carrega esse sentimento no inconsciente, em decorrência de comportamentos infelizes praticados na esteira das reencarnações, devendo em consequência, ser tratada no cerne da sua origem. O Espírito é um viajor incansável da imensa estrada das reencarnações, avançando das trevas para a luz, do instinto para a inteligência, e dessa para a razão, logo mais para a intuição. O seu comportamento esteve adstrito aos impositivos do primarismo por onde jornadeou longamente.


Constatado essa psicogênese respeitável, que facilita o diagnóstico da problemática, o Espiritismo também oferece o grande contributo terapêutico para a solução, tendo base os ensinamentos de Jesus Cristo, o Médico por excelência, cuja vida é o mais belo poema de amor e sabedoria que a história conhece. De início, o esclarecimento do paciente, a fim de que adquira a consciência de responsabilidade, dispondo-se à recuperação a esforço pessoal, sem o mecanismo passadista de transferir para outrem o que ele deve realizar. Em seguida, o hábito saudável da oração, dos bons pensamentos através de leituras edificantes, dos diálogos que enriquecem o ser interior, da fluidoterapia, água fluidificada....


A saúde é portanto, o estado ideal do Espírito que se descobriu a si mesmo e se identifica com o Cosmo, nele inserido em clima de harmonia. O corpo humano é a mais grandiosa obra de engenharia que se conhece. Uma existência laboriosa, ativa, guiada pela mente edificada no amor e na solidariedade, transforma-se num arquipélago de saúde, mesmo quando ocorram alguns fenômenos de aflição, perfeitamente controláveis, não permitindo angústias desnecessárias, ansiedades injustificáveis, medos sem lógica, solidão egoísta. Podes, portanto, adquirir saúde e preservá-la, se te resolveres por ser feliz e te empenhares na execução do programa iluminativo que te diz respeito.


Cada Espírito é responsável por tudo quanto lhe acontece.
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FRANCO, Divaldo Pereira. Vitória sobre a depressão. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

O êxito reside perto de ti



Se erraste, corrige-te e prossegue agindo e servindo.

Recorda que outros erraram ante de ti e nem por isso se petrificaram em meio do caminho.

Se a crítica te focaliza, tolera-lhe os toques ferinos com paciência.

Quem te analisa agora, será analisado por outros depois.

A vida é renovação.

Não recalcitres com as mudanças que o tempo te impõe ao caminho.

Não percas o valor das horas com queixas desnecessárias.

Aceita os acontecimentos como são e segue para a frente.

Sobretudo, trabalha sempre, porque o êxito reside perto de ti na ação que desenvolves.

Não te voltes para a retaguarda.

Age para o bem e seja qual for a tua espécie de luta, conserva a certeza de que vencerás.
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Emmanuel
Chico Xavier
Palavras de Coragem
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MENSAGEM DO ESE:

A indulgência (II)

Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações e o Senhor usará de indulgência para convosco, como de indulgência houverdes usado para com os outros.

Sustentai os fortes: animai-os à perseverança. Fortalecei os fracos, mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento; mostrai a todos o anjo da penitência estendendo suas brancas asas sobre as faltas dos humanos e velando-as assim aos olhares daquele que não pode tolerar o que é impuro. Compreendei todos a misericórdia infinita de vosso Pai e não esqueçais nunca de lhe dizer, pelos pensamentos, mas, sobretudo, pelos atos: “Perdoai as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos hão ofendido.”

 Compreendei bem o valor destas sublimes palavras, nas quais não somente a letra é admirável, mas principalmente o ensino que ela veste.

Que é o que pedis ao Senhor, quando implorais para vós o seu perdão? Será unicamente o olvido das vossas ofensas? Olvido que vos deixaria no nada, porquanto, se Deus se limitasse a esquecer as vossas faltas, Ele não puniria, é exato, mas tampouco recompensaria. A recompensa não pode constituir prêmio do bem que não foi feito, nem, ainda menos, do mal que se haja praticado, embora esse mal fosse esquecido. Pedindo-lhe que perdoe os vossos desvios, o que lhe pedis é o favor de suas graças, para não reincidirdes neles, é a força de que necessitais para enveredar por outras sendas, as da submissão e do amor, nas quais podereis juntar ao arrependimento a reparação.

Quando perdoardes aos vossos irmãos, não vos contenteis com o estender o véu do esquecimento sobre suas faltas, porquanto, as mais das vezes, muito transparente é esse véu para os olhares vossos. Levai-lhes simultaneamente, com o perdão, o amor; fazei por eles o que pediríeis fizesse o vosso Pai celestial por vós. Substitui a cólera que conspurca, pelo amor que purifica. Pregai, exemplificando, essa caridade ativa, infatigável, que Jesus vos ensinou; pregai-a, como ele o fez durante todo o tempo em que esteve na Terra, visível aos olhos corporais e como ainda a prega incessantemente, desde que se tornou visível tão-somente aos olhos do Espírito. Segui esse modelo divino; caminhai em suas pegadas; elas vos conduzirão ao refúgio onde encontrareis o repouso após a luta. Como ele, carregai todos vós as vossas cruzes e subi penosamente, mas com coragem, o vosso calvário, em cujo cimo está a glorificação.

— João, bispo de Bordéus. (1862.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 17.).

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Angústia e Paz


Previne-te contra a angústia.

Esta tristeza molesta, insidiosa, contínua, arrasta-te a estado perturbador.

Essa insatisfação injustificável, perseverante, penosa, conduz-te a desequilíbrio imprevisível.

Aquela mágoa que conservas, vitalizada pela revolta sem lógica, impele-te a desajuste insano.

Isso que te assoma em forma de melancolia, que aceitas, empurra-te a abismo sem fundo.

Isso que aflora com freqüência, instalando nas tuas paisagens mentais de pressão constante, representa o surgimento de problema grave.

Aquilo que remóis, propiciando-te dor e mal-estar, impele-te a estados infelizes, que te atormentam.

A angústia possui gêneses. Várias.

Procede de erros que se encontram fixados no ser desde a reencarnação anterior, como matriz que aceita motivos verdadeiros ou não, para dominar quem deveria envidar esforços por aplainar e vencer as imposições negativas e as compulsões torpes.

Realmente, não há motivos que justifiquem os estados de angústia.

A angústia entorpece os centros mentais do discernimentos e desarticula os mecanismos nervosos, transformando-se em fator positivo de alienações.

Afeta o psiquismo, o corpo e a vida, enfermando o espírito.

Rechaça a angústia, pondo sol nas tuas sombras-problemas.

Não passes recibo aos áulicos da melancolia e dispersa com a prece as mancomunações que produzem angústia.

Fomenta a paz, que á antídoto da angústia.

Exercita a mente nos pensamentos otimistas e cultiva a esperança.

Trabalha com desinteresse, fazendo pelo próximo o que dizes dele não receber.

A paz é fruto que surge em momento próprio, após a germinação e desenvolvimento do bem no coração.

Jamais duvides do amor de Deus.

Fixado no propósito de crescimento espiritual, transfere para depois o que não logres agora, agindo com segurança.

Toda angústia dilui-se na água corrente da paz.
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FRANCO, Divaldo Pereira. 
Alerta.
 Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 
LEAL.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Depressão e ociosidade



Ainda que algum diagnóstico médico aponte para tal possibilidade, não admitas que estejas padecendo de qualquer estado depressivo.

Reaja, com vigor, a toda sensação de abatimento em teu mundo íntimo.

Não deixes que esta ou aquela manifestação de tristeza cresça em teu espírito, transformando-se, em apatia de natureza crônica.

Levanta-te e age, dando ocupação útil ao teu pensamento e às tuas mãos.

Não te permitas sentir o próprio corpo na condição de fardo difícil de carregar.

Sem desconsidetar a necessidade de prescrição medicamentosa, a que sejas orientado por médico amigo e competente, não cruzes os braços, porque toda depressão, quando dela não nasce, se alimenta de ociosidade.
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Irmão José
Carlos A. Baccelli
Obra: Pai, perdoa-lhes
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MENSAGEM DO ESE:

A fé: mãe da esperança e da caridade

Para ser proveitosa, a fé tem de ser ativa; não deve entorpecer-se. Mãe de todas as virtudes que conduzem a Deus, cumpre-lhe velar atentamente pelo desenvolvimento dos filhos que gerou.

A esperança e a caridade são corolários da fé e formam com esta uma trindade inseparável. Não é a fé que faculta a esperança na realização das promessas do Senhor? Se não tiverdes fé, que esperareis? Não é a fé que dá o amor? Se não tendes fé, qual será o vosso reconhecimento e, portanto, o vosso amor?

Inspiração divina, a fé desperta todos os instintos nobres que encaminham o homem para o bem. É a base da regeneração. Preciso é, pois, que essa base seja forte e durável, porquanto, se a mais ligeira dúvida a abalar que será do edifício que sobre ela construirdes? Levantai, conseguintemente, esse edifício sobre alicerces inamovíveis. Seja mais forte a vossa fé do que os sofismas e as zombarias dos incrédulos, visto que a fé que não afronta o ridículo dos homens não é fé verdadeira.


A fé sincera é empolgante e contagiosa; comunica-se aos que não na tinham, ou, mesmo, não desejariam tê-la. Encontra palavras persuasivas que vão à alma, ao passo que a fé aparente usa de palavras sonoras que deixam frio e indiferente quem as escuta. Pregai pelo exemplo da vossa fé, para a incutirdes nos homens. Pregai pelo exemplo das vossas obras para lhes demonstrardes o merecimento da fé. Pregai pela vossa esperança firme, para lhes dardes a ver a confiança que fortifica e põe a criatura em condições de enfrentar todas as vicissitudes da vida.


Tende, pois, a fé, com o que ela contém de belo e de bom, com a sua pureza, com a sua racionalidade. Não admitais a fé sem comprovação, cega filha da cegueira. Amai a Deus, mas sabendo porque o amais; crede nas suas promessas, mas sabendo porque acreditais nelas; segui os nossos conselhos, mas compenetrados do um que vos apontamos e dos meios que vos trazemos para o atingirdes. Crede e esperai sem desfalecimento: os milagres são obras da fé.

— José, Espírito protetor. (Bordéus, 1862.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIX, item 11.)

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Receita Espírita


Pensamento sombrio?
Alguns instantes de prece.
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Irritação?
Silêncio de meia hora pelo menos.
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Tristeza?
Ampliação voluntária da quota de trabalho habitual.
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Impulso a crítica destrutiva?
Observemos as nossas próprias fraquezas.
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Desejo de censurar o próximo?
Um olhar para dentro de nós mesmos.
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Solidão?
Auxiliar a alguém que, em relação a nós, talvez se encontre mais sozinho.
*
Tédio?
Visita a um hospital para que se possa medir as próprias vantagens.
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Ofensa?
Perdoar e servir mais amplamente.
*
Ressentimento?
Olvido de todo mal.
*
Fracasso?
Voltar às boas obras e começar outra vez.
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Albino Teixeira
Chico Xavier
Obra: Caminho Espírita

terça-feira, 6 de abril de 2021

As outras pessoas


Diante de qualquer pessoa, seja quem seja, inclina-te à bondade e começa por endereçar-lhe um pensamento de simpatia.

 Se renteias com alguém que admiras pelas virtudes que lhe exornam o caráter, pondera os riscos a que essa criatura se vê exposta pela altura a que se guindou e, calculando os sacrifícios que terá ela feito para alcançar as responsabilidades em que se situa, oferece-lhe apoio, para que não se lhe desafinem as cordas da alma.

 À frente de outra pessoa que consideres errada, com mais razão orarás por ela, rogando o auxílio da Vida Maior, em seu favor, a fim de que se lhe refaçam as forças.

 Farás ainda mais. Meditarás nas muitas vezes em que essa criatura haverá sofrido o impacto das tentações que lhe assaltaram a estrada e não acharás motivo para estranheza ou condenação se refletires nas lágrimas que terá ela vertido, até que a tortura mental lhe impulsionasse o coração para o colapso das energias morais em que se escorava dificilmente.

 Todos somos defrontados no cotidiano por inúmeras pessoas que a vida nos traz à observação.

 Recebamo-las todas na condição de criaturas irmãs, portadoras de recursos e fraquezas, esperanças e sonhos, tarefas e lutas, problemas e dores semelhantes aos nossos.

 Consideremos, sobremaneira, que ninguém se aproxima de alguém pedindo reprovação ou azedume.

 Todos carecemos de compreensão e bondade.

 Quando estamos em paz, o conselho que nos induz ao aperfeiçoamento moral lembra a lâmpada acesa impelindo-nos para a frente.

 Entretanto, quando desajustados pelas consequências de nossos próprios erros, já carregamos em nós próprios fardos de angústia suficiente para suplício do coração.

 Doemos a quantos se abeirem de nós o melhor que pudermos: o entendimento e a fraternidade, a boa palavra e o serviço nobilitante.

 Convençamo-nos todos de que todos os males, os nossos e os dos outros, ficarão um dia para trás, em definitivo. Toda sombra chega e passa à feição de nuvem perante o sol. Permanecerá no Universo, acima de tudo e para sempre, o Sol da Providência Divina. E na luz da Providência Divina todos os mundos e todos os seres se encadeiam na corrente do amor eterno, em permanente e vitoriosa sublimação.
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Emmanuel 
Chico Xavier 
Obra: RUMO CERTO
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MENSAGEM DO ESE

Advento do Espírito de Verdade (II)

Venho instruir e consolar os pobres deserdados. Venho dizer-lhes que elevem a sua resignação ao nível de suas provas, que chorem, porquanto a dor foi sagrada no Jardim das Oliveiras; mas, que esperem, pois que também a eles os anjos consoladores lhes virão enxugar as lágrimas.

Obreiros, traçai o vosso sulco; recomeçai no dia seguinte o afanoso labor da véspera; o trabalho das vossas mãos vos fornece aos corpos o pão terrestre; vossas almas, porém, não estão esquecidas; e eu, o jardineiro divino, as cultivo no silêncio dos vossos pensamentos. Quando soar a hora do repouso, e a trama da vida se vos escapar das mãos e vossos olhos se fecharem para a luz, sentireis que surge em vós e germina a minha preciosa semente. Nada fica perdido no reino de nosso Pai e os vossos suores e misérias formam o tesouro que vos tornará ricos nas esferas superiores, onde a luz substitui as trevas e onde o mais desnudo dentre todos vós será talvez o mais resplandecente.

Em verdade vos digo: os que carregam seus fardos e assistem os seus irmãos são bem-amados meus. Instruí-vos na preciosa doutrina que dissipa o erro das revoltas e vos mostra o sublime objetivo da provação humana. Assim como o vento varre a poeira, que também o sopro dos Espíritos dissipe os vossos despeitos contra os ricos do mundo, que são, não raro, muito miseráveis, porquanto se acham sujeitos a provas mais perigosas do que as vossas. Estou convosco e meu apóstolo vos instrui. Bebei na fonte viva do amor e preparai-vos, cativos da vida, a lançar-vos um dia, livres e alegres, no seio dAquele que vos criou fracos para vos tornar perfectíveis e que quer modeleis vós mesmos a vossa maleável argila, a fim de serdes os artífices da vossa imortalidade. 

- O Espírito de Verdade. (Paris, 1861.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VI, item

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Entendamos



O objetivo da sua vida na Terra não constitui a autoridade, a beleza ou o conforto efêmero.

- É o aperfeiçoamento espiritual.
A finalidade da educação não se resume no respeito cego a tradicionalismo e preconceito.

- É disciplina aos impulsos próprios.

A evangelização da infância não consiste em seu acondicionamento às nossas ideias.

-É processo da emancipação infantil para compreensão da justiça e do bem.

O exercício profissional não consubstancia concorrência desonesta em louvor da ambição.

- É ensejo de auxílio a todos.

A caridade não exprime virtude conforme a nossa inclinação afetiva.

- É solução a qualquer problema.
A fé não significa só ideal para o futuro.

- É força construtiva para hoje.
O seu estudo não é padronização à vida alheia.

- É arma viva para a reforma de você mesmo.

A melhoria moral transparece de título honroso alcançado entre os homens.

- É luz manifesta em seu bom exemplo.
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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Ideal Espírita

sábado, 3 de abril de 2021

Na cultura da paz


“Bem-aventurados os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus.” 
— JESUS (Mateus, 5:9)

 Na cultura da paz, saibamos sempre:

respeitar as opiniões alheias como desejamos seja mantido o respeito dos outros para com as nossas;

 colocar-nos na posição dos companheiros em dificuldades, a fim de que lhes saibamos ser úteis;

 calar referências impróprias ou destrutivas;

 reconhecer que as nossas dores e provações não são diferentes daquelas que visitam o coração do próximo;

 consagrar-nos ao cumprimento das próprias obrigações;

 fazer de cada ocasião a melhor oportunidade de cooperar a benefício dos semelhantes;

 melhorar-nos, através do trabalho e do estudo, seja onde for;

 cultivar o prazer de servir;

 semear o amor, por toda parte, entre amigos e inimigos;

jamais duvidar da vitória do bem.


 Buscando a consideração de pacificadores, guardemos a certeza de que a paz verdadeira não surge, espontânea, de vez que é e será sempre fruto do esforço de cada um.
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Emmanuel 
Chico Xavier
Obra: Ceifa de Luz 
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MENSAGEM DO ESE:

Benefícios pagos com a ingratidão

Que se deve pensar dos que, recebendo a ingratidão em paga de benefícios que fizeram, deixam de praticar o bem para não topar com os ingratos?

Nesses, há mais egoísmo do que caridade, visto que fazer o bem, apenas para receber demonstrações de reconhecimento, é não o fazer com desinteresse, e o bem, feito desinteressadamente, é o único agradável a Deus. Há também orgulho, porquanto os que assim procedem se comprazem na humildade com que o beneficiado lhes vem depor aos pés o testemunho do seu reconhecimento. Aquele que procura, na Terra, recompensa ao bem que pratica não a receberá no céu. Deus, entretanto, terá em apreço aquele que não a busca no mundo.

Deveis sempre ajudar os fracos, embora sabendo de antemão que os a quem fizerdes o bem não vo-lo agradecerão. Ficai certos de que, se aquele a quem prestais um serviço o esquece, Deus o levará mais em conta do que se com a sua gratidão o beneficiado vo-lo houvesse pago. Se Deus permite por vezes sejais pagos com a ingratidão, é para experimentar a vossa perseverança em praticar o bem.

E sabeis, porventura, se o benefício momentaneamente esquecido não produzirá mais tarde bons frutos? Tende a certeza de que, ao contrário, é uma semente que com o tempo germinará. Infelizmente, nunca vedes senão o presente; trabalhais para vós e não pelos outros. Os benefícios acabam por abrandar os mais empedernidos corações; podem ser olvidados neste mundo, mas, quando se desembaraçar do seu envoltório carnal, o Espírito que os recebeu se lembrará deles e essa lembrança será o seu castigo. Deplorará a sua ingratidão; desejará reparar a falta, pagar a dívida noutra existência, não raro buscando uma vida de dedicação ao seu benfeitor. Assim, sem o suspeitardes, tereis contribuído para o seu adiantamento moral e vireis a reconhecer a exatidão desta máxima: um benefício jamais se perde. Além disso, também por vós mesmos tereis trabalhado, porquanto granjeareis o mérito de haver feito o bem desinteressadamente e sem que as decepções vos desanimassem.
Ah! meus amigos, se conhecêsseis todos os laços que prendem a vossa vida atual às vossas existências anteriores; se pudésseis apanhar num golpe de vista a imensidade das relações que ligam uns aos outros os seres, para o efeito de um progresso mútuo, admiraríeis muito mais a sabedoria e a bondade do Criador, que vos concede reviver para chegardes a ele.

— Guia protetor. (Sens, 1862.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, item 19.).

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DESPREPARO, LENTIDÃO E FUGA


Não adianta. Nem todas as pessoas estão preparadas para o conhecimento espiritual. Mesmo que você tente estimular, conversar, indicar textos maravilhosos, profundos, científicos, didáticos, lógicos, claríssimos, elas não vão absorver. É como mostrar uma foto para um cachorro: ele não vai olhar. Não tem desenvolvimento psíquico para isso. Ele vai no máximo cheirar e... se dispersar. Não é que ele não entendeu: ele nem percebeu! Não registrou!


Por esta razão elas devem ser criticadas, discriminadas, rejeitadas? De jeito nenhum. Quem somos nós para fazer isso? Mesmo quando estudamos muito e pelo esforço próprio já conquistamos largo conhecimento a respeito das verdades universais, nossa ignorância ainda é astronomicamente mais vasta do que sequer podemos imaginar. Os espíritos realmente sábios e evoluídos olham para nosso orgulho com imensa piedade paternal...


Quer dizer que elas vão continuar assim para sempre? Também não. Vão ter que caminhar um dia, como nós mesmos. A estrada é bem longa, contudo a lerdeza da maioria é passageira. Na verdade, até certo ponto, ela é providencial.



(...) a morosidade dos processos evolutivos no campo do espírito é mais que natural, porquanto o progresso apressado pertence àquele que revela suficiente desassombro para acelerar o passo na subida dos montes do conhecimento e da virtude. Para a comunidade em geral, a lentidão é imprescindível.(1) (Neio Lúcio, por Chico Xavier)



Se a demora é um direito do livre-arbítrio, o atraso na conquista dos benefícios é a justiça correspondente. Só colhemos o que plantamos, lembra?


E sobre essa má vontade na pesquisa pelo raciocínio, não nos referimos apenas às pessoas aparentemente sem cultura – estas, aliás, podem se revelar, em muitas ocasiões, com uma inteligência emocional e uma postura moral bem superiores a determinados indivíduos cultos que transpiram soberba. Falamos também dos intelectuais fossilizados em erudição acadêmica que desprezam o conhecimento espiritual por pura ignorância e medo, pois..




Há um movimento inconsciente das criaturas rejeitando verdades que as tornam mais responsáveis.(2) (Odilon Fernandes, por Carlos Baccelli)



Não é que eles não acreditam: eles desconhecem e fogem de conhecer, já que essas informações causariam uma ruptura no dique da barragem que sustenta todas as teorias que acumularam até então, e uma mudança inclusive em seu estilo de vida. Não querem! Mais cômodo ficarem imóveis, fingindo desdém e superioridade – como se esse estado pudesse persistir para sempre. Pode se estender por muito, muito tempo, mas não para sempre. Aí está a reencarnação para surpreendê-los, mexendo e remanejando todas as circunstâncias em que estão inseridos. Terão arrancados de suas mãos aqueles mesmos livros que estão acostumados a ler e serão arremessados de suas cadeiras de balanço para condições existenciais bem diferentes, fazendo-os enxergar a vida por um outro ângulo.


Há ainda os experimentadores de sensações e costumes modernos, sempre à cata de novidades publicitárias classificadas como alto conhecimento de vanguarda. Felizes como crocodilos no pântano, não desejam sair dali. Para eles toda aquela água parada está ok, não precisa ser drenada. Consideram o limitadíssimo espaço onde se afundam como um vasto oceano, ou talvez a própria Via Láctea!



Nada é tão difícil de compreender quanto o que se ignora; nada é mais simples do que aquilo que se conhece.(3) (Camille Flammarion)



Da mesma forma, existem os apáticos e indiferentes. Acham que estão na Terra somente para comer, beber, dormir, ter relações sexuais e trabalhar mecanicamente (só porque precisam sobreviver; caso contrário, nem isso fariam). Estão assim por vontade – ou falta de vontade – própria, arrastando-se ao longo de inúmeras encarnações.



Há espíritos que, por muitas vezes, partem da carne através da morte e à carne voltam através do berço, quais estátuas inermes que, depois de enterradas durante séculos, volvem ao exame de outrem, sem qualquer aspecto novo que lhes altere os esgares fixos.(4) (André Luiz, por Waldo Vieira)




Todos esses foram abandonados pela Providência Divina? Não, absolutamente. O Amor de Deus envolve todas as criaturas sem distinção. Justamente por isso, há o respeito completo à liberdade de pensamento e de ação, embora essa liberdade seja cercada pelas balizas da Lei, para a nossa própria proteção. O que acontece é que eles mesmos preferem se largar na indolência, ainda que possuam dentro de si, lá no âmago, a chama inapagável da intuição espiritual.



As realidades da sobrevivência acompanham a alma humana desde o berço. Intuitivamente, sabe o homem que a vida não se encontra circunscrita às estreitas atividades da Terra.(5) (Emmanuel, por Chico Xavier)




Certa vez, no ano de 2004, quando já enviava pela Internet textos, na maior parte espíritas, para os contatos pessoais, recebi o seguinte recado de uma amiga muito querida: “Não se incomode em mandar essas coisas, porque eu leio, mas é como se não tivesse lido nada... Me desculpe. Acho que você já me conhece...” Respondi, com muito carinho (textualmente): “Como você também já sabe, respeito integralmente seu modo de pensar e não tenho a pretensão de mudar sua cabeça. Envio-lhe os textos e frases como envio a todos os amigos de minha lista de e-mails, para quem quiser refletir. Se não quiser receber nada é só dizer, que eu retiro o seu nome da lista e nada vai mudar em nossa amizade por isso. Mas, se me permite, continuarei enviando, porque você nunca sabe quando vai precisar das informações contidas neles, nem conhece o momento em que despertará para as questões espirituais mais profundas. Deus te proteja hoje e sempre”.




(...) Os Espíritos tratam de convencer; quando não o conseguem, é um inconveniente sem importância; é simplesmente porque o encarnado ainda não está pronto para ser convencido.(6) (Revista Espírita, de Allan Kardec)




Fiquei admirado pela maneira tão honesta e exata com que minha amiga conseguiu expressar, talvez inconscientemente, a condição em que ela e muitos se encontram por enquanto: “Eu leio, mas é como se não tivesse lido nada...” E lembrei das palavras de Thomas Edison:




5% das pessoas pensam. 10% das pessoas pensam que pensam. Os outros 85% preferem morrer a pensar.(7)



É por essas e outras que ainda vai demorar bastante para que a certeza a respeito das verdades espirituais se generalize em nosso planeta. Não a certeza como crença ingênua, mas sim aquela que é fruto da investigação escrupulosa e imparcial.


Estamos avançando, porém. A cada dia, cresce o número dos sinceramente dispostos a estudar e entender. E o trabalho de aprofundamento, ensino, intercâmbio e divulgação se expande prodigiosamente, na atualidade, pelas mãos luminosas dos obreiros do Bem.


Ninguém segura o tempo.

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Fernando Peron
23 de março de 2017
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(1) – Obra Sementeira de Paz. Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Neio Lúcio, organização de Wanda Amorim Joviano. Vinha de Luz Serviço Editorial. Belo Horizonte (MG), 2010. 1ª edição, pág. 263. Trecho psicografado em 3 de março de 1948.


(2) – Obra O Transe Mediúnico. Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Odilon Fernandes. LEEPP – Livraria Espírita Edições Pedro e Paulo. Uberaba (MG), 2010. 2ª edição, pág. 194.


(3) – Obra Urânia. Camille Flammarion. FEB – Federação Espírita Brasileira. Rio de Janeiro (RJ), 1987. 5ª edição, pág. 71.


(4) – Obra Ideal Espírita. Francisco Cândido Xavier, Waldo Vieira, por Espíritos Diversos. CEC – Comunhão Espírita Cristã. Uberaba (MG), 2007. 2ª edição de bolso, págs. 166 e 167. Trecho psicografado por Waldo Vieira, pelo Espírito André Luiz.


(5) – Obra Roteiro. Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel. FEB – Federação Espírita Brasileira. Rio de Janeiro (RJ), 1986. 7ª edição, pág. 53.


(6) – Obra Revista Espírita: Jornal de Estudos Psicológicos – Ano VIII, 1865 (nº 2 - fevereiro de 1865). Allan Kardec. FEB – Federação Espírita Brasileira. Rio de Janeiro (RJ), 2006. 3ª edição, pág. 76. Trecho do Espírito Erasto, pelo médium Sr. d’Ambel.


(7) – Thomas Edison (1847-1931), cientista e inventor americano.